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SCP Pool lança novo bloco de cofragem em poliestireno Solidbric

A cofragem em polistereno é um material resistente ao frio e à água, sendo que associado à robustez do cimento armado é ideal para as paredes das piscinas

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Resistência, robustez e estabilidade são as principais características do Solidbric, os novos blocos de cofragem de poliestireno desenvolvidos para as paredes das piscinas, que se encontra a ser comercializado pela SCP Pool Portugal.

Com mais 25% de comprimento, ou seja, 1250 mm, o Solidbric optimiza a aplicação e são, também, altamente manobráveis. Além de leves, os blocos são combinados com cimento o que lhes confere maior robustez.

O sistema de assentamento dos blocos de poliestireno em fileiras duplas, de entalhes e encaixes garante uma cofragem estável e hermética. Este material resiste ao frio e à água. A robustez do cimento armado é ideal para as paredes das piscinas.

Balneoterapia, cobertura automática, natação contra corrente, linear, friso cerâmico, tudo pode ser personalizado na piscina. Além disso, dado a sua facilidade de utilização e leveza, em comparação com os tradicionais blocos de cimento, torna-se adequado para a autoconstrução.

A empresa aponta ainda outras características do Solidbric, tais como apresentar uma calha liner, dedicada para montagem fácil; juntas sobre 90% do comprimento do bloco o evita vazamentos; facilidade de instalação das peças de vedação (corte com serra e colagem com espuma de PU); utilização do mesmo bloco para as escadas ou até utilizar o módulo mais pequeno, que pode ser recortado a cada 25 cm,  para evitar quedas na obra ou para os pilares de apoio no terraço.

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HAIER EUROPE marca presença na IFA 2022

A exposição que se realiza em Berlim, no início de Setembro, é o palco escolhido para a apresentação das novidades das marcas Candy, Hoover e Haier

Após uma espera de dois anos, a IFA, o certame dedicado ao mundo da tecnologia, inovação e electrónica de consumo de topo está de regresso de 2 a 6 de Setembro, em Berlim. Um evento onde a Haier Europe, que engloba as marcas Candy, Hoover e Haier estará presente.

Neste que é “um palco mundial para apresentação das novas soluções onde a IoT desempenha um papel fundamental em ambientes idealizados e concebidos especialmente para a Candy, Hoover e Haier. Os consumidores são convidados a submergir nesta nova experiência em casa, a partir de produtos que apresentam, não apenas uma vertente funcional, mas também um design cativante e renovado”, avança o grupo em comunicado.

O espaço expositivo tem uma área de 3.700 m2 e transmite uma nova visão de casa inteligente. Uma viagem pela conectividade, onde os principais palcos são as inovações tecnológicas em produtos com soluções que ganham vida, interagindo com os visitantes através do seu envolvimento em momentos únicos.

A “Haier Europe tem como principal objectivo atender às necessidades de todos os consumidores através de uma inovação tecnológica contínua, do uso cuidadoso da inteligência artificial e do estudo de um design sempre muito avançado e inovador: a abordagem “distância zero” perfeita. Devido a uma estreita conexão entre os produtos, os ecossistemas moldam-se em torno da vida das pessoas, antecipando os seus desejos e oferecendo soluções que simplifiquem e melhorem o quotidiano”, justifica.

Mais uma vez, a app hOn assume um papel central: esta plataforma permite gerir todas as apps das três marcas e aceder a vários serviços devido a uma selecção de um número crescente de parceiros, estabelecidos num ecossistema. Recentemente, o número de utilizadores registrados na aplicação hOn atingiu os 4,5 milhões.

Candy, Hoover e Haier são apresentadas em três macro áreas distintas, lugares dinâmicos e conectados, com três percursos imersivos articulados através de estações dedicadas para descobrir as inovações e os essenciais da gama. Eventos, entretenimento, um show cooking internacional, tudo vai contribuir para oferecer uma experiência muito envolvente.

“A IFA em Berlim é uma ocasião única para apresentarmos as nossas inovações e a nossa liderança. Um evento internacional que toda a indústria (e não só) aguarda com grande entusiasmo. Será o momento de ofereceremos aos nossos stakeholders uma grande experiência tecnológica e imersiva”, afirmou Giampiero Morbello, head of brand & IOT Haier Europe. “A nossa abordagem diversificada permite-nos atingir todos os alvos, com as três marcas, através da personalização dos serviços ao domicílio e do desenho de modelos ilimitados de interacção com o consumidor”, sublinha o responsável.

A IFA 2022 é um momento importante para partilhar também as conquistas mais significativas da empresa, incluindo a abertura de novas fábricas. “Em 2021, concluímos a construção de duas fábricas na Roménia e na Turquia, especializadas no fabrico de frigoríficos e máquinas de secar roupa, respectivamente. Em 2022, iniciou-se a produção na nova fábrica dedicada a máquinas de lavar loiça, na Turquia”.

Haier: Conecte-se ao Extraordinário

O Ecossistema Haier, representa a expressão máxima de uma história que combina design, tecnologia e cenários personalizados e à medida. O lema “Connect to Extraordinary” tem a app hOn como protagonista, através da qual foi aumentado todo o potencial dos electrodomésticos, conseguindo-se a gestão personalizada da casa com um grande nível de eficiência As múltiplas funções dos produtos ganham vida em grandes monitores, que projectam os visitantes em cenários onde a conexão se torna a ferramenta óptima para melhorar a vida quotidiana.

A IFA 2022 será palco de novos lançamentos da marca como o novo serviço WashPass disponível no modo “pagamento por lavagem” (modo pay per wash). “Esta é uma máquina de lavar roupa conectada, tecnologicamente ultra avançada, que doseia automaticamente 4 detergentes específicos, projectada para obter o melhor desempenho de lavagem com o mínimo de compromisso do utilizador”.

Ainda na área da lavagem o grupo irá mostrar a tecnologia dos novos modelos SUPERDRUM, com o maior tambor disponível no mercado, que utilizam tecnologia avançada para garantir o melhor cuidado com a lavagem e com o meio ambiente. Na cozinha, I-PRO SHINE é a resposta para quem procura uma máquina de lavar louça de alto desempenho, depois das mais recentes tecnologias de Inteligência Artificial Inside do [email protected] SERIES 6.

Na gama de refrigeração, não faltam as inovações, incluindo o CUBE 90 SERIES – que, devido à inteligência artificial, se torna o núcleo de todo o ecossistema doméstico, ou o CUBE 90 SERIES 7 e FD 90 SERIES 7 .

Candy: simplifique o seu dia-a-dia

A marca Candy Em Berlim, a marca vai apresentar, através do Simplify your Day, a instalação que inclui soluções inteligentes rodeadas de criações de jovens artistas, onde o visitante pode mergulhar em ambientes multissensoriais e entrar no mundo Candy.

Na entrada, uma parede interativa reproduz cenários quotidianos onde as tarefas domésticas são tratadas de forma original. O coração da exposição pulsa na área “touch&feel” onde pode entrar em contacto com a expressão mais inteligente da Candy, dinamizada pelos serviços disponibilizados pela app hOn. Na área dedicada à máquina de lavar loiça RapidÓ, o mundo real e o virtual juntam-se num grande ecrã e revelam as principais inovações tecnológicas disponíveis. Tirando uma foto sua, também é possível criar versões super personalizadas dos combinados Fresco, colocando a sua imagem nos diferentes andares. O caminho segue no infinito mundo de funções inteligentes das novas máquinas de lavar e secar roupa Candy, incluindo a recém-chegada da família RapidÓ PRO ou a Aquamatic, a mais pequena máquina de lavar roupa disponível na sua categoria, exibida no Design Hub numa edição limitada e muito colorida.

O combinado I-Case foi projectado a partir da criatividade de jovens artistas, estudantes do Instituto Europeu de Design em Milão e vencedor do concurso MDW22. As colecções MODERNA, com formas caracterizadas pelo aço inox e vidro – e ESSENZA – baseadas no estilo e no minimalismo, vão destacar-se no show cooking dinâmico onde será possível testar soluções de marca com os chefs convidados que vão estar a cozinhar ao vivo.

Hoover: qualidade de Vida

Uma imersão profunda na performance e conectividade dos produtos Hoover, através de experiências de realidade aumentada que destacam o vínculo da marca ao design e tecnologia, o que, para a Hoover, representa “Quality for life”: performance dedicada ao bem-estar e qualidade de vida no ambiente doméstico. As necessidades e desejos dos consumidores estão no centro de um projecto impactante que tem por objectivo mostrar ao público soluções tecnológicas de ponta, onde o significado de “alta performance” se amplia. Os visitantes perceberão imediatamente a qualidade em todos os produtos e vão surpreender-se com o design minimalista e renovado, bem como com todas as funções inovadoras em termos de higienização.

Durante o certame o protagonista da marca é o novo aspirador sem fio HF9 com algumas características extraordinárias: o equilíbrio perfeito entre potência e autonomia real para limpar toda a casa e satisfazer todas as necessidades dos consumidores.

A IFA é a ocasião para apresentar também uma selecção de inovações Hoover. As novas máquinas de lavar H-WASH 700, que garantem um aumento de 20% de rendimento na lavagem com uma profundidade reduzida, e as H-DRY 550, a combinação entre design e funcionalidade. Na cozinha, encontramos o H-DISH 700 PRO, o electrodoméstico topo da nova gama de máquinas de lavar louça, que garante o máximo cuidado das peças delicadas, como copos de vinho, ou ainda o forno H-OVEN 500 Steam Plus que usa vapor ou baixa temperaturas devido à tecnologia Steam&Taste. Quanto ao mundo da refrigeração, dá as boas-vindas ao H-FRIDGE 700, o combinado com tecnologia Air Care total no frost para manter os alimentos frescos como no primeiro dia em que foram comprados.

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Espanha e Portugal criam a Mercedes- Benz Trucks Ibéria

Esta alteração aconteceu a partir do dia 1 de Julho de 2022, quando as empresas Mercedes-Benz Trucks Espanha e Mercedes-Benz Portugal passaram a partilhar a mesma equipa de gestão

Desde o dia 1 de Julho de 2022, as empresas Mercedes-Benz Trucks Espanha e Mercedes-Benz Portugal partilham a mesma equipa de gestão, permitindo a constituição de uma nova organização interna, denominada por Mercedes- Benz Trucks Ibéria.

Desta forma, neste processo de unificação da estrutura de direcção e de gestão de ambos os mercados, Antonio García-Patiño de Mercado continua como CEO da Mercedes-Benz Trucks Espanha, sendo também nomeado CEO da Mercedes-Benz Trucks Portugal, em substituição de António Cabrita Martins, que terminou a sua carreia, na Mercedes-Benz Trucks Portugal.

Manuel Gonzalo Bono, CFO da Mercedes-Benz Trucks Espanha, assumiu esta mesma função para a Mercedes-Benz Trucks Portugal. Já António Louro foi nomeado director geral da Mercedes-Benz Trucks Portugal.

Durante os próximos meses ambas as empresas serão reorganizadas internamente com o objectivo de se obter processos e equipas mais integradas, eficientes e, principalmente, mais focadas nos clientes de toda a Península Ibérica.

“Neste momento, com todas as mudanças que estão a ocorrer no sector automóvel, é muito importante criar equipas fortes e motivadas, que trabalhem unidas. Estou confiante que uma união dos dois mercados, Espanha e Portugal, será uma mais-valia para os nossos clientes e para a nossa rede de concessionários e oficinas autorizadas e que todos saberão valorizar”, segundo Antonio García-Patiño.

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Turismo: Concluída 1ª fase do Programa Transformar

O apoio aos cinco projectos agora aprovados ascende a 775 mil euros, sendo o valor de investimento total previsto superior a 1,7 milhões de euros

A análise das candidaturas à 1ª fase do Programa Transformar Turismo, aberta no início do ano, através das Linhas Territórios Inteligentes e Regenerar Territórios foi concluída no passado mês de Julho. O apoio aos cinco projectos agora aprovados ascende a 775 mil euros, sendo o valor de investimento total previsto superior a 1,7 milhões de euros.
Estes projectos, que vão desde a concretização de um marketplace multicanal na região Norte do País à aplicação de redes inteligentes no contexto do turismo de saúde e bem-estar, bem como na concretização de novas infraestruturas para o turismo náutico, assentam em estratégias sólidas de sustentabilidade nas dimensões económica, social e ambiental com impactos relevantes e mensuráveis na região onde se inserem, contribuindo deste modo para a concretização dos objetivos definidos no Plano “Reativar o Turismo. Construir o Futuro” e na Estratégia Turismo 2027.
Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Turismo, “estes projectos, agora apoiados, ajudarão à qualificação do destino turístico Portugal, promovendo não só a regeneração e reabilitação dos espaços públicos com interesse para o turismo, mas também a desconcentração da procura, a redução da sazonalidade e maiores índices de criação de valor – justamente o que queremos para esta indústria”.
Em resultado da análise das 47 candidaturas apresentadas, o Governo decidiu proceder a alguns ajustes nos Despachos Normativos que regulamentam o Programa e as Linhas que lhe estão subjacentes – Territórios Inteligentes e Regenerar Turismo. Assim, passará a ser possível a abertura de avisos específicos para a apresentação de candidaturas por concurso ou por convite, no contexto da valorização de produtos turísticos que, pela sua qualidade, singularidade e alinhamento com os desafios, objectivos e metas definidos nos referenciais estratégicos do sector, promovam o potencial turístico e o desenvolvimento sustentável do território.
Passará também a ser possível, em situações excepcionais e devidamente justificadas, a elegibilidade de promotores que, à data da candidatura, possuam mais de um projecto aprovado e ainda não concluído no âmbito do Programa Valorizar ou Programa Transformar Turismo.
O Programa Transformar Turismo pretende apoiar o investimento público e privado na qualificação de Portugal enquanto destino turístico. Conta com duas linhas de apoio, Territórios Inteligentes e Regenerar Territórios, e destina-se às entidades públicas e privadas do sector, preferencialmente agrupadas em projectos conjuntos, de rede ou em Estratégias de Eficiência Colectiva, que tenham como pano de fundo a valorização e inovação turística dos territórios através de projectos que estimulem actividades ou serviços de maior valor acrescentado ligados aos produtos turísticos de relevo, tais como turismo cultural e patrimonial, turismo natureza, turismo industrial, turismo literário, enoturismo e turismo gastronómico.
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NUMA dá o pontapé de saída na expansão para o mercado português

O edifício que durante décadas serviu de sede à Federação Portuguesa de Futebol será convertido no primeiro hotel digital do Grupo NUMA em Portugal. Este é o primeiro de vários negócios que estão no pipeline de investimento do grupo alemão e que têm as cidades de Lisboa e Porto como alvo

Lisboa será a primeira cidade portuguesa a juntar-se à lista de cidades europeias onde o grupo alemão NUMA está já presente. O grupo com sede em Berlim prevê inaugurar o seu novo hotel digital em Lisboa no segundo trimestre de 2024. O hotel irá ocupar a antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol, junto ao largo do Rato, em Lisboa. Um negócio possível depois do grupo ter entrado em acordo com os novos proprietários do edifício, uma joint venture de dois investidores de private equity, a Bizau Capital Partners e a ADMAR SCR, para a locação da antiga sede da FPF.
O novo hotel terá 77 quartos, que irão alargar a oferta da capital em mais 154 camas, totalizando 1600 metros quadrados.

O novo NUMA Lisboa será, à semelhança das outras unidades do grupo, totalmente digital. “Acabou o tempo de espera na recepção como acontece nos hotéis tradicionais. Isto poupa os hóspedes do hotel a muito stress, no caso de, por exemplo, precisarem de chegar rapidamente ao aeroporto. No hotel NUMA é possível fazer o check-out no táxi a caminho do aeroporto”, explicou o grupo ao CONSTRUIR.

Todos os serviços, tais como reservas, coordenação e marketing são geridos centralmente na sede do NUMA em Berlim. A coordenar estes serviços para todos os hotéis do grupo está uma equipa de “especialistas experientes em hotelaria”. Mas em cada cidade o grupo tem as suas próprias equipas, “que atendem imediatamente aos desejos dos hóspedes do hotel”. Um serviço que pode ser avaliado nos portais dos utilizadores.

Este conceito eficiente e contactless permitiu ao NUMA alcançar números recorde, mesmo em tempos de pandemia. O ano passado, segundo o grupo, a operação “gerou um crescimento das receitas de 500% com mais de 2.500 unidades (hoje em dia mais de 3.000 unidades), com uma taxa de ocupação de 85%, apesar da COVID, e 230% acima da média do mercado em toda a Europa”, revela o grupo ao Construir. Números que segundo os seus responsáveis atestam que “o modelo inovador NUMA provou ser resistente a condições de mercado mais desafiantes, como foi o caso do ano de 2021. O rápido crescimento do NUMA em toda a Europa mostra o quanto os mercados europeus estão à espera de soluções novas e inovadoras na indústria hoteleira”.

São estes números que o grupo sublinha na altura de estabelecer parcerias com investidores, proprietários, promotores imobiliários, e operadores hoteleiros para criar soluções baseadas em tecnologia. “Cerca de 80% dos processos hoteleiros tradicionais podem ser digitalizados, o que poupa não só tempo mas também recursos e custos fixos. Muitos operadores de hotéis tradicionais não terão outra escolha senão adaptarem-se”, defende o grupo.

Parcerias estratégicas nos mercados
“O Grupo NUMA é muito flexível. Em primeiro lugar, estamos interessados em contratos de arrendamento de longo prazo para grandes projectos, por exemplo, mais de dez anos, contratos de gestão e franquia e aquisições. Depende do caso particular e do parceiro. O Grupo NUMA está constantemente à procura de localizações nas principais cidades europeias, com uma área bruta de cerca de 500 a 8000 metros quadrados, com cerca de 10 a 250 unidades. Procura tipos de propriedades hoteleiras existentes ou potenciais, como hotéis ou edifícios de apartamentos comerciais ou para conversões de escritórios com a possibilidade de apartamentos de curta duração, espaços residenciais em cidades com licenças para aluguer de curta duração e projectos de desenvolvimento”, inúmera o grupo.

Ainda segundo o grupo a tecnologia desenvolvida permite um aumento de lucros “até 40%, para os para os operadores hoteleiros através dos processos de negócio automatizados, preços inteligentes, e taxas de ocupação mais elevadas. “Estamos a construir uma classe de activos para a nova geração de viajantes. O NUMA distingue-se dos hotéis tradicionais, tanto em termos de experiência dos hóspedes como de parceiros imobiliários. O nosso modelo permite um melhor retorno do investimento do que um hotel tradicional. Uma vez que este novo mercado é altamente atractivo, não partilhamos detalhes sobre as nossas parcerias”, sustenta.

O Grupo NUMA trabalha com empresas cotadas em bolsa como parceiros para fornecer financiamento, pelo que o valor do investimento só pode ser divulgado em “casos excepcionais”. Um desses casos excepcionais foi a parceria estratégica entre o NUMA e a LaSalle Investment Management, uma das empresas líderes em investimento imobiliário, que inclui um volume de investimento de 500 milhões de euros para aquisição, reforma e operação de unidades hoteleiras localizadas nos centros urbanos na Europa Ocidental. Identificados estão já 15 activos localizados no Reino Unido, Espanha, Itália e Holanda que representam um volume de investimento superior a 450 milhões de euros.

Portugal pode estar fora desta parceria, mas já despertou a atenção do grupo alemão. “Para o NUMA, Portugal é um dos mais importantes mercados europeus do futuro, com grande importância estratégica. Acreditamos que o nosso modelo de sucesso comprovado é perfeito para as características do mercado local em Portugal, como um destino de viagem altamente atractivo”, afirma o grupo.

“Logo no início da nossa entrada no mercado português, em Lisboa, estamos muito satisfeitos por podermos oferecer aos nossos futuros hóspedes, um edifício histórico que já foi frequentado pela selecção portuguesa e por futebolistas reconhecidos. Isto é exactamente o que o NUMA representa: experiências de viagem excepcionais para os nossos hóspedes, aquilo a que chamamos “estadias com alma”. O nosso objectivo claro com o NUMA é estabelecer uma geração completamente nova de hotéis e alojamentos de curto prazo, inovando também a indústria hoteleira em Portugal”.

Em Portugal, como em toda a Europa, o Grupo NUMA concentra-se em propriedades hoteleiras e comerciais em locais centrais das grandes cidades. “Temos como alvo os distritos movimentados e os principais locais com maior procura turística e de pessoas que viajam em trabalho”. Para além do NUMA em Lisboa, o Porto também está no topo das preferências do plano de expansão do Grupo em Portugal. “Outros projectos em Portugal também já estão no pipeline e iremos informar o público assim que os contratos forem assinados. Estamos sempre muito interessados em propostas que nos pareçam adequadas, especialmente nas cidades de Lisboa e do Porto”, salientam.

O culto da individualidade

A alimentar o crescimento e a preferência por este tipo de serviço estão os “turistas modernos” e, claro está “os viajantes em trabalho”, que privilegiam a rapidez, eficiência e facilidade que um serviço primordialmente digital oferece. “O número de viajantes aumentou com os vários AirBnB disponíveis. Agora estes têm mais dinheiro e procuram maior conforto, mas a procura por individualidade e autenticidade permanece ou até aumentou. As pessoas procuram por espaços com estilo arquitectónico moderno, não querem perder tempo nos balcões da recepção e também não querem estar presos a horários fixos para pequenos-almoços, mas sim ter a sua própria cozinha para realizar as suas refeições. Também procuram uma rápida ligação à Internet. E têm uma afinidade digital e apreciam a máxima flexibilidade”.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Grupo Casais cria curso em tecnologias avançadas de construção

Denominado +Futuro Casais o curso destina-se a todos os estudantes finalistas do ensino secundário ou a quem procura fazer reconversão profissional nesta área

O Grupo Casais, juntamente com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), em Barcelos, criou o curso de Técnico Superior Profissional em Tecnologias Avançadas de Construção, uma formação de dois anos sob orientação do corpo docente do IPCA e de colaboradores do Grupo Casais.

O Grupo Casais assegura as propinas de todos os alunos no primeiro ano e também as propinas do 2º ano, dos alunos que concluam com sucesso todas as unidades curriculares (UC) do ano anterior. O curso será distribuído por quatro semestres em horário diurno, sendo que o último semestre será inteiramente dedicado a um estágio curricular numa das empresas do Grupo Casais.

Concluídos os dois anos de curso, o Grupo contrata os alunos por um período mínimo de dois anos e todos vão ter a oportunidade de desenvolver projectos inovadores, que apostam em soluções sustentáveis, com o apoio de tutores Casais. 

Programa + Futuro Casais 

Este programa formativo designa-se +Futuro Casais e destina-se a todos os estudantes finalistas do ensino secundário ou a quem procura fazer reconversão profissional nesta área.

António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais sublinha que “com o Programa +Futuro Casais oferecemos aos que pretendam ingressar no sector da Construção, a possibilidade de adquirirem, enquanto estudam, conhecimentos teóricos e competências práticas em contexto real de trabalho. Os estudantes terão o apoio de um tutor que terá como função ser promotor da Cultura Casais, que os envolverá na vida da empresa, no trabalho de equipa, no rigor e na inovação, incentivando o espírito de excelência.” 

No final do curso os formandos terão desenvolvido competências técnicas específicas na área da construção. Este é um curso de desenvolvimento orientado para a construção modular e industrialização da construção civil, através de novas tecnologias. 

A primeira edição do curso disponibiliza 25 vagas e as candidaturas decorrem até 19 de Agosto. 
Mais informações sobre o Programa +Futuro aqui.

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Garcia de Orta investe 2,3M€ em saúde mental

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, vai investir 2,3 milhões de euros na expansão e requalificação da sua resposta na área da saúde mental

Com o objectivo de melhorar o acesso e qualificar as respostas em saúde à população na área da saúde mental, o HGO desenvolveu uma estratégia de expansão e requalificação das actuais instalações dos Serviços de Psiquiatria. Os investimentos nos quais esta estratégia se materializa estão orçamentados em cerca de 2,3 milhões de euros, dos quais 1,53 milhões de euros serão financiados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinado à Saúde Mental, e o restante financiamento a cargo do HGO.

O contrato de financiamento do PRR foi celebrado, a semana passada, entre o HGO e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), numa cerimónia que contou ainda com a presença de responsáveis das Câmaras Municipais de Almada e Seixal (que são parceiros do HGO na concretização de vários dos projectos), da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), do Agrupamento dos Centros de Saúde de Almada-Seixal (ACES AS), da Estrutura de Missão “Recuperar Portugal”, e do Coordenador Nacional das Políticas de Saúde Mental.

“O financiamento através do PRR vai permitir concretizar a estratégia de expansão e de requalificação de resposta do HGO no domínio da saúde mental de crianças, adolescentes e adultos que já estava a ser preparada com os nossos profissionais nos últimos anos”, afirma Ana Sofia Ferreira, vogal do Conselho de Administração do HGO. A responsável sublinha que o projecto “tinha merecido a confiança das duas câmaras municipais que, em estreita parceria, nos cederam instalações na comunidade, mas cuja concretização estava dependente precisamente da existência de financiamento e de autorização para a sua realização, o que agora se consagra”.

Para Rodrigo Catarino, director do Serviço de Psiquiatria do HGO, “o PRR veio trazer-nos o financiamento necessário à criação de uma estrutura dentro da comunidade, em articulação estreita com os cuidados de saúde primários, mais próxima e acessível, menos estigmatizante, que visa a reabilitação do doente com patologia mental grave e a sua reintegração, tão plena quanto possível, numa vida preenchida e gratificante”.

Nuno Marques, director Clínico, e Paula Realista, enfermeira directora, do HGO explicam que “o projecto prevê uma melhoria na resposta clínica de forma a aliviar a pressão assistencial a nível do serviço de urgência e do internamento, nomeadamente com a expansão do Serviço de Psiquiatria, com o aumento de oito camas no internamento de Adultos, e de quatro gabinetes de consulta, perfazendo um total de 35 camas e 13 gabinetes, estando ainda prevista a criação de uma Sala de Observação (S.O.) de Psiquiatria no Serviço de Urgência Geral.”

Inclui ainda a abertura de um novo Hospital de Dia de Psiquiatria na Comunidade – Cuidados Integrados Reabilitativos de Almada (CIRA), tendo para o efeito, a Câmara Municipal de Almada cedido o espaço ao HGO.
Também a Câmara Municipal do Seixal cedeu ao HGO um edifício, onde vai ser reinstalada e expandida a Unidade de Intervenção Comunitária para adultos, a funcionar actualmente na Cruz de Pau. O novo espaço irá permitir não só modernizar e melhorar os espaços, aumentando a resposta naquele município, como também facilitar o acesso dos utentes, com possível alargamento à população infantil e juvenil na área da saúde mental.

Na vertente da Psiquiatria da Infância e Adolescência, será realizado um investimento na requalificação do edifício e dos equipamentos onde está actualmente sediado, em Almada. Por forma a aumentar a resposta em proximidade às crianças e adolescentes no concelho do Seixal, o Serviço pretende ainda constituir em 2023 uma Equipa Comunitária de Saúde Mental da Infância e Adolescência, caso a mesma mereça autorização superior.

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Sonae Capital investe 1,5 M€ em renovação de unidade em Tróia

Inserido no Troia Resort, a renovação teve como objectivo o reposicionamento da oferta para o segmento de luxo. O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra. Já as obras de arte contemporânea, com assinatura de Tamara Alves, envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino

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A Sonae Capital investe na renovação do The Editory by The Sea, inserido no Troia Resort, com objectivo de reposicionar a oferta para o segmento de luxo. A unidade, com 132 apartamentos, contou com um investimento de cerca de 1,5 milhão de euros, e inclui a transformação dos espaços e o investimento em arte contemporânea, sabe o Construir.

O novo cinco estrelas, o antigo Tróia Lagoa numa, conta com 16 pisos, onde a natureza é a anfitriã dos recantos, influenciando as intervenções artísticas e interferindo na conceptualização de espaços de fruição natural que se expressam para lá das janelas. Entre tons neutros, madeiras claras e plantas, a decoração é sofisticada ao mesmo tempo que aconchega cada pausa numa espécie de jardim interior que inspira a relaxar.

O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra.

São nove tipologias que se dividem entre 65 estúdios e 67 suites de linhas modernas e funcionais, com kitchenette equipada, varanda privada, room service disponível 24 horas, wifi e chromecast.

Com piscina interior aquecida e piscina exterior, The Editory by The Sea dispõe ainda de um ginásio aberto 24 horas por dia, Wellness Center e duas salas de reunião com capacidade até 100 pessoas. Programas de passeio, aluguer de bicicletas, observação dos golfinhos, trilhos pedestres, entre tantas outras propostas, são uma declaração de amor à Península e a todos os seus segredos naturais.

À chegada, é impossível ficar indiferente ao mural da artista plástica Tamara Alves que, em parceria com a Underdogs, desenvolveu três trabalhos para The Editory by The Sea. “Eco de um corpo na cal viva” é o título de uma obra emblemática que faz o acolhimento em pleno lobby, transmitindo a perspectiva de que o hotel é uma montra do paraíso natural que é Tróia: “a vegetação cobre este local onde cresce, o silêncio ocupa-nos, pássaros pernoitam no nosso coração melancólico e percorremos pela última vez com o olhar o quarto de hotel, sobre aquilo que deixamos para trás”, destaca Tamara Alves.

A artista desenvolveu ainda as aguarelas Troia I e II, enquanto interpretação da experiência de Tróia, “trazendo um pouco do que deixamos ao entrar no hotel, um pouco do que podemos observar e reconhecer, guardar na memória, não só as cores, mas os cheiros. Uma pequena experiência imersiva que sensibiliza o observador a ficar mais consciente do que tem a sua volta”, refere.

Com assinatura de Tamara Alves, as obras de arte contemporânea envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino e em toda a sua herança de ecossistema único, preservado e para respeitar. Ao longo do ano, exposições temporárias reforçam a mensagem de pacto sustentável, presente em todo o hotel.

O foco na sustentabilidade posiciona The Editory by The Sea como embaixador do combate ao desperdício, da redução dos consumos energéticos, passando pela alteração de procedimentos para melhores certificações energéticas. Destaca-se a aposta numa maior integração da economia circular e em pequenas acções diárias que, em articulação com cada Cliente, influenciam consciências e atitudes que contribuem para um projecto conjunto de protecção ambiental.

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Alojamento local: propriedades em Portugal com 90% de ocupação no mês de Julho

Durante o período em análise Portugal representou um terço das mais de 16 mil reservas realizadas nas mais de 30 cidades onde a GuestReady tem actividade. Agosto deverá ser ainda melhor

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O mês de julho registou uma taxa de ocupação de 90% em propriedades de alojamento local em Portugal, uma taxa 25% mais elevada do que em Julho de 2019, anuncia a GuestReady, empresa de gestão de propriedades de aluguer de férias de curta e média duração.

“O alojamento local está a viver um período de grande procura. A nossa taxa de ocupação em Portugal é superior à nossa média global. No nosso país temos recebido principalmente hóspedes estrangeiros, mas também continuamos a receber muitos portugueses”, afirma Rui Silva, managing director da GuestReady em Portugal e em Espanha.

Presente em mais de trinta cidades em dois continentes, a GuestReady apresentou agora resultados mais positivos do que no período pré-pandemia não só a nível local como globalmente, tendo a taxa de ocupação global registado também um crescimento de 25%, em comparação ao mesmo mês de 2019.

“Estes números mostram como o turismo está a consolidar a sua recuperação pós-pandemia no mundo todo, incluindo Portugal,” explica Rui Silva, acrescentando que Portugal representou um terço das mais de 16 mil reservas geridas pela GuestReady durante o mês de Julho em todos os mercados onde a empresa está presente (Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos e, ainda, Espanha).

A GuestReady entrou em Portugal em finais de 2018 e gere actualmente mais de mil propriedades em todo o país, a maioria na zona norte. A empresa ressalva que o período de maior crescimento da carteira foi durante a pandemia. Entre Julho de 2019 e Julho de 2022 a GuestReady reportou um crescimento de 350% do seu portefólio no mercado português.

Globalmente, a GuestReady gere hoje quase 4.000 propriedades nas mais de 30 cidades onde está presente, tendo actualmente uma taxa de ocupação média anual de cerca de 80%.

“O nosso serviço completo – da reserva à entrega das chaves ao hóspede – tem permitido conquistar a confiança de proprietários e visitantes”, explica Rui Silva. De acordo com o responsável, a empresa está confiante que Agosto irá exceder todas as expectativas e terá uma taxa de ocupação ainda superior a Julho”.

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Cerro Mouro: Um eco resort entre o Alentejo e o Algarve

O novo empreendimento compreende 24 habitações de luxo e deverá estar concluído até ao final de 2024. O projecto imobiliário localizado entre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e a Costa Vicentina está orientado para a sustentabilidade ambiental

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Aninhado na fronteira do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, entre a aldeia de Barão de São João e Lagos, o empreendimento Cerro Mouro contará com 24 habitações – entre moradias, townhouses e apartamentos – mergulhadas na natureza e pensadas para o mais genuíno conceito de slow living.

O promotor e construtor do empreendimento é a empresa CO Cerro Mouro, que concebe, constrói e promove projectos imobiliários, para além de facultar serviços de gestão de propriedades, nomeadamente gestão de arrendamento, para potenciar o retorno do investimento em segundas residências.

“Este empreendimento surgiu de uma paixão, minha e da minha família, por este lugar: um espaço afastado de tudo, onde o campo se encontra com o mar e as quatro estações do ano são vividas intensamente. Onde se pode relaxar, ser activo, criativo, trabalhar sozinho, cooperar ou simplesmente passar os dias junto ao oceano e celebrar. Cerro Mouro é esse lugar inspirador e aqui pode-se trabalhar, viver, relaxar, explorar ou simplesmente fazer uma pausa e desconectar de tudo, ao mesmo tempo que se investe num promissor projecto de habitação ecológica, com um retorno de investimento garantido, no qual todos os serviços de gestão do imóvel estão cobertos”, sustenta Dave Hemminga, fundador da CO Cerro Mouro.

O projecto imobiliário assenta num conceito construtivo totalmente orientado para a sustentabilidade ambiental. Assim, a construção do empreendimento integra, o máximo possível, o recurso a materiais ecológicos com origem ou proximidade na região, como estruturas de madeira e sistemas de isolamento produzidos localmente, que permitem aumentar o conforto térmico em qualquer das estações do ano. O objectivo é criar habitações com elevados níveis de eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Até ao final de 2024, estima-se que esteja terminada a construção das 24 habitações ecológicas de luxo do Cerro Mouro. Ao todo, são nove moradias independentes, nove townhouses de dois pisos e seis apartamentos, aos quais se juntam mais seis espaços semicomerciais e estúdios.  O edificado do empreendimento divide-se em quatro zonas, cada uma pensada para integrar as diferentes tipologias de habitação.  Entre os espaços comuns, destacam-se um parque natural de diversão para crianças, um amplo lago, hortas comunitárias, floresta e pomares.

Na zona A, situam-se as nove moradias V4, com valores a partir dos 612 000 €. A área bruta de construção de cada habitação é de 185 m2, enquanto a área média do lote de terreno ronda os 628 m2 e os jardins, virados a sudoeste, podem ter até 468 m2.  Nas zonas B e C, ficam as townhouses de tipologia T2 +1, com valores a partir de 439.000 €. A área bruta de construção totaliza os146 m2, a área média do lote é de 303 m2 e os jardins chegam aos 173 m2. Na zona D, ficam os apartamentos de tipologia T2, no 1º piso, com uma área bruta de construção de 102 m2 e amplos terraços virados a sul.

Para a comercialização deste empreendimento, a CO Cerro Mouro realizou uma parceria exclusiva com a rede Century 21 Portugal.

“Este projecto é muito peculiar para nós, tendo em conta que estamos envolvidos nele desde o início, com a venda do terreno à CO Cerro Mouro. Desde aí, fomos contribuindo com o nosso conhecimento especializado deste mercado, para ajudar o promotor a identificar o tipo de projecto imobiliário que faria mais sentido, nesta zona”, refere Paulo Silva, broker do Grupo Century 21 Realty Art.

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Alentejo: “A Ordem está agora mais próxima dos problemas locais”

A presidente da recém-criada Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos fala dos desafios daquele organismo num território que, estando longe de ser pobre, é disperso e obriga a uma maior ‘unidade’ entre os profissionais. Cláudia Gaspar adianta ainda que o PRR não será tábua de salvação na região mas, qualquer que seja o caminho, os arquitectos querem fazer parte do processo de encomenda

Ricardo Batista

“Os princípios da Ordem mantêm-se, com as preocupações naturais da arquitectura e do momento, e de um modo transversal. A Ordem continua a ser uma, mas está agora mais próxima das entidades locais, da sociedade, mais próxima dos problemas locais”.

Dois anos depois de tomar posse como a primeira presidente do Conselho Directivo do Alentejo da Ordem dos Arquitectos, Cláudia Gaspar traça um balanço positivo da nova organização daquele organismo, sublinhando que entre as prioridades da nova secção esteve sempre “o reconhecimento das mais valias existentes localmente, dos saberes locais”.

“Estamos hoje mais próximos das dificuldades que os arquitectos têm na sua prática quotidiana, sejam os que trabalham na Administração publica, os que trabalham nos seus gabinetes privados ou os que são trabalhadores independentes, uma grande maioria da realidade do Alentejo”, salienta Cláudia Gaspar, à margem de um painel dedicado ao Território e que reuniu, no Archi Summit, os presidentes de algumas das novas secções regionais da Ordem dos Arquitectos.

Para a responsável pela estrutura do Alentejo, naquela região, extensa, os arquitectos têm a particularidade de trabalhar num território disperso, de forma dispersa e muitas vezes de costas voltadas uns para os outros.

“Uma das nossas premissas tem sido conseguir colocar os arquitectos a dialogar entre eles mas, acima de tudo, fazer a ponte entre a arquitectura e a sociedade, com uma série de actividades de divulgação da arquitectura, conferências, mesas redondas”, assegura, sublinhando que têm sido iniciativas “muito bem acolhidas”. Cláudia Gaspar destaca, essencialmente, o trabalho institucional que tem sido feito junto das 47 autarquias e das quatro comunidades inter municipais, trabalho que “tem sido um trabalho longo e será extenso, num ano particularmente difícil em que temos o PRR e as câmaras numa logica de contra relógio para conseguir alguns fundos no âmbito do Programa para, sobretudo habitação”.

“Queremos ser intervenientes do processo de encomenda e da contratação publica de arquitectos para um melhor ambiente construído, para uma melhor arquitectura e, com isso, para uma melhoria da qualidade de vida no Alentejo”, acrescenta ao CONSTRUIR a presidente da secção regional do Alentejo dos Arquitectos. “Estamos numa região em que boa parte dos municípios nunca reuniu com a Ordem dos Arquitectos, que começa agora a ser notada. E esse tem, também, de ser o nosso papel”, garante Cláudia Gaspar.

Território “riquíssimo”
Remetendo para uma imagem pré-concebida do Alentejo como território pobre, a arquitecta logo contraria essa ideia, assumindo que estamos a falar de um território “riquíssimo”. “E tem dificuldades como todos têm”, acrescenta. No entender de Cláudia Gaspar, “o Alentejo sofre, desde logo, com a diferenciação entre o que é o rural e o urbano. Temos um território com uma grande área de propriedade rural mas não é de todo pobre. A questão da paisagem, e entenda-se a paisagem cultural, urbana e rural, é altamente dinâmica. Não é agora, que existem fundos e que tanto se fala no famoso PRR, com fundos que chegam de forma transversal a todo o País, que o Alentejo vai dar o salto no seu desenvolvimento”, garante a arquitecta, que assegura que o Alentejo já está em franco desenvolvimento há muito tempo. “O Pólo tecnológico de Sines é apenas um exemplo dessa atractividade”, garante, sublinhando que os arquitectos já estão no terreno a acompanhar essas dinâmicas. Há, no entanto, desafios. Cláudia Gaspar salienta que “o Planeamento no Alentejo nem sempre é feito a pensar no longo prazo ou num ordenamento de território sustentável mas sim, muitas vezes, a pensar no benefício rápido”.

Não sendo uma prioridade, a representante dos arquitectos no Alentejo alerta para um fenómeno crescente que importa ser olhado com atenção e que merece a melhor resposta. Há, em virtude da aposta numa agricultura intensiva, um aumento considerável de população – essencialmente proveniente de países asiáticos – para trabalhar nas estufas, fenómeno que obriga a uma resposta habitacional que hoje ainda não existe. “O papel da Ordem é, mais uma vez, articular todos os agentes, colocar a sociedade em contacto com a arquitectura e desmistificar a ideia de que a arquitectura é uma disciplina para as elites”, conclui.

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Ricardo Batista

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