Edição digital
Assine já
Imobiliário

Comporta: Vanguard Properties e GreenVolt anunciam parceria para “maior comunidade de energia da Europa”

Todos os edifícios no projecto Terras da Comporta estarão ligados à comunidade energética descentralizada, onde 35.000 m² de painéis fotovoltaicos irão garantir uma autonomia de pelo menos 80%. O investimento total, repartido entre a Vanguard Properties e a GreenVolt, é de até 11 M€

CONSTRUIR
Imobiliário

Comporta: Vanguard Properties e GreenVolt anunciam parceria para “maior comunidade de energia da Europa”

Todos os edifícios no projecto Terras da Comporta estarão ligados à comunidade energética descentralizada, onde 35.000 m² de painéis fotovoltaicos irão garantir uma autonomia de pelo menos 80%. O investimento total, repartido entre a Vanguard Properties e a GreenVolt, é de até 11 M€

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Luís Lopes eleito para presidência da nova direcção da ASMIP
Imobiliário
CICCOPN forma técnicos de obra em Santo Tirso
Construção
Richimi Factory marca presença na 2ª edição da ‘Casa Aberta’
Empresas
Reabilitação e redes de saneamento serão prioridade no Orçamento de Azeméis para 2023
Construção
Socicorreia lança empresa para serviços ‘tailor made’
Empresas
Oriflame escolhe Edifício Adamastor para o seu escritório em Lisboa
Imobiliário
Acciona inaugura o edifício Priority 1907
Imobiliário
Saxun apresenta a nova cortina de vidro Azur
Empresas
Limehome assina primeiro projecto em Portugal
Imobiliário
Cosentino reabre as portas do seu City de Amsterdão
Construção

A Vanguard Properties e a Energia Unida, do Grupo Greenvolt, anunciaram uma parceria para desenvolver uma comunidade de produção descentralizada de energia para o projecto imobiliário “Terras da Comporta”. Este projecto engloba os loteamentos Torre, em Alcácer do Sal e o Dunas, em Grândola, num total de 1.376 hectares. Todos os edifícios que serão construídos no projecto “Terras da Comporta” estarão ligados à comunidade energética descentralizada, o que significa que serão simultaneamente produtores e consumidores de energia, o que inclui os dois campos de golfe, loteamentos residenciais, hotéis, hotéis-apartamento, aldeamentos turísticos e equipamentos logísticos e comerciais.

De acordo com a promotora, “esta será a maior comunidade energética de Europa” e deverá contar com uma produção estimada de cerca de 7MW através da instalação de 35.000 m² de painéis fotovoltaicos. Desta forma estarão garantidos “uma autonomia energética de pelo menos 80%, através da produção própria a partir de fontes renováveis” para os projectos imobiliários.

O investimento previsto é de até 11 milhões de euros, sendo que até sete milhões de euros serão investidos por parte da Energia Unida e até quatro milhões nas estruturas de car-park, a cargo da Vanguard Properties, sobre os quais serão instalados os painéis.

Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, “a parceria com a Energia Unida para criação da maior comunidade energética da Europa está perfeitamente alinhada com os valores e posicionamento de um projeto imobiliário que se distingue pela visão de desenvolvimento para a região e que assume como pilares a mobilidade, a inovação, a sustentabilidade ambiental, a ligação às pessoas e aos seus ambientes e o respeito pela diferença e tradição. Pretendemos que o ‘Terras da Comporta’ seja uma referência não apenas a nível nacional, mas também internacional“.

O conceito de comunidade energética consiste na produção descentralizada de energia e partilha com os membros da comunidade. A título de exemplo, no caso do “Terras da Comporta”, cada casa, cada unidade hoteleira ou espaço comercial terão instalados painéis fotovoltaicos que estarão a produzir energia para consumo próprio ou para partilha com a comunidade, sempre que não haja necessidade de consumo ou em caso de excesso de produção. Desta forma, há uma optimização da produção e do consumo com benefícios muito significativos para os consumidores que podem atingir uma redução do custo de energia de cerca de 40%. Por outro lado, tratando-se de produção de energia a partir de fontes renováveis vai contribuir para o grande objectivo de sustentabilidade do projeto, que passa por garantir que todos os edifícios construídos sejam neutros em emissões de carbono (Net Zero Carbon Buildings).

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Luís Lopes eleito para presidência da nova direcção da ASMIP
Imobiliário
CICCOPN forma técnicos de obra em Santo Tirso
Construção
Richimi Factory marca presença na 2ª edição da ‘Casa Aberta’
Empresas
Reabilitação e redes de saneamento serão prioridade no Orçamento de Azeméis para 2023
Construção
Socicorreia lança empresa para serviços ‘tailor made’
Empresas
Oriflame escolhe Edifício Adamastor para o seu escritório em Lisboa
Imobiliário
Acciona inaugura o edifício Priority 1907
Imobiliário
Saxun apresenta a nova cortina de vidro Azur
Empresas
Limehome assina primeiro projecto em Portugal
Imobiliário
Cosentino reabre as portas do seu City de Amsterdão
Construção
Imobiliário

Luís Lopes eleito para presidência da nova direcção da ASMIP

Nos próximos três anos, a nova direcção pretende “continuar a garantir uma posição credível e reconhecida junto das empresas, que permita apresentar e defender os interesses, quer das suas associadas, quer da classe em geral”

CONSTRUIR

A Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP) elegeu a nova direcção para o triénio 2023/2025. Luís Lopes, da Forma de Saída, será o novo presidente da direcção, tendo como vice-presidente Francisco Bacelar, da Forma Régia, que ocupou a presidência nos últimos dois mandatos. Luís Ribeiro, da Figueira Center Imobiliária preside à Assembleia Geral e Mário Matos, da IMA, estará à frente do Conselho Fiscal.

Ao iniciar esta nova etapa, a nova direcção destaca um conjunto de desafios que vão nortear o caminho nos próximos três anos, sendo que o primeiro e mais importante é continuar a garantir uma posição credível e reconhecida da ASMIP, junto das empresas que representam e de todas as entidades com quem se relaciona, que permita apresentar e defender os interesses, quer das suas associadas, quer da classe em geral.

Luís Lopes destaca que “ao longo do nosso percurso o reconhecimento tem sido crescente em diversas instituições públicas e privadas. O mais recentemente, por exemplo, depois de um primeiro passo como observadores nas reuniões do Conselho Nacional de Habitação, foi sermos reconhecidos como membros nas reuniões deste importante órgão consultivo do Governo, no domínio da política nacional de habitação, criado no âmbito da Lei de Bases da Habitação”.

Outro dos desafios passa pela contínua formação dos profissionais da mediação. “Nesse sentido estaremos empenhados em alargar a diversidade de oferta formativa, com mais áreas abrangidas, novos temas, e novos formadores”, acrescenta.

Do conjunto de dezena e meia de iniciativas e desafios que a nova direcção da ASMIP quer ver implementados no próximo triénio, destaque também o lançamento de um portal, com o objectivo de fazer dele uma alternativa válida para a geração de leads que façam movimentar o negócio das empresas associadas, e demais empresas aderentes, tendo como objectivo secundário a partilha de negócio entre todos os seus utilizadores.

Continuar a garantir o apoio jurídico aos associados; incrementar as parcerias e participações; estabelecer pontes com organismos nacionais e internacionais; apoiar eventos como o Imobinvest e a participação no SIL, são um conjunto de outras iniciativas que vão continuar a ser privilegiadas.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Oriflame escolhe Edifício Adamastor para o seu escritório em Lisboa

A marca sueca de cosméticos é o novo inquilino do Edifício Adamastor, no Parque das Nações. As consultoras imobiliárias Worx e CBRE foram responsáveis por esta colocação

CONSTRUIR

O Edifício Adamastor, propriedade da Imopolis, está localizado na Av. D. João II, a artéria mais importante do Parque das Nações. Esta é uma zona que se tem afirmado, cada vez mais, como uma excelente opção para empresas que procuram arrendar escritórios novos. Este edifício destaca-se pela sua arquitectura moderna e qualidade, mas também pela excelente localização, a uma curta distância da Gare do Oriente e do aeroporto.

“Esta localização e novas instalações, aproximam a Oriflame dos seus parceiros de marca e clientes, com espaços disponíveis que permitem a experiência de marca, cocriação, e centro de networking. Também para os nossos funcionários temos condições melhores e mais ajustadas à nova realidade do mercado, e que promovem os valores fundamentais da empresa de união, espírito e paixão”, justifica Rui Matias da Silva, director geral da Oriflame em Portugal.

A Oriflame vai ocupar no Edifício Adamastor uma área de 360 metros quadrados, no 13º piso, o que permite uma vista privilegiada e desafogada sobre o rio Tejo. Na opção por este edifício pesaram factores como o espaço de escritórios em condições que permitiam uma mais rápida utilização do espaço, a localização central e os acessos rodoviários e de transportes públicos. Toda a envolvente do Parque das Nações, com espaços de lazer, comércio e serviços, fez também com que o Edifício Adamastor se destacasse entre outras opções.

“O Edifício Adamastor responde às necessidades da Oriflame, pelas suas excelentes características e localização. A vista rio acabou por ser um plus interessante, pelo ambiente que proporciona aos seus colaboradores”, refere Jorge Telles de Carvalho, consultant da Worx Real Estate Consultants, que representou a Imopolis (proprietária do edifício).

“O Parque das Nações é um dos destinos mais atractivos para as empresas na cidade de Lisboa. Temos a certeza que o Edifício Adamastor é a escolha mais acertada para a Oriflame ao selecionar esta localização para a sua nova sede e que irá responder às suas exigências e necessidades”, comenta André Almada, senior director offices advisory & transaction na CBRE.

O empreendimento Adamastor é composto por duas torres de escritórios, numa localização privilegiada no Parque das Nações. Com excelentes infraestruturas, estacionamento e rodeado de serviços e comércio, é um edifício de relevo no mercado de escritórios em Lisboa.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Acciona inaugura o edifício Priority 1907

Com promoção da Acciona e da CleverRed e empreitada da Baltor, o antigo edifício do século XX dá lugar a com 18 novos apartamentos

CONSTRUIR

Perto da estação ferroviária de Alcântara Terra, no início da Rua Prior do Crato, encontra-se o recém-inaugurado Priority 1907. O projecto renovou o edifício mais emblemático da Rua Prior do Crato, que pertenceu à escola de artes da Fundação Ricardo Espírito Santo, preservando a autenticidade histórico-arquitectónica do imóvel, cuja construção original data de 1907. O edifício manteve a sua fachada intacta mas embelezada, as suas colunas de ferro fundido e grandes janelas ganharam vida e a estrutura interior foi respeitada e melhorada com a criação de 14 lofts e 4 apartamentos. Com promoção da Acciona e da CleverRed, a empreitada esteve a cargo da Baltor.

Segundo Andrés Pan de Soraluce, CEO da divisão imobiliária da Acciona, “Lisboa é um mercado estratégico para a Acciona, onde temos uma carteira de quase 600 casas para continuar a desenvolver o nosso compromisso com a sustentabilidade em Portugal, através de projectos que cuidam do meio ambiente e melhoram a vida das pessoas”.

Também Carlos Cercadillo, ceo da CleverRed, confirmou a intenção de “continuar a apostar na cidade de Lisboa e de desenvolver, conjuntamente com Acciona, uma empresa de nível mundial, muitos mais projectos em Lisboa”.

Também em Alcântara, os dois parceiros têm outro projecto residencial de 74 apartamentos de nova construção – o Alcântara Rio 2 – que irá dar continuidade ao projecto inicialmente apresentado pela extinta Obriverca e que há muito espera para sair do papel.

Além destes dois empreendimentos, a empresa formada pela Acciona e a CleverRed tem um grande projecto de uso misto na Avenida Alfredo Bensaúde, nos Olivais. Com aproximadamente 70 mil m2 de área construída, o projecto combinará vários usos, tais como escritórios, comércio a retalho, habitação para arrendamento, habitação para venda e uma grande área verde.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Limehome assina primeiro projecto em Portugal

O Porto foi a cidade de entrada num mercado que terá um papel de relevo no crescimento da empresa que tem já outros projectos em negociação em Portugal

CONSTRUIR

A Limehome empresa de tecnologia hoteleira e operador de serviced apartments totalmente digitalizados, entra no mercado português com a assinatura do primeiro projecto no Porto. Desenvolvido com a Ratisbona, o parceiro local, o projecto compreende um empreendimento de um andar que inclui apartamentos tipo estúdio e de 1 e 2 quartos com terraço e com vista para o rio Douro, a ponte Luís I e monumentos como o Mosteiro da Serra do Pilar.

Devido à sua localização estratégica, os apartamentos enquadram-se perfeitamente na cidade, revitalizando a área próxima ao centro histórico como ponto de encontro, não só para os visitantes, como também para os habitantes da cidade do Porto. O edifício consistirá num empreendimento de altura reduzida de serviced apartaments e a Limehome participará nas obras necessárias.

“Limehome está actualmente a analisar diferentes projectos em Portugal que estão numa fase avançada, não só no Porto, mas também em outras cidades portuguesas. Portugal é um país muito atraente tanto para hóspedes em lazer, como para hóspedes corporativos, com uma procura internacional crescente” afirma Jose Llosa, growth and real estate head na Limehome Iberia.

Para a empresa Lisboa e Porto são cidades chave para o seu crescimento e posicionamento no mercado português mas os seus responsáveis não descartam outros destinos potencialmente interessantes para o seu modelo de negócio, o que lhe permite operar em cidades de diferentes dimensões, tanto capitais como cidades mais pequenas, com diferentes tipos de procura, bem como numa grande variedade de bens imobiliários.

“Portugal tornou-se um destino turístico internacional muito atraente para os nómadas digitais. Temos recebido muito atenção por parte de investidores, family office e fundos de investimento que estão a olhar para Portugal e para o Sul da Europa com interesse no desenvolvimento deste tipo de activos caracterizados pela sua flexibilidade em estadias curtas e médias e uma conta operacional com custos de estrutura reduzidos, graças à digitalização em todos os nossos processos e experiência do cliente”, esclarece Ricky Bichel, Head of International Expansion na sede Limehome em Munique.

Além da assinatura desta operação no Porto, a Limehome acaba de fechar uma ronda de financiamento de 45 milhões de euros. Actualmente, a empresa está presente em 53 cidades, distribuídas por sete países diferentes. Com este capital, a empresa sediada em Munique prepara-se para expandir para outros mercados europeus. Os investidores HV Capital, Picus Capital e Lakestar continuam a participar na ronda, enquanto novos investidores AW Rostamani Group e Capital Four se juntam à ronda.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Venda de carteiras de crédito malparado em Portugal deverá cair mais de 40% para 1.7MM€

O país perdeu também ritmo na redução do crédito malparado do sistema financeiro. Em Junho de 2022 existiam 7.5 MM€ em crédito em incumprimento nos bancos portugueses, reduzindo apenas 200 M€ face ao final de 2021. Este stock representa 3,3% do total de crédito concedido. Os dados são revelados pela Prime Yield no seu mais recente estudo “Investing in NPL in Iberia 2022”

CONSTRUIR

O investimento em carteiras de crédito malparado (Non-Performing Loans, NPL na sigla inglesa) deverá travar significativamente este ano, estimando-se que a venda de portfólios deste tipo de activos ascenda a 1.7 mil milhões de euros, de acordo com a Prime Yield no seu mais recente research sobre este mercado na Ibéria. “Investing in NPL in Iberia” acaba de ser lançado e assinala já a sua quinta edição.

Este volume apresenta uma queda de 44% face aos 3 mil milhões de euros transaccionados em 2021, ano em que a actividade recuperou após a travagem de 2020, quando as transacções não foram além dos 1,0 mil milhões de euros, reflectindo o impacto da pandemia.

De acordo com, “Os valores agora apurados contrariam bastante as estimativas que tínhamos no início do ano, as quais apontavam para a continuação da retoma da actividade para os níveis pré-Covid, cujos padrões se situavam entre os 6.5 mil milhões de euros e os 8.0 mil milhões de euros anuais. Mas, na realidade, já vimos que a conjuntura tem, a capacidade de se alterar de forma muito rápida e, também neste mercado surgiram alguns factores que, conjugados, acabaram por resultar num arrefecimento da actividade transaccional”, explica Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield.

De acordo com a Prime Yield, esta perda de ritmo face a 2021 fica a dever-se à conjugação essencial de três factores: Em primeiro lugar, as carteiras que estão activas no mercado são de menor dimensão do que antes, afectando o volume global transaccionado. O volume de vendas de 2021 reflecte a negociação de 13 portfólios, enquanto 2022, apesar da quebra assinalável no montante, sinaliza um número semelhante de operações (11).
Em segundo lugar, há uma efectiva redução do número de carteiras a surgir no mercado, pois não só o stock de malparado não aumentou, como se observou a entrada de vários servicers no mercado, os quais actuam numa fase prévia da recuperação do crédito, limitando as carteiras que chegam ao mercado para investimento final.
Por último, continua a existir um desencontro forte nas expectativas de preço entre vendedores e compradores. A Banca tem hoje menor pressão para vender, tentando obter melhor preço pelos portfólios. Já os investidores mostram-se menos abertos a pagar mais, daí decorrendo um desajuste de preços e uma maior demora na concretização dos negócios.

Na perspectiva de Nelson Rêgo, “Portugal continua a apresentar excelentes oportunidades e o fluxo de carteiras a surgir no mercado vai continuar, especialmente ao longo de 2023. A conjuntura económica marcada por uma elevada inflação e o aumento das taxas de juro deverá ter impacto no crescimento do crédito malparado, embora a próxima onda de carteiras em incumprimento deva surgir apenas no final de 2023 e no ano seguinte. Numa primeira fase, o incumprimento deverá afectar mais o segmento de empresas, especialmente as PMEs, e numa segunda fase o crédito às famílias, nomeadamente no âmbito do financiamento para aquisição de habitação”, sustenta.

Para já, a perda de dinâmica na venda de NPL foi acompanhada por uma redução bastante mais lenta do volume de crédito malparado no sistema financeiro português. No 2º trimestre deste ano, Portugal contabilizava 7.5 mil milhões de euros de crédito em incumprimento nos Bancos nacionais, um montante que corresponde a 3,3% do crédito total concedido no país. Este volume fica apenas 200 milhões de euros abaixo do final de 2021, mas reduz em 1.3 mil milhões de euros face aos 8.8 mil milhões de euros contabilizados no mesmo período de 2021.

No contexto europeu, Portugal é o país com o décimo maior volume de NPL, embora possuindo um stock bastante inferior aos dos líderes França, que detém cerca de 109.7 mil milhões de euros, de Espanha, com 78.9 mil milhões de euros, ou de Itália, onde ainda permanecem 51.8 mil milhões de euros. Para mais, o NPL no sistema financeiro português equivale actualmente a um terço do registado há três anos, quando o stock ascendia a 21.3 mil milhões de euros.

Em termos do crédito malparado atual, as empresas representam a maior fatia, nomeadamente 64% do stock contabilizado no país, o equivalente a €4.8 mil milhões. Deste volume, 73% está concentrado nas PME’s (3.5 mil milhões de euros), sendo que 42% do crédito malparado às empresas está garantido por imobiliário corporativo, no valor de 2.0 mil milhões de euros. O segmento das famílias contabiliza 2.7 mil milhões de euros em malparado, o que representa 36% do stock total. Deste valor, 1.1 mil milhões de euros diz respeito a crédito à habitação.

A Prime Yield lança anualmente o relatório” Investing in NPL in Iberia”, onde estima o potencial de transacção de crédito malparado em Portugal e Espanha. O estudo apresenta um balanço da actividade transaccional de NPL em 2022, além de analisar o stock e rácio deste tipo de crédito no respectivo sistema financeiro, disponibilizando ainda um olhar sobre a economia e o mercado imobiliário.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Preços na baixa e centro histórico do Porto descem 6,4% no 1º trimestre do ano

No 1º semestre deste ano, os preços da habitação no conjunto das áreas de reabilitação urbana da baixa e centro histórico do Porto registaram uma queda de 6,4% face ao semestre anterior

CONSTRUIR

Trata-se de uma inversão face à subida semestral de 11,6% que os preços tinham observado no 2º semestre de 2021
O comportamento dos preços neste território é monitorizado pela Confidencial Imobiliário através do Índice de Preços da Baixa e Centro Histórico do Porto.

Este contraste no desempenho semestral dos preços na Baixa e Centro Histórico não é inédito, já que ao longo dos últimos quatro anos é comum observarem-se oscilações entre variações positivas e negativas, algumas das quais com amplitudes vincadas.

A quebra que sucedeu a uma forte valorização em termos semestrais, impactou desde logo a variação homóloga dos preços, que se manteve em terreno positivo, mas que travou de 13,7% no 2º semestre de 2021 para os actuais 4,4%.
Contudo, anteriormente as oscilações acentuadas entre as variações semestrais observaram-se em contextos de contracção ou estabilização do investimento imobiliário, ao passo que agora se verifica num momento de expansão da actividade. Designadamente, no 1º semestre de 2022 foram investidos 141,8 milhões de euros na aquisição de imóveis nas ARUs da Baixa e Centro Histórico, volume que aumentou 28% face ao semestre anterior e que recoloca a actividade nos níveis pré-Covid.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Duarte Pacheco 26 com taxa de ocupação nos 100%

A entrada da Homing e da Hyperion Renewables foram as últimas operações. As empresas ocupam agora o 6º e o 5º pisos do edifício, respectivamente

CONSTRUIR

A Homing, empresa de gestão de alojamento local e mediação imobiliária, foi colocada pela Savills e ocupa agora o 6º piso, com uma área de aproximadamente 506 m2. Além de pretender um espaço maior que preenchesse as suas necessidades de expansão, a Homing procurava um escritório num edifício de qualidade e com uma localização central, com bons acessos e perto de transportes públicos, sendo o Duarte Pacheco 26 o match perfeito.

“Estamos muito satisfeitos por termos concluído este negócio. A chegada a este espaço reforça a aposta da Homing na continuidade da sua estratégia de crescimento, nomeadamente na área da mediação imobiliária. Este espaço diferenciador e atractivo, permitirá aos nossos colaboradores e clientes terem prazer em estar nos nossos escritórios”, afirma João Bolou Vieira, CEO do Homing Group.

“Alcançar uma taxa de ocupação de 100% no edifício Duarte Pacheco 26 é sem dúvida uma grande satisfação. Localizado em pleno coração de Lisboa, com óptimos acessos, este activo representa o melhor do mercado de escritórios da capital, o qual segue uma tendência de crescimento recorde este ano”, sublinha Frederico Leitão de Sousa, head of corporate solutions da Savills.

Pela mão da CBRE, a Hyperion Renewables é agora o novo inquilino do piso 5, ocupando também 506 m2. “Queríamos manter-nos na mesma zona central de Lisboa e o Duarte Pacheco 26 cumpriu todos os requisitos que estávamos à procura. A entrada no espaço causa logo um enorme impacto pela vista abrangente e a quantidade de luz.”, comenta a CEO da Hyperion Renewables, Aytea Álvarez-Amandi.

A Hyperion Renewables é uma empresa “All-Round” de referência de energias renováveis que investe e desenvolve projectos na Ibéria desde 2006, com mais de 1,4 GW desenvolvidos ou em desenvolvimento e +350 MW de activos sob Gestão.

“O edifício Duarte Pacheco 26 é uma referência ao nível de espaços de escritórios em Lisboa e esta ocupação a 100% comprova o bom momento que o mercado de escritórios de Lisboa atravessa” comenta André Almada, senior director offices advisory & transaction da CBRE.

Com 7.500 m² de área bruta total distribuídos por 13 pisos, este é um edifício que se distingue, sobretudo, pela vista soberba sobre o rio Tejo que oferece aos seus tenants.

“O DP26 é um edifício emblemático de Lisboa sendo uma referência na zona CBD (Zona 2). Ao longo dos últimos anos, passámos por vários ciclos no mercado e sempre conseguimos valorizar o activo para que se posicionasse como referência no mercado de escritórios. Com a taxa de ocupação a 100%, destaco a relevância dos nossos inquilinos (AAA tenants)” refere Miguel Emauz Ribeiro, senior manager da Norfin.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Crescimento sustentado do financiamento especializado até Setembro

O Renting, o Factoring e o Leasing, na sua vertente imobiliária, completaram os primeiros três trimestres de 2022 com crescimentos de dois dígitos face ao ano anterior

CONSTRUIR
tagsALF

No Factoring, o ano 2022 está a confirmar a dinâmica de que deu sinal no ano passado, quando recuperou das quedas verificadas com a pandemia. De Janeiro a Setembro deste ano, a produção de Factoring superou os 30 mil milhões de euros, significando um ganho superior a 20% face ao ano passado e também a 2019. O total do sector significou 30,5 mil milhões de euros, 23,8% acima dos cerca de 24,7 mil milhões dos três trimestres do ano passado e do valor similar de 2019.

O maior impulso proveio do Confirming (serviço de gestão de pagamentos devidos aos fornecedores, permitindo ao cliente do Confirming libertar capital para outras áreas), com os 13,5 mil milhões de euros de apoio dado pelos associados da ALF às empresas, a significarem uma subida de 33,2% face ao período homólogo de 2021. Mais impactante, este valor de créditos tomados fica quase 44% acima do valor de 2019. Por seu lado, o Factoring internacional teve uma subida de 24,0%, para 3,9 mil milhões de euros de créditos tomados, enquanto o Factoring doméstico cresceu 15,4%, para 13,2 mil milhões de euros, superando os valores do ano pré-pandémico.

“A pandemia, seguida da subida gradual da inflação e do início da guerra na Ucrânia, determinou um aumento da incerteza no sentimento dos consumidores e das empresas”, admite Luís Augusto, presidente da ALF, realçando que “o financiamento especializado mantém-se, como em anteriores crises, um garante de suporte à economia e aos seus agentes, sejam particulares ou empresas, sejam os sectores público ou privado. Em consonância com a nossa mensagem, os associados da ALF têm aprofundado o apoio aos negócios, contribuindo para o crescimento do PIB nacional. Os dados estatísticos agora divulgados, relativos a três quartos do ano 2022, acompanham os sectores mais dinâmicos da economia, superando valores que se verificavam antes da pandemia”, assinala Luís Augusto.

Nesse sentido, o Leasing registou um crescimento acumulado de 2,7%, para 1,6 mil milhões de euros. Os dados revelados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting revelam ainda a clara resiliência da locação financeira imobiliária, cujo crescimento de 11,5% ao longo dos três trimestres decorridos até final de Setembro compensou a ligeira contracção de 1% no Leasing mobiliário, repartido por viaturas e equipamentos.

O Leasing imobiliário atingiu 571,4 milhões de euros de produção, acima dos 512,5 milhões do ano passado, mas ainda aquém dos 610,4 milhões de 2019. As empresas e entidades públicas mantêm a preponderância no Leasing imobiliário, mas os profissionais liberais e os particulares, apesar de representarem apenas 6% da produção, movimentaram 27,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano.

No Renting, a quebra na oferta de viaturas novas não invalidou um crescimento face ao ano anterior, com mais 8,8% de viaturas e 18,8% no valor da produção acumulada. Nos 19 107 veículos contratados de Janeiro a Setembro, o crescimento do número de veículos comerciais superou o de passageiros, na relação com o ano anterior, com os comerciais a subir 20,4% e os veículos de passageiros a progredirem cerca de 8,3%.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

“O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica”

A Quinta da Freixeira, em Loures, é o maior empreendimento do Grupo ADDSolid e que permite “elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro”. Mas, para 2023, a promotora prevê avançar com um conjunto de outros empreendimentos que totalizam mais 20 M€. Porto e Algarve estão igualmente nos planos da promotora

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, Tiago Cerdeira Pinto, COO da ADDSolid, falou do mercado, da tão adiada construção para a classe média e daquilo que atrai o Grupo a investir, onde o conceito de “cidade dos 15 minutos” está cada vez mais presente

Qual a estratégia de investimento do Grupo? De que forma é que se posicionam no mercado?

Investimos principalmente em promoção residencial para venda na área metropolitana de Lisboa e para o segmento médio/alto, onde temos atualmente oito empreendimentos em desenvolvimento, alguns em fase de licenciamento e outros em construção. O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica, afastado do modelo tradicional dirigido ao “mass market”, mesmo no segmento de preço médio, primando em simultâneo por garantir excelentes níveis de conforto e sustentabilidade. Paralelamente, possuímos e gerimos uma carteira de rendimento de imóveis de habitação e outros usos, como escritórios, ginásios e lojas, que se encontram arrendados.

Qual o volume de investimento que prevêem para os próximos anos?

Do pipeline que possuímos de cerca de 200 fogos, encontram-se actualmente 38 em construção e prevemos o arranque de empreitada de 46 unidades no próximo ano. O investimento previsto para o próximo ano é de 20 milhões de euros, com expectativa de incremento gradual nos anos seguintes.

Quais os próximos projectos a serem lançados?

Pretendemos iniciar no próximo ano a construção e comercialização de dois empreendimentos de construção nova, Castelo Branco Saraiva e Townhouses AAR, ambos localizados na Penha de França, em Lisboa, um empreendimento em São Domingos de Benfica, e um pequeno condomínio de 12 moradias inserido no loteamento Jardins de Santiago, em Setúbal. Todos estes empreendimentos são exclusivamente residenciais e pretendem alcançar um comprador de classe média.

Que leitura fazem da actual situação do mercado imobiliário?

O grau de incerteza é elevado por factores externos ao imobiliário do conhecimento comum, tanto políticos como económicos, particularmente a elevada inflação. Um agravar da crise causada por estes factores poderá contagiar o mercado imobiliário. De qualquer forma, o sector tem factualmente resistido, mantendo-se um enorme desequilíbrio entre a oferta e a procura, com a escassez de oferta a alavancar os preços.

No sector, mantém-se o caos burocrático do licenciamento urbanístico, principalmente no município de Lisboa, o que, com a manutenção da procura, contribui para a falta de oferta e subida dos preços. A promoção privada para a classe média portuguesa é uma equação sem solução enquanto os prazos de licenciamento não forem encurtados e a carga fiscal reduzida, particularmente o IVA a 23%. Temos exemplos de projectos inicialmente concebidos para a classe média com processos camarários iniciados há quatro anos e que até ao momento ainda não estão concluídos, tendo de suportar a compra do terreno, impostos sobre a aquisição e detenção do terreno, projectos, gestão, entre outros custos, sem qualquer retorno, o que irá obviamente repercutir-se no custo final dos fogos.

O projecto da Quinta da Freixeira dita um novo paradigma do que se pretende em termos de sustentabilidade. Serão assim os próximos projectos da ADDSolid?

A Quinta da Freixeira tem uma escala que permite elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro, procurando proporcionar aos seus residentes e trabalhadores um modo de vida de qualidade superior. Esta premissa traduz-se na certificação LiderA que procurámos e atingimos logo em fase de loteamento, que será seguida nos projectos de moradias e outros edifícios no local.

De qualquer forma, mesmo os projectos de menor escala privilegiam a sustentabilidade, que não é apenas ambiental, mas também económica e social. Por exemplo, o empreendimento Castelo Branco Saraiva, localizado na Penha de França e cuja construção será iniciada no próximo ano, visa responder à classe média jovem que procura uma primeira habitação num bairro calmo e tranquilo de Lisboa.

Procuramos sempre que os nossos projectos contribuam de forma positiva para a sociedade em que vivemos, construindo espaços que sejam não só uma melhoria significativa para as cidades e sociedades em que se inserem, mas também para o ambiente, contrariando os níveis de poluição e consumos energéticos crescentes.

Porto e Algarve nos planos

Os vossos projectos estão situados na AML. Que outras localizações consideram atractivas ou que factores podem ditar o vosso interesse?

Procuramos neste momento novas localizações para projectos residenciais, tanto de construção nova como de reabilitação, e alargar a área geográfica de actuação dentro da AML e para a Área Metropolitana do Porto e Algarve, zonas onde existe procura efectiva e escassez de oferta. Encontrarmos uma administração local eficiente, reduzindo o tempo de análise dos processos de licenciamento, será um factor fulcral na escolha de novos projectos. A Quinta da Freixeira, localizada em Loures, foi já resultado da expansão para outras áreas da região de Lisboa, onde submetemos a licenciamento um loteamento com cerca de 30.000 m2 na expectativa de maior eficiência dos serviços camarários.

No nosso entendimento, todos os projectos têm uma responsabilidade social muito importante, a de contribuir para a constante melhoria da nossa sociedade e das nossas cidades, e um empreendimento isolado por si só não é capaz de responder às necessidades multidisciplinares dos habitantes. Pode, no entanto, ser um catalisador de mudança e marcar o ritmo para que a cidade mude, surgindo por arrasto a multiplicidade programática que responde às várias necessidades de uma vida quotidiana equilibrada. Pesa assim na nossa escolha o enquadramento e potencial a médio/longo prazo da localização, privilegiando zonas não consolidadas ou negligenciadas nos municípios, carentes de um marco para se alavancarem e atraírem residentes. A proximidade à natureza ou a parques urbanos também são essenciais, assim como a acessibilidade a comércio, equipamentos e serviços, indo ao encontro do modelo de “cidade de 15 minutos”, onde a oferta programática de serviços, comércio e habitação permite responder localmente à maioria das necessidades do dia-a-dia.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos
Imobiliário

‘The Yard’ é o mais recente projecto dos Jardins da Arrábida

Promovido pela GFH e com projecto da OODA, o empreendimento pretende “redefinir o paradigma do que é viver nos Jardins da Arrábida e na região do Porto”

CONSTRUIR

O ‘The Yard’ é o mais recente projecto residencial dos Jardins da Arrábida que conjuga “o melhor da arquitectura, da tradição e do design, para criar um espaço de características únicas”. A um passo do centro do Porto e das praias de Gaia, o empreendimento, promovido pela GFH, tem na sua génese a “sustentabilidade, aliada ao ambiente familiar e acolhedor”

Pensado para famílias, o ‘The Yard’ conta com tipologias entre o T2 e o T4, assim como diversos espaços comuns, nomeadamente, ginásio, um lounge de entretenimento, espaços dedicados ao coworking, portaria 24h, sala gourmet para jantares com amigos e ainda um kids club para os mais novos.

A construção do empreendimento teve início no passado mês de Maio e, estima-se que o imóvel esteja pronto para receber os seus residentes no segundo semestre de 2024. Para já, o projecto está a revelar-se um sucesso comercial, com uma excelente aceitação pelo mercado. De acordo com João Moreira, administrador da GFH, este novo projecto pretende “redefinir o paradigma do que é viver nos Jardins da Arrábida e na região do Porto”.

“Criámos, em conjunto com parceiros de reconhecida competência, um espaço onde as famílias podem estabelecer-se e crescer. Pensado para aqueles que procuram conjugar a qualidade de vida com a proximidade da natureza e da cidade, minimizando os impactos no ambiente, um aspecto fundamental para um projecto de futuro”, acrescenta João Moreira.

Desenhado pelo gabinete de arquitectura OODA, o projecto incorpora materiais e métodos de construção sustentáveis, nomeadamente através do recurso a métodos de construção com betão pré-fabricado, que passa por um apertado controlo de qualidade em fábrica, permitindo reduzir o desperdício e obtendo um resultado mais uniforme e rigoroso. A decoração de interiores teve a curadoria do arquitecto e designer Rui Maciel.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.