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GECoRPA critica exigências das associações do sector da Construção

e acordo com o presidente do GECoRPA “o imobiliário e a construção captam um volume excessivo de recursos financeiros” e acrescenta que “do total dos empréstimos concedidos pelo sector bancário em 2008, 78% foram direccionados para a construção

Ricardo Batista
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GECoRPA critica exigências das associações do sector da Construção

e acordo com o presidente do GECoRPA “o imobiliário e a construção captam um volume excessivo de recursos financeiros” e acrescenta que “do total dos empréstimos concedidos pelo sector bancário em 2008, 78% foram direccionados para a construção

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O Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico (GECoRPA) criticou esta segunda-feira as exigências manifestadas pelas associações do sector da construção, defendendo que “o investimento em construção não é a solução para o País”.

De acordo com o presidente do GECoRPA, Vítor Cóias e Silva, “o imobiliário e a construção captam um volume excessivo de recursos financeiros” e acrescenta que “do total dos empréstimos concedidos pelo sector bancário em 2008, 78% foram direccionados para o cluster da construção”. “Tais aplicações não se traduzem no aumento da competitividade do País”, considera Vítor Cóias, citando um relatório apresentado pelo economista Eduardo Catroga e Manuel Pinho.

Segundo o presidente do GECoRPA, as exigências da FEPICOP e da AECOPS para se avançar com os grandes investimentos em infra-estruturas com recurso a parcerias com privados, “[resultam] no assumir de compromissos milionário para as próximas décadas, compromissos que, injustamente, vão recair sobre as gerações que vêm a seguir”. Cóias cita um estudo recente divulgado pelo jornal Público sobre as novas concessões da Estradas de Portugal (EP), que mostra que o primeiro impacto deverá ser sentido já em 2014, altura em que começam a chegar as facturas das 12 novas concessionárias entretanto criadas, o que vai elevar a factura das rendas a pagar pela EP para sete mil milhões de euros/ano.

Vítor Cóias vai ainda mais longe nas acusações às pretensões das associações representativas do sector da construção, nomeadamente em relação ao mercado da habitação. Segundo o representante das empresas de restauro, as construtoras apontam uma redução da produção deste segmento, em 2009,para 48% da que foi atingida em 2001. “Faltou dizer que, no início dos anos 2000, o volume de construção rondava as 110 mil habitações por ano, e que o sector da construção em Portugal crescia a uma taxa de mais de 10 vezes a média da EU”, recordando que “as necessidades de novos edifícios de habitação em Portugal seriam da ordem de apenas 40 mil por ano… se não dispuséssemos, em resultado dos excessos cometidos, de mais de 600 mil fogos devolutos, dos quais cerca de 200 mil são novos. A redução da produção de habitações é, portanto, uma correcção saudável dos excessos de construção do passado recente, que só peca por ser tardia”.
Contactada pelo Construir, a direcção da AECOPS entende que nada tem a comentar em relação a esta matéria.

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Tektónica e SIl regressam em Maio de 2022

A Feira Internacional de Lisboa anuncia o regresso da Tektónica ao primeiro semestre do ano, acompanhada pelo Salão Imobiliário de Lisboa

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Em 2022 os dois certames, Tektónica e o Salão Imobiliário de Lisboa, regressão juntos, mas em Maio, com a organização a apontar a realização das feiras para a primeira quinzena de Maio. A realização em paralelo da Tektónica e do SIL é já uma certeza, “porque os dois certames encontram-se na mesma cadeia de valor e são criadas sinergias de mercado que reforçam as oportunidades de negócio, nomeadamente entre expositores e participantes de ambos os certames”, confirma a organização.

A edição de 2021 de ambos os certames juntaram 200 expositores. Um número que, de acordo com a organização representa “um aumento muito significativo do número de empresas, demonstrativo da vontade e determinação de ambos os sectores no regresso aos eventos presenciais e que se evidenciou pela ocupação de dois pavilhões, mais de 20 mil m2 de área”. O crescimento de ambos os certames foi acompanhado pelo número de visitantes, cerca de 12 mil, que passaram por ambas as feiras.

Em conjunto, as feiras “proporcionaram não só o network e a concretização de negócios, como também propiciaram o debate sobre as tendências e o futuro da construção e do imobiliário, com a realização do ciclo de conferências Tektónica e do SIL Investment Pro, ambos dirigidos para os respectivos profissionais do sector”.

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Berkshire Hathaway HomeServices acelera plano de expansão em Portugal

A rede internacional de intermediação imobiliária acrescenta dois parceiros à sua rede para oferecer serviços nas regiões de Lisboa, Porto, Costa Litoral Alentejana e Algarve, no segmento do imobiliário de luxo

Cidália Lopes

A Berkshire Hathaway HomeServices, rede de intermediação imobiliária internacional que opera em Portugal em parceria com a Berkshire Hathaway HomeServices Portugal Property e com a Berkshire Hathaway HomeServices Atlantic Portugal continua a sua estratégia de expansão “acelerada” no País, “tendo em conta as potencialidades verificadas no mercado imobiliário português”.

A Berkshire Hathaway HomeServices tem vindo a conduzir uma análise aprofundada do mercado para encontrar parceiros estratégicos com perfil para integrar a sua rede.

Apesar do desaceleramento da economia mundial causado pela crise sanitária global, segundo a Berkshire Hathaway HomeServices, a procura de propriedades de prestígio em Portugal manteve um forte atractivo por parte dos investidores estrangeiros. Esta forma de investimento é, aliás, muito interessante devido ao baixo risco de desvalorização económica em caso de crise.

O plano estratégico de expansão da Berkshire Hathaway HomeServices em Portugal começou pelas áreas de Lisboa, Porto e Algarve, zonas que continuam a ser muito procuradas por investidores de alto nível, às quais se acrescenta, agora, a Costa Litoral Alentejana, com a zona da Comporta a ser apontada como um dos destinos mundiais favoritos para o investimento imobiliário no segmento de luxo.

“Fazer parte de uma rede de intermediação global permite atrair investidores de todas as partes do mundo e gerir patrimónios imobiliários exclusivos, desfrutando ao máximo das potencialidades do imobiliário português”, afirma Michael Vincent, CEO da Berkshire Hathaway HomeServices – Portugal Property. “Os incentivos fiscais para investidores estrangeiros são uma força motriz para as transacções imobiliárias internacionais, especialmente no segmento exclusivo do luxo. As zonas seleccionadas para o desenvolvimento em Portugal representam locais de interesse significativo para o perfil dos investidores estrangeiros”, acrescenta César Santos, CEO da Berkshire Hathaway HomeServices – Atlantic Portugal.

Parcerias com agências imobiliárias

O objectivo da Berkshire Hathaway HomeServices é expandir-se no território português através de parcerias com agências imobiliárias líderes na sua área de influência e realizar operações de relevância estratégica para o panorama imobiliário português. “A empresa é muito selectiva porque privilegia relações de longo prazo, que permita reforçar a sua presença no mercado e oferecer aos investidores um portfolio exclusivo de imóveis de prestígio, assente nos seus valores de confiança, integridade, estabilidade e longevidade”, reforça o responsável
Inglaterra, EUA e França.

Em relação aos principais investidores estrangeiros, os Estados Unidos da América, Reino Unido e França são os países com quem a Berkshire Hathaway HomeServices Atlantic Portugal mais trabalha, destaca, César Santos, CEO da empresa. E se Portugal já era há muito um lugar que despertava curiosidade para este tipo de investidores, o interesse aumentou, consideravelmente, com o crescimento de projectos na zona do Litoral Alentejano. Uma zona “claramente estratégica” para a Berkshire Hathaway HomeServices Atlantic Portugal.

Ainda a dar os primeiros passos, “não é possível para já ter uma estimativa quantificada”. “Esperamos, no entanto, investimentos de ordem superior dada a atractividade e exclusividade da região que atrai cada vez mais investidores de elite, interessados no segmento do luxo”.

Processo de compra e venda mais eficiente

Com oito escritórios de Norte a Sul e mais de 50 agentes, a Berkshire Hathaway HomeServices Portugal Property abrange o Porto, a Costa de Prata, Lisboa e o Algarve, representando resorts, propriedades urbanas e de luxo.
Especialistas no processo Golden Visa, com as alterações ao regime nos grandes centros urbanos como o Porto e Lisboa a entrar em vigor no final deste ano, a empresa foca-se também noutras regiões do Pais, tendo como principal estratégia “tornar todo o processo de compra e venda de um imóvel em Portugal o mais eficiente possível”, afirma Michel Vicent, CEO.

Também este responsável destaca o crescente número de britânicos como sendo os principais investidores estrangeiros em Portugal. Se em 2015 eram apenas 17 230 mil os cidadãos britânicos oficialmente registados no SEF, este número aumentou drasticamente atingindo os 46 mil em 2020, afirma Michel Vicent, naquilo que este responsável considera ser um claro “efeito indirecto do Brexit”. “No entanto, assistimos cada vez mais a uma maior movimentação de americanos devido à estabilidade política do país e ao sistema de saúde, assim como de brasileiros e italianos”.

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Cidália Lopes

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Compras Públicas de Inovação podem valer até 3,8 mil milhões de euros por ano

O valor das Compras Públicas de Inovação (CPI) em Portugal situa-se entre os 635 milhões e os 1,3 mil milhões de euros por ano. Portugal é, por isso, um dos países da Europa com maior margem de progresso em políticas públicas favoráveis às CPI

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tagsANICPI

O primeiro centro de competências em Compras Públicas de Inovação (CPI) foi apresentado no Ministério da Economia e Transição Digital. O centro vai disponibilizar serviços para capacitar compradores e fornecedores públicos de inovação.

“As Compras Públicas de Inovação são, cada vez mais, um meio estratégico para responder aos desafios da sociedade, desde a sustentabilidade ambiental à saúde, para fomentar a competitividade através da inovação e de I&D, e para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos. A implementação do centro de competências, com a integração de conhecimentos específicos relativos aos processos de contratação pública, permitirá melhorar e modernizar os serviços públicos, apoiando simultaneamente o sector empresarial e facilitando o encontro de soluções de inovação que correspondam aos desafios do presente e do futuro, de forma mais inteligente e resiliente.”, sublinhou na ocasião o secretário de Estado da Economia, João Neves

O “Mercado da contratação pública em Portugal”, um estudo pioneiro sobre o potencial de mercado da contratação pública de inovação (CPI) em Portugal, desenvolvido pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa para a Agência Nacional de Inovação (ANI), estima que, até 2030, Portugal possa quase triplicar a sua capacidade nesta área. Aumentar o nível de contratação pública de inovação no país permitiria uma mais rápida modernização do sector público, bem como um incremento na competitividade das empresas.

Imagine-se que uma autarquia procura um sistema centralizado de gestão de transportes para o município, mas que não encontra no mercado uma solução à medida das suas necessidades. O lançamento de um processo de Compra Pública de Inovação (CPI) resultaria não só na obtenção de uma tecnologia inovadora, como, para as empresas participantes, significaria o lançamento de um novo produto ou até de um novo mercado que aumentaria a sua competitividade.
O estudo encomendado pela ANI ao ISCTE estima que o valor actual das CPI em Portugal se situe entre os 637 milhões e os 1,3 mil milhões de euros, abaixo de economias com o mesmo nível de desenvolvimento, mas tem potencial para crescer para valores entre os 1,9 e 3,8 mil milhões de euros ao ano, como os registados em países substancialmente mais ricos, como Reino Unido, França e Países Baixos.

A carência até agora de uma abordagem estruturada para a capacitação em CPI em todo o país surge como uma das fragilidades apontadas pelo estudo. A implementação de um Centro de Competências em Compras Públicas de Inovação Português visa disponibilizar serviços que facilitarão a expansão do conhecimento sobre CPI em todas as entidades adjudicantes públicas e actuar no sentido da melhoria de condições de mercado para aproximar a oferta e a procura.
“O primeiro Centro de Competências em Compras Públicas de Inovação em Portugal é um instrumento prático essencial para a capacitação das entidades públicas, não apenas enquanto compradores, mas também enquanto fornecedores de inovação. Sendo certo que, também na área das compras públicas, o caminho passa pela inovação, e estando criadas as condições ao nível das medidas de contratação pública previstas na lei, é imperativo que tal avanço legislativo seja acompanhado pela devida formação e capacitação das entidades públicas, de modo a que melhor possam compreender estes mecanismos e, por essa via, abrir portas para que as entidades públicas optem pelas CPI, sempre que essa solução seja a mais adequada à compra pública pretendida. Estamos confiantes que o trabalho deste Centro de Competências em CPI terá um impacto relevante no mercado das compras públicas em Portugal, dotando-o de soluções mais inovadoras, mais adequadas e, esperemos, mais eficientes”, referiu, por sua vez, Jorge Delgado secretário de Estado das Infraestruturas,

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Aurora faz renascer estilo “Português Suave” junto ao Marquês de Pombal

Promovido pela Lantia, este projecto residencial traz 36 novos apartamentos a uma das zonas mais centrais da cidade com comercialização co-exclusiva da JLL e da Porta da Frente

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Fruto da reabilitação do nº7 da avenida António Augusto de Aguiar, um edifício exemplar perfeito do estilo arquitectónico “Português Suave”, tão característico de Lisboa entre os anos 1930 e 1960, surge agora o Aurora.
Na linha da frente da transformação urbana para quem quer viver de forma mais saudável e sustentável o centro da capital, este novo projecto residencial disponibiliza 36 apartamentos em diferentes tipologias. Os mesmos já entraram no circuito de vendas, com comercialização em regime de co-exclusividade pela JLL e Porta da Frente Christie’s.

Vocacionado para quem pretende desfrutar em pleno das comodidades de viver no centro da cidade, o Aurora situa-se junto ao Marquês de Pombal, estando a uma curta distância pedonal de um vasto conjunto de transportes, equipamentos e locais de referência, incluindo o Parque Eduardo VII, o Saldanha, a Fundação Calouste Gulbenkian, passando pelo El Corte Inglès, o Saldanha Residence ou o Monumental, entre tantos outros pontos de interesse.

Promovido pela Lantia, o projecto ganha o nome da Deusa do Amanhecer da mitologia romana que está eternizada no edifício numa escultura assinada por Leopoldo de Almeida, um dos grandes precursores do estilo Português Suave. O projecto de reabilitação preserva a identidade de um edifício progressista à sua época, transportando para o presente esta estética arquitectónica que alterou a paisagem urbanística portuguesa.

“Com o charme de uma reabilitação que preserva o icónico estilo Português Suave, o Aurora é também um projecto que acompanha a transformação de Lisboa numa capital mais moderna e sustentável. Pela sua centralidade, é um projecto onde o conceito de “walkability” está muito presente pois permite aos residentes acederem a vários pontos de interesse e conveniência a uma curta distância pedonal, numa nova mobilidade mais consciente e ecológica. A diversidade de tipologias e a possibilidade de personalização de apartamentos são outro factor diferenciador, atraindo assim pessoas e famílias em diferentes fases da sua vida. É um projecto vencedor”, assegura Patrícia Barão, head of residential da JLL Portugal.

O Aurora oferece casas ajustadas a diferentes necessidades de espaço, incluindo 16 apartamentos T1, 14 apartamentos T2 e ainda 4 apartamentos T3 e duas penthouses T3. Os Aurora One são os apartamentos T1, sendo especialmente vocacionados para a compra para investimento. Os Aurora Two, que abrangem os apartamentos T2, dispõem de estacionamento próprio e apostam na qualidade superior dos materiais. Os Aurora Three, as unidades de tipologia T3, incluem além do estacionamento próprio, também espaço de arrecadação, com todas as comodidades para a vida em família. Os Aurora Penthouses destacam-se dos restantes pela integração de um terraço na zona de sala.

“O edifício Aurora vem responder a várias necessidades dos nossos clientes mais exigentes, tanto nacionais como internacionais: um lifestyle cosmopolita, mas ao mesmo tempo mais “verde” e focado no bem-estar, com grande proximidade a jardins, parques e ciclovias. A exclusividade deste projecto, situado numa das melhores localizações da capital portuguesa, reflecte-se também nos acabamentos de elevada qualidade, na funcionalidade dos espaços e em todas as comodidades oferecidas aos seus residentes”, acrescenta Rafael Ascenso, director geral da Porta da Frente Christie’s.

O edifício disponibiliza a todos os seus residentes serviço de concierge, incluindo uma sala para recepção de encomendas, além de se posicionar na primeira linha da mobilidade sustentável com a integração de uma área de e-parking, um parque de bicicletas com carregadores para bicicletas eléctricas.

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Ecosteel entra no capital da Ooty e vai construir casas modulares

A integração da Ooty no grupo ECOSTEEL irá permitir o arranque de uma unidade de produção de CLT, A combinação deste sistema construtivo, com o de estruturas modulares pré-fabricadas resultará numa capacidade produtiva de 1.000 a 1.200 casas por ano

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O grupo ECOSTEEL e a Ooty estabeleceram uma parceria que visa privilegiar os princípios da construção modular em madeira. “O futuro da construção passa por uma aposta na sustentabilidade e na utilização de materiais como a madeira que permitem reduzir a pegada de carbono em 60% a 70%”, justificou José Maria Ferreira, CEO da ECOSTEEL.

Em termos de impacto de negócio “a integração da Ooty no grupo ECOSTEEL irá permitir o arranque de uma unidade de produção de CLT que terá capacidade para produzir 50.000m3 / ano. A combinação deste sistema construtivo com o de estruturas modulares pré-fabricadas (wood frame) resultará numa capacidade produtiva de 1.000 a 1.200 casas por ano. Esta é uma parceria que irá permitir alcançar objectivos mais ambiciosos para o presente e futuro, visando um crescimento e visibilidade mais expressivos, não só para a marca como também para a sua área de actividade e causa ecológica”, avançou José Maria Ferreira.

A Ooty é uma marca que se dedica à produção de estruturas pré-fabricadas e modulares com subestrutura em madeira (wood frame) como casas, bungalows, módulos de alojamento, entre outros. Apresenta não só um conceito contemporâneo de soluções pré-fabricadas, como abre passo a uma nova abordagem ao desenho arquitectónico, executando também projectos feitos de raiz, apoiados pelo seu departamento de arquitectura e engenharia.

A associação entre ambas empresas permite à Ooty dar um salto de escala e dedicar-se a um dos mais inovadores métodos de construção em madeira, a construção CLT (cross laminated timber). Este método construtivo distingue-se pela utilização de painéis estruturais de madeira que são colados com as suas fibras justapostas em ângulos de 90º, garantindo uma elevada rigidez e uma excelente prestação térmica.

As estruturas pré-fabricadas e modulares permitem a realização de projectos de pequena ou grande escala, estando ao alcance de um maior número de pessoas pelos seus custos competitivos e timings reduzidos de construção. A montagem de uma casa de 200m2 pode ser feita em pouco mais de uma semana por uma equipa de quatro pessoas. As construções modulares distinguem-se ainda pela engenharia aplicada que permite uma elevada eficiência energética e isolamento térmico e acústico. Construídas com materiais reciclados e/ou passíveis de serem reciclados posteriormente, este é um modelo de construção que gera menor desperdício quando comparado com as construções convencionais.

Este tipo de solução tem vindo a ser cada vez mais procurada por jovens casais que reconhecem neste modelo uma solução de habitação permanente, a preço acessível e livre de complicações. A marca Ooty tem sido especialmente apreciada pelo sector do turismo, podendo já encontrar-se unidades modulares em sítios como a Quinta da Pacheca em Lamego, o Glamping Hills Park em Bragança, a barragem de Castelo de Bode ou até no centro de treino do Lille Olympique Sporting Clube,em França.

Com um impacto ambiental praticamente nulo, a Ooty aposta em sistemas de construção em seco, os quais não apresentam limitações no que respeita à altura dos edifícios, o que permite estruturas como a que irá surgir em Londres, onde será construído o primeiro arranha-céus, de 80 andares, com estrutura de madeira.

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9 em cada 10 portugueses consideram que o país deveria investir mais em renováveis

Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pela Marktest para a APREN e que serve de antevisão à conferência anual da associação, Portugal Renewable Energy Summit, que decorre de 9 a 10 de Novembro

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Nove em cada dez portugueses consideram que o país deveria investir mais em energias renováveis. Esta é uma das principais conclusões de um estudo sobre “Notoriedade e Imagem das Energias Renováveis” realizado pela Marktest para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), ao longo do mês de Setembro, que envolveu mais de mil entrevistas, realizadas por todo o país, em regiões urbanas e rurais.

Cerca de 60% dos inquiridos são da opinião de que Portugal está a fazer pouco para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, e só 30% acredita que o país está a mobilizar esforços suficientes rumo à descarbonização em 2050.

Os portugueses entrevistados revelam ainda ter um conhecimento aprofundado do que consta da sua factura da electricidade, com mais de 80% a garantir conhecer parcial ou totalmente as rubricas que compõem a conta da electricidade. Quanto ao preço da electricidade, as respostas são claras: 91% dos inquiridos considera que a factura é cara. Mais de 80% acredita mesmo que o preço da electricidade em Portugal é mais elevado do que a média europeia.

Em consonância, 88% considera que se deverá fazer uma aposta em fontes de energia renovável em detrimento de combustíveis fósseis, e mais de 52% refere que o uso de energias renováveis reduz o preço de venda da electricidade.

“Os principais resultados deste estudo demostram que a população portuguesa acredita nas renováveis e defende um maior investimento nas energias verdes de forma a impulsionar a descarbonização. A APREN continuará a trabalhar no sentido de factualmente explicar e mostrar as vantagens da electricidade produzida a partir de fontes renováveis a toda a linha, nomeadamente o seu impacto muito positivo no controlo dos preços da electricidade”, sublinha o presidente da direcção da APREN, Pedro Amaral Jorge.

Investimento privado predomina nas renováveis

A população portuguesa revela ainda ter um bom conhecimento acerca das várias fontes de energia renovável. A solar e a eólica são as mais populares, alcançando uma notoriedade superior a 95%. A hídrica e a energia proveniente das ondas e marés surgem em segundo plano. Menos conhecida é a energia geotérmica, a biomassa e também o biogás. Só cinco em cada 10 portugueses já ouviu falar destas fontes.

Apesar disso, no que toca à preponderância de cada uma das tecnologias, a energia eólica é erradamente percepcionada como sendo a mais utilizada por 40% dos inquiridos, com apenas 27% a eleger a resposta correcta, a energia hídrica. A energia solar é também a primeira escolha de 28%.

Mais de 85% dos inquiridos concordam que as renováveis contribuem positivamente para a diminuição de emissões de gases de efeito de estufa e para minimizar as alterações climáticas e o seu impacto. A esmagadora maioria considera que o combate às alterações climáticas deve ser uma área prioritária de actuação do governo português e apoia a ideia de que a meta europeia e nacional para a descarbonização da economia até 2050 foi uma decisão de grande relevância.

Nem todos concordam com o aumento de impostos sobre os combustíveis mais poluentes de forma a desincentivar o seu uso, ainda assim, com 59% da população a ser favorável a esta estratégia. Consensual é a ideia de que o investimento efectuado nas renováveis é sobretudo privado. Esta opinião é partilhada por 61% dos inquiridos. Entre 2020 e 2030, segundo um estudo da Deloitte, o sector deverá atrair cerca de 20 mil milhões de euros de investimento privado em centros electroprodutores a partir de fontes de energia renovável.

Sobre o autoconsumo, as respostas são também reveladoras. No caso do autoconsumo, 87% não dispõe de autoconsumo, e apenas 20% tenciona ter no futuro, embora 95% da população concorde que deveriam existir incentivos/ apoios públicos para a aquisição e instalação de painéis solares térmicos e fotovoltaicos nas residências dos portugueses.
Já no que à eficiência energética diz respeito, 84% diz que já adoptou medidas deste género em sua casa, com 90% a referir que alterou as lâmpadas para LED, 87% a mencionar que adquiriu electrodomésticos mais eficientes e 71% a referir que não deixa os seus aparelhos em standby.

As “Renováveis”, enquanto “motor da recuperação económica”, estarão em foco na conferência anual da APREN, a Portugal Renewable Energy Summit, que se realiza a 9 e 10 de Novembro, com a participação de alguns dos principais especialistas na área das energias renováveis, a nível nacional e internacional, que integram os vários painéis de debate dos principais temas do sector.

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Cleanwatts reforça mercado com nova comunidade de energia

Em São Pedro Velho, na região de Trás-os-Montes, a capacidade inicial instalada é de 27KWp. A redução estimada de custos de energia é superior a 20% para todos os participantes

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Depois de anunciar a primeira comunidade de energia em Portugal, inaugurada no passado dia 24 de Agosto, em Miranda do Douro, a Cleanwatts anuncia agora o registo de mais uma comunidade de energia em São Pedro Velho, na região de Trás-os-Montes, integrada no projecto de inovação social Cem Aldeias, com financiamento da BeWG Portugal.

Dada a dimensão reduzida da comunidade, a capacidade inicial instalada é de 27KWp, contando com a participação da Junta de Freguesia e de clientes residenciais. A redução estimada de custos de energia é superior a 20% para todos os participantes.

A comunidade permitirá ainda uma redução de emissões de pelo menos 496 toneladas de CO2, equivalente à plantação de 20.662 árvores. Os benefícios aumentarão com o crescimento em termos de capacidade instalada e participantes.

Tendo por base a evolução tecnológica do sector, as Comunidades de Energia estão a crescer exponencialmente em todo o mundo, para responder ao desafio de energia limpa e atender às metas de Neutralidade Carbónica, garantindo preços de energia acessíveis e combatendo a pobreza energética. Desenvolvido especificamente para endereçar as necessidades dos vários participantes das comunidades de energia, o Sistema Operativo da Cleanwatts combina os benefícios da eficiência energética com a gestão de activos de energia distribuída (solar, baterias, veículos eléctricos, equipamentos de climatização, entre outros) de modo a maximizar o valor da energia produzida, armazenada e consumida no âmbito de uma comunidade de energia, permitindo que os seus participantes beneficiem de energia limpa mais barata do que a energia de mercado.

E se o projecto inicial previa chegar às 100 aldeias, Alberto Carvalho Neto, CEO da BEWG.PT, acredita que a parceria com a Cleanwatts será “para crescer e a ambição de chegar rapidamente às 100 aldeias transformar-se-á num objectivo de mil ou mais aldeias, quer em Portugal, quer noutros países, pois entendemos que o projecto tem um impacto social de elevada
importância”.

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Geberit integrou numa só app a configuração dos seus produtos ‘smart’

A app Geberit Home permite ajustar as funções dos produtos Geberit a partir de uma única aplicação. Está disponível para IOS e Android e a sua descarga é gratuita

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O controlo digital dos elementos e aparelhos electrónicos de nossas casas permite adaptar a sua utilização aos nossos horários, preferências e necessidades, de forma a conseguirmos um lar à nossa medida ao mesmo tempo que conseguimos mais conforto e uma importante poupança energética. Também na casa de banho existem produtos cujas funções se podem configurar confortavelmente a partir do smartphone.

Para facilitar o controlo ao utilizador, a Geberit, especialista em louça sanitária e tecnologia para a casa de banho, integrou numa só app a manipulação das funções dos seus produtos ‘smart’. A Geberit Home é compatível com o módulo de eliminação de cheiros Geberit DuoFresh, assim como com a gama de sanitas com sistema integrado de lavagem Geberit AquaClean: Mera, Sela (a partir 2019) e Tuma. A Geberit Home substitui a anterior app Geberit AquaClean e inclui todas as suas funções de controlo.

A nova Geberit Home permite usar o smartphone em forma de comando à distância dado que aí se podem configurar os ajustes básicos dos produtos, como a intensidade do jacto de água da sanita com sistema integrado de lavagem ou da luz de orientação do Geberit DuoFresh. Também se podem guardar aí as preferências personalizadas de cada utilizador. Além disso, inclui inúmeros truques e sugestões para manipular os produtos ‘smart’ da Geberit. Geberit Home facilita também as simples tarefas de manutenção dado que indica, por exemplo, quando é necessário fazer uma mudança de filtro ou iniciar a função de descalcificação da sanita com sistema integrado de lavagem.

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Corkbrick “Marathon” arranca a 22 de Outubro

18 criadores, 42h, 888 tijolos de cortiça. Uma maratona para inventar soluções sustentáveis e dinâmicas de tijolos de cortiça para casa, escritório ou espaços públicos

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18 criadores, 42h, 888 tijolos de cortiça. Uma maratona para inventar soluções sustentáveis e dinâmicas de tijolos de cortiça para casa, escritório ou espaços públicos. O desafio é da Corkbrick Europe, startup portuguesa que desenvolveu o conceito de Sustainable Dynamic Structures and Furniture, e do WOW – World of Wine: uma maratona destinada à criação de soluções corkbrick sustentáveis e dinâmicas para casa, escritório ou espaços públicos, através da utilização do sistema patenteado corkbrick. O sistema criado pela start-up portuguesa consiste em sete diferentes peças tipo “lego” em cortiça, que permitem a construção de mobiliário para interior e exterior, sem parafusos, nem cola.

Esta “maratona” especial, está aberta a 18 jovens criadores e as melhores soluções serão postas à venda na loja da online da startup. Os autores terão direito a 3,78% de royalties por cada venda efectuada.

A Corkbrick “Marathon” vai começar no próximo dia 22 de Outubro, sexta-feira, e só termina no domingo, dia 24, no WOW, em Vila Nova de Gaia. Esta será a primeira de um conjunto de maratonas Corkbrick que se realizarão por várias cidades europeias em 2022. A iniciativa visa promover o conceito de estruturas e móveis sustentáveis e dinâmicos inventado pela empresa portuguesa.

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Troféus dos Prémios CONSTRUIR 2020 estão entregues (c/ galeria de imagens)

Num almoço intimista, que decorreu na Pousada de Lisboa, unidade hoteleira promovida pelo Grupo Pestana, foram entregues os troféus para empresas, obras e personalidades que mais se distinguiram em 2019 e que haviam sido reconhecidos pelos leitores e subscritores do jornal CONSTRUIR como os melhores do ano

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Depois de um longo interregno, provocado pela situação pandémica que limitou fortemente as iniciativas promovidas pelas empresas, estão formalmente entregues os prémios CONSTRUIR 2020.

Num almoço intimista, que decorreu na Pousada de Lisboa, unidade hoteleira promovida pelo Grupo Pestana, foram entregues os troféus para empresas, obras e personalidades que mais se distinguiram em 2019 e que haviam sido reconhecidos pelos leitores e subscritores do jornal CONSTRUIR como os melhores do ano.

Recorde a lista completa de vencedores

ARQUITECTURA
Melhor Projecto Público
Parque Estacionamento da Caldeiroa – Pitagoras Arquitectos

Melhor Projecto Privado
World of Wine – Broadway Malyan

Melhor Projecto Reabilitação
Faria Palace – Eduardo Souto de Moura

Melhor Atelier
Pitagoras Arquitectos

ENGENHARIA
Melhor Projecto Público
Ponte Pedonal Arouca 516 – Itecons


Melhor Projecto Privado

Castilho 203 – PMP Consultores

Prémio Fiscalização e Coordenação
Castilho 203 – Afaplan

Prémio Internacionalização
Grupo Quadrante

Melhor Gabinete
DDN

CONSTRUÇÃO
Melhor Construtora
Casais

Prémio Cidades
Lisboa

Prémio Internacionalização
Mota-Engil

Prémio Sustentabilidade
Lisbon Green Valley – Casais

IMOBILIÁRIO
Melhor Edifício de Escritórios

Porto Office Park – Grupo Violas Ferreira

Melhor Espaço Comércio e Serviços
CUF Tejo – Grupo José Mello

Melhor Edifício Residencial
Castilho 203 – Vanguard Properties

Melhor Empreendimento Turístico
Bairro Alto Hotel – Hotel Bairro Alto

Melhor Consultora
JLL

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