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2023 irá testar a resiliência do sector Imobiliário

Na entrada do novo ana Worx Real Estate Consultants faz um resumo da actividade do mercado imobiliário em 2022, e perspectiva as tendências que devem marcar o sector em 2023. Para a consultora, o sector tem motivos para estar optimista em 2023, pese embora os desafios que se adivinham

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Na entrada do novo ana Worx Real Estate Consultants faz um resumo da actividade do mercado imobiliário em 2022, e perspectiva as tendências que devem marcar o sector em 2023. Para a consultora, o sector tem motivos para estar optimista em 2023, pese embora os desafios que se adivinham

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Os desafios em 2023 serão muitos, a começar pelo aumento da inflação. Para Pedro Rutkowski, CEO da Worx, “em 2023 virão tempos de mudança e adaptação necessária, onde certamente também existirão boas oportunidades”, refere o responsável que sublinha, na sua análise, a importância da capacidade do país atrair, captar e fomentar o investimento institucional nacional e internacional.


(Na imagem: Pedro Rutkowski, CEO da Worx)

Em 2022 a actividade ocupacional de escritórios atingiu máximos históricos, revelando um crescimento homólogo de 88%, alcançando um valor histórico de 259.100 m2 de área transaccionada na Grande Lisboa entre Janeiro e Novembro de 2022. O negócio médio aumentou para 1.390 m2, que compara com 1.180 m2 em 2021, justificado pelo elevado número de negócios acima de 1.000 m2 (27%).

A Worx mantém as previsões apontadas no último WMarket Review Mid-year 2022, estimando que o ano de 2022 feche a actividade ocupacional em cerca de 275.000 m2 transaccionados na Grande Lisboa, duplicando os valores do ano 2021.

Do apurado ao momento, o Parque das Nações (zona 5) e as Zonas Emergentes (zona 3) foram as zonas mais procuradas, com uma representatividade de 27% e 20% na absorção total, respectivamente, influenciadas pelos maiores negócios do ano.

A ocupação de quase 28.000 m2 da Fidelidade, na sua futura sede em Entrecampos, e a compra pelo BNP Paribas de dois edifícios em construção no Parque das Nações, com mais de 38.000 m2, protagonizaram as maiores operações do ano.

As zonas prime (zonas 1 e 2) mantiveram uma concentração elevada da procura por parte das empresas (19%), com destaque para dois negócios de operadoras de espaços flexíveis em localizações centrais, nomeadamente a WeWork com 5.810 m2 e a Idea Spaces com 4.210 m2 – os maiores negócios do departamento de Agency da Worx no ano transacto.

Para 2023, antecipa-se um clima de dinamismo moderado na actividade ocupacional de escritórios, ainda que claramente abaixo de um ano histórico como 2022. Assim, e dado que 64% da oferta projectada para 2023 encontra-se pré-arrendada, perspectiva-se uma subida moderada da taxa de desocupação global na Grande Lisboa.
Com os crescentes requisitos por parte das empresas, a taxa de desocupação deverá apresentar uma dinâmica a duas velocidades – reduzida disponibilidade nas zonas mais centrais de Lisboa e em edifícios novos/remodelados, e níveis mais elevados de desocupação em zonas periféricas, sem acesso a metro e em que o parque de escritórios seja mais desactualizado.

As rendas prime brutas ainda deverão apresentar margem para ligeiros aumentos nas zonas prime e ribeirinhas, segundo as negociações em curso. No entanto, face aos acentuados aumentos dos custos de fit out, os proprietários deverão estar mais disponíveis para prestar incentivos e contribuições de forma a motivar as empresas a optar pela mudança de espaços.

Investimento em imobiliário comercial deverá ultrapassar a marca dos 2.500 M€
O mercado de investimento em imobiliário comercial registou cerca de 1.760 milhões de euros até Novembro de 2022 contabilizados pela Worx Real Estate Consultants, porém este valor poderá ser substancialmente superior.

Segundo as estimativas da consultora, o volume final do ano deverá ultrapassar seguramente a marca dos 2.500 milhões de euros canalizados para activos de rendimento em 2022 (altamente influenciado pelo fecho ainda não confirmado do portfólio Crow).

O sector de escritórios assumiu a liderança no volume de investimento fechado à data, contabilizando 31% do investimento, sinal da sua resiliência histórica a nível de performance e preço. O portfólio EREF composto por 3 activos vendido ao Castel Group por 110-120 milhões de euros foi o mais preponderante enquanto a quinta maior transacção.

As duas carteiras adquiridas pela Blackstone, o Connect por 208 milhões de euros e o Linda por 125 milhões de euros – o maior e o quarto maior negócio até ao momento, respectivamente – contribuíram para um investimento no sector industrial e logístico de 525 milhões de euros, a segunda maior fatia de 30% do capital alocado.

Também o sector alternativo e o sector hoteleiro, representando 14% e 13% do investimento total respetivamente, protagonizaram grandes operações. Destaca-se o segmento das residências de estudantes, em que a carteira da Smart Studios vendida à Round Hill Capital & Canada Pension Fund por €200 milhões foi a terceira maior transação.
O sector de retalho, apesar de ter captado apenas 11% do volume de investimento, protagonizou a segunda maior operação de venda – o Atrium Saldanha vendido à Sonae Sierra & Bankinter por
205 milhões de euros.

Num contexto macroeconómico de condições financeiras mais restritivas, aumento das taxas de juro de referência e inflação elevada, os investidores estão a fechar negócios em fases avançadas, mas estão a adoptar uma abordagem de “esperar para ver” para novos investimentos e entrarão num processo de “descoberta de preços”. Assim, o volume de investimento em 2023 será afectado, com um abrandamento esperado especialmente no primeiro semestre do ano.

“Espera-se uma descompressão das yields prime em todos os sectores após o aumento das taxas de juro e activos sem risco (OTs), que o mercado nacional ainda não comportou na integridade. Isto irá estabelecer um “novo normal” para as yields de referência no mercado” esclarece a responsável pela área de Research, Silvia Dragomir.

No entanto, o imobiliário comercial continua a ser uma alternativa de investimento atractiva dado que, embora os spreads face às OTs possam diminuir, uma parte substancial dos ganhos de capital deste tipo de activos provém de ganhos de saída que em Portugal não esperam uma forte quebra segundo o European Property Market Outlook 2022 do parceiro BNP Paribas Real Estate. Perante a dificuldade de acesso a financiamento bancário, tanto pela normalização da política monetária do BCE como pela aplicação da EU Taxonomy, os investidores terão de diversificar a forma como se financiam através de formas complementares (e.g. joint ventures, mezzanine loans, equity finance). E, ainda, terão de definir as suas expectativas de retorno para chegar a acordo com os vendedores sobre o “teto” dos preços e para serem concretizados os negócios.

Sustentabilidade é garantidamente um must have para o sector
Os proprietários de edifícios estão a apostar em força na obtenção das principais certificações de sustentabilidade. Considerando o atraso que existe na oferta do mercado português face ao contexto europeu, é relevante que as certificações sejam agora vistas como algo imperativo, um must have. Há empresas multinacionais que praticamente já só olham para edifícios certificados e os investidores institucionais, especialmente os ligados aos mercados de capitais, também apresentam requisitos nesse sentido.

Os green leases selam esse compromisso entre as partes de modo a serem responsáveis na construção, exploração e utilização dos edifícios. Pedro Rutkowski salienta que “na Worx já estamos a aconselhar os nossos clientes nesse sentido, antecipando as necessidades do mercado e garantindo que não se incorre mais adiante em elevados custos de transição. Esta é uma área em que a parceria com a Átomo Capital Partners tem sido crucial”.

Os investidores vão cada vez mais fazer o assessment do ESG nas novas aquisições, seja de performance ESG como de resiliência às alterações climáticas, pois acredita-se que estes activos vão atrair mais inquilinos, melhorar a taxa de ocupação, vão ser mais eficientes, pagar mais pelo espaço a seu tempo, ter melhor rentabilidade e menor risco percepcionado.
As conclusões do mais recente relatório REvolution – An ESG roadmap for Real Estate, lançado pela Worx em conjunto com a PwC, a CCR Legal e a Átomo Capital Partners, vão nesse sentido
– 91% dos proprietários de escritórios acredita que as certificações podem vir a proporcionar uma redução dos custos operacionais, 65% dos ocupantes de escritórios considera que a sua organização estaria disposta a pagar mais por espaços de escritórios certificados, 100% dos proprietários acredita que estas representam uma valorização no valor de venda.

Balanço de 2022 com os olhos postos de 2023
Bernardo Zammit e Vasconcelos, Head of Agency da Worx, menciona que “o ano de 2022 foi um ano recorde a nível de transacções, o que traz um clima de optimismo ao sector. Olhando para 2023, o crescimento contínuo das tecnológicas a operar no nosso mercado e a crescente absorção de espaços dos operadores de flex office irão caracterizar a dinâmica ocupacional no mercado de escritórios de Lisboa. Ainda que seja expectável uma correcção da absorção em 2023 para níveis inferiores aos de 2022, a consolidação dos modelos híbridos de trabalho nos diferentes sectores de negócio e a entrada de novas empresas no mercado, inevitavelmente, manterão o sector numa performance transaccional acima da média dos últimos 5 anos”.

“Os crescentes critérios de exigência dos arrendatários, finalmente em linha com os restantes mercados europeus, também estão a entrar num novo patamar. Nesse sentido, activos novos de referência e com superiores critérios de qualidade e sustentabilidade, como o World Trade Center ou o Oriente Green Campus, irão seguramente ser nomes a reter no panorama das transações de 2023” acrescenta o responsável de Agency.

Quanto ao departamento de Capital Markets da Worx, protagonizou operações de relevo no mercado, das quais se destaca a venda pelo Santander Asset Management do Ramalho Ortigão 51 por um valor superior a €50 milhões. Também importantes foram a recente venda do Jean Monnet pelo BPI Gestão de Activos, onde se encontra a sede do BPI e a sede da Comissão Europeia, e do Berna 54 vendido pela Norfin. Enquanto activos para promoção e reabilitação urbana, destacam-se a venda dos terrenos da antiga Fábrica Favorita pela ECS Capital por €13,5 milhões e do Hotel Atlantis Estoril por €6-7 milhões.

Francisco Caldeira, Investment Consultant da Worx, salienta que “foram operações de grande reconhecimento que revelam não só a confiança depositada pelos nossos clientes para valorizar e posicionar os seus activos, como uma grande resiliência do mercado de investimento em 2022”.

Ao fazer o balanço de 2022, Pedro Rutkowski considera que “este foi um excelente ano para a Worx, reflectindo o dinamismo do mercado imobiliário. Temos acompanhado vários ciclos e fases do sector, e a nossa capacidade de adaptação e inovação na forma como somos parceiros dos nossos clientes, têm-nos mantido sempre resilientes. 2023 será um ano com produtos relevantes a surgir no mercado, quer edifícios, quer terrenos, o que nos permite olhar para um futuro com optimismo e entusiasmo”, sustenta.

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Cushman&Wakefield assessora venda de unidade industrial na Marinha Grande

A unidade industrial é servida por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A8 e A17, e é composta por duas naves com cave, onde constam dois armazéns, sendo que em uma delas também existem espaços destinados à fabricação e serviços administrativos

A Cushman & Wakefield, consultora líder global em serviços imobiliários, anuncia que assessorou a Caixa Geral de Depósitos na venda de uma unidade industrial, com cerca de 10.000 m2 de construção, na Marinha Grande. O imóvel foi comprado pela Inipol, empresa portuguesa especializada em investimentos imobiliários e construção civil.

A unidade industrial é servida por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A8 e A17, e é composta por duas naves com cave, onde constam dois armazéns, sendo que em uma delas também existem espaços destinados à fabricação e serviços administrativos.

O novo proprietário irá iniciar um processo de reabilitação no imóvel, uma vez que este está desocupada há, aproximadamente, 10 anos – altura em que a anterior ocupante, Grandupla, abandonou o espaço devido a insolvência.

Para Bruno Neves, consultor do departamento de Industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield Portugal, “esta transação demonstra o forte dinamismo que se sente no setor industrial e logístico em Portugal. Fruto da escassa construção de ativos que cumpram os requisitos da maioria das empresas, temos vindo a verificar um aumento na compra de imóveis para reabilitação, tornando-se assim, mais rápido o início da operação no espaço, quando comparado com um processo de licenciamento standard. O distrito de Leiria, é um dos que, dado à sua localização geográfica e face aos acessos existentes, tem conseguido atrair e reter empresas dos mais diversos setores, consolidando cada vez mais a região e posicionando-se assim como um dos principais eixos nacionais para a logística e indústria. A indústria em Portugal está viva e recomenda-se!”

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Inipol adquire unidade industrial na Marinha Grande

A operação de venda foi assessorada pela Cushman & Wakefield, que representou o vendedor, a Caixa Geral de Depósitos, na transacção. A unidade foi comprada para reabilitação e voltará em breve ao mercado. Esta transacção demonstra o forte dinamismo que se sente no sector industrial e logístico em Portugal

A unidade industrial, com cerca de 10.000 m2 de construção, está localizada na Marinha Grande e foi comprada pela Inipol, empresa portuguesa especializada em investimentos imobiliários e construção civil.

A unidade industrial é servida por excelentes acessibilidades, localizando-se muito próximo da autoestrada A8 e A17, e é composta por duas naves com cave, onde constam dois armazéns, sendo que em uma delas também existem espaços destinados à fabricação e serviços administrativos. O novo proprietário irá iniciar um processo de reabilitação no imóvel, uma vez que este está desocupada há, aproximadamente, 10 anos, com a insolvência do anterior a Grandupla.

Para Bruno Neves, consultor do departamento de Industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield Portugal, “esta transacção demonstra o forte dinamismo que se sente no sector industrial e logístico em Portugal. Fruto da escassa construção de activos que cumpram os requisitos da maioria das empresas, temos vindo a verificar um aumento na compra de imóveis para reabilitação, tornando-se assim, mais rápido o início da operação no espaço, quando comparado com um processo de licenciamento standard. O distrito de Leiria, é um dos que, dado à sua localização geográfica e face aos acessos existentes, tem conseguido atrair e reter empresas dos mais diversos sectores, consolidando cada vez mais a região e posicionando-se assim como um dos principais eixos nacionais para a logística e indústria. A indústria em Portugal está viva e recomenda-se!”

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CBRE assessora transacção do maior portefólio de supermercados em Portugal

O portefólio é composto por 49 activos distribuídos pelo País, sendo que 44 são operados pela Jerónimo Martins, sob a marca Pingo Doce e contabiliza cerca de 70 mil metros quadrados de Área Bruta Locável

A LNC Capital Partners adquiriu à Trei Real Estate, do Tengelmann Group’s aquele que é considerado até ao momento o maior portefólio de supermercados alguma vez transaccionado em Portugal. Por parte do vendedor, a operação foi assessorada pela CBRE e pela Morais Leitão no âmbito jurídico.

Nesta transacção, a LCN Capital Partners foi assessorada pela Cushman & Wakefield, PLMJ, KPMG e ainda pela Engexpor. Esta operação vem consolidar a posição da LCN, um investidor que tipicamente procura operações de sale-leaseback e built-to-suit na Europa e América do Norte, como um dos mais proeminentes proprietários de supermercados na Europa.

“Este investimento consolida a nossa posição como o maior proprietário não-operador de supermercados em Portugal, e um dos maiores a nível ibérico. Estamos verdadeiramente satisfeitos por juntar o Pingo Doce à nossa lista de arrendatários e parceiros no nosso portefólio europeu, uma vez que se trata de um dos retalhistas de maior destaque a nível nacional. Com uma vasta experiência em parcerias com empresas/arrendatários de renome, presentes em vários sectores e industrias, e que ocupam imóveis críticos para a sua operação, a LCN continua interessada em consolidar e crescer o seu portefólio na Europa e em Portugal”, Carlos Vieira Neto, vice-presidente da LCN Capital Partners.

O portefólio é composto por 49 activos distribuídos pelo País, sendo que 44 são operados pela Jerónimo Martins, sob a marca Pingo Doce e contabiliza cerca de 70 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).

“A CBRE orgulha-se de adicionar esta operação icónica ao seu track record, sobretudo por se tratar da maior transacção de supermercados já registada no nosso País. Será certamente um marco no ano 2023 e passa uma mensagem muito positiva sobre a resiliência do mercado imobiliário português e a sua capacidade de atrair investimento estrangeiro”, comenta Nuno Nunes, senior director de Capital Markets da CBRE Portugal.

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Home Tailors Real Estate comercializa empreendimento Vale do Pereiro

Promovido pela Capvest e com projecto do gabinete de arquitectura suíço, NOMOS, o empreendimento residencial resulta da reabilitação de um antigo edifício de escritórios

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Promovido pela Capvest, o empreendimento Vale do Pereiro encontra-se a ser comercializado pelo departamento de Development and Corporate da Home Tailors Real Estate. “Um privilégio” considera David Carapinha, ceo & founder da Home Tailors Real Estate, dado tratar-se de “um projecto único e de excepção”.

Situado perto da avenida da Liberdade, o Vale do Pereiro resultada da remodelação de um antigo edifício de escritórios em “treze apartamentos luxuosos e modernos”, desde T1, T2 com jardins e duas penthouses com terraços na cobertura. O projecto foi concebido pelo gabinete de arquitectura suíço, NOMOS.

O edifício apresenta uma fachada “com design único e diferenciador e um ambiente requintado no interior”, com acabamentos como pavimentos em terrazzo, painéis folheados em sucupira ou lioz nas casas de banho e bancadas de cozinha.

“Quisemos marcar verdadeiramente a diferença com este edifício, o desenho da fachada é completamente distinto do que já existe em Lisboa e confere-lhe um carácter único. No interior cada detalhe foi também pensado ao pormenor para conferir a cada um dos apartamentos um ambiente extremamente elegante e de grande conforto”, afirma Magid Khoury, ceo da Capvest.

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Kronos Real Estate Group anuncia expansão do seu portefólio em Portugal

A Kronos Homes vai agora desenvolver 10 resorts e 4 projectos residenciais, a sua maioria no Algarve. A nova aquisição, entre as quais se destaca o emblemático Vale do Lobo Golf & Beach Resort, representa um potencial de mais de 1.000 milhões de euros em vendas imobiliárias

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A nova e significativa aquisição posiciona a Kronos Real Estate no grupo dos principais gestores de resorts e promotores imobiliários em Portugal. A mudança permitirá à marca Kronos Homes gerir e operar uma carteira de 14 projectos. São 7 os novos empreendimentos como complemento da carteira existente, que inclui, entre outros, quatro projectos imobiliários/ residenciais. Os novos activos do portfólio incluem cerca de 750 propriedades já edificadas, 425 unidades a serem desenvolvidas em mais de 102.000 metros quadrados de área. O negócio representa um potencial de mais de 1.000 milhões de euros em vendas de propriedades, localizadas maioritariamente na região do Algarve.

No início deste ano, um consórcio liderado por fundos de investimento aconselhados pela Davidson Kempner Capital Management LP, incluindo os parceiros operacionais Kronos RE (para o desenvolvimento imobiliário) e Highgate (para a hotelaria), completou a aquisição da principal gestora de investimentos portuguesa ECS Capital. Incluídos na carteira estão hotéis, campos de golfe, terrenos para desenvolvimento e uma vasta gama de propriedades turísticas/ residenciais.

Em Portugal, a Kronos Homes já é reconhecida pelo desenvolvimento e gestão dos resort, Palmares Ocean Living & Golf e Amendoeira Golf Resort, e pelo desenvolvimento dos projectos residenciais Distrikt, The One e Zen, em Lisboa.
Agora, a Kronos Homes será também responsável pelo reposicionamento e pelas operações comerciais imobiliárias de uma série de resorts no Algarve, incluindo a gestão e desenvolvimento imobiliário do emblemático Vale do Lobo Golf & Beach Resort. Com uma vasta gama de comodidades e serviços, os planos de desenvolvimento futuro incluem um hotel de cinco estrelas com 135 quartos e vários apartamentos e moradias de luxo.
Deste portfólio, agora a desenvolver pela Kronos Homes, estão ainda os importantes empreendimentos como o Salema Beach Village, Cascade Wellness Resort, Monte Santo Resort, Conrad Algarve, Salgados Palm Village e Salgados Dunas Suites.

“Este investimento reflecte os objectivos que estabelecemos para a nossa marca em Portugal. Foi uma excelente oportunidade para alargar a nossa presença num mercado que consideramos muito relevante para a actividade da Kronos. Sabemos que, com a nossa experiência no mercado, liderada pela nossa visão e empenho numa arquitectura de excelência, juntamente com os nossos parceiros e as equipas locais em cada um dos projectos, seremos capazes de desenvolver, investir e fazer crescer com sucesso este importante portfólio”, sublinha Saïd Hejal, Sócio Fundador e CEO, Kronos Real Estate Group.

A expansão marca um passo significativo como parte da estratégia a longo prazo da Kronos Homes. O promotor começou a operar no sector residencial espanhol em 2015. Desde então, tem aumentado a sua carteira de empresas e o investimento atribuído ao forte desenvolvimento dos projectos que lidera. Chegou a Portugal no final de 2017 e tem agora mais de 40 projectos em curso em ambos os mercados.

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Remax Collection promove conferência sobre o futuro do mercado imobiliário

“Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”, é a segunda conferência de um ciclo de debates sobre o sector, que tem por objectivo analisar o futuro do mercado imobiliário de luxo em Portugal

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A Remax Collection, especializada nos empreendimentos de luxo, organiza, no dia 15 de Fevereiro, a II Conferência “Investir em Portugal: O Futuro Mora Aqui”, o segundo de um ciclo de debates sobre o sector, que tem por objectivo analisar o futuro do mercado imobiliário em Portugal. O evento em formato presencial, no Hotel Holiday Inn, em Gaia, contará com alguns dos principais responsáveis do sector para explicar as dinâmicas deste importante e actual tema.

O que esperar em 2023 do mercado imobiliário nacional, os principais desafios futuros que o sector enfrenta, as razões da atractividade do País no que respeita ao investimento internacional em imobiliário de luxo, entre outros, são alguns do temas que serão tratados no evento.

Na mesa-redonda participarão Beatriz Rubio, ceo da Remax Collection, José Cardoso Botelho, ceo Vanguard Properties, Paulo Caiado, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) e Ricardo Guimarães, director do Confidencial Imobiliário.

Segundo Beatriz Rubio, “Portugal está, mais do que nunca, no radar de muitos investidores além-fronteiras, que veem no nosso país excelentes oportunidades, quer de construção nova, quer de reabilitação, quer de reconversão”. Neste sentido, “o mercado imobiliário de luxo tem dado provas de grande dinamismo, que se explica por uma maior resistência a dificuldades de origem económica e financeira, como as derivadas das subidas da inflação e das taxas de juro, assim como do contexto actual de alguma incerteza”.

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Imperial Brands muda-se para o Edifício Ramazzoti

A operação foi assessorada pela CBRE, tendo actuado em nome do proprietário do espaço, a Marathon MCAP Global Finance, gestora de fundos com sede em Londres

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A empresa especialista nos segmentos de charutos, cigarrilhas, cigarros electrónicos e tabaco de enrolar, Imperial Brands está a agora no Edifício Ramazzotti, em Carnaxide. A operação foi assessorada pela CBRE, tendo actuado em nome do proprietário do espaço, a Marathon MCAP Global Finance, gestora de fundos com sede em Londres.

O novo escritório da Imperial Brands, com uma área de 580 metros quadrados (m2), encontra-se no segundo piso do Edifício Ramazzotti. Com um total de 14 mil m2, este edifício integra escritórios, retalho e armazéns, além de estar localizado perto do centro de Lisboa e das principais vias de distribuição rodoviárias, como a autoestrada A5.

“O novo escritório é estratégico para o negócio da Imperial Brands. Além de um espaço à medida e com excelentes acessos, principalmente ao centro de Lisboa, é a solução ideal para fixar os colaboradores da Imperial Brands e desenvolver novos modelos de trabalho e de relação com stakeholders”, destaca André Almada, senior director Offices Advisory & Transaction da CBRE Portugal.

“Os modelos de trabalho instituídos pelas empresa, bem como os locais de trabalho são factores decisivos para as novas gerações. O nosso propósito com o novo escritório é encontrar um espaço que promova o networking, as boas práticas de sustentabilidade, mas que seja, também, orientado para proporcionar “employee experience” a todos os colaboradores, de forma a que se sintam mais motivados num espaço mais colaborativo com várias zonas de trabalho e de lazer, focados sempre no bem-estar das nossas pessoas”, destaca Miguel Simões, market manager de Portugal & Andorra da Imperial Brands.

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ERA reforça presença no país com abertura de três novas lojas

Duas novas lojas na AML, em Rio de Mouro e no Montijo, e uma no Minho, em Viana do Castelo reforçam o plano de expansão da rede imobiliária

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No âmbito do seu plano de expansão, no qual pretende chegar até às 120 lojas até 2025, a ERA Portugal acaba de abrir este mês três lojas: duas na Área Metropolitana de Lisboa, ERA Rio de Mouro e ERA Montijo Rio, e uma no Minho, em Viana do Castelo, a ERA Viana Sul. “Estas lojas têm como objectivo responder à dinâmica do mercado nas respectivas regiões e aos desafios que o sector imobiliário apresenta em todo o território nacional”, assegura a marca.

Na Área Metropolitana de Lisboa, apesar da sua actual vasta cobertura (60 agências), a ERA continua a detectar novas oportunidades em diferentes concelhos devido à procura crescente de casas nas regiões próximas da capital.

No Montijo, em particular, a procura tem-se mantido constante e a construção de obra nova continua a ser forte. A proximidade a Lisboa, assim como a centralidade e facilidade de acessos, têm sido alguns dos factores para o crescimento da procura na região e justificam a abertura de uma segunda agência ERA. A maioria dos clientes são portugueses, mas têm surgido outras nacionalidades, sobretudo brasileiros e angolanos, a investirem na zona.

Em Rio de Mouro, a nova loja ERA pretende responder à oportunidade de mediação imobiliária da região que soma muitas transacções e onde a maioria dos clientes é de nacionalidade portuguesa. A procura crescente de clientes compradores nos últimos anos é justificada pelos valores praticados na zona, mais acessíveis a grande parte das famílias portuguesas, e pelo facto do arrendamento ter assumido valores substancialmente elevados, imprimindo uma necessidade maior de compra de casa.

Em Viana do Castelo, a abertura de uma segunda loja ERA surge com o intuito de trabalhar a proximidade e a captação de mais oportunidades num distrito de enorme potencial. A nova agência, situada na margem sul do rio Lima, está focada em dar resposta à procura dos clientes portugueses, que na sua maioria pretendem adquirir uma casa para habitação própria permanente, mas também dos clientes de países francófonos e, mais recentemente, americanos. A procura de moradias com espaços exteriores tem sido uma realidade em crescimento nesta região.

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Cushman & Wakefield vende sede da Bayer em Carnaxide

A venda ocorre após a mudança dos escritórios da farmacêutica alemã para o World Trade Center. O edifício de 5.600m2 foi vendido a um family office nacional

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A Cushman & Wakefield anuncia a venda da antiga sede da alemã Bayer, em Carnaxide, a um family office nacional.
A venda do imóvel surge após a farmacêutica ter anunciado, o ano passado, que ia realocar os seus colaboradores num novo escritório no World Trade Center, numa operação apoiada também pela consultora.

O edifício “stand-alone” de Carnaxide, tem 5.600m2, fica próximo de várias sedes de entidades internacionais e do centro comercial ALEGRO. Dispõe de 110 lugares de estacionamento e características técnicas de grande qualidade, como o uso de tinta à base de cortiça na fachada para garantir a maior eficiência do edifício. A par disso, algumas áreas específicas, como a recepção e a cantina, sofreram recentemente algumas remodelações, pelo que o imóvel encontra-se pronto para acolher um novo inquilino.

“Numa zona com alguma disponibilidade de escritórios de qualidade, o comprador percebeu que este imóvel reúne características muitíssimo interessantes e competitivas apesar de não ser novo, nomeadamente a localização e visibilidade, a eficiência dos pisos, o espaço verde exterior e o excelente estado de manutenção. Foi uma transacção simples e isto diz muito”, refere Carlos Oliveira, Partner da Cushman & Wakefield Portugal.

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Savills antecipa um “optimismo moderado” para o sector imobiliário em 2023

A consultora imobiliária apresentou os resultados de 2022 e as suas previsões para 2023 do mercado imobiliário. “Optimismo moderado” foi a expressão mais usada pelos analistas. A conjuntura é marcada pela incerteza mas a procura dos investidores estrangeiros pelo mercado português permanece em alta

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A palavra-chave escolhida, por unanimidade, para 2023 foi ‘optimismo moderado’. Apesar da conjuntura económica de inflação e da instabilidade política, da falta de oferta de activos e da previsão de aumento do valor das rendas do sector residencial, as perspectivas mantêm-se optimistas influenciadas pela procura de investimento estrangeiro no país, que continua forte em todos os segmentos.

“O mercado imobiliário tem grande visibilidade e é responsável por grande parte da atracção de investimento internacional no nosso país. Estamos confiantes e com um sentimento positivo para 2023”, sublinhou Patrícia Melo e Liz, CEO da Savills Portugal.

Com uma breve introdução de Paulo Silva, Head of Country da Savills Portugal, que contextualizou esta análise conjuntural do sector, a apresentação e moderação ficou a cargo da Head of Research & Communications, Alexandra Gomes, que partilhou dados dos vários mercados, desde o industrial & logística, escritórios, retalho, a residencial e investimento, contando ainda com a participação dos respectivos directores de agência, Pedro Figueiras, Frederico Leitão de Sousa, José Galvão, Miguel Lacerda e Alberto Henriques.

As questões de ESG e sustentabilidade também foram destacadas, dada a sua relevância para os investidores que procuram cada vez mais activos que cumprem os seus requisitos.

Análise do mercado de investimento
Após dois anos de pandemia, 2022 foi a confirmação da recuperação com uma nota muito positiva do mercado nacional de investimento imobiliário. No final de 2022, o volume de investimentos imobiliários comerciais atingiu 3,3 mil milhões de euros. Em contraste com um cenário de forte incerteza económica e política europeia, o mercado interno continuou a revelar-se um porto seguro e resiliente para os investidores. Após um primeiro semestre instável e a um ritmo mais lento, onde apenas 830 milhões de euros foram transacionados, durante o segundo semestre do ano o mercado acelerou, testemunhando as vendas de carteiras importantes.

Crow Portfolio (Hospitality), Connect Portfolio (Industrial & Logistics) e Move Portfolio (Student Housing) somaram mais de 1.200 milhões de euros no volume total de investimento contabilizado em 2022. No total, as vendas de várias carteiras em 2022 foram responsáveis por 50% do volume total de investimento em 2022 e demonstraram a confiança e o empenho dos investidores no mercado doméstico. Os investidores norte-americanos foram os principais atores em 2022, através da compra de activos nos segmentos Hospitality, Industrial & Logistics e Residential.

Em 2022, os sectores da Hotelaria, Escritórios e Logística destacaram-se, liderando a preferência dos investidores. A Hotelaria, através da venda da Crow Portfolio, registou uma quota de mercado de 37%, seguida de activos de escritório com 21% e logística com 13%. Os chamados segmentos tradicionais, o sector dos escritórios atingiu um total de 710 milhões de euros, um ligeiro decréscimo de 9% em relação a 2021. O ponto alto foi a venda da sede do Novo Banco na Zona Prime CBD ao promotor Merlin Properties, num total de 15.477 m2 pela soma de 112 milhões de euros. Em 2022, foram vendidos outros activos emblemáticos de escritórios, nomeadamente a antiga sede do Banco Popular e o edifício Liberdade 242, sede da Fidelidade, demonstrando o forte desejo dos investidores de ativos essenciais nas zonas prime, ou de imóveis com elevado potencial de reabilitação, correspondendo às actuais exigências da procura, tanto em termos de dimensão, como de especificações técnicas e sustentáveis, visando inquilinos de qualidade e contratos a longo prazo.

Mas o grande destaque pertence ao sector industrial & logístico. Após vários anos de estagnação total tanto no mercado de investimento como no mercado ocupacional, em 2022 este sector foi responsável por um investimento recorde de 567 milhões de euros no total através da venda de carteiras. Dos 15 negócios fechados ao longo do ano, 5 eram portfólios. O ano de 2022 foi também um ano de resultados positivos para segmentos alternativos, que ascendeu a mais de 300 milhões de euros. A venda da Portfolio Move to Round Hill Capital por 200 milhões é a prova de que os segmentos alternativos se tornaram uma peça fundamental no mercado imobiliário português. À medida que este tipo de activos começa a progredir em Portugal e a consolidar a sua posição, atrairá cada vez mais capital internacional de players que queiram alargar a sua carteira a outros mercados geográficos.

O capital transfronteiriço permanece dominante no investimento imobiliário no mercado português, com nacionalidades a alargarem-se ano após ano. Em 2022, para além da operação de Hospitalidade do Crow Portfolio, 38% do investimento internacional foi direccionado para os ativos de escritório e industriais & logísticos.

Em 2022, os investidores norte-americanos foram responsáveis por investir mais de mil milhões de euros. No entanto, este resultado deve-se inteiramente à transacção da Crow Portfolio adquirida pelo americano Davidson Kempner. Se retirarmos esta operação extraordinária da equação, os investidores dos mercados europeus lideram a tabela. Espanha foi responsável por 18% do volume de investimento com a aquisição de ativos no valor aproximado de 600 milhões de euros, seguida pelos investidores franceses, com um valor de investimento ligeiramente superior a 350 milhões de euros.

Os investidores nacionais representam uma quota de mercado de 15%, correspondente ao encerramento de 48 transações e um volume total de investimento de mais de 450 milhões de euros relacionado com a aquisição de activos de escritório e hotelaria, com um investimento médio de 10 milhões de euros. O pool nacional de investidores em 2022 foi liderado por Fundos de Gestão Imobiliária, Bancos, Promotores e também incluiu investidores privados.

As tendências para 2023

Para 2023, o cenário delineado pela actual situação económica deverá continuar durante todo o ano, com o aumento das taxas de juro a fim de equilibrar as taxas de inflação e os elevados custos de construção. Com a Euribor a aumentar as taxas e os spreads de risco de crédito mais elevados, as decisões de investimento a serem tomadas com mais cautela, com uma estratégia mais pronunciada de ‘esperar para ver’. O aumento dos custos de financiamento, afetando os valores de retorno esperados dos investidores, determinará se há espaço para a reprincing dos preços.

Será um ano de maior cautela e pensamento estratégico, altamente influenciado pela evolução da inflação e das taxas de juro. Uma maior diversificação das carteiras pode ser a estratégia adotada pelos investidores que desejem equilibrar o seu grau de exposição, tais como o investimento em segmentos residenciais e alternativos, nomeadamente os de senior living, health care e student housing, uma vez que existe uma falta de oferta existente no mercado. Os activos de escritórios vão sempre permanecer no topo das preferências dos investidores.

As classes de activos que evoluem em torno das tendências demográficas, beneficiarão também de alterações nos perfis geracionais e nos fundamentos do mercado que permanecem relevantes durante um longo período. Por outro lado, temos um mercado ocupacional que bate recordes históricos nos sectores de escritórios e logística, que são apoiados por uma procura que não mostra sinais de enfraquecimento e vai contra as previsões de declínio do mercado ocupacional.

Além disso, uma das principais tendências em 2023 será uma maior preocupação com as questões do ESG e da descarbonização. Portugal tem um parque imobiliário que necessita urgentemente de renovação a fim de se alinhar com os objectivos ambientais estabelecidos para 2030.

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