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“City Cortex by Amorim” promete surpreender em 2023

Em 2019, o projecto que pretende explorar o uso da cortiça em contexto urbano lançou um desafio a cinco estúdios internacionais. A pandemia atrasou os trabalhos que serão, pela primeira vez, apresentados em 2023. Cinco anos depois do seu lançamento, o City Cortex irá fazer a sua apresentação num contexto de crescente sensibilização para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas e onde a Cortiça ganha protagonismo

Manuela Sousa Guerreiro
Arquitectura

“City Cortex by Amorim” promete surpreender em 2023

Em 2019, o projecto que pretende explorar o uso da cortiça em contexto urbano lançou um desafio a cinco estúdios internacionais. A pandemia atrasou os trabalhos que serão, pela primeira vez, apresentados em 2023. Cinco anos depois do seu lançamento, o City Cortex irá fazer a sua apresentação num contexto de crescente sensibilização para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas e onde a Cortiça ganha protagonismo

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Manuela Sousa Guerreiro
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Lançado ainda em 2019 e adiado devido à pandemia de Covid-19, a Corticeira Amorim anuncia para 2023 os resultados do programa City Cortex by Amorim.

“O City Cortex é um projecto inovador e centrado na temática urbana, no uso da cortiça no contexto da cidade e foi, temporária e naturalmente, adiado devido à pandemia. No entanto, quando o fizemos, já todos os projectos estavam desenhados e em fase de análise de produção e alguns em prototipagem. Estamos agora, com algumas alterações estratégicas de que daremos conta mais à frente, a reiniciar a sua implementação”, explica fonte da Corticeira Amorim.

O programa explora o potencial sustentável da cortiça, pela visão de cinco estúdios internacionais de design e arquitectura: Diller Scofidio + Renfro, Gabriel Calatrava, Leong Leong, Philippe Starck e Sagmeister & Walsh.
“Os cinco estúdios são bastante diferentes entre si e podemos revelar que as temáticas escolhidas e a forma como cada um deles olhou para este desafio foi bastante distinta. Estamos muito contentes pela diversidade temática que temos e também muito interessados nos caminhos que os estúdios seguiram e nos propuseram. O City Cortex vai efectivamente surpreender os cidadãos ao trazer as propriedades da cortiça para espaço público. Mas temos o compromisso de não falar sobre os projectos até à sua apresentação pública”. A solução é esperar mais uns poucos meses pela apresentação dos trabalhos que terá, como inicialmente previsto, Nova Yorque como palco.

Cortiça (provavelmente), a matéria-prima mais sustentável do mundo
O sector da construção exige, cada vez mais, materiais alternativos, ecológicos e renováveis, com menor impacto no meio ambiente. Neste contexto, a cortiça, uma matéria-prima 100% natural, reciclável e reutilizável, é um dos recursos que tem vindo a ganhar destaque na área da construção sustentável, em linha com o protagonismo do “Green Building”, o novo paradigma da construção assente na utilização de soluções sustentáveis, energicamente eficientes e derivadas da economia circular.

Em Portugal, e também no plano internacional, a Amorim Cork Composites (ACC), unidade de aglomerados compósitos da Corticeira Amorim, tem vindo a impor-se com a apresentação de soluções inovadoras para a construção e a sua participação em projectos emblemáticos é prova disso. Obras como o Terminal de Cruzeiros de Lisboa, desenhado pelo arquitecto João Luís Carrilho da Graça, com o desenvolvimento de uma solução de betão com cortiça, o hotel Four Seasons de Banguecoque ou, mais recentemente, os novos estúdios de televisão eMedia, em Joanesburgo, que contam com as mantas acústicas Acousticork by Amorim nas suas estruturas.

Ainda em construção está o novo terminal do Aeroporto Internacional de Taiwan Taoyuan, cujo projecto contempla a utilização de cortiça. “Concebidos para preencher as lacunas deixadas entre juntas de dilatação em lajes de betão, os produtos da gama Amorim Expandacork da ACC absorvem as vibrações, expansões e contracções causadas pelas variações térmicas em diferentes sistemas de construção. Já o Centro para a Civilização Islâmica, outro projecto em curso em Tashkent, Uzbequistão, destina-se a valorizar a cultura e educação muçulmana. A manta acústica Acousticork da ACC foi o material seleccionado para garantir o conforto e o isolamento acústico do edifício.

À lista de projectos de arquitectura “emblemáticos”, em que o grupo português participa podem acrescentar-se muitos outros onde os produtos da Amorim Cork Insulation ou a Amorim Cork Flooring, unidade de isolamentos e a unidade de pavimentos e revestimentos da Corticeira Amorim, respectivamente, são protagonistas. “Dos mais recentes projectos com pavimentos da Amorim Cork Flooring destacamos a Capela de Westminster, em Londres, a sede da Green Peace, em Madrid, o World of Wine, no Porto, ou o atelier do arquitecto Souto Moura, igualmente na cidade do Porto”.
O MD Fachada, aplicação ícone da Amorim Cork Insulation, é reconhecidamente um dos materiais imprescindíveis do conceito “green building”.

“A cortiça suporta temperaturas entre -180ºc e +120ºc, tem uma elevada estabilidade dimensional e reduz condensações, características que funcionam igualmente em benefício do sector da construção”. Quadro de atributos que elegem o aglomerado de cortiça expandida aplicação de excelência para fachadas. A habitação The Cork House, em Eton, ou o armazém de envelhecimento da quinta do Portal, em Sabrosa, são dois bons exemplos. Mais recentemente, projectos premiados como a Bay Window Tower House, em Tóquio, a Adega da Taboadella, aqui mais próximo no Dão, ou a Cork House, em Londres, também legitimaram as inumeráveis valências do aglomerado de cortiça expandida.

A ACC apresenta ainda soluções que integram na sua composição subprodutos provenientes de outras indústrias, como calçado, automóvel, embalagem, naquele que é um “modelo paradigmático de economia circular”. Um dos mais recentes exemplos da incorporação de materiais de economia circular em novos produtos no sector da construção traduziu-se no desenvolvimento das novas mantas acústicas Acousticork U36 e U38. Estas soluções proporcionam um elevado desempenho acústico, isolamento térmico aos edifícios e habitações devido às propriedades de resiliência, elasticidade, compressibilidade e elevada durabilidade da cortiça. Isto a par do seu contributo ambiental como matéria-prima natural e 100% sustentável.

A fábrica-piloto da Cortiça
Todo este trabalho, novas soluções e produtos são fruto do investimento significativo em Investigação & Desenvolvimento e Inovação (I&D+i), o qual é transversal a todas as unidades de negócio do universo da Corticeira Amorim. Desta estratégia nasceu, em 2018, no perímetro da unidade de negócio Aglomerados Compósitos a i.cork factory, um laboratório de exploração de novas tecnologias aplicadas à cortiça como extrusão, moldagem por injecção, laminação e prensagem flatbed, moldagem por compressão e termoformação ou folha de cortiça multicamada e multimaterial, de novos materiais resultantes da incorporação da cortiça em todas as suas vertentes, capacidades e potencialidades e de novos formatos.

A i.cork factory integra múltiplos saberes, avançados meios e as mais diversas competências, inclusive externas à organização – quer das indústrias, quer dos centros de investigação aplicada nos sectores a que a cortiça está associada ou poderá associar-se futuramente. Nesta fábrica-piloto são testados os novos compósitos de cortiça, desenvolvidas as novas aplicações e explorados os novos formatos para responder às necessidades, solicitações e requisitos das indústrias mais tecnológicas, exigentes e avançadas do mundo como, por exemplo, a aeroespacial, a construção, a automóvel, a energia e o design.

A crescente sensibilização dos governos, empresas e clientes para a importância de consumir, produzir e vender produtos que ajudem a mitigar os impactos das alterações climáticas, e a promover uma transição industrial para uma economia de baixo carbono, deverá permitir ganhos adicionais de quota de mercado da cortiça em comparação com materiais alternativos. Isso também será certamente verdade nos segmentos construção/infraestruturas e energia.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

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Ponta Delgada recebe 16º congresso da Ordem dos Arquitectos

Repensar os recursos, a resiliência, a inclusividade e saúde e colaborar pelo compromisso com a qualidade da arquitectura são alguns dos temas em destaque. Antes disso, nos dias 9, 16 e 23 de Fevereiro, o programa “Warm Up” convoca as escolas de arquitectura para o debate

Cidália Lopes

“Qualidade e Sustentabilidade: construir o [nosso] futuro” é o tema do 16º congresso da Ordem dos Arquitectos que, pela primeira vez, vai acontecer fora de Portugal Continental. Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, é o local escolhido, para receber as temáticas ligadas à arquitectura, construção e sustentabilidade, nos próximos dias 2, 3 e 4 de Março de 2023.

Um local que não foi escolhido por acaso, mas porque sendo “um ecossistema frágil e diverso representa um exemplo daquilo que importa conservar”, sendo por isso a “escolha perfeita” para reflectir sobre questões incontornáveis que a todos afectarão no futuro próximo”.

O 16º congresso pretende, assim, investigar e reflectir sobre novas formas de intervenção como meio de promover a consciência colectiva sobre o impacto social e ambiental da arquitectura, tendo em conta que arquitectos e projectistas assumem o papel de mediador e gestor de recursos, promovendo a integração de conhecimentos e capacidades interdisciplinares e transdisciplinares.

Com um programa que inclui vários painéis de debate, dedicados a “Repensar os recursos e adaptar a casa comum”; “Planear para a resiliência, inclusividade e saúde da casa comum”; ou “Colaborar pelo compromisso com a qualidade da casa comum”, o congresso contará, também, com a participação e contributos de vários convidados nacionais e internacionais, nomeadamente Iñaqui Carnicero Alonso-Colmenares, director general de Agenda Urbana y Arquitectura do Governo de Espanha.

Destaque também para o Programa Paralelo, onde teremos o “Warm Up” a 9, 16 e 23 de Fevereiro, através do qual o comité organizativo do congresso convoca as escolas de arquitectura para o debate e a construção de uma agenda da prática da arquitectura de jovens arquitectos com atenção à necessária sustentabilidade ambiental, social, económica e cultural.

De 1 a 5 de Março tem lugar o “Debater a Mudança”, uma exposição dos trabalhos vencedores dos quatro concursos de arquitectura organizados pela Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitectos, pela promoção das boas práticas de encomenda e defesa do interesse público por uma arquitectura de qualidade.

Nos dias 1, 2 e 3 de Março terá lugar o “Mudar Film Festival”, um ciclo de filmes de uma nova geração de autores e colectivos, em Portugal continental e nos arquipélagos do Atlântico, que desenvolve um trabalho de investigação e exploração do impacto, e tomada de consciência colectiva, das manifestações no território de fenómenos que recentemente articulamos como transição ecológica, digital e carbónica. Este projeto constitui-se em parceria com Jonathan Levine (Grémio dos Arquitectos) e Tiago Bartolomeu Costa (projecto FILMar), operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e com o apoio do Mecanismo Financeiro Europeu EEAGrants 2020-2024.

Haverá, também, lugar ao programa “Escola da Mudança”, que consiste na exibição de artes performativas sob os conceitos que se reflectem no quotidiano de estudantes do ensino secundário sobre o tema da sustentabilidade, tendo por base a especificidade do seu território – os Açores.

A fechar o programa paralelo “Climas Paralelos”, onde terão lugar duas conversas locais, com diferentes agentes da região, para debate das especificidades locais no âmbito da sustentabilidade social, ambiental e económica, e o “Roteiro pela Mudança”, que consiste em três itinerários organizados em articulação com a Anda&Fala, associação cultural que promove novas centralidades para a criação contemporânea no campo expandido das artes visuais.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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IHRU premeia reabilitação e trabalhos científicos

O concurso, referente ao ano de 2022, recepcionou um total de 55 candidaturas, dos quais 45 foram na vertente de Reabilitação Urbana e 10 na vertente de Trabalhos de Produção Científica. Com periodicidade bienal, a próxima edição está prevista para 2024

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Foi a propósito de mais uma edição do Prémio Nuno Teotónio Pereira que o Instituto de Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) premiou arquitectos, entidades promotoras, engenheiros e construtores.

O concurso, referente ao ano de 2022, recepcionou um total de 55 candidaturas, dos quais 45 foram na vertente de Reabilitação Urbana e 10 na vertente de Trabalhos de Produção Científica.

Considerado um dos mais antigos concursos do sector imobiliário em Portugal, com o objectivo de “distinguir e incentivar as boas práticas nas áreas de actuação do IHRU”, o Prémio NTP tem periodicidade bienal, pelo que a próxima edição está prevista para 2024.

A entrega dos prémios, que decorreu no dia 30 de Janeiro, no Museu da Electricidade, contou a presença de Isabel Dias, presidente do IHRU e de Fernanda Rodrigues, secretária de Estado da Habitação.

No que diz respeito aos trabalhos de Produção Cientifica, os premiados são o arquitectos João Santa Rita, pela tese “Projectar com o Clima em Portugal: entre o Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa e a Revolução de Abril, 1955-1974” e a arquitecta Mariana Antunes, pela dissertação “Lugar Comum: Habitar (n)a cidade do Porto. Princípios de intervenção para uma área de habitação municipal”.

Já na vertente de Reabilitação Urbana foram atribuídos quatro prémios e três menções honrosas. Sobre reabilitação de edifícios de habitação, o primeiro lugar coube à recuperação do nº 339 na rua Álvares Cabral, com assinatura de Inês da Silva Pimentel. A promoção é de Daniel Lamas e Sónia Martins e a obra foi executada pela Rielza. O júri atribui, ainda, um Prémio Especial ao projecto que reabilitou a antiga sede do Diário de Notícias, na avenida da Liberdade. Promovido pela Avenue, a arquitecto teve a assinatura da Contacto Atlântico e a HCI executou a obra.

A reabilitação de edifícios para renda acessível na Rua Infante D. Henrique recebeu, ainda, uma menção honrosa nesta categoria. O projecto promovido pela Domus Social, contou com projecto de André Eduardo Tavares e execução da Expoentinédito.

Na variante de reabilitação de equipamentos, o prémio foi para o arquitecto Carrilho da graça pelo projecto do Convento de São Domingos, em Abrantes. Promovido pela Câmara Municipal, a obra foi executada por Teixeira, Pinto & Soares.

Por fim, a reabilitação de conjunto urbano ou de requalificação de espaço público coube à avenida Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Uma obra promovida pela Câmara Municipal de Tomar e cujo projecto é de Paulo Tormenta Pinto. Carlos Gil foi o responsável pela obra.

Para esta variante o júri atribui, ainda, duas menções honrosas. Uma delas foi para o Centro de Artes e Criatividade (CAC), como projecto e promoção do Município de Torres Vedras. A obra foi da responsabilidade das Construções Pragosa. A outra menção honrosa coube ao projecto de Nuno Lopes e Sofia Mota pela requalificação do Bairro do Sobreiro, na Maia. Promovida por Espaço Municipal – Renovação Urbana e Gestão do Património e executada por Pascoal & Veneza.

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Dupla Rafael Montes e Miguel Acosta assinam ‘novo’ Quarteirão da Oficina do Ferro

A proposta vencedora para a revitalização do espaço, que inclui o antigo Palácio Ford, no Porto, destacou-se pela “criatividade e inovação”, assim como pela “sustentabilidade económica e ambiental”, segundo o júri

Cidália Lopes

Edifícios sustentáveis e novos arruamentos num processo de urbanização de todo o quarteirão, enquadrada num plano urbanístico e de desenvolvimento da cidade, foi a premissa para o concurso de ideias, lançado por ocasião do evento Archi Summit 2022 e que conta com a assessoria da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN).

Localizado na zona do Heroísmo, no Porto, o quarteirão Oficina do Ferro, ou como ainda hoje é conhecido, o Palácio Ford, tem um historial intimamente ligado ao sector industrial desde os anos 20 do século XX. Propriedade da promotora IME – Imóveis e Empreendimentos, a ideia passa por revitalizar o espaço devoluto das antigas instalações do Palácio Ford, como , também, dar uma nova vida ao espaço envolvente.

“Este será um marco na cidade do Porto, na medida em que esta área de mais de 50 mil metros quadrados em pleno coração da cidade esteve abandonado e sem qualquer utilidade. Prevê-se um processo de urbanização de todo o quarteirão, com novos arruamentos e organização daquele quarteirão”, refere a empresa.

Funcionalidade e sustentabilidade

Entre os critérios avaliados pelo júri, a proposta escolhida destacou-se pela sua “criatividade e inovação”, assim como pelos elementos de “sustentabilidade económica e ambiental” que integra.

Mas não só. A dupla Rafael Montes & Miguel Acosta apresentaram uma proposta com “uma forte concentração programática” na medida em que concentra um conjunto de soluções que procuram optimizar temas como “a funcionalidade e sustentabilidade, mas também do ponto de vista económico, especificamente na partilha de serviços entre usos e na racionalização de circulação e distribuição no interior do quarteirão”.

Em termos programáticos pretende-se a concepção de um hotel, de apartamentos turísticos e de habitação acessível, nos termos do estabelecido no Programa Preliminar do concurso. Atendendo à envolvente e aos seus condicionalismos, torna-se necessária, importante e relevante uma inserção e agregação urbana eficaz. Deseja-se, ainda, uma definição e distribuição funcional justa, associada à cidade, com um desenho urbano agregador e articulador com o existente, com a localização e caracterização de acessos, distribuições e circulações, disposição e proporção dos volumes dos diversos usos previstos, organigramas de distribuição e circulação comum para os diferentes usos e diferentes pisos que tomem em consideração a melhor gestão de domínios por diferentes entidades ou condomínios no futuro.

A área de intervenção agrega três parcelas. A maior pertence à IME, Imóveis e Empreendimentos Hoteleiros, com acesso pelo número 291 da Rua do Heroísmo. As restantes estão directamente relacionadas com a Rua do Barão de Nova Sintra e estão destinadas à abertura de uma via a implantar e viabilizar pelos concorrentes. Uma, igualmente pertencente à IME, integra a antiga fábrica Dunil e tem acesso pelo número 433. A outra, localizada entre os números 409 e 417, pertence à empresa municipal Águas e Energia do Porto.

A história do espaço

A área de intervenção integrou anteriormente a Quinta de Vilar dos Oliveiras, mais conhecida como Quinta dos Oliveiras. Em 1917, a Empreza Ferro Esmalte, decide edificar uma fábrica e todas as estruturas de apoio como, por exemplo, a chaminé, vocacionando a parcela para usos industriais, de armazenamento e fornecimento de matérias-primas. A Companhia Metalúrgica do Norte, procede em 1920 e 1922, respectivamente, a alterações da entrada pela Rua do Heroísmo e à demolição de paredes e construção de pilares. Mais tarde, em 1934, as instalações inicialmente criadas, agora ampliadas e actualizadas, são transformadas e adaptadas pela Manuel Alves de Freitas & Companhia, a Palácio Ford, com motores de automóveis, camiões e aviões, para além de tractores, com Super Serviço da Ford Motor Company em oficinas e outros serviços complementares. Das suas instalações saíram os três Ford V8 conduzidos por Manoel de Oliveira (Carro 1), o cineasta, Giles Holroyd (Carro 2) e Eduardo Ferreirinha (Carro 3). A CAMO, Carroçarias Modernas, realiza ampliações em 1965 e legalizações em 1966, localizadas a Poente da parcela.

Propostas passam ‘ao lado’ do desafio

Não obstante ter sido a solução escolhida, a OASRN destaca a “fragilidade” de todas as propostas apresentadas, as quais “revelam um fraco entendimento do lugar, não estabelecendo relações com o tecido urbano envolvente”.

Seja no campo disciplinar da arquitectura, pela oportunidade que representa para a cidade, seja pela transformação e evolução futura, na medida em que “o Quarteirão Oficina do Ferro apresenta motivações várias capazes de potenciar conceitos e ideias com elevada qualidade”, as propostas apresentadas, de uma forma geral, “não correspondem ao desafio lançado”, indica o júri.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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ENOR lança 9ª edição dos Prémios de Arquitectura Ascensores

Os Ascensores ENOR lançam uma nova edição dos seus prémios de arquitectura. Vinte anos depois do lançamento da iniciativa, continua viva a vontade de promover a “melhor arquitectura desenvolvida na Península Ibérica”

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Passados agora 20 anos sobre a realização da primeira edição do Prémio de Arquitectura Ascensores Enor, a sua nona edição terá lugar em 2023.

“A inovação é um dos valores que abraçamos e que constitui uma parte central da nossa cultura empresarial. Assim é desde 1951, ano em que iniciámos a nossa actividade, e continua a sê-lo hoje, 70 anos depois. Só assim se explica porque continuamos a ser uma das empresas de referência no sector da acessibilidade e mobilidade sustentável e que, ininterruptamente desde 2005, continuamos a apostar na organização deste Prémio que reconhece, divulga e promove a melhor arquitectura construída. Na Península Ibérica”, justifica a organização.

Para a Enor a melhor arquitectura é a que dá resposta “às necessidades do presente sem desaprender tudo o que o passado nos pode oferecer e (…) abraça os desafios colectivos da sociedade, melhorando a qualidade dos espaços que habitamos, tornando-os mais acessíveis e incorporando a sustentabilidade ambiental como elemento inalienável nas fases de projecto e construção”, pode lêr-se no site oficial da iniciativa.

“Quando pensamos em organizar este Prémio, há oito edições, sempre levamos em consideração o que poderíamos aprender e nos enriquecer a nível empresarial com esta experiência. A realidade dos últimos 17 anos, com crises globais e pandemias ao longo do caminho, não apenas confirmou nossas intuições e expectativas, mas as superou em muito. Passados tantos anos, a resiliência do tecido profissional da arquitectura como um todo não deixa de nos surpreender: a capacidade de incorporar novas ideias, novas linguagens e novas formas de viver; também novas materialidades e novos compromissos éticos e ambientais e, porque não, novas condições económicas a nível global, que nos obrigam a todos a reposicionarmo-nos constantemente e a trilhar novos caminhos. Tudo isso é, sem dúvida, inovação”, justifica a Enor.

O prazo para a apresentação dos projectos a concurso termina a 14 de Fevereiro de 2023. Como é habitual, após as deliberações do júri e a entrega de prémios, será publicado um livro que apresentará em detalhe e com material gráfico todas as obras premiadas e finalistas.

O júri desta 9ª edição é presidido por Inês Lobo, e integra os arquitectos Carlos A. Pita Abad (Grande Prémio Enor 2020 ex-aequo), Francisco Vieira de Campos (Grande Prémio Enor 2020 ex-aequo), Anatxu Zabalbeascoa e Carlos Quintás.

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TUU responsável pelo projecto de arquitectura do RESA

O antigo Estabelecimento Prisional de Santarém vai albergar uma residência de estudantes. O projecto de reabilitação e reconversão do edifício, classificado de monumento nacional, já arrancou, tendo a TUU – Building Desing Management sido seleccionada para executar o projecto de arquitectura

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Desactivado desde 2006 e dado como abandonado em 2009, o antigo estabelecimento prisional, agora sob a alçada da ESTAMO – Participações Imobiliárias, vai dar lugar a uma residência de estudantes. O RESA, Residências ESTAMO de Santarém, terá capacidade para albergar 200 alunos. O edifício construído na segunda metade do século XIX, tem uma área aproximadamente de 7000 m2.

“Podermos estar envolvidos num projecto de reabilitação e reconversão do antigo estabelecimento prisional de Santarém, não só nos desafia como profissionais, mas também como equipa. Temos o compromisso de nos envolvermos neste trabalho com toda a dedicação por forma a conseguirmos criar uma atmosfera positiva num edifício que albergou tantas histórias de vida difíceis e onde se sente uma carga bastante negativa. Este é talvez o maior desafio de todos”, sublinha Hugo Tocha de Carvalho, fundador da TUU e director do departamento de Arquitectura. Fundada em 2016, a TUU é uma empresa de serviços de Arquitectura, Engenharia e Gestão de Projecto, especialista em modelação e serviços de arquitectura BIM.

Para a empresa um dos principais desafios será o de manter “a identidade única” do monumento localizado no centro da cidade de Santarém.

O RESA é um dos projectos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES). Dos 131 projectos contratualizados pelo PNAES em setembro e novembro de 2022, estão já em curso 54 projectos, num valor total de 158 332 133 milhões de euros, que permitirão a intervenção em 7271 camas, das quais 3765 são novas e 3506 são renovações de residências de estudantes em funcionamento.

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Revigrés e Archi Summit apresentam ArchiRevi Talks + Challenge

Iniciativa conjunta pretende debate abordar a temática da sustentabilidade e promover a apresentação de propostas que demonstrem como a inclusão de revestimentos e pavimentos cerâmicos nos edifícios contribuem positivamente para a qualidade do meio ambiente e dos seus utilizadores

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Em 2023, a Revigrés e o Archi Summit unem-se no projecto ArchiRevi Talks + Challenge, uma iniciativa com que as duas entidades vão marcar presença nas faculdades das áreas de Arquitectura, Design e Engenharia Civil, em todo o País.

As “ArchiRevi Talks” vão acontecer em formato roadshow, para falar sobre sustentabilidade e convidar os futuros profissionais do sector a responder aos desafios da construção sustentável através da sua participação num desafio. Os contactos com as faculdades estão ainda a ser realizados e o agendamento das Talks dependerá da disponibilidade de cada uma das instituições.

Já o “ArchiRevi Challenge” propõe a realização de um projecto de intervenção num espaço existente, sob uma perspectiva inovadora e com um impacto real e visível, integrando produtos e materiais da Revigrés.

O objectivo é demonstrar como a escolha dos revestimentos e pavimentos cerâmicos contribui positivamente para a qualidade do meio ambiente e qualidade de vida dos utilizadores, para prolongar o ciclo de vida dos edifícios e, consequentemente, para a descarbonização das cidades.

Os projectos podem ser submetidos até 14 de Junho de 2023, sendo que os 20 finalistas serão conhecidos a 1 de Julho através das redes sociais da Revigrés e do Archi Summit e expostos durante o evento Archi Summit 2023, que irá acontecer de 5 a 7 de Julho, na Casa da Arquitetura, no Porto. Os três melhores projectos serão premiados, com anúncio durante o evento.

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Trienal acolhe kick-off da Representação Oficial Portuguesa

Com curadoria de Andreia Garcia, Fertile Futures problematiza a escassez da água doce, a partir de sete distintas hidro-geografias do território português. A apresentação da representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023, acontece nos dias 28 e 29 de Janeiro no Palácio Sinel de Cordes

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A Trienal de Arquitectura de Lisboa acolhe o lançamento de Fertile Futures, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023, no Palácio Sinel de Cordes, no fim-de-semana de 28 e 29 de Janeiro. Com curadoria de Andreia Garcia, Fertile Futures problematiza a escassez da água doce, a partir de sete distintas hidro-geografias do território português.

As cinco assembleias de pensamento que compõem Fertile Futures são momentos de debate, sensibilização e mediação abertos ao público e de acesso gratuito que se realizam em Lisboa, Veneza, Braga, Faro e Porto Santo. Estas visam alimentar a reflexão em torno da água doce como elemento vital às espécies humana e não-humana, funcionam como espaços de (re)aprendizagem recíproca assente na coexistência entre saberes.

Fertile Futures convida equipas de arquitectura, em colaboração com especialistas de outras áreas, para problematizar e desenhar soluções especulativas que procuram inverter a memória recente de sobreposição e imposição de modelos, interesses e formas de actuação.

Os casos em estudo exemplificativos da acção antropocêntrica sobre recursos hídricos, naturais e finitos são: o impacto da Gigabateria na bacia do Tâmega; a quebra da convenção no Douro Internacional; a extração mineira no Médio Tejo; a imposição de interesses na Albufeira do Alqueva; a anarquia no perímetro de rega do Rio Mira; a sobrecarga das lagoas na Lagoa das Sete Cidades e o risco de aluviões nas Ribeiras Madeirenses.

Nesta primeira sessão, que decorre sábado (entre as 10h20 e as 13h30 e as 15h00 e 17h30) e domingo (das 10h20 às 13h30), participam, como consultores, Álvaro Domingues, Ana Salgueiro Rodrigues, Ana Tostões, Andres Lepik, Aurora Carapinha, Eglantina Monteiro, Érica Castanheira, Francisco Ferreira, João Mora Porteiro, João Pedro Matos Fernandes, Luca Astorri, Margarida Waco, Marina Otero, Patti Anahory, Pedro Gadanho e Pedro Ignacio Alonso.

Organizada e comissariada pela Direcção-Geral das Artes, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023 propõe-se discutir e apresentar estratégias para a gestão, reserva e transformação da água doce e contribuir para uma discussão que é comum e global, em resposta directa à convocatória de Lesley Lokko, curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitectura – La Biennale di Venezia, que tem como título e tema “O Laboratório do Futuro”.

Expandindo a existência efémera de uma representação nacional na Bienal, Fertile Futures envolve as novas gerações no desenvolvimento de soluções para reservatórios de futuro e pretende defender, entre Portugal e Veneza, a pertinência do contributo da arquitectura no redesenho do futuro descarbonizado, descolonizado e colaborativo.

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Segunda vida do icónico Edifício Cruzeiro começa agora

72 anos depois da inauguração daquele que foi o primeiro centro comercial do país, o antigo Edifício Cruzeiro, agora designado Academia de Artes, vai ser apresentado ao público dia 28 de Janeiro

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O icónico edifício, desenhado em 1947 pelo arquitecto Filipe Nobre de Figueiredo e renascido agora pelo traço do arquitecto Miguel Arruda será o ponto de partida da Vila das Artes, que inclui um conjunto de equipamentos municipais no perímetro envolvente, como o Museu da Música Portuguesa, o Auditório Fernando Lopes-Graça, no Parque Palmela, o Conservatório de Música e Dança de Cascais, o Teatro Municipal Mirita Casimiro e o Auditório Sra. da Boa Nova, entre outros.

Mantida a histórica fachada, o seu interior foi totalmente remodelado, resultando em diferentes espaços dedicados à área educativa, uma sala de espectáculos com capacidade para 312 pessoas, um palco com 150 m2, três camarins e uma sala de projecção.

A Escola Profissional de Teatro de Cascais vai ter 10 salas para as diversas disciplinas leccionadas, assim como o Conservatório de Música e Dança de Cascais vai ocupar oito salas. Esta será também a casa da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e da Companhia de Dança Paulo Ribeiro.

A biblioteca é outra das novidades já que é totalmente dedicada às artes performativas, a partir da colecção doada por José de Matos Cruz, especializada em cinema.

Ao longo dos anos, o espaço que chegou a dispor de 40 estabelecimentos, um rinque de patinagem, um cinema, dancings, um salão de fado e outro de jogos, foi-se degradando, chegando a um estado de autêntica inutilização. Devoluto durante vários anos, o edifício Cruzeiro esteve para ser demolido. Chegou a ter um projecto habitacional previsto pelo banco BPI, proprietário do imóvel.

Foi adquirido pela Câmara Municipal de Cascais em Novembro de 2016 ao Fundo de Pensões do BPI pelo valor simbólico de 100.000 euros, sendo que a autarquia só obteve luz verde do Tribunal de Contas para a realização de obras de requalificação em 2019.

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OASRN recebe encontros “The Future Design of Streets”

Entre Janeiro e Maio de 2023, a OASRN acolhe as sessões de debate que propõem “ampliar o leque de perspectivas sobre o futuro das ruas, para melhor entender e imaginar as várias possibilidades do seu desenho”

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Entre Janeiro e Maio de 2023, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) acolhe os encontros mensais organizados pela plataforma “The Future Design of Streets”. Em formato presencial e de webinar, estas iniciativas propõem “ampliar o leque de perspectivas sobre o futuro das ruas, para melhor entender e imaginar as várias possibilidades do seu desenho”.

O objectivo passa por “definir o compromisso para o desenho urbano, na implementação de novas ruas assim como na adaptação de existentes, reconhecendo a diversidade e a complexidade da vida urbana”, indica a organização.

As sessões têm lugar a 18 de Janeiro, 15 de Fevereiro, 15 de Março, 19 de Abril e 17 de Maio deste ano, sempre às 17 horas. As apresentações pelos oradores serão feitas em inglês, seguidas de sessões de debate em português com o público presente na sede da OASRN.

A primeira sessão, sob o tema “Changing Streets”, conta com a presença de Rita CastelBranco, arquitecta do Município de Lisboa, Patrick Bernard, fundador La Republique des Hyper Voisins, em Paris e de David Sim, director criativo Gehl, em Copenhaga
A 15 fevereiro tem lugar a segunda sessão, sobre “Play & Sports”, com a participação de Cidália Silva, arquitecta e investigadora Lab2PT, Laska Nenova, BG Be Active Association, Placemaking Europe e José Llopis, UPV – Universitat Politècnica de València.
“New/Old Approaches” é o tema escolhido para 15 de Março. Holly Lewis, co-founder We made that, de Londres, Rodrigo Coelho, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e Jasmijn Lodder, Strassen befreien (“Free the streets”), de Berlim abrem o debate.

A 19 de Abril, Joan Caba, urbanista do Barcelona Metropolitan, Niklas Aalto-Setälä, urbanista da cidade de Helsínquia e Juan Luis Rivas, da Universidade de Granada, abordam o tema “Big Streets”.

“Outside Suburbia” encerra este ciclo de sessões, com a presença de Sébastien Rolland, urbanista do Urbalyon, Helena Amaro, investigadora da CEAU-FAUP e João Leite, da Faculdade de Arquitetura Unidade de Lisboa.

The Future Design of Streets’ é uma iniciativa de Daniel Casas Valle (CEAU-FAUP), em colaboração com Ivo Oliveira (EAAD-UM), e resulta de uma parceria entre o grupo ‘Morfologias e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo’ da FAUP, da EAAD – Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, do Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território e do departamento de Arquitectura e Multimédia Gallaecia, da Universidade Portucalense.

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Casa da Arquitectura antecipa documentário sobre a vida e obra do fotógrafo Luís Ferreira Alves

A anteestreia do documentário “Luís Ferreira Alves: Um Olhar Construído” é exibida, em parceria com a RTP2, na CA no próximo sábado, 21 de Janeiro, a partir das 16h30

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A Casa da Arquitectura, em parceria com a RTP2, acolhe no próximo sábado, 21 de Janeiro, a partir das 16h30, a antestreia do documentário “Luis Ferreira Alves: Um Olhar Construído”, “um trabalho sobre a vida e obra do fotógrafo portuense que oferece um olhar incisivo sobre uma personagem poliédrica da cultura arquitectónica portuguesa, fotógrafo, cineasta e amante da vida”.  

Após a exibição do documentário, terá lugar uma conversa em torno da obra e da pessoa de Luis Ferreira Alves com Teresa Paixão, directora da RTP2, Ricardo Gonçalves, realizador do documentário, Victor Neves, autor do documentário e Pedro Leão Neto, investigador em comunicação de arquitectura e fotografia. A moderação ficará a cargo da arquitecta Joana Azevedo.

A projecção do documentário na Casa da Arquitectura antecipa a sua exibição em antena na RTP2 na grelha do próximo dia 26 de Janeiro.

Luís Ferreira Alves, falecido em 2022, com uma obra que atravessa a fronteira entre o analógico e o digital, doou todo o seu espólio à Casa da Arquitectura (CA) em Novembro de 2021, tendo-lhe sido atribuída pelo Ministério da Cultura a Medalha de Mérito Cultural numa cerimónia que decorreu nesse mesmo ano na CA.

Nascido em Valadares, em 1938, Luís Ferreira Alves era um apaixonado pelo cinema, tendo sido seccionista activo do Cineclube do Porto nos anos 50 e cofundador da Secção de Formato Reduzido e Cinema Experimental. Em 1962, foi preso pela PIDE e julgado no Tribunal Plenário do Porto, tendo sido compulsivamente afastado do Banco Ferreira Alves & Pinto Leite onde até então trabalhava junto do pai.

No início dos anos 80 retomou, como amador, intensa actividade fotográfica, tendo sido convidado pelo amigo arquitecto Pedro Ramalho a apresentar num seminário da Escola Superior de Belas Artes do Porto um diaporama sobre a sua obra arquitectónica, tornan-se esse o seu ponto de partida para a actividade como fotógrafo profissional.

Especializou-se na fotografia de arquitectura, património e território tendo sido publicado regularmente em revistas de todo o mundo. Colaborou intimamente com arquitectos da chamada Escola do Porto nomeadamente Eduardo Souto Moura cuja obra tem sistematicamente acompanhado.

Realizador de vídeos de arquitectura e culturais, tem dezenas de livros editados e realizou inúmeras exposições, algumas delas em coautoria, dentro e fora do País.

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