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Habitação em Portugal valorizou 21% no último ano

É um nível de valorização inédito em Portugal, desde a publicação do Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, que acompanha a dinâmica dos preços de transacção desde 2007

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Habitação em Portugal valorizou 21% no último ano

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Em reflexo dos expressivos aumentos mensais verificados ao longo deste ano, os preços de venda da habitação em Portugal (Continental) acumularam em Agosto um aumento homólogo de 21,1%. Um nível de valorização inédito no mercado nacional, no âmbito da actual série do Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, a qual acompanha a dinâmica dos preços de transacção desde 2007.

Desde o início do ano que os preços residenciais subiram mais de 1,0% por mês, alcançando por duas vezes, em Maio e Julho, variações mensais de 2,5%. Agosto consolidou a trajectória de forte valorização mensal, registando um aumento de 1,7% face a Julho.

Em termos nacionais, o anterior pico de valorização rondou os 17,5% e ocorreu imediatamente antes de surgir a pandemia. Apesar do primeiro ano pós-Covid ter sido marcado pelo abrandamento da valorização, desde Março de 2021 que os preços retomaram a tendência de intensificação nas subidas, a qual tem sido especialmente vincada ao longo de 2022.

Este comportamento esconde a heterogeneidade entre os mercados mais caros, liderados por Lisboa, e os mercados com níveis de preço mais baixo, como as periferias das Áreas Metropolitanas e outras segundas cidades do país. Ao passo que estes últimos mercados registam ritmos de valorização bastante mais fortes, os mercados com níveis de preços mais consolidados têm vindo a apresentar subidas mais contidas. É o caso de Lisboa, líder de preço a nível nacional e onde a valorização homóloga no 2º trimestre deste ano foi de 10,6%. Trata-se de um abrandamento face ao ritmo de subida de 13,5% verificado na capital no trimestre anterior, além de ser também um dos aumentos menos robustos, quer entre as capitais de distrito quer no contexto da respectiva região metropolitana.

Os preços médios de transacção no agregado do país reflectem bem a dinâmica de valorização. O preço médio de venda das casas em Portugal em Agosto, considerando um período acumulado de três meses, ascendeu a 2.025€/m2, mantendo-se no patamar superior aos 2.000€/m2 que tinha sido atingido no 4º trimestre de 2021, conforme os dados do SIR-Sistema de Informação Residencial.

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Remax Collection organiza conferência sobre o futuro do mercado

A conferência “Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui” irá realizar-se em formato presencial, no Hotel Vila Galé Collection, em Paço de Arcos, no dia 29 de Novembro, pelas 17 horas. Este é o primeiro de um conjunto de debates sobre o futuro do mercado imobiliário em Portugal

A Remax Collection, marca especializada nos empreendimentos de luxo, vai organizar, no dia 29 de Novembro, a conferência “Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”. Este será o primeiro de um conjunto de debates que tem como objectivo debater o futuro do mercado imobiliário em Portugal.

A realizar-se em formato presencial, no Hotel Vila Galé Collection, em Paço de Arcos, no dia 29 de Novembro, pelas 17 horas, contará com as intervenções de responsáveis do sector para explicar as dinâmicas deste importante e actual tema.

No evento haverá lugar a uma mesa-redonda na qual participarão Beatriz Rubio, ceo da Remax Collection, José Cardoso Botelho, ceo Vanguard Properties e Hugo Santos Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), onde serão debatidos, entre outros temas, as razões da atractividade do país no que respeita ao investimento internacional em imobiliário premium e os principais desafios futuros para este sector.

Segundo Beatriz Rubio, “o mercado imobiliário de luxo vive actualmente uma fase de grande dinamismo”, ainda assim, não sendo completamente imune às dificuldades geradas pela subida da inflação, das taxas de juro e do contexto actual de alguma incerteza, “esta iniciativa pretende debater sobre os desafios futuros do setor, através de uma partilha de ideias e de conhecimento.”

O evento é aberto a todos os interessados, mas de inscrição obrigatória.

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B. Prime coloca grupo logístico Carreras em complexo de 22 300 m2

A nave logística de 22.300 m2, localiza-se em Vila Nova da Rainha, na Azambuja, e está incorporada no complexo Arneiros II. O eixo Alverca-Azambuja é a principal zona prime logística e o destino preferencial das empresas de grande dimensão

A B. Prime colocou o Grupo Carreras numa nave logística de 22.300 m2, em Vila Nova da Rainha, Azambuja, incorporada no complexo Arneiros II e que esteve até há poucos meses ocupada pelo Grupo Sonae.

A B. Prime que tinha sido mandatada pela Norfin, para comercializar este espaço colocou o Grupo Carreras que procurava novas instalações que acolhessem o seu plano de expansão fruto de um forte incremento do seu volume de actividade.

Dispondo de um pé-direito útil de 10,8 metros, 34 cais de cargas/descargas, além de estacionamento para 272 viaturas ligeiras e 54 veículos pesados. Classificado com certificação energética A, este imóvel situa-se na Estrada Nacional 3, em Vila Nova da Rainha, concelho da Azambuja, e dispõe de excelentes acessos rodoviários.

O Complexo Arneiros II está situado a apenas 10km das autoestradas A1 (Lisboa – Porto) e A10 (Bucelas/Carregado/IC3), para além da ligação ferroviária, permitindo ligações de Norte a Sul do País.

O eixo Alverca-Azambuja é a principal zona prime logística do país e também o destino preferencial das empresas de grande dimensão, concentrando cerca de 900 mil m2 de área logística, o equivalente a 40% do mercado nacional.

Fundado em 1933, o grupo logístico desenvolveu a sua actividade ao longo dos anos, posicionando-se como um operador logístico de referência, especialmente, no sector de produtos de grande consumo. Esta empresa oferece serviços em todas as vertentes da cadeia de abastecimento: transporte nacional e internacional tanto em carga completa, como em armazenagem, distribuição, manipulação, co-packing e outros serviços de valor acrescentado, consultoria logística, frete aéreo e marítimo, gestão aduaneira e externalização comercial.

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Mondego CP prevê carteira de activos de 1MM€ até 2025

Com uma carteira de investimento em curso avaliada em 200 milhões de euros, a promotora imobiliária Mondego Capital Partners quer reforçar o investimento na região de Lisboa e Cascais, na mira da promotora estão grandes projectos, que compreendem centenas de unidades

Entraram em Portugal em 2018 com o objectivo de investir 150 milhões de euros na reabilitação urbana de Lisboa. Hoje, perto de quatro anos volvidos, o investimento realizado ronda dos 200 milhões de euros e o entusiasmo do grupo promotor pelo imobiliário da capital portuguesa está longe de esmorecer. Muito pelo contrário. Fonte da Mondego Capital Partners (Mondego CP) sublinha a intenção da promotora imobiliária ter, até Janeiro de 2025, um portfólio de um bilião de euros. De acordo com a mesma fonte, a promotora está a analisar “grandes desenvolvimentos de raiz, de centenas de unidades, localizados nas áreas metropolitanas de Lisboa e Cascais”.

Apesar de no futuro próximo a aposta da promotora imobiliária assentar na construção nova, até agora o centro da sua actividade, e dos seus investimentos, têm sido os projectos de reabilitação urbana concentrados, em especial, em Lisboa. O que vai ao encontro do lema do grupo “Impacto através da renovação”.

O reforça da actividade e investimento da Mondego CP, é justificado pela convicção que o crescimento do mercado imobiliário de Lisboa “está apenas no seu início”. O interesse que a cidade desperta, consubstanciado no aumento do número de expatriados que escolhem Lisboa para sua primeira ou segunda residência, é uma tendência que veio para ficar. Factores como a segurança, a qualidade de vida, o crescimento qualitativo da cidade e, claro, as condições criadas pelo regime fiscal e tributário criado pelo Governo está a atrair um número que cada vez maior de estrangeiros, de várias nacionalidades “muitos americanos, brasileiros, países do Médio Oriente e também europeus, e essa tendência continuará a aumentar nos próximos anos”, sublinha a mesma fonte.

Cerca de 75% do portfólio actual da Mondego CP no mercado está já vendido. Deste, 45% foi adquirido por estrangeiros, mas a maioria 55% foi adquirida por investidores de nacionalidade portuguesa. A promotora acredita que “até a conclusão da construção, vamos vender todas as unidades restantes”, o que confirma o “óptimo ritmo” do mercado.

Projectos em desenvolvimento

Dos cerca de oito projectos de reabilitação em curso na capital o South Chiado, localizado na Rua do Arsenal, é um dos mais avançado, com a sua conclusão apontada para o terceiro trimestre de 2023. O edifício é composto por 15 apartamentos e 2 townhouses. Dos apartamentos, apenas 1 de tipologia T3 ainda se encontra disponível. As townhouses estão ambas para venda. As nacionalidades mais activas na procura e aquisição de casa no South Chiado são brasileiros, norte-americanos, britânicos e turcos.

A reabilitação do edifício pombalino do século XVIII, localizado junto ao Tejo, representou um investimento de 18 milhões de euros e o projecto de arquitectura para a reabilitação do imóvel esteve a cargo da arquitecta Rita Sequeira. “As reabilitações em áreas nobres do centro da cidade representam mais dificuldades e um maior investimento”, sustenta fonte da Mondego CP. Mas também são aquelas que maior interesse desperta no mercado.

O projecto de reabilitação privilegiou a recuperação do traçado e do estilo pombalino do edificado ao mesmo tempo que apostou em detalhes requintados e interiores contemporâneos. Uma marca comum a todos os projectos residências da Mondego CP. Para além do South Chiado a promotora tem em desenvolvimento, e já em avançado estado de construção o projecto Sixgild, 18 unidades na Rua dos Douradores, o Ducado 39, na Avenida Duque de Loulé que disponibiliza outras 26 unidades. Ambos os projectos envolvem parte de reabilitação do edificado parte construção nova e deverão estar concluídos até ao terceiro trimestre de 2023. Também em curso e com conclusão prevista para o segundo trimestre de 2023 está o número 80 da Rua Coelho da Rocha.

Hotelaria também na agenda

Outros projectos em curso, ainda que numa fase de desenvolvimento mais inicial incluem um hotel boutique, com 55 quartos, que ficará localizado na Rua dos Fanqueiros. O investimento na reabilitação do edifício é da Mondego CP mas a intenção é entregar a gestão da unidade “a uma marca de primeira linha”. Na Rua da Madalena, a Mondego CP está a reabilitar um outro edifício um “projecto é excelente para fins de investimento com arrendamento de longa duração quando está localizado numa zona que se espera melhorar significativamente os seus preços nos próximos anos. Os apartamentos distribuem-se entre T2 e T4, incluindo vários espaços comerciais para venda no rés-do-chão, interiores espaçosos, terraços amplos, estacionamento e detalhes refinados”, pode ler-se no site da promotora.

Dois outros projectos residências, na Avenida 5 de Outubro e na Sidónio Pais, completam a lista de investimentos actuais da Mondego CP em Lisboa.

Fora da capital a Mondego está a concluir a reabilitação do número 303 da Álvares Cabral no Porto. Localizado entre a Rotunda da Boavista e a Praça da República, o novo empreendimento é o resultado da reabilitação do edifício histórico e a sua reconversão para residencial. O AC 303 estará concluído em Dezembro deste ano e todas as suas unidades estão já vendidas. Apesar da procura continuar em alta nesta cidade para já não estão previstos novos investimentos da Mondego CP no Porto. Uma opção que se prende com a decisão da promotora de se concentrar mais na zona de Lisboa, onde a oferta de “potenciais projectos imobiliários de grande dimensão” é mais atractiva.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Century 21 comercializa novo empreendimento no Porto

“Este empreendimento permite uma experiência de grande envolvimento com a história da cidade. O edifício tem uma entrada pela famosa Rua Dom Hugo, a escassos metros da Sé Catedral”, Pedro Almeida, responsável da agência Century 21 Grupo Aliados III e IV

Dom Hugo é o mais recente empreendimento promovido pela Imolote – Investimentos Imobiliários. Com um investimento de cinco milhões de euros, o projecto resulta da reconstrução de um edifício que se encontra devoluto, em ruína, depois de anos de abandono. A denominação Dom Hugo – é uma homenagem ao primeiro Bispo do Porto – e uma das ruas milenares do coração do centro histórico do Porto, junto à Catedral da Sé.

“Este projecto enquadra-se na estratégia da empresa, cuja missão é desenvolver produtos imobiliários exclusivos, sustentáveis, cujo posicionamento gere valor acrescentado à envolvente e em plena harmonia com o património urbano existente”, destaca Raquel Godinho, directora de Marketing da Imolote.

Com comercialização da Century 21 Portugal, o projecto de arquitectura é da autoria da OODA Architecture, as especialidades estão a cargo da A400. A empreitada, que deverá ter início em 2023, é da responsabilidade da Invenio Engenharia.

Dom Hugo é constituído por um piso térreo e mais quatro andares, num total de 16 apartamentos, de tipologias T0 a T1 Duplex, destinado ao segmento jovem. Conta, ainda, com um espaço comercial no rés do chão.

Do ponto de vista da arquitectura, houve a necessidade de fundir num mesmo espaço as várias épocas de intervenção pelas quais o edifício já passou. “Foi procurada a recuperação e estabilização do passado histórico do edifício, onde as várias épocas de intervenção – passadas e futuras – se afirmam e fundem de forma adequada”, refere Rodrigo Vilas-Boas, partner architect da OODA Architecture.

Franscisco Paiva Ribeiro, PCA da Invénio Engenharia, refere, ainda, que “esta é uma empreitada exigente, desafiadora e entusiasmante, quer pelo estado de conservação do edifício, quer pelo rigor construtivo necessário à sua execução”.

Já Pedro Almeida, responsável da agência Century 21 Grupo Aliados III e IV, destaca a localização como um factor diferenciador e que imprime valor ao projecto. “Este empreendimento permite uma experiência de grande envolvimento com a história da cidade. O edifício tem uma entrada pela famosa Rua Dom Hugo, a escassos metros da Sé Catedral, bem como uma entrada sobre a rua pedonal de acesso ao tabuleiro superior da Ponte D. Luís I. É realmente diferenciador”, reforça.

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Transacções nos escritórios continuam fortes apesar do aumento dos custos de financiamento

Em Portugal, investimento nos primeiros nove meses do ano somou 546 milhões de euros e mercado ocupacional já atingiu valor de absorção histórico

De acordo com o mais recente estudo da Savills, no terceiro trimestre de 2022, Bélgica, Irlanda, Itália e Espanha registaram volumes de transacções de espaços de escritórios cerca de 167%, 157%, 68% e 25% acima da média de cinco anos do terceiro trimestre, respectivamente. Este cenário vai contra a trajectória de “cautela” verificada devido ao aumento das taxas livre de risco, o que impactou as transacções de investimento nos mercados de escritórios europeus. O volume destas operações atingiu 19 mil milhões de euros no trimestre, registando uma queda de 28% em relação à média de cinco anos do terceiro trimestre, conclui a consultora imobiliária internacional.

As yields prime dos escritórios europeus aumentaram, em média, 40 bps desde o primeiro trimestre de 2022, o que representa um crescimento dos custos de financiamento, passando de 3% para 3,5% em Amesterdão, de 2,9% para 3,25% em Milão e de 2,6% para 3% na zona CBD de Paris.

“O mercado europeu de investimento está a sofrer sinais que são comuns a um período de descoberta de preços. A queda na angariação de fundos imobiliários, o aumento dos riscos de refinanciamento e as NDAs nas transações estão a tornar-se mais comuns, sem que nenhum comprador pretenda tornar público o pagamento da última yield com o valor mínimo recorde, sublinha Mike Barnes, Associate Director European Research da Savills. “As transacções de investimento estarão ainda em curso no quarto trimestre de 2022, embora o número de investidores esteja a diminuir, particularmente para activos value add, uma vez que os compradores procuram descontos maiores. Esperamos que este cenário se reflicta em preços com maior movimento de saída durante o 4º trimestre de 2022 e em vendedores motivados para regressar ao mercado no 1º trimestre de 2023”, refere o mesmo responsável.

“Os compradores americanos e singapurenses, juntamente com fundos soberanos do Médio Oriente e escritórios que representam um elevado património financeiro, estarão provavelmente entre os principais compradores internacionais na Europa durante os próximos seis a nove meses sendo que, provavelmente, beneficiarão de um euro relativamente fraco”, acrescenta Chris Gillum, Head of Offices, European Capital Markets da consultora. Contudo o especialista avança que “as negociações sobre os preços estão actualmente a demorar mais tempo, embora o número de vendedores forçados ainda seja limitado, à medida que os investidores tentam assegurar condições de dívida mais favoráveis ao refinanciamento”.

Em Portugal, o volume total de investimento no mercado de escritórios atingiu os 546 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, 14% abaixo da média dos períodos homólogos dos últimos cinco anos, mas mercado ocupacional prepara-se para bater um recorde histórico, acima dos 250.000 m2 mantendo a dinâmica do mercado.
A prime yield fixou-se nos 4,25%, um aumento de 25 bps que reflecte ajustamento perante o actual quadro económico-financeiro e em linha com o que está a suceder em todos os mercados europeus.

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Paulo Caiado reeleito para novo mandato à frente da APEMIP

No programa da lista eleitoral constam como pontos importantes de actuação o arranque do Portal CasaYes, a integração na APEMIP dos agentes e profissionais imobiliários sem associação que os represente e a criação de um Conselho Estratégico Internacional

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A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) realizou eleições para os seus corpos sociais para o triénio 2023-2025, tendo Paulo Caiado, sido reeleito para o novo mandato.

“Ter a generalidade dos associados interessados nos destinos da sua Associação”, foi o mote da lista única apresentada a sufrágio e que, segundo Paulo Caiado, “é o principal desafio da APEMIP, para os próximos três anos”.

A direcção executiva da associação presidida por Paulo Caiado, do Siimgroup, integra, ainda, Reinaldo Teixeira, da Garvetur, Patrícia Barão, da JLL, Domingos Silva, da Predial Parque, Ana Paula Marques da Goldentree e José Paraíso da Exitcasa, como vice-presidentes. Teresa Fernandes, da Europredial, é a vogal.

A Mesa da Assembleia Geral é presidida Por João Pessoa e Costa, da Preserotel, e o Conselho Fiscal por Eduardo Luís em representação da Futurama.

No programa da lista eleitoral constam como pontos importantes de actuação para os três próximos anos, o arranque do Portal CasaYes, uma plataforma de referência exclusiva para profissionais do sector; a integração nos seio da APEMIP dos agentes e profissionais imobiliários que, actualmente, estão sem associação que os represente, e a criação de um Conselho Estratégico Internacional, órgão consultivo cujo objectivo será a procura global de tendências, de práticas, de modelos relevantes ao progresso dos associados e do sector.

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Investimento imobiliário nas ARUs do Porto cresce 34% no 1º semestre do ano

O investimento imobiliário nas nove Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) do Porto ascendeu a 322,1 milhões de euros no 1º semestre de 2022, aumentando 34% face aos €240,9 milhões de euros transaccionados no semestre anterior. Em número de operações, o crescimento é de 33%, totalizando 1.140 transacções concretizadas

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O investimento imobiliário nas nove Áreas de Reabilitação Urbana (ARUs) do Porto ascendeu a 322,1 milhões de euros no 1º semestre de 2022, aumentando 34% face aos €240,9 milhões de euros transaccionados no semestre anterior. Em número de operações, o crescimento é de 33%, comparando-se as 1.140 transacções concretizadas nos primeiros seis meses do ano com as 850 do semestre anterior. Os dados resultam do SIR-Reabilitação Urbana, apurado pela Confidencial Imobiliário .

A aquisição de fogos residenciais concentrou a maioria deste investimento, gerando 53% do montante transaccionado, num total de 169,9 milhões de euros, seguindo-se a aquisição de prédios completos, que representaram 33% da actividade, num total de 107,2 milhões de euros. Os imóveis de retalho representaram outros 12%, num total de 37,1 milhões de euros, ficando os restantes 7,9 milhões de euros (2%) alocados à aquisição de imobiliário de serviços.

As ARUs da Baixa e Centro Histórico agregaram 44% do montante transaccionado no semestre, registando um investimento de 141,8 milhões de euros, mais 28% do que os 111,1 milhões de euros movimentados no semestre anterior. Este núcleo central soma 370 operações, o equivalente a 33% do total.

O investimento imobiliário aumentou de forma muito expressiva nas restantes ARUs, com excepção da Lapa, onde o montante investido apresentou uma quebra semestral de 11% para 37,9 milhões de euros. Esta ARU agrega 12% do investimento total, praticamente o mesmo que a ARU de Campanhã (13%), na qual o investimento imobiliário cresceu 32%, atingindo 42,7 milhões de euros.

Depois da Baixa e Centro Histórico, a Campanhã é o destino com maior volume de investimento. O crescente interesse dos investidores neste eixo oriental do Porto é também visível na dinâmica registada na ARU de Corujeira, a que registou maior crescimento, mais que duplicando o investimento atraído entre os dois semestres, passando de 3,9 milhões para 10,4 milhões de euros. A Corujeira (quota de 3%) aproxima-se, agora, da actividade nas ARUS de Lordelo do Ouro (quota de 4%) e Massarelos (quita de 5%), onde o investimento ascendeu a, respectivamente, 14,0 milhões e 16,8 milhões de euros. Em Lordelo do Ouro este volume representa um aumento semestral de 62% e em Massarelos de 42%.

Outra ARU com forte crescimento foi o Bonfim, onde o investimento ascendeu a 26,7 milhões de euros, duplicando face aos 13,1 milhões de 2021 e conferindo-lhe uma quota de quota de 8% no total. A ARU da Foz Velha atraiu 31,8 milhões de euros de investimento imobiliário, montante que representa 10% do total investido nas áreas de reabilitação urbana e que aumentou 82% face ao semestre anterior.

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Porto, Gaia, Matosinhos e Maia debatem habitação no arranque da X Semana da Reabilitação Urbana

A X Semana da Reabilitação Urbana do Porto arranca amanhã, 22 de novembro, e decorre até dia 24

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A X Semana da Reabilitação Urbana do Porto realiza-se de 22 a 24 de Novembro no Palácio da Bolsa e apresenta uma ampla programação que integra conferências, workshops e seminários. Ao todo são 12 sessões plenárias, a decorrer no Pátio da Nações, no Palácio da Bolsa, a que acrescem três seminários jurídicos e outras sessões paralelas, envolvendo mais de 100 oradores ao longo de três dias.

Entre os temas centrais da edição deste ano da Semana da Reabilitação Urbana do Porto destacam-se o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o acesso à habitação, a habitação multifamiliar para arrendamento ou built to rent, mas também dinâmicas de mercado tão importantes para a cidade, e para o país, como são o turismo e o investimento imobiliário.
No palco da Semana da Reabilitação Urbana do Porto estará também de forma transversal o tema da sustentabilidade e da energia com foco, nomeadamente, no desafio que representam os edifícios NZEB e no potencial da estratégia do Porto “Pacto do Porto para o Clima”. Incluem-se também vários temas da tecnologia, desde logo o potencial do BIM (Building Information Modeling), da construção modular e dos novos materiais.

A realidade e futuro da região do Grande Porto marcam igualmente a agenda do evento, que integra um debate sobre a Estratégia de Desenvolvimento Económico do Porto – Pulsar, reunindo Municípios, promotores, investidores numa reflexão ampla e aberto à cidade. Outro destaque na programação será a apresentação da intervenção de reabilitação e modernização do Mercado do Bolhão.

A actual edição marca o 10º aniversário da Semana da Reabilitação Urbana. Os eventos da Semana da Reabilitação Urbana mantêm a sua filosofia de acesso livre e gratuito (sujeito a registo), dirigindo-se a todos os stakeholders da cidade e da indústria do imobiliário.

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Habitação acima das expectativas com aumento de 1,3% dos preços e estabilização das vendas

São as conclusões de Outubro do Índice de Preços Residenciais, da Confidencial Imobiliário e do SIR. Apesar da conjuntura macroeconómica os preços das habitações mantêm a trajectória de valorização do último ano e meio e superam novo máximo histórico

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O Índice de Preços Residenciais mostra que os preços de venda das casas em Portugal (Continental) aumentaram 1,3% em Outubro face ao mês anterior, sustentando as variações mensais acima de 1,0%. Em termos homólogos, os preços apresentam um crescimento de 19,5% em Outubro deste ano. No acumulado dos dez meses de 2022, a habitação regista uma valorização de 16,4%.

Os preços médios apurados para as transacções concretizadas entre Agosto e Outubro confirmam este comportamento positivo da valorização, ao superarem um novo máximo histórico, posicionando-se em 2.131€/m2 em Portugal Continental, de acordo com os dados do SIR-Sistema de Informação Residencial.

“Os dados de Outubro mostram que a nova conjuntura macroeconómica não trouxe, à data, um arrefecimento dos preços, os quais prosseguem a trajectória de valorização do último ano e meio. Ao mesmo tempo, a antecipada travagem na procura também não se tem verificado, tal como sugerem também os dados do Banco de Portugal sobre a evolução do crédito à habitação, que recuperou o ritmo de contratação em Setembro, depois de quebras mensais nos meses de Verão”, refere Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

Em termos de procura, a Confidencial Imobiliário projecta a realização de 39,7 mil transacções de venda de habitação entre Agosto e Outubro deste ano. Tal volume fica apenas 1,6% abaixo do patamar dos três meses anteriores, quando se realizaram 40,4 mil negócios.

De acordo com o mesmo responsável, “o mercado está, assim, a superar as expectativas dos operadores que, nos últimos inquéritos de confiança Portuguese Housing Market Survey (PHMS), se mostravam menos optimistas quanto à evolução das vendas, prevendo quebras, e que antecipavam também alguma moderação no crescimento futuro dos preços”, sublinha.

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Frederico Pedro Nunes é o novo Chief Operating Officer da Bondstone

Com mais de 20 anos de experiência no mercado português do Real Estate, este responsável tem como missão continuar a trajectória de crescimento da empresa em território nacional

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Frederico Pedro Nunes assume funções de Chief Operating Officer (COO) na Bondstone – private equity especializada no desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários nos mais diversos segmentos, e cuja missão é captar investimento internacional para desenvolvimento das cidades portuguesas. Com três anos de existência, a Bondstone conta já com nove projectos em carteira, distribuídos entre Lisboa e Porto, e pretende chegar aos 12 projectos ao longo de 2023.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado português do Real Estate, Frederico Pedro Nunes vai contribuir para alavancar o portfolio de projectos em curso na Bondstone e reforçar o desenvolvimento de novos projectos que promovam as potencialidades das cidades nacionais.

“Tendo em conta a ambição, o potencial de crescimento e a relevância que a Bondstone já conquistou no mercado, tornou-se impossível recusar este convite”, afirma Frederico Pedro Nunes, COO da Bondstone. “Com a minha integração na equipa, espero não só maximizar financeiramente os projectos em curso, como também apoiar no desenvolvimento de novos projectos, em diferentes segmentos, que promovam a qualidade de vida e sustentabilidade das cidades onde se inserem os nossos projectos, através de um processo de estreita cooperação com as entidades públicas e privadas, mas também com a comunidade local”, acrescenta este responsável.

“A escolha do Frederico para assumir esta função na Bondstone foi natural”, refere Paulo Loureiro, CEO da Bondstone. “O seu know-how e experiência acumulada no mercado português do Real Estate foram determinantes para essa escolha e para os objectivos que traçámos para os próximos anos, entre eles, tornar a Bondstone num dos líderes de private equity para captar investimento internacional para implementar em território nacional”, reforça Paulo Loureiro.

Frederico Pedro Nunes é licenciado em Engenharia pelo Instituto Superior Técnico e, nos últimos 20 anos, desempenhou várias funções no mercado do Real Estate, nomeadamente, Head of Development no Grupo Novo Banco Real Estate e, anteriormente, Chief Development Officer no Vilamoura World.

A Bondstone, private equity especializada no desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários em Portugal, em diversos segmentos, integra na sua estrutura a Louvre Properties que desenvolveu, durante os últimos anos, diversos projectos residenciais de referência em Lisboa.

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