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Filme sobre vida e obra de Mendes da Rocha integra competição do Arquiteturas Film Festival

“Tudo é Projeto” , o filme de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano foi seleccionado para vários festivais de cinema europeus

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Filme sobre vida e obra de Mendes da Rocha integra competição do Arquiteturas Film Festival

“Tudo é Projeto” , o filme de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano foi seleccionado para vários festivais de cinema europeus

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Antes de chegar a Lisboa, a longa-metragem passa pelo Architecture Film Festival de Roterdão, que decorre de 4 a 8 de Outubro próximo naquela cidade holandesa. O filme sobre o arquiteto brasileiro foi ainda selecionado para o Lund International Architecture Film Festival, que tem lugar de 5 a 8 de Outubro naquela cidade sueca e no final do mesmo mês viaja até Milão para integrar a lista de filmes a concurso no Milano Design Film Festival de 19 a 22 de Outubro.

“Tudo é Projeto” é um documentário sobre a vida e obra de Paulo Mendes da Rocha, contada na primeira pessoa com base em entrevistas com a sua filha.

Recorde-se que, Mendes da Rocha é hoje um dos mais importantes arquitectos no mundo, “um pensador cujas ideias e opiniões polémicas sobre urbanidade, natureza, humanidade, arte e técnica merecem ser ouvidas. Num constante diálogo entre entrevistado/pai e entrevistadora/filha, Joana é o fio condutor do filme. Como em todas as relações pessoais, principalmente entre pais e filhos, o fio que conduz é também o que é conduzido”, refere a sinopse do filme.

“Tudo é Projeto” será parte integrante do acervo da CASA DA ARQUITECTURA.

 

 

 

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Engenheiros e Economistas defendem “aprofundada reflexão” sobre ligação a Madrid por alta-velocidade

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade

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A Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos Economistas assinaram, esta sexta-feira, uma posição pública sobre os investimentos previstos em Alta Velocidade, defendendo, desde logo, uma “aprofundada reflexão” sobre a ligação entre Lisboa e Madrid por alta velocidade, considerando que “não está garantido que o traçado atualmente pensado seja o que melhor serve os interesses do País”.

A iniciativa conjunta defende como “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa”, considera “fundamental, aproveitando o eixo central da Alta Velocidade Portuguesa, ligá-lo à Europa através de verdadeira(s) linha(s) de Alta Velocidade para escoamento internacional” e sustenta a necessidade de aprofundar estudos que sustentem as alterações necessárias para viabilizar o investimento.

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade. Até chegar a Évora, o comboio não irá superar os 220 km/h; entre Lisboa e o Pragal não poderá superar os 60 km/h por causa da travessia da ponte 25 de Abril.

Do lado espanhol, apenas está pronto um troço de 150 quilómetros entre Badajoz e Plasencia – embora sem eletrificação. Para que a ligação entre as duas capitais ibéricas demore menos tempo, será preciso construir a terceira ponte sobre o rio Tejo em Lisboa e ainda que Espanha ponha em funcionamento os troços Madrid-Oropesa e Oropesa-Plasencia, que só devem ser totalmente postos ao serviço em 2030.

Para as entidades lideradas por Fernando de Almeida Santos e António Mendonça, “a rede ferroviária de Alta Velocidade deve assegurar prioritariamente as ligações de interesse nacional que concorram para uma maior coesão territorial, tornando-a competitiva quando comparada com outras formas de mobilidade, nomeadamente a rodoviária”, ao mesmo tempo que defendem que é “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa, o eixo das grandes cidades portuguesas de negócios, que serve cerca de 8 milhões de habitantes, o que permitirá impulsionar e dar escala à economia nacional, privilegiando o máximo de ligações diretas”.

No entender das Ordens dos Engenheiros e dos Economistas, “a ligação de Alta Velocidade Ferroviária prevista entre Porto – Braga – Vigo deve ter o mesmo tratamento de traçado exclusivo, cujos tempos médios não devam ser prejudicados face aos restantes traçados”.

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UHU lança nova gama para profissionais

Com cinco novos produtos no mercado, a UHU Pro pretende ser “uma solução rápida e duradoura” a pensar nos “acabamentos e renovações em espaços interiores e exteriores”

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Concebida para “acabamentos e renovações em espaços interiores e exteriores” a UHU acabou de lançar a sua nova gama para profissionais. Com cinco novos produtos no mercado, a UHU Pro pretende ser “uma solução rápida e duradoura”.

Ideal para colar e fixar diversos tipos de materiais em distintas superfícies – lisas, porosas e não porosas, a cola e veda de construção universal “conta com uma tecnologia única de Polímeros SM”. Sem solventes, é, igualmente, resistente aos raios UV, água e alterações de temperatura.

Pensado para a colagem de todo o tipo de materiais de construção, a nova cola de montagem universal, à base de neoprene de borracha, conta com uma aderência extra directa devido ao método único de ligação de potência. Além disso, é resistente à água e a produtos químicos.

Disponível em transparente e branco, o selante Pro é um vedante de silicone permanentemente elástico, resistente ao bolor, à água do mar, aos raios UV e a produtos químicos. Além disso conta, ainda, com uma excelente colagem sem primário e seca muito rápido, em apenas duas horas. É adequado para vedações sanitárias, selagem de juntas, fissuras e fendas.

Também o silicone neutro “de alta qualidade”, disponível em transparente, branco, alumínio, cinzento, preto, castanho e verde, mantém a sua elasticidade ao longo do tempo e ástico, ideal para a adesão universal em todos os materiais de construção. É resistente à água do mar, aos raios UV e ao bolor.

Para selar juntas e fissuras, a gama Pro apresenta o acrílico “de elevada qualidade e de fácil aplicação”. Disponível em branco, pode ser pintado, resistente à humidade e conta com uma excelente colagem sem primário.

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Dupla Rafael Montes e Miguel Acosta assinam ‘novo’ Quarteirão da Oficina do Ferro

A proposta vencedora para a revitalização do espaço, que inclui o antigo Palácio Ford, no Porto, destacou-se pela “criatividade e inovação”, assim como pela “sustentabilidade económica e ambiental”, segundo o júri

Cidália Lopes

Edifícios sustentáveis e novos arruamentos num processo de urbanização de todo o quarteirão, enquadrada num plano urbanístico e de desenvolvimento da cidade, foi a premissa para o concurso de ideias, lançado por ocasião do evento Archi Summit 2022 e que conta com a assessoria da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN).

Localizado na zona do Heroísmo, no Porto, o quarteirão Oficina do Ferro, ou como ainda hoje é conhecido, o Palácio Ford, tem um historial intimamente ligado ao sector industrial desde os anos 20 do século XX. Propriedade da promotora IME – Imóveis e Empreendimentos, a ideia passa por revitalizar o espaço devoluto das antigas instalações do Palácio Ford, como , também, dar uma nova vida ao espaço envolvente.

“Este será um marco na cidade do Porto, na medida em que esta área de mais de 50 mil metros quadrados em pleno coração da cidade esteve abandonado e sem qualquer utilidade. Prevê-se um processo de urbanização de todo o quarteirão, com novos arruamentos e organização daquele quarteirão”, refere a empresa.

Funcionalidade e sustentabilidade

Entre os critérios avaliados pelo júri, a proposta escolhida destacou-se pela sua “criatividade e inovação”, assim como pelos elementos de “sustentabilidade económica e ambiental” que integra.

Mas não só. A dupla Rafael Montes & Miguel Acosta apresentaram uma proposta com “uma forte concentração programática” na medida em que concentra um conjunto de soluções que procuram optimizar temas como “a funcionalidade e sustentabilidade, mas também do ponto de vista económico, especificamente na partilha de serviços entre usos e na racionalização de circulação e distribuição no interior do quarteirão”.

Em termos programáticos pretende-se a concepção de um hotel, de apartamentos turísticos e de habitação acessível, nos termos do estabelecido no Programa Preliminar do concurso. Atendendo à envolvente e aos seus condicionalismos, torna-se necessária, importante e relevante uma inserção e agregação urbana eficaz. Deseja-se, ainda, uma definição e distribuição funcional justa, associada à cidade, com um desenho urbano agregador e articulador com o existente, com a localização e caracterização de acessos, distribuições e circulações, disposição e proporção dos volumes dos diversos usos previstos, organigramas de distribuição e circulação comum para os diferentes usos e diferentes pisos que tomem em consideração a melhor gestão de domínios por diferentes entidades ou condomínios no futuro.

A área de intervenção agrega três parcelas. A maior pertence à IME, Imóveis e Empreendimentos Hoteleiros, com acesso pelo número 291 da Rua do Heroísmo. As restantes estão directamente relacionadas com a Rua do Barão de Nova Sintra e estão destinadas à abertura de uma via a implantar e viabilizar pelos concorrentes. Uma, igualmente pertencente à IME, integra a antiga fábrica Dunil e tem acesso pelo número 433. A outra, localizada entre os números 409 e 417, pertence à empresa municipal Águas e Energia do Porto.

A história do espaço

A área de intervenção integrou anteriormente a Quinta de Vilar dos Oliveiras, mais conhecida como Quinta dos Oliveiras. Em 1917, a Empreza Ferro Esmalte, decide edificar uma fábrica e todas as estruturas de apoio como, por exemplo, a chaminé, vocacionando a parcela para usos industriais, de armazenamento e fornecimento de matérias-primas. A Companhia Metalúrgica do Norte, procede em 1920 e 1922, respectivamente, a alterações da entrada pela Rua do Heroísmo e à demolição de paredes e construção de pilares. Mais tarde, em 1934, as instalações inicialmente criadas, agora ampliadas e actualizadas, são transformadas e adaptadas pela Manuel Alves de Freitas & Companhia, a Palácio Ford, com motores de automóveis, camiões e aviões, para além de tractores, com Super Serviço da Ford Motor Company em oficinas e outros serviços complementares. Das suas instalações saíram os três Ford V8 conduzidos por Manoel de Oliveira (Carro 1), o cineasta, Giles Holroyd (Carro 2) e Eduardo Ferreirinha (Carro 3). A CAMO, Carroçarias Modernas, realiza ampliações em 1965 e legalizações em 1966, localizadas a Poente da parcela.

Propostas passam ‘ao lado’ do desafio

Não obstante ter sido a solução escolhida, a OASRN destaca a “fragilidade” de todas as propostas apresentadas, as quais “revelam um fraco entendimento do lugar, não estabelecendo relações com o tecido urbano envolvente”.

Seja no campo disciplinar da arquitectura, pela oportunidade que representa para a cidade, seja pela transformação e evolução futura, na medida em que “o Quarteirão Oficina do Ferro apresenta motivações várias capazes de potenciar conceitos e ideias com elevada qualidade”, as propostas apresentadas, de uma forma geral, “não correspondem ao desafio lançado”, indica o júri.

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Cidália Lopes

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Famalicão lança Oferta Pública de Aquisição de 79 imóveis

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai lançar um procedimento de Oferta Pública de Aquisição, no valor de 10.5 milhões de euros, para a aquisição de 79 imóveis destinados a arrendamento no âmbito do Programa 1.º Direito

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A autarquia liderada por Mário Passos agiliza assim o arranque da execução do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação celebrado em parceria com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e que, no total, canaliza 62 milhões para a melhoria das condições de habitabilidade de mais de 800 agregados familiares do concelho.
A Oferta Pública lançada pela autarquia famalicense prevê assim a aquisição de 9 fogos habitacionais já edificados (4 de tipologia T2 e 5 de tipologia T3), em boas condições de conservação e prontos a habitar, sem necessidade prévia de realização de obras de reabilitação, e de 70 fogos a construir ou em construção (8 habitações T1, 21 de tipologia T2, 35 T3 e 6 de tipologia T4). Todos os fogos serão destinados aos beneficiários do Programa 1.º Direito/Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para o presidente da Câmara Municipal, a habitação é actualmente um dos grandes desafios do concelho e do país. “Este é um problema estrutural que merece uma resposta sólida e forte da nossa parte e esta Oferta Pública de Aquisição é um pequeno grande passo que estamos a dar nesse sentido. O nosso parque habitacional é insuficiente para a procura, o valor do arrendamento e de compra é muito alto e nós sabemos que isto tem sido um entrave para muitas pessoas, sobretudo para os jovens que não conseguem concretizar os seus projectos de vida”, disse Mário Passos.

De acordo com o edital, para efeitos de determinação do preço a pagar pela aquisição dos fogos propostos, o Município considerará o produto das respectivas áreas brutas previstas pelo último valor mediano das vendas por metro quadrado de alojamentos familiares novos, por concelho, divulgado pelo INE. Podem apresentar propostas de venda de fogos as pessoas singulares ou colectivas, de direito público ou privado.

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Jungheinrich em processo de aquisição do grupo Storage Solutions

Operação visa reforçar a sua posição no mercado de automação dos EUA e acesso aos principais centros logísticos daquele país

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A intralogistica alemã Jungheinrich está em processo de aquisição do grupo Storage Solutions, um fornecedor de soluções de racking e automação de armazéns sedeado em Indiana, nos EUA.

A operação tem como intuito “reforçar o seu acesso ao atraente mercado de armazenamento e automação dos EUA”. Neste sentido, a Jungheinrich assinou um acordo de compra de acções com a Merit Capital Partners, a MFG Partners e a gestão da Storage Solutions para a aquisição de 100% do capital social da Storage Solutions.

A contrapartida total, acordada no âmbito do contrato de compra de acções, consiste num preço de compra de aproximadamente 375 milhões de dólares (que está sujeito a ajustes finais) e de uma componente flexível e baseada no desempenho na faixa percentual média a alta de um só dígito do preço de compra, que pode ser alcançado pela gestão da Storage Solutions durante três anos após a conclusão da transacção. A aquisição será financiada com os fundos disponíveis e débito com um impacto de alavancagem limitado.

Para a Jungheinrich, esta aquisição complementa a sua pegada global e reforçará ainda mais a posição de mercado da empresa. É uma oportunidade única para entrar num grande segmento de mercado de crescimento rápido, com uma posição estratégica nos EUA. A cobertura de mercado da Storage Solutions proporcionará à Jungheinrich o acesso aos principais centros logísticos nos EUA e a oportunidade de apoiar a actual base de clientes europeia neste mercado. A aquisição será complementar e não terá qualquer impacto na parceria existente da Jungheinrich com a Mitsubishi Logisnext Americas (MLA), que continuará a ser a única actividade da Jungheinrich no mercado norte-americano de empilhadores.

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Intervenções de conservação e restauro no Mosteiro da Batalha vão continuar agora via PRR

Os investimentos no Mosteiro da Batalha vão continuar, agora no âmbito do PRR, com um investimento total de 1 610 400 euros, a ser executado até final de 2025

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Este investimento prevê um conjunto de intervenções, entre as quais a recuperação das coberturas da Sala do Capítulo; a requalificação do Jardim do Claustro; a Revisão do sistema eléctrico/PT e de equipamentos de segurança integrada; conservação e restauro das Capelas Imperfeitas.

Está ainda prevista a implementação de um Plano de Intervenção de Conservação e Restauro da pedra das fachadas e do interior da igreja no valor estimado de 2,5 milhões de euros, que a Direcção-Geral do Património Cultural pretende desenvolver de forma faseada, para o que irá promover a respectiva candidatura aos fundos comunitários do PT 2030.

Em curso estão as intervenções de conservação e restauro dos Claustros de D. João I e de D. Afonso V, do Mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha, que se prevê estarem concluídas até 15 de Maio, foram realizadas no âmbito de um programa de investimentos mais alargado de restauro e reabilitação dos imóveis afectos à Direcção-Geral do Património Cultural, nomeadamente dos que integram a lista do Património Mundial da UNESCO.

O valor global do investimento nestas acções foi superior a um milhão e 100 mil euros, suportado em 85% por fundos comunitários do Centro 2020 e 15% por verbas nacionais. Na intervenção de conservação e restauro dos claustros foram investidos 579 659 euros; na adaptação de espaços para portaria e criação da nova loja foram investidos 512 978 euros; e na componente de estudos e projectos 30 528 euros.

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Concurso de concepção-construção para a Linha Vermelha já arrancou

A comemoração dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa foi pano de fundo para o lançamento do concurso público de concepção-construção da expansão da Linha Vermelha do Metro até Alcântara. A empreitada terá um custo de 405M€, com financiamento via PRR

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O Governo lançou hoje, 27 de Janeiro, o Procedimento de Contratação Pública com Publicidade Internacional de Empreitada de Concepção e Construção da Extensão da linha Vermelha a Alcântara.

Este é um novo passo rumo à concretização deste projecto inserido no Plano de Expansão e Modernização, depois do projecto ter recebido a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Com uma extensão total de cerca de quatro quilómetros, o prolongamento da Linha Vermelha São Sebastião/Alcântara iniciar-se-á a partir da zona já construída, localizada após a estação São Sebastião, através de um troço em túnel construído junto ao Palácio da Justiça. Ao longo do traçado de túnel de via dupla prevê-se a construção de três novas estações subterrâneas – Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique e Infante Santo – e uma estação à superfície – Alcântara.

A conclusão deste prolongamento está prevista para o ano 2026, estando enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026, com um financiamento no montante de cerca de 405 milhões de euros.

“Enquanto projecto estruturante para a Área Metropolitana de Lisboa, o Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa tem como objectivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, justifica a empresa pública.

O lançamento do concurso da empreitada teve como “palco” a sessão comemorativa dos 75 anos do Metropolitano de Lisboa, no Terreiro do Paço, que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do presidente da Câmara, Carlos Moedas, e do ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro.

António Costa alertou para a necessidade de se cumprir o calendário do Plano de Recuperação e Resiliência. “No âmbito e no calendário do PRR, esta obra ou está concluída até às 24 horas do dia 31 de Dezembro de 2026, ou então teremos um sério problema para pagar esta obra. Como não queremos problemas, só temos uma coisa a fazer: Cumprir este calendário”, reforçou.

A aposta na mobilidade

Na cerimónia, o ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, disse que o Governo está “a robustecer a oferta de transportes colectivos”. “Estamos a executar ou temos comprometidos investimentos, até 2030, de cerca de 4,3 mil milhões de euros, que incluem o prolongamento das linhas de metro em Lisboa e no Porto, o financiamento de autocarros de elevada performance ambiental, a compra de embarcações eléctricas para a travessia do Tejo, a aquisição de composições e de sistemas de sinalização e segurança para os metros, a construção de ciclovias e apoios à compra de viaturas eléctricas”, enumerou Duarte Coelho.

De acordo com o Ministro, no ano passado, o metropolitano transportou 136 milhões de passageiros, valor 63% superior ao de 2021, mas ainda 26% aquém dos valores de 2019, quando a operação dos transportes colectivos não havia sofrido o impacto da pandemia. “Só com investimento que capacite e aumente a oferta podemos promover uma maior utilização do transporte coletivo”, referiu.

Nesse sentido, as obras da linha circular, cuja conclusão está prevista para 2024, “avançam a bom passo, com um investimento global de 331 milhões de euros”, disse, acrescentando que o prolongamento da rede, que contará com duas novas estações, é cofinanciado pelo Fundo Ambiental, pelo Fundo de Coesão e pelo Orçamento do Estado.

Segundo estimativas do Metro, no primeiro ano após entrada em exploração, a linha circular vai permitir mais 47,8 milhões de novos clientes para o Metro de Lisboa e mais de 30,8 milhões de passageiros para a rede de transportes. Por outro lado, evitará a emissão de 5 mil toneladas de dióxido de carbono.

“Mas, hoje, assinalamos o início de um novo projecto. A linha Vermelha, cujo concurso lançamos aqui, terá quatro novas estações e uma extensão de quatro quilómetros. Prevê-se que capte, num ano, mais 25 milhões de passageiros, que evite 1,9 milhões de viagens de automóvel e a emissão de 24 mil toneladas de dióxido de carbono”, destacou o Ministro.

Igualmente financiado pelo PRR e decisivo para a mobilidade na área metropolitana, “o concurso para o metro de superfície em Odivelas e Loures deverá também ser lançado este ano, estando já a decorrer a consulta pública ambiental do projecto”, referiu Duarte Cordeiro. Estima-se que, num ano, a operação da linha Violeta permita o transporte de cerca de 10 milhões de passageiros e evite a emissão de mais de 4 mil toneladas de dióxido de carbono.

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Proptech reforçam em 2023

A indústria proptech está a crescer e alterou significativamente todo o mercado imobiliário. Portugal não escapa à tendência. Uma análise do Statista posiciona o mercado nacional entre os que mais investimento imobiliário movimentou através de proptech

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O sector imobiliário testemunhou uma considerável transformação digital durante o ano de 2022. O primeiro ano da pandemia obrigou o sector a acelerar este processo e, desde então, a transição para um modelo 100% digital tem sido privilegiada todos os anos.

Neste contexto de digitalização, as proptechs tornaram-se um elemento essencial para qualquer actividade imobiliária. A compra e venda de casas, o aluguer, a sustentabilidade dos processos, a digitalização de edifícios e cidades e a segurança das casas requerem mais e melhor tecnologia para continuar a avançar.

Factores como a inflação, o aumento do custo energético e a falta de abastecimento devido à guerra na Ucrânia tornaram evidente alguma instabilidade no sector nos últimos meses. Apesar disso, os capitalistas de risco têm consciência que o momento actual é indicado para investir em proptechs.

Segundo uma análise do Statista, Portugal apresentou um volume de investimento de 164.2 milhões de USD, desde 2010 até ao 1º trimestre de 2022, através de proptechs, posicionando o mercado nacional em sexto lugar no ranking europeu.

A indústria proptech está a crescer e alterou significativamente todo o mercado imobiliário. A pandemia foi crucial nesta transformação, acelerando estes avanços tecnológicos, num sector que tradicionalmente era lento para se adaptar à tecnologia. As empresas proptech emergiram como verdadeiras transformadoras deste Marketplace e as novas plataformas tecnológicas agregadoras de valor trouxeram inovação ao mercado imobiliário, transparência, melhor ocupação e melhor comunicação entre todos os players do sector.

“Existem grandes oportunidades de digitalização no sector imobiliário e isto representa uma oportunidade de crescimento que precisamos de aproveitar”, diz Ana Villanueva, Co-Fundadora e CEO Iberia Tiko. A proptech espanhola tem escritórios em Madrid, Barcelona, Valência, Bilbau, Málaga, Sevilha, Zaragoza, Lisboa, Setúbal e Porto. Com um ambicioso plano de expansão para a Europa, o seu modelo baseia-se na aplicação de tecnologia ao sector imobiliário na apara que a compra e venda de casas. Em 2022 o iBuyer Tiko conseguiu alcançar um GMV (valor de todas as suas transacções e negócios) de 250 milhões de euros em 2022. Este ano tem sido um ponto de viragem para a empresa, que consolidou a sua posição com um crescimento anual de 230%.

“Vivemos numa época em que a tecnologia nos permite ser mais eficientes, mais rentáveis e mais sustentáveis. Como empresas de proptech, temos ao nosso alcance todas as ferramentas necessárias para melhor compreender as pessoas e, assim, poder oferecer aos utilizadores o melhor serviço”, refere a CEO da Tiko Iberia.

Ana Villanueva afirma que ainda há um longo caminho a percorrer e muito terreno para que estas empresas cresçam e continuem a revolucionar este sector. “Estamos certos de que este ano será decisivo para o sector imobiliário e a tecnologia será a principal protagonista”, conclui.

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82M€ para reabilitar 700 imóveis na Comunidade das Beiras e Serra da Estrela

Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis

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A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) vai reabilitar 700 imóveis, distribuídos pelos seus 15 municípios, num investimento superior a 82 milhões de euros. Esta é a primeira Comunidade Intermunicipal do país a beneficiar deste apoio, no âmbito do PRR, destinado a projectos de habitação a custos acessíveis.

A reabilitação dos imóveis destina-se ao Arrendamento Acessível e surge no âmbito de um protocolo de cooperação com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, o parque habitacional é um dos grandes problemas da Comunidade Intermunicipal. “Infelizmente, temos nas nossas cidades e vilas cada vez mais imóveis abandonados, outros em estado avançado de degradação e alguns em ruína. Ao mesmo tempo, falta-nos mercado de arrendamento, ou é muito diminuto nos nossos territórios”, refere. O responsável da CIMBSE sublinha que “muitos jovens são obrigados a deixar a região e quem pretende fixar-se por cá enfrenta muitas dificuldades para arranjar casa”.

Os municípios que integram a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) entendem ser fundamental a disponibilização de habitações com rendas acessíveis, como forma de combater a dificuldade de acesso à habitação e o consequente despovoamento nestes territórios.

Na assinatura do protocolo, o Primeiro-Ministro António Costa defendeu que a habitação tem “um papel fundamental na atracção e fixação de jovens” em territórios de baixa densidade, realçando a importância de as políticas de habitação chegarem ao interior, nomeadamente à CIMBSE. O protocolo de cooperação foi assinado no Fundão, entre Luís Tadeu, Presidente da CIMBSE, e Isabel Dias, Presidente do IHRU, e na presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e da Ministra da Habitação, Marina Gonçalves.

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