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Projecto da Vanguard na Comporta avança para nova fase

As vendas da componente residencial e hoteleira do condomínio Dunas deverão arrancar a partir de Julho e as primeiras moradias deverão estar concluídas em 2024. Ainda este ano, o campo de Golfe pode começar a receber os primeiros jogadores

Cidália Lopes

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Projecto da Vanguard na Comporta avança para nova fase

As vendas da componente residencial e hoteleira do condomínio Dunas deverão arrancar a partir de Julho e as primeiras moradias deverão estar concluídas em 2024. Ainda este ano, o campo de Golfe pode começar a receber os primeiros jogadores

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Um dos mais emblemáticos projectos da Vanguard Properties, o Terras da Comporta, está prestes a entrar numa nova fase. Com as infraestruturas do condomínio Dunas concluídas no Verão deste ano, a promotora “estima dar início às vendas em planta da parte residencial e hoteleira a partir do segundo semestre de 2022”. Ao Construir, Duarte Zoio, head of corporate communications da Vanguard Properties, confirmou, ainda, “que até 2024 estão previstas terem dezenas de moradias prontas a habitar”. Os preços esses rondam os 1,7 e os 20 milhões de euros.

Também no Dunas, o campo de golfe com 18 buracos, par 72, desenhado por David McLay-Kidd, “que já está na fase final de growing, estará apto a ser jogado em Setembro deste ano”.

Refira-se que o condomínio Dunas inclui hotelaria e condomínios turísticos, uma componente comercial e cultural bem como um conjunto de serviços, entre os quais uma clínica médica, assim um Clubhouse com capacidade para eventos.

Já o condomínio Torre deverá ter as suas infraestruturas concluídas entre o final do ano e início de 2023. Também neste, inserido num pinhal com 365 hectares, estão previstas moradias, hotelaria e condomínios turísticos bem como campo de golf de 18 buracos par 72. Desenhado por dois campeões do US Open este percurso terá um Clubhouse dimensionado para eventos desportivos, culturais e corporativos.

Quanto à componente hoteleira, a Vanguard Properties “estima ter um ou dois hotéis prontos entre 2024 e 2025”.

Com um investimento global superior a três mil milhões de euros, este é um projecto para desenvolvimento a médio e longo prazo. O projecto de arquitectura dos lotes esteve a cargo da AO – LX e da OODA, tendo o atelier Saraiva + Associados assinado o Clubhouse do Dunas e da Torre, assim como a coordenação geral do restante projecto. O paisagismo do Clubhouse do Dunas coube a PB ARQ e da Torre foi da responsabilidade de Hipólito Bettencourt. A empreitada está a cargo da DST e a fiscalização é da Tecnoplano. A TPF assume os trabalhos de projectista das infraestruturas dos condomínios.

Sustentabilidade

A preocupação ambiental tem sido uma das bandeiras da promotora para este projecto que, desde que concluiu o negócio para a sua aquisição, sempre se quis distanciar de um tipo de construção massiva e abusiva. É nesse sentido, que a aposta ao nível da sustentabilidade, da economia circular e respeito das tradições locais são alguns dos pilares do Terras da Comporta.

Ao nível da qualidade e eficiência das infraestruturas, a Vanguard Properties optou por um método construtivo inovador e menos invasivo, em madeira, NZEB e C02 negativas, integradas numa Comunidade Energética.

Neste sentido, e por forma a permitir “uma autonomia energética de pelo menos 80% através da produção própria a partir de fontes renováveis”, a Vanguard Properties e a Energia Unida, do Grupo Greenvolt, anunciaram, recentemente, uma parceria para desenvolver uma comunidade de produção descentralizada de energia para o Terras da Comporta. Todos os edifícios que serão construídos no projecto estarão ligados à comunidade energética descentralizada, o que significa que serão simultaneamente produtores e consumidores de energia, o que inclui os dois campos de golfe, loteamentos residenciais, hotéis, hotéis-apartamento, aldeamentos turísticos e equipamentos logísticos e comerciais.

De acordo com a promotora, “esta será a maior comunidade energética de Europa” e deverá contar com uma produção estimada de cerca de 7MW através da instalação de 35.000 m² de painéis fotovoltaicos.

O investimento previsto é de até 11 milhões de euros, sendo que até sete milhões de euros serão investidos por parte da Energia Unida e até quatro milhões nas estruturas de car-park, a cargo da Vanguard Properties, sobre os quais serão instalados os painéis.

O conceito de comunidade energética consiste na produção descentralizada de energia e partilha com os membros da comunidade. A título de exemplo, no caso do “Terras da Comporta”, cada casa, cada unidade hoteleira ou espaço comercial terão instalados painéis fotovoltaicos que estarão a produzir energia para consumo próprio ou para partilha com a comunidade, sempre que não haja necessidade de consumo ou em caso de excesso de produção. Desta forma, há uma optimização da produção e do consumo com benefícios muito significativos para os consumidores que podem atingir uma redução do custo de energia de cerca de 40%. Por outro lado, tratando-se de produção de energia a partir de fontes renováveis vai contribuir para o grande objectivo de sustentabilidade do projeto, que passa por garantir que todos os edifícios construídos sejam neutros em emissões de carbono (Net Zero Carbon Buildings).

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Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural

O CONSTRUIR, em parceria com a Publituris Hotelaria e com o apoio da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promoveram um conjunto de conferências, na Exponor, dedicadas à Sustentabilidade e Inovação na hotelaria. Considerando que nem sempre as transformações necessárias implicam um grande esforço financeiro, importa uma transformação cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, assegurou um dos convidados

*Cidália Lopes e Carla Nunes (Publituris Hotelaria)

A inovação e a sustentabilidade em torno do Turismo foram os temas centrais de duas conferências conjuntas promovidas pelo jornal CONSTRUIR e pela revista Publituris Hotelaria, apoiadas pela Associação de Hotelaria de Portugal e no âmbito da Decor Hotel, a feira profissional de projecto, construção, decoração, equipamentos, produtos e serviços para hotelaria que decorreu na Exponor.

Os processos postos em prática pelos hotéis, principalmente durante o período inicial da pandemia, bem como o percurso que ainda falta percorrer nesta área, foram alguns dos pontos debatidos nesta sessão que juntou Rui Martins, CEO SmartLinks e responsável pelo Gabinete Digital da AHP; Jaime Quesado, economista e professor na Faculdade de Economia do Porto; Pedro Serra, director-geral de operações do The Editory Hotels; João Rodrigues, Technological Advisor e ex-Country Manager da Schneider Portugal e Miguel Velez, CEO da Unlock Boutique Hotels.

Começando pelos exemplos práticos, Pedro Serra afirma que o período da pandemia foi aproveitado para colocar em prática projectos que já tinham em mente, como o check-in automático, pagamentos contactless e robotização de alguns projectos, “mesmo no backoffice”: “Não é totalmente novo, mas nós não tínhamos”, admite.

Já na Unlock Boutique Hotels, Miguel Velez aponta para a conquista do selo Biosphere em todos os hotéis do grupo, conseguido através de, entre outras medidas, check-in online e concierges digitais.

“Nem sempre a inovação obriga a grandes investimentos financeiros. No nosso caso fizemos o ciclo completo de operações e experiência do cliente, todos os pontos de contacto, para ver onde poderíamos ser mais eficazes e eficientes. [Com base nisso] fizemos um manual para cada um dos hotéis, onde fomos tocando ponto a ponto onde é que poderíamos fazer melhor” explica Miguel Velez, afirmando que esta pode não ser “a inovação no modelo tradicional, mas é um processo contínuo”.

Sobre este assunto, Rui Martins afirmou que, de facto, é necessário “cada vez mais que os competidores de hotéis centralizem dados e extraiam deles padrões”, nos quais devem basear-se para tomar decisões.

“Existem silos de informação, mas depois não existe uma visibilidade sobre os dados, de forma que estes possam ser [utilizados] para tomar decisões. Isto é inovação para nós, mas de inovação não tem nada. É inovação para nós porque não a fazemos”, declara.

A inovação ao serviço dos recursos humanos

Na sua intervenção, Rui Martins aponta ainda que a inovação “acontece muitas vezes por necessidade”. Aportando-se à questão da falta de recursos humanos “nos últimos anos no sector hoteleiro” – não só na “dificuldade de obter bons recursos”, como também em “mantê-los fidelizados” –, o responsável pelo Gabinete Digital da AHP relembra que “a digitalização e a transformação digital ajudam a compor essa necessidade”.

“Ao substituir pessoas por processos automatizados, permitimos que as pessoas façam o que fazem melhor, que é ligar-se a outras pessoas” afirma.

Sobre a possibilidade que a inovação tecnológica possa retirar trabalho no sector, o profissional deixa apenas uma questão: “Quando as pessoas deixaram de usar velas e passaram a usar lâmpadas houve uma transformação do sector, certo?”.

Se “não é possível uma máquina transmitir uma emoção ao ser humano”, por outro lado, é possível “resolver problemas de processos que são contínuos, permitindo que essas pessoas sejam desviadas para funções muito mais impactantes”.

“Não há que ter medo da inovação. É absolutamente incorrecto e desnecessário, porque ela vai acontecer à mesma”, afinca.

Os passos para o futuro

Numa nota final, os intervenientes apontam processos de inovação que ainda estão em falta na hotelaria. Se para Jaime Quesado é “muito importante” criar expectativas em relação ao cliente, apostando no customer experience, para Miguel Velez “é fundamental trazer a escala” para os hotéis.

“[É necessário] transportar a inovação para os hotéis independentes, pequenos, que [caracterizam] a maior parte dos hotéis em Portugal. Praticamente um terço são hotéis de cadeia, dois terços são hotéis independentes. É a mesma história que é no vinho e noutros sectores que estavam muito disseminados e foi necessário juntar para ganhar dimensão”, explica o CEO da Unlock Boutique Hotels.

Já Rui Martins é da opinião de que “sem uma boa experiência para o hóspede e centralização de dados, é muito difícil para um hotel sobreviver”, acrescentando ainda que as unidades têm de apostar na diferenciação, em serem únicas, oferecendo algo que só se possa encontrar ali – dando, para isso, o exemplo do H2otel Congress & Medical Spa, em Unhais da Serra.

“As pessoas estão dispostas a ir se a experiência for satisfatória”, defende.

Também João Rodrigues partilha da mesma opinião no que respeita à diferenciação dos hotéis, explicando que estes devem “identificar no seu business plan o que tem de ser feito e fazê-lo”. Por fim, Pedro Serra aponta que a inovação no sector passa pela preocupação com a “pegada que os hotéis deixam no sítio em que estão”.

Sustentabilidade

Já no painel promovido pelo CONSTRUIR, o foco foi a sustentabilidade. E uma nota sobressaiu: é necessária uma mudança cultural. Realidade “incontornável” e “uma variável decisiva” no processo negocial, o conceito de sustentabilidade entrou definitivamente no vocabulário dos promotores, dos donos de obra e dos operadores. Apesar do conjunto de regulamentos já existentes, “estamos ainda muito longe de atingir o nível de maturidade do sector imobiliário e da construção”. A conferência contou a participação de André Fernandes, arquitecto e vogal da secção regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, Mercês Ferreira, engenheira e coordenadora do conselho regional do Colégio de Engenharia do Ambiente, da secção regional Norte da Ordem dos Engenheiros, Julião Pinto Leite, arquitecto e partner atelier OODA e Miguel Gonçalves, engenheiro e professor do departamento de engenharia da FEUP e a moderação esteve a cargo de Ricardo Batista, director editorial do jornal CONSTRUIR.

Efectivamente, não se trata de um conceito actual mas que foi “reavivado” em 2015, quando as Nações Unidas decretaram os 17 OCS, contudo, “ainda estamos muito aquém daquilo que podíamos ter feito, quer na área da construção, quer na arquitectura e de outros desempenhos de gestão ambiental”, segundo Mercês Ferreira. Para a engenheira, é preciso não esquecer que a “cidade é como um ser vivo, tem ecossistemas que têm um metabolismo próprio” e como tal há que planear a forma como fazemos cidade e envolver todos os stakeholders, incluído a sociedade civil”.

Economia circular e inovação

Mercês Ferreira aponta, ainda, a importância da economia circular e da inovação na construção e que estes dois conceitos devem “trabalhar” em conjunto.
Considerando que estamos ainda “muito aquém daquilo que podíamos ter feito, quer na área da construção, quer na arquitectura e de outros desempenhos de gestão ambiental”, a engenheira considera que “há que acelerar” este processo. Mas para isso há que envolver todos os stakeholders todos, incluído a sociedade civil.
Partindo do pressuposto de que a cidade é “como um ser vivo, tem ecossistemas que têm um metabolismo próprio e temos que olhar para ela quando planeamos de uma outra forma”. Para que isto seja possível é necessário “perceber a dinâmica de como é que vai ser construída uma cidade, como é que essa cidade vai ser planeada e como a mesma pode ser eficiente”.
Também André Fernandes reforçou a necessidade de se entender “a sustentabilidade como um ponto de equilíbrio”. Mais do que a legislação, “que por si só não resolve tudo”, é necessária uma mudança cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, reforçou.

Fazendo um paralelismo com o CCP, que obriga à materialização de muitos projectos para a construção e, portanto, é necessário que os técnicos se entendam e que rapidamente se interliguem e sejam coerentes entre eles, também a sustentabilidade “deve ser um elemento agregador de tudo o resto, a começar pela indústria, e passando por todos os stakeholders na cadeia de produção”, considera Miguel Gonçalves.
Por outro lado, acredita, “as alterações futuras neste âmbito serão lideradas pelo vector económico, que no fundo é o que vai permitir que esta mudança aconteça mais cedo ou mais tarde”, ressalva.

Quando o custo pesa mais

Seja no turismo ou em qualquer outro projecto imobiliário, as premissas de sustentabilidade não se resumem apenas a um determinado projecto. “Há todo um trabalho que é preciso realizar a montante e que deve ser analisado de muitas maneiras diferentes”, seja num projecto em concreto, ou em todas as actividades satélite a esse edifício, considera Julião Pinto Leite que não tem dúvidas que “fazer sustentabilidade” actualmente ainda é “remar um pouco contra a corrente”. No final das contas, o orçamento mais baixo ainda é o que tem mais peso de decisão e também por este motivo o arquitecto aponta o dedo à “questão cultural muito forte” ainda muito enraizada e que tem de ser trabalhada desde muito cedo, a começar pelas nossas casas. “Há efectivamente tecnologia para conseguirmos edifícios totalmente verdes, mas o mercado ainda não responde na íntegra e o resultado é alguma resistência e inércia em conseguir um edifício altamente sustentável porque isso acarreta custos. O caminho está montado, a tendência é convergir estes dois mundos, no meu entender, mas há ainda um caminho longo a percorrer, exequível, mas longo”, conclui.

Incentivos e ‘osmose’

Já André Ferreira coloca o ‘dedo na ferida’ quando refere o exemplo tem que vir do Estado, o que “na maioria das vezes não acontece”. Muito embora a legislação assim o obrigue, “muitos são os concursos públicos que privilegiam o preço mais baixo”. “Temos efectivamente um problema de legislação e começa precisamente no Estado que muitas vezes enche a boca com a palavra sustentabilidade, com ambiente com alterações climáticas, continua no seu CCP a considerar como elemento principal da escolha o preço”, afirma. “Isto é grave, porque sabemos que muitas vezes o preço mais baixo significa qualidade inferior e associada naturalmente a produtos menos sustentáveis”.

Julião Pinto Leite aponta, ainda, quatro pilares que podem dar um impulso importante para que a sustentabilidade entre definitivamente no sector da construção e da promoção: educação, informação, legislação e competição. A começar em casa, a educação tem definitivamente um peso geracional e depois, através das universidades e com currículos cada vez mais direccionados para estas questões. A informação e a forma como esta é transmitida aos investidores é talvez um dos pontos principais, na medida em que “do ponto de vista do negócio os clientes querem acabar uma obra  e começar a facturar. O que nem sempre é possível. Temos que passar uma série de informação para que consiga perceber que o tal break even não se vai conseguir logo neste ponto”.

Por último, a competição. Para o arquitecto esta será aquela que mais influência poderá exercer. “Felizmente isto funciona um pouco como moda e edifícios acabam, por osmose, por contagiar outros edifícios e por aí afora e arquitectos outros arquitectos e clientes outros clientes”, conclui.

Incentivos como a certificação e benefícios fiscais são, também, apontados como uma alavanca para o aumento de projectos mais sustentáveis. Se por um lado já existente diferentes tipos de cerificação que incentivam e “contagiam” o sector, Mercês Ferreira considera que há muito que o Governo já deveria ter optado por atribuir benefícios fiscais a este tipo de projectos. “Esta seria uma opção não só de reduzir custos para quem promove, como de ter, de facto, um projecto diferenciado”. Por outro lado, “também o próprio consumidor, através de uma informação fidedigna, vai ser, cada vez mais, exigente e procurar projectos mais sustentáveis”.

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Reveja mais uma noite de glória com a entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022

Noite de festa, boa disposição e glória, para vencedores e vencidos. Veja os melhores momentos da entrega de Prémios CONSTRUIR 2022

Casa cheia no emblemático Cine-Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, para assistir à cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022.

O Porto esteve em destaque na cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022, evento que reuniu centenas de convidados no renovado Parque Mayer, em Lisboa para uma noite memorável. É assim há, pelo menos, 15 anos a esta parte. A Invicta foi distinguida pelos leitores do CONSTRUIR com o ‘Prémio Cidade’, num galardão que reconhece o caminho que a cidade e a região têm feito em matéria de urbanismo, ordenamento do território, sustentabilidade ou habitação, tornando-a num pólo de atractividade por excelência não apenas para investidores como para turistas.

Como exemplo desse dinamismo está o facto de o Terminal Intermodal de Campanhã ter recebido o troféu de ‘Melhor Projecto Público’ de ‘Arquitectura’, distinção entregue a Nuno Brandão Costa enquanto autor do projecto ou mesmo o renovado Mercado do Bolhão, que permitiu ao arquitecto Nuno Valentim receber o troféu para ‘Melhor Projecto de Reabilitação’, e ao Município do Porto, enquanto promotor, receber o galardão de ‘Melhor Espaço de Comércio e Serviços’ na área de ‘Imobiliário’. A M2CE viu também o seu trabalho ser reconhecido na área da ‘Engenharia’, daí a atribuição, por parte dos leitores do CONSTRUIR, do troféu pelo melhor trabalho de ‘Fiscalização e Coordenação’. Mas a lista de distinções para o Porto não termina aqui. O Porto Office Park, promovido pelo Grupo Violas Ferreira e desenhado pela Broadway Malyan, foi eleito como ‘Melhor Edifício de Escritórios’ na categoria ‘Imobiliário’.

Na área da Engenharia, destaque também para a Quadrante, merecedora dos troféus ‘Internacionalização’ e ‘Melhor Gabinete’. A Casais volta a ser distinguida como ‘Melhor Construtora’ enquanto que o OPENBOOK foi eleito “Melhor Atelier’ na categoria ‘Arquitectura’.

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector. Este ano, o prémio ‘Excelência’ na área da ‘Arquitectura’ foi entregue a Miguel Saraiva, principal obreiro dessa inegável marca internacional que é hoje o traço da Saraiva + Associados. Na ‘Engenharia’, a escolha recaiu sobre o antigo bastonário da Ordem. Carlos Mineiro Aires, hoje presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, teve, nos dois mandatos que cumpriu, um papel de inegável excelência para o reconhecimento da Ordem enquanto organização fundamental junto dos centros de decisão. Na ‘Construção’, a escolha recaiu este ano sobre a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário. O CONSTRUIR reconhece, neste troféu, o papel da Confederação na dignificação da Construção enquanto um dos principais sectores da Economia, sendo que é, claramente e por manifesto mérito da Confederação, uma voz activa nas questões relacionadas com o Sector.

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Porto: Reabilitação das ‘Ilhas da Lomba’ dará origem a 47 novas casas

No decorrer da assinatura do protocolo, Rui Moreira revelou que “existe a expectativa que sejam oito as ilhas privadas da cidade que possam vir a ser reabilitadas, no âmbito do PRR, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”

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Já foi assinado o protocolo que permite avançar com a reabilitação das Ilhas da Lomba, na freguesia do Bonfim, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na ordem dos 7,7 milhões de euros.

O acordo, assinado pelo vereador do Urbanismo, Espaço Público e Habitação, Pedro Baganha, e a presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Isabel Dias, pressupõe a reabilitação de 47 habitações, qualificadas através de um projecto dos arquitectos Maria Souto de Moura, Francisco Pina Cabral, Francisco Amoedo Pinto e Luís Vitorino Caleiro. O investimento é de aproximadamente 7,7 milhões de euros e vai reconfigurar o edificado actualmente existente, adequando a oferta de tipologias às necessidades dos inquilinos. O projecto prevê que o novo complexo habitacional disponha de 34 T1, 10 T2 e 3 T3.

Para Rui Moreira, a assinatura do protocolo é “um importante passo, na estratégia do município do Porto, para acabar com a indignidade habitacional na cidade”. Já para Pedro Nuno Santos, “este é um dia histórico. Este é um bom exemplo do que é responsabilidade da administração central para com os municípios”.

Rui Moreira revelou que “existe a expectativa de, das 954 ilhas privadas da cidade, oito poderem vir a ser reabilitadas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”.

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Lisboa: Carta Municipal de Habitação propõe soluções para pobreza energética

Dados recentes da monitorização feita pela Lisboa-E-Nova revelam que a pobreza energética no município se concentra no centro histórico e nas freguesias onde existem mais bairros sociais, em que o número de beneficiários da tarifa social de energia é mais expressivo

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Na terceira reunião do Conselho Municipal de Habitação de 2022, que decorreu na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, Filipa Roseta, vereadora da Habitação, revelou que o combate à pobreza energética é uma dimensão que estará presente na primeira Carta Municipal de Habitação de Lisboa.

Neste âmbito, foram apresentados dados recentes da monitorização feita pela Agência de Ambiente e Energia de Lisboa, Lisboa-E-Nova, que revelam que a pobreza energética no município se concentra no centro histórico e nas freguesias onde existem mais bairros sociais, zonas em que o número de beneficiários da tarifa social de energia é mais expressivo. No encontro estiveram também em destaque os contributos do urbanismo e dos direitos sociais para a política de habitação na cidade, os quais serão também vertidos na Carta Municipal de Habitação de Lisboa.

No âmbito do Urbanismo, Joana Almeida, vereadora com o pelouro, apresentou as linhas de acção que têm impacto na política de habitação. “Na construção de casas novas foram implementadas medidas para tornar o licenciamento mais célere e na reabilitação de fogos estamos a conseguir aprovar projectos de arquitectura em dois meses no âmbito do serviço ‘As Minhas Obras’”, sublinhou a vereadora, acrescentando: “estamos focados em quatro linhas de acção: celeridade, clareza, comunicação e transparência”.

No âmbito dos Direitos Sociais foram reveladas pela vereadora com o pelouro, Sofia Athayde, as metas no âmbito da estratégia para as Pessoas em Situação de Sem Abrigo. “Aumentaremos o número de apartamentos partilhados, e as respostas de apoio local serão reforçadas”, afirmou, acrescentando que terão início as obras de requalificação do centro de acolhimento do Beato, projecto aprovado para financiamento pelo PRR.

A vereadora Filipa Roseta destacou a maior afectação de sempre de 200 casas para as famílias mais pobres da cidade, tornada possível pelo investimento de 40 milhões de euros na Gebalis de modo a reabilitar edifícios e casas vazias nos bairros municipais.

“Enquanto avançamos na cocriação da Carta Municipal de Habitação, não estamos parados. O relógio da habitação está a andar. Entre estudo, projecto, construção e atribuição das casas, estamos a dinamizar um potencial que a cidade tem de cerca de 9500 fogos”, sublinhou.

Destaque também para o segundo acordo assinado recentemente com IHRU no âmbito do programa 1.º Direito, para a construção e reabilitação de cerca de 3450 casas até 2028: 1450 para construção e 2000 para reabilitação. “O tempo é um factor. Para que isto possa acontecer é preciso ter uma ideia, verba e capacidade de execução”, concluiu.

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Lagos vai ter dois novos hotéis Hilton

O Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton e o Hilton Garden Inn Lagos serão construídos junto à marina da cidade Algarvia. O projecto de reabilitação urbana representa um investimento de 107,8 M€ do grupo Mercan Properties. Os dois novos hotéis com assinatura Hilton deverão abrir no Verão de 2024

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O empreendimento hoteleiro de aproximadamente 23.000 m2 de área bruta de construção, integra dois hotéis com conceitos distintos. O Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton terá 180 quartos, distribuídos por 4 pisos, numa área bruta total de 14.776 m2. O Hilton Garden Inn Lagos irá dispor de 90 quartos, 27 dos quais a serem convertidos em apartamentos com kitchenette, entre os 7.505 m2 de área bruta total.

O projecto de reabilitação urbana representa um investimento de 107,8 milhões de euros do Grupo Mercan Properties, deverá permitir a criação de cerca de 150 postos de trabalho, durante a fase de construção, e cerca de 200 postos de trabalho na fase de operação. O acordo celebrado é o terceiro entre o Grupo Mercan Properties e a Hilton, após a recente abertura do Sé Catedral Hotel Porto, Tapestry Collection by Hilton e a futura abertura do Hilton Garden Inn Évora.

“O acordo agora assinado com a Hilton é um sinal do desenvolvimento e interesse que a cidade de Lagos tem suscitado, afirmando-se cada vez mais como um local distinto, capaz de conjugar paisagens naturais soberbas com um rico património histórico e cultural. Este projecto representa também uma aposta vencedora para o Grupo Mercan Properties, muito alinhado com os nossos valores, já que concedemos à cidade um espaço de conforto e bem-estar, capaz de dinamizar ainda mais a marina e todos os serviços e espaços ao seu redor”, sublinhou Jordi Vilanova, Presidente da Mercan Properties.

Ambos os espaços de hotelaria estão inseridos no ambiente envolvente através de uma composição arquitectónica de linhas delicadas e cuidadas, pensada ao detalhe sempre com o conforto e bem-estar de um estilo de vida exclusivo em mente. Com a beleza natural de Lagos em mente, quartos e restaurantes foram desenhados com terraços, sunken gardens e varandas, para que os hóspedes possam aproveitar ao máximo o calor algarvio e a costa atlântica. Os hotéis oferecem ainda espaços para reuniões, assim como mais de 160 lugares de estacionamento repartidos entre ambos.

assinalou que “Tendo em conta a presença da Hilton no incrivelmente popular Algarve, estamos entusiasmados por nos aliar ao Grupo Mercan Properties para fazer a nossa estreia em Lagos. Falésias estupendas, praias pitorescas e uma cultura vibrante fazem deste altamente desejado destino turístico a localização ideal para o nosso Curio Collection by Hilton e para a marca Hilton Garden Inn. Este anúncio fortalece o nosso compromisso com Portugal enquanto mercado estratégico para a Hilton, com planos para mais do que duplicar o nosso portfólio nos próximos anos”, referiu Carlos Miro, director-geral de Desenvolvimento para Espanha e Portugal da Hilton.

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CeNTI lidera projecto internacional para acelerar a bioeconomia europeia

O projecto, que conta com investimento superior a 16M€ pretende desenvolver espumas de poliuretano (PUR) de natureza biológica e melhoradas com nanomateriais, direccionadas para os sectores da Construção, Automóvel, Mobiliário e Acolchoados

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Acelerar a bioeconomia europeia, tendo por base a inovação através da nanotecnologia, é o principal objectivo do BIOMAT, um projecto internacional liderado pelo CeNTI e que reúne 26 entidades de sete países da União Europeia e de Israel. No total, o consórcio dispõe de uma verba superior a 16M€ para acelerar a transição do tecido empresarial para o paradigma da bioeconomia.

Direccionado para os sectores da Construção, Automóvel, Mobiliário e Acolchoados, o projecto está a implementar um ecossistema de inovação, Open Innovation Test Bed, composto por entidades científicas e tecnológicas para disponibilizar às empresas o acesso a tecnologia e produtos inovadores, desenvolvidos a partir de materiais celulares de natureza biológica nano-habilitados, bem como a serviços de testagem e alavancagem produtiva e de negócio.

Neste âmbito, estão a ser desenvolvidas espumas de poliuretano (PUR) de base biológica, que contêm nanomateriais. A ideia é que estes novos produtos possam substituir as tradicionais espumas, habitualmente utilizadas nas estruturas de isolamento em edifícios, interiores automóveis ou acolchoados, produzidas à base de petróleo e desprovidas de propriedades funcionais.

Incentivar as empresas a utilizarem este tipo de produtos é o objectivo do BIOMAT, sobretudo, numa altura em que se intensifica a procura por soluções sustentáveis e amigas do ambiente. No total, serão desenvolvidos 10 demonstradores/protótipos, contendo componentes e espumas de PUR funcionais.

O leque de serviços prestado pelo Open Innovation Test Bed do BIOMAT estará, assim, focado na produção e teste das espumas de PUR funcionais. As empresas terão, ainda, acesso a linhas de produção à escala piloto e a serviços complementares, nomeadamente ao nível da caracterização, nanossegurança, protecção de propriedade intelectual, planos de negócios/marketing e mentoria orientada para tecnologia e negócios, a preços competitivos e justos.
Numa primeira fase, os serviços serão disponibilizados gratuitamente a PME através de um processo de candidatura e, após o término do projecto, serão fornecidos a preços competitivos. As empresas que pretendam candidatar-se a este apoio podem já fazer um pré-registo aqui.

O BIOMAT pretende abranger toda a cadeia de valor, desde os biomateriais e as nanopartículas funcionais, até aos produtos finais e respectiva prova de conceito em ambiente industrial, acelerando a aceitação, por parte do mercado, dos novos produtos de base biológica sustentáveis e que contém nanomateriais. O projecto visa, assim, preencher as lacunas existentes nesses sectores industriais, fornecendo serviços e produtos disruptivos, sustentáveis e a custos competitivos. A avaliação do ciclo de vida e de custo (LCA & LCC) desses materiais será, também, outro dos objectivos do projecto.

A decorrer desde Janeiro de 2021, com intervenção na Europa, o BIOMAT irá finalizar em Dezembro de 2024. Tem o apoio da União Europeia de 14 588 169,63 euros e um custo total elegível de 16 707 527,50 euros. Além do CeNTI, fazem parte do consórcio do projecto mais 25 entidades, oriundas de um total de 8 países, nomeadamente Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, França, Reino Unido, Letónia e Israel.

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Almada: Arranca construção de primeiros fogos para habitação acessível

As três empreitadas – Alfazina, Olho de Vidro e Alcaniça – implicam um investimento de 31,1 M€. No total o Plano Integrado de Almada são 14 lotes, corresponde a 1169 habitações, num investimento global de 165,9 M€

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Já arrancou a fase de construção de 208 fogos no Plano Integrado de Almada,  com o lançamento da primeira pedra do projecto habitacional PIA.03 na Rua de Alcaniça, no Monte de Caparica, freguesia de Caparica, concelho de Almada.

Para Alcaniça, o projecto considera 24 habitações de habitação acessível construídas pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), num investimento na ordem dos quatro milhões de euros. Esta primeira fase considera ainda a construção de 28 fogos na Quinta do Olho de Vidro e, a maior densidade, em Alfazina com 156.

As três empreitadas, nos lotes três, sete e dez, implicam um investimento de 31,1 milhões de euros, sendo que o total de empreitadas no Plano Integrado de Almada (PIA) são 14 lotes correspondendo a 1 169 habitações, que implicam um investimento de 165,9 milhões de euros.

Além de Inês Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, estiveram presentes na cerimónia Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação e Mariana Gonçalves, secretária de Estado da Habitação.
Na sua intervenção, Pedro Nuno Santos referiu-se a este arranque da empreitada como “um dia histórico”, não só porque se trata da “primeira empreitada de construção de raiz do IHRU”, e como tal do Estado, dos últimos 40 anos, como também demonstra “a mudança de paradigma de resposta em matéria de política de habitação em Portugal” que este Governo tem vindo a implementar.
Para Pedro Nuno Santos, este é um projecto “muito ambicioso”, que abrange, “numa primeira fase, cerca de 1200 fogos”. O Ministro apontou, igualmente, o facto de este projecto estar integrado “na nova cidade e sem segmentação”, pois é assim que “se constroem cidades mais coesas”.
Sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Nuno Santos referiu a importância dos fundos comunitários para a implementação da política de habitação que o Governo pretende. Mas lembrou que estes fundos só estão a ser aplicados na Habitação «porque o Governo o quis» e porque definiu a Habitação como uma «batalha prioritária”.
Pedro Nuno Santos relembrou, também, que “não é o Estado que vai construir”, pelo que o sector privado está também envolvido nesta grande realização que é o “aumento do parque público de habitação”.
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Habitação acima das expectativas com aumento de 1,3% dos preços e estabilização das vendas

São as conclusões de Outubro do Índice de Preços Residenciais, da Confidencial Imobiliário e do SIR. Apesar da conjuntura macroeconómica os preços das habitações mantêm a trajectória de valorização do último ano e meio e superam novo máximo histórico

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O Índice de Preços Residenciais mostra que os preços de venda das casas em Portugal (Continental) aumentaram 1,3% em Outubro face ao mês anterior, sustentando as variações mensais acima de 1,0%. Em termos homólogos, os preços apresentam um crescimento de 19,5% em Outubro deste ano. No acumulado dos dez meses de 2022, a habitação regista uma valorização de 16,4%.

Os preços médios apurados para as transacções concretizadas entre Agosto e Outubro confirmam este comportamento positivo da valorização, ao superarem um novo máximo histórico, posicionando-se em 2.131€/m2 em Portugal Continental, de acordo com os dados do SIR-Sistema de Informação Residencial.

“Os dados de Outubro mostram que a nova conjuntura macroeconómica não trouxe, à data, um arrefecimento dos preços, os quais prosseguem a trajectória de valorização do último ano e meio. Ao mesmo tempo, a antecipada travagem na procura também não se tem verificado, tal como sugerem também os dados do Banco de Portugal sobre a evolução do crédito à habitação, que recuperou o ritmo de contratação em Setembro, depois de quebras mensais nos meses de Verão”, refere Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

Em termos de procura, a Confidencial Imobiliário projecta a realização de 39,7 mil transacções de venda de habitação entre Agosto e Outubro deste ano. Tal volume fica apenas 1,6% abaixo do patamar dos três meses anteriores, quando se realizaram 40,4 mil negócios.

De acordo com o mesmo responsável, “o mercado está, assim, a superar as expectativas dos operadores que, nos últimos inquéritos de confiança Portuguese Housing Market Survey (PHMS), se mostravam menos optimistas quanto à evolução das vendas, prevendo quebras, e que antecipavam também alguma moderação no crescimento futuro dos preços”, sublinha.

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Gaia terá o primeiro ‘Laboratório de Cidades relacionais ‘ em Portugal

Com o objectivo de “criar projectos de reflexão prática para cidades mais humanizadas”, o protocolo destina-se a alavancar estudos em articulação com várias universidades e o envolvimento de diferentes actores sociais

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Vila Nova de Gaia vai receber o primeiro Laboratório de Cidades Relacionais, um projecto pioneiro a nível nacional que decorre de um protocolo de cooperação entre a Gaiurb e o Instituto Padre António Vieira (IPAV) que será assinado esta quinta-feira, dia 17 de Novembro.

O Laboratório de Cidades Relacionais terá instalações na Casa dos Ferradores, na Rua Cândido dos Reis, em Vila Nova de Gaia, e marcará o arranque de uma articulação entre as duas entidades para um urbanismo mais orientado para as pessoas.

Com o objectivo de “criar projectos de reflexão prática para cidades mais humanizadas”, o protocolo destina-se a alavancar estudos em articulação com várias universidades e o envolvimento de diferentes actores sociais para analisar e impactar dinâmicas do quotidiano do urbanismo.

O modelo, já aplicado em Inglaterra, França ou Estados Unidos, chega agora a Portugal, onde “o desafio de pensamento híbrido será o ponto de partida para avaliar o impacto de projectos, medidas e soluções urbanas”.

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Arquitectura

Trienal de Lisboa inaugura os dois últimos ‘Projectos Independentes’

Ambas as exposições, ‘Inquietação. Arquitectura e Energia em Portugal’ nas Galerias Municipais, na Av. da Índia, e ‘River Somes’ nas Carpintarias de São Lázaro, inauguram esta quinta-feira, dia 17 de Novembro

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A Trienal de Lisboa 2022 inaugura esta semana os dois últimos ‘Projectos Independentes’ que se reúnem aos restantes já inaugurados no passado 5 de Novembro para este que é o último mês da passagem de mais uma edição da Trienal de Lisboa pela capital.

Neste sentido, esta quinta-feira, 17 de Novembro, inaugura às 16 horas, nas Galerias Municipais – Galeria da Av. da Índia,  ‘Inquietação. Arquitectura e Energia em Portugal’, com a presença dos artistas e curadores envolvidos na exposição. Este projecto aborda o “emaranhado” entre arquitectura e energia no século XX, utilizando Portugal como exemplo e tendo em conta as transformações actuais.

“Na era do Antropoceno, quando a humanidade actua sobre os ciclos e sistemas globais e num momento de crise climática, a arquitectura tem um papel de mediação para lá de soluções activas ou passivas, através de uma reflexão sociocultural”, explica a curadoria.

No mesmo dia, a partir das 17 horas, nas Carpintarias de São Lázaro, tem lugar a inauguração de ‘River Somes’. Este ‘Projecto Independente’ propõe a regeneração e renaturalização fluvial para interligar as diversas comunidades que habitam a cidade de Cluj-Napoca, na Roménia, e relacioná-las com a fauna e flora locais, já muito afastadas do seu habitat natural nas margens do rio Somes. “Através da arquitectura, uma equipa multidisciplinar une esforços para um novo quadro de diálogo e interacção que encontre novas respostas para o problema do crescimento urbano”, indica o atelier responsável.

A Trienal de Lisboa 2022 encerra a 5 de Dezembro mas alguns projectos continuarão patentes até 2023.

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