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“+ Concreta Interior Architecture Trends” nasce em 2023

A 31º Edição da Concreta regressa só em 2024, mas a organização anuncia a organização da + Concreta Interior Architecture Trends. O evento, especial e exclusivo para a área dos acabamentos para a arquitectura irá decorrer nos dias 23 e 24 de Novembro 2023, na Alfandega do Porto

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A 31º Edição da Concreta regressa só em 2024, mas a organização anuncia a organização da + Concreta Interior Architecture Trends. O evento, especial e exclusivo para a área dos acabamentos para a arquitectura irá decorrer nos dias 23 e 24 de Novembro 2023, na Alfandega do Porto

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A 31º Edição da Concreta regressa só em 2024, já que o certame irá manter o seu caracter bianual, mas a organização anuncia a organização da + Concreta Interior Architecture Trends.

“Um evento especial e exclusivo na área dos acabamentos para a arquitectura, que irá decorrer nos dias 23 e 24 de Novembro 2023, na Alfandega do Porto”, anuncia a directora de marketing da Exponor. O evento, voltado para a arquitectura e design, será palco das últimas tendências onde as empresas serão inspiração para o desenvolvimento do sector.

“Este é um formato inovador, destinado a fabricantes e marcas que trabalham o B2B. As empresas terão acesso a um projecto chave-na-mão. Todo o layout do espaço é definido pela equipa multidisciplinar da Concreta + e a montagem é da inteira responsabilidade da organização do evento”, refere Amélia Estêvão.

Local de partilha de conhecimento, experiências e inspirações com conferências e sessões técnicas a Feira é especialmente dedicada a empresas de arquitectura, aos segmentos de espaços de banho, cozinha, revestimentos e pavimentos.

“Enquanto a Concreta está direccionada para toda a fileira da construção, engenharia e design a + Concreta será um evento de nicho, com um formato mais pequeno direccionado para todos os segmentos que actuam mais na parte final da construção. Foi algo que sentimos falta na Concreta e por isso pensámos em algo mais direccionado num encontro mais B2B”, justifica a responsável da Exponor.

O evento inclui a realização de jantar networking com alguns expositores e uma selecção dos principais responsáveis dos gabinetes de arquitectura, “oferecendo um ambiente propício à negociação, com encontros menos formais e mais eficazes, durante os dois dias de evento”.

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Madeira: Taxa de contratualização e execução de projetos do PRR ronda os 30%

A Madeira tem assegurado cerca de 561 milhões de euros no âmbito do PRR, para a concretização dos projetos regionais, a que acrescem 136 milhões de euros de avisos nacionais a que as entidades regionais podem concorrer

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O secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, destacou no final da visita a várias obras que estão a ser realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o interesse demonstrado pela Comissão Nacional com a execução dos projetos regionais.

As declarações foram proferidas no final da visita de Rogério Gouveia e Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, a várias obras que estão a ser realizadas no âmbito daquele mecanismo de recuperação.

Na ocasião, o governante deu conta da satisfação pelo “reconhecimento do bom desenrolar dos projetos na Região”, fruto do empenho significativo e da aposta que tem vindo a ser feita na maximização e operacionalização destes projetos financiados pelos fundos comunitários, e garantiu que o objetivo da Região é a plenitude de aproveitamento destas verbas até 2026.

Para o responsável pela coordenação dos fundos comunitários, este reconhecimento reflete a aposta e o empenho que os diversos beneficiários têm colocado no desenvolvimento dos seus projetos, bem como o papel preponderante de acompanhamento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Regional, enquanto organismo intermédio do PRR.

Neste momento, reforçou Rogério Gouveia, entre os projetos executados, em fase de execução ou contratualizados, a taxa já ronda os 30%, “o que revela uma boa execução, uma vez que ainda estamos em 2022 e o prazo de execução destes projetos vai até 2026”, salientou, realçando que a Região e o Governo regional não vão esmorecer, nem perder a intensidade, perante estes bons resultados.

Sobre a visita de Pedro Dominguinhos à Madeira, o secretário regional não deixou de referir, também, a oportunidade de o Governo Regional poder contar com a experiência do desenvolvimento dos projetos a nível nacional.

A Madeira tem assegurado cerca de 561 milhões de euros no âmbito do PRR, para a concretização dos projetos regionais, a que acrescem 136 milhões de euros de avisos nacionais a que as entidades regionais podem concorrer.

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Reabilitação e redes de saneamento serão prioridade no Orçamento de Azeméis para 2023

Entre os principais projetos do Plano Plurianual de Investimentos para 2023 destaca-se assim a beneficiação e a ampliação da rede de saneamento (com mais de 3,8 milhões de euros), a construção do Parque Urbano de Oliveira de Azeméis (quase 3,5 milhões) ou a edificação do Fórum Municipal

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A Câmara de Oliveira de Azeméis será gerida em 2023 com 58,3 milhões de euros, depois daquele que a autarquia definiu esta quarta-feira como “o maior orçamento municipal de sempre” ter sido aprovado pelo PS com abstenção do PSD.

Para o referido concelho do distrito de Aveiro, isso representa mais 4,6 milhões de euros comparativamente a 2022, apesar de a taxação tributária aos cerca de 70.000 habitantes desse território de 163 quilómetros quadrados manter a isenção de derrama para empresas com volume de negócios inferior a 150.000 euros anuais e preservar a taxa legal mínima de 0,3% no Imposto Municipal sobre Imóveis.

“O documento aprovado garante um forte investimento com capitais próprios em áreas estratégicas para o futuro do concelho, como a educação, a expansão das redes de água e saneamento, a reabilitação urbana e o desenvolvimento económico”, declara o presidente da Câmara, Joaquim Jorge Ferreira.

O autarca socialista realça que o orçamento permitirá ainda “um aumento do investimento com capitais próprios para aproximadamente 22,2 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 1,5 milhões face à capacidade inicialmente estimada para 2022”.

Entre os principais projetos do Plano Plurianual de Investimentos para 2023 destaca-se assim a beneficiação e a ampliação da rede de saneamento (com mais de 3,8 milhões de euros), a construção do Parque Urbano de Oliveira de Azeméis (quase 3,5 milhões), a edificação do Fórum Municipal (com quase três milhões) e a criação da Estação Multimodal de Transportes, que abrange a reabilitação do Mercado Municipal (com valores próximos dos três milhões).

Segundo a autarquia, no restante o orçamento demonstra uma distribuição de verbas em que “as principais apostas são a educação (com 15,5 milhões de euros), o ordenamento do território (com 14,6 milhões), os serviços urbanos ambientais (com 3,1 milhões de euros), o apoio às famílias (com 2,3 milhões de euros), a cultura (com 2,1 milhões de euros) e ainda as juntas de freguesia (com dois milhões de euros)”. Nesse caso específico, as transferências municipais para as 12 juntas passaram de um total de 920.000 euros para 1,58 milhões.

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Socicorreia lança empresa para serviços ‘tailor made’

A Socicorreia Project é a nova empresa do grupo que irá disponibilizar soluções personalizadas e à medida de cada cliente nas áreas de arquitectura, decoração de interiores e equipamentos

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Para completar a aposta do grupo madeirense a Socicorreia Project irá colaborar com fornecedores portugueses e estrangeiros, nas diferentes áreas de interiores, facilitando, assim, o processo de mobilar os imóveis adquiridos, uma dificuldade para muitos proprietários que dão preferência a imóveis prontos a habitar.

“Com esta nova empresa, a Socicorreia passa a fornecer soluções ‘tailor made’, acompanhando o cliente em todo o processo de compra de habitação, desde a escolha do apartamento até à sua decoração”, explica Custódio Correia, presidente do grupo Socicorreia.

Com a Socicorreia Project, o proprietário receberá acompanhamento no momento de escolher e comprar mobiliário personalizado, de acordo com as suas exigências e tendências do mercado, na selecção de todos os equipamentos domésticos, e também em pormenores de decoração como a iluminação.

A Socicorreia Project complementa assim a oferta atual do grupo que engloba a construção, Socicorreia Engenharia, a promoção imobiliária, Socicorreia Investimentos Imobiliários, e o turismo, com a Socicorreia Turismo.

Ovalor dos empreendimentos concluídos pelo grupo ultrapassa os 250 milhões de euros tornando a Socicorreia uma das maiores promotoras imobiliárias da Madeira, tendo investido mais de 100 milhões de euros na ilha que alberga a sede do grupo em quase duas décadas de actividade. Actualmente, o grupo tem em curso 12 empreendimentos, que incluem 500 frações habitacionais e lojas comerciais em várias localizações.

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Mota-Engil selecciona Quadrante para a arquitectura e engenharias de estádio na Costa do Marfim

A Quadrante e a Mota-Engil estão a desenvolver o projecto de reabilitação e expansão do Stade Félix Houphouët-Boigny, em Abidjan, na Costa do Marfim, à semelhança do que se passou com o “Stade da la Paz” em Bouaké, também neste país da costa ocidental africana

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O projecto, desenvolvido de forma integrada e coordenada em BIM, contará com uma área de cerca de 27.000 m2 e capacidade para receber cerca de 30 mil espectadores. Está também prevista a reformulação e ampliação das áreas de apoio logístico, zona para atletas, campo de aquecimento, áreas dedicadas aos media e ao público, assim como, acessos e estacionamento com 150 lugares. Adicionalmente será também construído um edifício de escritórios que irá albergar a sede da Office National des Sports, ONS.

“Na Quadrante temos uma equipa de quase 300 arquitectos, engenheiros, especialistas nas áreas da sustentabilidade, BIM, controlo de custos, entre outros, que combinam sinergias para pensar o projecto de uma forma integrada. Acreditamos que esta metodologia permitiu criar uma solução de elevado valor para a Mota Engil, uma vez que todas as especialidades trabalharam em conjunto, optimizando soluções, desde a fase de concurso”, justifica Nuno Costa, CEO da Quadrante.

Relativamente ao projecto de reabilitação no novo estádio “a arquitectura inspirou-se nas referências e cultura locais para criar um ícone marcante e contemporâneo para a cidade de Abidjan. Procurámos tirar partido da estrutura metálica e de betão na materialização da nova cobertura e fachada, que assumem um papel de destaque”, refere Rui Santos, arquitecto da Quadrante responsável pelo projecto.

A parceria da Quadrante com a Mota-Engil remonta desde 2007, em vários projectos que incluem a construção e gestão de infraestruturas para as áreas de Engenharia e Construção, Ambiente e Serviços, Concessões de Transportes, Energia e Mineração, ou seja, em todas as áreas de negócio e nas várias geografias onde a Mota-Engil tem actividade.

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Engenharia

“Estamos a viver um período de fortes investimentos na ferrovia”

A afirmação de Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, em entrevista ao CONSTRUIR, consubstancia as previsões de crescimento da empresa este ano e do reforço da carteira de investimentos para 2023. Um crescimento sustentado pela aposta na Ferrovia a nível global

(na imagem: Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, e António Laranjo, presidente do conselho de administração da Infraestruturas de Portugal (IP), na cerimónia da assinatura da empreitada de electrificação do troço da Linha do Algarve, entre Faro e Vila Real de Santo António)

Depois do Uruguai, onde está a executar o Proyecto Ferrocarril Central, o Chile é o novo destino da Sacyr Neopul, a empresa ferroviária do universo Sacyr. Em entrevista ao CONSTRUIR, Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, fala sobre os drivers do crescimento da empresa que em Portugal está a executar, no âmbito do Ferrovia 2020, as empreitadas de Renovação das Linhas de Sines e Beira Alta e Electrificação da Linha do Algarve.

A sustentabilidade fez renascer a importância da aposta na Ferrovia. Podemos fazer esta leitura?

Sim, podemos claramente fazer essa leitura. A Ferrovia está a ganhar cada vez mais importância nacional e internacionalmente.

Enquanto especialistas neste tipo de infraestruturas, como avaliam o contexto actual a nível internacional?
Existe um claro reconhecimento da importância e sustentabilidade das infraestruturas ferroviárias por todo o mundo em detrimento de projectos rodoviários. Estamos a viver um período de fortes investimentos nesta área, seja através da construção de novas linhas, electrificação de infraestruturas existentes ou requalificação e renovação de linhas que, pela sua avançada idade ou limitações de utilização, necessitam de intervenção e investimento.

Esta é uma área que tem avançado muito em termos tecnológicos. Quais os principais desafios e questões actuais que obrigam a uma atenção e investimentos redobrados?
Ao nosso nível, claramente as questões ambientais e de segurança. Cada vez mais, são feitas exigências relativas à qualificação e formação dos nossos recursos humanos.
Também existem limitações em diversos mercados com a utilização de equipamentos a combustão, o que exige das empresas a realização de fortes investimentos em novos equipamentos eléctricos ou com baterias.

Neste momento estão presentes em que mercados e de que forma?
Para além de Portugal, estamos presentes, através de sucursais e filiais da empresa, em Espanha, Irlanda, Reino Unido, Brasil, Chile e Uruguai.

2023 será um ano de expansão da actividade

O Uruguai foi o último país do plano de expansão da empresa. Que mercados vêem com maior potencial e o que têm pensado no que à estratégia de expansão da empresa diz respeito?
Depois do Uruguai já iniciámos actividade também no Chile, com um contrato para o Metro de Santiago. Estamos bastante atentos aos mercados escandinavos.


Actualmente quais as principais obras em curso?
Temos actualmente em carteira uma diversidade grande de contratos que vão desde a construção e renovação de infraestruturas à manutenção de linhas existentes. Temos contratos de projectos de alta velocidade, metros de superfície, metros subterrâneos, linhas convencionais, em diversos regimes de contratação, como PPP, contratos públicos e prestações de serviços.
Como principais contratos temos a Renovação das Linhas de Sines e Beira Alta, Electrificação da Linha do Algarve, Metro superfície de Edimburgo, Metro Santiago.

A perto de mês e meio do fim de 2022, que balanço faz do fecho do ano e perspectivas para 2023?
Este ano esperamos crescer a nossa actividade cerca de 20%. As perspectivas para 2023 são bastante optimistas. Em Portugal será um ano de plena construção dos projectos do plano 2020 e do início dos que estão incluídos no novo pacote de investimento 2030.
Internacionalmente também esperamos uma forte consolidação da empresa em Espanha, com bastantes investimentos previstos para a área ferroviária, no Chile e também na Irlanda.

Como é que os constrangimentos, como sejam a falta de matérias-primas, o aumento dos seus preços e a falta de mão de obra condicionaram a vossa actividade e influenciaram os vossos resultados?
O impacto é enorme. Estamos a gerir o tema com os diferentes clientes face a uma realidade indubitável para todos.

A actividade da Sacyr Neopul decorre de forma paralela ao grupo onde se insere? De que forma é potenciada esta ligação?
Decorre em total sinergia com o grupo, com a utilização das estruturas e recursos existentes em cada país onde a presença da Sacyr é já uma realidade, ou potenciando em conjunto novos mercados estratégicos para o grupo.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Alterações na contratação pública em vigor a partir de 2 de Dezembro

No final desta semana entram em vigor as alterações recentemente efectuadas ao Código dos Contratos Públicos e às medidas especiais de contratação pública

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As referidas alterações foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 78/2022, de 7 de Novembro, o qual cria um novo regime de concepção-construção especial integrado no regime das medidas especiais de contratação pública, tendo em vista, segundo o legislador, possibilitar “a eliminação de dispêndios de tempo e recursos desnecessários”, sempre que a entidade adjudicante considere que “o mercado está em melhor posição de elaborar um projecto de execução de determinada obra (…).”

Das novas regras, que só serão aplicáveis aos procedimentos de formação de contratos públicos que se iniciem após o dia 2 de Dezembro de 2022 e aos contratos celebrados ao abrigo desses procedimentos, destaca-se ainda a extensão do prazo de aplicação das medidas especiais às matérias relativas à habitação e descentralização, às tecnologias de informação e conhecimento e aos sectores da saúde e do apoio social, até 31 de Dezembro de 2026.

O diploma que altera as medidas especiais de contratação pública e o Código dos Contratos Públicos foi publicado em Diário da República. As novas regras entram em vigor no próximo dia 2 de Dezembro e aplicam-se aos procedimentos de formação de contratos públicos iniciados após essa data e aos contratos celebrados ao abrigo dos mesmos.

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Fernando Guerra FG+SG

Arquitectura

A modularidade ou a inversão do processo criativo da arquitectura [c/ galerias de imagens]

A construção modular ganha protagonismo no trabalho desenvolvido pelo gabinete de arquitectura Summary, onde a forma e a função são não o fim, mas o princípio de tudo. Paradinha, Creches de Lisboa ou o Centro Desportivo de Aveiro são três exemplos da arquitectura despojada e pragmática deste atelier que ousou romper com o tradicional processo criativo do arquitecto

Os projectos desenvolvidos pelo gabinete Summary despertam a atenção pelo recurso à construção modelar. O atelier de arquitectura liderado por Samuel Gonçalves nasceu em 2015 num contexto de pós crise que cedo lhe influenciou a forma de estar e de trabalhar. “A prefabricação e o recurso a sistemas de construção modelar foi uma resposta concreta e eficaz à necessidade de simplificar e acelerar os processos construtivos e que se impôs no momento de criação do atelier”, sublinha Samuel Gonçalves.

Um dos primeiros sistemas construtivos trabalhados e desenvolvidos pelo Summary, e que resulta de um projecto de I&D empresarial, em parceria com a indústria, foi o Sistema Gomos, o qual tem por base um sistema modular em betão armado. É um sistema evolutivo em que cada um dos módulos (ou Gomos) sai de fábrica completamente pronto, incluindo todos os acabamentos interiores e exteriores, isolamentos, caixilharias, instalações de água e electricidade e até as peças de mobiliário fixas. A montagem do edifício in loco faz-se em poucos dias, simplesmente juntando estes módulos. Este é um dos sistemas utilizados pela equipa do Summary mas não é o único.

“Prefiro falar de sistemas de uma forma geral do que falar só de um tipo. Trabalhamos com vários sistemas construtivos com vários materiais e isso leva-nos a assumir diversas parcerias com empresas diferentes porque não temos produção própria e para produzir estes sistemas que vamos projectando precisamos desta rede parceiros”, argumenta Samuel Gonçalves.
E esta além de não ser uma escolha do tipo certou ou errado, por vezes também não é uma escolha do arquitecto. “Por vezes é uma exigência do projecto, ou do cliente ou das condicionantes existentes, a escolha do material nem sempre é uma escolha pessoal”.

Impõe limites à criação do arquitecto? “Diria que coloca um desafio acrescido, sendo certo que altera por completo a forma de pensar a arquitectura, disso não tenho dúvidas!”, sublinha Samuel Gonçalves. Pedimos que explicasse: “de forma muito simplificada, na arquitectura tradicional o que nós arquitectos fazemos é pensar no resultado final do edifício a projectar e só depois pensamos como é que esse edifício vai ser construído. Com a pré-fabricação este processo sofre uma inversão. Primeiro temos de perceber quais os módulos que temos disponíveis, as suas dimensões ou o tipo de encaixe e muitas vezes perceber quais as limitações logísticas associadas ao terreno onde vamos intervir e só depois é que podemos pensar no resultado final dos edifícios que vamos desenhar. Há esta inversão muito clara do processo criativo, mas eu não vejo isso como uma limitação”, considera Samuel Gonçalves.

11 habitáculos na floresta, Paradinha

O primeiro dos projectos que aqui trazemos é o projecto que se localiza na Paradinha, em Arouca e que mistura dois programas distintos, turismo e habitação. O projecto ficou classificado em 2º lugar do prémio de arquitectura Concreta Under 40.

O projecto contempla onze pequenos habitáculos, com quatro tipologias distintas que variam entre 28m2 e 58m2.
“Considerando a situação remota e a irregularidade da topografia do terreno, seria difícil (e extremamente dispendioso) formar estaleiro de obra para construção tradicional neste local. Assim, neste caso, o uso de estruturas pré-fabricadas não foi apenas uma escolha, mas antes a única opção eficiente para simplificar o processo de construção, dentro das referidas condições”, explica Samuel Gonçalves. “Num primeiro momento, o objectivo do cliente era distribuir vários quartos turísticos pelo terreno. Propusemos, em vez de quartos, pequenas casas, com as condições e equipamentos necessários para uma estadia permanente, de forma que algumas delas possam funcionar não como unidades turísticas, mas como habitações de longo termo. Este foi o conceito que apresentamos à Syntony Hotels, que foi rapidamente acolhido”, continua.

Assumiu-se este projecto como uma oportunidade para fazer novas experiências com o sistema pré-fabricado Gomos: em cada casa, todas as instalações técnicas (água, electricidade e climatização) estão concentradas num só módulo, sendo conduzidas para os restantes módulos externamente. Este procedimento foi repetido em toda a obra, acelerando os seus processos de produção e montagem.

A implantação destas unidades foi definida pelas condições naturais do terreno, reduzindo ao mínimo indispensável o seu impacto na topografia e na vegetação do local. Os antigos muros de suporte em xisto foram preservados, mantendo a configuração original do terreno, e todas as árvores foram mantidas – as casas foram cuidadosamente implantadas entre elas.


Edifício-bancada
Centro de treinos do estádio municipal de Aveiro

A versatilidade do uso da construção modular fica patente neste projecto localizado nas imediações do Estádio Municipal de Aveiro e que se constitui como uma estrutura de apoio à prática desportiva, treinos e jogos oficiais para os escalões jovens. O projecto é constituído por quatro campos de futebol, um edifício de apoio aos atletas, bancadas para o público, estacionamentos públicos e restantes equipamentos complementares.
“A solução funcional assenta na clareza dos percursos e na separação inequívoca entre as áreas de acesso do público e as áreas de acesso reservado. Optou-se por compactar o edifício de apoio e as duas bancadas numa única unidade, de forma a optimizar o tempo e o custo de construção, simplificar os percursos públicos e ocupar um menor espaço. Assim, as bancadas são simultaneamente cobertura deste edifício, que alberga todos os compartimentos exigidos pelo Programa.”
O edifício responde às variações altimétricas do terreno, colocado na transição de cotas entre campos este elemento funciona também como contenção do terreno.
A imagem geral do edifício e o seu sistema construtivo estão fortemente interrelacionados. A materialidade do edifício, especificamente o uso de betão na sua cor natural é, para além de uma opção estética também uma medida de poupança.
O recurso à cor é usado intencionalmente onde se pretende criar um forte efeito visual, em particular nas áreas de circulação e simbolicamente para identificar as áreas de acesso público.

4 creches modulares em Lisboa

As freguesias de São Domingos de Benfica, Parque das Nações e Beato receberam as primeiras creches modulares de Lisboa. O concurso lançado pela Câmara Municipal de Lisboa envolvia a concepção/construção para construir quatro creches modulares, num montante de 3 milhões de euros. A proposta vencedora foi construída pela FARICMAR (uma empresa especializada em pré-fabricados de betão) e o projecto de arquitectura foi assinado pelo estúdio Summary.
“Os edifícios propostos baseiam-se na sobreposição de peças em betão armado com secção em forma de “U”, unificadas por uma zona central de painéis simples e cobertas por peças com platibanda incorporada. O esquema funcional é muitíssimo simples: nos módulos em “U”, que compõem os espaços laterais/perimetrais dos edifícios, temos todos os compartimentos principais (salas de actividades, refeitórios, berçários, etc…); na zona central, temos todos acessos verticais e horizontais (corredores, escadas e elevadores)”, descreve.
Emboras os vários edifícios sejam implantados em locais diferentes, aplicou-se a mesma filosofia de implementação para as quatro creches, garantindo a tipificação das soluções técnicas, de forma a acelerar a produção dos módulos em fábrica e o processo de montagem in-situ.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Lisboa: Oitoo desenham complexo habitacional para Marvila

O júri considerou que, dos quatro trabalhos apresentados, a proposta vencedora destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano”. Refere, ainda, que a proposta demonstra “um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima onde se insere, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbano próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”

Ricardo Batista

O colectivo de arquitectura Oitoo foi o vencedor do concurso para um conjunto habitacional municipal na Avenida Carlos Pinhão, no Bairro do Armador, em Lisboa, uma iniciativa promovida pela Sociedade de Reabilitação de Lisboa Ocidental e apoiada tecnicamente pela Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos.

De acordo com o júri que avaliou as propostas – estavam quatro trabalhos na corrida final -, a resposta que os arquitectos desenharam para o programa destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano, e na sua articulação com o espaço público envolvente”. O desafio lançado pela SRU de Lisboa Oriente propunha responder, no limite sul do Bairro do Armador, nos terrenos da antiga Quinta do Armador, ao desafio de aumentar a oferta pública de habitação, naquele que é encarado como o motor para a reabilitação criativa dos espaços vazios da cidade: este é um novo fôlego no desenho da política de habitação, e de cidade, que a Câmara Municipal de Lisboa pretende implementar.

As bases do programa

Segundo a SRU, o perímetro urbano alvo de estudo situa-se numa área do vale de Chelas, Lisboa, que durante vários séculos foi escolhida como zona agrícola e de recreio, onde se foram instalando conventos de diferentes ordens religiosas, seguidos de quintas de recreio e, desde finais do século XIX, indústrias e bairros operários. A paisagem fortemente ruralizada que se prolongou até aos dias de hoje deve-se, em parte, à topografia acentuada do vale de Chelas. No entanto, no século XX, ocorreu uma ruptura com essa paisagem devido ao planeamento urbano, de SRU I Programa Habitação I Bairro do Armador I OR 04 – Av. Carlos Pinhão I Marvila 5/20 iniciativa estatal e municipal e que permitiu o alargamento e expansão da cidade para oriente. Para que esse planeamento fosse eficaz tornou-se necessária a aquisição das antigas quintas de Chelas, bem como a construção de infraestruturas viárias. A construção destas infraestruturas decorreu na década de 90, no entanto as acessibilidades à zona oriental foram melhoradas apenas com a Expo 98 e a expansão da linha de metro para zona oriental da cidade.

A proposta vencedora

O Júri considera que “a implantação proposta para os edifícios, configura um grande vazio central, uma praça arborizada, que oferece um espaço de estadia com vista sobre o vale e que surge em continuidade com os eixos visuais e percursos envolventes do bairro. Esta proposta demonstra um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima de onde se insere, dando continuidade aos percursos públicos, caminho e fluxos existentes, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbanos próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”.

Os arquitectos, que dividem a sua base de trabalho entre Lisboa e Porto, desenharam uma proposta que, de acordo com a avaliação feita, “é reveladora de elevada clareza e consistência formal, com particular valorização da articulação entre os vários usos previstos, nomeadamente ao nível dos acessos à praça e da implantação da creche que estabelece ma relação próxima com as áreas exteriores colectivas (Parque Urbano do vale da Montanha). A praça proposta crua uma centralidade necessária para o sentido de agregação e comunidade deste bairro. A avaliação da proposta destaca ainda a consistente racionalidade técnica e construtiva, evidenciando uma correcta e eficiente utilização dos materiais e explorando a utilização de algumas soluções construtivas assentes em pré-fabricação e modularidade, apesar de se considerar que os princípios da “Nova Bauhaus Europeia” não são muito materializados na proposta. Na resposta, o colectivo de arquitectos apresenta soluções de consistente racionalidade e eficiente utilização dos recursos disponíveis. No entanto, de acordo com o júri, ao nível dos sistemas técnicos são propostas soluções individualizadas de aquecimento e arrefecimento, considerando-se que sistemas centralizados colectivos, apesar de menos frequentes na construção em geral, devem ser privilegiados para estes projectos. Relativamente às tipologias, a proposta “revela elevada adequabilidade programática e funcional, trabalhando as tipologias habitacionais de forma a maximizar as respectivas áreas úteis, apresentando soluções diversas e adaptadas a vários modos de habitar”.

Na corrida

A proposta da autoria dos FORA Arquitectos, classificada em 2º lugar, evidencia-se pela “racionalidade e habilidade da solução proposta.” O Júri aponta ainda que “o estudo tipológico apresentado é relevante no sentido em que, enquadrado na crise habitacional actual, apresenta uma reflexão sobre a necessidade de repensar o modo como desenhamos uma unidade de habitação, adequada às novas formas de habitar”. A proposta classificada em 3º lugar, da autoria de Miguel Saraiva & Associados, é “reveladora de atenção às questões de durabilidade na utilização dos materiais e sistemas construtivos para a definição da solução construída”.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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“O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica”

A Quinta da Freixeira, em Loures, é o maior empreendimento do Grupo ADDSolid e que permite “elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro”. Mas, para 2023, a promotora prevê avançar com um conjunto de outros empreendimentos que totalizam mais 20 M€. Porto e Algarve estão igualmente nos planos da promotora

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, Tiago Cerdeira Pinto, COO da ADDSolid, falou do mercado, da tão adiada construção para a classe média e daquilo que atrai o Grupo a investir, onde o conceito de “cidade dos 15 minutos” está cada vez mais presente

Qual a estratégia de investimento do Grupo? De que forma é que se posicionam no mercado?

Investimos principalmente em promoção residencial para venda na área metropolitana de Lisboa e para o segmento médio/alto, onde temos atualmente oito empreendimentos em desenvolvimento, alguns em fase de licenciamento e outros em construção. O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica, afastado do modelo tradicional dirigido ao “mass market”, mesmo no segmento de preço médio, primando em simultâneo por garantir excelentes níveis de conforto e sustentabilidade. Paralelamente, possuímos e gerimos uma carteira de rendimento de imóveis de habitação e outros usos, como escritórios, ginásios e lojas, que se encontram arrendados.

Qual o volume de investimento que prevêem para os próximos anos?

Do pipeline que possuímos de cerca de 200 fogos, encontram-se actualmente 38 em construção e prevemos o arranque de empreitada de 46 unidades no próximo ano. O investimento previsto para o próximo ano é de 20 milhões de euros, com expectativa de incremento gradual nos anos seguintes.

Quais os próximos projectos a serem lançados?

Pretendemos iniciar no próximo ano a construção e comercialização de dois empreendimentos de construção nova, Castelo Branco Saraiva e Townhouses AAR, ambos localizados na Penha de França, em Lisboa, um empreendimento em São Domingos de Benfica, e um pequeno condomínio de 12 moradias inserido no loteamento Jardins de Santiago, em Setúbal. Todos estes empreendimentos são exclusivamente residenciais e pretendem alcançar um comprador de classe média.

Que leitura fazem da actual situação do mercado imobiliário?

O grau de incerteza é elevado por factores externos ao imobiliário do conhecimento comum, tanto políticos como económicos, particularmente a elevada inflação. Um agravar da crise causada por estes factores poderá contagiar o mercado imobiliário. De qualquer forma, o sector tem factualmente resistido, mantendo-se um enorme desequilíbrio entre a oferta e a procura, com a escassez de oferta a alavancar os preços.

No sector, mantém-se o caos burocrático do licenciamento urbanístico, principalmente no município de Lisboa, o que, com a manutenção da procura, contribui para a falta de oferta e subida dos preços. A promoção privada para a classe média portuguesa é uma equação sem solução enquanto os prazos de licenciamento não forem encurtados e a carga fiscal reduzida, particularmente o IVA a 23%. Temos exemplos de projectos inicialmente concebidos para a classe média com processos camarários iniciados há quatro anos e que até ao momento ainda não estão concluídos, tendo de suportar a compra do terreno, impostos sobre a aquisição e detenção do terreno, projectos, gestão, entre outros custos, sem qualquer retorno, o que irá obviamente repercutir-se no custo final dos fogos.

O projecto da Quinta da Freixeira dita um novo paradigma do que se pretende em termos de sustentabilidade. Serão assim os próximos projectos da ADDSolid?

A Quinta da Freixeira tem uma escala que permite elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro, procurando proporcionar aos seus residentes e trabalhadores um modo de vida de qualidade superior. Esta premissa traduz-se na certificação LiderA que procurámos e atingimos logo em fase de loteamento, que será seguida nos projectos de moradias e outros edifícios no local.

De qualquer forma, mesmo os projectos de menor escala privilegiam a sustentabilidade, que não é apenas ambiental, mas também económica e social. Por exemplo, o empreendimento Castelo Branco Saraiva, localizado na Penha de França e cuja construção será iniciada no próximo ano, visa responder à classe média jovem que procura uma primeira habitação num bairro calmo e tranquilo de Lisboa.

Procuramos sempre que os nossos projectos contribuam de forma positiva para a sociedade em que vivemos, construindo espaços que sejam não só uma melhoria significativa para as cidades e sociedades em que se inserem, mas também para o ambiente, contrariando os níveis de poluição e consumos energéticos crescentes.

Porto e Algarve nos planos

Os vossos projectos estão situados na AML. Que outras localizações consideram atractivas ou que factores podem ditar o vosso interesse?

Procuramos neste momento novas localizações para projectos residenciais, tanto de construção nova como de reabilitação, e alargar a área geográfica de actuação dentro da AML e para a Área Metropolitana do Porto e Algarve, zonas onde existe procura efectiva e escassez de oferta. Encontrarmos uma administração local eficiente, reduzindo o tempo de análise dos processos de licenciamento, será um factor fulcral na escolha de novos projectos. A Quinta da Freixeira, localizada em Loures, foi já resultado da expansão para outras áreas da região de Lisboa, onde submetemos a licenciamento um loteamento com cerca de 30.000 m2 na expectativa de maior eficiência dos serviços camarários.

No nosso entendimento, todos os projectos têm uma responsabilidade social muito importante, a de contribuir para a constante melhoria da nossa sociedade e das nossas cidades, e um empreendimento isolado por si só não é capaz de responder às necessidades multidisciplinares dos habitantes. Pode, no entanto, ser um catalisador de mudança e marcar o ritmo para que a cidade mude, surgindo por arrasto a multiplicidade programática que responde às várias necessidades de uma vida quotidiana equilibrada. Pesa assim na nossa escolha o enquadramento e potencial a médio/longo prazo da localização, privilegiando zonas não consolidadas ou negligenciadas nos municípios, carentes de um marco para se alavancarem e atraírem residentes. A proximidade à natureza ou a parques urbanos também são essenciais, assim como a acessibilidade a comércio, equipamentos e serviços, indo ao encontro do modelo de “cidade de 15 minutos”, onde a oferta programática de serviços, comércio e habitação permite responder localmente à maioria das necessidades do dia-a-dia.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Matterpieces by studio8 ou um pequeno (grande) passo para a sustentabilidade

Uma solução de revestimentos e pavimentos produzidos a partir de resíduos de demolições é a proposta da Matterpieces by studio8, a marca criada pelo jovem gabinete de arquitectura nasceu da necessidade de maior sustentabilidade, e circularidade, da fileira construção. A marca já é uma realidade, mas são necessárias mais parcerias com a indústria para que possa crescer. ABB e DST estão entre os potenciais interessados

A urgência climática colocou uma nova enfase na sustentabilidade e a construção, uma das actividades com maior impacto ambiental no planeta, é uma das principais visadas. O sector é responsável por cerca de 38% das emissões de Co2 libertadas no mundo, por 50% de todas as matérias-primas extraídas e os seus resíduos, resultantes das actividades de demolição e construção, representam quase 1/3 dos resíduos gerados pela União Europeia. Estes mesmos dados são recordados na brochura da Matterpieces, a marca de revestimentos e pavimentos criada pelo gabinete de arquitectura studio8. “A Matterpieces é, simultaneamente, um produto e um movimento para a construção e arquitectura circular”, explica Patrícia Gomes, arquitecta e co-fundadora, a par de Luís Lima deste estúdio de arquitectura.

“Mais de 90% dos resíduos de construção/demolição são inertes (entre eles tijolo, pedra, cimento, telha, azulejo, etc..) na falta de um destino melhor estes resíduos são direccionados para enchimento de aterros, reduzindo o potencial da construção circular”. A marca enquadrasse, assim, entre a nova geração de materiais de revestimento que têm como base resíduos. Propõe a reutilização de inertes, transformando-os numa matéria-prima estratégica para a arquitectura e design de interiores, incorporando-os novamente no ciclo de vidas dos edifícios.
Esta não é uma solução em si inovadora, mas o que distingue os seus criadores foi o passarem das palavras aos actos e contribuírem efectivamente com uma solução que concorre para o upcycling de materiais que, de outra forma, seriam descartados.

“Este é um trabalho árduo porque falamos de um tema que ainda está a dar pequenos passos em Portugal. Partiu de uma necessidade do nosso atelier de incorporar resíduos dos nossos projectos e das nossas obras e começámos, de uma forma manual e puramente experimental a encontrar novas soluções que depois usávamos nos nossos próprios projectos”, conta Patrícia Gomes.

A marca vai agora a meio do percurso entra a experimentação a uma operação de larga escala. “O primeiro passo foi a vontade de querermos ter mais impacto no mundo da construção, de sermos capazes de processar toneladas de resíduos e para isso precisamos de ter escala”, sublinha a arquitecta.

Onde há vontade há caminho e já este ano o studio8 foi um dos finalistas do Triggers, um programa que pretende estimular a geração de novas ideias de impacto ambiental e a sua transformação em soluções tecnicamente viáveis e financeiramente sustentáveis. A Matterpieces foi uma das três soluções inovadoras seleccionadas, passando a integrar a incubadora da Santa Casa da Misericórdia, Casa do Impacto. “Este foi de facto um trigger do crescimento da Matterpieces, permitiu-nos chegar a muitas empresas e assim estabelecer as primeiras parcerias num mundo que às vezes nos fecha muitas portas”, considera Patrícia.
Pelo caminho foram contactando com muitas empresas fechadas sobre si, com os seus ritmos e métodos de trabalho e ainda aliadas à urgência da mudança. Mas também encontraram quem já está a pensar mais à frente. “Aliámo-nos a empresas de gestão de resíduos e demolições e que já estão a pensar no futuro destes resíduos a que têm que dar vazão, cumprindo regras e legislação, cada vez mais rígidas, de aproveitamento de resíduos”, sublinha a co-fundadora da Matterpieces.

As parcerias com a indústria
“Tudo o que é resíduo inerte é misturado em obra e ninguém sabe muito bem o que vai fazer com aquilo. Aqui o primeiro passo foi arranjar uma parceria com uma empresa de gestão de resíduos, que já faz demolição, para conseguirmos controlar internamente a forma como a demolição é feita e separarmos os resíduos na demolição para depois ser mais fácil tratá-los e incorporar novos materiais”, refere Patrícia Gomes.

Ambigroup, Costa Almeida Demolições são algumas das entidades parceiras do Matterpieces by studio8 e que imprimiram uma nova dinâmica e dimensão à operação. Outras parcerias estão em vista já que a marca chamou a atenção de grupos como a dst ou ABB. “Temos falado com outras grandes empresas por forma a incluí-las neste projecto, em especial na vertente da demolição e do processamento e trituração dos resíduos”.

Já firmada está a parceria com a RMC – Produtores de Mármore Compacto, com quem a marca tem estado a trabalhar para desenvolver os produtos que hoje já disponibiliza. “Temos uma gama de produtos de revestimento, pavimentos, com vários tipos de acabamento e que têm características semelhantes ao material cerâmico”, especifica a arquitecta.
Os primeiros blocos já foram produzidos para satisfazer as encomendas que, entretanto, vão chegando. “Ainda não temos grandes stocks, para isso é preciso tempo, parceiros e algum financiamento. Neste momento, trabalhamos por encomendas o que funciona porque estes tipos de materiais são pensados numa fase inicial do projecto de arquitectura para serem aplicados numa fase já final do projecto. Mas a nossa intenção é crescer”, sublinha Patrícia Gomes.

Em catálogo
Através de técnicas digitais e manuais são combinadas com design contemporâneo para obter texturas esteticamente atraente para pavimentos, revestimentos de paredes, móveis e bancadas de cozinha ou espaços de banho. Actualmente, a marca trabalha de duas formas. A primeira permite ao comprador utilizar os seus próprios resíduos de demolição para criar peças que melhor se adequam ao seu projecto de reabilitação. A segunda, mais comum, é disponibilizar o catálogo da marca que coloca actualmente mais de uma dezena de texturas diferentes.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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