Edição digital
Assine já
Construção

Novos alojamentos para estudantes com investimento de 10 M€

São cerca de 30 os imóveis que estão em fase de celebração de protocolos entre a Fundiestamo e diversas instituições universitárias públicas

CONSTRUIR
Construção

Novos alojamentos para estudantes com investimento de 10 M€

São cerca de 30 os imóveis que estão em fase de celebração de protocolos entre a Fundiestamo e diversas instituições universitárias públicas

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
OBO Bettermann apresenta Quick-Pipe para “instalações novas e posteriores”
Empresas
Grupo Meliá com novo hotel em Guimarães
Construção
Solyd conclui primeiros dois edifícios do Lago Altear e já começou a entregar apartamentos
Imobiliário
HAIER EUROPE marca presença na IFA 2022
Empresas
Espanha e Portugal criam a Mercedes- Benz Trucks Ibéria
Empresas
Turismo: Concluída 1ª fase do Programa Transformar
Construção
NUMA dá o pontapé de saída na expansão para o mercado português
Imobiliário
Grupo Casais cria curso em tecnologias avançadas de construção
Construção
Garcia de Orta investe 2,3M€ em saúde mental
Construção
Sonae Capital investe 1,5 M€ em renovação de unidade em Tróia
Imobiliário
DR

No âmbito do Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior (PNAES), o Governo prevê um investimento estimado em 10 milhões de euros e que visa colocar no mercado de arrendamento para estudantes cerca de 1500 novas camas em todo o País, anunciou o Ministério da Ciências, Tecnologia e Ensino Superior.

O objectivo passa por proceder à reabilitação de imóveis, em particular, património público devoluto ou disponível, para posterior arrendamento a custo acessível para habitação permanente e para residência temporária de estudantes. O processo irá ser realizado pela Fundiestamo, que através de um instrumento financeiro especifico, o Fundo Nacional para a Reabilitação de Edifícios (FNRE) vai levar a cabo a diferentes operações de reabilitação.

Desde Junho estão em curso dezenas de processos de colaboração e visitas técnicas entre instituições de Ensino Superior e a Fundiestamo, envolvendo ainda outras entidades, nomeadamente autarquias e organismos públicos, para utilização do FNRE  para fins de reabilitação de património para residência de estudantes.

Actualmente, encontram-se em fase de celebração de protocolos cerca de 30 imóveis, envolvendo instituições como a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Universidade de Lisboa, a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Leiria, o Instituto Politécnico de Coimbra, a Universidade de Évora, a Universidade do Porto e a Universidade de Aveiro, bem como outras entidades, como a Movijovem.

O FNRE é um fundo imobiliário público, gerido pela Fundiestamo, sociedade de capitais exclusivamente públicos, que integra o universo do grupo Parpública e é fiscalizada pela CMVM e Banco de Portugal.

Numa primeira fase, reabilita os imóveis do Estado, das autarquias, das Instituições de Ensino Superior públicas e outras entidades públicas e do terceiro sector, financiando a respetiva reabilitação através do FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), com o retorno de uma rendibilidade estimada de, pelo menos, 4 % ao ano.

As entidades participam no Fundo com os seus imóveis e recebem em contrapartida Unidades de Participação, que geram rendimento anual. Não alienam, por isso, necessariamente, os seus direitos sobre os imóveis já que podem permanecer com a titularidade maioritária de Subfundos que os integram.

Para cada operação de reabilitação é criado um Subfundo, que tem a duração normal de dez anos, sendo que, durante ou no termo deste prazo, o participante pode reaver a totalidade do imóvel ou pode optar por alienar em mercado as Unidades de Participação correspondentes, o que também pode fazer antecipadamente, se optar por realizar liquidez.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
OBO Bettermann apresenta Quick-Pipe para “instalações novas e posteriores”
Empresas
Grupo Meliá com novo hotel em Guimarães
Construção
Solyd conclui primeiros dois edifícios do Lago Altear e já começou a entregar apartamentos
Imobiliário
HAIER EUROPE marca presença na IFA 2022
Empresas
Espanha e Portugal criam a Mercedes- Benz Trucks Ibéria
Empresas
Turismo: Concluída 1ª fase do Programa Transformar
Construção
NUMA dá o pontapé de saída na expansão para o mercado português
Imobiliário
Grupo Casais cria curso em tecnologias avançadas de construção
Construção
Garcia de Orta investe 2,3M€ em saúde mental
Construção
Sonae Capital investe 1,5 M€ em renovação de unidade em Tróia
Imobiliário
Construção

Grupo Meliá com novo hotel em Guimarães

O grupo Meliá Hotéis vai ter uma nova unidade de quatro estrelas superior em Guimarães. O novo hotel, cujo o projecto tem assinatura Pitágoras Group, terá capacidade para 129 quartos

O empresário vimaranense Vítor Abreu chegou a acordo com o Grupo Meliá Hotéis para instalar em Guimarães um novo hotel de quatro estrelas superior com 129 quartos. A notícia foi avançada pelo jornal Guimarães Digital.

Esta nova e moderna unidade hoteleira será edificada no espaço das antigas instalações da garagem Joalpi, na Rua Dr. José Sampaio, abrangendo mais um edifício adjacente, recentemente adquirido para o efeito. O projecto de arquitectura tem a assinatura do Pitágoras Group.

As obras deverão começar em 2023 e estima-se que a construção esteja concluída até ao final de 2024.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Turismo: Concluída 1ª fase do Programa Transformar

O apoio aos cinco projectos agora aprovados ascende a 775 mil euros, sendo o valor de investimento total previsto superior a 1,7 milhões de euros

A análise das candidaturas à 1ª fase do Programa Transformar Turismo, aberta no início do ano, através das Linhas Territórios Inteligentes e Regenerar Territórios foi concluída no passado mês de Julho. O apoio aos cinco projectos agora aprovados ascende a 775 mil euros, sendo o valor de investimento total previsto superior a 1,7 milhões de euros.
Estes projectos, que vão desde a concretização de um marketplace multicanal na região Norte do País à aplicação de redes inteligentes no contexto do turismo de saúde e bem-estar, bem como na concretização de novas infraestruturas para o turismo náutico, assentam em estratégias sólidas de sustentabilidade nas dimensões económica, social e ambiental com impactos relevantes e mensuráveis na região onde se inserem, contribuindo deste modo para a concretização dos objetivos definidos no Plano “Reativar o Turismo. Construir o Futuro” e na Estratégia Turismo 2027.
Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Turismo, “estes projectos, agora apoiados, ajudarão à qualificação do destino turístico Portugal, promovendo não só a regeneração e reabilitação dos espaços públicos com interesse para o turismo, mas também a desconcentração da procura, a redução da sazonalidade e maiores índices de criação de valor – justamente o que queremos para esta indústria”.
Em resultado da análise das 47 candidaturas apresentadas, o Governo decidiu proceder a alguns ajustes nos Despachos Normativos que regulamentam o Programa e as Linhas que lhe estão subjacentes – Territórios Inteligentes e Regenerar Turismo. Assim, passará a ser possível a abertura de avisos específicos para a apresentação de candidaturas por concurso ou por convite, no contexto da valorização de produtos turísticos que, pela sua qualidade, singularidade e alinhamento com os desafios, objectivos e metas definidos nos referenciais estratégicos do sector, promovam o potencial turístico e o desenvolvimento sustentável do território.
Passará também a ser possível, em situações excepcionais e devidamente justificadas, a elegibilidade de promotores que, à data da candidatura, possuam mais de um projecto aprovado e ainda não concluído no âmbito do Programa Valorizar ou Programa Transformar Turismo.
O Programa Transformar Turismo pretende apoiar o investimento público e privado na qualificação de Portugal enquanto destino turístico. Conta com duas linhas de apoio, Territórios Inteligentes e Regenerar Territórios, e destina-se às entidades públicas e privadas do sector, preferencialmente agrupadas em projectos conjuntos, de rede ou em Estratégias de Eficiência Colectiva, que tenham como pano de fundo a valorização e inovação turística dos territórios através de projectos que estimulem actividades ou serviços de maior valor acrescentado ligados aos produtos turísticos de relevo, tais como turismo cultural e patrimonial, turismo natureza, turismo industrial, turismo literário, enoturismo e turismo gastronómico.
Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Grupo Casais cria curso em tecnologias avançadas de construção

Denominado +Futuro Casais o curso destina-se a todos os estudantes finalistas do ensino secundário ou a quem procura fazer reconversão profissional nesta área

O Grupo Casais, juntamente com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), em Barcelos, criou o curso de Técnico Superior Profissional em Tecnologias Avançadas de Construção, uma formação de dois anos sob orientação do corpo docente do IPCA e de colaboradores do Grupo Casais.

O Grupo Casais assegura as propinas de todos os alunos no primeiro ano e também as propinas do 2º ano, dos alunos que concluam com sucesso todas as unidades curriculares (UC) do ano anterior. O curso será distribuído por quatro semestres em horário diurno, sendo que o último semestre será inteiramente dedicado a um estágio curricular numa das empresas do Grupo Casais.

Concluídos os dois anos de curso, o Grupo contrata os alunos por um período mínimo de dois anos e todos vão ter a oportunidade de desenvolver projectos inovadores, que apostam em soluções sustentáveis, com o apoio de tutores Casais. 

Programa + Futuro Casais 

Este programa formativo designa-se +Futuro Casais e destina-se a todos os estudantes finalistas do ensino secundário ou a quem procura fazer reconversão profissional nesta área.

António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais sublinha que “com o Programa +Futuro Casais oferecemos aos que pretendam ingressar no sector da Construção, a possibilidade de adquirirem, enquanto estudam, conhecimentos teóricos e competências práticas em contexto real de trabalho. Os estudantes terão o apoio de um tutor que terá como função ser promotor da Cultura Casais, que os envolverá na vida da empresa, no trabalho de equipa, no rigor e na inovação, incentivando o espírito de excelência.” 

No final do curso os formandos terão desenvolvido competências técnicas específicas na área da construção. Este é um curso de desenvolvimento orientado para a construção modular e industrialização da construção civil, através de novas tecnologias. 

A primeira edição do curso disponibiliza 25 vagas e as candidaturas decorrem até 19 de Agosto. 
Mais informações sobre o Programa +Futuro aqui.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Garcia de Orta investe 2,3M€ em saúde mental

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, vai investir 2,3 milhões de euros na expansão e requalificação da sua resposta na área da saúde mental

Com o objectivo de melhorar o acesso e qualificar as respostas em saúde à população na área da saúde mental, o HGO desenvolveu uma estratégia de expansão e requalificação das actuais instalações dos Serviços de Psiquiatria. Os investimentos nos quais esta estratégia se materializa estão orçamentados em cerca de 2,3 milhões de euros, dos quais 1,53 milhões de euros serão financiados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinado à Saúde Mental, e o restante financiamento a cargo do HGO.

O contrato de financiamento do PRR foi celebrado, a semana passada, entre o HGO e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), numa cerimónia que contou ainda com a presença de responsáveis das Câmaras Municipais de Almada e Seixal (que são parceiros do HGO na concretização de vários dos projectos), da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), do Agrupamento dos Centros de Saúde de Almada-Seixal (ACES AS), da Estrutura de Missão “Recuperar Portugal”, e do Coordenador Nacional das Políticas de Saúde Mental.

“O financiamento através do PRR vai permitir concretizar a estratégia de expansão e de requalificação de resposta do HGO no domínio da saúde mental de crianças, adolescentes e adultos que já estava a ser preparada com os nossos profissionais nos últimos anos”, afirma Ana Sofia Ferreira, vogal do Conselho de Administração do HGO. A responsável sublinha que o projecto “tinha merecido a confiança das duas câmaras municipais que, em estreita parceria, nos cederam instalações na comunidade, mas cuja concretização estava dependente precisamente da existência de financiamento e de autorização para a sua realização, o que agora se consagra”.

Para Rodrigo Catarino, director do Serviço de Psiquiatria do HGO, “o PRR veio trazer-nos o financiamento necessário à criação de uma estrutura dentro da comunidade, em articulação estreita com os cuidados de saúde primários, mais próxima e acessível, menos estigmatizante, que visa a reabilitação do doente com patologia mental grave e a sua reintegração, tão plena quanto possível, numa vida preenchida e gratificante”.

Nuno Marques, director Clínico, e Paula Realista, enfermeira directora, do HGO explicam que “o projecto prevê uma melhoria na resposta clínica de forma a aliviar a pressão assistencial a nível do serviço de urgência e do internamento, nomeadamente com a expansão do Serviço de Psiquiatria, com o aumento de oito camas no internamento de Adultos, e de quatro gabinetes de consulta, perfazendo um total de 35 camas e 13 gabinetes, estando ainda prevista a criação de uma Sala de Observação (S.O.) de Psiquiatria no Serviço de Urgência Geral.”

Inclui ainda a abertura de um novo Hospital de Dia de Psiquiatria na Comunidade – Cuidados Integrados Reabilitativos de Almada (CIRA), tendo para o efeito, a Câmara Municipal de Almada cedido o espaço ao HGO.
Também a Câmara Municipal do Seixal cedeu ao HGO um edifício, onde vai ser reinstalada e expandida a Unidade de Intervenção Comunitária para adultos, a funcionar actualmente na Cruz de Pau. O novo espaço irá permitir não só modernizar e melhorar os espaços, aumentando a resposta naquele município, como também facilitar o acesso dos utentes, com possível alargamento à população infantil e juvenil na área da saúde mental.

Na vertente da Psiquiatria da Infância e Adolescência, será realizado um investimento na requalificação do edifício e dos equipamentos onde está actualmente sediado, em Almada. Por forma a aumentar a resposta em proximidade às crianças e adolescentes no concelho do Seixal, o Serviço pretende ainda constituir em 2023 uma Equipa Comunitária de Saúde Mental da Infância e Adolescência, caso a mesma mereça autorização superior.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

A digitalização na construção não é o futuro… é o presente

A indústria da construção portuguesa terá em breve uma primeira família de normas BIM traduzida para a contexto nacional, este será um passo importante para acelerar a digitalização e industrialização do sector

Os últimos dois anos mudaram a forma como nos relacionamos, como trabalhamos ou prestamos serviços e nem a construção escapou a essa revolução e ainda bem. Vários dados apontam para que o crescimento anual da produtividade do sector nos últimos 20 anos tenha sido apenas um terço da média total da economia. A digitalização do sector é a mais baixa do que em quase todas as outras indústrias. E este é um desafio premente que o sector tem que enfrentar de forma a poder acelerar a sua industrialização, inovação e sustentabilidade. Mas este não é um desafio que se irá colocar no futuro, antes pelo contrário é algo que já está em atraso e que o sector tem hoje que enfrentar. Afinal, a revolução do sector já está em marcha. Em Portugal o Built CoLAB, o laboratório colaborativo para a digitalização da construção, está a liderar esta revolução. O Laboratório foi criado para aproximar a indústria dos centros de investigação e das universidades e tem focado o seu trabalho na transição digital e na transição verde – a Twin Transition – ou seja, na necessidade de acelerar a digitalização e sensibilizar a indústria para a sustentabilidade.

Um dos projectos em curso no Built CoLAB é o processo de tradução de normas internacionais BIM para Portugal. A normalização é um dos “pilares dos processos de implementação do BIM e uma chave para melhorar a colaboração entre todos os actores da indústria”. Nesse âmbito, o laboratório assumiu o papel de Organismos de Normalização Sectorial, sendo a entidade que coordena a Comissão Técnica de Normalização BIM 197, a CT 197, a qual inclui dezenas de outros intervenientes, entre universidades e indústria.

“A CT 197 tem aqui um trabalho de normalização que é desafiante porque a nível europeu nos últimos anos foram produzidas dezenas de normas. Estamos a falar de normas BIM e não só o âmbito do trabalho desta comissão é mais amplo”, afirma António Aguiar Costa Director de Investigação, desenvolvimento e Inovação Built CoLAB.

Se é verdade que a digitalização e inovação da indústria levou à adoptação de novas tecnologias e softwares, de que o BIM é o exemplo mais comum, também é verdade que criou novos desafios “Como é que organizo os dados? Como é que se transmitem esses dados de forma que os outros percebam? Como é que se gere a qualidade desses dados ou dessa informação? Ou do lado da entidade contratante, como é que eu contrato essa informação? Porque de repente não tenho só um projecto ou só uma obra eu tenho isso e mais um modelo digital de informação que vai crescendo ao longo do ciclo de vida do empreendimento”, explica o director de investigação, desenvolvimento e inovação do Built CoLAB.
A normalização do sector é a chave para descodificar e facilitar todo este ‘novo mundo’. “A nível internacional há várias normas, mas uma das mais relevantes é a EN ISO 19 650, que tem várias partes e que foi assumida como norma europeia e é essa família de normas que temos estado a traduzir para Portugal”, sublinha António Aguiar Costa. As normas estão traduzidas e aguardam pela publicação pelo Instituto Português de Qualidade, o que poderá acontecer já no próximo mês de Setembro.

“A norma NP EN ISO 19 650 será um referencial que no fundo vem mudar o paradigma. A adopção da norma, que é um processo voluntário, vem facilitar o processo de gestão da informação pela utilização de standards e guide lines para gerir o fluxo de informação que os novos softwares criaram. No fundo diz-nos como é que vamos comunicar e que informação partilhamos online e que obriga também a ter um ambiente comum de dados para aquele projecto ou para aquele empreendimento”, refere António Aguiar Costa.

Portugal só agora está a dar passos na introdução deste referencial, mas a nível internacional há países, entre eles o Reino Unido, a condicionar o acesso a concursos a entidades que já o adoptem.
Mas o processo de normalização de dados para produtos de construção é em si um desafio, á que é preciso definir o que é informação relevante “não gráfica” e que essa nomenclatura seja entidade por todos e “partilhável”. “A definição destas informações de uma forma normalizada pode ser realizada através da utilização de Modelos de Dados de Produtos ou Product Data Templates”.
Paralelamente à tradução da família de normas BIM a comissão CT197 está a desenvolver dois outros projectos de investigação o SECCLASS e o [email protected]

O primeiro introduz um Sistema de Classificação de Informações sobre Construção. Este sistema será orientado para a metodologia BIM e servirá não só a componente de sustentabilidade, mas também os restantes usos BIM, como a gestão do processo BIM, quantificação, compatibilização de especialidades ou planeamento de obra. “Este sistema vai ser usado por profissionais de projecto, construção e responsáveis pela gestão e manutenção de edifícios. Permitirá unificar a terminologia a todas as escalas, facilitando a comunicação, selecção de materiais e componentes, bem como uma avaliação precisa dos impactos dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida”.

Já o [email protected] é um projecto com um financiamento de 8 milhões de euros que envolve mais de 20 entidades, entre universidades e indústria, cujo trabalho de I&D está orientado para o desenvolvimento de ferramentas digitais que facilitarão a introdução do conceito de Digital Twin na indústria de construção. Uma dessas ferramentas é a criação de uma “biblioteca” de objectos BIM. “Uma espécie de plataforma online disponível para que a indústria possa ter o seu objecto de BIM e que arquitectos e projectistas possam usar nos seus projectos”, simplifica António Aguiar Costa.

Um sector a várias velocidades
Quão envolvida está a indústria em Portugal nesta revolução? E quão preparada está para passar de 2.0 a 4.0, em menos do nada? Num país onde as pequenas e médias empresas ainda são a maioria, estas não são questões fáceis de responder. “Acredito que há aqui dois movimentos: há empresas PME, que serão a maioria, que estarão mais alheadas do investimento em tecnologia e inovação, mas há outras que nasceram neste meio e que hoje em dia fazem consultoria BIM, pré construção virtual e noto que essas empresas estão envolvidas em projectos de investimento estrangeiro associado ao sector imobiliário”, arrisca o especialista.

A “obrigatoriedade” de adopção do BIM pode ser um caminho para acelerar o processo de transformação, mas por enquanto “o Governo não quer assumir essa responsabilidade. Contudo, o que acontece é que cria desequilíbrios porque há entidades que têm força e capacidade de investimento para mudar e há outras não e ninguém se responsabiliza por estes que não têm capacidade para fazer a mudança. Uma grande parte das PME não está dentro do processo sequer, e a obrigatoriedade levava a que houvesse um movimento para criar as bases desta mudança, que tem que ser faseada, progressiva e adaptada ao contexto”, defende António Aguiar Costa.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

Mais artigos
Construção

A nova vida da antiga LUFAPO, onde estarão as novas camas para estudantes, a carteira da Socicorreia na edição 464 do CONSTRUIR

Conheça a nova vida do Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, os projectos que a Socicorreia tem em carteira pela voz do seu CEO e os desafios que os Municípios têm pela frente na edição 464 do CONSTRUIR. Mas há muito mais para ler

CONSTRUIR

Antiga LUFAPO ‘renasce’
como “Hub criativo e inovador”

O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro pretende recuperar a memória da antiga fábrica de cerâmica. Com base nos conceitos arquitectónicos New European Bauhaus, o ‘novo’ LUFAPO Hub irá ter como premissas a inovação, sustentabilidade e inclusão. O espaço vai recuperar, ainda, o espólio da antiga LUFAPO, que se encontra na Universidade de Coimbra

134 propostas avançam para financiamento
É o maior investimento na criação e modernização da rede de alojamento de estudantes do ensino superior, o que corresponde a um investimento de 375 milhões de euros

Quadrante na Nigéria com obra de 1,85 MM€
Investimento traduz-se no maior projecto desenvolvido [até ao momento] pela Quadrante, estando a construção a cargo da Mota-Engil

‘Dubai na Madeira’ pela mão da Socicorreia
A aposta da Varino, que une os grupos AFA e Socicorreia, envolve sete gabinetes de arquitectura e pretende criar uma nova centralidade, moderna e sustentável

Dossier: Municípios
Habitação, redes de água e descentralização. Muitos são os desafios que as autarquias têm pela frente, ora porque têm verbas adicionais disponíveis, ora porque têm maiores responsabilidades

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do CONSTRUIR. Pode comprar apenas esta edição ou efectuar uma assinatura do CONSTRUIR aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Graça Dias | [email protected] | 215 825 436

Nota: Se já é subscritor do CONSTRUIR entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção PLUS – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler

ACEDA AQUI À VERSÃO DIGITAL DA EDIÇÃO IMPRESSA DO CONSTRUIR 464

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

15 M€ para nova residência de estudantes em Beja

O projecto, englobado no Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e que será financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, prevê a criação de 503 camas

CONSTRUIR

O Instituto Politécnico de Beja (IP Beja) viu aprovada a sua candidatura, em parceria com a Câmara Municipal de Beja, para a construção de uma nova residência de estudantes. O projecto, englobado no Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e que será financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, prevê a criação de 503 camas, num investimento de 15 milhões de euros, com execução até 2026.

Esta foi uma das 33 candidaturas relativas a construção de novas residências aprovadas em Julho e que totalizam um investimento global de 178 milhões de euros, na criação de 5857 novas camas em todo o país.
Em comunicado, o IP Beja “congratula-se com o resultado desta candidatura, fruto de um intenso trabalho de cooperação interinstitucional, que irá dotar o Instituto e a cidade de Beja de um alojamento estudantil com características inovadoras e ganhos de eficácia a vários níveis”.

O PNAE irá financiar 1991 novas camas para estudantes na região do Alentejo, para além da nova residência do IP Beja, Sines irá receber também a nova residência de estudantes do Alentejo Litoral, um projecto promovido pelo IP Setúbal. Para além disso serão ampliadas e renovadas residências de estudantes em Évora e Portalegre.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Grândola: Investidores comprometem-se a reduzir número de camas turísticas e a proteger recursos hídricos

A redução do número de camas turísticas irá aplicar-se aos empreendimentos turísticos, que se encontram em fase de construção ou em processo de licenciamento

CONSTRUIR

O Município de Grândola reuniu com os promotores dos empreendimentos turísticos das áreas programadas da faixa costeira, com o intuito de sensibilizar os mesmos para a necessidade de repensarem os seus projectos, com vista à redução do número de camas turísticas, bem como à implementação de medidas que contribuam para o crescimento sustentável da região, em respeito pela população, a natureza e o ambiente.

A participação e os importantes contributos de todos os presentes, revelaram-se unanimes, resultando num compromisso conjunto, com vista à redução significativa do número de camas turísticas, bem como à defesa dos recursos hídricos e à implementação de soluções de dessalinização da água do mar, para utilização das regas dos campos de golfe e áreas verdes.

“O investimento turístico e imobiliário tem de ser assente no crescimento sustentável do nosso concelho, por forma a beneficiar os munícipes e a sua qualidade de vida, tem de respeitar o ambiente, os recursos hídricos, a paisagem e prevenir os riscos das alterações climáticas”, afirmou António Figueira Mendes, presidente da Câmara Municipal de Grândola, salientando a importância da reunião e dos consensos estabelecidos.

Revelámos aos promotores turísticos as nossas prioridades e preocupações a aceitação foi plena. Todos garantiram que tudo farão para o desenvolvimento sustentável do concelho de Grândola”.

A autarquia esclarece que, a redução do número de camas turísticas irá aplicar-se aos Empreendimentos Turísticos, que se encontram em fase de construção ou em processo de licenciamento, abrangidos por áreas programadas em Planos Territoriais de Âmbito Municipal aprovados antes da entrada em vigor do Plano Regional de Ordenamento do Território do Litoral Alentejano (PROTA – 2010).

Actualmente, está em curso e em fase de finalização o processo de alteração do Plano Diretor Municipal, aprovado em Assembleia Municipal, o qual irá definir regras mais apertadas para o investimento turístico e imobiliário.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Albergaria investe mais de 1 M€ em infraestruturas desportivas

A requalificação teve como objectivo aumentar a eficiência energética, o conforto e a funcionalidade do edifício, e a requalificação do Campo Polidesportivo das Laranjeiras, que serve de complemento descentralizado à oferta da prática desportiva

CONSTRUIR

No último ano, o Município de Albergaria-a-Velha aplicou mais de 1 milhão de euros em infraestruturas desportivas. Entre os investimentos assume destaque a criação de uma Pista de Tartan, para acolher competições oficiais em diferentes modalidades, e de um Campo de Padel, no complexo desportivo do Estádio Municipal da Branca, reconhecido como campo oficial FIFA desde 2019.

A requalificação da piscina Municipal de Albergaria-a-Velha, com o objectivo de aumentar a eficiência energética, o conforto e a funcionalidade do edifício, e a requalificação do Campo Polidesportivo das Laranjeiras, que serve de complemento descentralizado à oferta da prática desportiva, integraram também este plano de investimento da autarquia.

O município de Albergaria-a-Velha, presidido por António Loureiro, tem assumido um forte compromisso com o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade, tendo o executivo definido a tríade social – Desporto, Educação e Cultura – como eixo estratégico para a afirmação territorial e o desenvolvimento do Município.

Este investimento tem sido reconhecido com a atribuição do galardão município Amigo do Desporto, que distingue e premeia as boas práticas no âmbito da promoção da actividade física e do desporto nos municípios portugueses.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Setúbal: Antiga estação rodoviária dá lugar a supermercado Continente

A obra, a ser executada pela empresa Névoa, contempla a área onde esteve instalada a gare, assim como os restantes quatro andares superiores. Em cima da mesa está a hipótese da demolição do imóvel ou a recuperação do mesmo

CONSTRUIR

O antigo edifício na Avenida 5 de Outubro, em Setúbal, onde durante mais de cinco décadas funcionou a estação rodoviária vai receber um futuro supermercado Continente. De acordo com o jornal regional o Setubalense, que avança a notícia, o local está a ser alvo de estudos e escavações há cerca de uma semana, com o objectivo de abrir o espaço do Grupo Sonae.

A obra, a ser executada pela empresa Névoa, contempla não só a área onde esteve instalada a gare, popularmente conhecida como ‘os Belos’, cuja designação se deve ao nome de um dos seus primeiros proprietários, como também os restantes quatro andares, alguns ainda utilizados como habitação. Concluída a fase de estudos, sabe O Setubalense que estão em cima da mesa duas hipóteses: a demolição do imóvel ou a recuperação do mesmo.

A antiga estrutura fechou portas em Fevereiro de 2021 por se encontrar “em avançado estado de degradação e subdimensionada para a prestação do serviço público de transporte rodoviário de passageiros”, tendo sido substituída, entretanto, pelo novo Interface de Transportes de Setúbal, já inaugurado, na Avenida dos Ciprestes, junto à Estação Ferroviária, na Praça do Brasil.

Foi em 1949 que a empresa A Transportadora Setubalense deu entrada na autarquia um pedido para a construção de “uma estação terminal e intermediária, privativa das suas carreiras”, que viria a ser inaugurada 10 anos depois, em 1959.

Além da gare foram, ainda, construídos mais quatro pisos. Na época, o primeiro andar acolhia instalações para o público, além do gabinete do chefe de estação, espaço para o pessoal, e, ainda, uma agência de viagens e turismo. Na divisão de cima estava disponível “um gabinete para a gerência”, a par de uma “sala de estar, salão de festas, escritórios e o depósito de bagagens”, enquanto o “terceiro e quarto pavimentos” estavam “reservados a residências”, escreve o O Setubalense.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.