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Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

Cidália Lopes
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Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

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João Duarte, director executivo da APEB

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa definidas em Paris. Porém, a decisão representa um revés importante: com o fim da energia a partir do carvão, termina a disponibilidade de cinzas volantes e a indústria do betão pronto perde este resíduo para o seu processo produtivo.

O acordo de Paris, celebrado no seio da ONU, em 12 de dezembro de 2015, visa alcançar a descarbonização das economias mundiais e limitar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C até 2050. Para atingir as metas aprovadas é necessário adotar medidas, tais como aumentar o investimento em energias renováveis e acabar com a produção de energia com base no carvão.

As cinzas volantes foram consideradas durante muito tempo como um resíduo industrial das centrais termoelétricas à base de carvão. A sua valorização só se verificou na última década do século XX enquanto material constituinte do betão. Desde então, a incorporação de cinzas volantes no betão tornou-se essencial para melhorar a durabilidade das estruturas de betão armado sob determinadas ações ambientais, nomeadamente os ambientes com cloretos, que atacam as armaduras, ou com compostos químicos que atacam o betão. A incorporação de cinzas volantes permite ainda reduzir o calor de hidratação do betão, fundamental em obras com grandes volumes de betão, tais como as barragens.

A utilização das cinzas volantes em Portugal, como adição do betão, está atualmente regulada pela especificação E 464 do LNEC. Esta especificação permite combinar as cinzas volantes com um cimento tipo CEM I ou CEM II/A para constituir o ligante. O resultado prático é a substituição de parte do cimento pelas cinzas volantes. Adicionalmente, para as classes de exposição ambiental XS (ataque por cloretos com origem no mar), XD (ataque por cloretos de outras origens) ou XA (ataque químico), a especificação E 464 permite reduzir a dosagem mínima de ligante.

Classes de exposiçãoSem cinzas volantesCom cinzas volantesMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaAtaque por cloretosXS1, XD1,

XS2 e XD2

360 kg/m3C40/50320 kg/m3C30/37XS3 e XD3380 kg/m3C50/60340 kg/m3C35/45Ataque químicoXA1340 kg/m3C35/45320 kg/m3C30/37XA2360 kg/m3C40/50340 kg/m3C35/45XA3380 kg/m3C40/50360 kg/m3C35/45

Nota: Prescrições da Especificação E 464 para estruturas com uma vida útil de 50 anos.

Com o fim das cinzas volantes o setor do betão pronto vai mudar uma vez que não há atualmente um produto substituto para as cinzas volantes. Por isso, o betão vai ter de ser fabricado apenas com um dos tipos de cimentos disponíveis: CEM I ou CEM II/A. Isso vai refletir-se num aumento do custo de fabrico do betão, uma vez que o ligante passa a ser constituído apenas pelo cimento e é necessária uma maior quantidade.

As empresas de betão pronto e os seus clientes vão ter de se habituar a dar mais relevância à classe de exposição ambiental do que à classe de resistência do betão. Contudo, o impacto mais importante é para os projetistas de betão armado. Ao considerar uma classe de resistência superior no dimensionamento estrutural, o projetista assegura não só a estabilidade e a durabilidade, como também a economia da estrutura de betão armado.

O que fazer enquanto os novos projetos não aparecem?

Atualmente, já se sente a carência das cinzas volantes no mercado. Neste ano, Portugal registou um período recorde de 19 dias consecutivos sem energia produzida a partir do carvão. Só a central termoelétrica de Sines esteve parada 33 dias consecutivos. Em termos ambientais, é muito bom. Contudo, reflete-se diretamente na (in)disponibilidade de cinzas volantes para o betão.

Nos dias em que não há cinzas volantes no mercado, há determinados betões que as empresas de betão pronto deixam de poder fabricar, principalmente nas obras em que a estrutura vai estar sujeita ao ataque por cloretos ou ao ataque químico. Isto porque as estruturas que agora estão em execução foram, na sua maioria, projetadas há já algum tempo, num momento em que ainda não se sentia a falta das cinzas volantes. Por esta razão, o dimensionamento partiu de uma classe de resistência mais baixa.

Vejamos o exemplo de um edifício em construção na orla costeira. A estrutura vai estar sujeita a um ambiente em que o ar contém sais marinhos, o que corresponde à classe de exposição XS1. A classe de resistência especificada para o betão é C30/37, o que é apenas possível caso o betão incorpore cinzas volantes. Uma vez iniciada, a obra não pode parar por causa da falta de cinzas volantes. Porém, para que os trabalhos prossigam, é necessário utilizar um betão fabricado só com cimento e com uma classe de resistência superior – C40/50 – para garantir a durabilidade pretendida para a estrutura. Contudo, como o projeto não teve em conta o incremento na resistência do betão, perde-se o potencial ganho económico.

As empresas de betão pronto não podem garantir o fornecimento de betão com cinzas volantes quando não têm controlo sobre a disponibilidade de cinzas volantes no mercado. No entanto, podem encontrar soluções para que as obras possam continuar. As empresas de betão pronto têm capacidade para entregar betão sem cinzas volantes que garante a estabilidade e a durabilidade das obras, qualquer que seja a classe de exposição ambiental aplicável. Contudo, a opção por continuar ou parar com a obra permanece na empresa de construção.

 

NOTA: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo

Sobre o autorCidália Lopes

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Antigo projecto Metropolis muda de nome e arranca em Setembro

Campo Novo é o novo nome do projecto da Norfin que vai nascer junto ao Estádio do Sporting e que, além dos mais de 200 apartamentos previstos, irá “criar uma centralidade de lazer, retalho e conveniência naquela zona de Lisboa”

Cidália Lopes

Um dos projectos mais esperados dos últimos anos para a capital lisboeta, o Metropolis, junto ao Estádio do Sporting, no Campo Grande, em Lisboa, vai finalmente avançar. Mas as alterações começam desde logo pelo nome, já que o projecto passa a chamar-se Campo Novo, ao qual também se associa algumas alterações “significativas” ao projecto inicial.

As primeiras movimentações no local para preparação do terreno já tiveram inicio desde o final de 2021, mas o lançamento do projecto está previsto para 13 de Setembro.

Com um plano inicial traçado em conjunto pelo atelier holandês T + T e o atelier CPU, e arquitectura da ARX. Escritórios, comércio e mais de 200 apartamentos, num total de cerca de 80 mil m² que vai criar uma nova centralidade em Lisboa no topo do Campo Grande foi adquirido e gerido pela Norfin para um investidor internacional desde 2019 e desde então tem estado a ser repensado. Embora assente na “mesma logica urbanística” do inicial, como afirmou, em entrevista ao Idealista, Francisco Sottomayor, CEO da Norfin, o actual projecto apresenta-se com “uma roupagem de arquitectura completamente diferente”.

“Este projecto tem uma componente muito grande de espaço público, de retalho ao ar livre. Vamos criar uma centralidade de lazer, retalho e conveniência que aquela zona de Lisboa não tem”, adiantou.

À data da aquisição do projecto Metropolis à Multi Corporation, em Janeiro de 2022, a Norfin anunciou a intenção de investir mais de 200 milhões de euros “numa nova centralidade” de Lisboa, contudo, este montante não foi confirmado por Francisco Sottomayor, confirmando que se tratam de “umas centenas de milhões de euros, investidos por um investidor internacional”.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Cushman & Wakefield transforma escritório da Grünenthal

A intervenção, levada a cabo pela equipa de Gestão de Projecto da consultora, ocorreu numa área de 1800 m2, em que “foram conjugadas cores e materiais, bem como pensados espaços de trabalho confortáveis, para criar um ambiente moderno, estimulante e agradável”

CONSTRUIR

A farmacêutica alemã Grünenthal, presente em Portugal desde 1955, remodelou os seus novos escritórios no nosso Páis, para o tornar “mais amigo do ambiente e moderno” e para esse efeito escolheu como parceiro a consultora Cushman & Wakefield. O projecto terminou recentemente, com a entrega oficial do espaço na semana passada.

A intervenção ocorreu numa área de 1800 m2, em que foram conjugadas cores e materiais, bem como pensados espaços de trabalho confortáveis, para criar um ambiente moderno, estimulante e agradável, destinado a uma equipa multicultural – tendo esta condição desempenhado um papel fundamental na materialização de uma atmosfera corporativa, mas, também, flexível.

De acordo com Ricardo Passarinho, da equipa de Gestão de Projecto da Cushman & Wakefield Portugal, “o principal foco do projecto passou por modernizar e adaptar os escritórios à realidade actual da empresa, sem descurar a sustentabilidade com a introdução de biodiversidade e imagem corporativa”, acrescentando, ainda, que, no interior do escritório, “foram idealizadas diferentes soluções práticas e estruturadas, proporcionando ambientes personalizados às várias necessidades do cliente”.

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‘Together’ em Lisboa

Lisboa recebe, no próximo mês de Novembro, o 15º World Architecture Festival. Uma edição que traz a concurso e destaca mais de quatro centenas dos projectos de arquitectura. Destes, quatro são em Portugal e outros tantos têm a assinatura de arquitectos portugueses

O World Architecture Festival 2022 está agendado para 30 de Novembro a 2 de Dezembro e terá como palco Lisboa. Este é a segunda vez a capital portuguesa está designada para receber aquele que é considerado um dos maiores eventos internacionais, anuais, da arquitectura.

Em 2021 a pandemia trocou, uma vez mais, os planos e o evento acabou por ser digital, tal como já tinha acontecido em 2020.  Por isso o tema desta edição de 2022, “Together”, tem um duplo sentido.

Em meados de Julho a organização anunciou a sua shortlist que inclui cerca de 420 projectos, aos prémios WAF e Inside. Prémios que reúnem os projectos de arquitectura mais inovadores e surpreendentes. Mas este leque de projectos, que poderão ser vistos e discutidos em Lisboa no final deste ano, assumem, também, algumas das maiores mudanças que a sociedade enfrenta, como a maior preocupação com a sustentabilidade e a ligação com a natureza.

Em 2021 o projecto de um hotel e adega de Tabuaço, do atelier Sérgio Rebelo, venceu então o prémio do WAF na categoria de projectos de lazer, tornando-se candidato a “edifício do ano”. Para esta edição encontramos vários arquitectos e gabinetes portugueses entre os finalistas ao prémio WAF 2022.

Shortlist do WAF com projectos portugueses  

Entre os 420 projectos escolhidos pelo júri do World Architecture Festival, de entre as várias centenas de projectos oriundos de mais de 50 países, cinco são em Portugal. Os projectos distribuem-se por três grandes categorias, Completed Buildings, Future Projects e Landscape, e, depois, por mais de uma dezena de subcategorias.

Nova sede Grupo Ageas Portugal

A nova sede da seguradora Ageas Portugal, desenhado pelo arquitecto Eduardo Capinha Lopes para o Martinhal Group, está localizada no Parque das Nações, em Lisboa, e concorre na categoria de edifício de escritórios. O projecto desenvolve-se em 17.400 m2, distribuído por 12 pisos. A sua fachada, através dos seus volumes permite um jogo constante de sombras. Mais do que um escritório, o edifício foi pensado para albergar uma comunidade de trabalho, um conceito que a pandemia veio reforçar. Distingue-se também pela inovação tecnológica e pela preocupação ambiental, consubstanciada na certificação BREEAM.

Também nesta subcategoria concorre o “Porto Office Park”, do atelier Broadway Malyan. Localizado na zona da Boavista o empreendimento é composto por dois edifícios, cada um com 15.544 m² distribuídos por 9 pisos acima do solo, e áreas amplas por piso de 1.850 m². Entre as suas valências contam-se restaurante, ginásio e três campos de padel, que se desenvolvem em três edifícios de pequenas dimensões, além de um auditório de 150 lugares e cafetarias nos dois edifícios principais. As duas torres são revestidas a vidro e lâminas de alumínio com sistema de sombreamento.

Este atelier integra ainda a shortlist com a Yoo Forest House (subcategoria House and Villa (Rural/Coastal), um projecto idealizado e construído para um cliente privado e localizado na cidade de Lechlade-on-Thames, no Reino Unido.

Na categoria “Completed Building” encontramos também a “Flores House”, do gabinete de arquitectura Ventura+ Partners (subcategoria House & Villa Urban/Suburban)). Uma vivenda familiar na aldeia de São Félix da Marinha, em Vila Nova de Gaia. Um projecto que se destaca pelo seu “programa habitacional simples para uma moradia de três quartos, de áreas amplas, fluídas”, que teve como ponto de partida uma “volumetria que se desconstrói e se adapta a elementos pré-existentes no terreno – os sobreiros”. Salvaguardar as árvores era “mandatório” e assim o edifício, de apenas um piso, se foi desenhando. Dois elementos são contantes, o primeiro, a luz natural que através de generosos vãos, pátio e clarabóias, beneficia todas as divisões, e a pala, de contornos angulares que unifica espaços e reúne alinhamentos.

Projectos futuros

Com assinatura do atelier de arquitectura MJARC, fundado por Maria João Andrade e Ricardo Cordeiro, o projecto do “Hotel Vinyard”, localizado no Douro, concorre entre os “Future Project” (subcategoria Leisure Led Development).

Esta futura unidade hoteleira enquadrada no Vale do Douro pretende combinar a experiência rural de produção de vinho com as comodidades de destino de lazer. Para além dos quartos com vista sobre a vinha e o vale o seu programa contempla restaurantes, SPA, ginásio e piscina exterior, para além de uma adega onde será possível vivenciar pate do processo vinícola.

A sua inserção tira partido do local e das suas fontes de energia renováveis, geotérmica e solar.

Mas a preocupação com a eficiência reflecte-se no uso da água. A água da chuva é filtrada e utilizada para as necessidades de águas cinzentas do edifício, 100% da água negra será posteriormente tratada por uma estação de tratamento de águas residuais.

Nesta categoria foram também seleccionados dois projectos concebidos pelo gabinete de arquitectura de Tiago Sá, o “Gardabaer Kindergarten”, um jardim de infância projectado para a Islândia. E na vertente Civic um parque comunitário, em Leiðarhöfði, ambos na Islândia. Apesar de programas distintos ambos os projectos têm em comum o facto de tirarem partido da natureza que os circunscreve, de privilegiarem materiais sustentáveis e locais e de terem uma capacidade de se adaptarem e crescerem com a comunidade que servem.

Ainda nesta categoria encontramos o projecto para o complexo do Hospital Universitário da Corunha, em Espanha, concebido pelo atelier ARC, em conjunto com a Abalo, Intecsa + GIS, e, na vertente cultural o projecto Wonderlab: The Bramall Gallery at the National Railway Museum, York, do atelier De Matos Ryan, da dupla José Esteves De Matos e Angus Morrogh-Ryan.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Casa da Arquitectura: “The Reasons Offsite” e a arquitectura modular e pré-fabricada

Com curadoria e projecto expositivo do estúdio Summary, a exposição, “The Reasons Offsite” debruça-se sobre sistemas construtivos modulares e pré-fabricados. Patente na Casa da Arquitectura até 25 de Setembro

CONSTRUIR

“The Reasons Offsite” oferece uma experiência imersiva através da realidade virtual. Trata-se de uma exposição sobre arquitectura modular e pré-fabricada que esteve patente na Salt Gallery do Boston Society of Architects (EUA, Março de 2019), na Neufert Box Weimar, integrando o programa oficial do Centenário da Bauhaus (Alemanha, Setembro de 2019), e no KÉK – Contemporary Architecture Centre Budapest (Hungria, Outubro de 2019), está agora em exposição na Galeria da casa da Arquitectura, no Porto, até 25 de Setembro.

Com curadoria e projecto expositivo do estúdio Summary, a exposição virtual/imaterial “The Reasons Offsite” debruça-se sobre sistemas construtivos modulares e pré-fabricados, desde o século XVII até à contemporaneidade, através de uma visão crítica e prospectiva e conta com as participações de Pedro Ignacio Alonso & Hugo Palmarola, Jorge Christie & Martín Alvarez, Pablo Jimenez-Moreno e Yona Friedman.

“The Reasons Offsite” apresenta 25 edifícios ou sistemas construtivos que tenham desempenhado o papel de percursores no campo da construção pré-fabricada e modular, incluindo neste grupo projectos anónimos, mas também obras de autores mundialmente conhecidos como Jean Prouvé, Buckminster Fuller, Shigeru Ban ou MVRDV.

Em formato virtual, a exposição dá-se a conhecer através de imagens, textos e maquetas. Através dos Oculus Rift Kit, os visitantes são transportados para um espaço virtual de 20x20m, onde podem percorrer a exposição, seleccionar de forma interactiva os conteúdos que pretendem observar e até manusear as maquetas expostas para conseguirem analisá-las de todos os ângulos. Trata-se, portanto, de uma exposição essencialmente imaterial, que não implica o transporte e a instalação e grandes objectos, e que, por conseguinte, não produz lixos ou resíduos após as sucessivas montagens e desmontagens. Este aspeto contribui ainda para a flexibilidade deste projecto, que pode ser exibido em locais com diferentes dimensões ou configurações.

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A digitalização na construção não é o futuro… é o presente

A indústria da construção portuguesa terá em breve uma primeira família de normas BIM traduzida para a contexto nacional este será um passo importante para acelerar a digitalização e industrialização do sector

Os últimos dois anos mudaram a forma como nos relacionamos, como trabalhamos ou prestamos serviços e nem a construção escapou a essa revolução e ainda bem. Vários dados apontam para que o crescimento anual da produtividade do sector nos últimos 20 anos tenha sido apenas um terço da média total da economia. A digitalização do sector é a mais baixa do que em quase todas as outras indústrias. E este é um desafio premente que o sector tem que enfrentar de forma a poder acelerar a sua industrialização, inovação e sustentabilidade. Mas este não é um desafio que se irá colocar no futuro, antes pelo contrário é algo que já está em atraso e que o sector tem hoje que enfrentar. Afinal, a revolução do sector já está em marcha. Em Portugal o Built CoLAB, o laboratório colaborativo para a digitalização da construção, está a liderar esta revolução. O Laboratório foi criado para aproximar a indústria dos centros de investigação e das universidades e tem focado o seu trabalho na transição digital e na transição verde – a Twin Transition – ou seja, na necessidade de acelerar a digitalização e sensibilizar a indústria para a sustentabilidade.

Um dos projectos em curso no Built CoLAB é o processo de tradução de normas internacionais BIM para Portugal. A normalização é um dos “pilares dos processos de implementação do BIM e uma chave para melhorar a colaboração entre todos os actores da indústria”. Nesse âmbito, o laboratório assumiu o papel de Organismos de Normalização Sectorial, sendo a entidade que coordena a Comissão Técnica de Normalização BIM 197, a CT 197, a qual inclui dezenas de outros intervenientes, entre universidades e indústria.

“A CT 197 tem aqui um trabalho de normalização que é desafiante porque a nível europeu nos últimos anos foram produzidas dezenas de normas. Estamos a falar de normas BIM e não só o âmbito do trabalho desta comissão é mais amplo”, afirma António Aguiar Costa Director de Investigação, desenvolvimento e Inovação Built CoLAB.

Se é verdade que a digitalização e inovação da indústria levou à adoptação de novas tecnologias e softwares, de que o BIM é o exemplo mais comum, também é verdade que criou novos desafios “Como é que organizo os dados? Como é que se transmitem esses dados de forma que os outros percebam? Como é que se gere a qualidade desses dados ou dessa informação? Ou do lado da entidade contratante, como é que eu contrato essa informação? Porque de repente não tenho só um projecto ou só uma obra eu tenho isso e mais um modelo digital de informação que vai crescendo ao longo do ciclo de vida do empreendimento”, explica o director de investigação, desenvolvimento e inovação do Built CoLAB.

A normalização do sector é a chave para descodificar e facilitar todo este ‘novo mundo’. “A nível internacional há várias normas, mas uma das mais relevantes é a EN ISO 19 650, que tem várias partes e que foi assumida como norma europeia e é essa família de normas que temos estado a traduzir para Portugal”, sublinha António Aguiar Costa. As normas estão traduzidas e aguardam pela publicação pelo Instituto Português de Qualidade, o que poderá acontecer já no próximo mês de Setembro.

“A norma NP EN ISO 19 650 será um referencial que no fundo vem mudar o paradigma.  A adopção da norma, que é um processo voluntário, vem facilitar o processo de gestão da informação pela utilização de standards e guide lines para gerir o fluxo de informação que os novos softwares criaram. No fundo diz-nos como é que vamos comunicar e que informação partilhamos online e que obriga também a ter um ambiente comum de dados para aquele projecto ou para aquele empreendimento”, refere António Aguiar Costa.

Portugal só agora está a dar passos na introdução deste referencial, mas a nível internacional há países, entre eles o Reino Unido, a condicionar o acesso a concursos a entidades que já o adoptem.

Mas o processo de normalização de dados para produtos de construção é em si um desafio, á que é preciso definir o que é informação relevante “não gráfica” e que essa nomenclatura seja entidade por todos e “partilhável”. “A definição destas informações de uma forma normalizada pode ser realizada através da utilização de Modelos de Dados de Produtos ou  Product Data Templates”.

Paralelamente à tradução da família de normas BIM a comissão CT197 está a desenvolver dois outros projectos de investigação o SECCLASS e o [email protected]

O primeiro introduz um Sistema de Classificação de Informações sobre Construção. Este sistema será orientado para a metodologia BIM e servirá não só a componente de sustentabilidade, mas também os restantes usos BIM, como a gestão do processo BIM, quantificação, compatibilização de especialidades ou planeamento de obra. “Este sistema vai ser usado por profissionais de projecto, construção e responsáveis pela gestão e manutenção de edifícios. Permitirá unificar a terminologia a todas as escalas, facilitando a comunicação, selecção de materiais e componentes, bem como uma avaliação precisa dos impactos dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida”.

Já o [email protected] é um projecto com um financiamento de 8 milhões de euros que envolve mais de 20 entidades, entre universidades e indústria, cujo trabalho de I&D está orientado para o desenvolvimento de ferramentas digitais que facilitarão a introdução do conceito de Digital Twin na indústria de construção. Uma dessas ferramentas é a criação de uma “biblioteca” de objectos BIM. “Uma espécie de plataforma online disponível para que a indústria possa ter o seu objecto de BIM e que arquitectos e projectistas possam usar nos seus projectos”, simplifica António Aguiar Costa.

Um sector a várias velocidades

Quão envolvida está a indústria em Portugal nesta revolução? E quão preparada está para passar de 2.0 a 4.0, em menos do nada? Num país onde as pequenas e médias empresas ainda são a maioria, estas não são questões fáceis de responder. “Acredito que há aqui dois movimentos: há empresas PME, que serão a maioria, que estarão mais alheadas do investimento em tecnologia e inovação, mas há outras que nasceram neste meio e que hoje em dia fazem consultoria BIM, pré construção virtual e noto que essas empresas estão envolvidas em projectos de investimento estrangeiro associado ao sector imobiliário”, arrisca o especialista.

A “obrigatoriedade” de adopção do BIM pode ser um caminho para acelerar o processo de transformação, mas por enquanto “o Governo não quer assumir essa responsabilidade. Contudo, o que acontece é que cria desequilíbrios porque há entidades que têm força e capacidade de investimento para mudar e há outras não e ninguém se responsabiliza por estes que não têm capacidade para fazer a mudança. Uma grande parte das PME não está dentro do processo sequer, e a obrigatoriedade levava a que houvesse um movimento para criar as bases desta mudança, que tem que ser faseada, progressiva e adaptada ao contexto”, defende António Aguiar Costa.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Reserva Idiluz: Novo projecto elimina lotes e reconfigura traçado

Depois de uma Avaliação de Impacte Ambiental não favorável, encerrada no ano passado, a Reserva Idiluz, dos promotores Stone Capital, entra novamente em apreciação já com as alterações ao projecto inicial. Menos área de implantação possibilitaram a reconfiguração do projecto e até a extensão da unidade hoteleira prevista. Em consulta pública até 24 de Agosto

Cidália Lopes

Localizado na Aldeia do Meco, em Sesimbra, a Stone Capital tem previsto desenvolver um empreendimento turístico. A Reserva Idiluz, considerada pelo promotor “um projecto inovador e ecológico”, encontra-se novamente em processo de consulta pública para Avaliação de Impacte Ambiental na CCDR – LVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo). O projecto inicial esteve em consulta pública no ano passado, não tendo obtido resposta favorável por parte daquela entidade para avançar por “desrespeitar inúmeras condicionantes do PDM de Sesimbra”. O novo período de consulta está disponível até 24 de Agosto.

Menos lotes e alteração de traçado

O projecto reformulado contém diversas alterações com vista a responder à necessidade de preservar os habitats prioritários ali existentes. Neste sentido, foram eliminados os edifícios administrativos próximos da entrada Sul para reduzir a área de implantação, minimizar o movimento de terras e redistribuir o programa hoteleiro, foram eliminadas as bolsas de estacionamento previstas, de forma “a salvaguardar a comunidade de thymus villosus presente no local”, e, em contrapartida, foi proposto a utilização de buggies dentro da propriedade e bolsas de estacionamento para carregamento de veículos elétricos “como alternativa de mobilidade menos impactante”.

A maior alteração proposta vai, ainda, incidir na área de implantação com a eliminação de 10 lotes e que irá, também, contribuir para “reduzir a intervenção, diminuir o impacte do projecto e salvaguardar habitats prioritários em bom estado de conservação”. Como consequência desta opção foi, também, necessário, reconfigurar os restantes lotes que irão manter-se, “de forma a compatibilizar a implantação dos mesmos com o objectivo da salvaguarda das manchas de habitats a conservar e valorizar”.

Com o mesmo objectivo, procedeu-se à alteração ao traçado na Rua F e que, desta forma, irá possibilitar a sua adaptação à nova configuração dos lotes e, por conseguinte, à reconfiguração do lote do futuro hotel, que “irá ganhar uma maior área e permitir uma implantação mais integrada no terreno”.

A alteração ao projecto da Reserva Idiluz prevê, ainda, a alteração do traçado do trilho da praia das Bicas, no troço compreendido entre a entrada pedonal e o trilho das lagoas e adaptação do desenho das lagoas e passadiços associados, com a eliminação da Lagoa, a nascente do Health Center, substituindo-a por uma piscina biológica. A nova proposta prevê, ainda, a alteração e eliminação de diversos traços e a alteração do caminho de apoio ao sector agrícola.

Com uma vertente de agricultura biológica, também esta teve alteração com a eliminação das estufas associadas à ruína e reorganização do programa de edifícios de apoio agrícola para menos 180 m2. Em vez dos quatro edifícios da versão anterior, o programa passa a organizar-se em dois – armazém e estabulo.

De acordo com o projecto agora em análise, a promotora espera que a Reserva Idiluz “contribua e potencie economicamente a paisagem natural e rural”. A arquitectura tem a assinatura da PMC arquitectos, a consultoria de engenharia da Nichos Urbanos e o paisagismo é da Topiaris.

Projecto inicial “com grandes impactes ambientais”

Além de se situar em plena Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional, Domínio Público Hídrico, o projecto encontra-se em solo classificado como agrícola, que integra, também, a Zona Especial de Conservação Arrábida / Espichel da Rede Natura 2000.

De uma forma geral, o Idiluz foi considerado de “grande escala” sobre a faixa costeira e a mata de Sesimbra, o que culminaria num projecto “com grandes impactes ambientais”, nomeadamente com a construção de habitação de grande volume e de estradas em solo classificado. O relatório da CCDR faz, ainda, referência à construção e habitação e de estradas em domínio hídrico, classificando-o como “completo desrespeito” por este ecossistema, assim como pela intenção de construir “em zonas de perigosidade de incêndio elevada e muito elevada”.

A área de implantação do projecto contava com 83,2 hectares, sendo que o projecto inicial do Idiluz previa ocupar uma área com cerca de 51,2 hectares, com 55 lotes destinados à edificação urbana para uma unidade de hotel – apartamento de quatro estrelas. Além desta, o projecto previa, ainda, um edifício administrativo, celeiro, health center /spa.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Gavinho Properties investe em projecto turístico em bairro icónico de Lisboa

O complexo turístico residencial “Ourique” resulta da reabilitação de um antigo edifício de cariz industrial. Com características de co-living, o projecto irá contar com 22 unidades, num investimento que supera os oito milhões de euros

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A promotora imobiliária portuguesa GAVINHO Properties anunciou o lançamento da construção de um complexo turístico, localizado em Campo de Ourique, um dos bairros mais prestigiados da área metropolitana de Lisboa. O projecto, um prédio de quatro andares com um passado histórico e industrial conta 22 unidades, cada uma com áreas que variam de 39 a 95 m2, e que pretende “unir a memória viva da comunidade local com um estilo de vida genuíno e moderno”. A data de conclusão do projecto está prevista para o fim de 2023, sendo que o investimento total supera os oito milhões de euros.

Assinado pelo próprio estúdio de design de interiores da Gavinho, “Ourique” abraça a ideia de “manter o ambiente de aldeia de outrora com interacção multicultural aberta, um profundo sentimento de apoio comunitário e um ambiente sustentável”.

Cada apartamento de estilo contemporâneo no complexo de co-living “Ourique” incluirá uma espaçosa sala de jantar com sistema audiovisual premium, um quarto com cama queen-size e guarda-roupa embutido, uma cozinha moderna totalmente equipada e uma casa de banho com banheira e chuveiro com pressão.

“Cada apartamento foi projectado para incorporar a vida social e privada, maximizando a luz e o espaço, mantendo as suas características de época. O prédio dá acesso à área de bem-estar social, cozinha gourmet, sala de trabalho, refeitório familiar e parque para bicicletas”, explica Inês Gavinho, directora criativa e sócia do Grupo Gavinho.

Repleto de lojas tradicionais, restaurantes e mercearias, o bairro de Campo de Ourique está densamente povoado, predominante de classe média com forte ênfase em profissões criativas.

“Para os padrões actuais, é provavelmente o bairro mais procurado para habitar e usufruir de um elevado padrão de vida na capital portuguesa”, afirma Inês Gavinho. “Ainda assim, a grande vantagem da residência de “Ourique” é que este bairro ainda não foi descoberto pelo turismo de massas, pelo que ainda se pode passear por este bairro com razoável tranquilidade”, ressalva.

O Grupo Gavinho é um atelier multidisciplinar, que se distingue por projectos emergentes em arquitectura e design de interiores, paisagismo, design de produto e consultoria de arte. Portugal, França, Emirados Árabes Unidos, Angola e Argélia são os países onde o Grupo tem deixado a sua ‘marca’, com destaque para a “personalização, o compromisso com a qualidade e os materiais nobres” de cada projecto.

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Ordem dos Arquitectos do Norte prepara 4ª edição do Seminário Norte 41°

Intitulada “2051: Odisseia dos Espaços. (Eco)Ficções do ambiente construído”, a iniciativa compreende a realização de quatro painéis temáticos, em Póvoa de Varzim, Guimarães, Vila Real e Porto, que se realizarão nos dias 10, 17 e 24 de Setembro e 1 de Outubro de 2022, respectivamente

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A Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte (OASRN) realiza a 4ª edição do Seminário Norte 41°, intitulada “2051: Odisseia dos Espaços. (Eco)Ficções do ambiente construído”. Organizada em articulação com a plataforma Architects Declare, esta iniciativa pretende “abordar noções de sustentabilidade a partir da paisagem construída”.

O seminário compreende a realização de quatro painéis temáticos, em diferentes cidades da área geográfica afecta à OASRN, nomeadamente, Póvoa de Varzim, Guimarães, Vila Real e Porto e que se realizarão nos dias 10, 17 e 24 de Setembro e 1 de Outubro de 2022,  respectivamente. Todas as actividades serão de frequência gratuita, embora com inscrição obrigatória.

Compreendendo os Objectivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, este seminário “promoverá o encontro interdisciplinar para discutir sustentabilidade ambiental, económica, e social, no percurso do ambiente construído”, explica a organização

“Pretende-se lançar o mote para imprimir na consciência colectiva a urgente necessidade de repensar as práticas do sector da construção e instigar uma análise futurológica do European Green Deal, que permita reflectir sobre o território após o cumprimento das metas de 2050. Procura-se deste modo pensar as realidades que poderemos ter em 2051 e os passos que a elas nos conduzirão”, acrescenta a OASRN em comunicado.

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Imobiliário

2ª edição do MBA em Gestão e Mediação Imobiliária com novo horário em pós-laboral

Com início a 19 de Outubro, além do horário normal, a formação ocorre, também, em horário pós-laboral, para que os profissionais do sector possam ter oportunidade de reforçar os seus conhecimentos

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A Escola Superior de Actividades Imobiliárias (ESAI) anunciou a 2ª edição do MBA em Gestão e Mediação Imobiliária, já com data marcada para 19 de Outubro. Nesta nova edição a coordenação decidiu introduzir um novo horário, agora em formato pós-laboral, para que os profissionais do sector imobiliário possam ter oportunidade de reforçar os seus conhecimentos.

A formação apresenta um corpo docente reconhecido no mercado nacional, onde através dos 18 módulos irá abordar diversas áreas de relevo para o mercado imobiliário, ajudando ainda mais à profissionalização do sector.

“A formação na área imobiliária tem sido cada vez mais procurada. É um claro sinal da profissionalização que se tem vindo a verificar no mercado nacional, especialmente por quem já tem um negócio ou uma carreira no sector.  É gratificante perceber que esta formação trouxe resultados imediatos, demonstrando assim a necessidade do sector para uma formação adequada. A ESAI é uma entidade de referência no ensino e na investigação do sector, como se pode comprovar nas inscrições do primeiro MBA que esgotaram rapidamente”, esclarece Bruno Coelho, coordenador do MBA em Gestão e Mediação Imobiliária. “Tendo em conta os diversos pedidos nesse sentido, reestruturamos a segunda edição que irá decorrer em horário pós-laboral, mais proficiente para os nossos alunos e, tendo em conta a qualidade e diversidade do programa, facultado de forma clara por um corpo docente reconhecido, prevemos que seja igualmente um sucesso, com as vagas exequíveis a esgotar de forma célere”, reforça o porta-voz da ESAI.

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Empresas

ISS World Services anuncia abertura de centro tecnológico no Porto

Os primeiros colaboradores começam em Setembro de 2022, sendo que o objectivo é através de um crescimento contante ultrapassar os 100 engenheiros de software até ao final de 2023

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A ISS World Services anunciou a abertura de um novo centro tecnológico no Porto, dedicado ao desenvolvimento de software. O novo centro tecnológico “ISS Tech Portugal” estará totalmente operacional até ao final deste ano e irá complementar os centros tecnológicos já estabelecidos em duas outras importantes localizações – Dinamarca e Polónia.

“O nosso novo centro tecnológico no Porto é um marco importante na nossa transformação digital. Para nos tornarmos o líder tecnológico da nossa indústria, não só estamos a investir em tecnologia de ponta mas também a aumentar a nossa capacidade interna à escala global”, afirmou Markus Sontheimer, group chief information & digital officer.

A dinamarquesa ISS tem como parceira a empresa tecnológica luso-alemã “xelerate.tech”, também sediada no Porto, que fornece soluções à medida no processo de transformação digital, através do setup de equipas de desenvolvimento de software de alta performance em Portugal.

Os primeiros colaboradores começam em Setembro de 2022, sendo que o objectivo é através de um crescimento contante ultrapassar os 100 engenheiros de software altamente qualificados até ao final de 2023. A ISS Tech Portugal irá apoiar o objectivo global da ISS de acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas integradas e estabelecer produtos digitais inovadores para os seus mais de 350 mil funcionários e cerca de 40 mil clientes globais. O desenvolvimento de soluções disruptivas e de alta qualidade nas áreas de IoT, Mobile, Data e Integrations é o foco das novas equipas em Portugal.

Reconhecido como sendo um centro tecnológico internacional e vibrante, a cidade do Porto tem recebido nos últimos anos inúmeras startups e grandes empresas à escala global, em grande parte pelo valorização académica que as unidades na região têm tido e das quais saem anualmente um grande número de jovens para ingressar no mercado de trabalho.

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