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    O novo relvado do Real Madrid é móvel e tem piso radiante

    A Rehau aplicou o sistema de climatização por chão radiante no relvado do novo estádio Santiago Bernabéu. Este é o primeiro relvado de futebol do mundo que é “amovível”

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    O ambicioso projecto de remodelação do estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, incorpora algumas soluções inovadoras para melhorar a experiência e o bem-estar dos atletas em campo, bem como, para aumentar exponencialmente a disponibilidade e a qualidade do campo de jogo.

    A REHAU colaborou na concepção da climatização do relvado, com a proposta para um relvado “amovível”, único no mundo, onde é possível remover o relvado para que não seja danificado e utilizar o estádio para concertos ou qualquer outro evento. Uma solução possível graças à divisão do rectângulo de jogo em seis módulo. O novo campo de jogo será retráctil, mantendo-se “escondido” e mantido em condições óptimas, permitindo a utilização do espaço por todo o tipo de eventos. A relva está contida numa espécie de estufa oculta a uma profundidade de 24 metros onde se mantêm as condições necessárias de temperatura e humidade, bem como com a irrigação e fertilização adequadas para a manter em óptimas condições, quando não está a ser utilizado.

    Sob o relvado foi ainda integrado um sistema modular de climatização radiante. A solução da Rehau, o RAUTHERM S PE-Xa, um tubo com a dimensão de 25×2.3 mm, assegura uma distribuição uniforme da temperatura em toda a superfície do campo.

    O aquecimento e arrefecimento radiante melhora o estado do relvado em todas as estações do ano. No Inverno contra as baixas temperaturas e possíveis ocorrências de geadas e no Verão protege contra as temperaturas elevadas habituais em Madrid, que podem secar e danificar seriamente a relva natural. Para além das vantagens práticas de se poderem realizar jogos e sessões de treinos durante todo o ano e de diminuir o risco de lesões para os jogadores, este sistema também é economicamente rentável já que a tecnologia avançada, associada a este sistema de climatização industrial radiante oferece um elevado grau de eficiência energética.

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    Adene assume co-presidência da European Energy Network

    Lisboa acolhe encontro da Europen Energy Network no dia em que Adene assume a co-presidência da rede das agências nacionais de energia da Europa

    A Adene é a anfitriã da EnR M75 Regular Meeting, a reunião semestral da European Energy Network (EnR), a rede voluntária comporta por 24 agências nacionais de energia da Europa. Neste encontro, a ADENE assume a copresidência da EnR para o segundo semestre de 2024, em parceria com as agências nacionais de energia de França (ADEME) e dos Países Baixos (RVO). Esta colaboração reforça o compromisso da ADENE em promover uma transição energética justa, inclusiva e sustentável em toda a Europa, que ficou patente durante quando a ADENE teve a presidência da EnR em 2022-23.

    O ponto alto da reunião de Lisboa é esta sexta-feira, 21 de Junho, com a realização do workshop “Using Behaviour Change Insights and Programmes to Accelerate the Just Energy Transition”, cuja discussão centrar-se-á nas abordagens inovadoras às alterações comportamentais em três temas chave: transição justa; flexibilidade na procura; aceitação pública de novas tecnologias.

    O workshop, aberto a convidados e ao público em geral, em formato presencial ou à distância, é dirigido a todos os profissionais das agências de energia e do sector da energia, assim como a decisores políticos, administração pública, cientistas sociais, e investigadores.

     

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    “O ano de 2024 vai ver, possivelmente, os números dos quadros do grupo no Brasil ultrapassar os de Portugal”

    A Tecnoplano está a crescer nas diferentes latitudes onde está presente, mas o Brasil destaca-se. Depois do sector aeroportuário, os sistemas de energia, produção e transmissão, aceleram o ritmo de crescimento deste mercado, sustentado também pela existência de recursos humanos qualificados para dar resposta aos novos desafios. Ao CONSTRUIR, Pedro Matos de Pinho, CEO da Tecnoplano, fala sobre os diferentes desafios, tecnológicos e humanos, que se colocam nesta fase de crescimento

    No final de Dezembro, a Tecnoplano fechou as contas de 2023 com um aumento de 25% na sua área core de consultoria e projectos de fiscalização. Para este ano a perspectiva é crescer, pelo menos 50%, em função dos projectos em Portugal, mas também no Brasil, mercado que se tem vindo a afirmar na actividade da empresa, quer pelo valor gerado quer pelo aporte técnico que presta a outras geografias onde o grupo português está presente. Ao CONSTRUIR, o CEO da Tecnoplano, Pedro Matos de Pinho sublinha que já este ano o número de quadros do grupo no Brasil devem ultrapassar os existentes em Portugal, “o que é compreensível dada a dimensão do mercado”, justifica.

    No início do ano anunciaram a criação de uma espécie de ‘Governo Sombra’. Como é que a experiência está a correr?

    A experiência tem sido extremamente positiva. O Conselho de Administração Sombra (CdA) trouxe uma diversidade de perspectivas e ideias que enriqueceram as nossas decisões estratégicas. Têm existido algumas reuniões que este jovem CdA convoca para abordarem o andamento dos trabalhos e retirar informações valiosas dos membros mais seniores das empresas. Têm como objectivo apresentar a proposta de Plano Estratégico do Grupo até Setembro para discussão interna. Ficaremos a aguardar.

    Este é um instrumento para tornar o grupo mais “atractivo” numa altura em que a mão de obra qualificada, nomeadamente engenheiros, é um sério problema ao desenvolvimento e crescimento do sector. Como vêem este problema e como o tem contornado?

    Certamente, a atractividade é um dos objectivos. O déficit de engenheiros é um desafio global, e estamos a abordá-lo através de iniciativas selectivas nas universidades promovendo estágios. Além disso, investimos fortemente na formação contínua dos nossos colaboradores, o que nos permite manter um quadro de profissionais altamente qualificados. Actualmente estamos a criar a “Academia Tecnoplano” com esse mesmo propósito.

     

    A digitalização está a mudar todo o sector AEC e a fazê-lo avançar a uma grande velocidade. Como é que o grupo dá resposta às novas tendências como o digital twin, a modelação 3D, o uso da Inteligência artificial, etc..?

    Tentamos estar na vanguarda da digitalização no sector AEC. Estamos num processo de implementação de um sistema de gestão centralizado para as diversas áreas da nossa operação. Até ao final do ano teremos um sistema que irá agregar toda a parte contabilística e administrativa, mas com um foco na comunicação à operação. Queremos que a informação seja fornecida directamente à operação, pois é ali onde o impacto tem efeito. Quanto às ferramentas técnicas, a nível de desenvolvimento de projectos já operamos nos diversos sectores em ambiente BIM há alguns anos. Demos início a esta transição em 2016. Nas áreas de project management e supervisão de obras, estamos numa melhoria e actualização de ferramentas contínua, criando cada vez mais processos de integração das actividades com um foco em decisões baseadas em dados “data-driven decision”. A experiência dos nossos técnicos é essencial, no entanto, o mundo mudou e cada vez mais os stakeholders querem decisões baseadas em dados concretos que sustentam a decisão, minimizando o erro e subsequentemente a litigância. Em relação a AI, temos assistido a um aumento de actualizações dos nossos softwares com apoio desta tecnologia. Caminhamos para uma versão positiva do ‘Admirável Mundo Novo’. A gestão e controlo das nossas actividades passará por uma metodologia de integração para uma gestão mais assertiva e eficiente das áreas de conhecimento que compõem uma determinada actividade com recurso a softwares em constante actualização. A título de exemplo, a integração do escopo com o planeamento e controlo de custo é uma abordagem ao alcance de qualquer fiscal de obra que detenha a ferramenta e formação adequada, agregando a IA permite um planeamento previsível e mais preciso.

     

    E de que forma toda esta transformação já é visível na carteira de obras da Tecnoplano?

    A transformação digital está claramente reflectida na nossa carteira de obras. Projectos como a implementação de sistemas BIM (Building Information Modeling) têm demonstrado uma redução significativa em custos e prazos. A digitalização não é apenas uma tendência, é a realidade dos nossos projectos actuais. A Industrialização da Construção tem levado as nossas equipas, quer de projecto, quer de supervisão, para o “chão da fábrica”.

    Crescimento acelerado no Brasil

    O mercado português ainda é o vosso principal mercado? Como vêem a sua evolução?

    Embora o mercado português continue a ser crucial para nós, temos expandido significativamente a nossa presença internacional. Vemos o mercado português a evoluir positivamente, especialmente com os investimentos provenientes do PRR e as mais recentes iniciativas do actual governo, que estão a impulsionar o sector da construção e engenharia.

    Já estamos no Brasil desde 2012, actualmente com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Araçatuba. Nos últimos 2 trimestres temos assistido a um crescimento acelerado na nossa actividade nesta geografia. O ano de 2024 vai ver possivelmente os números dos quadros do grupo no Brasil ultrapassar os de Portugal, o que é compreensível dada a sua dimensão.

    Deduzo que a operação esteja a correr bem. Em que projectos estão a participar? E como vêem a vossa presença neste mercado a médio prazo?

    A operação no Brasil tem sido um sucesso, especialmente nos estados em que estamos concentrados, como São Paulo e Rio de Janeiro. Temos conseguido fechar parcerias estratégicas e participar em projectos de grande escala que têm elevado a nossa reputação no mercado local. Estamos a participar em projectos de infraestruturas energéticas, solar – adquirimos recentemente uma empresa no sector solar e carregamentos eléctricos – e a consolidar a nossa actividade aeroportuária. A médio prazo, vemos a nossa presença crescer significativamente, consolidando-nos como uma referência no mercado.

    A evolução que falámos no início também é sentida neste mercado? Como é que abordam os seus desafios nesta latitude e num mercado com a dimensão do Brasil?

    Sim, sentimos a evolução também no Brasil. Abordamos os desafios através da regionalização das nossas operações e da adaptação às especificidades locais. O Brasil, com a sua vastidão e diversidade, exige uma abordagem personalizada e flexível, e é exactamente isso que temos implementado, cada estado é um país à nossa dimensão, razão pelo qual abordamos a entrada num estado quase como uma internacionalização.

    Sobre a empresa que adquiriram recentemente neste mercado, como é que está a decorrer essa operação?

    Na parte de sistemas de energia temos trabalhado, maioritariamente, projectos em sistemas de transmissão, linhas e subestações de muito alta tensão. Temos projectos relevantes, incluindo um que compreende 900 km de linhas de muito alta tensão. É um projecto grande, apoiamos o cliente ainda na fase de leilão, ganharam os principais lotes e agora estamos na fase de desenvolvimento do projecto.

    Hidrogénio, produção de biogás e valorização orgânica de resíduos são áreas onde já actuam. O que estão a fazer neste domínio?

    Não são áreas novas, especialmente no biogás, já trabalhamos no passado. Agora o que estamos a fazer de relevante é o maior projecto de biogás na Europa, que é na Suécia e que representa um investimento de 56 milhões de euros. Desenvolvemos todo o projecto e estamos agora a finalizar o projecto de execução.

     

    Área industrial com forte crescimento

    Como é que surgem esta novas actividades na empresa?

    Temos um departamento de projectos industriais, uma área onde ainda há poucas referências em Portugal. Com a transição energética sentimos que este é um mercado em crescimento, razão pela qual apostámos em fortalecer esta equipa, que tem estado a trabalhar em diversos projectos industriais, nomeadamente em unidades de biomassa.

    Qual é o peso que esta área industrial tem dentro da vossa carteira de clientes, de obras, neste momento?

    O peso não é significativo de momento. Eu julgo que deve andar à volta dos10%, mas a tendência vai ser crescer e crescer muito. As outras áreas estão consolidadas, temos mercado e reconhecimento no mercado, por isso a tendência é crescer, sobretudo na parte dos sistemas de energia. Olhando para o grupo e para os diferentes mercados onde estamos a nossa intenção é que cada área possa contribuir para o grupo em geral. Por exemplo, no Brasil afirmamo-nos no sector aeroportuário estamo-nos a consolidar na área de sistemas de energia e já estamos, a partir deste mercado, a apoiar a nossa actividade noutros mercados, por exemplo em Angola onde estamos com a construtora MCA no desenvolvimento do projecto solar que esta tem em curso no país.

    À parte da perspectiva de crescimento na área industrial, a área da construção e infraestruturas ainda é o forte na vossa actividade?

    Sim e onde temos um posicionamento relativamente equilibrado entre infraestruturas, obra pública, e obra privada, que actualmente e felizmente até é superior à componente pública.

    Isto é uma estratégia que procuram seguir?

    Sempre. Foi o que nos salvou em 2008. Continua a haver uma insensibilidade ou uma incapacidade do Governo em alinhar as estratégias políticas de investimento à capacidade da indústria.

    Com o PRR temos um vasto conjunto de obras públicas pelo menos para os próximos 15 anos. Será o suficiente para criar em Portugal um sector novamente forte?

    Temos aqui um pipeline grande que pode dar alguma estabilidade, o problema é a confiança que está instalada no mercado. É preciso investimento em prefabricação, em fábricas off site. É um contexto que, obviamente, gera oportunidades.

    Em que projectos têm estado a apostar a vossa presença?

    Estamos envolvidos em diversos projectos do PRR, focando-nos em infraestruturas de transporte e sustentabilidade energética. Estes projectos não só são essenciais para o desenvolvimento do país, como também reforçam a nossa posição no mercado, capacitando-nos igualmente para uma abordagem mais confiante noutras geografias.

    Como é que correu o ano de 2023 e qual a perspectiva para este ano?

    Fechámos o ano de 2023 com quase 9 milhões de facturação na área de consultoria e projectos de fiscalização, o que representou um aumento de 25% face a 2022 e começámos 2024 com uma carteira superior em cronograma. Definimos um objectivo de ter sensivelmente 13 milhões de euros, o que representa um aumento de 50%, para este ano. Sendo que temos já grande parte da carteira assegurada, agora é uma questão de capacidade de execução. Há três anos que começamos o ano com 80% do objectivo para o ano económico em carteira. O que nos dá uma estabilidade e permite-nos sermos mais selectivos dado a dificuldade em trazer novos recursos. Podemos ter crescimentos muito maiores, mas preferimos ter crescimentos curtos com contratos rentáveis e projectos com valor acrescentado para permitir atrair os melhores recursos.

     

     

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Maior projecto de ‘hibridização’ do país com luz verde para avançar

    O governo português deu luz verde ao projecto de construção do parque eólico do 274 MW da Iberdrola, integrado no Sistema Electroprodutor do Tâmega. A infraestrutura vai aproveitar o ponto de injecção na rede eléctrica já construído no complexo para aumentar a produção de energia limpa. As obras deverão arrancar no início de 2025

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    O novo parque eólico terá uma potência de 274 MW, o equivalente ao consumo de 128 mil habitações, e será construído nos distritos de Braga e Vila Real. Concebido para aproveitar o ponto de injecção na rede eléctrica já construído no Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET), este é o maior projecto de hibridização do país, sendo o primeiro a combinar energia eólica e hídrica.

    A empresa obteve o segundo e último parecer ambiental favorável para o projecto dos parques Eólicos Tâmega Norte e Tâmega Sul. Trata-se da denominada DCAPE (Decisão de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução). Este passo implica a aprovação pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao projecto de construção, cumprindo todas as condições e medidas incluídas na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável, recebida em Março de 2023 pela Iberdrola.

    Desta forma, a energética continua com o processo de instalação, sendo que o próximo passo consiste na solicitação da licença de produção à Direcção-Geral de Energia e Geologia de Portugal (DGEG). O objectivo da Iberdrola é obter todas as autorizações e começar as obras no início de 2025.

    A incorporação de energia eólica no Sistema Electroprodutor do Tâmega aumenta a sua contribuição de energia limpa, acessível e competitiva para o sistema eléctrico, garantindo o fornecimento da quantidade máxima de energia verde autorizada, originalmente, para cada projecto, durante o maior tempo possível.

    Ao contar com duas tecnologias que funcionam em alternância, reduz-se significativamente a dependência da variação das condições ambientais e das limitações pela possível falta de recursos como o vento, facilitando uma produção renovável mais estável e permitindo optimizar a infraestrutura eléctrica de transporte.

    As centrais de geração híbrida utilizam o mesmo ponto de conexão à rede e partilham infraestruturas, como a subestação que, neste caso, requererá a construção de uma ampliação, já prevista no projecto inicial, e a linha de evacuação da electricidade produzida.

    Além disso, localizam-se em terrenos já destinados à geração renovável e contam com caminhos e instalações comuns para a operação de ambas as tecnologias. Tudo isso resulta num impacto ambiental consideravelmente menor quando comparado com o impacto que teriam duas centrais independentes.

    O Sistema Electroprodutor do Tâmega é um dos maiores projectos hidroeléctricos da Europa nos últimos 25 anos. Com um investimento total de mais de 1.500 milhões de euros, é composto por três centrais: a Central Hidroeléctrica do Alto Tâmega, com uma capacidade instalada de 160 MW, a Central de Armazenamento por Bombagem de Gouvães (880 MW) e a Central de Daivões (118 MW), estas duas últimas em funcionamento desde 2022.

    As três centrais somam uma capacidade instalada de 1.158 MW, que representa um aumento de 6% da potência elétrica total instalada no país. Assim, o complexo tem a capacidade de produzir até 1.766 GWh por ano, suficiente para satisfazer as necessidades energéticas dos municípios vizinhos, bem como das cidades de Braga e Guimarães (440 mil habitações). Adicionalmente, esta infraestrutura renovável tem uma capacidade de armazenamento de 40 milhões de kWh, equivalente à energia consumida por 11 milhões de pessoas durante 24 horas nos seus lares.

    O SET permite eliminar a emissão de 1.2 milhões de toneladas de CO2 anuais e diversificar as fontes de produção, evitando a importação de mais de 160 mil toneladas de petróleo por ano. O impacto positivo para a região permite fomentar a actividade económica e o emprego através da criação de até 3.500 postos de trabalho directos e 10.000 indirectos ao longo da sua construção, 20% dos quais provenientes dos municípios vizinhos através de mais de 100 fornecedores, 75 deles portugueses.

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    Os investigadores Gonçalo Figueiredo, Rute Ferreira e Sandra Correia

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    Investigadores da Universidade de Aveiro desenvolvem vidro que …não é só um vidro!

    O projecto PLANETa desenvolveu o protótipo de uma janela em tamanho real que, além de gerar electricidade, funciona, também, como um sensor de temperatura óptico alimentado pelo sol ou por iluminação LED

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    À primeira vista parece um vulgar vidro de janela. Mas, na realidade, trata-se de um vidro revestido por uma fina camada de um material transparente que capta a luz solar invisível e a converte em radiação visível ideal para alimentar células fotovoltaicas.

    O projecto PLANETa foi desenvolvido na Universidade de Aveiro (UA), nos laboratórios do Departamento de Física e do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e coordenado pela investigadora Rute Ferreira, em colaboração com o Instituto de Telecomunicações (IT), o Instituto Superior Técnico (IST) e a empresa Lightenjin.

    Para o efeito foi desenvolvido um protótipo de uma janela em tamanho real que, além de gerar electricidade, funciona, também, como um sensor de temperatura óptico alimentado pelo sol ou por iluminação LED.

    “Esta janela inovadora pretende ser uma forma de integração de dispositivos de geração de energia a partir do Sol em edifícios já existentes ou em construção”, aponta Rute Ferreira. “Trata-se de um vidro revestido por uma fina camada de material transparente que capta a luz solar ultravioleta e a converte em radiação visível que é aprisionada no interior do vidro e guiada até às extremidades onde estão células fotovoltaicas escondidas na caixilharia. Estas pequenas células fotovoltaicas nas extremidades, conseguem gerar eletricidade suficiente para alimentar dispositivos de baixo consumo, como routers, sensores e dispositivos USB”, explica.

    O factor diferencial deste protótipo, sublinha Rute Ferreira, “é a sua capacidade de funcionar com iluminação solar e artificial, já que foram incluídos na caixilharia da janela sistemas de iluminação LED, que garantem uma operação contínua, mesmo em período de ausência de luz solar”.

    Além disso, aproveitando a sensibilidade do material do revestimento do vidro à temperatura, a janela transforma-se num dispositivo de dupla função: geração de energia e sensor de temperatura. “Tirando partido da configuração comercial de janelas duplas, podemos em simultâneo medir a temperatura interior e exterior”, diz a investigadora.

    A energia gerada alimenta, ainda, um sistema IoT [Internet of Things] capaz de monitorizar a temperatura e de disponibilizar esses valores numa plataforma online acessível ao utilizador.  “O objectivo final é integrar esses dados no sistema de automação residencial do edifício, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos sistemas de aquecimento e arrefecimento, promovendo uma maior eficiência energética”, descreve.

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    Inteligência artificial chega à gestão de parques solares

    Consórcio liderado pela Dstsolar criou uma solução para a gestão de parques solares que visa aumentar a produção e rentabilidade dos mesmos através de processos inteligentes, baseados em IA, de operação e manutenção  

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    O consórcio constituído pela Dstsolar, empresa do Dstgroup especializada na área da energia solar, pelo Instituto Electrónico Português, IEP, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, Inesc-tec, e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, INL, concluiu o projecto de inovação “SmartPV”, cujo principal objectivo foi o desenvolvimento de uma plataforma que permita optimizar a rentabilidade de centrais fotovoltaicas, através de processos inteligentes de operação e de manutenção, baseados em monitorização contínua.

    O SmartPV permite detectar problemas na exploração dos activos fotovoltaicos, evitando períodos longos de exploração abaixo do seu potencial. A utilização de algoritmos baseados em Inteligência Artificial permite optimizar os processos de operação, manutenção preventiva e assistência técnica, particularmente em centrais de grande porte.

    O objectivo do consórcio foi o de criar uma solução para a gestão de parques solares, com funções preditivas, antecipando a falha e contribuindo para uma manutenção pró-activa mais eficiente e eficaz.

    “O SmartPV representa um marco significativo no nosso percurso de inovação, contribuindo com soluções tecnologicamente avançadas para optimizar a eficiência e a rentabilidade de activos fotovoltaicos. A plataforma de gestão permite aumentar a eficiência das actividades de operação e a manutenção, bem como antecipar potenciais falhas. Esta solução potência uma gestão pro-activa dos parques solares, sendo uma ferramenta crucial num cenário de crescimento exponencial da energia solar”, afirma Raúl Cunha, director-geral da Dstsolar.

    O desenvolvimento de soluções avançadas para a operação e para a manutenção de activos fotovoltaicos, como o SmartPV, surge num contexto em que a produção de energia solar tem aumentado exponencialmente, com tendência para a construção de centrais fotovoltaicas cada vez maiores.

    O projecto deu origem à contratação de sete novos recursos humanos em investigação e desenvolvimento, quatro protótipos laboratoriais, dez acções de divulgação e quatro publicações científicas internacionais.

     

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    DIGITALBuilt o balcão único de apoio à transição digital do sector

    O pólo de inovação digital para o sector AEC, DIGITAL Built, arrancou oficialmente em Maio e pretende ser uma “one stop shop” de apoio às empresas do sector no seu percurso de transição digital. Formar, financiar e validar são alguns dos serviços que irá prestar

    Os pólos de inovação digital são consórcios que visam ser uma one-stop-shop, um balcão único, para as pequenas e médias empresas, facilitando-lhes uma porta de entrada no ecossistema de inovação, da digitalização, da automação e, por esta via, da sustentabilidade. A rede portuguesa de pólos de inovação digital é composta por 17 consórcios, dos quais três pertencem à rede europeia (European Digital Innovation Hub, EDIH), com a qual a iniciativa portuguesa está em linha. A medida é financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência, componente C16 – Empresas 4.0, que reúne os investimentos que visão reforçar a digitalização das empresas. Esta medida conta com uma dotação de 60 milhões de euros do PRR e tem como metas a criação de 16 pólos de inovação digital e prestar serviços a 4000 empresas até 2025.

    Sendo o esforço de digitalização transversal aos vários sectores da economia os diferentes pólos divergem nos sectores a apoiar. Para as empresas do sector AEC, Arquitectura, Engenharia e Construção, o “balcão único” dá pelo nome de DIGITALBuilt. Este consórcio integra o cluster AEC, via Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção (PTPC) que é a entidade líder de consórcio, e os clusters da Ferrovia (via Portuguese Railway Cluster Platform Association, ou Plataforma Ferroviária Portuguesa) e dos Recursos Minerais (Associação Cluster Portugal Mineral Resources). Aos três clusters juntam-se ainda as entidades prestadoras de “serviços”: o Itecons, a Associação Centro de Competências Ferroviário (CCF), StoneCITI, BUILT CoLAB, INESC TEC, FI Group e a FNWAY Consulting & Innovation. O pólo de inovação digital do sector AEC é um dos três pólos que integram, simultaneamente, a rede europeia EDIH.

    Testar antes de investir, validar, capacitar e financiar
    Em primeiro lugar importa desde logo salientar que o DIGITALBuilt, bem como qualquer um dos outros pólos de inovação digital, não têm como missão realizar actividades de inovação e desenvolvimento per si, antes ajudar o ecossistema nacional. “O objectivo é criar um hub que ajude as empresas no caminho da inovação, da sustentabilidade e eficiência, com incentivos financeiros muito significativos. Os verdadeiros actores são as entidades a quem compete prestar os serviços, cabendo aos clusters disseminar este hub entre o seu universo de empresas”, sublinhou Rita Moura, presidente da comissão executiva da PTPC, na recente apresentação pública do DIGITALBuilt.

    A ideia é “possibilitar a testagem e experimentação, facilitar a criação de ecossistemas e sinergias, facilitar e apoiar o financiamento, a formação e capacitação dos seus recursos e disponibilizar as infraestruturas para que as empresas possam criar competências digitais”, sintetizou.

    Os sete parceiros irão dividir entre si os serviços a prestar os quais estão agrupados em torno de cinco grandes áreas: “Capacitação e treino; diagnóstico de maturidade digital; serviços de incubação; apoio à procura de investimento; e ‘test before invest’”.

    “A capacitação e treino é uma das principais valências, para o sector AEC estamos a falar, por exemplo, da capacitação em BIM, programação aplicada à construção, Autocad, que continua a ser um desafio para muitas empresas, de gestão de projectos. O diagnóstico de maturidade digital, a ‘awereness’ que cada empresa terá das suas capacidades digitais é fundamental para saber para onde devem ir “, explicou João Moutinho, director do BUILT CoLAB. “A incubação será prestada sobretudo pelo parceiro INESC TEC, estamos a falar de mentoria para start-ups, laboratórios de co-criação. Financiamento, há um grande potencial na procura destes serviços e estudos financeiros e de mercado, de identificação de negócios, grande potencial na procura de serviços. E, por fim, o ‘test before invest’, porque é crucial testar antes de investir, e estamos a falar de montantes elevados e de investimentos que podem mudar o curso de uma empresa”, sublinhou o responsável do BUILT CoLAB, que é também um dos parceiros do consórcio DIGITALBuilt.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    António Carias de Sousa, presidente OERS e Gil Azevedo, diretor executivo Startup Lisboa

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    OE e StartUP Lisboa criam Hub de inovação

    A criação deste novo Hub, na sede da OERS visa a promoção de projectos nas diversas áreas da engenharia e o fomento da inovação e apoio ao empreendedorismo jovem

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    A Ordem dos Engenheiros – Região Sul (OERS) assinou um memorando de entendimento com a StartUp Lisboa, com o objectivo de desenvolver um conjunto de sinergias com vista à promoção de projectos inovadores, nas diversas áreas da engenharia, entre as quais a dinamização de um HUB de inovação, a nascer na sede da Região Sul, em Lisboa.

    Este novo HUB de Inovação vai possibilitar o desenvolvimento de sinergias com vista à promoção e incentivo de um ecossistema empreendedor, ao mesmo tempo que apoia o desenvolvimento e crescimento de novos projectos inovadores ligados aos diversos ramos de engenharia.

    “Este novo espaço tem como objectivo servir de plataforma para os membros da OERS desenvolverem projectos inovadores com uma forte componente de engenharia, facilitando a troca de conhecimentos e experiências, do mesmo modo que potencia o desenvolvimento de tecnologias de ponta que beneficiem a sociedade”, refere António Carias de Sousa, presidente da OERS.

    Acrescenta ainda que “estamos comprometidos em proporcionar aos nossos membros as ferramentas e o ambiente necessários para transformar ideias em realidade, contribuindo para o progresso da engenharia e da sociedade como um todo”.

    Para Gil Azevedo, director executivo da Unicorn Factory Lisboa, “uma das nossas prioridades é apoiar o empreendedorismo jovem, essencial para a expansão do ecossistema de inovação em Portugal”.

    O memorando de entendimento entre a OERS e a StartUp Lisboa foi assinado no passado dia 11 de maio, durante as celebrações do Dia Regional do Engenheiro, onde foram galardoados três engenheiros com o Prémio Inovação Jovem Engenheiro (PIJE).

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    Sector da engenharia debate ‘megaprojectos’

    A conferência ‘Megaprojetos – Liderança e Governance’ acontece nos dia 3 e 4 de Julho, no auditório da OERS, em Lisboa

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    tagsOERS

    A Ordem dos Engenheiros – Região Sul (OERS), promove, nos dia 3 e 4 de Julho, no auditório da OERS, em Lisboa, a conferência e formação complementar ‘Megaprojetos – Liderança e Governance’. Esta conferência, conduzida por Nuno Gil, professor da Universidade de Manchester, tem como objectivo “debater e aprofundar” a gestão de megaprojectos de infraestruturas como aeroportos, ferrovias ou centrais eléctricas e como “liderar” os mesmos por forma a garantir a sua legitimidade ao longo de todo o ciclo de vida.

    O evento contará com um painel de convidados do Reino Unido e de Portugal, com experiência no planeamento e execução de megaprojectos, nomeadamente Rita Moura, vice-presidente da OERS e directora de Inovação na Teixeira Duarte, Miguel Cruz, presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Mateus, vogal do Conselho de Administração da ANA Aeroportos de Portugal e José Moreira da Silva, sócio da SRS Legal.

    Face ao contexto actual, nomeadamente, a questão da construção de um novo aeroporto e da rede ferroviária, a gestão de megaprojectos ganha uma “relevância ímpar” e, desta forma, a OERS pretende continuar a promover o “entendimento e a inovação” na implementação de grandes infraestruturas.

    “Num contexto que se antevê de grandes projectos de infraestruturas em Portugal, com a tão aguardada decisão sobre a localização do novo Aeroporto de Lisboa em Alcochete, a Terceira Travessia do Tejo, as Linhas de Alta Velocidade, bem como investimentos em obras portuárias e na expansão das redes eléctricas para suportar o crescimento das renováveis, é crucial uma abordagem inovadora para a concretização de grandes projectos”, refere Rita Moura.

    A forma como estes projectos são geridos actualmente, de um modo meramente técnico-financeiro, não permite maximizar o seu valor para a sociedade e com um melhor desempenho do ponto de vista ambiental.

    “É necessária uma mudança disruptiva ao nível da Liderança e Governance de Megaprojetos, que se irá discutir com personalidades envolvidas no design operacional de grandes projetos europeus, como sejam o Crossrail, High Speed 2, entre outros”, acrescenta.

    O evento irá começar com uma conferência, onde será traçado um paralelismo com a realidade actual portuguesa e como os gestores portugueses de megaprojectos podem lidar com os desafios nos ecossistemas financeiros, sociais e ambientais com que se vão deparar nas próximas décadas, seguido de uma formação prática opcional, dividida em dois dias, orientada por especialistas internacionais como Dev Amratia, cofundador e CEO da nPLan, Dan Doron, vice-presidente e director-geral da Fab Construction na Intel Corporation, e Cuong Quang, director executivo e co-fundador da Octant AI.

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    Manuel Gameiro Silva e Catalin Lungu, presidente da REHVA

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    Professor da UC recebe Prémio de Excelência Profissional em Ciência da REHVA

    Júri justificou escolha com base no reconhecimento das suas “notáveis” realizações científicas e pelas suas “contribuições” para melhorar a eficiência energética e o ambiente interior dos edifícios

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    Manuel Gameiro da Silva, professor catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), recebeu o Prémio de Excelência Profissional em Ciência, da REHVA, em Instambul, sendo a primeira ve que este prémio internacional é entregue a um cientista português.

    Manuel Gameiro da Silva, também director da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) e coordenador da Iniciativa de Energia para a Sustentabilidade (EfS) da UC, foi proposto para o galardão pela Coordenação da Especialização da Ordem dos Engenheiros, a entidade que representa Portugal na REHVA.

    A REHVA, sediada em Bruxelas, é a Federação das Associações Europeias de Engenharia de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC), representando um universo de mais de 100 mil engenheiros europeus. Nos últimos 19 anos, o Prémio de Excelência Profissional em Ciência já reconheceu 28 cientistas. Anualmente, podem ser distinguidas até duas personalidades a nível europeu.

    O júri justificou a escolha do único premiado deste ano com base no reconhecimento das suas “notáveis” realizações científicas e pelas suas “contribuições” para melhorar a eficiência energética e o ambiente interior dos edifícios. O prémio foi entregue por Catalin Lungu, presidente da REHVA, durante a Assembleia Geral desta federação.

    O prémio foi entregue no âmbito da conferência Climamed 2024, uma organização conjunta das associações de engenharia de AVAC de Espanha, França, Itália, Portugal e Turquia e que decorreu também em Istambul a conferência Climamed 2024.

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    Banco de jardim construído com areia resultante da trituração de lâmpadas incandescentes recolhidas no âmbito do sub-projecto LED

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    Prospectiva integra Sub-Projecto LED em São Tomé e Princípe

    Sob a alçada do “Power Sector Recovery Project”, co-financiado pelo Banco Mundial e pelo Banco Europeu de Investimento, este novo sistema visa a reciclagem ou destruição controlada de lâmpadas fluorescentes, incandescentes, de halogénio

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    Contratada pela Agência Fiduciária de Administração de Projectos (AFAP) e pela Empresa de Água e Electricidade de São Tomé e Príncipe (EMAE), a Prospectiva, em consórcio com a TESE – Associação para o Desenvolvimento, será responsável pelo desenvolvimento, implementação e supervisão de um novo sistema de gestão de resíduos para lâmpadas usadas no País.

    Sob a alçada do “Power Sector Recovery Project”, co-financiado pelo Banco Mundial e pelo Banco Europeu de Investimento, este novo sistema visa a reciclagem ou destruição controlada de lâmpadas fluorescentes, incandescentes, de halogénio, entre outras, de São Tomé e Príncipe, e a sua substituição por cerca de 500 mil lâmpadas LED em casas particulares e em edifícios públicos.

    A implementação do sistema terá uma duração de 12 meses, com um investimento de 409.600€, e passará por diversas fases de estudo ambiental e social, de contratação e formação profissional, de sensibilização da população, de recolha e substituição das lâmpadas, e de armazenamento, transporte e reciclagem ou destruição das mesmas.

    A preservação ambiental e a prevenção da contaminação do ar e do solo com mercúrio, vidro, metais e outros componentes presentes em lâmpadas antigas são o principal objectivo para o desenvolvimento deste sistema, o qual terá capacidade de reciclar até três mil lâmpadas por dia.

    Ainda no âmbito desta acção, foi desenvolvido o sub-projecto LED, que visa uma utilização sustentável e a nível local dos resíduos das lâmpadas incandescentes recolhidas. Em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia, após a recolha, o tratamento e a trituração das lâmpadas, com a areia resultante foram construídos diversos bancos de jardim, actualmente já em uso pela população no seu dia a dia.

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