Edição digital
Assine já
Imobiliário

Century 21 comercializa novo empreendimento no Porto

“Este empreendimento permite uma experiência de grande envolvimento com a história da cidade. O edifício tem uma entrada pela famosa Rua Dom Hugo, a escassos metros da Sé Catedral”, Pedro Almeida, responsável da agência Century 21 Grupo Aliados III e IV

CONSTRUIR
Imobiliário

Century 21 comercializa novo empreendimento no Porto

“Este empreendimento permite uma experiência de grande envolvimento com a história da cidade. O edifício tem uma entrada pela famosa Rua Dom Hugo, a escassos metros da Sé Catedral”, Pedro Almeida, responsável da agência Century 21 Grupo Aliados III e IV

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Venda de carteiras de crédito malparado em Portugal deverá cair mais de 40% para 1.7MM€
Imobiliário
Mota-Engil selecciona quadrante para a arquitectura e engenharias de estádio na Costa do Marfim
Construção
Preços na baixa e centro histórico do Porto descem 6,4% no 1º trimestre do ano
Imobiliário
Duarte Pacheco 26 com taxa de ocupação nos 100%
Imobiliário
Weber lança serviço ‘Weberfloor Pump’ para aplicação de pavimentos
Empresas
“Estamos a viver um período de fortes investimentos na ferrovia”
Engenharia
Investimento de 1,4 M€ na renovação da Ponte da Sermenha
Engenharia
FLEXOTERM®
Crescimento sustentado do financiamento especializado até Setembro
Imobiliário
Daikin lança novo sistema de recuperação de calor VRV
Empresas

Dom Hugo é o mais recente empreendimento promovido pela Imolote – Investimentos Imobiliários. Com um investimento de cinco milhões de euros, o projecto resulta da reconstrução de um edifício que se encontra devoluto, em ruína, depois de anos de abandono. A denominação Dom Hugo – é uma homenagem ao primeiro Bispo do Porto – e uma das ruas milenares do coração do centro histórico do Porto, junto à Catedral da Sé.

“Este projecto enquadra-se na estratégia da empresa, cuja missão é desenvolver produtos imobiliários exclusivos, sustentáveis, cujo posicionamento gere valor acrescentado à envolvente e em plena harmonia com o património urbano existente”, destaca Raquel Godinho, directora de Marketing da Imolote.

Com comercialização da Century 21 Portugal, o projecto de arquitectura é da autoria da OODA Architecture, as especialidades estão a cargo da A400. A empreitada, que deverá ter início em 2023, é da responsabilidade da Invenio Engenharia.

Dom Hugo é constituído por um piso térreo e mais quatro andares, num total de 16 apartamentos, de tipologias T0 a T1 Duplex, destinado ao segmento jovem. Conta, ainda, com um espaço comercial no rés do chão.

Do ponto de vista da arquitectura, houve a necessidade de fundir num mesmo espaço as várias épocas de intervenção pelas quais o edifício já passou. “Foi procurada a recuperação e estabilização do passado histórico do edifício, onde as várias épocas de intervenção – passadas e futuras – se afirmam e fundem de forma adequada”, refere Rodrigo Vilas-Boas, partner architect da OODA Architecture.

Franscisco Paiva Ribeiro, PCA da Invénio Engenharia, refere, ainda, que “esta é uma empreitada exigente, desafiadora e entusiasmante, quer pelo estado de conservação do edifício, quer pelo rigor construtivo necessário à sua execução”.

Já Pedro Almeida, responsável da agência Century 21 Grupo Aliados III e IV, destaca a localização como um factor diferenciador e que imprime valor ao projecto. “Este empreendimento permite uma experiência de grande envolvimento com a história da cidade. O edifício tem uma entrada pela famosa Rua Dom Hugo, a escassos metros da Sé Catedral, bem como uma entrada sobre a rua pedonal de acesso ao tabuleiro superior da Ponte D. Luís I. É realmente diferenciador”, reforça.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Venda de carteiras de crédito malparado em Portugal deverá cair mais de 40% para 1.7MM€
Imobiliário
Mota-Engil selecciona quadrante para a arquitectura e engenharias de estádio na Costa do Marfim
Construção
Preços na baixa e centro histórico do Porto descem 6,4% no 1º trimestre do ano
Imobiliário
Duarte Pacheco 26 com taxa de ocupação nos 100%
Imobiliário
Weber lança serviço ‘Weberfloor Pump’ para aplicação de pavimentos
Empresas
“Estamos a viver um período de fortes investimentos na ferrovia”
Engenharia
Investimento de 1,4 M€ na renovação da Ponte da Sermenha
Engenharia
FLEXOTERM®
Crescimento sustentado do financiamento especializado até Setembro
Imobiliário
Daikin lança novo sistema de recuperação de calor VRV
Empresas
Imobiliário

Venda de carteiras de crédito malparado em Portugal deverá cair mais de 40% para 1.7MM€

O país perdeu também ritmo na redução do crédito malparado do sistema financeiro. Em Junho de 2022 existiam 7.5 MM€ em crédito em incumprimento nos bancos portugueses, reduzindo apenas 200 M€ face ao final de 2021. Este stock representa 3,3% do total de crédito concedido. Os dados são revelados pela Prime Yield no seu mais recente estudo “Investing in NPL in Iberia 2022”

O investimento em carteiras de crédito malparado (Non-Performing Loans, NPL na sigla inglesa) deverá travar significativamente este, estimando-se que a venda de portfólios deste tipo de activos ascenda a 1.7 mil milhões de euros, de acordo com a Prime Yield no seu mais recente research sobre este mercado na Ibéria. “Investing in NPL in Iberia” acaba de ser lançado e assinala já a sua quinta edição.

Este volume apresenta uma queda de 44% face aos 3 mil milhões de euros transaccionados em 2021, ano em que a actividade recuperou após a travagem de 2020, quando as transacções não foram além dos 1,0 mil milhões de euros, reflectindo o impacto da pandemia.

De acordo com, “Os valores agora apurados contrariam bastante as estimativas que tínhamos no início do ano, as quais apontavam para a continuação da retoma da actividade para os níveis pré-Covid, cujos padrões se situavam entre os 6.5 mil milhões de euros e os 8.0 mil milhões de euros anuais. Mas, na realidade, já vimos que a conjuntura tem, a capacidade de se alterar de forma muito rápida e, também neste mercado surgiram alguns factores que, conjugados, acabaram por resultar num arrefecimento da actividade transaccional”, explica Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield.

De acordo com a Prime Yield, esta perda de ritmo face a 2021 fica a dever-se à conjugação essencial de três factores: Em primeiro lugar, as carteiras que estão activas no mercado são de menor dimensão do que antes, afectando o volume global transaccionado. O volume de vendas de 2021 reflecte a negociação de 13 portfólios, enquanto 2022, apesar da quebra assinalável no montante, sinaliza um número semelhante de operações (11).
Em segundo lugar, há uma efectiva redução do número de carteiras a surgir no mercado, pois não só o stock de malparado não aumentou, como se observou a entrada de vários servicers no mercado, os quais actuam numa fase prévia da recuperação do crédito, limitando as carteiras que chegam ao mercado para investimento final.
Por último, continua a existir um desencontro forte nas expectativas de preço entre vendedores e compradores. A Banca tem hoje menor pressão para vender, tentando obter melhor preço pelos portfólios. Já os investidores mostram-se menos abertos a pagar mais, daí decorrendo um desajuste de preços e uma maior demora na concretização dos negócios.

Na perspectiva de Nelson Rêgo, “Portugal continua a apresentar excelentes oportunidades e o fluxo de carteiras a surgir no mercado vai continuar, especialmente ao longo de 2023. A conjuntura económica marcada por uma elevada inflação e o aumento das taxas de juro deverá ter impacto no crescimento do crédito malparado, embora a próxima onda de carteiras em incumprimento deva surgir apenas no final de 2023 e no ano seguinte. Numa primeira fase, o incumprimento deverá afectar mais o segmento de empresas, especialmente as PMEs, e numa segunda fase o crédito às famílias, nomeadamente no âmbito do financiamento para aquisição de habitação”, sustenta.

Para já, a perda de dinâmica na venda de NPL foi acompanhada por uma redução bastante mais lenta do volume de crédito malparado no sistema financeiro português. No 2º trimestre deste ano, Portugal contabilizava 7.5 mil milhões de euros de crédito em incumprimento nos Bancos nacionais, um montante que corresponde a 3,3% do crédito total concedido no país. Este volume fica apenas 200 milhões de euros abaixo do final de 2021, mas reduz em 1.3 mil milhões de euros face aos 8.8 mil milhões de euros contabilizados no mesmo período de 2021.

No contexto europeu, Portugal é o país com o décimo maior volume de NPL, embora possuindo um stock bastante inferior aos dos líderes França, que detém cerca de 109.7 mil milhões de euros, de Espanha, com 78.9 mil milhões de euros, ou de Itália, onde ainda permanecem 51.8 mil milhões de euros. Para mais, o NPL no sistema financeiro português equivale actualmente a um terço do registado há três anos, quando o stock ascendia a 21.3 mil milhões de euros.

Em termos do crédito malparado atual, as empresas representam a maior fatia, nomeadamente 64% do stock contabilizado no país, o equivalente a €4.8 mil milhões. Deste volume, 73% está concentrado nas PME’s (3.5 mil milhões de euros), sendo que 42% do crédito malparado às empresas está garantido por imobiliário corporativo, no valor de 2.0 mil milhões de euros. O segmento das famílias contabiliza 2.7 mil milhões de euros em malparado, o que representa 36% do stock total. Deste valor, 1.1 mil milhões de euros diz respeito a crédito à habitação.

A Prime Yield lança anualmente o relatório” Investing in NPL in Iberia”, onde estima o potencial de transacção de crédito malparado em Portugal e Espanha. O estudo apresenta um balanço da actividade transaccional de NPL em 2022, além de analisar o stock e rácio deste tipo de crédito no respectivo sistema financeiro, disponibilizando ainda um olhar sobre a economia e o mercado imobiliário.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Preços na baixa e centro histórico do Porto descem 6,4% no 1º trimestre do ano

No 1º semestre deste ano, os preços da habitação no conjunto das áreas de reabilitação urbana da baixa e centro histórico do Porto registaram uma queda de 6,4% face ao semestre anterior

Trata-se de uma inversão face à subida semestral de 11,6% que os preços tinham observado no 2º semestre de 2021
O comportamento dos preços neste território é monitorizado pela Confidencial Imobiliário através do Índice de Preços da Baixa e Centro Histórico do Porto.

Este contraste no desempenho semestral dos preços na Baixa e Centro Histórico não é inédito, já que ao longo dos últimos quatro anos é comum observarem-se oscilações entre variações positivas e negativas, algumas das quais com amplitudes vincadas.

A quebra que sucedeu a uma forte valorização em termos semestrais, impactou desde logo a variação homóloga dos preços, que se manteve em terreno positivo, mas que travou de 13,7% no 2º semestre de 2021 para os actuais 4,4%.
Contudo, anteriormente as oscilações acentuadas entre as variações semestrais observaram-se em contextos de contracção ou estabilização do investimento imobiliário, ao passo que agora se verifica num momento de expansão da actividade. Designadamente, no 1º semestre de 2022 foram investidos 141,8 milhões de euros na aquisição de imóveis nas ARUs da Baixa e Centro Histórico, volume que aumentou 28% face ao semestre anterior e que recoloca a actividade nos níveis pré-Covid.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Duarte Pacheco 26 com taxa de ocupação nos 100%

A entrada da Homing e da Hyperion Renewables foram as últimas operações. As empresas ocupam agora o 6º e o 5º pisos do edifício, respectivamente

A Homing, empresa de gestão de alojamento local e mediação imobiliária, foi colocada pela Savills e ocupa agora o 6º piso, com uma área de aproximadamente 506 m2. Além de pretender um espaço maior que preenchesse as suas necessidades de expansão, a Homing procurava um escritório num edifício de qualidade e com uma localização central, com bons acessos e perto de transportes públicos, sendo o Duarte Pacheco 26 o match perfeito.

“Estamos muito satisfeitos por termos concluído este negócio. A chegada a este espaço reforça a aposta da Homing na continuidade da sua estratégia de crescimento, nomeadamente na área da mediação imobiliária. Este espaço diferenciador e atractivo, permitirá aos nossos colaboradores e clientes terem prazer em estar nos nossos escritórios”, afirma João Bolou Vieira, CEO do Homing Group.

“Alcançar uma taxa de ocupação de 100% no edifício Duarte Pacheco 26 é sem dúvida uma grande satisfação. Localizado em pleno coração de Lisboa, com óptimos acessos, este activo representa o melhor do mercado de escritórios da capital, o qual segue uma tendência de crescimento recorde este ano”, sublinha Frederico Leitão de Sousa, head of corporate solutions da Savills.

Pela mão da CBRE, a Hyperion Renewables é agora o novo inquilino do piso 5, ocupando também 506 m2. “Queríamos manter-nos na mesma zona central de Lisboa e o Duarte Pacheco 26 cumpriu todos os requisitos que estávamos à procura. A entrada no espaço causa logo um enorme impacto pela vista abrangente e a quantidade de luz.”, comenta a CEO da Hyperion Renewables, Aytea Álvarez-Amandi.

A Hyperion Renewables é uma empresa “All-Round” de referência de energias renováveis que investe e desenvolve projectos na Ibéria desde 2006, com mais de 1,4 GW desenvolvidos ou em desenvolvimento e +350 MW de activos sob Gestão.

“O edifício Duarte Pacheco 26 é uma referência ao nível de espaços de escritórios em Lisboa e esta ocupação a 100% comprova o bom momento que o mercado de escritórios de Lisboa atravessa” comenta André Almada, senior director offices advisory & transaction da CBRE.

Com 7.500 m² de área bruta total distribuídos por 13 pisos, este é um edifício que se distingue, sobretudo, pela vista soberba sobre o rio Tejo que oferece aos seus tenants.

“O DP26 é um edifício emblemático de Lisboa sendo uma referência na zona CBD (Zona 2). Ao longo dos últimos anos, passámos por vários ciclos no mercado e sempre conseguimos valorizar o activo para que se posicionasse como referência no mercado de escritórios. Com a taxa de ocupação a 100%, destaco a relevância dos nossos inquilinos (AAA tenants)” refere Miguel Emauz Ribeiro, senior manager da Norfin.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Crescimento sustentado do financiamento especializado até Setembro

O Renting, o Factoring e o Leasing, na sua vertente imobiliária, completaram os primeiros três trimestres de 2022 com crescimentos de dois dígitos face ao ano anterior

CONSTRUIR
tagsALF

No Factoring, o ano 2022 está a confirmar a dinâmica de que deu sinal no ano passado, quando recuperou das quedas verificadas com a pandemia. De Janeiro a Setembro deste ano, a produção de Factoring superou os 30 mil milhões de euros, significando um ganho superior a 20% face ao ano passado e também a 2019. O total do sector significou 30,5 mil milhões de euros, 23,8% acima dos cerca de 24,7 mil milhões dos três trimestres do ano passado e do valor similar de 2019.

O maior impulso proveio do Confirming (serviço de gestão de pagamentos devidos aos fornecedores, permitindo ao cliente do Confirming libertar capital para outras áreas), com os 13,5 mil milhões de euros de apoio dado pelos associados da ALF às empresas, a significarem uma subida de 33,2% face ao período homólogo de 2021. Mais impactante, este valor de créditos tomados fica quase 44% acima do valor de 2019. Por seu lado, o Factoring internacional teve uma subida de 24,0%, para 3,9 mil milhões de euros de créditos tomados, enquanto o Factoring doméstico cresceu 15,4%, para 13,2 mil milhões de euros, superando os valores do ano pré-pandémico.

“A pandemia, seguida da subida gradual da inflação e do início da guerra na Ucrânia, determinou um aumento da incerteza no sentimento dos consumidores e das empresas”, admite Luís Augusto, presidente da ALF, realçando que “o financiamento especializado mantém-se, como em anteriores crises, um garante de suporte à economia e aos seus agentes, sejam particulares ou empresas, sejam os sectores público ou privado. Em consonância com a nossa mensagem, os associados da ALF têm aprofundado o apoio aos negócios, contribuindo para o crescimento do PIB nacional. Os dados estatísticos agora divulgados, relativos a três quartos do ano 2022, acompanham os sectores mais dinâmicos da economia, superando valores que se verificavam antes da pandemia”, assinala Luís Augusto.

Nesse sentido, o Leasing registou um crescimento acumulado de 2,7%, para 1,6 mil milhões de euros. Os dados revelados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting revelam ainda a clara resiliência da locação financeira imobiliária, cujo crescimento de 11,5% ao longo dos três trimestres decorridos até final de Setembro compensou a ligeira contracção de 1% no Leasing mobiliário, repartido por viaturas e equipamentos.

O Leasing imobiliário atingiu 571,4 milhões de euros de produção, acima dos 512,5 milhões do ano passado, mas ainda aquém dos 610,4 milhões de 2019. As empresas e entidades públicas mantêm a preponderância no Leasing imobiliário, mas os profissionais liberais e os particulares, apesar de representarem apenas 6% da produção, movimentaram 27,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano.

No Renting, a quebra na oferta de viaturas novas não invalidou um crescimento face ao ano anterior, com mais 8,8% de viaturas e 18,8% no valor da produção acumulada. Nos 19 107 veículos contratados de Janeiro a Setembro, o crescimento do número de veículos comerciais superou o de passageiros, na relação com o ano anterior, com os comerciais a subir 20,4% e os veículos de passageiros a progredirem cerca de 8,3%.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

“O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica”

A Quinta da Freixeira, em Loures, é o maior empreendimento do Grupo ADDSolid e que permite “elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro”. Mas, para 2023, a promotora prevê avançar com um conjunto de outros empreendimentos que totalizam mais 20 M€. Porto e Algarve estão igualmente nos planos da promotora

Cidália Lopes

Ao CONSTRUIR, Tiago Cerdeira Pinto, COO da ADDSolid, falou do mercado, da tão adiada construção para a classe média e daquilo que atrai o Grupo a investir, onde o conceito de “cidade dos 15 minutos” está cada vez mais presente

Qual a estratégia de investimento do Grupo? De que forma é que se posicionam no mercado?

Investimos principalmente em promoção residencial para venda na área metropolitana de Lisboa e para o segmento médio/alto, onde temos atualmente oito empreendimentos em desenvolvimento, alguns em fase de licenciamento e outros em construção. O nosso posicionamento é diferenciador ao nível da qualidade arquitectónica, afastado do modelo tradicional dirigido ao “mass market”, mesmo no segmento de preço médio, primando em simultâneo por garantir excelentes níveis de conforto e sustentabilidade. Paralelamente, possuímos e gerimos uma carteira de rendimento de imóveis de habitação e outros usos, como escritórios, ginásios e lojas, que se encontram arrendados.

Qual o volume de investimento que prevêem para os próximos anos?

Do pipeline que possuímos de cerca de 200 fogos, encontram-se actualmente 38 em construção e prevemos o arranque de empreitada de 46 unidades no próximo ano. O investimento previsto para o próximo ano é de 20 milhões de euros, com expectativa de incremento gradual nos anos seguintes.

Quais os próximos projectos a serem lançados?

Pretendemos iniciar no próximo ano a construção e comercialização de dois empreendimentos de construção nova, Castelo Branco Saraiva e Townhouses AAR, ambos localizados na Penha de França, em Lisboa, um empreendimento em São Domingos de Benfica, e um pequeno condomínio de 12 moradias inserido no loteamento Jardins de Santiago, em Setúbal. Todos estes empreendimentos são exclusivamente residenciais e pretendem alcançar um comprador de classe média.

Que leitura fazem da actual situação do mercado imobiliário?

O grau de incerteza é elevado por factores externos ao imobiliário do conhecimento comum, tanto políticos como económicos, particularmente a elevada inflação. Um agravar da crise causada por estes factores poderá contagiar o mercado imobiliário. De qualquer forma, o sector tem factualmente resistido, mantendo-se um enorme desequilíbrio entre a oferta e a procura, com a escassez de oferta a alavancar os preços.

No sector, mantém-se o caos burocrático do licenciamento urbanístico, principalmente no município de Lisboa, o que, com a manutenção da procura, contribui para a falta de oferta e subida dos preços. A promoção privada para a classe média portuguesa é uma equação sem solução enquanto os prazos de licenciamento não forem encurtados e a carga fiscal reduzida, particularmente o IVA a 23%. Temos exemplos de projectos inicialmente concebidos para a classe média com processos camarários iniciados há quatro anos e que até ao momento ainda não estão concluídos, tendo de suportar a compra do terreno, impostos sobre a aquisição e detenção do terreno, projectos, gestão, entre outros custos, sem qualquer retorno, o que irá obviamente repercutir-se no custo final dos fogos.

O projecto da Quinta da Freixeira dita um novo paradigma do que se pretende em termos de sustentabilidade. Serão assim os próximos projectos da ADDSolid?

A Quinta da Freixeira tem uma escala que permite elevar o conceito de sustentabilidade ao nível do bairro, procurando proporcionar aos seus residentes e trabalhadores um modo de vida de qualidade superior. Esta premissa traduz-se na certificação LiderA que procurámos e atingimos logo em fase de loteamento, que será seguida nos projectos de moradias e outros edifícios no local.

De qualquer forma, mesmo os projectos de menor escala privilegiam a sustentabilidade, que não é apenas ambiental, mas também económica e social. Por exemplo, o empreendimento Castelo Branco Saraiva, localizado na Penha de França e cuja construção será iniciada no próximo ano, visa responder à classe média jovem que procura uma primeira habitação num bairro calmo e tranquilo de Lisboa.

Procuramos sempre que os nossos projectos contribuam de forma positiva para a sociedade em que vivemos, construindo espaços que sejam não só uma melhoria significativa para as cidades e sociedades em que se inserem, mas também para o ambiente, contrariando os níveis de poluição e consumos energéticos crescentes.

Porto e Algarve nos planos

Os vossos projectos estão situados na AML. Que outras localizações consideram atractivas ou que factores podem ditar o vosso interesse?

Procuramos neste momento novas localizações para projectos residenciais, tanto de construção nova como de reabilitação, e alargar a área geográfica de actuação dentro da AML e para a Área Metropolitana do Porto e Algarve, zonas onde existe procura efectiva e escassez de oferta. Encontrarmos uma administração local eficiente, reduzindo o tempo de análise dos processos de licenciamento, será um factor fulcral na escolha de novos projectos. A Quinta da Freixeira, localizada em Loures, foi já resultado da expansão para outras áreas da região de Lisboa, onde submetemos a licenciamento um loteamento com cerca de 30.000 m2 na expectativa de maior eficiência dos serviços camarários.

No nosso entendimento, todos os projectos têm uma responsabilidade social muito importante, a de contribuir para a constante melhoria da nossa sociedade e das nossas cidades, e um empreendimento isolado por si só não é capaz de responder às necessidades multidisciplinares dos habitantes. Pode, no entanto, ser um catalisador de mudança e marcar o ritmo para que a cidade mude, surgindo por arrasto a multiplicidade programática que responde às várias necessidades de uma vida quotidiana equilibrada. Pesa assim na nossa escolha o enquadramento e potencial a médio/longo prazo da localização, privilegiando zonas não consolidadas ou negligenciadas nos municípios, carentes de um marco para se alavancarem e atraírem residentes. A proximidade à natureza ou a parques urbanos também são essenciais, assim como a acessibilidade a comércio, equipamentos e serviços, indo ao encontro do modelo de “cidade de 15 minutos”, onde a oferta programática de serviços, comércio e habitação permite responder localmente à maioria das necessidades do dia-a-dia.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos
Imobiliário

‘The Yard’ é o mais recente projecto dos Jardins da Arrábida

Promovido pela GFH e com projecto da OODA, o empreendimento pretende “redefinir o paradigma do que é viver nos Jardins da Arrábida e na região do Porto”

CONSTRUIR

O ‘The Yard’ é o mais recente projecto residencial dos Jardins da Arrábida que conjuga “o melhor da arquitectura, da tradição e do design, para criar um espaço de características únicas”. A um passo do centro do Porto e das praias de Gaia, o empreendimento, promovido pela GFH, tem na sua génese a “sustentabilidade, aliada ao ambiente familiar e acolhedor”

Pensado para famílias, o ‘The Yard’ conta com tipologias entre o T2 e o T4, assim como diversos espaços comuns, nomeadamente, ginásio, um lounge de entretenimento, espaços dedicados ao coworking, portaria 24h, sala gourmet para jantares com amigos e ainda um kids club para os mais novos.

A construção do empreendimento teve início no passado mês de Maio e, estima-se que o imóvel esteja pronto para receber os seus residentes no segundo semestre de 2024. Para já, o projecto está a revelar-se um sucesso comercial, com uma excelente aceitação pelo mercado. De acordo com João Moreira, administrador da GFH, este novo projecto pretende “redefinir o paradigma do que é viver nos Jardins da Arrábida e na região do Porto”.

“Criámos, em conjunto com parceiros de reconhecida competência, um espaço onde as famílias podem estabelecer-se e crescer. Pensado para aqueles que procuram conjugar a qualidade de vida com a proximidade da natureza e da cidade, minimizando os impactos no ambiente, um aspecto fundamental para um projecto de futuro”, acrescenta João Moreira.

Desenhado pelo gabinete de arquitectura OODA, o projecto incorpora materiais e métodos de construção sustentáveis, nomeadamente através do recurso a métodos de construção com betão pré-fabricado, que passa por um apertado controlo de qualidade em fábrica, permitindo reduzir o desperdício e obtendo um resultado mais uniforme e rigoroso. A decoração de interiores teve a curadoria do arquitecto e designer Rui Maciel.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

‘Equity-rich buyers’ ganham janela de oportunidade enquanto o mercado de escritórios abranda

O investimento nos mercados mundiais de escritórios verificou uma descida acentuada no terceiro trimestre. No entanto, no seu último relatório trimestral sobre os mercados de capitais, a Savills conclui que existe um elevado nível de capital em circulação, pronto a posicionar-se para os melhores activos

CONSTRUIR

O investimento nos mercados mundiais de escritórios verificou uma descida acentuada no terceiro trimestre. No entanto, no seu último relatório trimestral sobre os mercados de capitais, a Savills conclui que existe um elevado nível de capital em circulação, pronto a posicionar-se para os melhores activos, à medida que os compradores de dívida se retiram e outros fazem uma pausa na tomada de decisões.

A Savills relata que as suas yields dos mercados de escritórios europeus de referência foram empurradas para valores entre 10bps (em Frankfurt) e 35bps (em Madrid) no terceiro trimestre. Nova Iorque viu as yields de escritórios de referência aumentar entre 50bps para 5%, enquanto as mesmas se mantiveram estáveis para activos prime core na região da Ásia Pacífico, embora com uma grande dispersão, variando entre 1,7% em Hong Kong e 8% em Mumbai. No entanto, a consultora imobiliária internacional sublinha que o valor dos activos continua “rígido” em comparação com o custo dos empréstimos; metade dos mercados analisados neste relatório viram o custo da dívida aumentar em mais de 200bps desde o primeiro trimestre de 2022, e esperam ver potencial para mais alguma pressão sobre as yields nos próximos 12 meses, na maioria dos mercados.

“A boa notícia é que a inflação está provavelmente perto do seu auge e, consequentemente, as taxas de juro referentes ao mercado também. Mas, para evitar uma maior rectificação nos preços dos activos, as taxas têm de começar a descer. Haverá provavelmente alguma inquietação pelo caminho, mas ainda há muito capital preparado para beneficiar das circunstâncias actuais. É provável que este capital seja aplicado onde existem descontos, ou em activos core com fortes fundamentos onde o preço se mantém estável devido à escassez, e têm a vantagem através de um jogo de moeda e/ou por serem um dos poucos compradores concorrentes no mercado”, explica Oliver Salmon, capital markets analyst and director, Savills World Research.

“Quem pode mais facilmente beneficiar dos valores actuais será quem detém equity, tendo potencial para manter activos a longo prazo – muito provavelmente capital privado e evergreen funds, em particular quem não responde perante comités. Os fundos de oportunidade estão a reconhecer valor, mas não estão a precipitar-se inequivocamente, a menos que sejam capazes de identificar oportunidades muito ‘especiais’. Atingir o rendimento esperado sem dívidas requer uma severa aplicação de desconto nos activos e não estamos a assistir a isso, a menos que a garantia seja para uma recompressão acentuada das yields a curto prazo. Isto é difícil de fazer para muitos, pois é um factor de mercado que está fora do controlo do comprador e é imprevisível do ponto de vista do timing. Como a maioria destes fundos são fechados, torna-se um desafio”, refere por sua vez Rasheed Hassan, Head of global cross border investment, Savills

De acordo com a Savills, os investidores que estão activos no mercado continuam a ser impulsionados por uma robusta actividade de leasing, particularmente para os melhores escritórios da classe, com taxas de disponibilidade amplamente estáveis nos mercados das regiões EMEA e Ásia-Pacífico em 2022, justificando as avaliações actuais. As perspectivas económicas globais desafiam esta narrativa, mas até agora uma oferta insuficiente de edifícios de alta qualidade em muitas geografias, está a impedir a quebra preços.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Imobiliário

Better Collective instala-se no Amoreiras Plaza em lisboa

A Better Collective, grupo global de média desportiva, inaugura o seu primeiro escritório próprio no Amoreiras Plaza, em Lisboa. A operação foi mediada pela CBRE, em representação do proprietário do espaço

CONSTRUIR

O escritório, com uma área de 477 metros quadrados, encontra-se no 6º piso do Amoreiras Plaza, um edifício multiusos, no centro da capital, que conjuga escritórios, galeria comercial com food court, health club e ainda parque de estacionamento.

“Este negócio resultou no primeiro escritório próprio para a Better Collective que, até então, se encontrava num escritório partilhado, e irá permitir à empresa ter os seus 20 colaboradores num espaço totalmente renovado. Além disso, este edifício encontra-se localizado numa das zonas de referência da cidade, com grande proximidade ao centro histórico de Lisboa, excelentes acessos e uma boa rede de transportes públicos”, sublinha André Almada, senior director Offices Advisory & Transaction da CBRE Portugal.

“O novo escritório da Better Collective será fundamental para iniciar a expansão das suas operações em Lisboa e representa uma oportunidade de oferecer uma experiência superior de trabalho aos seus colaboradores. Temos a expectativa de crescer rapidamente neste local e estamos muito satisfeitos com a nossa nova ‘casa’”, afirma Tomás Vaz de Carvalho, senior head of brazilian market da Better Collective Portugal.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Fercopor dá início à comercialização do Pure

O empreendimento, localizado na zona da Boavista, no Porto, reforça a carteira de investimentos e projectos da Fercopor naquela zona, uma localização estratégica para a empresa

CONSTRUIR

Chama-se Pure, o novo projecto imobiliário da Fercopor, e resulta de um investimento de 18 milhões de euros. O empreendimento está a nascer na Rua Ciríaco Cardoso, na Boavista, no Porto, e encontra-se já em comercialização. A sua conclusão está prevista para 2025.

O Pure é composto por três edifícios interligados por arruamentos ajardinados, cada um com três pisos, pelos quais se distribuem apartamentos T2 a T5 duplex, com interiores até aos 262 m2 e exteriores até aos 239 m2.

O projecto, do arquitecto José Carlos Cruz, conta com inspiração nas obras do pinto holandês Piet Mondrian. 

“A inspiração na estética de Mondrian trouxe a simetria e a pureza das linhas, enquanto a natureza marcou os tons e a vivência pura projetada para o empreendimento”, afirma José Carlos Cruz. Ainda nas suas palavras, admite que no desenvolvimento deste projecto, “a integração dos edifícios com a área envolvente desta reservada área da Boavista foi uma das principais preocupações” das equipas responsáveis pela obra, sem que isso condicionasse a “ambição de criar uma imagem única e diferenciadora”. 

O condomínio Pure reforça a carteira de investimentos e projectos da Fercopor na zona da Boavista, uma localização estratégica para a empresa. Recorde-se que ainda este ano foi apresentado o projecto Enlight, junto ao antigo Centro Comercial Dallas, em plena Avenida da Boavista, com 20 apartamentos, entre T1 a T4, ainda em fase de construção. As novidades não ficam por aqui, com a previsão de novos investimentos para a mesma zona da cidade do Porto, com oferta para habitação e escritórios.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

‘Greenstone’ deverá estar concluído e pronto a habitar no final de 2023

O empreendimento, junto à Avenida da Boavista, no Porto, conta com a comercialização da JLL e Predibisa

CONSTRUIR

Moradias amplas, rodeadas de espaços verdes, e a dois minutos da praia, junto a uma das mais importantes avenidas da melhor cidade de destino do mundo, é a proposta do Greenstone, no Porto. O condomínio residencial, situado na franja da Avenida da Boavista, junto à zona da Foz, está no mercado pela mão da JLL e da Predibisa, que assumem a comercialização em co-exclusividade.

“O condomínio tem gerado muito interesse junto da procura, quer por parte de famílias que já habitam no Porto quer de famílias que olham para a cidade como um novo destino de habitação, e esse interesse tem crescido à medida que a construção avança”, afirma Patrícia Barão, head of Residential da JLL.

Em construção desde o início do ano, pela construtora ACA – Engenharia e Construção, o Greenstone segue a bom ritmo e deverá estar concluído e pronto a habitar no final de 2023. Promovido pela Louvre Properties, marca do grupo Bondstone, o Greenstone representa um investimento superior a 30 milhões de euros. O projecto de arquitectura é assinado pelo conceituado atelier José Carlos Cruz.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.