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    Jardim Miraflores – Torre Girassol

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    B. Prime comercializa lojas no ‘Jardim Miraflores’

    O conjunto de 11 lojas integram o empreendimento promovido pelo Grupo Krest, cuja conclusão do primeiro edifício está prevista para o primeiro trimestre de 2023

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    A consultora imobiliária B. Prime encontra-se a comercializar um conjunto de 11 lojas que integram o empreendimento Jardim Miraflores, promovido pelo Grupo Krest e cujas áreas podem ser adaptáveis às exigências de cada lojista.

    Constituído por três edifícios – Torre Girassol, Lotus Living e Villa Iris – e rodeado de jardins, o Jardim Miraflores encontra-se numa zona consolidada de serviços e comércio e que acolhe inúmeras empresas.

    “Este conjunto de lojas vem acrescentar maior diversidade e, principalmente maior qualidade a uma zona onde a oferta existente já não consegue dar resposta a uma população cada vez mais exigente e em forte crescimento”,  indica Paula Costa, responsável pelo retalho da B. Prime.

    Este complexo em fase de construção, e cuja conclusão do primeiro edifício está prevista para o primeiro trimestre de 2023, localiza-se junto à Escola Secundária de Linda-a-Velha.

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    Hera.coop representa investimento de 34M€

    A MOME, gestora profissional de cooperativas de habitação apresenta dia 20 de Junho a cooperativa Hera.coop. O investimento de 34 milhões de euros irá criar 98 apartamentos de diferentes tipologias

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    A MOME, gestora profissional de cooperativas de habitação, faz o lançamento da cooperativa Hera.coop no dia 20 de Junho. O evento terá como tema central “O que move as pessoas a fazerem grandes coisas em conjunto”.

    Com assinatura do gabinete de arquitectura Hori.zonte, a cooperativa Hera.coop, localizada no Carvalhido, contará com 98 apartamentos de diferentes tipologias (T0, T2 e T3) e representa um investimento de 34 milhões de euros.
    Francisco Rocha Antunes, fundador e presidente da MOME, marcará presença na sessão que contará com a apresentação do gabinete Hori.zonte, responsável pelo projecto Hera.coop.

    O evento incluir um painel de debate que contará com a presença de Álvaro Domingues, geógrafo e professor da faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Joana Milhais Ferreira, arquitecta da MASSLAB, José Miguel Lameiras, arquitecto paisagista e professor da faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Lourenço França, seleccionador nacional de Ginástica Acrobática. A João Braz Pereira, responsável de Conhecimento e Iniciativas ESG da MOME, caberá moderar o debate.

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    B. Prime mandatada para gerir Lote 23 da Quinta Patino

    Segundo Francisco Grilo, responsável pela área de Building Consultancy & Management“, além da gestão aos espaços comuns dos edifícios, implementámos igualmente o serviço B. Exclusive, um facilitador do dia-a-dia para os utilizadores dos nossos imóveis”

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    A consultora B. Prime foi mandatada para gerir o Lote 23 da Quinta Patino, constituído por 43 fracções, com 17 mil metros quadrados (m2), constituído por inúmeros jardins e que se situa em Alcabideche.

    Considerado um dos “mais prestigiados e reconhecidos pela sua beleza”, a Quinta Patino é um dos mais “marcantes” projectos residenciais da zona do Estoril e é um dos maiores complexos habitacionais que a B. Prime gere, juntando-se ao restante portfólio que se concentra essencialmente na Área Metropolitana de Lisboa.

    Segundo Francisco Grilo, responsável pela área de Building Consultancy & Management, “além da gestão aos espaços comuns dos edifícios, implementámos igualmente o serviço B. Exclusive, um facilitador do dia-a-dia para os utilizadores dos nossos imóveis”.

    O B. Exclusive disponibiliza o mesmo tipo de resposta que teria num reconhecido hotel, mas sem necessitar de sair de casa, através de um serviço de “concierge” que pode estar disponível fisicamente ou remotamente e que poderá resolver meros recados, passando por serviços de limpeza, reparações, ou serviços de babysitting ou petsitting. No caso da Quinta Patino, este serviço é garantido de forma remota.

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    Turismo impulsiona ocupação da Rua de Santa Catarina no Porto

    De uma forma geral, o retalho na cidade consolidou-se com a entrada de marcas como Carolina Herrera ou Purificación García, reforçando a oferta da cidade que, até este ano, contava, quase exclusivamente, com marcas portuguesas e as do grupo Inditex e outras espanholas

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    O crescimento do turismo no Porto, em particular de turistas estrangeiros, contribuiu para um aumento tanto de compradores, como de vendas nas principais localizações da cidade, com destaque para a rua de Santa Catarina.

    O relatório de retalho referente a 2023 daRetail, empresa de consultoria imobiliária especializada na venda e arrendamento de espaços comerciais e da Gesvalt, empresa de referência no sector da consultoria, avaliação e serviços técnicos, aponta para o aumento do turismo na cidade, tendo recebido mais 22 % de dormidas em 2023 face a 2022, representando 7,6 % do total do País.

    O destaque vai para a rua de Santa Catarina que, dos seus 131 espaços existentes, apenas cinco se encontram disponíveis, representando uma taxa desocupação de 93%.

    De uma forma geral, o retalho na cidade consolidou-se com a entrada de marcas como Carolina Herrera ou Purificación García, reforçando a oferta da cidade que, até este ano, contava quase exclusivamente com marcas portuguesas juntamente com as do grupo Inditex e algumas outras marcas espanholas, como a Bimba y Lola.

    Entre as lojas instaladas na rua de Santa Catarina, destacam-se os espaços dedicados à moda, representando mais de metade do total, mais precisamente 65,71 %. A seguir, ambos com 10%, surgem os espaços de restauração e cosmética, seguidos dos espaços de serviços, com 5,71%, e dos espaços de outro tipo, com 8,57 %.

    Já na zona dos Clérigos destacma-se as marcas premium e na zona dos Aliados como o principal destino das marcas de luxo, tal como se pode comprovar pela abertura da Tods, Burberry, Zegna ou Longchamp nesta localização.

    Neste caso, os espaços com mais de 1000 metros quadrados (m2) têm um custo de 50 €/m², enquanto aqueles entre 501 e 1000 m2 têm rendas entre 60 €/m² e 70 €/m². Nos espaços com menores áreas, entre 301 e 500 m2, a renda situa-se entre 80 €/m² e 90 €/m²; naqueles com uma área entre 101 e 300 m2, a renda situa-se entre 95 €/m² e 110 €/m²; e, por último, os espaços com menos de 100 m2 têm custo entre 120 €/m² e 150 €/m².

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    Problema da habitação exige “resposta complexa conjunta”

    Presente na V Conferência da Promoção Imobiliária, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Junho, em Lisboa, Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, considera que é necessário “repor a confiança de investidores e promotores”, o que exige “medidas concretas e céleres”

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    Equilíbrio foi a palavra de ordem na intervenção de Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação, no arranque dos trabalhos da tarde da V Conferência da Promoção Imobiliária, que decorreu esta terça-feira, dia 18 de Junho, em Lisboa e que reuniu algumas centenas de profissionais do sector, com organização da Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários (APPII) e da Vida Imobiliária.

    Na sua primeira intervenção pública junto da indústria, que representa volumes de investimento da ordem dos 15% do PIB nacional, a governante defendeu a necessidade de sector público e privado trabalharem conjuntamente para resolver a questão da habitação e criar soluções estruturais.

    “O problema da habitação está longe de ser resolvido e, por isso, é preciso trabalharmos em conjunto para dar os primeiros passos e criar um equilíbrio no sector”, declarou a secretária de Estado da Habitação, um desafio ao qual a indústria respondeu com a afirmação de que “está ao dispor do Governo e dos portugueses para conseguirmos ter mais habitação em Portugal”, nas palavras de Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII.

    O presidente da associação representativa deste sector frisou durante a conferência que “temos um problema habitacional há décadas” e que o mesmo “exige uma resposta complexa dada em conjunto”. Na sua perspectiva, é necessário repor a confiança de investidores e promotores, o que exige “medidas concretas e céleres”.

    “A conjuntura actual exigia uma mudança de paradigma, que a nova estratégia pública parece trazer ao propor-se dinamizar a oferta. Contudo, é preciso que esta mudança seja célere. Os portugueses precisam de mais casas a preços que podem pagar. E não podem esperar quatro anos. É fundamental urgência, celeridade e acção”, afirmou Hugo Santos Ferreira, destacando a redução do IVA na construção de habitação de 23% para 6%.

    Este foi um dos temas marcantes em debate no encontro com a titular da pasta da Habitação. Sem revelar uma data concreta para avançar com medidas nesta área e em que moldes serão realizadas, a responsável ressalvou que “é preciso tempo para trabalhar nesta medida e que a mesma não pode ser despida e isolada das outras medidas”.

    Patrícia Gonçalves Costa considera que “estas só farão sentido se forem todas tomadas em bloco e avançarmos com a mesma urgência para todos”, revelando que “precisamos de tempo, mas não estamos a trabalhar para o final de legislatura”. O Executivo defende que “a redução do IVA tem de ser trabalhada mais em pormenor para, no momento em que sai, ter benefícios para o promotor e para o utilizador. Não queremos avançar sem que haja esta garantia”.

    Em relação às medidas de uso do solo público, Patrícia Gonçalves Costa confirmou que o Governo está “a trabalhar no sentido de garantir a compatibilidade deste regime com outros diplomas já em vigor e que podem ter que sofrer alterações de maneira a não bloquear este interesse urgente na concretização, que é acelerar procedimentos e todas as parcerias que possam acontecer de privados com autarquias possam ser equilibradas”.

    Outro tema debatido foi o Simplex Urbanístico, uma medida que a APPII frisou ter sido bem acolhida pelo sector, embora com a necessidade de sofre correções e ajustes, também confirmada pela secretária de Estado garantindo, contudo, que “qualquer alteração não pode perder de vista o princípio essencial de simplificação e aceleração do processo administrativo”.

    Até Agosto, o Executivo pretende realizar as correções que têm a ver com as compatibilidades das portarias e, num momento à posteriori, resolver as questões mais profundas em conjunto com todos os stakeholders que têm vindo a ser auscultados.

    Em relação ao arrendamento acessível, evidenciou-se o built-to-rent e a importância do financiamento para esta área, com a Governante a anunciar que o Executivo está a “trabalhar várias linhas de financiamento que garantam um programa robusto de arrendamento, que poderá estar desenhado a mais breve trecho que o anunciado. O programa de arrendamento acessível também está a ser revisitado a nível de procedimentos, incluindo de valores de renda e garantir a confiança aos intervenientes para assumirmos o arrendamento como um produto estável e de confiança.”

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    Lisboa é o 8º destino para investimento em residências de estudantes na Europa

    A capital portuguesa emerge como um dos mercados com maior potencial de crescimento deste tipo de imobiliário entre 40 cidades europeias analisadas. Residências de estudantes na Europa terão défice de 3,2 milhões camas dentro de cinco anos, revela estudo internacional da JLL

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    A procura por residências de estudantes (Purpose-built student accommodation, PBSA, no termo em inglês) de qualidade na Europa nunca foi tão elevada. O número de estudantes continua a crescer, reflectindo a crescente procura internacional pelas principais faculdades europeias. O interesse dos investidores também está a aumentar, atraídos pela solidez dos valores praticados e bom desempenho operacional. Contudo, a procura supera largamente a oferta existente, estimando-se que faltem 3 milhões de camas no stock para dar resposta às necessidades actuais. Este défice deverá agravar-se em mais 200.000 camas nos próximos cinco anos, mostra o relatório “European PBSA: Investing in the Future”, desenvolvido pela JLL.

    Este estudo analisa 40 cidades europeias em termos da procura por parte dos estudantes, da oferta de residências universitárias e do seu potencial de desenvolvimento, a maturidade do mercado, desempenho operacional, acessibilidade e adequação de eficiência energética do actual stock. Outra das conclusões essenciais deste estudo é o facto de a actual oferta de residências privadas de estudantes na Europa somar 800.000 camas, pelo que seria necessário crescer quatro vezes para satisfazer a procura existente. Esta procura sem resposta representa uma oportunidade de investimento de 450 mil milhões de euros, 34 vezes mais do que o recorde anual europeu de investimento imobiliário observado em 2022.

    O estudo da JLL elege, de entre estas 40 cidades, as 20 que se impõem como os destinos mais atractivos para investimento em nova oferta de PBSA, classificando Lisboa na 8ª posição do ranking liderado por Londres, Paris e Barcelona.

    A capital portuguesa é identificada como um dos “newcomers”, cidades emergentes que conjugam um forte crescimento da população estudantil com um custo de vida acessível, além de evidenciar o esforço realizado nos últimos anos para internacionalizar o ensino. De acordo com este relatório, o número de estudantes em Portugal cresceu 83% entre os anos lectivos de 2016/2017 e 2022/2023, e especificamente entre o segmento de alunos internacionais, a taxa de crescimento foi de 100%. De tal forma que Lisboa é a 10ª cidade com maior número de estudantes, contabilizando uma população universitária da ordem dos 170.000 alunos. Contudo, é também uma das cidades onde a escassez de oferta é mais acentuada, sendo a 4ª com maior carência de stock face à procura existente. Concretamente, a taxa de provisão existente em Lisboa é actualmente uma das mais baixas da Europa, com o stock actual a dar resposta a menos de 4% da procura activa.

    Lisboa consta, assim, entre as cidades com maior potencial de crescimento no investimento neste segmento de mercado, esperando-se que duplique o actual stock em cinco anos. Sem prejuízo, tal não configurará um choque de oferta, esperando-se que a taxa de provisão, mesmo com o novo investimento já previsto, se mantenha abaixo dos 10%.

    “Lisboa tem, de facto, uma procura elevada e crescente para as residências universitárias, quer por estudantes estrangeiros quer de mobilidade nacional. Actualmente a população internacional representa 16% da comunidade de estudantes universitários em Portugal, quando em 2010 a sua quota era de 6%. Com a vantagem de ser bastante mais diversificada, com representatividade de europeus, americanos, chineses e também de alunos do Médio Oriente, face a um padrão anteriormente dominado pelos estudantes oriundos dos PALOP”, começa por comentar Joana Fonseca, head of strategic consultancy & research da JLL. A mesma responsável acrescenta que “contudo, temos efectivamente um problema de falta estrutural de oferta e, de facto, é necessário bastante mais pipeline. Mesmo com o reforço previsto do stock que este estudo aponta e que coloca Lisboa entre as cidades com a taxa de crescimento da oferta mais elevada nos próximos cinco anos, vamos continuar muito abaixo das necessidades da procura, até mesmo num cenário conservador quanto ao crescimento do número de estudantes”.

    Em relação ao sector como produto de investimento, André Vaz, head of living & alternative investment da JLL, explica que “o PBSA é uma das classes de activos com maior dinâmica na Europa, essencialmente devido às yields mais atractivas face a outro tipo de activos e porque operacionalmente corre muito bem. Em Portugal, o potencial de investimento neste sector é enorme, porque partimos de um stock extremamente baixo face ao universo de procura que efectivamente existe”.

    Contudo, alerta este responsável, “existem bastantes desafios para o desenvolvimento deste tipo de produto. Por um lado, as questões de licenciamento, com processos muito demorados e o facto de não existir uma licença específica para PBSA. Por outro lado, as questões de localização e equação custo/retorno, que é comum a todos os mercados e que é também um tema relevante em Lisboa. A maioria dos polos universitários da capital situam- se em zonas prime, onde há falta de terrenos ou o custo de aquisição dos mesmos é muito elevado. Com os custos de construção actuais, comprar terrenos para PBSA implicaria um valor máximo de aquisição do solo na ordem dos 600€-700€, o que é uma tarefa difícil junto a estes hubs e que implicaria investir em áreas de influência mais alargadas. Isso é um desafio para os investidores e operadores, que pretendem entrar no mercado com produtos em zonas core. Contudo, há uma dupla circunstância que coloca Lisboa entre os destinos de investimento mais atractivos, nomeadamente ter um dos maiores índices de crescimento do número de estudantes e, simultaneamente, um dos menores stocks, com capacidade para satisfazer apenas 4% da procura”.

    O estudo da JLL revela que cerca de 40% da procura europeia de residências universitárias que não tem resposta – 1,2 milhões de camas – concentra-se nas 40 principais cidades universitárias, estimando-se que este défice aumente em mais 8% apesar do pipeline previsto de 130.000 novas camas, à medida que as universidades europeias continuem a registar crescimento de estudantes quer nacionais quer internacionais.

    Na última década, o número de estudantes na Europa e no Reino Unido cresceu 15%, alcançando-se uma comunidade estimada de 21,7 milhões em 2022/2023. A JLL estima que esta população vá crescer outros 10% até 2030/2031, o que se traduzirá num aumento nominal de 2,0 milhões de estudantes com necessidade de soluções de habitação face aos níveis de 2022/2023.

    Contabilizam-se cerca de 2,2 milhões de camas em residências universitárias nos principais mercados europeus, das quais apenas 40% são detidos por investidores institucionais privados. Os outros 60% são propriedade pública ou subsidiada, e muitas vezes restringem o acesso a estudantes nacionais e internacionais que não cumprem determinados critérios socioeconómicos. Contudo, quase metade do número de estudantes que acresceu à população universitária na última década é de origem internacional, o que significa que foram o grupo com maior índice de crescimento.

    Apesar do investimento em residências de estudantes na Europa ter registado um forte incremento entre 2008 e 2022, com uma taxa de crescimento anual da ordem dos 27%, inicialmente seleccionou quase exclusivamente o Reino Unido. Os principais mercados na Europa Continental teriam de crescer, em média, 13 vezes, para equiparar ao ritmo crescimento observado no Reino Unido entre 2008 e 2022. Para fazer face à procura insatisfeita, os maiores mercados de estudantes, como França e Alemanha, poderiam ver o investimento crescer de uma média de €500 milhões para €7.000 milhões. Em mercados mais emergentes, como Itália, ao ritmo actual que o investimento decorre, seriam precisos 100 anos para aplicar o investimento necessário.

     

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    Empreendimento Vertice chega ao Campo Pequeno

    Promovido pela Lantia e com arquitectura de Saraiva + Associados, a comercialização está a cargo da Savills, JLL e Porta da Frente Christie’s

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    ‘Vertice’ é o nome do mais recente empreendimento a figurar no Campo Pequeno, um dos ex-líbris da cidade de Lisboa. O projecto, promovido pela Lantia e com arquitectura de Saraiva + Associados, marcará a paisagem desta zona da capital. A comercialização está a cargo da Savills, JLL e Porta da Frente Christie’s.

    Na sua envolvente estão a praça do Campo Pequeno, a Avenida de Roma e Entrecampos, fazendo desta uma localização privilegiada no coração de Lisboa, próxima de alguns dos mais importantes acessos rodoviários e de redes de transportes como metro ou comboio. O projecto encontra-se, ainda, rodeado de escolas e universidades, cultura, arte, comércio, desporto e espaços verdes de qualidade.

    Com uma fachada com “design moderno e elegante” e interiores que se caracterizam pelas suas “áreas amplas, funcionalidade e acabamentos de qualidade superior”, o ‘Vértice’ conta com 119 apartamentos, com tipologias que vão desde o T0 a T5.

    O empreendimento encontra-se na vanguarda em relação aos critérios ESG (Environmental, Social and Governance), dando primazia à utilização de materiais sustentáveis, a uma reduzida pegada carbónica na sua construção e ao recurso a energias próprias e renováveis.

    Qualidade e critérios de sustentabilidade são as principais características destacadas pelas consultoras. Miguel Lacerda, Lisbon Residential director da Saviils Portugal considera que este empreendimento irá “marcar” o panorama dos empreendimentos residenciais em Lisboa “não só pelo seu design exterior e interior, mas também pelos seus elevados padrões em termos de critérios ESG”

    Um factor também salientado por João Cília, CEO da Porta da Frente Christie’s, cuja “elevada qualidade” e “localização central” o torna numa “oportunidade única”.

    Também Patrícia Barão, head of Residential da JLL Portugal, reforça a importância da localização e acessos existentes para quem queira viver no “coração” de Lisboa, assim como o “compromisso” com a inovação e a sustentabilidade.

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    Abril prolonga efeito da páscoa no alojamento local em Lisboa e Porto

    No mês que se seguiu à Páscoa, diárias mantiveram preços e ocupação média aumentou para 70% em Lisboa e 57% no Porto. Em Abril venderam-se 79.600 noites de AL em Lisboa e 65.460 no Porto, traduzindo maior procura do que a registada em Março, quando as duas cidades registaram 71.350 e 53.250 noites vendidas, respectivamente

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    A Confidencial Imobiliário divulgou os dados mais recentes das estatísticas do SIR-Alojamento Local, revelando que Abril prolongou o efeito positivo do período da Páscoa, com sustentação dos preços das diárias quer em Lisboa quer no Porto e um aumento dos níveis de ocupação nas duas cidades.

    Em Lisboa, o Alojamento Local registou uma ocupação média de 70% no mês de Abril, um resultado superior aos 65% verificados em Março. No Porto, este tipo de acomodação teve uma taxa média de ocupação de 57% em Abril, também superior aos 46% do mês anterior. Os níveis de preços praticados mantiveram-se relativamente estáveis entre os dois meses, comparando-se 119€ em Abril com 121€ em Março no caso de Lisboa, e 105€ com 104€, respectivamente, no caso do Porto.

    Traduzindo a maior dinâmica de ocupação, Abril registou também um acréscimo do RevPAR face ao mês anterior, com este indicador a atingir 80€ em Lisboa e 58€ no Porto, em comparação com os 76€ e 46€, respectivamente, observados no mês de Março.

    De assinalar ainda, o que parece ser a maior confiança dos operadores e proprietários neste mercado, com a oferta ativa a registar ligeiro acréscimo em abril face a março. Concretamente, em Abril contabilizavam-se 3.750 apartamentos T0/T1 activos em AL para ocupação na capital, mais do que os 3.550 registados em Março. No Porto, Abril somou 3.770 apartamentos T0/T1 com actividade no AL, também ligeiramente acima dos 3.700 registados no mês da Páscoa. Em qualquer dos casos, o volume de oferta activa em AL no mês de abril de 2024 é o mais elevado dos últimos quatro anos.

    Em Abril venderam-se 79.600 noites de AL em Lisboa e 65.460 no Porto, traduzindo maior procura do que a registada em Março, quando as duas cidades registaram 71.350 e 53.250 noites vendidas, respectivamente. Tal traduziu-se num volume de negócios de 9,5 milhões de euros em Lisboa e 6,9 milhões euros no Porto durante o mês de Abril.

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    Cushman & Wakefield responsável pela colocação da SKF no Alfrapark

    A multinacional sueca é a nova inquilina do parque empresarial localizado em Alfragide. Ao localizar a sua sede em Portugal no Alfrapark, a SKF junta-se aos inquilinos já presentes neste parque empresarial, como a Mondelez e Volkwagen Financial Services

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    Localizado em Alfragide, o Alfrapark, da autoria do arquitecto Frederico Valsassina, totaliza mais de 22.000m2 de espaço de escritório e cerca de 1.500 lugares de estacionamento. Os clientes têm à sua disposição restaurante, café, salas de congresso e reuniões, heliporto e grandes áreas verdes a envolver os edifícios. Em 2022, o Alfrapark deu início aos trabalhos de conclusão das infraestruturas do empreendimento, cuja conclusão beneficia os seus clientes e utilizadores: mais áreas verdes, áreas de circulação e zonas de estacionamento. Quando estiver concluído, terá mais de 35.000m2 de espaço de escritório. O empreendimento ganhou um novo inquilino: a SKF, multinacional sueca, especialista no fabrico de rolamentos, ocupa agora uma fracção no edifício F do espaço, numa operação liderada pela Cushman & Wakefield (C&W) C&W, em representação do proprietário

    Sobre esta operação, comenta: “A SKF procurava um espaço moderno e próximo das suas actuais instalações pelo que encontrou no Alfrapark, a localização, o ambiente empresarial e um espaço com qualidade, características que valorizam”, refere Afonso Almeida Fernandes, Consultor Sénior da Cushman & Wakefield

    “É com grande entusiasmo que damos as boas-vindas à SKF ao Alfrapark. Estamos honrados em tê-los como parte de nossa comunidade de negócios e confiamos que sua presença agregará imenso valor ao nosso ambiente corporativo. Acreditamos firmemente que a chegada da SKF trará novas oportunidades de colaboração, inovação e crescimento para todos os envolvidos. Sua reputação de excelência e compromisso com a qualidade certamente fortalecerá ainda mais o nosso ecossistema empresarial.”, sublinha por sua vez Pedro Galvão Pisco, administrador da Alfraparque, proprietária do empreendimento.

    Fundada em 1907, a SKF está actualmente presente em cerca de 130 países e conta com mais de 40.000 colaboradores e 17.000 distribuidores em todo o mundo. Ao localizar a sua sede em Portugal no Alfrapark, a SKF junta-se aos inquilinos já presentes neste parque empresarial, como a Mondelez, Volkwagen Financial Services, entre outros.

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    Novo projecto do Grupo Ferreira aposta em construção ‘off-site’

    “Com betão pré-fabricado, que passa por um apertado controlo de qualidade em fábrica, o processo construtivo permite reduzir o desperdício e obter um resultado mais uniforme e rigoroso”, explica o promotor, o Grupo Ferreira Holding

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    O  ‘The Yard’ é o novo empreendimento da Grupo Ferreira Holding (GFH). Localizado na zona dos Jardins da Arrábida, em Vila Nova de Gaia, o projecto de arquitectura tem assinatura do ODDA e curadoria do designer de interiores Rui Maciel.

    Uma das “principais bandeiras” do empreendimento é a sua aposta na sustentabilidade,  assumida desde a “concepção do projecto, na construção e sobretudo pensada para o futuro”. Esta mais-valia deve-se, em “grande parte” ao processo construtivo utilizado. “Com betão pré-fabricado, que passa por um apertado controlo de qualidade em fábrica, o processo construtivo permite reduzir o desperdício e obter um resultado mais uniforme e rigoroso”, explica o promotor.

    Este empreendimento oferece apartamentos de maiores dimensões, concebidos especialmente para famílias, sem deixar de lado as tipologias mais pequenas destinadas ao público mais jovem. Conta com um total de 92 unidades, com uma área média de 144m2, variando de T0 a T4, incluindo exclusivos duplex no último andar.

    Todos os espaços comuns, incluindo o ginásio, a área de co-working estão inseridos num lounge para os condóminos, que também dispõe de uma sala para crianças, uma sala de reuniões e uma sala de jantar gourmet.

    Viver em Vila Nova de Gaia está “estreitamente ligado à proximidade do mar e da natureza”, sendo esta a mensagem que o ‘The Yard’ pretende passar e que apesar de tudo esta a “um passo do Porto”, tornando o aspecto da acessibilidade um dos mais valorizados pelos clientes. Para integrar ainda mais a natureza, todo o design exterior foi planeado para que o edifício respire verde, com jardins verticais de plantas naturais preservadas na fachada.

    Rui Maciel, arquitecto e designer de interiores, com cerca de 20 anos de experiência, é o responsável pela curadoria da decoração de interiores, que se destaca pelos ambientes “requintados e luxuosos”. Segundo o designer “a ideia é que as pessoas sintam que estão a entrar num lobby de um hotel e não num típico hall de entrada de um prédio”.

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    Lisboa é a 100.ª cidade mais cara do mundo para expatriados

    Estudo “Custo de Vida” da Mercer aponta inflação, tendências económicas incertas, factores geopolíticos, guerras/crises locais e custos com habitação como os principais factores com impacto na decisão de seguir uma carreira internacional

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    Lisboa é a 100.ª cidade mais cara do mundo para expatriados, de acordo com a edição de 2024 do ranking “Custo de Vida”, divulgado pela consultora Mercer. A subida de 17 posições no ranking global em 2024 por comparação com o ano anterior revela um agravamento do custo de vida para quem decide vir trabalhar para a capital portuguesa. Atendendo apenas ao panorama europeu, Lisboa ocupa a 39.ª posição.

    O ranking “Custo de Vida” da Mercer, empresa do grupo Marsh McLennan, classifica o custo de vida de 226 cidades do mundo para expatriados a partir da análise do custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluídos nas categorias de transporte, alimentação, vestuário, produtos domésticos e entretenimento. Este estudo pretende apoiar as empresas multinacionais na definição de políticas de compensação para colaboradores expatriados.

    Hong Kong segura uma vez mais a primeira posição do ranking, seguindo-se Singapura. Zurique, Genebra e Basileia são três das cinco cidades mais caras a nível mundial, podendo o elevado custo de vida da Suíça estar correlacionado com a sua qualidade de vida superior.

    O aumento do custo com habitação verificado em diversas cidades tornou a mobilidade num desafio para as organizações. A inflação é outro factor que está a diminuir o poder de compra e a exercer pressão sobre as políticas de compensação. Esta conjuntura deverá dificultar a atracção e retenção de talentos-chave, podendo aumentar os custos com benefícios/remunerações, assim como os custos operacionais e criando limitações à mobilidade dos colaboradores.

    “Os desafios do custo de vida têm um impacto significativo ao nível da mobilidade nas empresas multinacionais e nos seus colaboradores”, afirma Tiago Borges, Career Business Leader da Mercer Portugal. “É importante que as organizações se mantenham atentas às tendências e que tenham em conta o feedback dos colaboradores, de forma que possam gerir eficazmente o impacto destas questões”.

    “A subida do custo de vida leva a que os colaboradores repensem rotinas e reduzam despesas, podendo mesmo obrigar a um esforço adicional para que consigam satisfazer as suas necessidades básicas”, acrescenta. “Perante estes desafios, as empresas podem repensar a compensação associada à mobilidade, podendo, por exemplo incluir ou reforçar apoios à habitação prestar serviços de apoio ou explorar estratégias alternativas de atracção e retenção de talento”.

    No contexto europeu, além das quatro cidades suíças que surgem nas primeiras posições do ranking – Zurique (3.ª posição), Genebra (4.ª posição), Basileia (5.ª posição) e Berna (6.ª posição) –, as cidades mais caras são Londres (8.ª posição), Copenhaga (11.ª posição), Viena (24.ª posição), Paris (29.ª posição) e Amesterdão (30.ª posição).

    Por outro lado, Minsk, capital bielorussa, é a cidade europeia mais barata, ocupando a 212.ª posição. Outras cidades de baixo custo na Europa incluem Sarajevo (203.ª posição), Escópia (198.ª posição), Cracóvia (175.ª posição) e Breslávia (169.ª posição).

    Apesar de a economia europeia ter abrandado, há já sinais positivos de crescimento na maioria dos Estados-Membros da União Europeia. No Sul da Europa, verifica-se uma expansão económica mais acelerada, prevendo-se que a taxa de inflação anual diminua, o que indica uma maior estabilidade de preços.

    No panorama mundial, as duas cidades com um custo de vida mais elevado situam-se na Ásia, Hong Kong (1º posição no ranking) e Singapura (2º lugar), o que se deve sobretudo ao elevado preço das habitações. Estes importantes centros económicos atraem também um elevado número de colaboradores expatriados, o que também contribui para o aumento do custo dos bens.

    Todas as cidades norte-americanas estão classificadas nas 100 primeiras posições, com sete cidades entre as 20 primeiras. No extremo inferior estão as cidades do Canadá, sendo que a economia canadiana tem demonstrado uma forte resiliência e está a superar as expectativas. Toronto é a cidade canadiana mais cara (92.ª posição), seguida de Vancouver (101.ª posição). Por sua vez, o custo de vida nas cidades mexicanas registou um aumento significativo por comparação com o ano anterior, com a capital a ocupar a 33.ª e Monterrey a 115.ª posição, uma subida de 46 e 40 lugares, respetivamente.

    Na América do Sul, a capital do Uruguai, Montevidéu, é a cidade mais cara para colaboradores expatriados (42.ª posição). Devido às flutuações das taxas de câmbio e ao preço das habitações, v árias cidades sul-americanas registaram um movimento significativo por comparação com o ano anterior – Santiago, no Chile, caiu 73 lugares para a 160.ª posição do ranking, enquanto Bogotá, na Colômbia, subiu 40 lugares para a 174.ª posição.

    Já na região do Pacífico, a inflação deverá continuar a pressionar o poder de compra dos habitantes. Sydney (58.ª posição), na Austrália, é a cidade mais cara da região, ultrapassando Noumea, na Nova Caledónia, que ocupa a 60.ª posição, tendo subido 10 lugares.

    As cidades africanas mais caras são Bangui (14.ª posição), na República Centro-Africana, Djibuti, capital do país com o mesmo nome, (18.ª posição) e Djamena (21.ª posição), no Chade. Lagos (225.ª posição), na Nigéria, desceu 178 lugares desde o ano passado, sendo esta a maior alteração por comparação com o ano anterior. Esta mudança deve-se sobretudo às flutuações cambiais, incluindo as repetidas desvalorizações da naira.

    Na 15.ª posição, o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é a cidade mais cara do Médio Oriente, enquanto Bombaim passou a ocupar a 136.ª posição e a ser a cidade mais cara da Índia.

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