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Resultados do Grupo PARPÚBLICA aumentam 57 milhões de euros em 2021

Para este desempenho, foi importante o resultado das actividades ligadas à gestão e promoção imobiliária levadas a cabo pela Estamo, Consest, Baía do Tejo e Fundiestamo

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O Grupo PARPÚBLICA obteve no ano de 2021 um resultado líquido consolidado positivo de cerca de 137 milhões de euros, superior aos 80 milhões de euros alcançados em 2020 e aproximando-se do resultado do ano de pré-pandemia de 2019 que ascendeu a 139 milhões de euros. O Grupo do Estado “continua a evidenciar uma capacidade de resiliência e flexibilidade, comprovado pelo facto de todos os segmentos de negócio terem apresentado resultados positivos, num ambiente adverso ditado pela pandemia”, sublinha em comunicado.

Para este desempenho, foi importante “a estratégia de organização e gestão do Grupo, revelando tanto a eficiência colectiva da Holding, quanto a eficácia individual das suas participadas”. Com destaque para as actividades ligadas à gestão e promoção imobiliária levadas a cabo pela Estamo, Consest, Baía do Tejo e Fundiestamo.

“Em 2021 o volume de negócios deste segmento correspondeu a um valor global de 68,8 milhões de euros, o que se traduz num aumento acentuado face a 2020 (+18%)”, refere o relatório de contas da holding pública. O volume de negócios foi impactado, na sua maioria, pela contribuição das participadas Estamo e Baía do Tejo, que contribuíram com 96% do volume facturado por esta actividade.

Relativamente aos resultados deste segmento eles atingiram em 2021 cerca de 36,1 milhões de euros, mais 19% que em 2020. Um crescimento devido à venda do antigo Hospital do Desterro, por 10,38 milhões de euros realizada no final de 2021 pela Estamo, mas que se deve também à valorização extraordinária dos activos da Baia do Tejo, designadamente dos seus parques empresariais localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja. Ainda em processo de venda está o território da Margueira, no quadro do desenvolvimento do projecto “Cidade da Água”.

No conjunto, os activos desta área de negócio ascendiam no final de 2021 a 1.297 milhões de euros, +1% que em 2020, salientando-se o acréscimo dos activos da Estamo e da Baía do Tejo, em cerca de 6,8 milhões de euros e 8,9 milhões de euros, respectivamente.

Em 2021, o investimento global do Grupo rondou os 188 milhões de euros, representando um aumento de 29% face ao valor de 2019 (146 milhões de euros).

O Grupo manteve ainda a sua estratégia de redução de endividamento, tendo o passivo consolidado sido reduzido em 707 milhões de euros em 2021, essencialmente suportado pela Holding PARPÚBLICA, a qual registou uma diminuição do endividamento na ordem dos 600 milhões de euros.

No que respeita às contas individuais da Holding PARPÚBLICA, é de destacar o resultado líquido de 2021 de aproximadamente 29 milhões de euros, que se traduz num aumento de 9 milhões de euros face a 2020.

Ainda a nível da Holding, a actividade desenvolvida em 2021 permitiu manter níveis elevados em termos de solvabilidade e de autonomia financeira, com 94% dos activos da Holding financiados por capitais próprios.

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ACAI elege novo presidente

Jorge Bota, responsável da B. Prime, foi eleito para o mandato dos próximos três anos da Associação e antecipa “objetivos ambiciosos para os próximos anos, para tornar este sector cada vez mais profissional e na vanguarda da mudança”

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Jorge Bota foi eleito o novo presidente da ACAI – Associação de Empresas de Consultoria e Avaliação Imobiliária que agrega as maiores empresas do sector, para um mandato de três anos.

Constituída em 2013, a Associação tem como objectivo a promoção, regulamentação e desenvolvimento da actividade de consultoria imobiliária, de avaliação e administração de imóveis, de mediação e acompanhamento de negócios imobiliários, bem como de defesa, promoção e representação dos interesses empresariais do sector.

Considerando este um sector com “forte dinamismo”, e que a ACAI possibilita a agregação dessa vontade de “crescimento, profissionalismo e na melhoria contínua”, para desta forma poderem desempenhar uma função colaborativa com todos os “stakeholders” do sector, Jorge Bota, antecipa “objetivos ambiciosos para os próximos anos, para tornar este sector cada vez mais profissional e na vanguarda da mudança”.

Além de Jorge Bota, da B. Prime, na presidência da ACAI, a direcção da Associação conta, ainda com Francisco Horta e Costa da CBRE na vice-presidência, Eric van Leuven da Cushman & Wakefield, Pedro Lancastre da JLL e Pedro Rutkowski da Worx como vogais, além de Patricia Melo e Liz da Savills como membro do Conselho Fiscal.

Entre outras iniciativas, a ACAI promoveu a criação do LPI – Lisbon Prime Index, um índice que recolhe e disponibiliza os principais dados disponíveis para o mercado de escritórios e que estão na origem dos mais diversos estudos de mercado, sendo a fonte mais fidedigna sobre a actividade no mercado de escritórios em Lisboa.

Esta base comum das Associadas garante a missão da ACAI, no sentido de procurar promover acções junto dos diversos representantes de entidades públicas como Municípios, Governo e Assembleia da República, procurando juntamente com outras associações representativas do mercado imobiliário, um sector que nos últimos quatro anos captou em média cerca de três mil milhões de euros de investimento anual.

As Associadas da ACAI são responsáveis por cerca de 95% dos negócios imobiliários envolvendo a propriedade comercial, através da sua prestação de serviços de avaliação, consultoria e/ou mediação.

Em conjunto, nos últimos cinco anos, estas empresas foram responsáveis por avaliar mais de 118 milhões de m2 de imoveis; além de terem colocado 660.000m2 de lojas, 900.000m2 de escritórios e 700.000m2 de área logística e industrial, em Portugal, o que representa a maior parte dos negócios em imobiliário comercial, no nosso País.

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Gebalis com mais de 40M€ para reabilitar bairros municipais

Investimento aprovado pela CML inclui reforço de 17 M€ para intervir em 740 fracções vazias até 2026

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Com 66 bairros municipais sob a sua gestão em Lisboa, cuja população residente estimada ascende a cerca de 60 mil habitantes, a Gebalis vai contar com um total de 40 milhões de euros provenientes do contrato-programa hoje aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Assumindo-se como o maior contrato-programa alguma vez celebrado entre a edilidade e a Gebalis, o valor que está nele consagrado será canalizado para a necessária reabilitação estrutural de 11 bairros camarários, com um impacto em 2.613 frações, das quais cerca de 740 de forma directa.

Ao dar prioridade à melhoria da qualidade de vida nos bairros e das condições de habitabilidade dos respectivos arrendatários, a Gebalis vai então dar início a trabalhos de conservação em vários dos aglomerados urbanos localizados em Lisboa que se encontram sob sua responsabilidade, nomeadamente os bairros 2 de Maio, Açucenas, Alfinetes, Boavista, Bom Pastor, Condado, Flamenga, João Nascimento Costa, Padre Cruz, Rego e Telheiras Sul.

Com um calendário de execução que se estende até 2026, a este contrato-programa de 40 milhões de euros junta-se um anteriormente celebrado entre o actual executivo camarário e a Gebalis, no valor de 2 milhões de euros, para reabilitação de frações já em obras.

Para Fernando Angleu, Presidente do Conselho de Administração da Gebalis, este considerável suporte financeiro “representa a forte aposta da Câmara Municipal de Lisboa na habitação e assume-se como uma ferramenta fundamental para que a Gebalis melhore a resposta às necessidades prementes da população residente nos bairros camarários”.

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Concursos de obras públicas promovidos caem 21% e contratos de empreitada celebrados 58%, até Maio

O atraso na aprovação do Orçamento Geral de Estado é apontado como o principal responsável pela quebra nos concursos de obras públicas e nos contratos celebrados de empreitadas de obras públicas, este último com uma variação homóloga acumulada negativa pelo sexto mês consecutivo

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O dado é do mais recente Barómetro das Obras Públicas da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas que revela que nos primeiros cinco meses de 2022, o montante total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos foi de 1.341 milhões de euros. Valor que “corresponde a uma variação de menos 21% face a igual período do ano passado, num contexto em que, recorda-se, o Orçamento do Estado para 2022 ainda não entrou em vigor”, justifica a AICCOPN.

Relativamente aos contratos celebrados de empreitadas de obras publicas estes apresentam uma variação homóloga negativa de 58%, nos primeiros cinco meses do ano. “Até final de Maio, o volume total de contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e registados no Portal Base, foi de apenas 756 milhões de euros, ao qual corresponde uma queda de 58% relativamente ao registado no período homólogo de 2021”. Segundo o mesmo documento este é o “sexto mês consecutivo em que se verifica uma variação homóloga acumulada negativa no que diz respeito aos contratos celebrados”, acrescenta a Associação.

Os contratos de empreitadas de obras celebrados no âmbito de concursos públicos situaram-se, até Maio, nos 549 milhões de euros, ou seja, menos 60% em termos homólogos. Os contratos celebrados nas modalidades de Ajustes Directos e Consultas Prévias representaram 159 milhões de euros, menos 38% em termos homólogos acumulados.

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Consumo de Cimento continua a subir mas abranda crescimento

O consumo de cimentou continuou a aumentar pelo quarto mês consecutivo desde o início do novo ano, mas apresentou a variação mais baixa, 3,8%, que contrasta com os crescimentos de dois dígitos registados em Janeiro, Fevereiro e Março

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De acordo com a Síntese Estatística da Habitação, da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Publicas, este crescimento foi sobretudo influenciado pela construção de nova.

Assim, até Abril de 2022 o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 1,3 milhões de toneladas, mais 3,8% que em igual período de 2021. Durante os primeiros quatro meses do ano as licenças emitidas pelas câmaras municipais para obras de construção nova ou reabilitação em edifícios residenciais apresentaram um ligeiro decréscimo de 0,8%, face ao período homólogo. No que diz respeito ao número de fogos licenciados em construções noas verifica-se no período em análise um crescimento de 2,7%, em termos homólogos, para 10.297. Este é o crescimento mais baixo registado nos últimos quatro meses.

Apesar da tendência de diminuição dos indicadores anteriores, nos primeiros quatro meses do ano a concessão de novos empréstimos à habitação teve um crescimento de quase 20%, 19,8%, face a igual período do ano passado, tendo sido concedidos 5.475 milhões de euros em empréstimos à habitação.

Em Abril as avaliações bancárias voltaram a subir, verificando-se uma valorização de 13% em termos homólogos do valore mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito, face às variações de 14,7% nos apartamentos e de 8,3% nas moradias.

A AICCOPN destaca nesta edição a região autónoma da Madeira, onde entre Abril de 2021 e Abril de 2022 foram licenciados em construções novas 874 alojamentos, valor que traduz um aumento de 80% face aos 485 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Destes, 18% são de tipologia T0 ou T1, 37,1% são de tipologia T2, 41,2% de tipologia T3 e 3,8% de tipologia T4 ou superior. Já no que diz respeito ao valor de avaliação bancária na habitação verificou-se uma variação homóloga de 7% em Abril.

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Aeroporto: o que diz o Despacho da polémica

O Despacho que o Primeiro-Ministro anulou apresenta uma solução de curto e longo prazo para o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa. Polémicas à parte, com esta solução o primeiro aeroporto seria inaugurado já daqui a quatro anos

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O Despacho nº7980-C/2022 define os “procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”. Assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, o documento publicado a 29 de Junho e revogado um dia depois, apresenta Montijo como “complementar” numa “solução de curto prazo” para dar resposta ao crescente volume de passageiros que actualmente procura o território nacional. E, simultaneamente, avança com a construção de um novo aeroporto em Alcochete, com capacidade de desenvolvimento e crescimento futuro. Nesta solução o actual Aeroporto Humberto Delgado seria encerrado.

“Ao longo dos últimos anos, a resposta de curto prazo e a resposta de longo prazo foram vistas como mutuamente exclusivas: a escolha de uma implicaria necessariamente o abandono da alternativa. No entanto, esta não é a forma mais adequada de perspectivar a solução para este problema. Por esse motivo, o Governo optou por uma decisão que compatibiliza os dois horizontes, resolvendo o problema de curto prazo — com uma solução limitada na sua capacidade de expan- são futura, mas de mais rápida concretização —, sem impedir o desenvolvimento futuro de uma solução de cariz mais estrutural, que, embora mais demorada na sua concretização, seja capaz de servir o País no longo prazo”, pode ler-se no despacho.

A solução defendida no Despacho tem como base o projecto relativo à base aérea do Montijo, no seguimento da declaração de impacte ambiental obtida em Janeiro de 2020. No entanto, em relação à solução dual original, é abandonado o objectivo inicial de aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado — pela dificuldade que se estima em poder obter uma declaração de impacte ambiental que a viabilizasse e pelo ambiente social de rejeição cada vez mais generalizada de um possível aumento do número de movimentos por hora no Aeroporto Humberto Delgado —, pelo que as obras que nele terão lugar, nesta nova solução dual, terão como único objectivo a melhoria da operacionalidade da infraestrutura, de modo a aumentar a qualidade da experiência dos passageiros, a redução dos atrasos na operação e o incremento do desempenho ambiental do aeroporto.

“Ao mesmo tempo, e em paralelo ao desenvolvimento da solução dual que mais rapidamente aumente a capacidade aeroportuária do País e da região de Lisboa, o Governo considera ser necessária uma solução estrutural, de longo prazo, e com capacidade de expansão numa mesma infraestrutura — uma solução que implica a construção de um moderno aeroporto de raiz que per- mita, no futuro, o encerramento do Aeroporto Humberto Delgado, libertando a cidade dos impactes associados a uma infraestrutura aeroportuária tão perto do centro urbano”.

Desde os anos 60 do século passado que se discutem variadas localizações possíveis, a norte e a sul do Tejo, para o desenvolvimento e construção de uma nova infraestrutura aeroportuária na região de Lisboa, equacionando-se diferentes soluções para os problemas que resultam dos constrangimentos operacionais, ambientais e socioeconómicos implicados na construção de uma infraestrutura desta dimensão e impacte.

“Das opções que o Governo decidiu colocar em estudo na avaliação ambiental estratégica lançada pelo IMT em 2021, duas forneciam uma solução de longo prazo numa só infraestrutura aeroportuária: o alargamento do aeroporto complementar do Montijo para um aeroporto stand alone, com duas pistas (a opção 2); e a construção de um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete (opção 3)”, refere o documento.

Para o Ministério “os riscos de uma infraestrutura aeroportuária com duas pistas de grande extensão na península do Montijo não obter autorização ambiental para avançar são hoje avaliados como muito elevados. Por este motivo, o Governo deixou, pois, de equacionar a opção Montijo stand alone como viável e, nesse sentido, merecedora de estudo aprofundado”.

“Ora, excluída esta última opção, a única solução aeroportuária que responde à exigência de dotar o País e a região de Lisboa de uma infraestrutura aeroportuária moderna com capacidade de crescimento a longo prazo é a construção de um aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete”, sublinha o despacho de dia 29 de Junho do ministério das Infraestruturas e da Habitação.

“Assim, a par da construção do aeroporto complementar do Montijo — solução mais rápida e menos dispendiosa de concretizar —, a decisão do Governo prevê que o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete — solução estrutural que oferece melhores perspectivas de crescimento futuro — seja, por um lado, imediatamente alvo de planeamento e de concepção do projecto (com o objectivo de obtenção o mais breve possível de uma declaração de impacte ambiental) e que, por outro, a sua construção possa ter início logo que a procura no Aeroporto Humberto Delgado ou no Aeroporto do Montijo atinja determinados factores de capacidade e/ou uma dada referência temporal a definir. Uma vez atingidos esses factores de capacidade e/ou referência temporal — cuja definição exata resultará de uma necessária renegociação do contrato de concessão do Estado Português com a ANA —, desencadear-se-á então a obrigação da concessionária de dar início aos trabalhos de construção”.

O despacho emitido ontem anula ainda o resultado do concurso público internacional para a avaliação ambiental estratégica que iria determinar a escolha da localização do novo aeroporto, e atribui ao LNEC a missão de fazer a avaliação ambiental desta nova solução dual. “As parcerias que o LNEC tem vindo a estabelecer com entidades nacionais e internacionais conferem-lhe a capacidade de promover e dinamizar a globalização da ciência e do conhecimento, tratando-se de uma entidade de I&D independente em domínios relacionados com a engenharia civil, tais como obras públicas de barragens, portos, aeroportos, infraestruturas rodoviárias e ferroviárias”, justifica o ministério.

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Prometheus International lança The Royal Blockhouse

“Project Blockchain – The Royal Blockhouse” é o novo projecto imobiliário da mesma promotora internacional que em 2021 vendeu as primeiras moradias na Madeira pagas em criptomoeda

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A Prometheus Internacional, que em 2021 vendeu em Portugal as primeiras moradias, na Madeira, pagas em criptomoeda, acaba de anunciar um novo projecto que volta a cruzar o mundo “cripto” com o imobiliário.

No âmbito desta nova iniciativa, a Prometheus está a desenvolver um projecto designado The Royal Blockhouse, que a empresa criou em conjunto com alguns dos maiores influencers digitais europeus, instituições de activos criptográficos e peritos na área da criptomoeda – entre eles Myoo #810, criador de Cyberkongz, um projeto NFT que já gerou mais de 200 milhões de dólares em transacções desde a sua génese.

Segundo Priyesh Patel, fundador e CEO da Prometheus Internacional, “The Royal Blockhouse combina dois aspectos da revolução blockchain: propriedade através de tokens não-fungíveis (NFT), mas também design da infraestrutura, o que acontece pela primeira vez no mundo do imobiliário de luxo.” As moradias serão totalmente operacionais na blockchain – desde funcionalidades “smart home” até aspectos relacionados com o licenciamento, royalties, renda, taxas, acesso, registos de pagamentos, etc.

A propriedade dos NFT corresponde à propriedade em The Royal Blockhouse, com os locais de construção a serem escolhidos pelo primeiro detentor (“minter”) do NFT. A ideia é que o primeiro proprietário do NFT escolha o local de construção; a Prometheus visitará o local escolhido com o cliente e a casa de luxo será construída no local acordado. Além disso, The Royal Blockhouse ficará também disponível como espaços de eventos e habitações no futuro metaverso KONG CITY, em colaboração com Cyberkongz.

De acordo com Priyesh Patel, “a Prometheus International está a liderar o caminho, desenvolvendo protocolos e padrões que permitem à nova economia descentralizada fundir-se com o imobiliário tradicional, mas, ao mesmo tempo, estamos em total conformidade com os regulamentos da UE, construindo casas do futuro governadas pela Web3 e adoptando activos digitais, a par de moedas fiduciárias, para quebrar as barreiras de acesso”.

O Royal Blockhouse será uma colecção de 24 casas de luxo internacionais, desenhadas por arquitectos escandinavos, espanhóis, portugueses e da Prometheus. O projecto está a ser coordenado por uma equipa executiva que inclui a portuguesa Ema Sousa Abreu (arquitecta e directora de execução de projecto) e o espanhol Carlos Abadia (director de projecto, execução e construção). A arquitecta de interiores alemã Nora von Nordenskjöld faz igualmente parte da equipa.

Estas moradias serão implantadas em locais idílicos em todo o mundo, estabelecendo um novo padrão dentro do espaço de desenvolvimento imobiliário internacional para imóveis de luxo permanentes.
A Prometheus International identifica desta forma os principais pontos do projeto The Royal Blockhouse: 1. The Royal Blockhouse estará disponível para comprar como NFT. Serão emitidos 8760 NFTs para 24 moradias, sendo que cada token representa o acesso por um único dia do ano civil a qualquer local em 27 países da UE – entre eles Portugal, Espanha, Dinamarca, França, Alemanha, Países Baixos, Suíça, Suécia e Reino Unido; 2. Se um único investidor possuir mais de 365 NFTs em qualquer momento, eles são transformados em ALPHA e passarão a ser proprietários de uma das habitações do projeto à sua escolha; essa habitação será então retirada da “pool” de propriedades para os restantes investidores em NFTs; 3. O objectivo será chegar aos 24 ALPHA’s para estas propriedades únicas, criando assim 24 proprietários ao longo do tempo através do trading secundário de NFTs; 4. Os NFTs terão imagens e metadados dinâmicos “on-chain” que mudam de acordo com o peso dos tokens NFT do seu proprietário. Isto significa que o NFT de um ALPHA ou mesmo de alguém que possua 100 tokens irá aparecer fisicamente diferente daqueles que apenas possuem um.

Após a construção, todo o projecto será gerido por um consórcio independente de aconselhamento jurídico, em nome de todos os proprietários de NFTs, até que todas as moradias sejam transferidas para os proprietários ALPHA. O projeto será inicialmente implementado pela Prometheus em Portugal.

A aquisição é concluída após um processo de várias etapas e 18 meses depois da aquisição, o comprador pode tomar posse e habitar a sua nova casa.

Em relação ao projecto imobiliário para a venda de moradias de luxo em moeda criptográfica, na Madeira (Portugal), com o qual a Prometheus International revolucionou o sector no ano passado, já existem poucas unidades disponíveis para compra. Recorde-se que, embora a Prometheus aceite o pagamento em moeda convencional, as duas primeiras casas em construção foram vendidas na moeda criptográfica ADA (a moeda da blockchain Cardano) por um valor de 4,1 milhões de euros.

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Cresce atracção dos californianos pelo litoral português

Roadshow da Athena Advisers em três cidades da Califórnia confirma interesse na fixação de residência em Portugal. Os destinos de Cascais e Oeiras, na Grande Lisboa, ou em alternativa, os Açores e a Costa Vicentina – quando o investimento é feito para obtenção do visto gold – são os mais procurados por estarem próximos do mar e da praia

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As semelhanças existentes entre a Califórnia, nos EUA, e o território nacional, em especial a linha costeira, em termos de paisagem, geografia ou destinos de surf, fazem com que Portugal continue no topo das preferências dos californianos quando pensam em estabelecer-se noutro País. Isso mesmo confirmou o roadshow da Athena Advisers pelo Estado da Califórnia, realizado na última semana de Maio. Com paragem em São Diego, Los Angeles e São Francisco, a consultora promoveu o destino Portugal e apresentou um conjunto alargado de oportunidades imobiliárias. Além da venda que fechou durante a apresentação, irá agora acompanhar as cerca de duas dezenas de potenciais compradores que manifestaram interesse em investir no imobiliário nacional, prevendo que, até final deste ano, pelo menos metade deles concretize operações no nosso país, com orçamentos que podem atingir os 3,5 milhões de euros.

“Fomos muito bem recebidos em todas as cidades por onde passámos e notámos que há cada vez mais interesse pelo nosso país. A atractividade de Portugal para os norte-americanos já não é de agora, mas se há cerca de três anos, em 10 clientes tínhamos um norte-americano, hoje nos mesmos 10 temos seis do outro lado do Atlântico”, nota David Moura-George, director geral da Athena Advisers em Portugal. “A maior parte da procura chega-nos dos californianos, devido à forte afinidade que sentem com o nosso país, e daí a aposta nesta região para o roadshow da Athena Advisers.”

Os destinos de Cascais e Oeiras, na Grande Lisboa, ou em alternativa, os Açores e a Costa Vicentina – quando o investimento é feito para obtenção do visto gold – são, por isso, os mais procurados por estarem próximos do mar e da praia, o que torna possível manterem um estilo de vida muito parecido com o que tinham na Califórnia.

“Normalmente são pessoas com um modo de vida bastante alternativo e já habituados a morar fora dos grandes centros urbanos. Na sua maioria são casais jovens, muito ligados às tecnologias, mas também temos bastantes clientes reformados”, refere o diretor geral da Athena Advisers.

“A liberdade e flexibilidade possibilitadas pelo teletrabalho é mais um incentivo na relocalização dos norte-americanos que procuram as excelentes condições de vida que Portugal oferece, e a imagem que o país construiu na área do empreendedorismo e inovação tecnológica é um forte atrativo para a expansão de startups e empreendedores desta área”.

O investimento norte-americano em imobiliário português começou a manifestar-se ainda antes da pandemia e em Outubro de 2021 um artigo na publicação Los Angeles Magazine dava conta de uma subida de 33% nas saídas dos EUA com destino às cidades de Lisboa e Porto no ano anterior ao surto de COVID-19. Contudo, nunca como agora esse movimento foi tão evidente. De acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), referentes ao primeiro trimestre deste ano, os norte-americanos passaram a liderar o ranking do investimento captado por via dos vistos gold no País. Com um total de 25,1 milhões de euros, o volume investido na compra de imóveis nos primeiros três meses do ano mais do que triplicou em relação ao período homólogo de 2021.

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163 fogos financiados com 100% a fundo perdido pelo PRR em Faro e Oeiras

Em Faro, o investimento estimado é de 8,2 M€, correspondente a dois contratos. Já em Oeiras, o investimento estimado é de 19,4 M€, correspondente a três contratos. Esta iniciativa surge no âmbito do programa Primeiro Direito, que conta já com 177 municípios envolvidos

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Faro e Oeiras assinaram os primeiros contratos de financiamento ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência, garantido o financiamento 100% a fundo perdido de 163 fogos (71 em Faro e 92 em Oeiras, conforme o Construir já tinha anunciado ver notícia aqui). Esta iniciativa surge no âmbito do programa Primeiro Direito, que conta já com 177 municípios envolvidos.

Em Faro, o investimento estimado é de 8,2 milhões de euros, correspondente a dois contratos relativos a 35% das soluções habitacionais previstas no Acordo de Colaboração assinado ao abrigo do Primeiro Direito. Em Oeiras, o investimento estimado é de 19,4 milhões de euros, correspondente a três contratos, que representam 5% das soluções habitacionais previstas também no Acordo assinado com o município.

À execução das ELH já em curso, junta-se a assinatura dos Acordos de Colaboração entre os municípios de São Brás de Alportel e de Alpiarça e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), para dar resposta a 203 famílias.

Homologados pela secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, os acordos assinados definem um montante global de investimento, pelo IHRU, de mais de cerca de 10,2 milhões de euros (6 milhões em São Brás de Alportel e 4,17 milhões em Alpiarça), dos quais 3,3 milhões de euros serão certamente financiamento a fundo perdido (2,47 milhões em São Brás de Alportel e 1,8 milhões em Alpiarça). Recorde-se que este montante a fundo perdido pode aumentar até 100% do valor total do investimento feito pelo IHRU, previsto no PRR, desde que a execução se verifique até 2026, até ao limite das 26 mil casas.

Presente nas cerimónias que marcaram estas assinaturas, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, lembrou que o «Primeiro Direito é um programa que veio para ficar» e que tem como grande objectivo “dar resposta um dos pilares fundamentais do Estado Social: a Habitação”. Também fez questão de realçar que, a par desta resposta à população mais carenciada, o Governo tem igualmente em curso uma segunda linha estratégica para resolver o problema da habitação: o apoio a jovens e famílias da classe média, a quem se dirige uma linha de financiamento inscrita no PRR para que os municípios invistam em parque habitacional público com rendas acessíveis.

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Visioarq destacado internacionalmente com MG Coudelaria (c/ galeria de imagens)

A sua sustentável integração na natureza valeu à MG Coudelaria o reconhecimento da Architizer A+ Awards. Com assinatura do gabinete Visioarq Arquitectos, o projecto de elege a madeira como material principal e a natureza como inspiração

Localizada em Vila Nova de Famalicão, a MG Coudelaria está inserida numa quinta de dez hectares onde a natureza e a paisagem do Minho foram mantidas intactas e quase intocáveis. A coudelaria dedicada ao ensino equestre e à criação de cavalos da raça Puro-Sangue Lusitano, e todas as suas infraestruturas – picadeiros, cobertos e descobertos, redondéis, pista de equitação, boxes e paddocks – foi este ano distinguida pelo Architizer, com um A+ Awards, na categoria Details – Architecture + Wood.

O projecto de arquitectura tem a assinatura da Visioarq Arquitectos, fundado por Nuno Poiares, Pedro Afonso e Vicente Gouveia.  A intervenção da Visioarq teve como premissa principal o enquadramento do novo edificado com a envolvente ambiental. Assim, a madeira natural do pinho enquanto material principal e a madeira lamelada colada surgem naturalmente enquanto soluções a compor não só os revestimentos exteriores e interiores como a própria estrutura dos edifícios. “O uso da madeira impôs-se, desde logo, por uma questão de enquadramento paisagístico. Desta forma, a integração do volume na paisagem surge de uma forma muito mais natural”, revela Vicente Gouveia. Outro dos argumentos que convenceu o arquitecto e a sua equipa foi a sustentabilidade dos materiais a empregar em obra. Acresce que “sendo uma construção em CLT, o sistema construtivo dá-lhe uma estabilidade dimensional e uma resistência mecânica muito superior”, explica Vicente Gouveia

O projecto privilegiou os elementos estruturas enquanto protagonistas do edifício, a partir dos quais tudo o resto se desenvolve. “O esqueleto é base da forma e tudo o resto assume uma leitura acessória. Com esta hierarquização pretende-se, de alguma forma, que o natural não perca o protagonismo e a importância que merece crescendo ao longo do tempo, envolvendo e integrando cada vez mais o edificado proposto”. A utilização da madeira na fachada e vãos e o seu jogo de aberturas permite um maior controlo ao nível da iluminação e ventilação naturais, não descurando o conforto e a maior eficiência energética.

Em simbiose com a natureza

Independentemente de se se estar a construir uma casa ou uma coudelaria “existem dois momentos na metodologia do processo de arquitectura: um momento que tem a ver com o momento conceptual em que a ideia surge do ponto de vista volumétrico de integração na paisagem e um outro que é o momento de pragmatismo”, sublinha o arquitecto. A verdade é que deste encontro entre a ideia e a concretização do programa não resulta necessariamente um confronto, pelo contrário. No caso da MJ Coudelaria esta simbiose resultou na criação de dois núcleos distintos que permitem “diluir” a estrutura edificada no meio envolvente, que se quis quase que intocado. “São eles as cavalariças por um lado e o picadeiro coberto por outro, ambos complementados com uma guia eléctrica e um picadeiro exterior. Pretendeu-se com esta solução de fragmentação que cada unidade seja descoberta aos poucos e em momentos diferentes, à medida que se percorre a propriedade, valorizando-se o factor surpresa com a criação de vários momentos distintos”.

Mas este é também um projecto que privilegia o pormenor, ajustando o edifício à sua utilidade desportiva, aos seus utilizadores, humanos e outros, e às diferentes funções. Para isso foram essenciais os encontros “com quem vai utilizar o espaço, sejam tratadores, veterinários, treinadores e promotores que investem e necessitam de potenciar a qualidade da sua actividade”, resume Vicente Gouveia. Todas as ferragens e acessórios foram desenhadas originalmente para os picadeiros, “materializando a simplicidade pretendida para um espaço com uma identidade muito própria, onde o contacto com os protagonistas do mundo equestre se faz de forma vincadamente sensorial”.

MG Coudelaria integra-se assim entre os muitos projectos que este atelier já conta e onde predominam os muitos projectos residenciais desenvolvidos para o mercado nacional, e não só, e, mais recentemente, os projectos desenvolvidos para o sector hoteleiro, onde destacamos o novo Renaissance Park Hotel, no Porto, que resulta num investimento de 56 milhões de euros.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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Aeroporto: António Costa anula novo plano

Depois do ministro das Infraestruturas e Habitação ter apresentado ontem um novo plano que dava como certa construção do novo aeroporto internacional de Lisboa em Alcochete, o primeiro-ministro anuncia hoje a anulação dessa decisão

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Segundo um comunicado enviado esta quinta-feira às redacções, o gabinete do primeiro-ministro informa que “determinou ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

António Costa entende que “a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República”, sublinha a nota.

Em causa está a informação avançada ontem que propunha uma nova solução para o novo Aeroporto de Lisboa, na qual o Montijo passava a estrutura complementar do novo aeroporto a construir em Alcochete. Segundo este novo plano, uma vez que esta nova infraestrutura estivesse concluída o actual aeroporto Humberto Delgado seria desmantelado. Com o governo a estimar a construção do aeroporto em Alcochete, com duas pistas, em cerca de 13 anos.

O aplano apresentado ontem, e anulado hoje, recuperava um dos três cenários apresentados ainda no final de 2021: Montijo como aeroporto complementar (que chegou a ter autorização ambiental), Montijo como aeroporto principal e manutenção da Portela e Alcochete como o novo aeroporto construído de raiz e em substituição da Portela.

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