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Acelerar a fundo nas renováveis é a única forma de garantir “independência e segurança energética”

A nova estratégia europeia, REPowerEU, promete eliminar as barreiras que estavam a travar o avanço da expansão das centrais solares e eólicas

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A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, aplaude a estratégia REPowerEU, apresentada pela Comissão Europeia, que prevê uma aposta nas energias e gases renováveis, como o hidrogénio verde, enquanto o forma de fazer face à crise energética espoletada pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

O REPowerEU, apresentado a semana passada, consiste num pacote de medidas com o objectivo de reduzir a dependência europeia de combustíveis fósseis, particularmente os oriundos da Rússia. O plano permitirá reduzir em um terço a importação de gás natural russo antes do próximo Inverno, e na totalidade em 2027.

Para a APREN este é um passo decisivo para acabar com a dependência energética do gás natural da Rússia antes de 2030 e, ao mesmo tempo, avançar na estratégia de descarbonização que a Europa, tal como o resto do mundo, terá que seguir.

“Acelerar a fundo o consumo de energias renováveis é a única forma de garantir independência energética e segurança de abastecimento, assegurando ao mesmo tempo que se coloca um travão nas alterações climáticas”, realça o CEO da APREN, Pedro Amaral Jorge, que se congratula com o facto de a Comissão Europeia ter colocado as renováveis no centro de um plano de segurança energética europeu.

A Comissão propõe aumentar a meta para 2030, em matéria de consumo final de energia a partir de fontes renováveis, dos actuais 40%, previstos no pacote FIT for 55, para os 45%. Este aumento da ambição global criará o enquadramento para outras iniciativas, nomeadamente a estratégia específica da União Europeia para a energia solar que pretende duplicar a capacidade instalada de energia fotovoltaica até 2025 e atingir 750 GW até 2030. O plano prevê também uma iniciativa para a produção de energia solar nos telhados.

Já no que toca à energia eólica, a União Europeia quer subir dos 190 GW de potência instalados actualmente para 480 GW nos próximos oito anos.

A nova estratégia europeia promete eliminar as barreiras que estavam a travar o avanço da expansão das centrais solares e eólicas, já que a nova lei consagrará o princípio de que a instalação de projectos renováveis, tais como centros electroprodutores centralizados e distribuídos, eletrolisadores, sistemas de armazenamento de energia, bem como infraestrutura de rede eléctrica, passem a ser projectos de interesse público.

A Comissão Europeia propõe ainda simplificar processos e encurtar prazos de licenciamento em áreas que venham a ser indicadas pelos Estados-Membros como preferenciais para as renováveis.

“A ambição destes objectivos tem obrigatoriamente de ser acompanhada de uma simplificação dos procedimentos”, apela Pedro Amaral Jorge, que sublinha, no entanto, que o aumento de potência terá que acautelar a protecção da biodiversidade e envolver as comunidades locais na linha do que tem sido a prática nos projectos renováveis.

A fixação de metas europeias de produção interna de 10 milhões de toneladas de hidrogénio renovável e de importação de 10 milhões de toneladas até 2030, a fim de substituir o gás natural, o carvão e o petróleo em sectores industriais e dos transportes difíceis de descarbonizar, são outros pontos da estratégia.

A indústria eólica europeia já partilhou um conjunto de propostas para simplificar e acelerar as renováveis, que inclui, por exemplo, a digitalização dos processos e a aplicação do “princípio do consentimento pelo silêncio” a todos os projectos de energia renovável.

Além da implantação acelerada de energias renováveis, para substituir os combustíveis fósseis nas habitações, na indústria e na produção de electricidade, as medidas do plano REPowerEU prevêem ainda o reforço da eficiência energética, aumentando a meta na Directiva da Eficiência Energética entre os 9% e os 13% até 2030, bem como a diversificação do abastecimento de gás natural.

O REPowerEU propõe ainda desbloquear financiamentos europeus, nomeadamente através da do fundo que financia os Projectos de Recuperação e Resiliência. Está previsto um investimento de 10 mil milhões de euros destinado a interligações em falta nas infraestruturas de gás natural.

A componente dos fundos e do financiamento a disponibilizar pela União Europeia que irá para a transição energética limpa corresponderá a 95% da totalidade dos mesmos. Além disso, contará com orientações sobre medidas de curto prazo para lidar com os altos preços actuais no sector energético e propostas iniciais sobre reformas estruturais do mercado de energia.

Com as medidas do novo plano a Europa põe fim à dependência dos combustíveis fósseis russos, “usados como arma e que custam aos contribuintes europeus cerca de 100 mil milhões de euros por ano, contribuindo ao mesmo tempo para a causa climática”, sublinha Pedro Amaral Jorge.

O Mecanismo de Recuperação e Resiliência está no centro do plano REPowerEU já que apoiará soluções coordenadas de planeamento e financiamento de infraestruturas transfronteiriças e nacionais, bem como de projectos e reformas no domínio da energia.

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Dte inicia componente técnica do ICON Aparts no Porto

A empreitada, no montante de 900 mil euros, corresponde à segunda e terceira fases do projecto técnico do edifício ICON Aparts, promovido pela CivilRia

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A dte, empresa do grupo dst, integra a empreitada do edifício ICON Aparts, no Porto, correspondente à segunda e terceira fases do projecto técnico.

No montante de cerca de 900 mil euros, o projecto assenta, essencialmente, em instalações eléctricas e infraestruturas de telecomunicações.

O edifício, com 11.645 m2 e 168 habitações, para ‘apartment service’, e que se insere no projecto ICON, prevê revitalizar a zona empresarial do Porto, num investimento global que ascende a 60 milhões de euros.

Promovido pela CivilRia, o ICON Aparts faz parte de um conjunto de três edifícios – dois com escritórios e um com apartamentos turísticos para arrendar-, com uma área total de 24 mil m2, rodeado por uma área de jardim e um lago com cerca de 8.000 m2.

Neste empreendimento, a dte garantiu, mais uma vez, a alta capacidade de reengenharia e de mobilização de trabalhadores em tempo útil.

Recorde-se que a dte já havia concluído a primeira fase do projecto técnico – o ICON Office I, a nova sede no Porto da AGEAS – numa obra que ascendeu a 550 mil euros, estando agora prevista a terceira e última fase do projecto – o ICON Offices II, que tem arranque previsto para 2023 e cujo valor de obra ascende a 880 mil euros.

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Ordem responde a ciberataques com criação do cargo de especialista em Cibersegurança

Para esse efeito, a Ordem dos Engenheiros organiza na próxima quinta-feira, dia 10 de Novembro, às 11 horas, a sessão pública de apresentação da Especialização em Cibersegurança. O evento terá lugar na sede da Ordem, em Lisboa, em parceria com a Secretaria-geral do Ministério da Economia

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A Ordem dos Engenheiros organiza na próxima quinta-feira, dia 10 de Novembro, às 11 horas, a sessão pública de apresentação da Especialização em Cibersegurança. O evento terá lugar na sede da Ordem, em Lisboa, em parceria com a Secretaria-geral do Ministério da Economia.

Durante a sessão, serão apresentadas as propostas legais e administrativas, que partiram do Grupo de Trabalho instituído por Fernando de Almeida Santos, bastonário, necessárias à criação do cargo de Especialista em Cibersegurança, a saber, a criação da especialização no seio da Ordem, a definição da formação necessária, definição e certificação de competências, e actos de engenharia exigíveis. Esta iniciativa aproveitará, ainda, para apresentar o actual cenário da área em Portugal.

Na sessão pública, além do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, vão participar os peritos que fazem parte do grupo de trabalho criado para elaborar as propostas em causa, nomeadamente, João Rolo, secretário- geral do Ministério da Economia, Paulo Viegas Nunes, vogal do Conselho Nacional do Colégio de Engenharia Eletroctécnica e presidente do SIRESP, Nélson Escravana, director da Unidade de Cibersegurança da Inov e Gamito Pereira, vogal do Conselho Directivo da Região Sul e fundador do grupo Joyn (especialista em Cibersegurança).

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GesConsult expande-se para o Norte do País

Aproveitando a remodelação do Auchan na cidade da Maia como projecto de lançamento, a empresa volta-se para Norte e acompanhar a tendência de descentralização

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A GesConsult, empresa de gestão e fiscalização de obras, expande a sua actividade para o Norte do País, aproveitando a remodelação do Auchan na cidade da Maia como projecto de lançamento.

Responsável por projectos de marcas de referência na área do retalho, hotelaria e residencial, a GesConsult procura acompanhar a tendência de descentralização e abrir caminho para a construção em locais como Braga, Guimarães, Viseu, Vila do Conde, Espinho e Famalicão. Até ao final do primeiro semestre de 2023, a empresa pretende alcançar um volume de negócios entre os 200 mil euros e os 300 mil euros, o que se traduzirá numa carteira de obras capaz de alavancar o crescimento contínuo da equipa.

“Esta expansão é um passo estratégico que está a ser preparado há algum tempo. Acreditamos que existe muito potencial de negócio a Norte e queremos acompanhar a descentralização a que se assiste nesta fase. No fundo, queremos estar em todo o País e este é mais um passo importante nesse sentido”, afirma Nuno Garcia, director-geral da GesConsult.

Em termos de estratégia, o responsável adianta que a GesConsult vai ”numa primeira fase, investir no imobiliário comercial, por se tratar de uma área de negócio em crescimento e na qual já temos um primeiro projecto em fase de execução.”

Fundada em 2014, a GesConsult é especialista no sector da construção e disponibiliza serviços de gestão e fiscalização de obra, acompanhando todas as fases das empreitadas. Através de uma equipa experiente, a empresa coordena as áreas de qualidade e segurança, gestão de prazos e custos, além do serviço de due diligence, a análise técnica de riscos em oportunidades de investimento.

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dstelecom lança cabo submarino inteligente em Tróia

E se além de autoestradas de dados, os cabos submarinos tivessem capacidade de monitorização? A questão esteve na base do projecto do K2D – Knowledge and Data from the Deep to the Space, desenvolvido pela dstelecom, em colaboração com a Marinha Portuguesa e com o INESC-TEC. O primeiro protótipo foi lançado na Zona Livre Tecnológica Portuguesa Infante D. Henrique, em Tróia

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Com um sistema único no mundo, este cabo submarino inteligente vai permitir monitorizar os dados vitais da terra e validar a arquitectura do sistema, composto por um repetidor de sinal e nós de monitorização que permitem a instalação de um número alargado de sensores.

Neste protótipo foram instalados quatro sensores, para captar imagens e recolher dados de temperatura, pressão e acústica marítima, possibilitando a localização de cetáceos como baleias e golfinhos.

A aquisição de dados potenciados pelo sistema irá permitir criar modelos de análise baseados em geoinformática e inteligência artificial, de forma a ampliar o alcance da monitorização e do espectro do conhecimento até ao interior dos oceanos.
A dstelecom iniciou este projecto tendo em vista a criação do smartcable como um produto diferenciador e de valor acrescentado, que ainda não existe a nível mundial. “A nossa estratégia passa por aumentar o valor acrescentado dos cabos submarinos, convertendo-os não só em autoestradas de dados, mas também acrescentar a capacidade de monitorização, associando uma camada de sensorização a estes elementos que estão alojados no fundo do oceano. Isto vai permitir-nos apresentar uma solução única a este mercado e que esperamos uma disseminação global”, afirma Sérgio Fernandes, CTO da dstelecom.

A estrutura já foi instalada no início de Setembro e ficou submersa durante várias semanas para validar o conceito. “Já estamos a trabalhar num novo protótipo, com mais sensores, que poderá ser instalado a maiores profundidades, de forma a testar a resistência a condições mais adversas de profundidade e pressões elevadas. Adicionalmente, nesta segunda fase, o espectro de monitorização será alargado de forma a permitir a recolha de dados adicionais, nomeadamente da actividade sísmica”, conclui o mesmo responsável.

O projecto liderado pela dstelecom, em co-promoção com a Universidade do Minho e o INESC-TEC e em parceria com o CINTAL, o AIRCentre e a Universidade dos Açores, conta com um investimento de cerca de 1.4 milhões de euros e está a ser desenvolvido com o objectivo de monitorizar as condições físicas e biológicas das profundezas dos oceanos, dados que os actuais sistemas de previsão meteorológica – satélites, aviões e estações terrestres – não conseguem recolher. O projecto K2D, desenvolvido em parceria com o MIT – Massachusetts Institute of Technology, deverá estar concluído em Junho de 2023.

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Pontes Inteligentes são o novo desafio da BERD

O que começou por ser um spin-off da FEUP, cedo se tornou um caso sério de inovação e desenvolvimento. Depois do lançamento do sistema OPS e das pontes modulares MBS, a empresa prepara uma nova revolução na engenharia de pontes com a Bridge Intelligence

tagsBERD

A BERD, acrónimo para Bridge Engineering Research & Design, é uma empresa portuguesa que fornecesse soluções integradas de engenharia de pontes e actua na venda ou aluguer de soluções para a construção de pontes. A empresa entrou no mercado para revolucionar a indústria de construção e fê-lo à nascença com o lançamento comercial do Organic Prestressing System e da sua aplicação a cimbres autolançáveis.  “É uma tecnologia inspirada no musculo humano, é um sistema de controlo activo que envolve electrónica, engenharia mecânica e engenharia de estruturas. Mas desde então já registamos mais cinco patentes e tivemos vários ciclos de investimento”, explica Pedro Pacheco, CEO da BERD.

A criação do OPS deu novos limites à construção de tabuleiros de pontes e viadutos, antes desta tecnologia apenas era possível construir vãos até 78 metros, com este sistema já foi batido o recorde mundial com a construção do primeiro vão de 90 metros. Este método de construção in situ levou ao desenvolvimento de tecnologias adicionais e complementares ao sistema OPS. “Recentemente, em resultado de uma parceria, com a Faculdade de Engenharia, desenvolvemos um sistema que permite avaliar o endurecimento do betão e que elimina a necessidade de testes em obra. No fim do dia, a grande vantagem é que com este sistema os engenheiros recebem um SMS no telemóvel a informar que o betão está endurecido, sem outros custos industriais adicionais”, refere Pedro Pacheco.

A invenção, e inovação da BERD, desde cedo convenceu as empresas, de construção e as de venture capital, o que lhe permitiu arranjar financiamento para a área de investigação e desenvolvimento. Um modelo de crescimento que ainda hoje persiste.

Em 2016, a BERD criou uma nova área de negócio relacionada com as soluções de pontos modulares MBS, a qual veio, uma vez mais, revolucionar o mercado. Uma área que foi constituída como uma spin-in da BERD e que em 2018 conquistou o concurso internacional lançado pelo ministério dos Transportes e Comunicações do Peru para o fornecimento de pontes modulares, com vãos entre os 15 e os 60 metros, no valor de 17 milhões de euros com o objectivo de responder às necessidades das ocorrências do El Niño. O mesmo projecto que este ano conquistou o prémio internacional atribuído pela EECS European Steel Bridge Awards 2022, por representarem “uma grande evolução ao nível da engenharia”, permitindo uma poupança de 20% no consumo de aço, face aos projectos convencionais, com uma redição da pegada de carbono, tendo sido emitidas menos 3240 toneladas de CO2, comparativamente à média dos projectos tradicionais, a par da evolução estética.

“Este projecto já se encontra finalizado, mas esta é uma das áreas de negócio que mais cresceu, representando, desde 2019 mais de 50% da facturação da BERD. As pontes modelares foram essencialmente desenvolvidas por um engenheiro inglês, Donald Bailey, durante a segunda guerra mundial e eram usadas para fins militares. Esse modelo pelas suas múltiplas vantagens no tempo de montagem e na facilidade de adaptação a várias configurações começou a ser muito usado não só para fins militares, mas também para fins civis. E Este é o modelo adoptado por todos os nossos concorrentes, mas que obedece a um paradigma próprio do século XX, em que cada peça era pensada para ser transportada por quatro militares e isso condicionava o desenho, as ligações e a concepção da ponte.  Nós pegamos no tema e resolvemos pensar as pontes do zero, pensando no contexto do seculo XXI”, conta Pedro Pacheco.

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Um salto na Inteligência

Aos dois rounds de investimento a BERD acrescentou, recentemente, um terceiro. A entrada de um novo accionista no capital da BERD promete revolucionar a já inovadora empresa. “Há um novo investimento que vai dar origem a uma nova spin-in, mas que poderá dar origem a uma spin-off, que é a Bridge Intelligence. Esta é uma área nova que está ligada à inteligência artificial”, adianta Pedro Pacheco. O CEO da BERD prefere, para já, não desenvolver aquela que é a nova área de investigação e desenvolvimento da BERD e a qual promete ter efeitos, muito substanciais, no próximo ciclo de negócios da empresa que inicia no final de 2023.

“Fazemos as contas por triénio porque os nossos negócios são de natureza plurianual e, portanto, fazem sentido nessa logica.  Estamos a crescer desde a origem e este triénio, até ao momento, já temos um volume de negócios contratado que já ultrapassa o triénio anterior e ainda estamos a meio deste ciclo, 2021 – 2023. Acredito que o crescimento da BERD será expressivo no final de 2023”, refere o CEO da empresa.

Um resultado para o qual contribuem “apenas” aquelas que são as áreas de negócio actuais da empresa e ainda sem influência da Bridge Intelligence, a qual segundo Pedro Pacheco terá “um impacto expressivo, mas apenas no próximo triénio”.

Com actividade essencialmente internacional, a BERD é hoje uma marca premium a nível mundial, líder europeu no segmento onde actua.  Com projectos desenvolvidos em cinco continentes, com clientes e projectos em dezenas de países. Neste triénio destacam-se os mercados dos EUA, Alemanha, UK, França, Países Baixos, Eslováquia, Peru, Egipto e Moçambique. A actividade em Portugal arrancou este triénio, embora continue a representar menos de 5% da facturação.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Ministro da Saúde considera engenharia determinante para modernização do sector

Manuel Pizarro falava no âmbito da conferência “From Bricks to Bits. A engenharia ao serviço da saúde”, organizada pela Ordem dos Engenheiros, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Outubro, no auditório do Hospital da Luz de Lisboa

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Manuel Pizarro, ministro da Saúde, considera essencial o contributo da engenharia para a modernização do sector da saúde. O responsável falava no âmbito da conferência “From Bricks to Bits. A engenharia ao serviço da saúde”, organizada pela Ordem dos Engenheiros, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Outubro, no auditório do Hospital da Luz de Lisboa.

Na sessão de abertura, o ministro convocou o apoio dos engenheiros para a implementação do “mecanismo essencial de sustentabilidade ambiental e financeira” da transição energética e climática. O governante elencou os “100 milhões de euros de projectos aprovados para a eficiência energética”, frisando ser este “caminho que temos de acelerar”. Manuel Pizarro assinalou ainda o papel dos engenheiros nos investimentos nas tecnologias, nomeadamente, na digitalização e transição digital, mas também no “combate à infecção” nas infraestruturas do sector, “através da modernização das unidades de saúde”.

Por seu turno, Fernando de Almeida Santos, bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE),  anunciou que a denominação de 2022 como Ano OE para a Engenharia e Saúde terá como resultados um “conjunto de conclusões e recomendações para Portugal no fim do ano, a 26 de Novembro”, a apresentar durante as cerimónias do Dia Nacional do Engenheiro.

“Interagir com a sociedade, é esse o nosso papel. Estamos do lado das soluções”, rematou o Bastonário. Já a comissária da Ordem para o “Ano OE Engenharia e Saúde” e presidente da Comissão Executiva do Grupo Luz Saúde, Isabel Vaz, classificou a Engenharia como o “alicerce escondido” de um hospital. E identificou os engenheiros como actores fundamentais na construção da “capacidade da Europa” para garantir a necessária “transição industrial” em curso.

A conferência serviu, ainda, para promover a divulgação de práticas e conhecimentos entre engenheiros e profissionais da saúde, reunindo cerca de 20 peritos. Durante o dia foram abordadas as inovações alcançadas e em curso na edificação de edifícios hospitalares sustentáveis verdes e inteligentes, foram apresentadas as infraestruturas de sistemas de informação e comunicações preparadas para enfrentar os desafios futuros, reveladas as aplicações da robótica e automação em medicina e a forma como a ciência de dados apoia os profissionais da saúde na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

A OE procura desta forma promover a visibilidade e o debate de temas de interesse para a sociedade e onde a engenharia tem um papel essencial. É sob esse espírito que surge a promoção do tema “Engenharia e Saúde”: a pandemia veio enfatizar o envolvimento e a necessária participação da engenharia na prestação de cuidados de saúde de qualidade, não só na digitalização e desenvolvimentos em torno das soluções e tecnologias digitais, mas também enquanto garante de condições sanitárias que concorram para o bem-estar social e ambiental.

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Oriente Green Campus aposta na sustentabilidade

O novo edifício de escritórios é de natureza sustentável e aposta na elevada eficiência energética, ambiental e de conforto para os colaboradores e irá receber o selo das certificações LEED Platinum e WELL Gold

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O novo edifício de escritórios que iniciou a construção na zona do Parque das Nações, em Lisboa, resulta da alteração de uma construção já existente, mas que será agora desenvolvida de acordo com um novo projecto de arquitectura que irá aplicar princípios de sustentabilidade, flexibilidade e integração no meio envolvente.

A gestão de projecto e obra do Oriente Green Campus foi entregue à Engexpor. Na gestão dos trabalhos, a Engexpor terá a cargo não só o acompanhamento e fiscalização da obra como também a coordenação BIM (Building Information Modeling), além de ter actuado anteriormente ao nível da gestão de projecto e de procurement.

A primeira fase da empreitada, que agora se iniciou, consiste na demolição parcial, reforço e adaptação da estrutura existente. Nas fases seguintes e, de acordo com a Engexpor, irá proceder-se à execução das fachadas, acabamentos, instalações especiais e paisagismo.

O Oriente Green Campus, propriedade do Orion European Real Estate Fund, que é gerido pela Norfin através do fundo Multiusos Oriente FEIIF, vai disponibilizar 41.100 m² de escritórios distribuídos por quatro pisos acima do nível do solo. O projecto contempla ainda 18.700 m2 de zonas exteriores e três pisos subterrâneos (55.820 m²) para estacionamento com um total de 1.667 lugares.

Com projecto de arquitectura dos ateliers Kohn Pedersen Fox Associates (KPF) e Saraiva+Associados, os escritórios irão funcionar em open space com uma configuração totalmente flexível, quer na sua ocupação quer na rápida adaptação a futuras necessidades ou aos requisitos de novos inquilinos.

“O Oriente Green Campus é um edifício inovador, voltado para o futuro, quer na flexibilidade das novas formas de trabalho quer nas preocupações de ordem ambiental, energética e de bem-estar. É um desafio acrescido para a Engexpor fazer a gestão de projecto e de construção de uma obra com requisitos tão rigorosos e exigentes, tendo em conta as suas elevadas ambições de certificação, mas estou confiante que estaremos à altura desse desafio”, refere Nuno Alves, director da Engexpor em Portugal

No desenvolvimento deste projecto está prevista a obtenção da certificação LEED Platinum, a mais elevada classificação do sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental), que estabelece padrões para a criação de edifícios com base em princípios sustentáveis e de elevada eficiência energética e ambiental; e a certificação WELL Gold, o segundo mais alto nível de pontuação desta certificação que avalia os edifícios com base no bem-estar dos seus ocupantes.

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GreenVolt vai construir dois projetos na Polónia

A GreenVoltavança para a fase de construção de dois projetos na Polónia com uma capacidade total de 59 MW (Megawatts), distribuída entre eólica, solar e ‘storage’, prevendo alienar ambos os ativos em 2023

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A GreenVolt – Energias Renováveis anunciou ter iniciado a fase de construção de dois projetos na Polónia com uma capacidade total de 59 MW (Megawatts), distribuída entre eólica, solar e ‘storage’, prevendo alienar ambos os ativos em 2023.

“Em ambos os casos, é intenção da GreenVolt alienar os ativos ainda antes da fase de COD [Commercial Operational Date], dando resposta à procura existente no mercado, mas também no cumprimento do plano estratégico apresentado aos investidores”, avança a empresa em comunicado.

O primeiro projeto, denominado ‘Sompolno’, está localizado em Sompolno (no centro-oeste da Polónia) e terá uma capacidade instalada de 26 MW em eólica, 10 MW em solar e 3 MW em ‘storage’, sendo a COD estimada para o primeiro semestre de 2024. O segundo projeto — o ‘Opalenica’ — está localizado perto da cidade de Opalenica, também no centro-oeste da Polónia, e consiste em três parques solares com uma capacidade de 20 MW.

“Considerando o início da fase de construção, é esperado que a COD seja alcançada no terceiro trimestre de 2023”, refere a empresa de energias renováveis. Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Greenvolt afirma que a decisão de construir estes dois projetos na Polónia “está inteiramente alinhada com a estratégia de aproveitar oportunisticamente a procura mais elevada de ativos prontos a operar”.

João Manso Neto destaca ainda que a iniciativa confirma “a capacidade da equipa para desenvolver projetos até à fase de construção e de gerar valor através da estratégia de rotação de ativos”. No âmbito desta estratégia de gerar valor através da rotação de ativos, a primeira alienação desde a entrada da Greenvolt em bolsa ocorreu durante o terceiro trimestre deste ano, quando a empresa celebrou, através da Augusta Energy (uma ‘joint venture’ entre a sua subsidiária V-Ridium Power Group e a KGAL), um acordo de venda à Iberdrola, por 155 milhões de euros, de um portfólio de ativos em construção na Polónia.

A par da produção de energia a partir de biomassa, a partir de resíduos florestais e resíduos lenhosos urbanos, em Portugal e no Reino Unido, a GreenVolt é promotora de projetos eólicos e solares fotovoltaicos, atuando em vários mercados europeus e no mercado americano, com um ‘pipeline’ de 6,7 GW (Gigawatts), dos quais 2,9 GW “em estado avançado de desenvolvimento até ao final de 2023”.

No segmento estratégico da geração descentralizada de energia renovável, a GreenVolt atua nos mercados português e espanhol, tanto no segmento empresarial como no residencial.

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Iniciativa “Engenheiras por um dia” já vai na 6ª edição

Sessão de abertura decorreu esta terça-feira no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. A 6ª Edição do programa integra 162 entidades participantes – 55 escolas/agrupamentos de escolas, 19 instituições de ensino superior e 88 empresas, associações e municípios

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No âmbito do Dia Internacional das Raparigas, que se assinala esta terça-feira, dia 11 de Outubro, arranca, também, a 6ª edição do “Engenheiras por um dia”, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
A iniciativa passa por promover, junto das estudantes dos ensinos básico e secundário, a opção pelas engenharias e tecnologias, desconstruindo a ideia de que estes são domínios masculinos e assim combatendo os estereótipos que ainda hoje condicionam as suas escolhas educativas e de carreira.
Para assinalar o dia, o “Engenheiras por um dia” organiza, em parceria com o Programa INCoDe.2030, o evento «Shaping the Digital Future: Dia Internacional das Raparigas», dedicado à partilha de práticas inspiradoras por parte de diversas organizações e da comunidade educativa no que diz respeito à igualdade de género e ao combate à segregação das profissões em razão do género.
A 6ª Edição do programa integra 162 entidades participantes – 55 escolas/agrupamentos de escolas, 19 instituições de ensino superior e 88 empresas, associações e municípios, que, em articulação, desenvolverão desafios de engenharia, visitas de estudo, acções de mentoria, de role model e workshops.
Este programa é coordenado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e pelo INCoDe.2030, em articulação com a Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI), o Instituto Superior Técnico e a Ordem dos Engenheiros.
Promovido pelo Governo, o programa está integrado na Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação – Portugal Mais Igual, e desde a sua criação, em 2017, já alcançou 12 554 jovens do 3º ciclo e do ensino secundário, através de actividades práticas, sessões de role model e mentoria.
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Riportico projecta e fiscaliza novo Parque Verde Urbano da Vidigueira

O projecto, com um investimento de cerca de 2,3 M€, vai reabilitar a Horta de S. João e criar um espaço de lazer destinado às diferentes faixas etárias, como diversas infraestruturas, espaços verdes, espelhos de água, parque de jogos, polidesportivo e ligação a percursos pedonais e ciclovias

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O concelho da Vidigueira, no distrito de Beja, vai ter um novo Parque Verde Urbano, cujo projecto 3D foi elaborado pela Riportico Engenharia. No âmbito do contrato adjudicado pelo município, a consultora é, ainda, responsável pela fiscalização e coordenação de segurança da obra de construção do parque, que teve início na passada segunda-feira, dia 3 de Outubro. O Parque Verde Urbano representa um investimento total de cerca de 2, 3 milhões de euros.

O projecto, que vai permitir reabilitar a Horta de S. João, prevê a criação de um espaço de lazer acessível a toda a população, com valências destinadas às diferentes faixas etárias, como infraestruturas adequadas ao bem-estar dos utilizadores, espaços verdes, espelhos de água, parque de jogos, polidesportivo e ligação a percursos pedonais e ciclovias.

A empreitada de construção do parque tem um prazo de conclusão de 360 dias. “Estando o projecto aprovado, nesta nova fase a Riportico será responsável por fiscalizar os trabalhos e garantir um resultado final de excelência ao nível da qualidade da obra, bem como coordenar a segurança em obra, assegurando o cumprimento do dossier de segurança e o plano nele integrado”, afirma Anderson Aguiar, coordenador regional de Beja e Algarve da Riportico Engenharia.

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