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Broadway Malyan projecta condomínio de luxo em Cascais

O projecto foi entregue à Broadway Malyan no seguimento de um concurso limitado de ideias que venceu em 2009

Ana Rita Sevilha
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Broadway Malyan projecta condomínio de luxo em Cascais

O projecto foi entregue à Broadway Malyan no seguimento de um concurso limitado de ideias que venceu em 2009

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A Broadway Malyan (BM) foi a autora do novo condomínio privado e de luxo do Grupo HN. O condomínio que representa um investimento de 30 milhões de euros já iniciou a sua construção e contempla 11 moradias isoladas em condomínio fechado em Cascais.

De acordo com o gabinete as obras de infra-estruturas comuns do empreendimento ficaram concluídas em Maio e as moradias privadas com uma área total de 9.600m2 estão já em fase de comercialização, assumindo valores previstos de vendas que poderão atingir os 5,5 milhões de euros de euros para a moradia de maior dimensão.

O projecto foi entregue à Broadway Malyan no seguimento de um concurso limitado de ideias que venceu em 2009, tendo desde então sido responsável pelo desenvolvimento dos projetos de arquitectura, design de interiores e conceito de arquitectura paisagista, explica a BM em comunicado de imprensa.

Stuart Rough, chairman da empresa e líder da equipa de projecto, afirma que: “ o início da construção representa um marco importante no desenvolvimento desta nova comunidade sofisticada e contemporânea. O projecto foi criado com base no conhecimento e experiência da nossa equipe interdisciplinar de especialistas que trabalharam em parceria com o nosso cliente de longa data, o Grupo HN. ”

Segundo a BM o projecto do condomínio de luxo desenvolve-se “em torno de um conceito global arquitectónico que privilegia a divisão entre áreas privadas e semi-públicas, através de uma parede central que forma um eixo organizacional, e separa os usos diurno e noturno da habitação”.

Esta solução, “permite estar em plano aberto no lado virado a Sul das moradias, com compartimentos de quartos particulares que enfrentam o Norte, e envolveu o uso de técnicas passivas de controle solar através de grandes palas sobre os telhados e painéis de madeira de correr para proporcionar espaços de sombra”, pode ler-se no mesmo documento.

“Esta filosofia simples, define um design forte que permite criar espaços abertos e transparentes, vivenciados durante o dia, que corresponde ao lado social de lazer das casas, viradas a Sul”, revela a BM.

Já o lado Norte, mais intimista e privado, “incorpora os espaços de usos individualizado como os quartos, com um uso dominantemente noturno”. O gabinete assegura ainda que “o conforto proporcionado foi fundamental, usando técnicas passivas de controle solar, com grandes palas e painéis de madeira deslizantes, para proteção das grandes salas de estar envidraçadas, proporcionando espaços ensombrados para uma vivência exterior”.

Tirando partido da cércea e do número limitado de pisos acima do solo (1 piso), a BM explica que foram concebidos “espaços com um pé direito maior nos espaços de lazer/uso diurno, e um pé direito menor nas áreas de uso mais intimista/noturno.

Para além disso, outros usos adicionais foram integrados num piso inferior, “com grandes pátios que proporcionam iluminação natural para os diversos espaços familiares, com forte presença de espaços verdes”. Neste piso está também previsto o estacionamento de acesso directo às casas, explica a mesma fonte.

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Painéis Steni dão nova vida ao edifício Solmar nos Açores

O espaço, que acolhe agora uma loja Pingo Doce, encontrava-se bastante degradado e foi alvo de uma profunda intervenção, tendo as gamas Steni Colour e Steni Nature sido escolhidas para este projecto

Especialista em painéis de revestimentos de fachadas, a marca reforça a sua presença em Portugal com o projecto de reabilitação do edifício que acolhe agora o Pingo Doce em Vila Franca do Campo, em São Miguel.

O espaço, que acolhe agora uma loja Pingo Doce, encontrava-se bastante degradado e foi alvo de uma profunda intervenção com vista à sua renovação e adequação à actividade do grupo de distribuição português, num projecto promovido pela Finançor e assinado pelo arquitecto Óscar Catarino, da Box Arquitectos.

Caracterizada pela facilidade de instalação, durabilidade de baixo custo, facilidade de limpeza, resistência ao impacto e, cada vez mais importante, pela reduzida pegada de carbono, as gamas Steni Colour e Steni Nature foram a solução escolhida para este projecto.

“Para além dos aspectos formais, relacionados com a própria arquitectura, as texturas oferecidas pela gama Steni Colour / Nature foram uma das principais razões na base desta escolha, pois permitiram destacar o edifício numa posição diferenciada na paisagem, contribuindo para lhe conferir uma personalidade própria e distinta”, explicou o arquitecto Óscar Catarino, sublinhando que “o facto de terem combinações quase ilimitadas é uma mais valia, pois confere-nos a capacidade criativa de formalizar um desenho de fachada de acordo com o método do atelier”.

Do ponto de vista técnico, “surpreendeu-nos o bom resultado da aplicação dos painéis Steni Nature / Colour em fachadas muito extensas e deformadas, como era o caso do edifício existente, e a rapidez de execução apoiada nas caraterísticas dimensionais dos painéis, em que o binómio peso / dimensão é muito favorável às exigências da construção moderna. É um material que nos confere grande confiança a vários níveis, estrutural e formal, transmitindo uma enorme sensação de robustez; e que certamente nos acompanhará em futuros projectos desenvolvidos pelo ateliê”, garante o arquitecto.

De fácil instalação, por serem fornecidos em formato cortado à medida, os painéis Steni são montados num sistema de fachada ventilada, podendo ser colados ou aplicados por fixação mecânica, o que permite que possam ser instalados em qualquer altura do ano, independentemente das condições meteorológicas, o que foi bastante vantajoso num clima insular como o dos Açores.

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Portugal marca presença em feira mundial de equipamentos para a construção

A Bauma Munique está de regresso, depois de um interregno de três anos. A feira que arrancou hoje, dia 24, decorre até 30 de Outubro

Considerado o mais importante ponto de encontro da indústria da construção, materiais de construção e interiores a Bauma está de regresso depois de um interregno de três anos. A presença portuguesa neste certa contou, pela primeira vez, com a organização da Associação Empresarial de Portugal, AEP.

“Apesar da AEP trabalhar o mercado da Alemanha já há uns anos, esta é a primeira participação na BAUMA. Consideramos uma excelente oportunidade para as empresas nacionais mostrarem os seus produtos e descobrirem as últimas novidades. A Alemanha tem um sector industrial com uma dimensão importante e uma forte dependência das exportações, recorda Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP.

A Bauma Munique decorre de três em três anos e esgota o recinto, num total de 614 mil m2 de exposição. A edição de 2019 contou com 3700 expositores e 627 mil visitantes.

A comitiva da associação empresarial integra oito empresas portuguesas: Arcen Engenharia, fabricação de centrais de betão, Catari Indústria, estruturas de construções metálicas (andaimes), Cruz Martins & Wahl, fundição de ferro, Dune Bleue importação exportação de artigos têxteis, Fravizel, equipamentos metalomecânicos, Ilmar, fábrica de máquinas para artigos de cimento, OSM, oficinas de metalomecânica, e a Produtiva, fabricação de produtos de arame.

A Alemanha é um dos principais parceiros de Portugal, mas é, de acordo com a AEP “um mercado que obriga a uma abordagem estratégica, estruturada e persistente. Continua a apresentar oportunidades de negócio em diferentes áreas, tanto nas mais tradicionais (têxtil, calçado, agroalimentar e vinhos) como em sectores industriais de ponta (bens de equipamento, componentes para automóveis, TIC, saúde, ambiente, entre outros)”, refere a associação empresarial em comunicado.

Segundo o INE, a Alemanha foi o 3º cliente das exportações portuguesas de bens em 2021, com uma quota de 11% no total, ocupando a 2ª posição ao nível das importações (12,4%). Ao longo do período 2017-2021 verificou-se um crescimento médio anual das exportações de 3,2% e de 2,5% nas importações. Em 2021, a balança comercial de bens foi desfavorável a Portugal, tendo apresentado um défice de 3 285 milhões de euros.

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Explorer e Pedro Seabra adquirem gestora de fundos imobiliáros Refundos

A aquisição desta entidade gestora de activos, investimentos e fundos imobiliários permite a reorganização do negócio da área de real estate da Explorer, que passa a ser gerida pela sociedade Refundos-Explorer

A Explorer e Pedro Seabra adquiriram a Refundos SGOIC à Rivercrown Real Estate Management. A aquisição desta entidade gestora de activos, investimentos e fundos imobiliários permite a reorganização do negócio da área de real estate da Explorer, que passa a ser gerida pela sociedade Refundos-Explorer.

A nova sociedade passa a ser investment advisor do Explorer Real Estate Fund I, fundo criado em 2017, e co-investidor responsável pela gestão do activo da CPHP (Penha Longa Resort). Na sua nova actividade de entidade gestora de veículos de investimento colectivo encontra-se já neste momento a constitur três SICAFIs que ficarão sobre a sua gestão.

A Refundos-Explorer vai ser liderada por Pedro Seabra, responsável pela área de Real Estate, fazendo parte do conselho de administração Elizabeth Rothfield e Frederico Arruda Moreira, que transita da gestão da Refundos.

A equipa acompanha de forma contínua o mercado para identificação de novas oportunidades e conta com inúmeros casos de sucesso nas várias áreas em que tem actuado, entre os quais se podem destacar a renovação e reposicionamento de edifícios de escritórios como é exemplo a nova sede da Cuatrecasas em Lisboa.

Para Pedro Seabra “esta aquisição e este reposicionamento, dando-nos  a capacidade de gerir veículos regulados pela CMVM, dá-nos uma maior projecção e abrangência como gestores de imobiliário. A junção das duas equipas dá-nos mais força e solidez para actuar neste mercado que continua atractivo para investidores nacionais e internacionais e com enorme potencial”.

Criada em 2003 por Rodrigo Guimarães e Elizabeth Rothfield, a Explorer gere e assessora fundos com activos superiores a 1,4 mil milhões de euros, divididos em três áreas de negócio: Private Equity, Turismo e Imobiliário.

Já a Refundos foi fundada em 1993 e, em 2007, adquirida pela Sonagi SGPS (Grupo Queiroz Perreira – Semapa) e depois, em 2019, pelo Grupo Rivercrown, com Frederico Arruda como sócio. A principal actividade da Refundos foi a gestão do Maxirent Fundo De Investimento Imobiliário Fechado cotado na Euronext, Lisboa.

A Refundos foi distinguida com o MSCI European Property Investment Award pela carteira especializada com melhor desempenho no mercado português por atingir o maior retorno total (8,67%) relativamente ao benchmark do sector imobiliário anualizado ao longo de três anos até dezembro de 2021.

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Dstgroup e Ordem lançam prémio Manuel Graça Dias

O prémio tem como objectivo homenagear o arquitecto português. As candidaturas decorre de 27 de Outubro até dia 15 de Janeiro de 2023 e o vencedor será divulgado no dia 24 de Março do próximo ano

O dstgroup e a Ordem dos Arquitectos vão lançar o Prémio Manuel Graça Dias dst — Ordem dos Arquitectos, com vista a homenagear o arquitecto português. O lançamento será feito esta quinta-feira, dia 27 de Outubro, pelas 18 horas, no edifício dos Banhos de São Paulo, em Lisboa, onde se situa a sede da Ordem dos Arquitectos.

O objectivo é reconhecer e celebrar a qualidade da arquitectura produzida por arquitectos com formação recente, de forma a incentivar a prática profissional, no sentido da inventividade, considerações ambientais e boas-práticas, celebrando, ao mesmo tempo, o arquitecto como profissional, crítico, editor e divulgador.

“Ao lançarmos este prémio, pretendemos, fundamentalmente, sublinhar a imaginação, o inconformismo, a disponibilidade e a generosidade que Manuel Graça Dias sempre demonstrou”, afirma Jorge Figueira, responsável pelo pelouro da promoção da arquitectura da Ordem dos Arquitectos.

Já José Teixeira, presidente do dstgroup, patrocinador exclusivo do prémio, destaca que “o Graça Dias, com quem a dst teve o imenso prazer de trabalhar, foi o mais fiel intérprete da beleza das coisas construídas e das histórias das coisas em que a arquitectura coloca mão”.

As candidaturas poderão ser apresentadas a partir do dia 27 de Outubro até dia 15 de Janeiro de 2023 e o vencedor será divulgado no dia 24 de Março do próximo ano.

A entrega do prémio, inteiramente financiado pelo dstgroup, ao vencedor, no valor de 20 mil euros, está prevista para o próximo ano, a 11 de Abril, data do aniversário de Manuel Graça Dias.

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ACL apresenta Slimcrete o revestimento de betão flexível e leve

A Cimenteira do Louro lança Slimcrete um novo revestimento de betão para tectos e paredes, com apenas três milímetros de espessura, que é leve, flexível e amigo do ambiente

Devido à sua espessura fina, o Slimcrete é um revestimento de betão que optimizará os projectos de construção, desde logo por permitir “uma obra rápida e limpa”. “É muito fácil de aplicar. Basta colar o revestimento, ficando imediatamente visível o betão aparente”, afirma Dinis Silva, CEO da A Cimenteira do Louro, ACL.

Dadas as suas características físicas e composição, o revestimento de betão Slimcrete adquire uma extrema flexibilidade. “Essa flexibilidade do Slimcrete permite o revestimento de superfícies curvas, côncavas e convexas”, explica Dinis Silva, frisando que a inovação do revestimento está precisamente “na sua leveza e flexibilidade”.
O responsável da empresa de produtos de betão de Vila Nova de Famalicão garante ainda que o Slimcrete “é um revestimento natural de betão sem contaminantes”, pelo que “contribui para a protecção do meio ambiente”.

Produto exclusivo da ACL, o revestimento Slimcrete apresenta outra grande vantagem: um metro quadrado pesa apenas quatro quilos, pelo que “estamos em presença de um produto fácil de transportar para qualquer ponto do mundo”, destaca Dinis Silva.

A leveza, as dimensões optimizadas a cada projecto, a facilidade de transporte e a rapidez da instalação tornam o revestimento de betão Slimcrete num “investimento mais reduzido” em relação a um revestimento em betão tradicional.
Dinis Silva revela ainda que o Slimcrete “é fabricado com as mais recentes tecnologias produtivas e recorrendo à utilização de refinadas matérias-primas”. É, portanto, “amigo do ambiente, com reduzidas emissões de CO2”.

O Slimcrete será uma das novidades que ACL apresentará na DecorHotel 2022, a feira profissional de projecto, construção, decoração, equipamentos, produtos e serviços para hotelaria, que decorre na Exponor, em Matosinhos, entre 27 e 29 de Outubro.“O Slimcrete foi muito bem recebido pelo mercado nas feiras Cersaie, em Bolonha, e na Batimat, em Paris, que decorreram no último mês de Setembro”, acrescentou Dinis Silva, estando muito confiante “na boa receptividade” que o novo produto terá na DecorHotel 2022.

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Alojamento local em Lisboa e Porto recupera 2.500 apartamentos no último ano

Entre Abril e Junho, Lisboa e o Porto somavam, em conjunto, 6.500 fogos T0/T1 activos no Alojamento Local, de acordo com os dados do SIR-Alojamento Local, gerido pela Confidencial Imobiliário. Ainda assim, a oferta mantêm-se 35% abaixo do pré-covid

Os dados incidem sobre apartamentos de tipologia T0 e T1 com registo de Alojamento Local listados nas plataformas de reserva e que exibem actividade de vendas e ocupação regulares.

Trata-se de uma oferta que recupera cerca de 2.500 fogos para a actividade do Alojamento Local face ao mesmo período do ano passado, quando o número de apartamentos T0/T1 com actividade regular nas plataformas de reserva em Lisboa e Porto rondava apenas as 4.000 unidades, repartidas equitativamente entre as duas cidades.

Apesar desta trajectória de recuperação da oferta activa no Alojamento Local, o mercado continua subdimensionado face ao período pré-Covid. No final de 2019, Lisboa e o Porto contabilizavam, em conjunto, cerca de 10.000 fogos T0/T1 com actividade regular no Alojamento Local. Do volume de fogos em actividade neste período, cerca de 6.000 situavam-se em Lisboa e 4.000 no Porto.

De acordo com Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, “a redução da oferta activa foi um dos efeitos mais vincados da pandemia. O regresso dos alojamentos ao mercado tem sido lento, reflectindo a desconfiança dos proprietários face a uma actividade que se manteve anémica durante muito tempo. Desde o Verão passado que se nota um regresso paulatino de apartamentos ao AL e o actual nível de oferta, embora ainda distante dos padrões pré-pandemia, reflecte a maior confiança dos proprietários neste mercado, o qual alcançou no Verão indicadores de desempenho que não só deixam para trás o período do Covid, como estabelecem novos máximos”.

De acordo com os dados do SIR-Alojamento Local, apesar de ser um mercado de menor dimensão face ao pré-Covid, o Alojamento Local registou no 2º trimestre deste ano um desempenho em máximos históricos. Lisboa rompeu recordes de ocupação, rentabilidade e diárias, registando uma ocupação média de 73%, um RevPAR de 78€ e uma diária média de 108€. No Porto, as diárias médias também estão em máximos, atingindo os 91€ no 2º trimestre, ao passo que o RevPAR alcançou o anterior recorde, de 53€, e a ocupação está a aproximar-se dos níveis máximos do mercado, ao atingir 58% no 2º trimestre deste ano.

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Panasonic acelera investimento na produção de bombas de calor na fábrica checa

Com o objectivo de reforçar a produção de bombas de calor ar-água (A2W), devido à crescente procura por estes equipamentos no mercado europeu, a empresa pretende aumentar a sua capacidade de produção anual para as 500 mil unidades

A Panasonic Corporation anunciou que irá investir cerca de 145 milhões de euros na sua fábrica checa para o exercício que termina em Março de 2026, com o objectivo de reforçar a produção de bombas de calor ar-água (A2W), devido à crescente procura por estes equipamentos no mercado europeu.

Actualmente, a Europa está a passar por uma rápida mudança nas fontes de energia, reduzindo o gás e outros combustíveis fósseis, o que permite uma maior electrificação. Devido a uma maior consciência ambiental e às recentes circunstâncias em torno do fornecimento de electricidade, a Panasonic teve de adaptar a sua capacidade de produção para responder a esta procura crescente.

A Panasonic iniciou a produção de unidades interiores A2W na sua fábrica de Plzen, na República Checa (Panasonic AVC Networks Czech [PAVCCZ]), em 2018. Desde então, para além de satisfazer as necessidades do mercado europeu, tem impulsionado a poupança de emissões de CO2 através da produção para os mercados locais na Europa.

Este novo investimento permitirá à PAVCCZ produzir unidades exteriores no próximo exercício, para além das unidades interiores que já fabricam. O objectivo da empresa é aumentar a sua capacidade de produção anual para as 500 mil unidades para o exercício que termina em Março de 2026.

O sistema de bomba de calor A2W da Panasonic possui uma tecnologia única que permite manter a sua capacidade de aquecimento mesmo com baixas temperaturas exteriores.

A empresa lançou, também, um negócio de manutenção baseado na IoT na Dinamarca no último exercício, e continuou a expandir a sua actividade através de uma ampla estrutura de vendas em cada país.

Nos próximos anos, a Panasonic quer impulsionar fortemente o seu crescimento no setor do aquecimento, arrefecimento e ventilação, sendo um dos seus pilares para contribuir para o cuidado ambiental e para a redução do aquecimento global.

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Fortera e Horizonte Urbano Group reforçam activos na Área Metropolitana do Porto

A CBRE, em representação dos proprietários e da Sociedade Gestora Interfundos vendeu dois edifícios localizados em Gaia e no Porto à Fortera e ao Horizonte Urbano Group, respectivamente. O primeiro será reconvertido num edifício de escritórios, no segundo em residencial

(na imagem: Via Gaia)
O edifício Via Gaia localiza-se numa zona central da cidade de Gaia, a poucos minutos da Ponte da Arrábida e perto da rotunda VL8. Com uma área superior a sete mil metros quadrados, este edifício vai beneficiar da proximidade à futura linha de metro que ligará Gaia ao Porto. O seu novo proprietário é a Fortera que vai promover uma transformação profunda ao edifício e aí vai instalar a sua sede.


(Porto, Júlio Dinis)

“Estamos a projectar uma remodelação que posicionará este edifício como um dos melhores escritórios em Gaia. Oferecerá todas as amenidades aos seus inquilinos, como rooftop com vista para o Douro, ginásio, restaurantes e amplos espaços de trabalho. Esta será ainda, no futuro, a nova sede da Fortera, que muito orgulho nos trará”, refere Elad Dror, CEO do Grupo Fortera.

Já o edifício Júlio Dinis, localizado no centro do Porto, a escassos minutos da rotunda da Boavista e muito próximo do Palácio de Cristal e da baixa da cidade, é um edifício de escritórios com quatro mil e oitocentos metros quadrados que será remodelado e convertido em residencial, indo ao encontro da procura de gama alta que se encontra nesta zona.

“Esta é mais uma importante aquisição para o nosso portfolio e será sem margem para dúvidas, um projecto residencial de referência no centro da cidade. Vamos desenvolver um empreendimento de grande qualidade, flexível e perfeitamente adaptado às novas tendências do sector”, sublinha Nuno Esteves, CEO da Horizonte Urbano Group.

“A Área Metropolitana do Porto tem gerado crescente interesse em diferentes perfis de investidores, tanto privados como institucionais, nacionais e internacionais. Estas duas transações vêm comprovar a forte dinâmica que se vive no mercado de escritórios e residencial, com especial foco em ativos para reposicionar. É previsível que toda a Área Metropolitana do Porto continue a ganhar relevância no panorama nacional nos próximos meses, com várias outras transações em fase de conclusão.”, afirma Miguel Alvim, Head of Development Properties da CBRE Portugal.

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Cushman & Wakefield vende terreno industrial em Loures

A propriedade, com uma área total de, aproximadamente, 53 mil m2, e uma área bruta locável de cerca de 20 mil m2. foi adquirida pela VGP ao Grupo Odivel-lar

A Cushman & Wakefield, anuncia a venda, em representação do Grupo Odivel-lar, de um terreno industrial em Loures, junto à loja BricoDepot, com uma área total de, aproximadamente, 53.000m2, e uma área bruta locável de cerca de 20.000m2.

A propriedade foi adquirida pela VGP, uma promotora gestora e proprietária pan-europeia de imóveis logísticos e semi-industriais de alta qualidade, que opera com um modelo de negócios totalmente integrado com recursos e experiência de longa data em toda a cadeia de valor.

Fundada em 1998 como uma incorporadora imobiliária familiar belga na República Checa, a VGP conta, actualmente, com uma equipa de cerca de 380 colaboradores e opera em 19 países europeus. A empresa possui um banco de terrenos de desenvolvimento (próprio ou comprometido) de 11,31 milhões de m² e o seu foco estratégico é o desenvolvimento de parques empresariais.

O terreno tem excelentes acessibilidades, está localizado no cruzamento A40 e A9 (CREL – Circular Externo de Lisboa), a 13km do centro da cidade de Lisboa e a 7km do centro de Loures, e será o novo parque para as actividades logísticas e industriais da DPD e DHL, ocupantes de renome, que o irão utilizar para servir toda a Área Metropolitana de Lisboa.

Para Sérgio Nunes, director de industrial, Logística e Terrenos da Cushman & Wakefield, “Esta transacção demonstra o dinamismo e crescimento da logística urbana na zona de Loures, bastante atractiva para as empresas dado as excelentes ligações ao interior e exterior da cidade de Lisboa. Na nossa opinião, a aposta dos futuros ocupantes, vem responder à maior exigência dos consumidores em obter os seus produtos com maior qualidade e em menos tempo”.

Com 31 anos de actividade em Portugal, a Cushman & Wakefield participou nas operações imobiliárias mais emblemáticas das últimas três décadas e é considerada, pelos Euromoney Awards, a melhor consultora imobiliária em Portugal – 2015, 2018, 2020 e 2021 – e no mundo – 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022.

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Pontes Inteligentes são o novo desafio da BERD

O que começou por ser um spin-off da FAUP, cedo se tornou um caso sério de inovação e desenvolvimento. Depois do lançamento do sistema OPS e das pontes modulares MBS, a empresa prepara uma nova revolução na engenharia de pontes com a Bridge Intelligence

tagsBERD

A BERD, acrónimo para Bridge Engineering Research & Design, é uma empresa portuguesa que fornecesse soluções integradas de engenharia de pontes e actua na venda ou aluguer de soluções para a construção de pontes. A empresa entrou no mercado para revolucionar a indústria de construção e fê-lo à nascença com o lançamento comercial do Organic Prestressing System e da sua aplicação a cimbres autolançáveis.  “É uma tecnologia inspirada no musculo humano, é um sistema de controlo activo que envolve electrónica, engenharia mecânica e engenharia de estruturas. Mas desde então já registamos mais cinco patentes e tivemos vários ciclos de investimento”, explica Pedro Pacheco, CEO da BERD.

A criação do OPS deu novos limites à construção de tabuleiros de pontes e viadutos, antes desta tecnologia apenas era possível construir vãos até 78 metros, com este sistema já foi batido o recorde mundial com a construção do primeiro vão de 90 metros. Este método de construção in situ levou ao desenvolvimento de tecnologias adicionais e complementares ao sistema OPS. “Recentemente, em resultado de uma parceria, com a Faculdade de Engenharia, desenvolvemos um sistema que permite avaliar o endurecimento do betão e que elimina a necessidade de testes em obra. No fim do dia, a grande vantagem é que com este sistema os engenheiros recebem um SMS no telemóvel a informar que o betão está endurecido, sem outros custos industriais adicionais”, refere Pedro Pacheco.

A invenção, e inovação da BERD, desde cedo convenceu as empresas, de construção e as de venture capital, o que lhe permitiu arranjar financiamento para a área de investigação e desenvolvimento. Um modelo de crescimento que ainda hoje persiste.

Em 2016, a BERD criou uma nova área de negócio relacionada com as soluções de pontos modulares MBS, a qual veio, uma vez mais, revolucionar o mercado. Uma área que foi constituída como uma spin-in da BERD e que em 2018 conquistou o concurso internacional lançado pelo ministério dos Transportes e Comunicações do Peru para o fornecimento de pontes modulares, com vãos entre os 15 e os 60 metros, no valor de 17 milhões de euros com o objectivo de responder às necessidades das ocorrências do El Niño. O mesmo projecto que este ano conquistou o prémio internacional atribuído pela EECS European Steel Bridge Awards 2022, por representarem “uma grande evolução ao nível da engenharia”, permitindo uma poupança de 20% no consumo de aço, face aos projectos convencionais, com uma redição da pegada de carbono, tendo sido emitidas menos 3240 toneladas de CO2, comparativamente à média dos projectos tradicionais, a par da evolução estética.

“Este projecto já se encontra finalizado, mas esta é uma das áreas de negócio que mais cresceu, representando, desde 2019 mais de 50% da facturação da BERD. As pontes modelares foram essencialmente desenvolvidas por um engenheiro inglês, Donald Bailey, durante a segunda guerra mundial e eram usadas para fins militares. Esse modelo pelas suas múltiplas vantagens no tempo de montagem e na facilidade de adaptação a várias configurações começou a ser muito usado não só para fins militares, mas também para fins civis. E Este é o modelo adoptado por todos os nossos concorrentes, mas que obedece a um paradigma próprio do século XX, em que cada peça era pensada para ser transportada por quatro militares e isso condicionava o desenho, as ligações e a concepção da ponte.  Nós pegamos no tema e resolvemos pensar as pontes do zero, pensando no contexto do seculo XXI”, conta Pedro Pacheco.

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Um salto na Inteligência

Aos dois rounds de investimento a BERD acrescentou, recentemente, um terceiro. A entrada de um novo accionista no capital da BERD promete revolucionar a já inovadora empresa. “Há um novo investimento que vai dar origem a uma nova spin-in, mas que poderá dar origem a uma spin-off, que é a Bridge Intelligence. Esta é uma área nova que está ligada à inteligência artificial”, adianta Pedro Pacheco. O CEO da BERD prefere, para já, não desenvolver aquela que é a nova área de investigação e desenvolvimento da BERD e a qual promete ter efeitos, muito substanciais, no próximo ciclo de negócios da empresa que inicia no final de 2023.

“Fazemos as contas por triénio porque os nossos negócios são de natureza plurianual e, portanto, fazem sentido nessa logica.  Estamos a crescer desde a origem e este triénio, até ao momento, já temos um volume de negócios contratado que já ultrapassa o triénio anterior e ainda estamos a meio deste ciclo, 2021 – 2023. Acredito que o crescimento da BERD será expressivo no final de 2023”, refere o CEO da empresa.

Um resultado para o qual contribuem “apenas” aquelas que são as áreas de negócio actuais da empresa e ainda sem influência da Bridge Intelligence, a qual segundo Pedro Pacheco terá “um impacto expressivo, mas apenas no próximo triénio”.

Com actividade essencialmente internacional, a BERD é hoje uma marca premium a nível mundial, líder europeu no segmento onde actua.  Com projectos desenvolvidos em cinco continentes, com clientes e projectos em dezenas de países. Neste triénio destacam-se os mercados dos EUA, Alemanha, UK, França, Países Baixos, Eslováquia, Peru, Egipto e Moçambique. A actividade em Portugal arrancou este triénio, embora continue a representar menos de 5% da facturação.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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