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Open House 2022: “O interior dos edifícios é, muito mais do que o exterior, um campo de exploração arquitectónica”

Apartamentos, edifícios, palácios, palacetes, escritórios, hotéis, restaurantes, num total de 70, entre Lisboa e Almada, são algumas das muitas possibilidades que podem ser visitadas na Open House de 2022. A partir da pergunta: Se retirássemos as fachadas, que cidade ficaria à vista?, a “A Rebeldia do Invisível”, procura explorar o que está no interior, o que não se vê

Cidália Lopes
Arquitectura

Open House 2022: “O interior dos edifícios é, muito mais do que o exterior, um campo de exploração arquitectónica”

Apartamentos, edifícios, palácios, palacetes, escritórios, hotéis, restaurantes, num total de 70, entre Lisboa e Almada, são algumas das muitas possibilidades que podem ser visitadas na Open House de 2022. A partir da pergunta: Se retirássemos as fachadas, que cidade ficaria à vista?, a “A Rebeldia do Invisível”, procura explorar o que está no interior, o que não se vê

Cidália Lopes
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A dupla de arquitectos do atelier Aurora são os curadores convidados da 11ª Open House. Ao Construir, Sérgio Antunes revela-nos de que forma esta edição nos pode mostrar o que está além das fachadas dos edifícios, “a dissociação entre o interior e o exterior, a identidade invisível das cidades e que só está acessível a alguns e que esconde, na sua maioria das vezes, novas formas de habitar a cidade”.

Como é que surgiu o convite para serem os curadores da edição de 2022 da Open House?

O convite foi feito pela Trienal e normalmente a escolha recai em gabinetes de arquitectos com um plano mais teórico. Mas, pela segunda vez, (julgo que com as irmãs Almada Negreiros foi a primeira) voltaram a apostar em alguém que vem da prática e como nós temos tido alguma atenção na nossa prática profissional no que diz respeito às questões relacionadas com o património, à identidade da cidade e as cidades de uma forma geral, talvez isso tenha pesado na decisão da Trienal. Mas confesso que nunca explorei muito porque é que isso aconteceu, mas imagino que tenha sido algo deste género.

Mais uma vez o público é convidado a conhecer a arquitectura, mas também as ruas e a sua envolvência. Qual o tema que definiram para esta edição?

O texto que nós produzimos como sinopse acho que é revelador do próprio tema, “A Rebeldia do Invisível”, no sentido daquilo que está no interior, do que não se vê. Em todo em caso e, explicando um pouco a ideia, é que há de facto nas cidades todas, e em Lisboa também, características que são próprias da cidade, que fazem com que, quando vemos uma fotografia desta cidade, nós a reconheçamos pelas características dos edifícios, dos materiais e da luz. Portanto, a nós interessava-nos explorar esta ideia de que existe uma arquitectura que é mais ou menos anónima, que é mais ou menos não excepcional, portanto contínua, quase se quisermos, igualitária e que, depois, a pouco e pouco, por dentro, no interior destes edifícios, tem-se alterado. O interior dos edifícios é, muito mais do que o exterior, um campo de exploração arquitectónica. Há uma maior liberdade no interior porque é menos controlado e por isso mesmo o interior tem sido fonte de exploração arquitectónica muito mais do que o exterior. E a nós interessa-nos esta dissociação entre interior e exterior e pouco e pouco os edifícios são cada vez mais diferentes por dentro do que são por fora e interessa-nos explorar, nessas visitas que fazemos, estes edifícios.

É também por isso que lançam, na própria sinopse da página oficial da Open House 2022, a questão “Se retirássemos as fachadas, que Lisboa ficaria à vista?”

Exacto. Provavelmente os nossos interiores já não correspondem, nem sociologicamente, nem arquitectonicamente, à imagem que temos do exterior. É frequente, hoje em dia, existirem casas em prédios de rendimento com uma única fracção por piso, onde cada pessoa tinha o seu apartamento. Sociologicamente há mudanças que depois do exterior são invisíveis. E, portanto, a pergunta que queremos fazer é: Que identidade de Lisboa é essa agora que está por trás das fachadas?

No fundo a identidade dessa Lisboa tem muito a ver com todas as mudanças sociologias e turísticas que a cidade tem vindo a sofrer?

Claro, e também com um esvaziamento dos bairros tradicionais, porque as pessoas formam família e muitas vezes não tem capacidade económica para se manterem nos bairros e isso a pouco e pouco esvazia as cidades das suas soluções tradicionais. E depois, os novos habitantes, quem vem, transforma o interior das habitações muitas vezes, mas não é autorizado a fazê-lo no exterior, porque não pode fazê-lo e, portanto, o exterior não é um espelho desses novos habitantes. Há uma dissociação entre o interior e o exterior.

Não se consegue olhar para o exterior e perceber o que está no interior….

Exacto, há uma dissociação entre estes dois aspectos. Por outro lado, percebemos também que esta dissociação acontece não só em edifícios mais contemporâneos, fruto dessas mudanças sociológicas, também em edifícios mais antigos, por exemplo. Alguns dos edifícios escolhidos para a Open House reforçam exactamente esta ideia. Edifícios, que nos séculos XVII ou XVIII, estavam integrados na cidade, em que não havia nada de reconhecível no exterior e que eram iguais aos edifícios que estavam ao lado e que depois por dentro eram palacetes e edifícios extraordinários e, portanto, construídos assim de raiz. Não foi só a transformação ao longo do tempo que fez essa dissociação entre o exterior e o interior, mas é que verificamos que há edifícios que sempre o foram.

Haveria nessas situações então alguma intenção?

Havia claramente. Um dos edifícios que faz parte da Open House este ano é o do Manteigueiro, que é um palacete no Chiado, onde hoje funciona o Ministério da Economia, que do exterior não difere em nada de um prédio de rendimento, mas depois quando se entra é que se nota a diferença logo a começar pela escadaria fantástica. Em si mesmo já construído para ser continuo e discreto, mas depois quem entra tem essa explosão e é interessante termos essa perspectiva também.

Pelo segundo ano, a Open House atravessa o Tejo e divide os seus percursos com a cidade de Almada. Que semelhanças e diferenças podemos esperar em relação à edição do ano passado?

Não há propriamente diferenças entre Lisboa e Almada no que diz respeito a este lado conceptual, essa diferença entre o interior e o exterior, aliás as tipologias construtivas repetem-se de um lado e doutro. Portanto, se víssemos uma fotografia de Almada iriamos confundi-la com uma Lisboa neste sentido conceptual e, em muitas coisas, é uma cidade só. Como é evidente há menos disponibilidade de edifícios em Almada do em que em Lisboa, por ser uma cidade com muito maior diversidade, ainda assim, nós repetimos alguns edifícios que já tinham estado na edição anterior e acrescentamos outros que são muito particulares, alguns palacetes e algumas quintas que vão ser possíveis ver este ano.

Além do Tejo, que une ambas as cidades, qual o fio condutor que une as edições?

Prende-se com aquilo que dizia: com o facto de procuramos uma Lisboa e uma Almada onde não existem grandes diferenças, onde as tipologias habitacionais são basicamente as mesmas e que, à semelhança de Lisboa, também sofreu com a saída da população do centro e uma alteração dos usos dos edifícios.

Tal como qualquer centro histórico, Almada acaba por ter que manter as suas fachadas e isso acaba até por ser transversal a todas as cidades de certa forma…

O que eventualmente existirá em Lisboa de forma mais acentuada e de forma muito particular é de facto esta obrigação de continuidade, que tem sido sempre defendida pelas políticas publicas, de preservação das fachadas e com isso uma certa preservação da imagem da cidade e isso tem sido de facto muito de forte em Lisboa e essa diferença entre o interior e o exterior é mais marcante por causa disso. Ou seja, Lisboa acaba por transmitir uma imagem que de facto já não existe…

Em termos programáticos, é possível avançar qual o roteiro ou os percursos previstos para este ano?

São por volta de 70 edifícios ou fracções de edifícios, no conjunto entre Lisboa e Almada. À semelhança dos anos anteriores existem edifícios que são de visita livre e outros que necessitam de marcação para poderem ser visitados. Vamos manter o percurso sonoro e para este ano foram convidados quatro especialistas, que não pertencem necessariamente ao mundo da arquitectura, que vão fazer roteiros e visitas guiadas na rua, são também artistas plásticos, jornalistas. Não é só uma Lisboa de arquitectos.

No fundo, a programação será muito idêntica ao modelo pré-pandemia, altura em que excepcionalmente o programa teve que ser muito mais fechado e circunscrito.

Sofia Couto e Sérgio Antunes, Aurora Arquitectos
@Elia Diez

BIO

Fundado em 2010 por Sofia Couto e Sérgio Antunes, o atelier Aurora Arquitectos foi a consequência natural de um trabalho desenvolvido em conjunto nos anos anteriores. O percurso começou durante o período académico, tendo-se fortalecido com a experiência profissional com o colectivo Kaputt!

Actualmente com uma equipa ampliada a outros elementos, o atelier tem como objecto de trabalho projectos das mais variadas escalas, de pequenas casas a edifícios de habitação, bem como equipamentos culturais. Recentemente, a área mais desenvolvida é a reabilitação urbana, que representa um foco de especialização e investigação para o atelier.

Na sua abordagem é particularmente importante a reacção ao local que se encontra, daquilo que faz parte da existência desse espaço e de outros elementos da construção (por vezes, com centenas de anos). O desafio é, por isso, interpretar, esmiuçar, copiar, distorcer e até ironizar essas matérias-primas, para que sejam devolvidas ao local de uma forma nova e inesperada.

Cada caso é acompanhado de uma forma atenta e personalizada, procurando-se assim uma solução distinta, que torna cada projecto uma experiência singular. Perante os condicionalismos encontrados (legais, orçamentais, programáticos ou de constrangimentos de obra), os esforços vão no sentido de vencer os momentos chave do projecto, momentos esses que culminam no espaço construído, dando sentido a tudo o resto.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Novo Bauhaus Europeu abre candidaturas aos prémios de 2023

A Comissão abre hoje as candidaturas aos prémios Novo Bauhaus Europeu de 2023. Tendo em conta o êxito das suas duas últimas edições, que receberam mais de 3000 candidaturas de todos os Estados-Membros, os prémios de 2023 recompensarão 15 iniciativas

No contexto do Ano Europeu das Competências, esta edição dos prémios incluirá uma vertente temática adicional sobre educação e aprendizagem. Pela primeira vez, as candidaturas para projectos e conceitos podem igualmente provir dos Balcãs Ocidentais. Tal como no ano passado, serão atribuídos prémios específicos aos jovens com menos de 31 anos. As candidaturas estão abertas até 31 de Janeiro de 2023.

Os prémios de 2023 recompensarão tanto conceitos como projectos já existentes, desenvolvidos por jovens talentos, em quatro categorias diferentes: Restabelecer a ligação com a natureza; Recuperar um sentimento de pertença; Dar prioridade aos lugares e às pessoas mais necessitados; Necessidade de uma reflexão de longo prazo centrada no ciclo de vida e integrada no ecossistema industrial.
Em cada categoria, os candidatos podem escolher entre três vertentes paralelas. A Vertente A, «Campeões do Novo Bauhaus Europeu», compreende projectos existentes e já concluídos que tenham obtido resultados claros e positivos. A Vertente B, “Estrelas Ascendentes do Novo Bauhaus Europeu”, dedicada a conceitos apresentados por jovens talentos com menos de 31 anos de idade. Os conceitos podem encontrar-se em diferentes fases de desenvolvimento, de ideias com um plano claro a protótipos. E na Vertente C, «Campeões da Educação do Novo Bauhaus Europeu», estão incluídas as iniciativas centradas na educação e na aprendizagem. São elegíveis tanto projectos já concluídos como iniciativas com um nível mínimo de maturidade.
Os prémios de 2023 recompensarão 15 vencedores, que receberão um montante máximo de 30 000 euros, e um «pacote de comunicações» que os ajudará a desenvolver e promover os seus projectos e conceitos.

O Novo Bauhaus Europeu é uma iniciativa criativa e interdisciplinar que estabelece uma ligação entre o Pacto Ecológico Europeu e os nossos espaços e experiências de vida. A iniciativa apela a todos os europeus para que imaginem e construam, em conjunto, um futuro sustentável, inclusivo e belo. Lançado pela presidente Ursula von der Leyen no seu discurso de 2020 sobre o estado da União, o Novo Bauhaus Europeu foi concebido colectivamente por milhares de pessoas e organizações da Europa e de outras partes do mundo.

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Sede do Grupo Ageas Portugal ganha Prémio Internacional do World Architecture Festival

O grupo segurador venceu o melhor projecto de arquitectura na categoria de escritórios com o seu edifício em Lisboa, inaugurado no primeiro semestre de 2022 e desenhado pelo arquitecto Eduardo Capinha Lopes

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A nova sede do Grupo Ageas Portugal em Lisboa, Ageas Tejo, desenhada pelo arquitecto Eduardo Capinha Lopes, foi o projecto eleito para receber o galardão na categoria de edifício de escritórios, do World Architecture Festival, um dos eventos mais prestigiados dedicados à indústria da arquitectura e que este ano decorreu em Lisboa.

Com inscrições de todo o mundo, incluindo Portugal, Malásia, Finlândia, México, Turquia, Austrália, Japão, Índia e Reino Unido, os prémios celebram os melhores edifícios – os mais recentes e já concluídos -, e ainda os projectos de paisagismo, desde vilas rurais a edifícios religiosos contemporâneos e instalações de saúde, construídos durante a pandemia. De entre os 420 finalistas, o Grupo Ageas Portugal foi um dos que se destacou.

Localizado no Parque das Nações, em Lisboa, num terreno de 7.400 m2 e atingindo uma altura de até 62,5m, este recente empreendimento de escritórios resultou num edifício icónico destinado a suportar uma imagem corporativa forte e diferenciada. Totalmente, adaptado às circunstâncias de trabalho actuais e futuras, este novo imóvel está alinhado com os valores da empresa, focando-se na preocupação ambiental, na sustentabilidade e na responsabilidade social.

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Relógio da Cauny assinado por Siza Vieira apresentado no CCB

Iniciativa irá decorrer na Livraria A+A Books, na Garagem Sul, no dia 6 de Dezembro, pelas 19 horas. Além da presença do autor, irá também ter lugar uma ‘conversa’ entre Souto de Moura e Fernanda Fragateiro

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A Livraria A+A Books recebe na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém (CCB), dia 6 de Dezembro, pelas 19 horas, alguns dos nomes mais sonantes da arquitectura, com o propósito de apresentar o novo relógio da Cauny, da autoria de Siza Vieira.

O lançamento dos novos modelos será seguido pela ‘conversa’ entre Eduardo Souto de Moura e Fernanda Fragateiro sobre o tema “Um relógio que parece um relógio”.

As novas criações fazem memória da história relojoeira, mas ousam trazer algo de novo pela mão de Álvaro Siza, fazendo destes relógios “autênticas peças de relojoaria que prometem surpreender os amantes de relógios por este mundo fora”.

Segundo o arquitecto, “a história do desenho de relógios é também a história de milhões de novos modelos, ou melhor, de sucessivas transformações. Segui esse percurso com o propósito de que esta transformação não fosse imperceptível, e também de que este relógio “parecesse” um relógio, da mesma forma que penso que uma cadeira deve “parecer” uma cadeira e um automovel deve “parecer” um automóvel – pelo menos para já”.

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Fernando Guerra FG+SG

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A modularidade ou a inversão do processo criativo da arquitectura [c/ galerias de imagens]

A construção modular ganha protagonismo no trabalho desenvolvido pelo gabinete de arquitectura Summary, onde a forma e a função são não o fim, mas o princípio de tudo. Paradinha, Creches de Lisboa ou o Centro Desportivo de Aveiro são três exemplos da arquitectura despojada e pragmática deste atelier que ousou romper com o tradicional processo criativo do arquitecto

Os projectos desenvolvidos pelo gabinete Summary despertam a atenção pelo recurso à construção modelar. O atelier de arquitectura liderado por Samuel Gonçalves nasceu em 2015 num contexto de pós crise que cedo lhe influenciou a forma de estar e de trabalhar. “A prefabricação e o recurso a sistemas de construção modelar foi uma resposta concreta e eficaz à necessidade de simplificar e acelerar os processos construtivos e que se impôs no momento de criação do atelier”, sublinha Samuel Gonçalves.

Um dos primeiros sistemas construtivos trabalhados e desenvolvidos pelo Summary, e que resulta de um projecto de I&D empresarial, em parceria com a indústria, foi o Sistema Gomos, o qual tem por base um sistema modular em betão armado. É um sistema evolutivo em que cada um dos módulos (ou Gomos) sai de fábrica completamente pronto, incluindo todos os acabamentos interiores e exteriores, isolamentos, caixilharias, instalações de água e electricidade e até as peças de mobiliário fixas. A montagem do edifício in loco faz-se em poucos dias, simplesmente juntando estes módulos. Este é um dos sistemas utilizados pela equipa do Summary mas não é o único.

“Prefiro falar de sistemas de uma forma geral do que falar só de um tipo. Trabalhamos com vários sistemas construtivos com vários materiais e isso leva-nos a assumir diversas parcerias com empresas diferentes porque não temos produção própria e para produzir estes sistemas que vamos projectando precisamos desta rede parceiros”, argumenta Samuel Gonçalves.
E esta além de não ser uma escolha do tipo certou ou errado, por vezes também não é uma escolha do arquitecto. “Por vezes é uma exigência do projecto, ou do cliente ou das condicionantes existentes, a escolha do material nem sempre é uma escolha pessoal”.

Impõe limites à criação do arquitecto? “Diria que coloca um desafio acrescido, sendo certo que altera por completo a forma de pensar a arquitectura, disso não tenho dúvidas!”, sublinha Samuel Gonçalves. Pedimos que explicasse: “de forma muito simplificada, na arquitectura tradicional o que nós arquitectos fazemos é pensar no resultado final do edifício a projectar e só depois pensamos como é que esse edifício vai ser construído. Com a pré-fabricação este processo sofre uma inversão. Primeiro temos de perceber quais os módulos que temos disponíveis, as suas dimensões ou o tipo de encaixe e muitas vezes perceber quais as limitações logísticas associadas ao terreno onde vamos intervir e só depois é que podemos pensar no resultado final dos edifícios que vamos desenhar. Há esta inversão muito clara do processo criativo, mas eu não vejo isso como uma limitação”, considera Samuel Gonçalves.

11 habitáculos na floresta, Paradinha

O primeiro dos projectos que aqui trazemos é o projecto que se localiza na Paradinha, em Arouca e que mistura dois programas distintos, turismo e habitação. O projecto ficou classificado em 2º lugar do prémio de arquitectura Concreta Under 40.

O projecto contempla onze pequenos habitáculos, com quatro tipologias distintas que variam entre 28m2 e 58m2.
“Considerando a situação remota e a irregularidade da topografia do terreno, seria difícil (e extremamente dispendioso) formar estaleiro de obra para construção tradicional neste local. Assim, neste caso, o uso de estruturas pré-fabricadas não foi apenas uma escolha, mas antes a única opção eficiente para simplificar o processo de construção, dentro das referidas condições”, explica Samuel Gonçalves. “Num primeiro momento, o objectivo do cliente era distribuir vários quartos turísticos pelo terreno. Propusemos, em vez de quartos, pequenas casas, com as condições e equipamentos necessários para uma estadia permanente, de forma que algumas delas possam funcionar não como unidades turísticas, mas como habitações de longo termo. Este foi o conceito que apresentamos à Syntony Hotels, que foi rapidamente acolhido”, continua.

Assumiu-se este projecto como uma oportunidade para fazer novas experiências com o sistema pré-fabricado Gomos: em cada casa, todas as instalações técnicas (água, electricidade e climatização) estão concentradas num só módulo, sendo conduzidas para os restantes módulos externamente. Este procedimento foi repetido em toda a obra, acelerando os seus processos de produção e montagem.

A implantação destas unidades foi definida pelas condições naturais do terreno, reduzindo ao mínimo indispensável o seu impacto na topografia e na vegetação do local. Os antigos muros de suporte em xisto foram preservados, mantendo a configuração original do terreno, e todas as árvores foram mantidas – as casas foram cuidadosamente implantadas entre elas.


Edifício-bancada
Centro de treinos do estádio municipal de Aveiro

A versatilidade do uso da construção modular fica patente neste projecto localizado nas imediações do Estádio Municipal de Aveiro e que se constitui como uma estrutura de apoio à prática desportiva, treinos e jogos oficiais para os escalões jovens. O projecto é constituído por quatro campos de futebol, um edifício de apoio aos atletas, bancadas para o público, estacionamentos públicos e restantes equipamentos complementares.
“A solução funcional assenta na clareza dos percursos e na separação inequívoca entre as áreas de acesso do público e as áreas de acesso reservado. Optou-se por compactar o edifício de apoio e as duas bancadas numa única unidade, de forma a optimizar o tempo e o custo de construção, simplificar os percursos públicos e ocupar um menor espaço. Assim, as bancadas são simultaneamente cobertura deste edifício, que alberga todos os compartimentos exigidos pelo Programa.”
O edifício responde às variações altimétricas do terreno, colocado na transição de cotas entre campos este elemento funciona também como contenção do terreno.
A imagem geral do edifício e o seu sistema construtivo estão fortemente interrelacionados. A materialidade do edifício, especificamente o uso de betão na sua cor natural é, para além de uma opção estética também uma medida de poupança.
O recurso à cor é usado intencionalmente onde se pretende criar um forte efeito visual, em particular nas áreas de circulação e simbolicamente para identificar as áreas de acesso público.

4 creches modulares em Lisboa

As freguesias de São Domingos de Benfica, Parque das Nações e Beato receberam as primeiras creches modulares de Lisboa. O concurso lançado pela Câmara Municipal de Lisboa envolvia a concepção/construção para construir quatro creches modulares, num montante de 3 milhões de euros. A proposta vencedora foi construída pela FARICMAR (uma empresa especializada em pré-fabricados de betão) e o projecto de arquitectura foi assinado pelo estúdio Summary.
“Os edifícios propostos baseiam-se na sobreposição de peças em betão armado com secção em forma de “U”, unificadas por uma zona central de painéis simples e cobertas por peças com platibanda incorporada. O esquema funcional é muitíssimo simples: nos módulos em “U”, que compõem os espaços laterais/perimetrais dos edifícios, temos todos os compartimentos principais (salas de actividades, refeitórios, berçários, etc…); na zona central, temos todos acessos verticais e horizontais (corredores, escadas e elevadores)”, descreve.
Emboras os vários edifícios sejam implantados em locais diferentes, aplicou-se a mesma filosofia de implementação para as quatro creches, garantindo a tipificação das soluções técnicas, de forma a acelerar a produção dos módulos em fábrica e o processo de montagem in-situ.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Lisboa: Oitoo desenham complexo habitacional para Marvila

O júri considerou que, dos quatro trabalhos apresentados, a proposta vencedora destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano”. Refere, ainda, que a proposta demonstra “um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima onde se insere, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbano próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”

Ricardo Batista

O colectivo de arquitectura Oitoo foi o vencedor do concurso para um conjunto habitacional municipal na Avenida Carlos Pinhão, no Bairro do Armador, em Lisboa, uma iniciativa promovida pela Sociedade de Reabilitação de Lisboa Ocidental e apoiada tecnicamente pela Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos.

De acordo com o júri que avaliou as propostas – estavam quatro trabalhos na corrida final -, a resposta que os arquitectos desenharam para o programa destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano, e na sua articulação com o espaço público envolvente”. O desafio lançado pela SRU de Lisboa Oriente propunha responder, no limite sul do Bairro do Armador, nos terrenos da antiga Quinta do Armador, ao desafio de aumentar a oferta pública de habitação, naquele que é encarado como o motor para a reabilitação criativa dos espaços vazios da cidade: este é um novo fôlego no desenho da política de habitação, e de cidade, que a Câmara Municipal de Lisboa pretende implementar.

As bases do programa

Segundo a SRU, o perímetro urbano alvo de estudo situa-se numa área do vale de Chelas, Lisboa, que durante vários séculos foi escolhida como zona agrícola e de recreio, onde se foram instalando conventos de diferentes ordens religiosas, seguidos de quintas de recreio e, desde finais do século XIX, indústrias e bairros operários. A paisagem fortemente ruralizada que se prolongou até aos dias de hoje deve-se, em parte, à topografia acentuada do vale de Chelas. No entanto, no século XX, ocorreu uma ruptura com essa paisagem devido ao planeamento urbano, de SRU I Programa Habitação I Bairro do Armador I OR 04 – Av. Carlos Pinhão I Marvila 5/20 iniciativa estatal e municipal e que permitiu o alargamento e expansão da cidade para oriente. Para que esse planeamento fosse eficaz tornou-se necessária a aquisição das antigas quintas de Chelas, bem como a construção de infraestruturas viárias. A construção destas infraestruturas decorreu na década de 90, no entanto as acessibilidades à zona oriental foram melhoradas apenas com a Expo 98 e a expansão da linha de metro para zona oriental da cidade.

A proposta vencedora

O Júri considera que “a implantação proposta para os edifícios, configura um grande vazio central, uma praça arborizada, que oferece um espaço de estadia com vista sobre o vale e que surge em continuidade com os eixos visuais e percursos envolventes do bairro. Esta proposta demonstra um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima de onde se insere, dando continuidade aos percursos públicos, caminho e fluxos existentes, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbanos próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”.

Os arquitectos, que dividem a sua base de trabalho entre Lisboa e Porto, desenharam uma proposta que, de acordo com a avaliação feita, “é reveladora de elevada clareza e consistência formal, com particular valorização da articulação entre os vários usos previstos, nomeadamente ao nível dos acessos à praça e da implantação da creche que estabelece ma relação próxima com as áreas exteriores colectivas (Parque Urbano do vale da Montanha). A praça proposta crua uma centralidade necessária para o sentido de agregação e comunidade deste bairro. A avaliação da proposta destaca ainda a consistente racionalidade técnica e construtiva, evidenciando uma correcta e eficiente utilização dos materiais e explorando a utilização de algumas soluções construtivas assentes em pré-fabricação e modularidade, apesar de se considerar que os princípios da “Nova Bauhaus Europeia” não são muito materializados na proposta. Na resposta, o colectivo de arquitectos apresenta soluções de consistente racionalidade e eficiente utilização dos recursos disponíveis. No entanto, de acordo com o júri, ao nível dos sistemas técnicos são propostas soluções individualizadas de aquecimento e arrefecimento, considerando-se que sistemas centralizados colectivos, apesar de menos frequentes na construção em geral, devem ser privilegiados para estes projectos. Relativamente às tipologias, a proposta “revela elevada adequabilidade programática e funcional, trabalhando as tipologias habitacionais de forma a maximizar as respectivas áreas úteis, apresentando soluções diversas e adaptadas a vários modos de habitar”.

Na corrida

A proposta da autoria dos FORA Arquitectos, classificada em 2º lugar, evidencia-se pela “racionalidade e habilidade da solução proposta.” O Júri aponta ainda que “o estudo tipológico apresentado é relevante no sentido em que, enquadrado na crise habitacional actual, apresenta uma reflexão sobre a necessidade de repensar o modo como desenhamos uma unidade de habitação, adequada às novas formas de habitar”. A proposta classificada em 3º lugar, da autoria de Miguel Saraiva & Associados, é “reveladora de atenção às questões de durabilidade na utilização dos materiais e sistemas construtivos para a definição da solução construída”.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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Bakery XV reabilita a herança Pombalina da Baixa (c/ galeria de imagens)

O gabinete de arquitectura MUTO traz-nos a reabilitação da Padaria XV ou Bakery XV, se assumirmos a terminologia inglesa. Um projecto recupera o traçado e a história de um edifício que se funde com a história da cidade de Lisboa

CONSTRUIR

Situado na Baixa Pombalina da cidade, num conjunto de imóveis classificados e de relevância urbanística, surge o desafio de “transformar, adaptar e reconfigurar um edifício repleto de história e carisma”. Seguindo as premissas do Plano de Salvaguarda da Baixa Pombalina, onde é imposta protecção do património histórico, arqueológico, arquitectónico e urbanístico, a MUTO Arquitectura e Engenharia criou “um plano de unificação do antigo com o moderno”.

O exterior do edifício é reabilitado, recuperando toda a sua traça Pombalina, construído no período de reedificação da cidade de Lisboa, após o grande terramoto de 1755, que destruiu a zona baixa da cidade. Todos os traços foram mantidos, desde os cunhais às cornijas, das cantarias às coberturas de mansarda, das janelas de trapeira às janelas de sacada.

Foi implementado um elevador revestido em vidro, ao qual se acede pela zona comum do edifício, e que é agora inundado de luz através das novas caixilharias de vidro na caixa de escadas.

Nas habitações a intervenção visou promover a modernização dos apartamentos, dotando-os de padrões contemporâneos de habitabilidade e conforto, preservando-se todos os elementos arquitectónicos estruturais, e decorativos de interesse patrimonial. Por exemplo, mantiveram-se as cantarias das cozinhas, integrando-as na nova proposta arquitectónica e adaptando o seu uso, quer para armários/roupeiros, quer para cabeceiras de cama.

“O fim último da reabilitação é o usufruto do espaço”

A reabilitação deste edifício permite-nos “viajar para uma era passada, sentindo-se ainda, a presença e conforto da contemporaneidade”. O resultado são 12 fracções autónomas, sendo 10 destinadas a uso habitacional, distribuídas duas a duas pelos pisos 1 a 5, sendo as duas restantes destinadas a comércio, ao nível do piso térreo.

AS 10 fracções habitacionais, são de tipologia T2, sendo compostas por uma sala com cozinha integrada tipo kitchenette, dois quartos e duas instalações sanitárias, sendo uma delas privativa para um dos quartos.

As áreas das tipologias variam entre os 85m² no caso das fracções do lado esquerdo, e 100m² na frcação do lado direito.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Casa da Arquitectura discute “Sustentabilidade do Património e das Cidades”

O seminário vai realizar-se no próximo dia 23 de Novembro, pelas 15h30, na Casa da Arquitectura, no âmbito do 5º aniversário da CA

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“Sustentabilidade do Património e das Cidades” é o tema do seminário que vai realizar-se no próximo dia 23 de Novembro, pelas 15h30, na Casa da Arquitectura (CA) – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos.

Este evento, que integra a programação do 5º aniversário da CA, acontece no âmbito da parceria entre o Estado português e a Casa da Arquitectura e corresponde a uma linha de acção articulada com o Ministério do Ambiente e Acção Climática.

O encontro pretende reflectir sobre o modo como a arquitectura pode e deve adaptar-se às políticas que contribuem para uma melhoria da prestação ambiental e da qualidade e sustentabilidade do território. Através de apresentações de casos de políticas e acções concretas, procura-se pensar sobre a intervenção no património, no território e na arquitectura das cidades.

O seminário, que conta com Duarte Cordeira, ministro do Ambiente e da Acção Climática, na abertura da sessão, tem como participantes Alexandra Carvalho, secretária-geral do Ministério do Ambiente, Finn Mortensen, director executivo  da State of Green, José Carlos Bessa, director do Departamento Bens Culturais DGPC, Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios, Nélson Lage, presidente do Conselho Administração ADENE e Paula Santos , vice-presidente do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos.

 

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Trienal de Lisboa inaugura os dois últimos ‘Projectos Independentes’

Ambas as exposições, ‘Inquietação. Arquitectura e Energia em Portugal’ nas Galerias Municipais, na Av. da Índia, e ‘River Somes’ nas Carpintarias de São Lázaro, inauguram esta quinta-feira, dia 17 de Novembro

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A Trienal de Lisboa 2022 inaugura esta semana os dois últimos ‘Projectos Independentes’ que se reúnem aos restantes já inaugurados no passado 5 de Novembro para este que é o último mês da passagem de mais uma edição da Trienal de Lisboa pela capital.

Neste sentido, esta quinta-feira, 17 de Novembro, inaugura às 16 horas, nas Galerias Municipais – Galeria da Av. da Índia,  ‘Inquietação. Arquitectura e Energia em Portugal’, com a presença dos artistas e curadores envolvidos na exposição. Este projecto aborda o “emaranhado” entre arquitectura e energia no século XX, utilizando Portugal como exemplo e tendo em conta as transformações actuais.

“Na era do Antropoceno, quando a humanidade actua sobre os ciclos e sistemas globais e num momento de crise climática, a arquitectura tem um papel de mediação para lá de soluções activas ou passivas, através de uma reflexão sociocultural”, explica a curadoria.

No mesmo dia, a partir das 17 horas, nas Carpintarias de São Lázaro, tem lugar a inauguração de ‘River Somes’. Este ‘Projecto Independente’ propõe a regeneração e renaturalização fluvial para interligar as diversas comunidades que habitam a cidade de Cluj-Napoca, na Roménia, e relacioná-las com a fauna e flora locais, já muito afastadas do seu habitat natural nas margens do rio Somes. “Através da arquitectura, uma equipa multidisciplinar une esforços para um novo quadro de diálogo e interacção que encontre novas respostas para o problema do crescimento urbano”, indica o atelier responsável.

A Trienal de Lisboa 2022 encerra a 5 de Dezembro mas alguns projectos continuarão patentes até 2023.

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Ventura + Partners na lista das “melhores firmas de arquitectura do mundo”

O atelier conquistou, assim, a segunda presença nesta que é a quarta edição da A+ List, promovida pela
Architizer e que resulta dos A+Awards, que dá a conhecer os projectos mais inovadores e recém-concluídos

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Depois de em 2020 já ter conquistado este reconhecimento, a Ventura + Partners está presente, mais uma vez, na lista das melhores firmas de arquitectura do mundo. “The A+List: 196 Architecture and Design Firms to Watch”, promovida pela Architizer, é construída anualmente com base nos resultados do programa A+Awards que dá a conhecer os projectos mais inovadores e recém-concluídos em todo o mundo.

A Ventura + Partners conquistou, assim, a segunda presença nesta que é a quarta edição da A+ List, e dá provas da sua força nacional e internacional. Depois de ter sido distinguido em 2020, o gabinete de arquitectura sediado no Porto recebe, em 2022, a distinção que faz referência ao projecto de ampliação do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, vencedor do prémio Public Vote Winner, 10th Annual A+Awards, Architecture +Health.

A par da Ventura + Partners fazem parte da A+ List nomes de referência da arquitetura mundial: Skidmore, Owings & Merrill (SOM), Zaha Hadid Architects, MVRDV, Mecanoo e Kengo Kuma & Associates.

“Este é mais um reconhecimento internacional que consolida o trabalho da Ventura + Partners, posicionando-a entre os melhores escritórios de arquitetura do mundo e empresas com visão de futuro, com projectos desafiantes e que respondem às necessidades dos clientes de uma forma diferenciada”, considera o atelier.

A Ventura+Partners foi fundada em 1994, no Porto, mas já tem presença em Lisboa e a nível internacional, contando com escritórios em Paris e Nova Iorque. Actualmente já emprega cerca de 140 colaboradores espalhados pelos vários gabinetes. Em 2021 venceu a distinção de “Empresa do Ano 2021”, pela Architecture Masterprize, sendo o único gabinete de arquitectura português na lista de 18 empresas distinguidas nas várias categorias. A este prémio juntam-se, também no ano passado, a distinção pela Architizer com uma menção honrosa na categoria de “Melhor Empresa de Grande Dimensão” e o destaque pela Deezen como um dos “Gabinetes de Arquitectura do ano”.

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Siza Vieira assina novo terminal do Cais do Cavaco

O premiado arquitecto português vai assinar o novo terminal para embarcações marítimo-turísticas do Cais do Cavaco, a Gare Fluvial do Cavaco, na margem sul do Rio Douro em Vila Nova de Gaia

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A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo anunciou que “está a desenvolver um projecto de construção de um Terminal de embarcações marítimo-turísticas na margem sul do Rio Douro, no limite poente do Centro Histórico de Vila Nova de Gaia, local designado como Cais do Cavaco”.

A infraestrutura deverá dispor de quatro postos de acostagem com capacidade para acolher quatro navios-hotel e a possibilidade de acostagem de um navio extra para efeitos de pequena manutenção, cargas ou outros. O terminal contempla ainda a instalação de um pequeno núcleo de recreio náutico com capacidade para cerca de cinco dezenas de embarcações de recreio. Peça central da nova infraestrutura, o “Edifício do Terminal” será integrado de forma natural na paisagem, procurando minimizar o seu impacto na marginal do rio Douro, “permitindo uma vista da encosta a tardoz”.

O projecto está a ser desenvolvido pela APDL, em consonância com a câmara municipal de Vila Nova de Gaia no que à “escolha do local, projecto, arquitecto e enquadramento urbanístico” diz respeito. Com o objectivo de dotar “esta área de novas valências no apoio às operações dos navios-hotel que cursam a Via Navegável do Douro e na dinamização turística, económica e urbanística do território”, sublinha nota da APDL.

Nesta fase, está em curso o estudo de impacte ambiental, processo de AIA coordenado pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente), sendo que no final deste processo a APDL fará a apresentação pública do projecto da responsabilidade do mais premiado arquitecto português, Álvaro Siza Vieira.

“A APDL, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e o Pritzker Siza Vieira procuram que a Gare Fluvial do Cavaco se relacione com a paisagem natural e com os demais edifícios, de forma a integrar-se ao local, sem perder o protagonismo e o carácter público que um edifício desta natureza deve ter”, refere a mesma nota.

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