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Concluído primeiro projecto financiado pelo IFRRU 2020

A antiga Empresa Fabril da Trofa passa a ser a sede do Vigent Group, cuja reabilitação teve um custo 2,9 M€. Ao todo, o IFRRU 2020 já tem 60 contratos de financiamento e 25 municípios

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Concluído primeiro projecto financiado pelo IFRRU 2020

A antiga Empresa Fabril da Trofa passa a ser a sede do Vigent Group, cuja reabilitação teve um custo 2,9 M€. Ao todo, o IFRRU 2020 já tem 60 contratos de financiamento e 25 municípios

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papa

A antiga Empresa Fabril da Trofa, um emblemático edifício industrial do século XX, já se encontra reabilitada e pronta para acolher a sede corporativa do Vigent Group.

O projecto envolveu um investimento do IFRRU 2020 de 2,9 milhões de euros, e trata-se da primeira obra já concluída com o apoio deste programa.

O Vigent Group é um grupo de empresas, de origem portuguesa, com uma forte vocação e implementação internacionais, com investimentos que abarcam áreas diversas como a engenharia e protecção de aço, a indústria e comércio de produtos do mar ou ainda o desenvolvimento e a gestão de activos imobiliários, com sede na Trofa.

Até ao momento, o programa de reabilitação conta já com 60 contratos de financiamento assinados, num total de 215,5 milhões de euros de investimento.

Os contratos realizados localizam-se em 25 municípios de todo o país. São eles Abrantes, Águeda, Aveiro, Barreiro, Braga, Coimbra, Covilhã, Elvas, Faro, Funchal, Lisboa, Lousã, Mafra, Mangualde, Matosinhos, Moita, Odemira, Porto, Santarém, Santo Tirso, Silves, Sintra, Trofa, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

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Almada: Arranca construção do conjunto habitacional de Alfazina

As 156 novas habitações do projecto de Alfazina integram o Plano Integrado de Almada (PIA). A empreitada deverá estar concluída até meados de 2025

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As obras de construção de 156 novas habitações para arrendamento acessível em Alfazina, em Almada, já tiveram início, tendo sido a cerimónia de lançamento da primeira pedra esta quinta-feira, dia 30 de Março, no âmbito da iniciativa ‘Governo + Próximo’. A empreitada tem data prevista de conclusão até meados de 2025.

Trata-se do segundo projecto inserido no Plano Integrado de Almada (PIA), sendo que o primeiro aconteceu em Novembro de 2022, na Rua de Alcaniça.

Marina Gonçalves, ministra da Habitação, evidenciou que “aquilo que estamos aqui a construir é, efectivamente, uma política de habitação estrutural, que vem complementar o trabalho que está a ser feito pelo município no 1º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”, com o objectivo de “dar condições de vida dignas a todas as famílias”.

Na ocasião, também Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, realçou que se trata de um projecto, que “além de responder a uma necessidade de habitação, responde também a uma necessidade de criar coesão com a criação de arrendamento acessível”.

“Queremos continuar a criar uma cidade que pertence a todos de forma integrada sem guetos, sem zonas onde o estigma acaba por definir também a vivência social”, reforçou.

Inês de Medeiros adiantou, ainda, que “entre os 107 projectos prontos para lançar a empreitada e os cerca de 270 ainda em fase de projecto Almada poderá, por fim, começar a olhar esta matéria de uma forma mais equilibrada e que a habitação indigna deixe de ter este peso no nosso município.”

O Plano Integrado de Almada é constituído por um total de 14 operações a desenvolver pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) até 2026, com o objetivo de construir perto de 1200 habitações destinadas a arrendamento acessível, num investimento total superior a 165 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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As novas profissões do Sector da Construção, o túnel de drenagem de Lisboa e a revista TRAÇO na edição 479 do CONSTRUIR

A revisão do Catálogo Nacional de Qualificações em destaque na edição 479 do CONSTRUIR onde lhe damos conta das conclusões do Observatório das Profissões, promovido pela Ordem dos Arquitectos e lhe apresentamos tecnicamente a obra dos túneis de drenagem de Lisboa. Isto numa edição que conta com a revista Traço. Mas há muito mais para ler nesta edição

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O desafio das competências na Construção
A transformação do sector da Construção está em curso mas para ser efectiva é preciso mudar as competências e qualificações da sua força de trabalho. A revisão do Catálogo Nacional de Qualificações tem por objectivo rever os referenciais de competências e de formação no sector, num cenário onde inovação e a adoptação de tecnologia obriga a uma mão de obra mais qualificada

Saúde: Novos investimentos gozam de ‘boa saúde’
Com a intermitência na iniciativa pública, adiada vezes sem conta, cresce a margem para o aparecimento de iniciativas privadas que complementem ou incrementem fortemente a oferta de cuidados de saúde, sobretudo em áreas de algum modo limitadas. Penafiel, Covilhã e Leiria são apenas alguns dos exemplos onde os grupos privados querem marcar presença em força

Túnel de drenagem:
Obra do século arranca em Lisboa

A obra irá durar 1140 dias e, provavelmente, custar mais que os 132,9M€ inicialmente previstos, dadas as condicionantes que já se colocam nestes primeiros meses de arranque

Arquitectura sem sustentabilidade
Conhecidos os resultados do inquérito dirigido aos membros da Ordem, as conclusões apontam para uma prática pouco sustentável e que se coadunam com uma reiterada desvalorização da prática da arquitectura

Round Hill investe 100M€ no Porto
A promotora preparar uma nova aposta no Porto. O projecto de uso misto terá não só residências para estudantes, como também coliving, espaços comerciais e de serviços

“Jardim” avança depois da comercialização de 60% do “Horizonte”
A promotora suíça Solid Sentinel dá continuidade ao investimento no projecto NOOBA, no Barreiro, e anuncia o lançamento das vendas do segundo edifício do empreendimento. O edifício “Jardim” sucede a “Horizonte” e irá disponibilizar mais 65 unidades de tipologias T2 a T4, cuja entrega está prevista para a segunda metade de 2024

TRAÇO
“A sustentabilidade pode ser um selo ou pode ser muito mais do que isso”
Apesar de contar apenas com quase dois anos, o AO-LX tem já a sua assinatura num vasto leque de projectos que irão marcar o panorama imobiliário nacional nos próximos anos, onde se destaca o Terras da Comporta ou o Muda Reserve. Acredita que estes dois empreendimentos serão dois exemplos de uma mudança de paradigma para uma construção cada vez mais sustentável

Bak Gordon Arquitectos vencem concurso para habitação na Quinta das Conchinhas
A valorização da integração urbana e a boa articulação com os quarteirões adjacentes, garantindo uma eficaz integração nos sistemas urbanos e naturais envolventes valeram ao atelier Bak Gordon Arquitectos o primeiro lugar no concurso lançado pelo IHRU no Bairro do Condado, em Lisboa. A proposta, que foi escolhida entre um total de 22 projectos apresentados, contou com assessoria da OA-SRLVT

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“Hub do Mar” na antiga lota da Docapesca representa investimento de 31 M€

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou em reunião o lançamento do concurso internacional de projecto para o “Hub do Mar”, no edifício da antiga Lota Poente da Docapesca, em Pedrouços. O projecto é financiado via Plano de Recuperação e Resiliência e irá custar 31M€

“Este é o primeiro passo de um caminho que pretende tornar Lisboa num polo Mundial de Inovação na Economia do Mar. Esta opção permite a regeneração de um espaço simbólico, preservando-se a memória do lugar associado à actividade piscatória e marinha da cidade, e salvaguardando o valor zona ribeirinha de Pedrouços-Algés”, afirma o vereador com o pelouro da Economia e Inovação, Diogo Moura.

“O projecto permite-nos repensar esta zona integrada no desenho da cidade do futuro, que se recicla a si própria incorporando novas centralidades”, sustenta por sua vez a vereadora com o pelouro das Obras Municipais, Filipa Roseta.

O edifício será reabilitado para ali nascer um polo de desenvolvimento científico e empresarial ligado ao mar, com condições para nele reunir empresas nacionais e internacionais e garantir capacidade de investigação, desenvolvimento e inovação nas áreas da bioeconomia e da biotecnologia azul.

Este projecto pretende posicionar Lisboa como uma verdadeira “cidade do mar”, potenciando o crescimento da economia azul em Portugal, através da criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento de sinergias e infraestruturas partilhadas, a partir de uma base descarbonizante, sustentável e tecnológica.

O projecto do Hub do Mar de Lisboa é financiado pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 31 milhões de euros, e é desenvolvido por um consórcio liderado pela Câmara Municipal de Lisboa e do qual fazem parte a Universidade de Lisboa, a Docapesca, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Fórum Oceano.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Revive: Vencedor do concurso para 7ª Bateria do Outão anunciado em Abril

Ao CONSTRUIR, Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, confirmou que a adjudicação daquele imóvel, ao abrigo do Revive, estará para breve e que está a ser finalizada terceira fase do programa

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A antiga estrutura militar 7ª Bateria do Outão, ou o Forte Velho do Outão, como também é conhecida, localizada em plena Serra da Arrábida, integrou a segunda fase do Programa Revive. Tendo recebido sete candidatos, através de concurso público lançado pelo Governo, Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo confirmou ao CONSTRUIR, que já foi escolhida a melhor proposta. “Actualmente em fase final do processo de adjudicação, o vencedor será anunciado durante o mês de Abril”, afirmou Nuno Fazenda, no âmbito da iniciativa Governo + Próximo, em visita pelo distrito de Setúbal.

Sem avançar nomes, Leonor Picão, responsável pelo programa Revive, promovido pelo Turismo de Portugal, confirmou que a concessão pressupõe um investimento na ordem dos cinco milhões de euros, para uma unidade hoteleira superior (entre 4 a 5 estrelas) e que o investidor tem um prazo máximo para dar início à exploração do imóvel. Com uma área bruta total de construção de cerca de sete mil metros quadrados, o número estimado de quartos é de 35.

A Bateria do Outão era o sétimo reduto de defesa da costa marítima portuguesa, dando protecção à foz do rio Sado e reforçando o poder de fogo das 6ª e 8ª baterias. Ficou operacional em 1954, constituída por 3 baterias 152mm da marca Vickers, de fabrico inglês, com um alcance de cerca de 35 km, pelo antigo Forte Velho de Outão e pelo aquartelamento, construído no Forte. Cessou actividade em 1998.

Actualmente ainda subsiste o Forte Velho do Outão, construído no século XVII sobre plataforma de baluarte e articulado em volumes escalonados, com coberturas em terraço, um circuito de muros altos que rematam em balcão corrido. Subsiste também o aquartelamento da bateria com anexo, edificados no espaço do Forte. Existem, ainda, pequenas edificações de apoio, e a bateria propriamente dita, com as suas estruturas bélicas impressionantes

Já a continuidade do Hospital Ortopédico Sant’iago do Outão, também localizado no Parque Natural da Arrábida, no Programa Revive está a ser analisada.

Actualmente, decorrem os concursos para o Mosteiro de Santa Clara a Nova, em Coimbra e para o Colégio São Fiel, em Viseu. As próximas aberturas, em fase já avançada de obra, serão o Mosteiro de Arouca e o Mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde.

Entre Abril e Maio deste ano, o Governo prevê, ainda, o lançamento da terceira fase do Revive, onde irão constar mais 20 novos imóveis.

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Linha Amarela do Metro de Luanda vai custar 1 300M€

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, autorizou o contrato de empreitada da Linha Amarela do Metro de Luanda que vai ligar o Porto de Luanda ao Kilamba, numa extensão de 39 KM. Com um valor de investimento de 1300 M€, a empreitada será executada pela Siemens Mobility

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A autorização de Abertura do Procedimento de Contratação Simplificada, veio pela forma de Despacho Presidencial (53/23), para a celebração do contrato de Empreitada para a “Concepção, Construção, Implementação, Fornecimento de Equipamentos e Tecnologia relativos à Linha Amarela do Sistema de Metro de Superfície de Luanda, com a empresa Siemens Mobility. A primeira linha do metro de superfície irá custar 1 300 milhões de euros. Um custo justificado pelos “grandes desafios nos domínios da mobilidade e das infra-estruturas rodoviárias” que Luanda enfrenta e que é o “resultado do aumento exponencial da sua população que em 2030 pode ultrapassar os 12 milhões de habitantes”, refere o mesmo decreto. Os estudos realizados no âmbito do Plano Director Nacional do Sector dos Transportes e Infra-estruturas Rodoviárias sobre a mobilidade na capital angolana apontam para um impacto negativo de aproximadamente 4% do PIB sobre a economia Local.

O contrato de empreitada agora assinado prevê a construção da via férrea dupla, ligando o Porto de Luanda à Centralidade do Kilamba, numa extensão aproximada de 39 km, incluindo a construção de um Parque de Manutenção e Operação (PMO) em cada um dos extremos da Linha. Ao longo da Linha serão construídas 24 paragens. O contrato abrange ainda o fornecimento e colocação em serviço de uma frota de 68 veículos articulados de quatro unidades cada e o fornecimento e implementação dos serviços tecnológicos de operação do sistema de metro, sinalização e telecomunicações ferroviárias, sistema de alimentação de energia de tracção para os comboios e para as instalações fixas do metro, bem como o sistema de controlo do tráfego ferroviário.

Segundo fonte oficial da Siemens Mobility o Decreto Presidencial agora publicado é parte do procedimento que levará à construção do metro de superfície da cidade de Luanda liderado pelo Ministério dos Transportes de Angola. Segundo a mesma fonte “este projecto tem vindo a ser discutido pelo Ministério com a Siemens Mobility, tendo resultado anteriormente em dois MoU (Dezembro de 2019 e Fevereiro de 2020), encontrando-se agora numa etapa de desenvolvimento, razão pela qual os detalhes [do projecto] não podem ainda ser divulgados”.

A Siemens Mobility é uma empresa que oferece soluções de mobilidade na área da ferrovia, fazendo parte do seu portfólio a disponibilização de soluções chave-na-mão que vão desde o planeamento da solução integrada ao fornecimento de tecnologia de ponta e de que são exemplo os projectos Egypt, Pune/India, Thailand. A empresa tem estado presente em Angola, tendo fornecido tecnologia que impactou a sociedade quer com implementação de soluções aeroportuárias quer com a construção de subestações.

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Síntese da Habitação: Consumo de cimento cai 8% em Janeiro

Relativamente à concessão pelas instituições financeiras de novos créditos à habitação, assiste-se, em Janeiro de 2023, a um aumento de 16,5%, face a igual mês do ano passado, perfazendo 1.385 milhões de euros, apesar do aumento de 1,38 pontos base na taxa de juro implícita no crédito à habitação

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No mês de Janeiro, o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 274 milhares de toneladas, o que corresponde a uma redução de 8,1% face ao mesmo mês do ano anterior.

Os dados constam da Síntese da Habitação, apresentada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que revela que relativamente ao número de licenças para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais, no primeiro mês de 2023 totalizaram 1.505, o que traduz uma queda de 11,1%, em termos homólogos. Já no que concerne ao número de fogos
licenciados em construções novas regista-se, neste mês, uma subida de 5,5%, em termos homólogos, para 2.725.

Relativamente à concessão pelas instituições financeiras de novos créditos à habitação, assiste-se, em Janeiro de 2023, a um aumento de 16,5%, face a igual mês do ano passado, perfazendo 1.385 milhões de euros, apesar do aumento de 1,38 pontos base na taxa de juro implícita no crédito à habitação.

Em Janeiro, o valor mediano da avaliação da habitação estabelecido para efeitos de crédito bancário registou uma valorização de 14,9%, em termos homólogos, em face de variações de 16,4% nos apartamentos, e de 11,1% nas moradias.

A AICCOPN, nesta análise, destaca os indicadores apurados no Alentejo. Nesta região, o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses terminados em Janeiro de 2023 foi de 1.189, valor que traduz um aumento de 1% face aos 1.177 alojamentos licenciados nos doze meses anteriores. Destes, 8% são de tipologia T0 ou T1, 17% são de tipologia T2, 48% de tipologia T3 e 27% de tipologia T4 ou superior. Quanto ao valor de avaliação bancária na habitação verificou-se, nesta região, uma variação homóloga de 16,1% em Janeiro.

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Governo pretende avançar com investimentos do Arco Ribeirinho Sul

Expansão do Metro Sul do Tejo e duas novas pontes entre Barreiro-Seixal e Barreiro-Montijo são alguns dos projectos contemplados

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Integrado no roteiro “Governo + Próximo” dedicado ao Distrito de Setúbal, o Conselho de Ministros de quinta-feira, dia 30 de Março, vai aprovar uma resolução que permitirá avançar com diversos projectos no Arco Ribeirinho Sul, sobretudo ao nível dos transportes, segundo o primeiro-ministro.

A extensão do Metro Sul do Tejo, do Seixal a outros concelhos da Margem Sul, um novo terminal, na Moita, para os barcos da Transtejo que fazem a ligação a Lisboa, novas pontes rodoviárias entre Barreiro-Seixal e Barreiro-Montijo e um corredor verde, para bicicletas e peões, de Almada até Alcochete são algumas intenções contempladas no programa a ser apresentado, avança o jornal O Setubalense.

Foi num artigo publicado esta quarta-feira, dia 29, no jornal O Setubalense, que o Primeiro-Ministro, António Costa, confirmou a intenção de continuar a investir em Setúbal, enquanto “distrito incontornável no desenvolvimento do País”, retomando o projecto do Arco Ribeirinho Sul, no sentido de “colocar estes territórios à disposição das populações através da requalificação urbanística de importantes áreas da margem sul do estuário do Tejo”.

No artigo, com o título “Chegou a hora de Setúbal”, António Costa recorda que “o Arco Ribeirinho Sul, que envolverá seis municípios (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Seixal), será um território pensado para a utilização equilibrada do espaço: terá espaços de habitação, serviços, indústria tecnológica e lazer”.

Recorde-se que, recentemente, foi criada a nova NUTS II para a Península de Setúbal, com vista a permitir o desenvolvimento de projectos estruturantes e que ainda não saíram do papel.

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Lidl investe 110 milhões de euros num novo entreposto em Loures

Já arrancaram as obras de construção do novo entreposto do Lidl Portugal em Loures, num investimento avaliado em 110 milhões de euros e que conta com o envolvimento de mais de 80 empresas portuguesas na sua construção. O novo entreposto tem uma área equivalente a cinco campos de futebol

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Em 2023, para além da continuação do plano de expansão e da renovação da sua rede de lojas, o Lidl apresenta também a obra de edificação de um novo entreposto em Loures. Avaliada num investimento de cerca de 110 milhões de euros, a construção deste futuro centro logístico irá promover um melhor abastecimento das lojas da região centro. Envolve também um vasto leque de obras de urbanização, nomeadamente vias estruturantes de acesso a zonas habitacionais e de futura indústria.

Com uma área de implantação de cerca de 54 mil m2 e capacidade de armazenamento para mais de 44 mil paletes, este entreposto contará com os materiais mais eficientes do mercado e com soluções de conforto de trabalho e operação vanguardistas. Na sua construção estarão envolvidas mais de 80 empresas portuguesas, num total de 350 colaboradores. Esta obra tem uma complexidade de engenharia pouco vista em Portugal – o novo entreposto do Lidl surge implantado numa antiga pedreira e vazadouro, cuja actividade cessou no ano 2000, e procura o reaproveitamento dos produtos de vazadouro aí colocados, exigindo um projecto cuja componente geotécnica é de enorme impacto e importância, a movimentação de quase 2 milhões de m3 de terra.

No âmbito da estratégia de sustentabilidade do Lidl, o futuro entreposto será dotado de um sistema de gestão de energia que, aproveitando a luz solar incidente, gere as necessidades de energia artificial no interior, possibilitando a redução do consumo energético. Terá também painéis fotovoltaicos para a produção de energia eléctrica, suficiente para fornecer o equivalente ao consumo de 800 moradias por um ano; carregadores para veículos eléctricos; sistemas de captação e aproveitamento de águas pluviais; câmaras de frio com recurso a gases naturais que minimizam os efeitos nocivos para a camada do ozono, sistema AVAC integrado no sistema de frio industrial, reaproveitando a “energia” libertada e normalmente desperdiçada neste tipo de sistemas. O edifício irá contar ainda com a certificação BREEAM – que classifica os edifícios sustentáveis tendo em conta categorias como: gestão, saúde e bem-estar, energia, transporte, água, materiais, resíduos, utilização do solo e ecologia e contaminação.

Durante a cerimónia de colocação de ‘primeira pedra’ deste novo entreposto do Lidl Portugal, que decorreu esta manhã, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva , adiantou que “O Lidl é um grupo muito importante para o país, veio introduzir uma nova dinâmica, uma nova competitividade no sector de retalho em Portugal. É a competitividade dos mercados que permite desenvolver a economia e que leva não só a própria empresa a ser cada vez melhor, mas os outros a serem melhores e é disso que nós precisamos. Nós temos uma economia aberta, competitiva e o sector do retalho é vital para o país. Quero dar os parabéns por este centro logístico que é uma obra magnífica, é um grande desafio em termos de engenharia, com a adopção dos mecanismos de economia circular em termos do fluxo de materiais.”

Já Ricardo Leão, presidente da Câmara Municipal de Loures, salientou a importância do investimento privado para o concelho. “É o investimento privado que faz com que os concelhos progridam, que se fixe emprego, que se crie riqueza, que se crie valor acrescentado, e é este o desígnio. Ao Lidl quero agradecer todo o empenho que tem tido e todas as parcerias que tem feito com o concelho de Loures. O Lidl cumpre na íntegra a sua responsabilidade social que também tem praticado aqui. A criação de 200 postos de trabalhos é importante para a empresa e para o próprio concelho”, sublinhou o autarca.

De acordo com Milton Rego, Administrador de Infraestruturas e Expansão do Lidl Portugal, “o terreno escolhido conta com uma localização privilegiada e estratégica para o nosso crescimento empresarial permitindo melhor servirmos a comunidade. Juntamente com os nossos parceiros vamos fazer nascer mais um marco de referência na logística em Portugal”.

O novo entreposto Lidl em Loures, em números:
Investimento: 110 milhões de euros
Área: 54.000 m2, equivalente a 5 campos de futebol
Capacidade de Armazenagem: 44 mil paletes
Cais de carga/descarga de mercadorias: 111
Capacidade de abastecimento: 100 lojas
Lugares de estacionamento de veículos ligeiros: 265
Lugares de estacionamento de camiões: 48

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Carlos Jesus, Country Manager da Colt Technology Services Portugal e VP Global Service Delivery da Colt

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Colt investe num novo data center em Portugal

A Colt Technology Services Portugal (Colt Portugal), uma subsidiária do Grupo Colt, investiu mais 5 M€ em 2022 na expansão da capacidade da sua rede de longa distância e na ligação a um novo data center em Riba d’Ave cuja implementação está actualmente em curso

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Este investimento adicional, acresce aos mais de 100 milhões de euros investidos desde que a empresa chegou a Portugal na sua infraestrutura e rede de fibra óptica de alta velocidade e na contratação de recursos humanos, para ampliar a capacidade da operação portuguesa e do hub nacional que liga a Europa ao resto do mundo. A subsidiária portuguesa, que prevê continuar a crescer em 2023, tem actualmente em curso uma campanha de recrutamento para reforçar a sua equipa em mais 15% e chegar aos 150 talentos até ao final do primeiro semestre.

“Na sequência da implementação que fizemos no primeiro semestre de 2022 da tecnologia 800 G na banda L da rede terrestre, utilizando o controlador de domínio Reconfigurable Line System (RLS) e o Manage, Control and Plan (MCP) da Ciena na nossa rede para duplicar a sua capacidade, a Colt fez um investimento adicional de 5 milhões de euros. O objectivo foi expandindo ainda mais esta tecnologia para optimizar as ligações Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto-Madrid. Este investimento insere-se na estratégia de expansão contínua da nossa rede e visa aumentar a sua capilaridade numa região (Portugal, em particular e a Península Ibérica, em geral) que se destaca como um grande hub de comunicações a nível mundial, e onde a Colt pretende reforçar a sua posição de liderança,” explica Carlos Jesus, Country Manager da Colt Technology Services Portugal e VP Global Service Delivery da Colt.

O recente investimento, que foi igualmente reforçado no país vizinho com o novo ponto de ligação na Barcelona Cable Landing Station da AFR-IX Telecom, vem fortalecer ainda mais a posição da empresa de infraestruturas digitais na Península Ibérica em geral, e em Portugal em particular.

“É neste contexto que surge igualmente a ligação ao novo DC de Riba d’Ave, com o qual elevaremos para 13 os centros de dados ligados pela Colt em Portugal, reforçando o nosso crescente posicionamento como parceiro preferencial das empresas portuguesas que se estão a internacionalizar e que reconhecem a qualidade e controlo dos serviços da Colt e a sua capacidade de chegar com fibra a localizações cada vez mais remotas,” acrescenta.

A empresa está atenta ao sector dos data centres em Portugal, e acompanha o seu crescimento com novas ofertas inovadoras de on-demand services, SD WAN, acessos à cloud e à multicloud, ligações aos sistemas de cabos submarinos, e mais e melhor conectividade. Desta forma, fortalece a sua posição num mercado que se espera venha a crescer 6.02% (CAGR) no nosso país entre 2022 e 2027, segundo um estudo recente da Arizton. A dimensão do mercado de centros de dados em Portugal foi recentemente avaliada em 931,2 milhões de dólares e deverá atingir os 1,3 mil milhões de dólares até 2027.

Reforçar equipa em mais 15% e chegar aos 150 talentos até ao final do primeiro semestre
Em 2023 a empresa vai continuar a investir nas suas pessoas e em novas contratações que lhe permitam ampliar as suas equipas para responder às crescentes necessidades dos seus clientes, tanto em Portugal, como no resto do mundo. Para tal, a subsidiária portuguesa tem uma campanha de recrutamento em marcha com o intuito de aumentar a equipa em mais 15% e chegar aos 150 colaboradores até ao final do primeiro semestre. Para responder à procura de soluções a longo prazo capazes de proverem as necessidades da crescente mão-de-obra remota dos seus clientes, incluindo a optimização das aplicações cloud, a garantia da borda dinâmica da rede, a visão abrangente da actividade da rede e a capacidade de escalar de forma rápida e eficiente, a Colt está a recrutar software developers (Full Stack Developers, UI Developers, Application developers), especialistas de segurança (Network Virtualisation & Security Specialists/ Consultants), especialistas de redes IP (SDWAN and NFVi), além de profissionais para as áreas de vendas, de gestão e de suporte aos clientes.

A Colt Portugal registou um acentuado acréscimo das receitas na área das soluções de acesso à cloud e multicloud (+ 14%), na área de SD WAN e segurança (+16%) onde teve particular impacto o trabalho realizado no desenvolvimento das soluções de software (SDN) desenvolvidas por programadores portugueses, contratados para os centros de competência da Colt em Portugal. Por seu turno, as receitas provenientes dos serviços on-demand e das soluções de grande largura de banda e capacidade e de redes de última geração, fortemente alavancadas pelos sistemas de cabos submarinos existentes no nosso país, triplicaram o ano passado.
“Os resultados que alcançámos em 2022 estão intimamente relacionados com a nossa aposta em áreas relacionadas com a viabilização e aceleração da transformação digital das empresas, como por exemplo a cloud. Em Portugal já temos mais de 35% das empresas a utilizarem serviços cloud e, segundo o Eurostat anunciou, a percentagem de empresas portuguesas com acesso a recursos informáticos alojados por terceiros na internet aumentou de 29% em 2020 para 35% em 2021. Para as empresas poderem garantir a sua relevância e competitividade têm cada vez mais de confiar na implementação de tecnologias de ponta. Consideramos por isso que também em 2023 a migração para a cloud irá continuar a ser uma prioridade para as empresas que desejam permanecer competitivas e seguras,” refere aquele responsável.

Para 2023, a empresa irá continuar a apostar nestas áreas e tecnologias, a par das ligações aos cabos submarinos, da cibersegurança, da IA, da sustentabilidade e das redes verdes, bem como da expansão da sua rede e capacidade de conectividade em Portugal e no resto do mundo.

“Temos como ambição expandirmos a nossa rede através das estações de amarração dos cabos submarinos de fibra ótica. Portugal tem uma posição cada vez mais privilegiada para assegurar o desenvolvimento das comunicações à escala mundial. Seja pelas rotas das comunicações terrestres que permite e potencia ligando a Península Ibérica ao Norte da Europa, seja porque possui vários centros de amarração dos cabos submarinos que garantem as comunicações da Europa com as Américas, a África e a Ásia. Recentemente anunciámos a consolidação da nossa presença na Península Ibérica com o novo ponto de ligação na Barcelona Cable Landing Station da AFR-IX Telecom, e anunciámos a expansão da nossa rede nas regiões da Escandinávia e Alemanha, reforçando as ligações ao norte da Europa e do Norte da Europa com o resto do mundo. Desta forma, também as empresas portuguesas e as estrangeiras que operam em Portugal passam a beneficiar destes acessos e de mais e melhores ligações a estas rotas e PoPs,” acrescenta Carlos Jesus.

A Colt possui em Portugal 3 centros de competência, 2 Redes de área Metropolitana (MAN – Lisboa e Porto), 830 km de rede de fibra óptica, e disponibiliza também 1.700km adicionais de rede de longa distância através da sua IQ Network, ligando 13 data centros de dados, mais de 777 edifícios e 8 parques industriais em Lisboa, Porto, Oeiras, Sintra, Vila Nova de Gaia e Maia.

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Concursos de Obras Públicas cresceram 68% e somam 950M€ até Fevereiro

Os números são avançados no mais recente Barómetro das Obras Públicas, promovido pela AICCOPN e dão conta de um crescimento quer no volume de concursos de obras públicos promovidos quer nos contratos celebrados de empreitadas

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De acordo com a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, AICCOPN, até ao final do mês de Fevereiro, o montante total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos situou-se nos 950 milhões de euros, valor que traduz um significativo aumento de 68%, face ao registado no período homólogo.

Já no que diz respeito aos contratos celebrados nos primeiros meses de 2023, o volume total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e objecto de reporte no Portal Base até ao passado dia 15 de Março, foi de 361 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 38%, em termos de variação homóloga.

Relativamente aos contratos de empreitadas celebrados no âmbito de concursos públicos até Fevereiro de 2023, situaram-se nos 302 milhões de euros, mais 59% que o registado até Fevereiro do ano transacto. Os contratos celebrados em resultado de Ajustes Directos e Consultas Prévias totalizaram 52 milhões de euros nesse período, sensivelmente o mesmo que o registado nos primeiros dois meses de 2022.

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