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    Aeroporto: António Costa anula novo plano

    Depois do ministro das Infraestruturas e Habitação ter apresentado ontem um novo plano que dava como certa construção do novo aeroporto internacional de Lisboa em Alcochete, o primeiro-ministro anuncia hoje a anulação dessa decisão

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    Segundo um comunicado enviado esta quinta-feira às redacções, o gabinete do primeiro-ministro informa que “determinou ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

    António Costa entende que “a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República”, sublinha a nota.

    Em causa está a informação avançada ontem que propunha uma nova solução para o novo Aeroporto de Lisboa, na qual o Montijo passava a estrutura complementar do novo aeroporto a construir em Alcochete. Segundo este novo plano, uma vez que esta nova infraestrutura estivesse concluída o actual aeroporto Humberto Delgado seria desmantelado. Com o governo a estimar a construção do aeroporto em Alcochete, com duas pistas, em cerca de 13 anos.

    O aplano apresentado ontem, e anulado hoje, recuperava um dos três cenários apresentados ainda no final de 2021: Montijo como aeroporto complementar (que chegou a ter autorização ambiental), Montijo como aeroporto principal e manutenção da Portela e Alcochete como o novo aeroporto construído de raiz e em substituição da Portela.

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    Revigrés e Archi Summit de regresso às faculdades para falar sobre Sustentabilidade

    A 2ª edição, com o tema ‘Re-Defining Spaces’, pretende que os futuros profissionais utilizem os revestimentos e pavimentos cerâmicos para “re-definir” um espaço de dimensão reduzida

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    Após o sucesso da primeira edição, em que participaram mais de duas centenas de alunos, a Revigrés e o Archi Summit regressam com mais uma iniciativa ArchiRevi em 2024. As duas entidades voltam a marcar presença nas Faculdades das áreas de Arquitectura, Design e Engenharia Civil para falar sobre Sustentabilidade, em Masterclasses, e convidar os alunos a participar num concurso, desta vez, inspirados na filosofia do “minimal space design”.

    ‘Re-Defining Spaces’ pretende que os futuros profissionais do sector utilizem os revestimentos e pavimentos cerâmicos para “re-definir” um espaço de dimensão reduzida, com vista à sua optimização e indo ao encontro das boas práticas da construção sustentável.

    Para os inspirar, a segunda edição do ArchiRevi prevê ainda um workshop online do atelier Enorme Studio, em que os participantes vão aprender mais sobre a arquitectura e organização de espaços citadinos, com foco nos materiais cerâmicos e na sustentabilidade, com entrega de um Certificado de Formação.

    O período de submissão de projectos ao ArchiRevi Challenge decorre até 1 de Junho, podendo o regulamento ser consultado no site da Revigrés. Os 10 melhores trabalhos ganham prémios e serão expostos durante o Archi Summit 2024, onde será anunciado o primeiro lugar. O projecto vencedor será distinguido com um prémio monetário.

     

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    Vector Mais constrói primeiro hub tecnológico da KPMG em Portugal

    Para Sílvia Corrêa da Silva, COO/CFO da KPMG Portugal “o escritório em Évora transcende a função de um mero local de trabalho, é um manifesto do nosso compromisso em integrar de maneira inovadora a nossa identidade com a riqueza cultural da cidade”

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    Com o objectivo de “captar e apostar no talento” da Universidade de Évora e de outros politécnicos da região, a KPMG decidiu abrir o primeiro hub tecnológico na cidade alentejana. No seguimento dos projectos em Lisboa e Porto, a KPMG confiou novamente na Vector Mais para construir o novo escritório. Desenhado pela equipa de arquitectura da empresa de construção, o espaço de trabalho está instalado na nova ala do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT) e caracteriza-se por um openspace e áreas dedicadas à colaboração e socialização.

    Para Sílvia Corrêa da Silva, COO/CFO da KPMG Portugal “o escritório em Évora transcende a função de um mero local de trabalho, é um manifesto do nosso compromisso em integrar de maneira inovadora a nossa identidade com a riqueza cultural da cidade, sendo, orgulhosamente, o primeiro hub tecnológico da nossa organização”.

    “Inovador”, o espaço representa a “fusão equilibrada entre a excelência tecnológica e a tradição da região”. Aproveitando a abundância de luz natural, o escritório destaca-se pela “cuidada conjugação de soluções e materiais” como as paredes em betão, o pavimento em tons naturais, as carpintarias personalizadas, o mobiliário confortável e o túnel da recepção.

    A sustentabilidade desempenhou um papel fulcral no desenvolvimento do projecto. “A selecção de materiais, produtos, mobiliário e iluminação recaiu sobre fornecedores nacionais e internacionais, com um compromisso evidente com a sustentabilidade, que promovam a economia de energia ou incorporem materiais reciclados ou recicláveis. A inserção de elementos naturais e vegetação ajudaram a humanizar o espaço e contribuem para reduzir o stress e aumentar a sensação de conforto e bem-estar dos utilizadores”, refere Miguel Pestana, arquitecto da Vector Mais.

    As referências ao Alentejo estão também presentes através de uma selecção de peças de artesanato, em cerâmica, cortiça, olaria figurativa e latoaria, que deram um toque “regional e humano a um escritório moderno e inovador,” conclui o arquitecto.

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    Mais de 53 mil novos apartamentos ficaram por concretizar

    Nos últimos cinco anos, 41% dos apartamentos com pedido de licenciamento não avançaram. Reflexo da conjuntura de instabilidade internacional, económica e política que se vive, refere análise da Confidencial Imobiliário

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    Entre 2019 e 2023, deram entrada nas autarquias de todo o Continente pedidos para o licenciamento de 128.800 novos apartamentos, revela a Confidencial Imobiliário. Deste universo de apartamentos projectados, contudo, apenas 59%, num total de mais de 75.550 fogos, foram efectivamente licenciados e entraram em obra, ficando em suspenso uma fatia de 41% da oferta potencial, num total de 53.200 apartamentos.

    Esta bolsa de oferta não concretizada equipara com o volume de apartamentos concluídos no mesmo período, e os quais foram totalmente absorvidos pela procura. De acordo com a análise da Confidencial Imobiliário, entre 2019 e 2023 terão sido concluídos 48.900 novos apartamentos no país, estimando-se que tenham sido totalmente vendidos, de acordo com as projecções de transacções realizadas a partir da base de dados do Sistema Residencial, SIR. Tal significa que, nos últimos cinco anos, teria sido possível duplicar a nova oferta residencial.

    Os dados resultam de uma análise da Confidencial Imobiliário aos dados dos pré-certificados emitidos pela ADENE, que reflectem as intenções de investimento da promoção imobiliária, e os dados do licenciamento de habitação do Instituto Nacional de Estatística (INE).

    “Estes dados mostram que há um hiato muito relevante entre as intenções de investimento e a obra efectivamente lançada. Para mais, este hiato tem vindo a agravar-se a cada novo ano, de tal forma que o rácio entre obras, que nos são dadas pelas licenças emitidas, e os projectos com pedido de licenciamento, dados pelos pré-certificados, reduziu-se de 74% em 2021 para 53% em 2023”, comenta Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

    “O congelamento de uma fatia tão importante da oferta planeada reflecte, sobretudo, o ciclo de instabilidade dos últimos anos, marcado pela pandemia, a guerra, a inflação, o aumento dos juros e, a nível nacional, o pacote Mais Habitação, contexto que, na prática, significou tirar 53 mil novos apartamentos ao mercado. Esta tem sido uma situação especialmente marcante no último ano, conforme mostra o inquérito Portuguese Investment Property Survey, que fazemos em parceria com a APPII, e cuja mais recente edição revela que a instabilidade e riscos políticos foram os factores que mais se agravaram e penalizam o aumento da oferta em 2023. Ao mesmo tempo que a falta de procura surge como a menor das preocupações do sector”, conclui ainda Ricardo Guimarães.

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    Efacec reforça posição no Noroeste da Europa

    A Efacec assinou novos contratos nos Países Baixos e no Reino Unido no sector dos transformadores de potência e de distribuição de energia

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    A Porthos, novo player dos Países Baixos no transporte e armazenamento de carbono, encontra-se a desenvolver uma infraestrutura no Porto de Roterdão, na qual o dióxido de carbono (CO2) proveniente de vários clientes será transportado e armazenado em jazidas de gás natural vazias no fundo do mar do Norte. A Efacec será responsável pelo desenvolvimento de transformadores de potência e distribuição para a Porthos. O contrato celebrado com a Porthos inclui o fabrico, fornecimento e instalação de dois transformadores de potência 57 MVA e dois transformadores Zig-Zag de ligação à terra, que se destacam por integrarem soluções de elevado grau de complexidade tecnológica, indo ao encontro dos mais exigentes requisitos técnicos, de qualidade e de sustentabilidade do mercado.

    Este pode ser o início de uma nova parceria comercial que, caso bem-sucedida neste projecto, poderá vir a replicar esta solução não apenas nos Países Baixos, mas também em vários pontos da Europa e do Mundo que se adeqúem a tal projecto.

    Também no Noroeste da Europa, a Efacec reforça a sua posição no mercado do Reino Unido, após a celebração de três “Call-off-Contracts” com a Scottish and Southern Electricity Networks (SSEN), no âmbito do contrato-programa em vigor entre as duas empresas.
    Esta nova encomenda, que vai contribuir para o desenvolvimento da rede eléctrica, inclui o fabrico, fornecimento e instalação de dois transformadores de potência 90MVA, 132/33kV para as subestações de Thatcham e Fareham da SSEN em Inglaterra, e de um transformador de potência 45MVA e 132/11kV para a subestação de Deanie na Escócia.

    O novo contrato estabelecido com a SSEN consolida a posição da empresa neste mercado estratégico europeu, no qual totaliza mais de 50 transformadores de potência e mais de 30 mil transformadores em utilities britânicas.

    “Os contratos celebrados com a Porthos e a SSEN reforçam a posição da Efacec no mercado dos transformadores e no panorama europeu da transição energética. São um reconhecimento da qualidade, experiência e competência da empresa no setor, e a validação do nosso know-how no desenvolvimento tecnológico, que nos permite apresentar soluções mais avançadas e eficientes”, afirma Michael Silva, Chief Commercial Officer da Efacec.

    No último trimestre de 2023, a Efacec expediu transformadores de potência para vários clientes na Europa, nos quais se destacam as entregas para projectos de produção de energia renovável em Portugal.

    A empresa entregou ainda duas subestações móveis, uma para a América Latina e outra para França, a primeira com destino para este mercado.

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    IP submete candidatura de financiamento para 1ª Fase da Alta Velocidade

    A Infraestruturas de Portugal submeteu a candidatura com vista à obtenção de 875 milhões de euros para o projecta da Alta Velocidade

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    A Infraestruturas de Portugal (IP) submeteu a 29 de Janeiro, a candidatura a financiamento comunitário no âmbito do Programa Connecting Europe Facility for Transport 2 (CEF 2) relativa ao desenvolvimento da primeira fase do projecto da Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa (LAV Porto-Lisboa). O referido programa é um instrumento de financiamento comunitário que visa apoiar o desenvolvimento de novas infraestruturas de transportes no âmbito da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) Principal, na qual se inclui a LAV Porto-Lisboa.

    A candidatura agora submetida pela IP visa a obtenção de 875 milhões de euros a alocar ao projecto da Alta Velocidade. Este valor inclui o montante do “envelope CEF Coesão” que, até à data da presente Call (Call 2023), está reservado, em regime de exclusividade, para Portugal, e que corresponde a um total de 729 milhões de euros. Para além do valor do “envelope CEF Coesão” adstrito a Portugal, a IP decidiu candidatar-se em paralelo a mais 146 milhões de euros, também no âmbito do “envelope CEF Coesão”, mas neste caso em regime concorrencial com os 15 Estados-Membros elegíveis para o Fundo de Coesão.

    Na referida candidatura assumiu-se a alocação de 480 milhões de euros à primeira parceria público-privada (PPP), referente ao troço da LAV entre Porto (Campanhã) e Oiã, cujo concurso público para a sua concessão foi lançado no passado dia 12 de Janeiro de 2024.

    Estes fundos, que provêm do “envelope CEF Coesão” afecto a Portugal, serão atribuídos à concessionária da referida PPP, durante o período de construção da infraestrutura da LAV, e visam cobrir os custos de investimento associados ao desenvolvimento dos projectos, das expropriações, das pontes, viadutos e obras de arte correntes.

    Está prevista a alocação do restante valor do “envelope CEF Coesão” afecto a Portugal, ou seja, um total de 249 milhões de euros, à segunda PPP, referente ao troço da LAV entre Oiã e Soure, cujo lançamento do concurso público para a sua concessão está previsto para o início do segundo semestre de 2024. Este valor visa cobrir os custos de investimento associados ao desenvolvimento dos projectos, das expropriações, das pontes e viadutos do referido troço.

    Ainda relativamente à segunda PPP, a IP solicita um montante adicional de financiamento comunitário de 146 milhões de euros, proveniente do “envelope CEF Coesão”, mas em regime concorrencial, com vista a subsidiar os custos de investimento associados à quadruplicação da Linha do Norte entre Taveiro e a entrada sul da Estação de Coimbra-B.

    Esta intervenção visa aumentar a capacidade ferroviária deste troço, que se encontra próximo do seu ponto de saturação, de forma a facilitar o acesso dos comboios de alta velocidade a Coimbra e a aumentar o número de canais ferroviários convencionais neste trecho da Linha do Norte.

    O desembolso destes fundos durante o período de desenvolvimento, reduz as necessidades de financiamento das concessionárias e, consequentemente, contribui para uma redução bastante significativa dos pagamentos de disponibilidade que serão devidos às concessionárias durante os primeiros 25 anos de exploração da infraestrutura da LAV Porto-Lisboa.

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    Quinta das Damas volta a consulta pública

    O loteamento urbano da Quinta das Damas, localizado na zona envolvente do Palácio Nacional da Ajuda em Lisboa, está em discussão pública. O projecto abrange uma área de 34.258,77 m2, estando prevista a construção de 135 fogos habitacionais, uma escola privada, com capacidade para 600 alunos, e quase 20.000 m2 de jardim público. O projecto deverá estar concluído em Agosto de 2028

    Está em discussão pública até 6 de Fevereiro o estudo de impacto ambiental do projecto de loteamento urbano da Quinta das Damas. O terreno com 34.258,77 m2 está localizado na zona envolvente do Palácio Nacional da Ajuda (e por isso abrangida pela Zona Especial de Protecção do Paço da Ajuda) e é propriedade da Paralelabrangente, uma empresa do universo da promotora Stone Capital.

    A proposta agora apresentada compreende três componentes: habitação, educação e espaços verdes. No Lote 1, que possui uma área de 8.146,81 m2, está prevista a construção de 135 novos fogos habitacionais (61 de tipologia T3 e 74 de tipologia igual ou superior a T3), complementado com uma pequena área comercial de 150 m2. “O número de pisos acima do solo varia entre três a cinco, adaptando-se ao declive do terreno. A altura máxima das edificações será de 17 m. A área de implantação prevista é de 5 147,80 m2 e a área total de construção 27 826,40 m2”, pode ler-se na proposta.

    No lote 2 o projecto contempla a construção de uma escola de ensino particular, 3º ciclo e secundário, com uma área de 6264,38m2, 30 salas de aula e capacidade para 600 alunos. A área de implantação terá 3300 m2, e a área total de construção 12000 m2.
    A ligar os dois lotes será feita uma alameda pedonal.

    O projecto contempla ainda um jardim público, com uma área de 19 847, 58 m2, que serão cedidos ao município, que incorpora jardim e parque infantil.
    “A proposta pretende valorizar toda a área envolvente, criando relações
    com a restante área urbana aproximando-a do Palácio Nacional da Ajuda. A
    solução apresentada teve a preocupação de enquadrar esteticamente o Palácio
    através do jardim público, dando uma noção de continuidade do espaço”, refere o documento.

    As alterações e as mudanças de proprietário
    Esta não é a primeira vez que o projecto de loteamento da Quinta das Damas é apresentado. A proposta foi lançada em 2020 pelo fundo imobiliário Maxirent, então proprietário dos terrenos. A proposta contemplava ainda uma parcela de terreno, com 9.232,70m2, propriedade do Estado português, representado pela Direcção Geral do Tesouro e Finanças, e que integra ainda a Unidade de Execução da Ajuda, aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa. “A solução do Loteamento da Quinta das Damas foi previamente analisada pelos departamentos de Urbanismo e dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa por forma a garantir que todos os parâmetros e índices urbanísticos estabelecidos e demais normas aplicáveis fossem cumpridos. Na sequência desses pareceres e também do parecer da Direcção Geral do Património Cultural foram introduzidos os ajustes pedidos e concretizou-se a solução final do loteamento, que se apresenta neste documento”, refere o documento em consulta pública.

    Entretanto, a gestora do fundo de investimento imobiliário fechado Maxirent, a Refundo, passou de mãos, tendo sido adquirida em Outubro de 2022 pela Explorer e por Pedro Seabra, que posteriormente venderam os terrenos na Ajuda.

    A proposta agora em discussão prevê que a construção dos edifícios destinados a habitação e ensino, estejam concluídos até Agosto de 2028.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Empresas espanholas posicionam-se para a Alta Velocidade

    A primeira parceria publico privado para o projecto de Alta Velocidade foi lança em Janeiro há, pelo menos, cinco consórcios na corrida. Destes, quatro tem participação espanhola noticia hoje o jornal espanhol “el economista”

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    Citando “fontes conhecedoras do mercado”, o primeiro dos 4 consórcios é formado inteiramente por empresas espanholas, a ACCIONA, a FCC e a Ferrovial, todas elas com uma já forte presença no mercado nacional. Segundo o jornal espanhol este consórcio “pode ainda incorporar um grupo ou fundo de investimento português.

    Um segundo grupo interessado liga a empresa da andaluzia Azvi à construtora italiana Webuild. Este consórcio deverá ser formado ainda por três empresas portuguesas, “
    Segundo fontes conhecedoras do mercado, a Acciona , a FCC e a Ferrovial uniram forças num consórcio no qual poderão ainda incorporar um grupo ou fundo de investimento português. Entretanto, a andaluza Azvi acordou aliar-se – anteriormente Salini Impregilo -, ao fundo britânico John Laing e a três empresas portuguesas, ao operador rodoviário Ascendi, propriedade do fundo francês Ardian, à empresa de engenharia Tecnovia e ao TIIC fundo.
    Por sua vez, a “OHLA formou uma equipa com a catalã Comsa e as empresas francesas NGE e TSO, especializada na manutenção e construção de todos os tipos de caminhos-de-ferro”, refere o jornal.

    A Sacyr, que tem duas subsidiárias portuguesas, a Somague e a Neopul, aliou-se às portuguesas DST (Domingos da Silva Teixeira) e ACA (Alberto Couto Alves) Engenharia & Construção.

    A estes quatro consórcios junta-se um quinto, formado inteiramente por empresas portuguesas liderado pela Mota-Engil e pela Teixeira Duarte e que tem como parceiros os grupos Casais, Conduril, Gabriel Couto e Alves Ribeiro.

    “Não sabemos quem vai apresentar proposta já a este primeiro lote, porque o prazo de seis meses é muito curto e o processo será complexo. Agora, as empresas [construtoras] portuguesas têm que fazer parte deste processo. As duas primeiras fases do Alta Velocidade compreendem três lotes e será inevitável termos consórcios internacionais”, comentou Vítor Cardoso, da direcção da AECOPS/AICCOPN no final da conferência “Comboio de alta velocidade em Portugal desafios e oportunidades”, organizada pelo escritório de advogados SRS Legal.

    O mesmo responsável sublinhou ainda que “a grande vantagem que estes projectos de grande dimensão têm é o de criar uma estabilidade a médio e longo prazo para as empresas portuguesas. No passado, andámos num processo de montanha-russa em que as empresas criaram estruturas para fazer grandes projectos, para logo a seguir não haver obras. E agora com o volume que se avizinha, não só com o projecto de Alta Velocidade, mas com todos os outros projectos que estão inscritas no PNI 2030 e no PRR, vamos ter vários anos de estabilidade”, sublinhou.

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    A Vila Galé vai recuperar um hotel já existente, em Isla Canela

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    Vila Galé vai abrir três hotéis este ano, um em parceria com o dono da Zara

    Num almoço com a imprensa, que serviu para a apresentação dos resultados do último ano, o presidente da Vila Galé anunciou que além da unidade em Espanha, em Abril vai também ser inaugurada a unidade da Figueira da Foz, naquela que é uma parceria com o multimilionário espanhol Amâncio Ortega

    Ricardo Batista

    O Grupo Vila Galé vai avançar com a abertura de três unidades hoteleiras este ano, uma delas assinalando a estreia de um novo destino. A abertura do Vila Galé Isla Canela, previsivelmente em Abril, vai permitir o alargamento da actividade do grupo liderado por Jorge Rebelo de Almeida a Espanha, juntando-se assim às actividades existentes no Brasil e Cuba. Esta unidade vai nascer junto à praia com o mesmo nome, na Costa de la Luz, Huelva, edifício com arquitetura e decoração de influência árabe, com total remodelação das áreas públicas de clientes em 2025 e em 2026 vai fazer a total remodelação dos quartos.

    Num almoço com a imprensa, que serviu para a apresentação dos resultados do último ano, o presidente da Vila Galé anunciou que além da unidade em Espanha, em Abril vai também ser inaugurada a unidade da Figueira da Foz, naquela que é uma parceria com o multimilionário espanhol Amâncio Ortega, fundador do grupo Inditex, dono de marcas como a Zara. A Vila Galé vai colocar a sua experiência na gestão do emblemático Grande Hotel da Figueira, após uma renovação profunda de quartos e áreas públicas. Contará com 102 quartos, dois restaurantes, bar, piscina exterior e Satsanga Spa & Wellness;

    Já para Dezembro está prevista a inauguração do Collection Sunset Cumbuco, no Brasil, ‘paredes meias’ com o Vila Galé Cumbuco, este inaugurado em 2010. Trata-se de uma unidade com 124 quartos, três restaurantes e bares, Satsanga Spa & Wellness, campo polidesportivo, centro náutico e clube infantil NEP com piscinas e escorregas, num investimento estimado de 80 milhões de reais (aproximadamente 15 milhões de euros à taxa actual de câmbio), numa localização privilegiada sobre a Lagoa de Cauipe e ‘pé na areia’, na praia do Cumbuco. A Lagoa de Cauipe é o paraíso do Kitesurf, onde decorre o campeonato internacional desta modalidade.

    Além destes investimentos, o Grupo tem também em marcha mais três unidades hoteleiras que serão inauguradas em 2025, nomeadamente o Vila Galé Casas de Elvas, o Paço do Curutelo (Ponte de Lima) e o Collection Ouro Preto (Brasil). Na mesma ocasião em que Jorge Rebelo de Almeida anunciou as propostas de alargamento da oferta da cadeia de hotéis, o presidente da Vila Galé assegurou que 2023 representou o melhor ano de sempre para as receitas do grupo, tendo atingido 275 milhões de euros. O Brasil representa 42% dos resultados apurados, em grande parte fruto da exitosa operação do Vila Galé Alagoas, o décimo empreendimento da rede no Brasil que foi inaugurado em 2022.

    Com 42 hotéis em Portugal, Brasil e Cuba, o grupo Vila Galé teve receitas totais 20% superiores ao que havia sido registado em 2022. Em Portugal, onde conta com 31 unidades, o grupo atingiu um volume de negócios de 158 milhões de euros, mais 16,77% do que no exercício anterior, incluindo o impacto dos quatro hotéis abertos no ano passado – Vila Galé Collection Monte do Vilar, Vila Galé Collection São Miguel, Vila Galé Nep Kids e Vila Galé Collection Tomar. No total, registaram-se mais de um milhão de quartos ocupados e 2,15 milhões de dormidas, com os clientes portugueses a pesarem 38% neste total. Seguiram-se o Reino Unido (14,5%), Alemanha (8%), Irlanda (5%) e Espanha (5%), EUA (2,92%) e Brasil (2,77%).

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    Engenheiros em congresso discutem futuro imediato

    O Porto recebeu a XXIII congresso da Ordem dos Engenheiros. O encontro, que decorre a cada três anos, contou com cerca de mil participantes e teve como lema “A engenharia para o Desenvolvimento”. Durante dois dias abordaram-se as temáticas da habitação, do futuro da mobilidade, as políticas de educação e qualificação e a transição digital

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    A cidade do Porto recebeu o XXIII Congresso da Ordem dos Engenheiros, encontro que registou uma participação recorde de cerca de um milhar de participantes. Entre figuras determinantes e representantes do Governo, passando por empresas e estudantes, o congresso obrigou a olhar para as temáticas da habitação, da transição digital, da mobilidade e das políticas de educação e qualificação dos recursos humanos. Este último um tema central para o desenvolvimento do país.

    “A transição 5.0 que congrega e consolida o digital e o green, carece de decisões fortes e imediatas. Devemos saber fazê-lo enquadrados nas tendências mundiais. Portugal tem, apesar de muito boas iniciativas, de ser um país modernizado desenvolvido e qualificado e enquadrado no espaço europeu, (…) mas carece de muito maior rasgo político e de governação quando se fala de desenvolvimento. Temos que ser mais activos”, defendeu o bastonário da Ordem dos Engenheiro Fernando Almeida Santos.

    Na opinião do responsável, Portugal podia estar noutro patamar – via fundos disponibilizados pela PT 2020, PRR ou PNI 2030 – “temos dimensão orçamental, temos excelência técnica, temos elites, temos ferramentas e desígnios definidos, mas depois falhamos na rápida aplicação, no planeamento adequado e na realidade comparativa com outros países europeus congéneres. Porquê? Falta de decisão atempada, essencialmente, é o que tem acontecido. O que muitas vezes faz com que quando o investimento se faz já não sirva ou não seja o adequado, pois a ideia é a de há mil anos e o resultado não foi actualizado”, lamentou Fernando Almeida Santos. “É Portugal no seu melhor”, ironizou o responsável.

    Para o bastonário da Ordem dos Engenheiros, “é preciso ter coragem política. Temos décadas de investimentos públicos pela frente, com ou sem iniciativa privada envolvida, temos qualidade e capacidade em Portugal”. A Ordem alerta ainda que é preciso dar oportunidade às empresas e aos engenheiros portugueses para que o know how fique. “Não sou contra a entrada de engenheiros estrangeiros, mas sou em desfavor daquilo que depois é a evidência do prejuízo da capacidade. Temos que trabalhar para nós Portugal”, afirmou Fernando Almeida Santos.

    A falta de mão de obra e a fuga para o exterior
    No discurso do bastonário, a falta de profissionais qualificados não foi esquecida. “Só em Portugal temos um défice de cinco mil engenheiros nos próximos 10 anos, se realmente tomarmos decisões”, já para não falar da diáspora portuguesa, “esta fuga de talentos” que é urgente estancar.

    “Defendemos que é preciso um choque salarial adequado a um ajustamento dos reconhecimentos profissionais público e privado. A fuga do sector público para o privado é tao acentuado que já se nota que ficam investimentos por fazer. Mesmo havendo orçamento, vontades públicas e políticas falta de dimensão técnica”, referiu Fernando Almeida Santos. O problema é particularmente sentido pelas autarquias que em 2023 perderam cerca de 1000 engenheiros. “Repor a carreira do engenheiro é o mínimo”, sublinhou o bastonário.
    Fernando de Almeida Santos deixou ainda uma crítica ao Governo, relativamente à aprovação dos novos estatutos das ordens profissionais, que foram aprovadas em Janeiro e vão entrar em vigor em Abril. “A verdade é que com o novo estatuto teremos um novo órgão de supervisão, um provedor externo e acabam os estágios. Grandes novidades que obrigarão a uma nova estruturação da Ordem dos Engenheiros e que irão originar mais custos”.

     

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    Obras públicas ‘fecham’ 2023 com 6MM€ de concursos abertos; contratos assinados ascenderam a 3,7MM€

    Os contratos de empreitadas de obras públicas celebrados em resultado de Ajustes Diretos e Consultas Prévias, perfizeram 554 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 27% em termos homólogos, de acordo com os dados da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN)

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    O ano de 2023 fechou, no que diz respeito a concursos públicos, com seis mil milhões de euros de obras promovidas, um crescimento de 65% face ao apurado no final do ano anterior, que se tinha fixado nos 3.658 milhões de euros.

    De acordo com os dados veiculados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e que constam do Barómetro das Obras Públicas, no final do ano passado os contratos de empreitadas celebrados e reportados no Portal Base, no âmbito de concursos públicos, aumentaram 52%, em termos homólogos, para 2.906 milhões de euros, destacando-se a celebração do contrato para a construção da Linha Rubi, pelo Metro do Porto, no montante de 379,5 milhões de euros. Importa ainda salientar que o diferencial entre a contratação reportada e os concursos de empreitadas lançados na mesma modalidade situou-se em 3.142 milhões de euros, em 2023.

    Os contratos de empreitadas de obras públicas celebrados em resultado de Ajustes Diretos e Consultas Prévias, perfizeram 554 milhões de euros, o que traduz um acréscimo de 27% em termos homólogos.
    O valor total de contratos de empreitadas celebrados e registados no Portal Base totalizou 3.699 milhões de euros, em 2023, montante que corresponde a um expressivo aumento de 48%, face ao apurado no ano anterior.

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