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Finalista a Prémio Aga Khan para Arquitectura 2022 fala português

O projecto de Reabilitação de Alto de Bomba, levado a cabo pela iniciativa Outros Bairros, em Cabo Verde, é um dos 20 finalistas do Prémio Aga Khan para Arquitectura 2022

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Finalista a Prémio Aga Khan para Arquitectura 2022 fala português

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O projecto de Reabilitação de Alto de Bomba, levado a cabo pela iniciativa Outros Bairros, em Cabo Verde, é um dos 20 finalistas do Prémio Aga Khan para Arquitectura 2022. Estes 20 projectos foram seleccionados por um júri independente de um conjunto de 463 projectos nomeados para o 15º Ciclo de Prémios (2020-2022).

O Prémio Aga Khan para a Arquitetura (AKAA) anunciou os 20 projectos pré-seleccionados para o ciclo de Prémios de 2022. Os projectos vencedores concorrem a um prémio no valor de um milhão de USD, um dos maiores da arquitectura.

Entre os projectos distribuídos por 16 nacionalidades encontramos o projecto de Reabilitação Urbano de Alto de Bomba, na cidade do Mindelo, em Cabo Verde. Um projecto de reabilitação levado a cabo pela iniciativa Outros Bairros e que este ano foi eleito Prémio Obra do Ano 2022 do ArchDaily Brasil, um prémio que elege os melhores projectos de arquitectura portuguesa.

O Prémio Aga Khan para a Arquitectura foi estabelecido em 1977 para identificar e encorajar conceitos de construção que respondam com sucesso às necessidades e aspirações das comunidades nas quais os muçulmanos têm uma presença significativa. Desde que foi lançado, há 45 anos, 121 projectos receberam o prémio e quase 10.000 projectos de construção foram documentados. O processo de selecção da AKAA enfatiza a arquitectura que não apenas atende às necessidades físicas, sociais e económicas das pessoas, mas também estimula e responde às suas aspirações culturais.

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Tour internacional da Trienal 2022 passou esta semana por Madrid e Berlim

As duas apresentações, seguidas de debate, tiveram como objectivo, entrelaçar práticas de contextos diferentes com as temáticas da Trienal 2022

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A Trienal de Arquitectura de Lisboa reinventa-se de três em três anos como um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que transcende fronteiras disciplinares e geográficas e, em 2022, apresenta Terra, a sua 6ª edição: um apelo à acção face às perturbações climáticas, à pressão sobre os recursos e às desigualdades socio-económicas e ambientais.

Para antecipar a discussão pública sobre todas estas dimensões estreitamente relacionadas com a arquitectura proposta pelos curadores gerais, Cristina Veríssimo e Diogo Burnay, a Trienal deu a conhecer o seu programa através de uma tour internacional. Com paragens em Madrid e em Berlim, as duas apresentações, seguidas de debate, tiveram como objectivo, entrelaçar práticas de contextos diferentes com as temáticas da Trienal 2022.

A Fundación Giner de los Ríos (Paseo General Martínez Campos, 14), em Madrid, recebeu a Trienal esta quarta-feira, 29 de Junho, às 19h com a participação de Santiago Cirugeda, o arquitecto e activista que, juntamente com Cristina Veríssimo (curadora geral da Trienal 2022), explorau estratégias locais e desafios globais. O evento teve um primeiro momento de discussão aberta seguido de um cocktail de recepção.

A capital alemã acolhe uma discussão mais longa que reúne vozes de diferentes áreas geográficas: Tinatin Gurgenidze e Gigi Shukakidze, a direcção da Bienal de Arquitectura de Tbilisi, juntam-se a Cristina Veríssimo para uma conversa sobre o que é comum entre os dois festivais em extremos opostos da Europa, que abrem ambos portas este Outono. O campus da Floating University acolhe o painel de debate, moderado pela arquitecta Elena Markus, na sexta-feira, 1 de Julho, às 19h (Lilienthalstraße 32, Berlim).

A Trienal 2022 abre em Lisboa a 29 de Setembro, oferecendo um programa de três dias de entrada gratuita, com inaugurações, performances, entrega de prémios e uma festa comemorativa no jardim do Palácio Sinel de Cordes. A 6ª edição, que se prolonga até 5 de Dezembro de 2022, inclui quatro exposições nucleares, três prémios, três dias de conferências, 15 projectos independentes e uma colecção de livros.

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Visioarq destacado internacionalmente com MG Coudelaria (c/ galeria de imagens)

A sua sustentável integração na natureza valeu à MG Coudelaria o reconhecimento da Architizer A+ Awards. Com assinatura do gabinete Visioarq Arquitectos, o projecto de elege a madeira como material principal e a natureza como inspiração

Localizada em Vila Nova de Famalicão, a MG Coudelaria está inserida numa quinta de dez hectares onde a natureza e a paisagem do Minho foram mantidas intactas e quase intocáveis. A coudelaria dedicada ao ensino equestre e à criação de cavalos da raça Puro-Sangue Lusitano, e todas as suas infraestruturas – picadeiros, cobertos e descobertos, redondéis, pista de equitação, boxes e paddocks – foi este ano distinguida pelo Architizer, com um A+ Awards, na categoria Details – Architecture + Wood.

O projecto de arquitectura tem a assinatura da Visioarq Arquitectos, fundado por Nuno Poiares, Pedro Afonso e Vicente Gouveia.  A intervenção da Visioarq teve como premissa principal o enquadramento do novo edificado com a envolvente ambiental. Assim, a madeira natural do pinho enquanto material principal e a madeira lamelada colada surgem naturalmente enquanto soluções a compor não só os revestimentos exteriores e interiores como a própria estrutura dos edifícios. “O uso da madeira impôs-se, desde logo, por uma questão de enquadramento paisagístico. Desta forma, a integração do volume na paisagem surge de uma forma muito mais natural”, revela Vicente Gouveia. Outro dos argumentos que convenceu o arquitecto e a sua equipa foi a sustentabilidade dos materiais a empregar em obra. Acresce que “sendo uma construção em CLT, o sistema construtivo dá-lhe uma estabilidade dimensional e uma resistência mecânica muito superior”, explica Vicente Gouveia

O projecto privilegiou os elementos estruturas enquanto protagonistas do edifício, a partir dos quais tudo o resto se desenvolve. “O esqueleto é base da forma e tudo o resto assume uma leitura acessória. Com esta hierarquização pretende-se, de alguma forma, que o natural não perca o protagonismo e a importância que merece crescendo ao longo do tempo, envolvendo e integrando cada vez mais o edificado proposto”. A utilização da madeira na fachada e vãos e o seu jogo de aberturas permite um maior controlo ao nível da iluminação e ventilação naturais, não descurando o conforto e a maior eficiência energética.

Em simbiose com a natureza

Independentemente de se se estar a construir uma casa ou uma coudelaria “existem dois momentos na metodologia do processo de arquitectura: um momento que tem a ver com o momento conceptual em que a ideia surge do ponto de vista volumétrico de integração na paisagem e um outro que é o momento de pragmatismo”, sublinha o arquitecto. A verdade é que deste encontro entre a ideia e a concretização do programa não resulta necessariamente um confronto, pelo contrário. No caso da MJ Coudelaria esta simbiose resultou na criação de dois núcleos distintos que permitem “diluir” a estrutura edificada no meio envolvente, que se quis quase que intocado. “São eles as cavalariças por um lado e o picadeiro coberto por outro, ambos complementados com uma guia eléctrica e um picadeiro exterior. Pretendeu-se com esta solução de fragmentação que cada unidade seja descoberta aos poucos e em momentos diferentes, à medida que se percorre a propriedade, valorizando-se o factor surpresa com a criação de vários momentos distintos”.

Mas este é também um projecto que privilegia o pormenor, ajustando o edifício à sua utilidade desportiva, aos seus utilizadores, humanos e outros, e às diferentes funções. Para isso foram essenciais os encontros “com quem vai utilizar o espaço, sejam tratadores, veterinários, treinadores e promotores que investem e necessitam de potenciar a qualidade da sua actividade”, resume Vicente Gouveia. Todas as ferragens e acessórios foram desenhadas originalmente para os picadeiros, “materializando a simplicidade pretendida para um espaço com uma identidade muito própria, onde o contacto com os protagonistas do mundo equestre se faz de forma vincadamente sensorial”.

MG Coudelaria integra-se assim entre os muitos projectos que este atelier já conta e onde predominam os muitos projectos residenciais desenvolvidos para o mercado nacional, e não só, e, mais recentemente, os projectos desenvolvidos para o sector hoteleiro, onde destacamos o novo Renaissance Park Hotel, no Porto, que resulta num investimento de 56 milhões de euros.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Archi Summit 2022 anuncia ‘um programa histórico’

O japonês Go Hasegawa, cujo trabalho pôde ser apreciado na exposição “E depois, a história”, em 2018, em Serralves, é uma das presenças confirmadas no Archi Summit, que conta ainda com a participação de Fokke Moerel (MVRDV), além dos portugueses OODA, Fala ou Nuno Brandão Costa

Ricardo Batista

O premiado estúdio MVRDV da Holanda, Office da Bélgica e Go Hasegawa do Japão juntam-se ao Pritzker Siza Vieira numa edição única do Archi Summit, no Porto.
Pesos pesados estão a ser anunciados no programa do Archi Summit de 2022. O conceituado e premiado gabinete holandês MVRDV está confirmado, tal como os belgas Kersten Geers e David Van Severen do gabinete OFFICE e do Japão, Go Hasegawa. Neste painel de luxo, nomes portugueses como os Fala Atelier, OODA ou mesmo o Pritkzer Álvaro Siza Vieira subirão ao palco para partilhar conhecimento, cultura e conteúdo, num evento que conta com o apoio do Jornal CONSTRUIR.

Uma visão radical e criativa a pensar cidades futuras
O premiado gabinete MVRDV, fundado em 1993 por Winy Maas, Jacob van Rijs and Nathalie de Vries, em Roterdão, Holanda, é uma das presenças internacionais de destaque nesta edição, representado por Fokke Moerel. E, não fosse o tema deste ano “IMPACTO”, habituados a criar e construir espaços impactantes, sustentáveis e felizes, os MVRDV prometem contribuir para a reflexão. Já de Tóquio, a presença do japonês Go Hasegawa (cujo trabalho pôde ser apreciado na exposição “E depois, a história”, em 2018, em Serralves) pela 1a vez no Archi Summit. Antigo partner dos OMA, o italiano curador e arquitecto multidisciplinar Ippolito Pestellini também
estará presente, assim como os portugueses OODA, Paulo Moreira, Fala, entre outros.

Lançamento do novo livro de Siza Vieira, “04 Textos”

Com um portfólio internacionalmente reconhecido, a curiosidade paira no ar, este ano, com o regresso de Siza Vieira, também, e o lançamento do livro “04 Textos – Álvaro Siza” (Álvaro Siza Vieira, Jorge Figueira, António Choupina, Carlos Campos Morais). O lançamento do livro estará integrado no programa de conferências do evento.

Bilhetes à venda em https://hello.last2ticket.com/event/4304

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

Director Editorial
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Dia Nacional do Arquitecto 22 presta homenagem a Helena Roseta

A escolha de Helena Roseta deve-se “ao seu intenso percurso” que deixou uma marca indelével no “permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política”, segundo o Conselho Directivo Nacional, pela voz do seu presidente Gonçalo Byrne, e Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da Cultura

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Depois dos tributos a Manuel Tainha (2010), Bartolomeu Costa Cabral (2011), Francisco Silva Dias (2012), Alcino Soutinho (2013), Raul Hestnes Ferreira (2014), Eduardo Souto Moura (2015), Gonçalo Byrne (2016), Nuno Portas (2017) e Álvaro Siza Vieira (2018), o Dia Nacional do Arquitecto de 2022, que se celebra a 3 de Julho, vai distinguir Helena Roseta. Está é a primeira vez que vez que uma mulher será distinguida.

No ano 2019 foi prestada uma homenagem colectiva aos arquitectos que tinham mais de 50 anos de vida associativa, sendo que em 2020 e 2021 a iniciativa foi suspensa em consequência da pandemia. Em breve será divulgada a data da Sessão Solene e o programa definido para a ocasião do Dia Nacional do Arquiteto de 2022.

O Dia Nacional do Arquiteto visa celebrar anualmente a função social, a dignidade e o prestígio da profissão de arquiteto em Portugal, assinalando a data de publicação do Estatuto da Ordem dos Arquitetos, a 3 de julho de 1998, assim como a data de revogação do Decreto n.º 73/73 com a publicação da Lei n.º 31/2009, a 3 de julho de 2009.

Segundo o Conselho Directivo Nacional, pela voz do seu presidente Gonçalo Byrne, e Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da Cultura, a escolha de Helena Roseta deve-se “ao seu intenso percurso” que deixou uma marca indelével no “permanente envolvimento em movimentos cívicos, causas sociais e atividade política”.

De acordo com Gonçalo Byrne e Jorge Figueira, o papel de Helena Roseta foi determinante “em diversos contextos históricos e políticos”, onde “foi sempre a voz da arquitectura no plano social e urbano, cruzando como poucos, essa demanda com as exigências de uma vida política activa”, tendo mantido sempre “um timbre infatigável e generoso, a premissa de traçar a difícil intersecção entre a política e a arquitectura, assumindo frontalmente a sua condição de mulher, desde o início, e com isso fazendo também a diferença”, indica a Ordem dos Arquitectos em comunicado.

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Câmara de Braga avança com plano de execução do Parque Ecomonumental das Sete Fontes

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, o Parque das Sete Fontes “é um projeto absolutamente estratégico para Braga e totalmente irreversível”

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O Município de Braga prepara-se para dar mais um passo essencial com vista à concretização do futuro Parque Ecomonumental das Sete Fontes, com a aprovação da delimitação da primeira unidade de execução do Plano de Urbanização das Sete Fontes. O documento será analisado em Reunião de Executivo Municipal, que se realiza na próxima Segunda-feira, 27 de junho.

A referida unidade, com uma área total de 54.215, prevê, de forma exata e efetivamente delimitada, solo para uso cultural (43.282 m2), solo para espaço público pedonal e solo para espaços habitacionais, sendo que a operação assegura, ainda, uma ligação viária à via existente a norte (junto ao Colégio João Paulo II).

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, o Parque das Sete Fontes “é um projeto absolutamente estratégico para Braga e totalmente irreversível”. “Ao longo dos últimos anos, fomos cumprindo diversas etapas necessárias para concretizar o Parque. Logo em 2014, aprovámos a suspensão do Plano Diretor Municipal (PDM) e estabelecemos medidas cautelares preventivas; avançámos com a supressão da via que atravessava as Sete Fontes e promovemos uma ampla discussão pública sobre as alterações ao PDM para esta área e sobre o seu plano de urbanização”, refere o Autarca.

Ricardo Rio salienta, ainda, a postura de “total diálogo e disponibilidade” que a Câmara Municipal teve com todos os proprietários, “mesmo compreendendo que alguns se sentissem defraudados, não nos seus direitos, mas nas suas expectativas”.

A aprovação da delimitação da primeira das 24 Unidades de Execução do Parque das Sete Fontes, acrescenta o Edil, é um “requisito fundamental para a concretização do parque, mas também um passo determinante para o seu sucesso”.

Trinta hectares de parque verde público, 30 hectares de área florestal privada e 30 hectares de área urbana com criação de praças, pequenas edificações de apoio, miradouros, percursos pedestres e cicláveis. Assim será o Parque das Sete Fontes, cujo elemento central é o ancestral sistema de abastecimento de águias à Cidade de Braga, uma obra hidráulica do século XVIII classificada como Monumento Nacional desde 2011.

Este local privilegiado de contacto com a natureza será, em breve, um espaço propício à realização de atividades desportivas e de lazer. Um lugar de convívio e de vivência cultural e ambiental. Um lugar pensado por uma equipa de reputados especialistas nacionais, sob a coordenação da arquiteta paisagista Teresa Andresen.

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Trienal de Arquitectura abre ‘call’ para curadoria da 7ª edição

São admissíveis candidaturas individuais ou colectivas, cuja primeira fase termina a 15 de Outubro de 2022. A 7ª edição da Trienal deverá acontecer entre Setembro e Dezembro de 2025

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Enquanto a Trienal 2022 está quase a arrancar, a organização lançou este mês a ‘call’ para curadoria geral da 7ª edição que irá decorrer em 2025.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa é um evento concebido e produzido pela associação cultural de direito privado sem fins lucrativos designada Associação Trienal de Arquitectura de Lisboa. São admissíveis candidaturas individuais ou colectivas, cuja primeira fase termina a 15 de Outubro de 2022.

“Aguardamos com entusiasmo candidaturas a este grande festival com propostas relevantes para o estado da arte em arquitectura, originais e em linha com os objectivos da Trienal”, refere a organização da Trienal que acredita, ainda, que “esta antecedência permite que as pessoas interessadas visitem a 6.ª edição, Terra, que inaugura no dia 29 de Setembro e afinem uma candidatura que deverá ser apresentada até 15 de Outubro”.

As propostas deverão ser apresentadas tendo em conta a estrutura fixa do evento, conforme o ponto seguinte, nomeadamente três grandes exposições centrais, três livros associados às três exposições, uma conferência internacional, três prémios: Universidades, Début e Carreira e 10-15 Projectos Independentes.

A primeira fase da selecção tomará em consideração aspectos como a relevância do tema, originalidade da proposta e adequabilidade aos objectivos da Trienal. Na segunda fase de selecção acrescenta-se a estrutura e natureza da equipa indicada, o valor da experiência da autoria da proposta, eloquência na apresentação, competências de trabalho em equipa e no relacionamento com a imprensa, entre outros.

Toda a informação respeitante à candidatura e respectivo formulário está disponível na página online da Trienal de Arquitectura de Lisboa.

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Museu do Tesouro Real: Conjugar o presente e preservar o antigo

Inaugurado recentemente o novo Museu do Tesouro Real é o culminar de dois grandes desafios: concluir o Palácio Nacional da Ajuda e instalar nesse remate um museu para o tesouro real. Entre a necessidade de preservar o antigo e dar relevância ao novo assim nasceu um projecto assinado pelo arquitecto João Carlos Santos e que contou com uma equipa de 150 profissionais

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O novo Museu do Tesouro Real é a nova morada permanente das jóias da coroa e das peças da ourivesaria real portuguesa. O novo equipamento cultural da capital portuguesa representou um duplo desafio. Por um lado, concluir o Palácio Nacional da Ajuda, com o remate da sua ala poente que esteve inacabada durante 226 anos e instalar nesse remate um museu para o tesouro real, tendo em conta todas as medidas de segurança necessárias para proteger um património de valor inestimável e que é constituído por raras e valiosas jóias, insígnias e condecorações, moedas e peças de ourivesaria civil e religiosa, como é disso exemplo a coroa e a laça de esmeraldas de D. Mariana, aquela que se pensa ser a maior pepita de ouro do mundo ou a caixa de tabaco encomendada por D. José ao ourives do Rei de França no século XVIII e que a amante de Luís XV não queria deixar sair de Paris.
Mas antes de pensar na protecção de todas estas jóias para o arquitecto João Carlos Santos, impôs-se desde o início a protecção do próprio monumento nacional.

“O primeiro desafio foi pensarmos como materializar este remate junto do edifício que é uma pré-existência e que tem um valor patrimonial como é o Palácio Nacional da Ajuda. Depois foi como é que se remata um palácio que era para ter o triplo da dimensão que tem hoje e nunca chegou a ser concluído. Muitas pessoas olhavam para esta parte do alçado poente do palácio e pensavam que o palácio tinha tido um problema com o próprio terramoto, mas isso não é verdade o palácio foi construído precisamente por causa do terramoto porque o antigo Paço Real na ribeira, naquilo que é hoje conhecido como a Praça do Comércio, ficou danificado com o terramoto”, explica João Carlos Santos. “Como esta estrutura para ter o triplo da dimensão, tudo o resto não foi construído e a Calçada da Ajuda não era para existir aqui”, continua o responsável, “e, portanto, conciliar estas pré-existências todas foi efectivamente um outro desafio. Esta questão da calçada parece uma questão menor, mas não o é porque nós não podíamos avançar simplesmente por cima da Calçada da Ajuda”, refere João Carlos Santos que é simultaneamente o director geral da Direcção Geral do Património Cultural, DGPC, entidade que foi a responsável pelo projecto museológico.
Na realidade, a solução para o projecto final acabou por ocupar uma parte da Calçada, “ainda que o seu traçado tenha sido mantido houve uma alteração nos perfis e traineis da mesma de modo a fazer a concordância com as quotas do projecto”, conta o arquitecto.
Imperceptível, é o facto da nova estrutura, o remate, não tocar o Palácio Nacional da Ajuda. Como nos conta João Carlos Santos “os dois edifícios não estão ligados por questões estruturais e de segurança”, como se de uma grande junta de dilatação em todo o perímetro que une os dois edifícios se tratasse. O mesmo princípio, o da separação, foi seguido nas arcadas em pedra pré-existentes, não havendo contacto físico entre estas e o edifício em betão que, aparentemente, se ergue por cima dessa estrutura pré-existente. “Mais uma vez colocou-se a necessidade de protecção estrutural, o que levou à solução de construção de uma ponte por cima das arcadas, ao longo dos 26 metros de vão, e que não toca nessa estrutura que queremos salvaguardar e preservar”.

Num projecto com inúmeras particularidades, o arquitecto ressalva outro aspecto construtivo do projecto: este está “simplesmente” pousado no chão. Ao invés das fundações habituais, a solução construtiva adoptada passou pela utilização de estacas de grande dimensão, com um metro de largura, por sete metros de profundidade, tendo sido criado um ensoleiramento geral, uma espécie de tabuleiro, onde todo o edifício assenta.

Particularidades de uma estrutura ambígua que preserva e assume a entidade cultural e histórica do monumento nacional do qual faz parte, mas ao mesmo tempo assume uma identidade própria e moderna, imediatamente perceptível para quem nela entra pelo lado da Calçada da Ajuda e olha para a sua fachada moderna, rasgada por inúmeras janelas.

Um cofre no interior
O Museu do Tesouro Real, o segundo grande desafio proposto, é ele próprio uma caixa-forte. Uma solução eficaz reforçada pela sua cobertura em espuma de alumínio pintada de ouro, visível para quem entra ao nível do piso 1. Com 40 metros de comprimento, 10 metros de largura e 10 metros de altura, esta é uma das maiores caixas-fortes do mundo, com três pisos, munida com sofisticados equipamentos de segurança e videovigilância, portas blindadas de 5 toneladas. A segurança das peças é ainda reforçada por vitrines com controlo de temperatura e humidade e vidros à prova de bala.

O museu, em si, ocupa uma pequena parte dos cerca de 12 mil m2 de área, a maior parte da qual ocupada por áreas técnicas de grande dimensão e que estão vedadas ao público.

O projecto custou 31 milhões de euros, 18 milhões de euros do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, 4,8 milhões de euros da DGPC e 9 milhões de euros financiados pela Associação Turismo de Lisboa

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MVRDV vai desenvolver o novo Innovation District em Matosinhos

O concurso internacional lançado pela Galp foi ganho pela holandesa MVRDV, que irá liderar uma equipa multidisciplinar que inclui empresas internacionais como Thornton Tomasetti, LOLA, LiveWork, além das portuguesas OODA e A400

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A Galp seleccionou a MVRDV para desenvolver o projecto de regeneração urbana que dará origem ao novo Innovation District que vai nascer nos terrenos da antiga Refinaria de Matosinhos. A escolha da Galp decorreu no âmbito de um concurso internacional para a escolha do conceito que melhor reflectisse o objectivo de transformar os terrenos da Refinaria de Matosinhos num “World Class Innovation District”.

Sedeada nos Países Baixos, a MVRDV é um gabinete de urban planners de referência mundial, que integra uma equipa de 345 profissionais, incluindo arquitectos de renome, autores de projectos emblemáticos que ajudaram a renovar, ou criar de raiz, paisagens urbanas inovadoras em países tão distintos como os Estados Unidos, França, China, Alemanha, Coreia do Sul ou Reino Unido. Para seleccionar a equipa de projeto adequada para este desafio, a MVRDV aliou-se ao escritório de arquitectura português OODA.

A MVRDV irá liderar uma equipa multidisciplinar que inclui empresas internacionais como a Thornton Tomasetti (especialistas em engenharia de estruturas que lideraram um dos maiores projetos de regeneração a dos Estados Unidos, os Hudson Yards, incluindo o emblemático edifício “The Vessel”, bem como as sedes da Google e da Bloomberg) e a LOLA (LOst LAndscapes, responsável pelo Forest Sports Park,Shenzen e pela sede da Adidas World Sports), os especialistas de integração com a comunidade LiveWork e as portuguesas OODA (Douro Hotel, Matadouro e Miramar Tower, no Porto) e A400 (projectos de engenharia tais como os escritórios da Google, no Lagoas Park, em Oeiras, ou os escritórios da Microsoft, em Lisboa).

Mais de 20 especialistas destas seis empresas vão participar de uma equipa multidisciplinar criada pela Galp para o efeito e elaborarão um Masterplan nos próximos 12 meses. A “nova cidade” dentro da cidade de Matosinhos, centrada na inovação, terá um desenvolvimento faseado. O desenvolvimento do projeto da Galp, concretizado pela MVRDV, irá ocorrer em colaboração direta com Câmara Municipal de Matosinhos, a CCDR-N e a Universidade do Porto.

“Este é mais um passo importante no compromisso da Galp com o futuro de Matosinhos. Estamos certos de que, com a ajuda do MVRDV, seremos capazes de criar um distrito de inovação de classe mundial, focado em energia sustentável e em tecnologias avançadas. Este distrito irá criar novas oportunidades de negócio e emprego potenciando o tecido económico e social da comunidade”, afirma Andy Brown, CEO da Galp.

Para Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara de Matosinhos, “a ambição é que Matosinhos possa ter a mais ambiental e tecnologicamente avançada área de atividade económica da euro-região, que estreite as relações entre a academia e a indústria 4.0 e 5.0, continuando a contribuir para a criação de riqueza e ainda mais para a atração e fixação de emprego”.

Enno Zuidema, Studio Director e Urban Planner da MVRDV, destaca que “com este projecto, queremos contribuir para um novo futuro para os habitantes de Matosinhos, Porto e região Norte, concebendo o desenvolvimento de uma área única que inclui inovação de topo, natureza, lazer e cultura. Será um trabalho e uma vivência conjunta com os habitantes, os parceiros e a Galp”.

A decisão pelo projecto apresentado pela MVRDV foi suportada por um painel de peritos altamente qualificados que contou com membros afiliados da Universidade de Harvard e da Universidade do Porto. Além dos critérios técnicos e dos méritos do conceito desenvolvido para o futuro Innovation District de Matosinhos – nomeadamente pelo seu impacto social, económico e ambiental –, o painel de especialistas valorizou também no projecto da MVRDV a experiência da equipa multipremiada (só a MVRDV recebeu já 153 prémios internacionais) que irá assegurar a sua execução. O sócio fundador da MVRDV Winy Maas e os arquitectos e urban planners Enno Zuidema, Rodrigo Vilas-Boas e o arquitecto paisagista Peter Veenstra são alguns dos membros da equipa que vai liderar o projecto.

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Projecto português distinguido nos Architizer A + Awards

A MG Coudelaria, que conta com a assinatura do gabinete português Visioarq foi distinguida no Architizer A+Awards Popular Choice 2022 na categoria Details- Architecture + Wood

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(Crédito Foto Maria João Gala)

O prémio que este ano comemora o seu 10º aniversário, o programa desta temporada foi ampliado para incluir a nova “Firm of the eyear” A+Awards, além de apresentar uma gama diversificada de novos jurados para ajudar a seleccionar os projectos de arquitectura contemporânea mais inovadora e impactante do mundo.

Esta edição contou um número recorde de submissões que foram analisadas quer pelo júri quer pelo público geral.
O projecto desenhado pelo gabinete português fundado por Pedro Afonso, Nuno Bordalo Poiarez e Vicente Gouveia, foi o escolhido do público numa categoria que evidenciou a utilização da madeira enquanto elemento-chave na arquitectura.

A arquitectura da escola de equitação localizada em Vila Nova de Famalicão tira partido da natureza exuberante da região do Minho. “O projecto, inserido numa propriedade tipicamente minhota é marcado por uma forte componente natural, na região onde a expressão da vegetação, natural e com intervenção humana, é visualmente preponderante”, descreve o gabinete.

A madeira natural de pinho assumiu o papel de material principal, uma escolha que surgiu surge naturalmente enquanto solução, ajudando a compor não só os revestimentos exteriores e interiores, como a própria estrutura dos edifícios a criar.

“Os elementos estruturais assumem-se claramente enquanto protagonistas do edifício, sendo a partir deles que tudo o resto se vai desenvolver. O esqueleto é base da forma e tudo o resto assume uma leitura acessória. Com esta hierarquização pretende-se de alguma forma que o natural não perca o protagonismo e a importância que merece, crescendo ao longo do tempo, envolvendo e integrando cada vez mais o edificado proposto. A utilização da madeira ao nível da fachada e vãos, com mais ou menos aberturas permitiu ainda obter, em termos funcionais, um controlo importante ao nível da iluminação e ventilação natural, conferindo o conforto desejado a este espaço”, referem os arquitectos.

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Arquitecto esloveno Jože Plečnik em exposição no Porto

“A Liubliana de Plečnik” vai estar patente até ao dia 15 de Julho de 2022 na OASRN

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“A Liubliana de Plečnik” é o título da exposição itinerante dedicada à obra de Jože Plečnik (1872–1957) que assinala as comemorações dos 150 anos do seu nascimento e que estará patente na sede da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) entre 7 de Junho e 15 de Julho de 2022. A mostra destaca um grande conjunto de projectos do arquitecto esloveno, cuja obra se inscreve na lista do Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Plečnik foi responsável pela criação de espaços destinados a uso público que foram decisivos na transformação da cidade de Liubliana, uma intervenção a tal ponto fundamental que hoje pode chamar-se-lhe “Liubliana de Plečnik, um fenómeno urbanista singular e uma obra de arte holística do século XX”.

“A Liubliana de Plečnik” apresenta 16 obras que incluem alguns dos seus trabalhos mais importantes como a Biblioteca Nacional e Universitária, o Jardim de todos os Santos – Žale, a Igreja de São Francisco em Šiška ou as pontes no rio Ljubljanica.

Esta exposição evidencia o trabalho de Jože Plečnik, que atravessa grande parte da primeira metade do século XX, e a sua capacidade de intervenção numa cidade previamente construída, remodelando-a durante décadas e destacando as qualidades que já tinha – projectava ruas, praças e parques, e colocava edifícios novos na rede já existente, capazes de enobrecer ainda mais a cidade. Ciente da importância dos laços entre a cidade e o rio, converteu o rio Ljubljanica num dos motivos urbanos mais importantes.

“Nestes tempos em que nos vemos confrontados com a impotência do urbanismo contemporâneo, a modelação de Liubliana levada a cabo por Jože Plečnik, durante várias décadas, representa um feito único e irrepetível”, afirma o professor e autor dos textos da exposição, Andrej Hrausky.

A inauguração decorreu esta terça-feira, no dia 7 de Junho, na sede da OASRN, tendo sido  assinalada com uma conferência por Natalija Lapajne, curadora da exposição e do Museu de Arquitectura e Design de Liubliana, seguindo-se as intervenções da Blazka Kepic, embaixadora da República da Eslovénia em Portugal, Paula Santos, vice-presidente do Conselho Directivo da Ordem dos Arquitectos, Laura Castro, directora regional de Cultura do Norte, Francisco de Calheiros, cônsul honorário da Embaixada da República da Eslovénia na República Portuguesa, Filipa Guerreiro, vogal do Conselho Executivo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, e Teresa Cunha Ferreira, coordenadora da Cátedra UNESCO “Património, Cidades e Paisagens. Gestão Sustentável, Conservação, Planeamento e Projeto” da Universidade do Porto.

A Exposição ‘A Liubliana de Plečnik’ é organizada pelo Consulado da Eslovénia no Porto, pela Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) e pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, em colaboração com a Embaixadora da República da Eslovénia na República Portuguesa Blažka Kepic, o Museu de Arquitectura e Desenho de Liubliana (MAO), o Leitorado de Língua e Cultura Eslovenas de Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Centro Cultural Luso-Esloveno.

A exposição, que desde 2017 já foi apresentada em países como Espanha, Canadá, Brasil e Rússia, estará patente até ao dia 15 de Julho de 2022.

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