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Aeroporto: António Costa anula novo plano

Depois do ministro das Infraestruturas e Habitação ter apresentado ontem um novo plano que dava como certa construção do novo aeroporto internacional de Lisboa em Alcochete, o primeiro-ministro anuncia hoje a anulação dessa decisão

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Segundo um comunicado enviado esta quinta-feira às redacções, o gabinete do primeiro-ministro informa que “determinou ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação a revogação do despacho ontem publicado sobre o Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”.

António Costa entende que “a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República”, sublinha a nota.

Em causa está a informação avançada ontem que propunha uma nova solução para o novo Aeroporto de Lisboa, na qual o Montijo passava a estrutura complementar do novo aeroporto a construir em Alcochete. Segundo este novo plano, uma vez que esta nova infraestrutura estivesse concluída o actual aeroporto Humberto Delgado seria desmantelado. Com o governo a estimar a construção do aeroporto em Alcochete, com duas pistas, em cerca de 13 anos.

O aplano apresentado ontem, e anulado hoje, recuperava um dos três cenários apresentados ainda no final de 2021: Montijo como aeroporto complementar (que chegou a ter autorização ambiental), Montijo como aeroporto principal e manutenção da Portela e Alcochete como o novo aeroporto construído de raiz e em substituição da Portela.

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APCMC quer acelerar a digitalização na indústria dos materiais de construção

Parte central do projecto Speed up: Materiais de Construções a nova plataforma da APCMC já arrancou. A Datacheck vai colocar a indústria dos materiais de construção e as empresas distribuidoras a comunicar com base nos mesmos standards, acelerando a digitalização da indústria dos materiais de construção

Designado “Speed Up: Materiais de Construção 4.0” o projecto da Associação Portuguesa dos Materiais de Construção tem como principal objectivo “acelerar a transição dos materiais de construção para uma nova realidade de adopção tecnológica e digital nos processos de negócio das pequenas e médias empresas. Estas são condições essenciais ao desenvolvimento de uma abordagem integral e integrada na fileira da construção nacional. A criação de uma plataforma nacional de produtos para a construção – a datacheck – é o elemento central deste projecto. A plataforma está pronta agora é preciso a adesão da indústria como afirma José Matos, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção.

O que é a APCMC Datacheck?
É uma plataforma de gestão que será o garante da qualidade da informação sobre os produtos, a qual será directamente carregada e actualizada pelos fornecedores, num formato e com estrutura standard a nível europeu. A partir daí os comerciantes e distribuidores poderão, de forma simples fazer o download de toda a informação sobre os produtos, incluindo preços, imagens, fichas técnicas, etc, etc..

Qual o ponto de situação da implementação da Datacheck?
Este é um projecto que está a ser desenvolvido há cerca de 2 anos. Registou algum atraso devido à pandemia, mas não do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico e deverá estar totalmente operacional até ao final do ano. É parte integrante de um projecto mais amplo o “Speed Up: Materiais de Construção 4.0”, que compreende várias componentes e acções no sentido de informação sobre processos e de capacitação das empresas de forma que estas possam tirar maior partido da digitalização nos seus processos internos, sejam eles logísticos, marketing, entre outros.

Qual é a referência base deste projecto?
O elemento mais importante do ponto de vista instrumental e prático é a criação de uma plataforma nacional, um percurso idêntico ao que o resto da Europa, em especial Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália ou Áustria tem vindo a fazer ao longo dos anos. Seguindo um movimento voluntário, quer das várias associações do sector dos distribuidores quer também da associação europeia de fabricantes que está neste momento em processo formal de criação de um guia europeu que permita standardizar e harmonizar todas estas plataformas nacionais. Este é um trabalho que tem sido feito nos últimos anos e neste momento está a ser criado o standard europeu destas plataformas para que haja uma interoperabilidade entre elas e para que os fabricantes e comerciantes europeus possam receber os dados nos mesmos formatos e não estar cada país a usar formatos diferentes e estruturas de dados diferentes.

Mas há uma obrigatoriedade do ponto de vista legal ou é uma mobilização da indústria/distribuidores?
É um processo voluntário não é obrigatória, mas que está a ser ajustado face às novas regras que estão a ser propostas nesta revisão de regulamento dos produtos de o qual prevê a criação de uma base de dados europeia sobre os produtos de construção, o que por sua vez está ligado à criação de um passaporte europeu de produtos de construção… mas todo este trabalho está a ser feito com base no que já existe na indústria. Não é algo absolutamente novo. Está-se a aproveitar algo que na Europa já é comum que são estas estruturas de dados que estão a ser comunicados dentro do sector por processos deste género e era muito importante que Portugal acertasse o passo com o resto da europa porque vêm aí as obrigações regulamentares.

Em que fase do processo é que estamos?
A plataforma está a funcionar. Obviamente que há ajustamentos que estamos a fazer de funcionalidade e de adaptação do funcionamento que se mostrem necessário que vão surgindo durante a sua utilização, mas neste momento já está a funcional. Temos entre 50 a 60 distribuidores registados na plataforma nacionais e 35 fabricantes registados, embora nem todos eles tenham ainda disponibilizado todos os dados. Este está a ser um processo lento porque apesar da informação existir nas empresas estas, em especial as de média e pequena dimensão, não têm recursos humanos suficientes para tratar os dados que têm em diferentes plataformas e em diferentes formatos ou em departamentos diferentes. A Datacheck tem cerca de 150 campos de informação que podem ser actualizadas permanentemente. Mas estamos a trabalhar com as empresas no sentido de as ajudar a fazer essa adaptação e acelerar esse trabalho.

Com quantas empresas estão a trabalhar?
Estamos a trabalhar com trinta e tal empresas nacionais e internacionais. Aliás, para estas últimas este é um processo mais fácil porque estão habituados a trabalhar desta forma nos mercados europeus e entendem a necessidade de harmonização.

Mas do ponto de vista nacional esta já é uma indústria exportadora…
E por isso também é importante para a indústria nacional, que esta a ter as solicitações noutros mercados e precisa de enviar os seus dados para data pools diferentes em formatos diferentes e, portanto, digamos que se fizer o processo a nível nacional fica com uma estrutura de dados europeia, o que lhe facilita o envio da informação para os seus clientes internacionais. Além disso, este trabalho de harmonização inclui a harmonização com o sistema de classificação de produtos internacional, o eTime.

O que está interligado com recolha de informação que é pedida pela Datacheck.
Exactamente. Tudo isso está integrado na plataforma se for indicado o sistema de classificação e a classe do produto automaticamente são indicadas as características técnicas do produto na própria plataforma. Se o fabricante não utilizar um sistema de classificação vai ter que identificar as características técnicas do produto na plataforma, o que também é possível.
É preciso não esquecer que a jusante desta indústria, estão os projectistas, arquitectos, construtores para quem esta informação e estes dados são importantes e que podem passar a ter acesso a informação estandardizada e que pode ser usada por outras ferramentas e software designadamente o BIM. Um dos elementos que pode acompanhar a informação produto é o objecto BIM que passa a estar disponível logo no artigo.

Quantas empresas já completaram o processo?
Como lhe disse temos registados entre 35 a 40 empresas, mas disponíveis a ser utilizados estão cinco, as restantes estão em diferentes fases do processo e algumas estão quase em fase de arranque outras têm o seu processo interno mais atrasado. Até ao final do contamos ter em funcionamento estas 35 a 40 empresas.

Face ao universo das empresas do sector este número representa quanto?
Em termas de empresas não representará mais de 20% das empresas fabricantes, mas representará em termos de volume de negócios se calhar 80%.

Para as empresas mais pequenas tem sido fácil explicar a importância e fazê-las aderir ao projecto?
É mais complicado porque as empresas têm poucos recursos humanos e estão mais limitadas, mas a aceitação e a adesão das empresas têm sido enormes, demora é tempo a concretizar-se.

Num mundo que já é globalizado só agora a indústria dos materiais de construção está a despertar para esta necessidade de harmonização?
O sector da construção está atrasado. Todos nós gostávamos de estar como o sector automóvel. Isto é um trabalho de fundo que na Europa se está a fazer há 30 anos e nós estamos a começar agora. Claro que aproveitamos tudo o que a Europa já produziu e todo o seu processo de aprendizagem. Hoje é mais fácil porque temos as ferramentas, a experiência, temos as empresas internacionais a trabalhar nos mesmos moldes e temos standards europeus que antes não existiam.
A implementação torna-se mais rápida, mas, ainda assim, é um trabalho que irá demorar meses, devemos atingir um patamar mínimo no final deste ano e depois esperamos que em dois a três anos se complete.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Grândola: Investidores comprometem-se a reduzir número de camas turísticas e a proteger recursos hídricos

A redução do número de camas turísticas irá aplicar-se aos empreendimentos turísticos, que se encontram em fase de construção ou em processo de licenciamento

O Município de Grândola reuniu com os promotores dos empreendimentos turísticos das áreas programadas da faixa costeira, com o intuito de sensibilizar os mesmos para a necessidade de repensarem os seus projectos, com vista à redução do número de camas turísticas, bem como à implementação de medidas que contribuam para o crescimento sustentável da região, em respeito pela população, a natureza e o ambiente.

A participação e os importantes contributos de todos os presentes, revelaram-se unanimes, resultando num compromisso conjunto, com vista à redução significativa do número de camas turísticas, bem como à defesa dos recursos hídricos e à implementação de soluções de dessalinização da água do mar, para utilização das regas dos campos de golfe e áreas verdes.

“O investimento turístico e imobiliário tem de ser assente no crescimento sustentável do nosso concelho, por forma a beneficiar os munícipes e a sua qualidade de vida, tem de respeitar o ambiente, os recursos hídricos, a paisagem e prevenir os riscos das alterações climáticas”, afirmou António Figueira Mendes, presidente da Câmara Municipal de Grândola, salientando a importância da reunião e dos consensos estabelecidos.

Revelámos aos promotores turísticos as nossas prioridades e preocupações a aceitação foi plena. Todos garantiram que tudo farão para o desenvolvimento sustentável do concelho de Grândola”.

A autarquia esclarece que, a redução do número de camas turísticas irá aplicar-se aos Empreendimentos Turísticos, que se encontram em fase de construção ou em processo de licenciamento, abrangidos por áreas programadas em Planos Territoriais de Âmbito Municipal aprovados antes da entrada em vigor do Plano Regional de Ordenamento do Território do Litoral Alentejano (PROTA – 2010).

Actualmente, está em curso e em fase de finalização o processo de alteração do Plano Diretor Municipal, aprovado em Assembleia Municipal, o qual irá definir regras mais apertadas para o investimento turístico e imobiliário.

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Revive lança concurso sobre Paço Real de Caxias

É hoje lançado o novo concurso público para a concessão do Paço Real de Caxias, em Oeiras, imóvel construído em meados do século XVII. Estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros

O imóvel será, no âmbito deste novo procedimento, concessionado por 50 anos, por uma renda anual mínima de 174.912 euros, estimando-se um investimento de recuperação na ordem dos 11 milhões de euros. A área de construção total é de 5.817 m2. Os investidores interessados terão agora um prazo de 48 dias para apresentação de propostas no novo concurso, em condições idênticas às do concurso anterior.

O Paço Real de Caxias é um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do Revive, que neste momento integra já 52 imóveis, sendo este um programa conjunto das áreas governativas da economia, da cultura, das finanças e da defesa, desenvolvido em estreita articulação com as autarquias locais e que tem por principal objectivo recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atractividade dos destinos regionais.

Recorda-se que este imóvel já fora anteriormente concessionado, em Março de 2020, à IMOBIMACUS, Sociedade Administradora de Imóveis SA, do Grupo Hotéis Turim. A celebração do contrato coincidiu com o início da pandemia COVID-19, que originou inesperadas transformações e que tiveram um impacto decisivo no sector do turismo e, em concreto, na actividade, planeamento e capacidade de execução da concessionária. Já este ano, e reconhecendo a inviabilidade da execução dos termos do contrato pela concessionaria, as partes acordaram na sua revogação, sendo agora lançado novo concurso que pretende dar uma nova vida a este imóvel histórico, com uma localização excepcional, em frente à linha de costa, no concelho de Oeiras, no qual se destacam as esculturas nos jardins, os tectos pintados e os azulejos azuis e brancos na fachada do edifício principal.

“O Paço Real de Caxias é um activo estratégico, que merece ser valorizado e divulgado. O Programa Revive ajudará a que este património seja requalificado, passando a acolher um projecto turístico de qualidade tal como se impõe”, sublinha a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

Actualmente, no âmbito do Revive estão abertos os concursos para a concessão da Casa Grande, em Pinhel, e da 7.ª Bateria do Outão, no Parque Natural da Arrábida, concelho de Setúbal, estando ainda a decorrer os concursos lançados para concessão dos Fortes de S. João e de S. Pedro, em Cascais.

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Habita assessorou negócios de mais de 10 M€ em Torres Vedras

Entre os negócios está a aquisição da Escola Internacional de Torres Vedras (EITV), para um grupo de investidores institucionais de nacionalidade alemã e libanesa, tendo ainda mediado, faseadamente, a operação de aquisição de vários activos localizado no loteamento da Portela da Vila

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A Habita, empresa especializada em mediação imobiliária, integrada no Grupo Himo, firmou, recentemente, um conjunto de negócios na região de Torres Vedras, que representaram um valor total de mais de 10milhões de euros.

Entre os negócios está a aquisição da Escola Internacional de Torres Vedras (EITV), para um grupo de investidores institucionais de nacionalidade alemã e libanesa, tendo ainda mediado, faseadamente, a operação de aquisição de vários activos localizado no loteamento da Portela da Vila.

Segunda a Habita, a região do Oeste “é uma das geografias actuais mais emergentes, dadas as múltiplas oportunidades imobiliárias que têm surgido” e que “reúne todas as condições para que investidores nacionais e internacionais estejam atentos e ambicionem investir”. 

Segundo José Pedro Pinto, CEO do Grupo Himo e Partner Habita, “este negócio vem reforçar a nossa presença estratégica na zona do Oeste, uma das prioridades geográficas para a habita e para o Grupo Himo, de forma transversal. Pretendemos compreender e incorporar na gestão dos negócios as dinâmicas sociais, económicas, demográficas e tecnológicas desta região, oferecendo uma resposta assertiva a clientes que procurem alargar o seu investimento nesta zona. É este o propósito do Grupo. Sempre atento a novas dinâmicas e oportunidades de negócio e em total relação de proximidade com os clientes”.

O negócio da EITV foi uma oportunidade detectada pela Habita e trata-se de um activo composto por um edifício, com cerca de 11 mil m2, que integra vários equipamentos desportivos, totalmente circundados por uma vasta área de espaços verdes. O primeiro objectivo, na EITV, mantendo a mesma direcção, é a educação, com investimentos para qualificar tecnologicamente e apostar no desporto de forma a fazer crescer a escola. Este negócio, desde a identificação de investidores, até à gestão transversal de toda a operação, foi possível graças à criação de uma parceria entre a Habita e a Leapassets.

A Portela da Vila é um empreendimento localizado a 5 minutos de Torres Vedras e a 30 minutos de Lisboa, cuja aquisição, parcialmente em parceria com Alvarez Marinho, visa a consolidação urbana de toda a urbanização praticamente contigua à EITV.

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Setúbal: Antiga estação rodoviária dá lugar a supermercado Continente

A obra, a ser executada pela empresa Névoa, contempla a área onde esteve instalada a gare, assim como os restantes quatro andares superiores. Em cima da mesa está a hipótese da demolição do imóvel ou a recuperação do mesmo

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O antigo edifício na Avenida 5 de Outubro, em Setúbal, onde durante mais de cinco décadas funcionou a estação rodoviária vai receber um futuro supermercado Continente. De acordo com o jornal regional o Setubalense, que avança a notícia, o local está a ser alvo de estudos e escavações há cerca de uma semana, com o objectivo de abrir o espaço do Grupo Sonae.

A obra, a ser executada pela empresa Névoa, contempla não só a área onde esteve instalada a gare, popularmente conhecida como ‘os Belos’, cuja designação se deve ao nome de um dos seus primeiros proprietários, como também os restantes quatro andares, alguns ainda utilizados como habitação. Concluída a fase de estudos, sabe O Setubalense que estão em cima da mesa duas hipóteses: a demolição do imóvel ou a recuperação do mesmo.

A antiga estrutura fechou portas em Fevereiro de 2021 por se encontrar “em avançado estado de degradação e subdimensionada para a prestação do serviço público de transporte rodoviário de passageiros”, tendo sido substituída, entretanto, pelo novo Interface de Transportes de Setúbal, já inaugurado, na Avenida dos Ciprestes, junto à Estação Ferroviária, na Praça do Brasil.

Foi em 1949 que a empresa A Transportadora Setubalense deu entrada na autarquia um pedido para a construção de “uma estação terminal e intermediária, privativa das suas carreiras”, que viria a ser inaugurada 10 anos depois, em 1959.

Além da gare foram, ainda, construídos mais quatro pisos. Na época, o primeiro andar acolhia instalações para o público, além do gabinete do chefe de estação, espaço para o pessoal, e, ainda, uma agência de viagens e turismo. Na divisão de cima estava disponível “um gabinete para a gerência”, a par de uma “sala de estar, salão de festas, escritórios e o depósito de bagagens”, enquanto o “terceiro e quarto pavimentos” estavam “reservados a residências”, escreve o O Setubalense.

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Athena Advisers comercializa Alecrim 51

Promovido pela Vivium Properties, o projecto residencial Alecrim 51 recupera um antigo edifício do século XVIII com o objectivo de colocar no mercado 15 novos apartamentos

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Promovido pela Vivium Properties, o projecto residencial Alecrim 51 encontra-se, actualmente, em fase de comercialização, a cargo da Athena Advisers.  A sua conclusão está prevista para o último trimestre de 2023.

Em resultado da reabilitação de um antigo edifício do século XVIII, situado na Rua do Alecrim, que liga o Chiado e o Bairro Alto ao Cais do Sodré, a promotora visa colocar no mercado 15 novos apartamentos num dos bairros mais cosmopolitas e mais procurados para a compra de casa na capital portuguesa.

A comercialização teve início em meados de Julho, e desde então a consultora considera que “a procura registada tem superado todas as expectativas”, tendo despertado bastante interesse por parte de “norte-americanos, britânicos e holandeses”, entre outras nacionalidades.

Com projecto de arquitectura assinado pelo atelier Fragmentos, cada apartamento tem um carácter muito próprio e a remodelação combina elementos restaurados com um design contemporâneo e funcional. Os T1 têm uma divisão extra que tanto pode ser usada como quarto de hóspedes, escritório ou sala de jogos; algumas unidades T2 têm acesso a um pátio exclusivo; e o sótão dos T3 duplex é inteiramente ocupado por uma espaçosa suite com acesso a um jardim de inverno. A luz natural, potenciada pelos tectos altos e amplas janelas, predomina nos interiores e os andares superiores usufruem de vistas de rio em ambas as fachadas (Rua do Alecrim e Rua das Flores).

O loft do piso térreo – que tomou o nome de Archos – é um espaço aberto e multifuncional de 245 m², que tanto pode ser usado como residência ou local de trabalho. A sua renovação combina os tectos abobadados, colunas e arcos originais com influências de estilo industrial que se manifestam na escada flutuante, na cantaria exposta e na grelha metálica preta no mezzanino.

Outro espaço de destaque é o imponente átrio de entrada – que será mobilado e decorado – o qual irá manter o chão ladrilhado em desenho geométrico, o arco que precede a escadaria e os azulejos que acompanham os degraus.

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Empreendimentos habitacionais lançados em 2022 já estão 48% vendidos

Nos primeiros seis meses do ano foram lançados 280 novos empreendimentos residenciais no país, num total de 12 mil novos fogos, metade dos quais já estão vendidos. Algarve, a Margem Sul e Oeiras (na AML) têm os melhores desempenhos

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Nos primeiros seis meses de 2022 foram lançados em venda cerca de 280 novos empreendimentos residenciais no país, os quais englobam um total de mais de 12.000 fogos. Os dados resultam da nova base de dados “Edifícios em Comercialização” produzida pela Confidencial Imobiliário, que estima que 48% desta oferta chegada ao mercado este ano esteja já vendida.

Lisboa destaca-se como o mercado com maior volume de oferta em venda, com cerca de 1.800 fogos em comercialização, registando uma taxa de comercialização de 36%, um dos ritmos de absorção menos robusto da região metropolitana. No contexto regional, destacam-se Oeiras, com uma taxa de absorção de 72% para um universo de 650 fogos lançados este ano; bem como Loures e Amadora, na coroa de Lisboa e com taxas de absorção em torno dos 50%; e Seixal e Barreiro, na Margem Sul, com vendas a superar os 80%. Estes são mercados que contabilizam entre 400 e 800 fogos em venda.

No Porto, a oferta lançada este ano soma 1.225 unidades, das quais 46% se estima estarem vendidas. Gaia tem indicadores semelhantes, com os mesmos 46% vendidos para um universo superior, em torno dos 1.450 fogos. Matosinhos tem um stock para venda muito menor, em torno dos 200 fogos, assim como a Maia (105 fogos), mas apresentam desempenhos idênticos, garantindo o escoamento, respectivamente, de 43% e 41% das carteiras.

Alargando o foco a outras cidades do país, pode ver-se que a procura por novos fogos está também especialmente activa. Em Aveiro, onde se identificaram cerca de 650 fogos em comercialização, 81% estão já vendidos, uma taxa alcançada também em Guimarães, cuja escala é menor, em torno da centena de fogos. Na capital algarvia, os cerca de 200 fogos identificados estão praticamente todos escoados, apurando-se uma taxa de comercialização superior a 90%.

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LINA: Open Call procura propostas que promovam “um mundo mais sustentável e equilibrado”

Até 12 de Setembro, estão abertas as candidaturas à rede internacional LINA – Learning, Interacting and Networking in Architecture para profissionais emergentes de arquitectura e planeamento urbano da Europa. Em Portugal, faz-se representar pela Trienal de Arquitectura de Lisboa

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Até 12 de Setembro, estão abertas as candidaturas à rede internacional LINA – Learning, Interacting and Networking in Architecture para profissionais emergentes de arquitectura e planeamento urbano da Europa que desejem internacionalizar trabalhos em desenvolvimento, ou apresentar novas propostas, que lidem com desafios espaciais, territoriais, climáticos e sócio-políticos.

A rede LINA congrega 28 organizações, incluindo a Trienal de Arquitectura de Lisboa em representação de Portugal, e pretende apoiar talentos emergentes e mobilizar esforços e ideias com potencial de transformação do mundo num lugar mais sustentável e circular.

Em Portugal, a participação da Trienal de Arquitectura de Lisboa combina duas vertentes, o acolhimento anual de evento de um dos membros desta plataforma no pólo cultural do Palácio Sinel de Cordes, em Lisboa, e a selecção de emergentes para a criação de um ensaio e um podcast a partir de uma travessia até à capital portuguesa.

Nesta primeira abertura de candidaturas, LINA convida a participar num programa de arquitectura europeu que vai reunir os esforços do sector para abordar a crise ambiental e climática numa perspectiva de intercâmbio de visões e abordagens.

Podem candidatar-se, individual ou colectivamente, pessoas que operam na área da arquitectura, planeamento urbano, arquitectura paisagista, design, artes, curadoria, investigação e outras profissionais transdisciplinares com propostas ligadas aos desafios territoriais, espaciais, climáticos e sócio-políticos.

Como profissionais emergentes, a LINA considera quem tenha já criado trabalho independente não relacionado com a sua formação académica ou instituições associadas à arquitectura ou ao planeamento urbano, nos últimos dois anos, não tenha apresentado publicamente, ou publicado, a nível internacional esse trabalho independente ou ainda não tenha obtido reconhecimento do seu corpo de trabalho por parte da crítica e/ou em instituições ou editoras importantes e estabelecidas.

As candidaturas seleccionadas são convidadas a participar em um ou mais eventos do programa de arquitectura organizado pelas instituições membro da LINA entre Outubro de 2022 e Maio de 2023, como conferências, exposições, ensaios, workshops, entre outros formatos.

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Coporgest conclui Sottomayor Premium Apartments

Composto por 43 apartamentos, desde T1 a T3, com áreas que variam entre os 51 e os 198 m2, o empreendimento goza de uma das melhores localizações em Lisboa

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A Coporgest, empresa especializada no desenvolvimento de projetos imobiliários, acaba de concluir um novo empreendimento residencial no centro de Lisboa. Trata-se do Sottomayor Premium Apartments, um projeto que representou um investimento total de 27 milhões de euros, dirigido ao segmento alto do mercado imobiliário.

Composto por 43 apartamentos, desde T1 a T3, com áreas que variam entre os 51 e os 198 m2, o empreendimento goza de uma das melhores localizações em Lisboa. Atualmente, restam apenas três frações para venda, tendo as restantes sido vendidas por valores que variaram entre os 420 mil euros e 1,75 milhões de euros.

Situado a 500 metros do Marquês de Pombal e da Avenida da Liberdade, o edifício de linhas clássicas, foi adquirido pela Coporgest em estado de ruína. O interior foi totalmente renovado, preservando-se as fachadas e os elementos arquitectónicos de referência. A área bruta de construção é próxima dos 10 mil metros quadrados.

“O empreendimento oferece a vantagem única de permitir unir o melhor de dois mundos: o prazer de estar no centro de Lisboa, a uma curta distância de tudo aquilo que é importante e, simultaneamente, o privilégio de desfrutar da serenidade de uma zona tranquila”, refere Sérgio Ferreira, CEO da Coporgest.

Este é o segundo empreendimento residencial da Coporgest concluído nos últimos meses em Lisboa. Antes, a empresa tinha terminado a construção do Álvares Cabral Premium Apartments, um antigo edifício de escritórios reconvertido em 13 luxuosos apartamentos, onde investiu 21,6 milhões de euros. Desde a sua criação, em 2004, a promotora imobiliária liderada por Sérgio Ferreira já conta com mais de 20 projectos imobiliários desenvolvidos.

 

 

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Leiria com apoio do PRR para instalação de creches em projectos municipais

O município desenvolveu um ‘projeto-tipo’ para a resposta social de Creche, que foi disponibilizado às instituições que pretendessem candidatar-se com este modelo, estando disponível para outras entidades congéneres do concelh

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Um projeto de ‘creche-tipo’ criado pelo Município de Leiria vai ser implementado no concelho na sequência da aprovação de candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento total de 1,8 milhões de euros, que resultará na oferta de mais de 200 lugares.

O município desenvolveu um ‘projeto-tipo’ para a resposta social de Creche, que foi disponibilizado às instituições que pretendessem candidatar-se com este modelo, estando disponível para outras entidades congéneres do concelho, que desta forma beneficiam de uma redução dos custos relativos à elaboração dos projetos e ainda ganhos de tempo.

Foi o caso da Academia Cultural e Social da Maceira, do Centro Social Paroquial Paulo VI e da Associação de Desenvolvimento e Bem-Estar Social da Freguesia da Barreira.

Por outro lado, foi também contemplada a Fundação Santa Margarida do Arrabal, a Associação de Desenvolvimento Social da Loureira, esta última a quem o Município cedeu uma escola desativada para implementação desta resposta.

Ainda que o PRR financie os projetos a 100 por cento com base na estimativa inicial, o Município de Leiria, consciente do esforço financeiro que as Instituições irão ter para a realização destas obras, em virtude da escalada de preços, definiu critérios de apoio, através de deliberação de Câmara, de 22 de fevereiro de 2022, o que poderá envolver um investimento municipal global na ordem dos 600 mil euros.

Ana Valentim, Vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Leiria, considera que a criação destas creches assume grande importância no nosso concelho, onde se tem verificado um forte aumento de procura, resultante da atratividade de Leiria para jovens casais que escolheram este território para darem seguimento aos seus projetos de vida.

“O excelente nível de qualidade de vida e oferta de emprego são algumas das razões para esta crescente procura de Leiria, a que tentamos dar resposta com a criação de boas condições para as crianças, no sentido de fixarmos população e respondermos ao desafio demográfico que o nosso país enfrente”, acrescentou.

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