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    Remax Portugal: “Desburocratizar e descomplicar” é fundamental para o equilíbrio da habitação nova

    Segundo Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal, “o aumento da construção nova, em particular nas periferias, a agilização dos prazos de licenciamento, amenizar a carga fiscal e melhorar o crédito são fundamentais para a dinâmica do sector”

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    Segundo Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal, “o aumento da construção nova, em particular nas periferias, a agilização dos prazos de licenciamento, amenizar a carga fiscal e melhorar o crédito são fundamentais para a dinâmica do sector”

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    Sobre as medidas que foram apresentadas recentemente pelo Governo no âmbito do programa “Mais Habitação”, cuja intenção tem como ponto de partida criar mais oferta de casas, que consequentemente baixarão o valor das rendas ou os preços de venda, a Remax enaltece “a abrangência das ideias”, tendo, contudo, “algumas dúvidas se os mecanismos escolhidos irão funcionar na prática”. Além disso, considera ser “simplista e redutor” atribuir o problema do aumento dos preços das casas a factores como o alojamento local ou o programa “vistos gold”.

    O problema dos preços elevados em Portugal deve-se à falta de construção nova nos últimos 14 anos. Numa análise aos anos em que mais imóveis foram vendidos em Portugal, é possível constatar que se destaca o período de 1998 a 2003, com mais de 300 mil contratos de compra e venda por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

    Já se somarmos o número de contratos de compra e venda, desde 1995 até 2004, verificamos um valor de 3.103.717 escrituras de compra e venda. Mas se comparamos com os últimos 10 anos, período de 2010 até 2019, somamos 1.882.006 escrituras de compra e venda, ou seja, menos 1.221.711 de imóveis escriturados, o que corresponde a uma diminuição de 64% face aos anos de início do novo milénio.

    Assim, se existe oferta de casas suficientes, os preços mantêm-se acessíveis aos salários. Por outro lado, não é possível exigir que os preços se mantenham baixos quando a oferta de casas à venda tem diminuído de forma tão acentuada e num momento em que a imigração, os hubs de tecnologia, o turismo, os nómadas digitais, entre outros, têm trazido mais população para Portugal.

    É assim urgente a necessidade de construção nova, com uma aposta, por exemplo, centrada nas periferias. O aumento da oferta seria determinante para dinamizar o mercado e o novo edificado é uma das fontes. A diminuição da oferta de casas, deve-se essencialmente ao número de imóveis licenciados em construções novas que tem diminuído de forma muita acentuada. A provar essa realidade, nos anos de 1995 até 2004 (10 anos) foram licenciados 996.026 imóveis, ou seja, quase um milhão de novos imóveis. Fazendo uma comparação com o período também de uma década, 2010 até 2019, foram licenciadas 151.286 construções novas para habitação familiar, ou seja, menos 844.740 imóveis licenciados, o que leva a concluir que, sem oferta de produto, os preços tendem a subir e deixam de se ser acessíveis.

    Por sua vez, incidindo a análise nas percentagens de imóveis licenciados sobre contratos de compra e venda entre 2010 a 2019, só 8% dos imóveis vendidos foram de construção nova, em contraste com os anos de 1995 a 2004, em que 32% dos imóveis vendidos foram relativos a nova construção.

    Neste sentido, como os processos de licenciamento são excessivamente longos, o que limita e condiciona a construção nova em Portugal, é necessário simplificar e agilizar para que os projectos habitacionais sejam desenvolvidos de forma mais célere e não estejam sujeitos a tanta burocracia.

    Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal, considera que “actualmente são vários os desafios que se colocam ao mercado habitacional, como o da sustentabilidade ambiental ou o da utilização de novas tecnologias e materiais de construção, mas acreditamos que ultrapassar, por um lado, a crónica escassez de oferta, através do aumento da construção nova e agilização dos prazos de licenciamento e, por outro, amenizar a carga fiscal e melhorar as condições de acesso ao crédito, são fundamentais para a dinâmica do sector.”

    Para o responsável, “É essencial relembrar aos políticos que é preciso pensar as necessidades de habitação com vários anos de antecedência, para alcançar uma nova visão sobre esta matéria tão determinante no desenvolvimento do País.”

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    Corpo Santo 13 comprado por investidores privados

    Investidores privados compram edifício de escritórios junto ao Cais do Sodré. O imóvel, com 4.020 m2, situa-se numa das esquinas mais movimentadas da zona ribeirinha da capital e é actualmente ocupado pelo Tribunal de Relação

    A zona ribeirinha junto ao Cais do Sodré, Lisboa, foi palco de uma nova transacção, com a compra do edifício de escritórios Corpo Santo 13 por um conjunto de investidores privados, representados pela consultora imobiliária JLL. O imóvel foi vendido com o apoio da consultora imobiliária Cushman & Wakefield enquanto assessor da parte vendedora.

    Em tempos sede da Companhia de Seguros Fidelidade, o icónico imóvel situa-se numa das esquinas mais movimentadas deste eixo do Cais do Sodré, em pleno Largo do Corpo Santo, e distingue-se, entre outros factores, pela sua visibilidade, ao dispor de três frentes de rua. O edifício é actualmente ocupado pelo Tribunal da Relação.
    Outro ponto forte do edifício agora transaccionado é a sua localização privilegiada, próxima de pontos de transporte de metro, comboio e barco, além de estar no epicentro de um bairro muito apelativo para trabalhar, viver ou usufruir em lazer e turismo, onde a oferta de hotéis, retalho e serviços tem vindo a crescer e qualificar-se.

    Para João Sacadura, co-head of commercial real estate investment na JLL, “este imóvel é um activo muito apetecível com um ocupante de excelência. Mas evidencia-se também pelo potencial de reconversão que tem. Dada a sua excelente localização numa das zonas de Lisboa mais dinâmicas em termos de requalificação urbana, é um imóvel com inúmeras possibilidades no futuro”.

    “Foi com enorme prazer que assessorámos o vendedor nesta transacção. Esta demonstra mais uma vez o interesse de investidores por edifícios de escritórios bem localizados, com inquilinos de qualidade, e que têm ainda a plasticidade de poder eventualmente ser convertidos para outros usos”, acrescenta, por sua vez, Cristina Machado, head of office investment da Cushman & Wakefield.

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    C&W responsável pela modernização dos escritórios da Intelcia

    Para uma área de três mil m2, a obra passou por uma intervenção geral de arquitectura, rede de telecomunicações e componente eléctrica, uma nova área dedicada à administração com diversos gabinetes, salas de reunião e uma sala de videoconferência, assim como vários espaços de colaboração e descanso

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    A Cushman & Wakefield (C&W) foi o parceiro escolhido pela Intelcia para a execução da obra de transformação das suas novas instalações no edifício Espace, no Parque das Nações, em Lisboa. O projecto terminou com a entrega de um escritório “moderno e eficiente” num prazo recorde.

    Neste sentido, a consultora prestou serviços de Design & Build para uma área de três mil metros quadrados (m2), sendo que a obra passou por uma intervenção geral de arquitectura, rede de telecomunicações e componente eléctrica. Foi construída uma nova área totalmente dedicada à administração com diversos gabinetes e salas de reunião, incluindo uma sala de videoconferência totalmente equipada. Foram, também, desenhados vários espaços de colaboração e descanso, criando ambientes mais informais e acolhedores no escritório.

    “O desafio principal do projeto passou por executar uma obra com uma dimensão considerável num curto espaço de tempo, sem prejuízo da data estipulada para o início da operação”, afirmou Bruno Martins dos Reis, da equipa de Project & Development Services da Cushman & Wakefield Portugal, acrescentando, ainda, que “foram executados e incorporados neste prazo diversos trabalhos adicionais, respeitando as várias necessidades e requisitos do cliente”.

    Em Portugal desde 2018 e com 13 escritórios espalhados em território nacional, a especialista em contact centres anunciou, recentemente, a expansão da sua oferta e, além de prestar serviços de BPO (Business Process Operations), passou a trabalhar as áreas de Permanent Placement e RPO (recruitment process outsourcing), nomeadamente centrada nas funções de RH, Sales&Marketing, Finance&Banking e Customer Experience.

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    Volume de negócios da Tiko cresce 57% em Portugal

    Entre Janeiro a Abril, o marketplace imobiliário transaccionou cerca de uma centena de imóveis, o que representa um crescimento de 57% face aos números registados os últimos quatro meses de 2023

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    tagsTiko

    A Tiko, marketplace imobiliário, fechou os primeiros quatro meses de 2024 com um crescimento de 57% face aos meses de setembro a dezembro de 2023 em Portugal. Os números reforçam a ideia que os portugueses estão cada vez mais disponíveis para comprar casa através de processo online, particularmente na região de Lisboa (60%) e Setúbal (33%). Ao nível da oferta os apartamentos são o segmento preferido de 64% dos compradores, ainda que os dados da Tiko permitem ainda afirmar que as “vivendas”, nomeadamente com piscina, começam a “ter maior procura”. Nos primeiros quatro meses de 2024 e por comparação aos quatro últimos meses do ano passado este segmento cresceu cerca de 50%.

    De acordo com a Impulsa, a plataforma criada pela proptech para facilitar o trabalho dos consultores no seu dia a dia e que reúne funções como a integração de um CRM, serviço de captação de leads, posicionamento de casas, aconselhamento jurídico e financeiro, e suporte de marketing e atendimento ao cliente, o tempo médio para venda de uma casa foi reduzido em 62% e situa-se agora em 29 dias. Actualmente, 77% do portefólio da Tiko são apartamentos e 23% vivendas nas mais diversas tipologias e com piscina.

    Manuel Holstein, Country Manager da Tiko em Portugal, sublinha que “não obstante 2023 ter sido um ano marcado por algumas dificuldades que influenciaram o mercado, como a subida das taxas de juro, a instabilidade internacional, a Tiko efectuou uma trajectória de crescimento, não apenas em resultados, como também organicamente, com o reforço da sua rede de consultores, que ronda atualmente a meia centena. Face aos últimos quatro meses de 2023, para além da boa performance nos indicadores mais relevantes estes meses de 2024 ficam marcados pelo incremento da experiência de compra de casa através de processos inovadores de trabalho, o que nos permite concluir que os portugueses estão disponíveis para comprar online também a sua casa”.

     

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    © visualhunt.com/ David Sousa Rodrigues

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    Pouca oferta acelera “arrendamento expresso”

    Cerca de 14% da oferta fica menos de 24h no mercado. A análise é do Idealista e tem por base a actividade do primeiro trimestre do ano deste marketplace imobiliário  

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    Cerca de 14% das casas arrendadas através do idealista durante o primeiro trimestre do ano estiveram menos de 24 horas no mercado, segundo a análise de dados deste marketplace imobiliário. Ainda assim, os valores variam consoante o intervalo de preço das casas, sendo que, 25% das casas em Portugal até 750€/mês foram arrendadas em menos de 24 horas, 19% entre 750 e 1.000 euros/mês, 12% entre 1.000 e 1.500 euros/mês e 7% custavam mais de 1.500 euros/mês.

    Analisando as seis capitais de distrito com mais oferta de casas para arrendar no primeiro trimestre, Setúbal foi a cidade onde a percentagem de casas arrendadas em menos de 24 horas foi mais alta, alcançando 32% do total de operações. Seguem-se o Funchal (26%), Faro (20%), Porto (14%), Aveiro (13%) e Lisboa (11%).

    Os arrendamentos mais acessíveis, com preços inferiores a 750 euros mensais, concentram grande parte da procura, marcando assim, as taxas de “arrendamentos expresso” mais elevadas. No Funchal, 100% das casas arrendadas no primeiro trimestre por menos de 750 euros/mês esteve menos de um dia na base de dados do idealista. Segue-se Setúbal, com uma percentagem de 75%, Faro (50%), Aveiro (33%), Porto (30%) e Lisboa (22%).

    À medida que os intervalos de preço sobem, a percentagem de “arrendamentos expresso” reduz-se, apesar de que em alguns mercados esse valor continuar a ser relevante. Nas casas com preços compreendidos entre 750 e 1.000 euros, Faro e Funchal são líderes nos “arrendamentos expresso”, sendo que 33% das casas foram arrendadas em menos de um dia. Segue-se Lisboa (31%), Setúbal (29%), Aveiro (14%), e Porto (11%).

    Já no caso das casas com custo mensal compreendido entre 1.000 e 1.500 euros, 25% foram arrendadas em menos de 24 horas no Funchal e Setúbal, 15% em Lisboa e 14% no Porto. Por último, no arrendamento de casas por mais de 1.500 euros/mês, 10% das casas no Funchal estiveram no mercado menos de um dia, 9% no Porto e 5% em Lisboa.

     

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    DPD inaugura o seu maior hub de encomendas em Portugal

    Novo hub pretende dar resposta ao crescimento da actividade da empresa em Portugal. O hub de Loures representa um investimento de 30 milhões de euros e será decisivo para as metas de crescimento da empresa no país

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    A DPD, empresa de transporte expresso, inaugurou o seu novo hub de distribuição de encomendas em Loures. A aposta no novo centro faz parte do plano de expansão da empresa, que estima fechar o ano de 2024 com uma facturação na ordem dos 115M€ em Portugal, apenas na actividade de transporte expresso. A inauguração contou com a presença do ministro da Economia, Pedro Reis, e o presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão.

    O novo espaço vem dar resposta ao crescimento da actividade que a DPD tem vindo a verificar em Portugal, após em 2023 ter alcançado o seu melhor ano de sempre, ultrapassando o marco histórico dos 101€ milhões de euros em facturação, destacando-se como um dos países em que o grupo Geopost mais cresceu no ano passado.

    “Estamos muito entusiasmados com a inauguração do novo hub, que dá resposta à procura verificada e acompanha a evolução das necessidades dos nossos clientes. Com este novo centro logístico pretendemos prestar serviços de entrega cada vez mais rápidos, fiáveis e sustentáveis. E acreditamos que este será um passo importante para continuarmos a crescer em Portugal, onde esperamos fechar o ano com um crescimento na ordem dos 13%, alcançando os 115M€ de facturação”, refere Olivier Establet, CEO da DPD Portugal.

    “O novo hub tem uma área total de 12.000 metros quadrados (m2): 3.100m2 de escritórios, destinados aos 140 responsáveis pela parte administrativa da empresa, e

    um armazém de 9.000 m2, onde operam 230 colaboradores, encarregues da triagem e distribuição de encomendas. O novo espaço, com uma área total de 12.000 metros quadrados, vai agora juntar no mesmo local a sede da empresa e as respectivas operações na área da Grande Lisboa, actualmente localizadas em São João da Talha (Loures) e Olivais (Lisboa), tornando este hub o maior da DPD em Portugal. O investimento do mesmo ronda os 30 milhões de euros. O hub dispõe de uma máquina de triagem com um sistema de crossbelt único em Portugal que, através dos seus 405 metros de cumprimento, consegue gerir mais de 10.000 encomendas por hora, destinadas à área da Grande Lisboa: Lisboa, Odivelas, Loures, Vila Franca de Xira, Mafra, Torres Vedras, Alenquer, Carregado.

    O edifício conta com uma das mais elevadas certificações Breeam Excellent, sistema de avaliação internacional desenvolvido pelo BRE (Building Research Establishment), que permite medir o grau de sustentabilidade ambiental dos edifícios, e disponibiliza, também, 120 postos de carregamento eléctrico, algo fundamental para a DPD, tendo em conta o seu compromisso com a sustentabilidade e o processo de descarbonização da sua frota.

    Em 2023 a DPD entregou mais de 26 milhões de encomendas em Portugal, através das 14 estações, 1.500 pontos pickup e várias centenas de circuitos de distribuição que possui em todo o território nacional.

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    Pedro Lancastre e Giuseppe Amitrano

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    Pedro Lancastre nomeado o novo CEO da Dils em Portugal

    “A reputação e credibilidade de Pedro Lancastre no sector irão reforçar a nossa marca e contribuir significativamente para a evolução do nosso negócio”, afirmou Giuseppe Amitrano

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    A Dils, grupo imobiliário de origem italiana, acaba de anunciar a nomeação de Pedro Lancastre como CEO para liderar as operações em Portugal. Uma nomeação que surge na sequência da recente aquisição da Castelhana, enquanto estratégia de internacionalização da Dils.

    Pedro Lancastre junta-se assim à Dils, trazendo consigo uma “vasta experiência” no sector imobiliário. Anteriormente, o responsável liderou a JLL em Portugal, uma das maiores consultoras imobiliárias do mercado português, onde desempenhou a função de CEO, tendo a seu cargo a responsabilidade máxima pelas operações e estratégia de negócio da empresa.

    Durante os doze anos do seu mandato, o responsável destacou-se pela sua capacidade de liderança e desempenho, bem como pelo comprovado sucesso na gestão de grandes projectos imobiliários, tendo contribuindo para impulsionar o crescimento e inovação do negócio.

    “Estamos extremamente satisfeitos por receber Pedro Lancastre no nosso grupo para liderar as operações em Portugal. O seu profundo conhecimento do mercado imobiliário português e a sua forte rede de contactos, posicionam-no de forma única para conduzir a futura expansão da Dils no País. Além disso, a sua reputação e credibilidade no sector irão reforçar a nossa marca e contribuir significativamente para a evolução do nosso negócio. O nosso objectivo é acelerar o crescimento no sector residencial e expandir a nossa área de actuação para serviços imobiliários comerciais, tais como escritórios, retalho, logística e hotelaria”, afirmou Giuseppe Amitrano, CEO da Dils.

    Já Pedro Lancastre considera tratar-se de uma “honra” à equipa da Dils. “Com a experiência e conhecimento da Dils, juntamente com a força e o legado impressionante da Castelhana, estamos prontos para acelerar a expansão no mercado e oferecer serviços de excelência aos nossos clientes. Acredito que a minha experiência no mercado imobiliário português permitirá reunir uma equipa de topo extremamente talentosa”, afirmou.

    Para Portugal, a Dils traz o seu modelo de negócio “único”, desenvolvido no mercado italiano, baseado no know-how orientado para a inovação e na capacidade de antecipar tendências do mercado. Este é um passo importante na estratégia de expansão europeia do grupo, que já inclui o mercado holandês e italiano e continuará com planos futuros para Espanha, Alemanha, França, Polónia e Reino Unido.

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    Francisco Sottomayor, CEO do Grupo Norfin

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    Norfin assinala 25 Anos com objectivo de “continuar a crescer” e a “diversificar o negócio”

    Ao longo destes anos, o Grupo contabiliza a gestão de 34 fundos de um total de 61 veículos, correspondentes a cerca de cinco mil milhões de euros em activos

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    tagsNorfin

    A celebrar 25 anos em Portugal, a Norfin contabiliza a gestão de 34 fundos de um total de 61 veículos, correspondentes a cerca de cinco mil milhões de euros em activos. Para o futuro, o objectivo passa por continuar a crescer “de forma sustentada e sustentável”, através de serviços “profissionais e rigorosos”, confirma Francisco Sottomayor, CEO do Grupo Norfin.

    “A história mostra-nos que o Grupo tem tido sucesso por saber adaptar-se e posicionar-se, ao longo dos diferentes ciclos económicos e fases do mercado imobiliário, indo ao encontro das necessidades do mercado e, nomeadamente, dos investidores, nacionais e internacionais, que procuram Portugal para investir”, explica Francisco Sottomayor, CEO do Grupo Norfin.

    Neste sentido, e “olhando para o presente e o futuro, a nossa visão é continuar a ultrapassar os limites do que é possível em desenvolvimento urbano e gestão de activos”, reafirma, com o foco em “espaços que não sejam apenas funcionais e apelativos”, mas, também, “sustentáveis e que sirvam e promovam as comunidades a que se destinam”.

    Nos últimos anos, o Grupo tem registado um crescimento significativo no volume de negócios, com os activos sob gestão a ultrapassarem os dois mil milhões de euros em 2024. Do Grande Porto à Grande Lisboa e estendendo-se ao Algarve, a actividade do Grupo está hoje, conjunturalmente, centrada na promoção imobiliária de projetos de habitação, hospitality, mas também de escritórios e logística.

    O Office Park Expo, que deu origem ao Campus da Justiça em Lisboa ou a reabilitação do Palácio da Junqueira, integrado num fundo em 2005, são alguns dos activos sob gestão da Norfin que Francisco Sottomayor destaca.

    Mas actualmente, o CEO acredita que projectos como o Campo Novo, o Monview, em Miraflores ou os “escritórios do futuro” Oriente Green Campus irão “impactar muito positivamente as áreas onde estão localizadas”. A estes junta-se, por exemplo, os diferentes projectos que gerem no Algarve, de Vilamoura a Palmares, entre outros.

    A sustentabilidade dos projectos que gere é outro dos focos do Grupo Norfin.  que, como refere Francisco Sottomayor, acrescentando que “o segredo para acrescentar valor efectivo nos activos que gerimos está em conseguirmos rodear-nos dos melhores advisors, construtores, prestadores de serviços e demais fornecedores, que formam uma equipa alargada com os nossas equipas, distribuídas pelas diferentes áreas de negócio”.

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    Jamestown garante ocupação total da Factory Lisbon

    Escola 42 e TUMO juntam-se, assim, ao ecossistema “inovador” de empresas e startups já presentes no edifício, naquela que é a maior unidade do edifício, que conta com dois mil metros quadrados

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    A empresa de investimento e gestão imobiliária, Jamestown, anunciou a ocupação total da Factory Lisbon, o campus de inovação e empreendedorismo localizado no Beato Innovation District. Este marco foi alcançado depois da empresa ter firmado o contrato de arrendamento da maior unidade do empreendimento, de dois mil metros quadrados (m2) com a Escola 42 e a Tumo.

    Ambas as organizações, reconhecidas internacionalmente como “disruptivas” e pelo seu contributo para “uma aprendizagem e reskilling fora dos paradigmas convencionais”, irão contar com hubs no edifício, onde irão desenvolver os seus programas e dinamizá-los junto dos residentes da capital portuguesa.

    A Escola 42, com mais de 21 mil alunos, em mais de 30 países, é reconhecida como uma das melhores escolas de programação do Mundo e disponibiliza um programa gratuito para pessoas com mais de 17 anos sem a obrigatoriedade de ter um background ou experiência em programação. Já o TUMO é um programa educativo gratuito, direccionado a jovens entre os 12 e os 18 anos, que têm a possibilidade de adquirir competências em oito áreas na intersecção da tecnologia com a criatividade: Fotografia, Animação, Desenvolvimento de Jogos, Programação, Música, Design Gráfico, Cinema e Robótica.

    A chegada destes dois centros educativos à Factory Lisbon vem contribuir para “solidificar o posicionamento do edifício como um hub de inovação, complementando o ecossistema vibrante de startups e tecnológicas que já fazem parte do ambiente colaborativo e inovador do edifício”, referem os responsáveis da Jamestown.

    A par disso, irá contribuir para “solidificar a capital portuguesa como um polo tecnológico global” e criar “mais oportunidades” para que a comunidade lisboeta possa desenvolver as suas aptidões e conhecimento.

    Com este arrendamento, a Factory Lisbon passa então a contar com 12 empresas inovadoras com escritórios e sedes no edifício: a Web Summit, a Unicorn Factory Lisboa, o Interactive Technologies Institute (do Instituto Superior Técnico), a Sixt, a Midwich Portugal, a Inetum, a Microharvest, a GWEC – Global Wind Energy Council, as ofertas gastronómicas dos Foodriders, o The Royal Rawness e, agora, a Escola 42 e a TUMO.

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    Junqueira 27 reabilita edifício histórico junto ao Tejo

    Novo projecto residencial promovido pela LX Capital reabilita edifício do século XVIII e coloca no mercado nove apartamentos. A comercialização foi entregue à Athena Advisers e JLL

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    A transformação da zona ribeirinha entre Alcântara e Belém continua a crescer e a trazer para esta área lisboeta numerosos projectos de habitação, escritórios e hotelaria, mas também novos destinos culturais, de comércio e de restauração.

    O projecto residencial Junqueira 27 é exemplo dessa renovação no lado ocidental da cidade e surge da recuperação de um edifício histórico de características apalaçadas, típico da construção nobre que foi despontando na zona da Junqueira na segunda metade do século XVIII (após o terramoto de 1755) e ao longo do século XIX.

    O projecto de reabilitação preserva o carácter histórico do edifício, mantendo ou replicando grande parte dos seus elementos arquitectónicos originais, ao mesmo tempo que aposta numa construção com a qualidade própria de um empreendimento criado de raiz.

    É composto por nove apartamentos de design contemporâneo, distribuídos por três pisos, e ainda um jardim ao nível do primeiro piso. Com tipologias entre o T1 e o T3 e áreas que vão dos 83 m² aos 189 m², os apartamentos irão conservar a altura dos pés direitos com mais de três metros, replicando nos tectos os ornamentos da época, bem como as amplas janelas que proporcionam vistas sobre o rio no último piso. Os preços de venda oscilam entre 680.000 euros e 1.500.000 euros.

    Promovido pela LX Capital, o Junqueira 27 já se encontra em fase avançada de construção, prevendo-se que esteja concluído no primeiro trimestre de 2025. A comercialização está a cargo da Athena Advisers e JLL.

    “A atenção sobre esta zona está a crescer significativamente, impulsionada não só pelo facto da regeneração de Alcântara estar a tornar esta área num novo centro residencial e de negócios mas também pela nova ligação de metro que irá melhorar a sua conectividade com o centro da cidade”, sustenta David Moura-George, director-geral da Athena Advisers Portugal. “Antecipamos, por isso, uma procura dinâmica para o Junqueira 27, atraindo jovens famílias que apreciam a localização junto ao rio e a um dos mais interessantes polos culturais da cidade, além de bons equipamentos e serviços. Numa zona com um potencial de crescimento e valorização muito expressivo, contamos ainda atrair a atenção de investidores.”

    “Este novo projecto, cheio de charme, num prédio que foi totalmente renovado, está em harmonia com a história, a grandiosidade, a estética e a luminosidade do edifício.”, comenta Patrícia Barão, Head of Residential na JLL. “Num momento de falta de oferta na cidade, este projecto, combina uma localização de prestígio, um preço de investimento atractivo, que consegue responder quer a quem procura uma alternativa de investimento numa óptica de rendimento, quer a quem procura uma casa para viver com requinte e tranquilidade”, acrescenta.

    O projecto arquitectónico restitui ao edifício o seu ambiente palaciano ao recuperar ou recriar os seus principais elementos históricos. A fachada do edifício é mantida, reabilitada e reforçada, preservando a maior parte dos seus componentes, como os vãos das janelas, as varandas e a porta original, que serão restaurados.

    No interior, o hall de entrada (com pé-direito de 4,40 metros) é também recuperado e irá exibir uma antiga cadeira Olaio restaurada e que foi encontrada no próprio edifício. Será igualmente reabilitada a escadaria original, mantendo, assim, uma peça fundamental na preservação da estética da época. As portas dos apartamentos mantêm o desenho das originais.

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    Retalho: Apesar do aumento do turismo, Avenida da Liberdade mantém espaços por ocupar

    Os dados são revelados pela aRetail, empresa de consultoria imobiliária especializada na venda e arrendamento de espaços comerciais, que, em conjunto com a consultora Gesvalt, publicaram o relatório de retalho de 2023 referente à cidade de Lisboa

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    Apesar do aumento do turismo na cidade de Lisboa, cujo número de visitantes aumentou em 15,1 % no último ano, a promoção do retalho “não foi suficiente para conseguir a ocupação total na Avenida da Liberdade, a principal artéria comercial da cidade”. Especificamente, esta rua conta com 13 espaços livres dos 131 disponíveis, representando uma taxa de ocupação de 90 %.
    Os dados são revelados pela aRetail, empresa de consultoria imobiliária especializada na venda e arrendamento de espaços comerciais, que, em conjunto com a consultora Gesvalt, publicaram o relatório de retalho de 2023 referente à cidade de Lisboa.
    O documento destaca os espaços destinados à moda entre as lojas instaladas na Avenida da Liberdade, representando 61,98 % do espaço total, seguidos dos estabelecimentos dedicados aos serviços, com 22,31 %, a que se seguem a restauração, com 7,44 %, e da cosmética, com 1,65 %. Os restantes 6,61% são espaços de diversas outras tipologias.
    No que diz respeito às rendas, variam consoante a área total dos espaços comerciais. Neste caso, os espaços com mais de 1000 metros quadrados têm um custo de 70 €/m², enquanto aqueles entre 501 e 1000 metros quadrados têm rendas entre 80 €/m² e 90 €/m². Nos espaços com menores áreas, entre 301 e 500 metros quadrados, a renda situa-se entre 95 €/m² e 120 €/m²; naqueles com uma área entre 101 e 300 metros quadrados, a renda situa-se entre 130 €/m² e 160 €/m²; e, por último, os espaços com menos de 100 metros quadrados têm um custo entre 180 €/m² e 200 €/m².
    Enquanto destino turistico, a capital portuguesa passou também a ser considerada pelas marcas como um destino prioritário para a instalação de novas lojas, colocando-a ao mesmo nível das outras grandes capitais europeias. Neste sentido, várias marcas de luxo instalaram-se na cidade, como a loja principal da Dior na Avenida da Liberdade com três andares, confirmando a tendência de mudança dos franchisados de luxo para lojas próprias, sustentando este posicionamento turístico internacional. No entanto, as marcas de grande consumo estão também a apostar na cidade, como demonstra a próxima abertura da nova loja principal da Zara no Rossio, com mais de quatro mil m2, tornando-a a maior loja em Portugal.
    Por outro lado, o Banco de Portugal previu um crescimento da economia portuguesa de 1,2 % do PIB em 2024, embora seja nove décimos de ponto percentual mais lento do que em 2023. De igual forma, a inflação permanecerá num nível elevado de 2,9 %, não atingindo a meta de 2 % até 2025 e 2026. Esta situação poderá desacelerar o crescimento do retalho, mantendo os espaços comerciais desocupados mesmo em zonas nobres como a Avenida da Liberdade.
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