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Preço do metro quadrado dispara 26,3% e vendas de imóveis caem 20%

O 2º trimestre de 2022 trouxe um expressivo crescimento do preço por metro quadrado em Portugal. De acordo com a consultora Imovendo um T2 em Lisboa custa mais 10% que há um ano

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O aumento do custo do metro quadrado foi sentida especialmente no Porto, onde a subida foi mais abrupta de 26.3%, de 1.720€ para 2.172€, enquanto em Lisboa a subida foi de 8,5%, de 2.429€ para 2.635€, sublinha a consultora Imovendo.

A análise nacional aos custos do m2 no segundo trimestre aponta para que o crescimento do m2 elevou os preços dos imóveis, onde, por exemplo, na área metropolitana de Lisboa, um T2 usado está hoje 10% mais caro do que há um ano, ao passo que no grande Porto essa progressão foi de 15%.

Com efeito, o número de fogos vendidos no 2º trimestre em Portugal caiu 7%, passando de 13.476 para 12.586, quando comparado com o trimestre do ano anterior.

No que toca à venda de imóveis novos, a queda foi ainda maior, descendo de 4.834 para 3.862, registando-se assim, um recuo de 20%, face a igual período do ano anterior.

“A quebra de venda nos imóveis novos está relacionada com a desaceleração da construção nova, provocada, primeiro, pela escassez de materiais devido à pandemia e, segundo, devido à guerra na Ucrânia. O aumento significativo da inflação veio também aumentar, e muito, os custos de construção”, explica Nélio Leão, CEO da Imovendo.

No que toca à oferta no mercado, os números representam também um sector em quebra, pois no segundo trimestre de 2022, registou-se uma descida de 26% (de 63.356 para 47.171 fogos) face ao mesmo período de 2021 e 16% (de 56.472 para 47.171 fogos) quando comparado com o trimestre anterior.

Ainda na oferta, o preço dos imóveis por m2 está relativamente estável, havendo algumas variações entre Lisboa, onde se assistiu a uma quebra no preço por m2 de 4% para 5.648€, e no Porto, onde houve um aumento de 2% para 3.917€.

Em todas as outras zonas do país, sublinha a Imovendo, o preço por m2 continua a aumentar, tanto nos imóveis novos como nos usados.

“Isto pode estar relacionado com uma maior deslocalização das pessoas. Apesar do fim da pandemia, muita gente transitou definitivamente para um modelo de teletrabalho, o que permite mais liberdade no momento de escolher uma casa”, adianta o mesmo responsável.

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Norfin lança futuro Oriente Green Campus

O espaço, para onde anteriormente esteve pensado o projecto Multiusos Oriente, contará com uma área total de escritórios de 41,100 m2 e ainda 18,700 m2 de zonas exteriores

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A Norfin, uma das referências nacionais na gestão de investimentos imobiliários, em representação do Fundo Multiusos Oriente FEIIF, detido pelos Orion European Real Estate Funds, acaba de anunciar o início das obras para a construção do Oriente Green Campus. A construção deverá estar finalizada no decorrer do segundo semestre de 2023 e promete trazer “um novo impulso à zona norte do Parque das Nações”.

O futuro Oriente Green Campus, localizado em Moscavide, no espaço onde anteriormente esteve pensado o projecto Multiusos Oriente, contará com uma área total de escritórios de 41,100 m2 e ainda 18,700 m2 de zonas exteriores e servirá de extensão ao Parque das Nações estando dotado de várias alternativas de acessibilidade. Idealizado para estar na vanguarda da sustentabilidade, o edifício contará com variadas amenities, como um food court de uso exclusivo dos utilizadores, ginásio, auditório, extensas zonas verdes e estacionamento para veículos, incluindo bicicletas, bem como um sistema de ventilação natural que permitirá uma maior renovação do ar no interior e uma redução do consumo energético.

O projecto de arquitetura, desenvolvido em colaboração pelos reconhecidos ateliers de arquitectura Kohn Pedersen Fox Associates (KPF), com vasta presença internacional, tendo desenvolvido projectos para algumas das maiores empresas mundiais, incluindo alguns dos gigantes tecnológicos, e Saraiva + Associados, pretende proporcionar “uma experiência de trabalho inovadora e acolhedora”, o que se reflecte na incorporação de vastas zonas verdes, nas áreas amplas de iluminação natural, na qualidade dos equipamentos e acabamentos e, ainda, num rooftop único em Portugal.

Com uma área bruta total de construção de 41.000m2, o programa distribui-se por três pisos acima do solo, com floorplates únicos de até 14.000m2 por piso. O edifício contará com três entradas independentes o que lhe confere flexibilidade e conveniência.

O complexo estará habilitado a albergar mais de 3.500 funcionários, nas suas duas formas: como utilizadores individuais – em gabinetes – ou em open space, complementados pelas salas de reuniões formais ou zonas de encontro informais e de pausa. Incluem-se ainda o átrio principal, um food court, uma zona de ginásio, um auditório, um espaço para estacionamento de bicicletas e um delivery locker.

O Oriente Green Campus será, ainda, o primeiro edifício LEED Platinum do mercado da Grande Lisboa, garantindo assim o mais alto nível de certificação da construção sustentável, com grande foco na redução da pegada carbónica. Este será ainda dotado do selo WELL Gold, que visa nomeadamente a saúde, segurança e o bem-estar dos seus utilizadores. “O equilíbrio entre as práticas verdes e a tradição local estará também reflectido na fachada do edifício, que incorpora peças de azulejo, privilegiando a paleta de cores azul e branco, típicas da cidade de Lisboa”, reafirma a promotora.

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YARD Properties faz a estreia em Portugal

O primeiro projecto imobiliário, desenvolvido pela promotora chama-se “355 Outubro”, localiza-se em Lisboa e representa um investimento de 13,5 M€. Em carteira estão mais dois projectos residenciais “prime” que deverão ascender a 71 milhões de euros

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A YARD Properties é a nova empresa de promoção e investimento imobiliário, sedeada em Lisboa, do grupo israelita liderado por David Rabbi, empresário activo no mercado imobiliário em várias cidades e países do mundo.
É uma empresa que tem como objectivo “desenvolver projectos com impacto positivo”, com uma visão inovadora, que contribuam “positivamente para o sector e a nível social”, “respeitadores do meio ambiental”, refere a sua declaração de princípios.

A criação da empresa em Portugal traduz a confiança que o empresário israelita deposita no mercado imobiliário nacional e no seu potencial. O primeiro projecto localiza-se em Lisboa “355 Outubro”, e representa um investimento de 13,5 milhões de euros.


Para o seu fundador, mais do que uma nova empresa de promoção imobiliária a YARD properties pretende afirmar-se no mercado como uma marca forte associada a solidez e confiança, “atributos tão importantes neste sector”, sublinha, bem como à responsabilidade ambiental e social e à inovação. Na base de todas estes pilares estruturais estão as pessoas, proporcionando aos seus clientes “casas que satisfaçam os seus anseios de segurança, estabilidade e felicidade”. “Pretendemos desenvolver projectos imobiliários inovadores, pensados para as pessoas e que enquadrem todas estas vertentes constitutivas da YARD Properties”, sublinha David Rabbi.

O empresário sublinha que nestes últimos 40 anos não se assistiram em Portugal a saltos qualitativos em termos de processos construtivos e de materiais. Mas, agora estamos a assistir a uma verdadeira ‘revolução na construção’. A YARD Properties “quer associar-se a este movimento renovador”, subscreve.

“355 Outubro” com vendas a bom ritmo

O primeiro empreendimento da YARD Properties, no nº 355 da Avenida 05 de Outubro, na capital, tem já a estrutura concluída e a sua construção, a cargo da empresa Alves Ribeiro, deverá estar concluída em Fevereiro de 2023. O imóvel disponibiliza 18 luxuosos apartamentos, com 2 e 3 quartos, bem como um apartamento duplex de 5 quartos na cobertura do edifício. David Rabbi acredita que eles estarão totalmente vendidos por altura da conclusão das obras, dado o bom ritmo de vendas e pela procura a que tem assistido. Os compradores das frações vendidas são tanto estrangeiros, de diversas nacionalidades, como portugueses.

Para além do “355 Outubro”, a YARD Properties tem dois novos projectos residenciais em avaliação cujo montante global de investimento ascenderá a 71 milhões de euros. A sua divulgação acontecerá em breve.

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Sani/Ikos Group celebra novo acordo de parceria estratégica com a GIC

A transacção valoriza o Sani/Ikos Group em 2,3 mil milhões de euros e deverá ser concluída no quarto trimestre de 2022. Especialista em resorts balneares de luxo no Mediterrâneo afirma que Portugal será um dos países de aposta para a expansão nos próximos anos, nomeadamente no Algarve

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O Sani/Ikos Group (SIG), grupo especialista em resorts balneares de luxo no Mediterrâneo, e a GIC, empresa investidora institucional global, celebraram uma parceria estratégica na qual a GIC se vai tornar o principal accionista juntamente com a equipa de gestão do SIG. A transacção valoriza o Sani/Ikos Group em 2,3 mil milhões de euros e deverá ser concluída no quarto trimestre de 2022, sujeita à habitual aprovação regulamentar

Sob a liderança dos seus fundadores, Stavros Andreadis, Andreas Andreadis e Mathieu Guillemin, que continuam a ser accionistas significativos, o SIG cresceu do resort familiar Sani na Grécia para a operação de resorts de luxo liderada por proprietário que regista o crescimento mais rápido e maior sucesso no Mediterrâneo. Desde a sua criação em 2015, o SIG expandiu a sua base de activos e escalou por um factor de quatro com o apoio de investidores “blue-chip”, incluindo fundos geridos pela Oaktree Capital Management L.P., fundos geridos pela Goldman Sachs Asset Management, Moonstone, Florac e Hermes GPE, que venderão as suas participações à GIC como parte desta transacção.

Andreas Andreadis e Mathieu Guillemin vão continuar a gerir o SIG como CEOs e Co-Managing Partners, enquanto Stavros Andreadis se tornará presidente honorário do Grupo.

A força do negócio do SIG tem sido evidenciada pelo seu crescimento e resiliência, inclusive durante a Covid. Em 2022, as reservas nos resorts do SIG subiram 52% em comparação com 2021 e 57% em comparação com 2019. Tanto os conceitos Sani como Ikos estão a proporcionar uma satisfação excecional aos hóspedes em excelentes propriedades de resorts balneares. A Ikos combinou com sucesso, e de uma forma inovadora, o verdadeiro luxo com o poder do tudo incluído (all-inclusive), tal como ilustrado pelo ranking global #1 alcançado na categoria TripAdvisor’s Traveler’s Choice Best All-Inclusive durante cinco anos consecutivos até 2022.

A nova parceria com a GIC irá reforçar ainda mais os recursos à disposição do Grupo para concretizar o seu plano de investimento a cinco anos de mais de 900 milhões de euros, contribuindo para o apoio às economias locais e para a criação de novos empregos no Mediterrâneo. Neste contexto, Portugal assume-se como um dos países prioritários para a expansão do Grupo, tendo sido já anunciado os planos para abertura de um resort no Algarve entre 2023 e 2025. O Grupo assegurou quatro projectos adicionais (1578 quartos, suites e moradias) para a expansão da marca Ikos na Grécia (Corfu & Creta), Espanha (Mallorca) e Portugal (Algarve), e pretende continuar a desenvolver as marcas Sani Resort e Ikos Resorts na Grécia e no estrangeiro.

O SIG também ganhou reconhecimento entre a indústria pelo seu contínuo compromisso com a responsabilidade social e o futuro de turismo sustentável. O programa Sani Green, lançado em 2008, e Ikos Green, que começou no início da marca, desenvolveram-se ao longo dos anos num programa ESG integrado e galardoado que se concentra na obtenção de resultados ambientais, sociais e económicos positivos.

Morgan Stanley actuou como consultor financeiro e Kirkland & Ellis LLP atuou como consultor jurídico do Grupo Sani/Ikos nesta transacção.

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Mais de 10M€ foi quanto custaram duas penthouses do Promenade

As duas penthouses integram empreendimento desenvolvido pela promotora imobiliária AM|48 e foram vendidas a investidores estrangeiros. O empreendimento está concluído mas aguarda ainda a emissão da licença de utilização para entregar as casas

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O valor comercial dos dois imóveis supera os 10 milhões de euros, tendo as penthouses sido vendidas a investidores estrangeiros, que representam cerca de 80% dos compradores do Promenade, recentemente concluído na Avenida 24 de Julho.

No interior dos apartamentos de luxo, com uma área de 670 m2 e de 970 m2, respectivamente, as janelas amplas permitem usufruir da luminosidade da cidade de Lisboa e da vista panorâmica para a frente ribeirinha, onde a qualidade de vida surge naturalmente da proximidade com o Tejo.

Nas penthouses todos os detalhes e características reflectem requinte e exclusividade. Reúnem acabamentos e equipamentos de elevada qualidade que permitem uma experiência de conforto e modernidade, entre eles, o acesso directo e exclusivo à cobertura do edifício onde se encontra o terraço particular com piscina, os mármores e cozinhas Gaggenau, os pisos aquecidos, o sistema de domótica que torna estas casas inteligentes. Todos os quartos são suites e alguns incluem closet. A penthouse maior é composta por seis suites, mais uma pensada para servir o staff, sala de estar e jantar com cerca de 90m2 e o um terraço na cobertura com piscina exclusiva com cerca de 355m2.

Privilegiando o conceito de privacidade, estes apartamentos contam com a existência de boxes de estacionamento até seis carros, que, através de um elevador privado, permitem acesso directo desde a box até ao interior de cada uma das unidades. Para além dos lugares de parqueamento, este espaço dispõe de uma copa totalmente equipada, casa de banho e carregador de veículos eléctricos tornando-se o espaço ideal para algum conceito diferente: uma sala de estar, um salão de jogos ou outra qualquer utilização que se adapte à dinâmica familiar.

No total dos cinco pisos habitacionais o Promenade dispõe de 36 apartamentos e quatro penthouses, de tipologia T1 a T6. O empreendimento possui ainda um exclusivo SPA com ginásio e piscina interior, idealizado num estilo de arquitectura contemporânea.

Com o empreendimento concluído, apenas se aguarda a emissão da licença de utilização, requerida há mais de um ano, para que as casas possam ser entregues aos seus compradores.

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Predibisa comercialização novo empreendimento Natura

Com assinatura do gabinete VisioArq, o Natura estará numa área verde de aproximada 30 mil m2, cujo projecto paisagistico coube à PROAP

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O edifício Natura, o primeiro a ser construído no terreno da antiga fábrica Efanor, em Matosinhos, já se encontra em comercialização, que ficará a cargo da consultora portuense da Telhabel.

De arquitectura “sóbria e contemporânea”, com a assinatura do gabinete VisioArq, o Natura estará numa área verde de aproximada 30 mil m2, cujo projecto paisagistico coube à PROAP. Perto de restaurantes, cafés, parques infantis, escolas, colégios, universidades e duas estações de metro, o empreendimento preserva a privacidade dos moradores.

“Com 4 blocos comunicantes entre si, através dos pisos inferiores, a excelência dos espaços de tipologia T1 a T4, com varanda ou jardim privativo, está assegurada pela qualidade de construção e materiais utilizados para preservar o carácter próprio da arquitectura do edifício, que sustém a beleza de toda a envolvente natural e a ligação privilegiada, entre o interior e o exterior, através de extensos painéis de vidro, generosas varandas com vistas desafogadas e jardins privativos, que convidam a desfrutar do melhor que a vida tem para oferecer”, reforça Ana Jordão, responsável pela gestão do projecto na Predibisa.

Em suma, o design intemporal conciliado com os atributos estéticos dos acabamentos, reforça a vivência cosmopolita possível de alcançar no Edifício Natura, a poucos minutos do NorteShopping, da estação do metro e da linha de praia de Matosinhos.

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Estoril Vintage Hotel abre portas renovado

O projecto de design de interiores ficou a cargo de Graça Viterbo, que assegurou a manutenção da identidade arquitectónica e cultural do edifício. A gestão da unidade hoteleira cabe à Amazing Evolution

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Inserido numa casa de família secular, o Estoril Vintage Hotel abriu portas recentemente, depois de um período de soft opening.  Depois de passar pelas mãos de outros proprietários, o Estoril Vintage reabre agora como boutique hotel de charme, numa atmosfera requintada. O projecto de design de interiores ficou a cargo de Graça Viterbo, que assegurou a manutenção da identidade arquitectónica e cultural do edifício. A gestão da unidade hoteleira cabe à Amazing Evolution.

O palacete foi encomendado em 1917 por Alfredo da Silva, um empresário visionário, ligado ao desenvolvimento industrial de Portugal, e que dá nome à própria rua do hotel. Galardoado com o prémio de arquitectura Valmor em 1921, o projecto foi entregue ao premiado arquitecto e pintor Tertuliano Marques, que desenhou o edifício em estilo barroco.

O hotel disponibiliza 18 quartos, com áreas generosas e uma decoração de época estilizada e actualizada, diferente em cada um dos alojamentos, bem como inúmeros serviços: um spot exclusivo na praia das Moitas para todos os hóspedes, com serviço de bar, que funciona como uma extensão do hotel; motorista privado sob requisição; tours culturais por Lisboa, harmonizados com o tradicional fado; passeios pelas mágicas e encantadoras paisagens de Sintra; provas de vinhos nacionais; provas de azeites de produção própria do hotel; roteiros históricos e artísticos, entre outros.

O Estoril Vintage Hotel apresenta, ainda, um restaurante, aberto também ao público em geral, onde é possível desfrutar de experiências gastronómicas com paladares nacionais. O bar, com frescos originais, assinados pelo célebre pintor João Reis, parece desenhado para elevar a outro patamar o chá das cinco, um ritual diário oferecido a todos os hóspedes.

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Portefólio de propriedades portuguesas da GuestReady quadruplicou

O portefólio da empresa especialista na gestão de alugueres a curto e médio prazo cresceu e tem hoje quatro vezes mais propriedades do que no último ano pré-pandemia

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O alojamento local este Verão registou um crescimento significativo em Portugal com a GuestReady a registar 15 vezes mais reservas do que em igual período de 2019. O portefólio da empresa especialista na gestão de alugueres a curto e médio prazo também cresceu e hoje tem quatro vezes mais propriedades do que no último ano pré-pandemia.

“Este Verão foi definitivamente uma consolidação do regresso à normalidade,” afirma Rui Silva, managing director da GuestReady em Portugal e em Espanha. “Recebemos muitos hóspedes franceses, espanhóis e norte-americanos, mas também portugueses, que representaram 12% de todas as reservas feitas em Portugal” sublinha o responsável.

Este Verão, na cidade do Porto, a GuestReady recebeu principalmente hóspedes de Espanha (19%), de França (17%) e ainda inúmeros portugueses (10%). Já em Lisboa as propriedades abriram portas principalmente a norte-americanos (15%), que regressaram após 2 anos de grandes restrições, mas também a franceses (13%) e espanhóis (10%).

Este ano, durante os meses de Junho, Julho e Agosto a ocupação foi em média 15% superior ao Verão de 2019 e até atingiu números recorde: em Portugal a ocupação média ao longo do verão foi de 90%. A média de Portugal superou, aliás, a média global da GuestReady a nível global.

A GuestReady está presente em mais de trinta cidades, em dois continentes, a empresa viu este Verão o número de reservas quadruplicar a nível global, no mesmo período o número de unidades registadas cresceu para o dobro, por comparação ao ano de 2019. Em Agosto, a GuestReady atingiu a marca global das 18 mil reservas efectuadas, das quais mais de um terço tiveram lugar em Portugal, o que representa um crescimento de 12% na taxa de ocupação global por comparação ao mesmo período de 2019.

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Volkswagen Financial Services estaciona novo hub tecnológico na Lionesa

As instalações da empresa alemã ocupam um total de 1.100 metros quadrados e têm capacidade para receber cerca de 130 colaboradores

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A empresa alemã escolheu Lionesa Business Hub, em Leça do Balio para instalar o seu hub tecnológico.
As instalações da empresa alemã ocupam um total de 1.100 metros quadrados e têm capacidade para receber cerca de 130 colaboradores, num centro empresarial que acolhe 120 empresas, a maior parte multinacionais e do sector tecnológico. A operação foi mediada pela consultora CBRE.

“O Centro Empresarial Lionesa tem vindo a crescer e a criar cada vez mais e melhores condições para atrair e reter empresas internacionais no norte do país, como é agora o caso da Volkswagen Financial Services, que procurava uma morada para instalar o seu novo hub tecnológico. Com foco no futuro e nos novos modelos de trabalho, o centro empresarial soube adaptar o espaço do escritório, mas também toda a envolvente, ao manter um equilíbrio entre trabalho, cultura e bem-estar. Por outro lado, o projecto da Lionesa para duplicar o seu complexo até 2025 e a vontade de ali criar uma autêntica cidade empresarial foi igualmente importante na decisão da Volkswagen Financial Services, até porque a empresa pretende continuar a investir em Portugal”, explica André Almada, diretor de offices advisory & transaction services da CBRE Portugal.

A Volkswagen Financial Services está em Portugal desde 2011 e é a maior entidade no mercado de financiamento automóvel na Europa, assumindo a coordenação das actividades financeiras do grupo Volkswagen em todo o mundo. A empresa prevê contratar 150 novos colaboradores até ao final de 2024.

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Vanguard Properties e CUF projectam clínica de proximidade na Comporta

Esta nova unidade de saúde, que será construída no loteamento “Dunas”, ficará situada num espaço destinado à cultura, serviços, desporto, retalho e alimentação, e de acesso alargado a todos, prevendo-se a abertura entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024

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A Vanguard Properties e a CUF acabam de celebrar um Memorando de Entendimento (MoU) com vista à abertura de uma clínica de proximidade no projeto “Terras da Comporta”. A formalização da iniciativa decorreu esta quarta-feira, dia 21 de Setembro, com a assinatura do MoU entre José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties e Rui Diniz, CEO da CUF.

Esta nova unidade de saúde, que será construída no loteamento “Dunas” ficará estrategicamente situada num espaço do empreendimento destinado a cultura, serviços, desporto, retalho e alimentação, por forma a garantir uma acessibilidade alargada a todos os que necessitem de procurar cuidados de saúde.

Localizada próxima do Carvalhal, a clínica estará vocacionada para dar resposta às necessidades de saúde da população local e dos clientes do empreendimento, assegurando serviços de saúde de elevada qualidade, que caracterizam a prática clínica da CUF, contribuindo, deste modo, para o aumento da oferta de cuidados de saúde nesta região do País.

A oferta disponibilizada pela clínica – com consultas médicas, serviços de telemedicina, cuidados de enfermagem e análises clínicas – acompanhará a evolução das necessidades e do crescimento do empreendimento, prevendo-se a abertura entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024.

Alinhada com a estratégia de sustentabilidade que caracteriza o projeto “Terras da Comporta”, a clínica será implementada num edifício NZEB – net zero emission building – inteiramente construído em madeira, garantindo, também, o máximo conforto para clientes e profissionais de saúde.

Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, “o projecto ‘Terras da Comporta’ alicerça- se na sustentabilidade e, dentro desta, na melhoria da qualidade de vida. Com esta clínica, apoiamos as comunidades locais, garantindo que todos – residentes locais e dos empreendimentos, assim como turistas – tenham acesso a cuidados de saúde permanentes e de qualidade”.

Para Rui Diniz, presidente da Comissão Executiva da CUF, este projecto inserido na agenda de crescimento da marca na prestação de cuidados de saúde de qualidade em Portugal, “representa mais um passo na consolidação da rede CUF a nível nacional e o reforço da sua proximidade com as populações”.

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A década de maior disrupção nas cadeias de distribuição

A Cushman & Wakefield identificou seis tendências que irão marcar as redes de logística e impactar o mercado imobiliário. Portugal não foge à tendência

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Perante várias alterações significativas, sobretudo, com a pandemia, as cadeias de distribuição passaram por diversas mudanças, que provocaram perturbações nas dinâmicas da indústria, com os players a terem dificuldade em assegurar abastecimento, inventários e gerir as encomendas dos clientes.
Contudo, esta mudança trouxe também oportunidades de negócio, nomeadamente para os proprietários e investidores de imóveis industriais e logísticos. Como tal, a Cushman & Wakefield analisou a situação actual e potencial do sector, tendo identificado algumas tendências.

Ascensão do Onshoring
O comércio internacional continua a crescer em termos absolutos, mas a quantidade de mercadorias que circulam entre regiões continua a diminuir (28.1% em 2007 para 22.5% em 2017), enquanto o onshoring (prática de relocalização de processos empresariais para locais de baixo custo dentro das fronteiras nacionais) aumenta.
Como tal, espera-se um aumento da partilha das cadeias de distribuição em todas as regiões – o que está a criar mais oportunidades de crescimento em certos mercados e uma urgência contínua por edifícios industriais e logísticos.

Aumento dos custos de transporte de contentores
Actualmente, estima-se que os custos de transporte de contentores são quase cinco vezes superiores do que no cenário pré-pandémico. Embora o onshoring e o near- shoring (subcontratação, ou terceirização, de serviços específicos a partir de outro local, geralmente um país próximo, a um custo mais baixo) ajudem um número crescente de empresas a mitigar estes custos, para as que fazem envios para o estrangeiro, as projecções do aumento dos custos continuam a ser difíceis de calcular. Isto leva a uma forte procura de propriedades industriais que se localizem em espaços estratégicos, e como consequência os níveis de vacancy deste tipo de propriedades nunca esteve tão baixo o que provoca um aumento das rendas – que crescem ao dobro dos níveis de inflação. Como resultado, os imóveis portuários alternativos, menos congestionados, estão a tornar-se muito mais atractivos.
É incerto de que forma os promotores vão reagir a esta falta de produto e têm, até à data, se demonstrado conservadores na abordagem, principalmente devido às lições resultantes da crise financeiras de 2007. Na altura, vários projectos foram desenvolvidos numa base puramente especulativa e esses espaços demoraram vários anos até que fossem ocupados. Este facto não quer dizer que não existam promotores que construam numa base especulativa, mas antes que existe pouco apetite para fazê-lo. Em alternativa, vários promotores preferem operar numa base de “build to suit”, construindo à medida das necessidades de cada cliente – seja a nível de configuração do activo seja em relação à sua localização.

O comércio online não é equitativo
Uma das questões que é muitas vezes ignorada é que o e-commerce não é equitativo. Por exemplo, no Reino Unido, 96% da população afirma que fez uma compra online (fonte: Metapack), mas dessa potencial base de clientes, 70% do volume de encomendas é destinado a apenas 10% da população. Se os retalhistas precisam de efectivamente entregar as encomendas a esses 10% de clientes, os restantes 90% também esperam receber as suas encomendas de forma rápida e efectiva – mas é uma balança difícil de gerir.
O “Amazon Effect” mudou para sempre a forma como consumimos. Os clientes compram cada vez mais no digital e esperam uma entrega rápida – consequentemente as empresas têm de criar cadeias de distribuição que ofereçam este serviço de forma rentável, normalmente, através da aposta em unidades de logística de last-mile.
Isto leva a que os retalhistas tenham de compreender onde estão esses clientes e como fazem compras. Como resultado, as localizações de activos logísticos não têm o mesmo significado para cada operador, e cada ocupante. Torna-se portanto fundamental analisar, cuidadosamente, o uso de cada activo e quando é que este se torna um produto de investimento. Este facto é particularmente importante para operações de last-mile, onde nem todas as cidades e subúrbios serão igualmente impactados.

Novas alternativas de Gestão do Tempo
Por norma, é necessário implementar mecanismos de registo e recolha de encomendas mais perto dos consumidores para conseguir diminuir os prazos de entrega. Contudo, começam a destacar-se outras formas de abordar a gestão do tempo dentro da cadeia de distribuição tais como inteligência artificial, análise preditiva, automatização de armazéns e sistemas inteligentes de transporte – que não dependem, unicamente, da instalação de unidades de logística de last-mile (em que o custo é, por norma, mais elevado). Estas iniciativas têm por isso um impacto directo nos custos de abastecimento / stock dessas unidades – 10% a 12% do GVM (Gross Merchandise Value) – que é um número muito semelhante ao do comércio dito tradicional.
Os players estão a criar soluções a partir da tecnologia para reduzir custos, bem como a desenvolver uma sinergia crescente entre armazéns e lojas de retalho para dar resposta ao volume de pedidos através das lojas. Os armazéns de muitos locais de venda tradicional estão a ser utilizados como centros de operação – onde são tratadas e enviadas as encomendas directamente para o cliente, o que poupa tempo e dinheiro às cadeias de distribuição.

Maior preocupação com a redução das emissões de carbono
São cada vez mais os negócios que olham com especial atenção para as políticas ambientais praticadas nas cadeias de distribuição, nomeadamente para as práticas e ética dos seus fornecedores. O impacto das práticas anti-éticas pode ser significativo, e os consumidores e investidores estão a recompensar marcas e empresas que são vistas como amigas do ambiente.
Como tal, os gestores da cadeia de distribuição estão agora a ser incumbidos de reduzir as emissões de carbono para poder dar resposta aos objectivos do ESG. Uma vez que o transporte é o que mais contribui para as emissões de carbono – até 80% do total de emissões das empresas de produtos de consumo – as necessidades deste estão a ser reduzidas e o interesse por imóveis industriais e logísticos que demonstrem uma preocupação ambiental começa a aumentar. O preço pago por investidores por imóveis mais sustentáveis é notório – podendo chegar até mais 21% em activos considerados premium / core.

Automatização e oportunidade de trabalho à distância
Com as crescentes exigências dos consumidores e a redução do custo da automatização, a sua implementação é uma forte resposta à gestão dos custos crescentes da mão de obra, bem como à garantia da rapidez, precisão e eficiência necessárias para satisfazer os clientes e atingir crescimento.
Isto faz com que as ramificações do trabalho de armazém à distância em imóveis industriais possam ser substanciais, e, levar a uma menor necessidade de contratação de mão de obra, aumentar o espaço disponível para a logística de stocks e gestão de encomendas e, também, mudar a tipologia de imóvel necessário para as operações.

“O mercado de industrial e logística está a sofrer várias alterações, ainda provenientes da mudança de paradigma durante a pandemia e, também, devido ao impacto que a guerra da Ucrânia está a ter na cadeia de distribuição”, sublinha Sérgio Nunes, Head of Industrial, Logistics & Land da Cushman & Wakefield Portugal. O mesmo responsável reforça ainda que “as empresas e cadeias de distribuição estão à procura de soluções para responder a estes desafios.

E são vários os exemplos no mercado nacional. Sobre as alternativas para gestão de tempo e entregas eficientes, os CTT criaram cacifos que ajudam na recolha das encomendas dos clientes. Neste momento têm parceiros como a Decathlon, H&M, Springfield, etc. Esta ferramenta vem dar resposta às exigências dos compradores online em obter o produto de forma eficaz e prática.

Estão também a ser mais procurados pelos operadores logísticos, os armazéns de proximidade ou last mile para dar suporte aos grandes armazéns (big boxs). São estes armazéns que irão dar resposta às necessidades de entregas rápidas nas empresas e no consumidor final. As zonas de Loures, Sintra, Oeiras e Lisboa são bastante apetecíveis. No Porto, Maia e Matosinhos são as zonas claramente mais atractivas para as operações de logística urbana.

Sobre as preocupações ambientais, existem empresas a equacionar alterar a sua frota de carrinhas de entrega de combustão para veículos eléctricos de forma a reduzir as suas emissões de carbono para o nível zero. Por outro lado, temos investidores preocupados em verificar o estado dos edifícios industriais para conversão de forma a estar em conformidade com as normas ESG. “É uma fase desafiante mas que irá trazer grandes oportunidades ao mercado, na reabilitação de edifícios logísticos para naves modernas e mais eficientes, na procura de edifícios energeticamente sustentáveis de forma a conseguir conquistar novas contas ou operações logísticas dos seus clientes”, refere a consultora.

No diz respeito aos custos de transporte de contentores, assistimos mundialmente à criação por parte de algumas empresas da sua própria rede de contentores para reduzir esses mesmos custos.
A aposta neste sector é forte, a Medway do grupo MSC está a investir em novos terminais. É de salientar o caso do projecto de grande escala em Famalicão que dará resposta a esta tendência de crescimento da logística de transporte de mercadorias. Este novo terminal será um grande motor das exportações nacionais.
“Desta forma”, assume Cushman & Wakefield, “podemos concluir, que este sector tem vindo a sofrer inúmeras alterações na forma como actuava e por quem era procurado. No nosso entendimento, quem conseguir mais rapidamente se adaptar a estas transformações será quem mais rapidamente ganhará quota de mercado e as melhoras localizações”, conclui.

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