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Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

Cidália Lopes
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Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

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João Duarte, director executivo da APEB

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa definidas em Paris. Porém, a decisão representa um revés importante: com o fim da energia a partir do carvão, termina a disponibilidade de cinzas volantes e a indústria do betão pronto perde este resíduo para o seu processo produtivo.

O acordo de Paris, celebrado no seio da ONU, em 12 de dezembro de 2015, visa alcançar a descarbonização das economias mundiais e limitar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C até 2050. Para atingir as metas aprovadas é necessário adotar medidas, tais como aumentar o investimento em energias renováveis e acabar com a produção de energia com base no carvão.

As cinzas volantes foram consideradas durante muito tempo como um resíduo industrial das centrais termoelétricas à base de carvão. A sua valorização só se verificou na última década do século XX enquanto material constituinte do betão. Desde então, a incorporação de cinzas volantes no betão tornou-se essencial para melhorar a durabilidade das estruturas de betão armado sob determinadas ações ambientais, nomeadamente os ambientes com cloretos, que atacam as armaduras, ou com compostos químicos que atacam o betão. A incorporação de cinzas volantes permite ainda reduzir o calor de hidratação do betão, fundamental em obras com grandes volumes de betão, tais como as barragens.

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A utilização das cinzas volantes em Portugal, como adição do betão, está atualmente regulada pela especificação E 464 do LNEC. Esta especificação permite combinar as cinzas volantes com um cimento tipo CEM I ou CEM II/A para constituir o ligante. O resultado prático é a substituição de parte do cimento pelas cinzas volantes. Adicionalmente, para as classes de exposição ambiental XS (ataque por cloretos com origem no mar), XD (ataque por cloretos de outras origens) ou XA (ataque químico), a especificação E 464 permite reduzir a dosagem mínima de ligante.

Classes de exposiçãoSem cinzas volantesCom cinzas volantesMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaAtaque por cloretosXS1, XD1,

XS2 e XD2

360 kg/m3C40/50320 kg/m3C30/37XS3 e XD3380 kg/m3C50/60340 kg/m3C35/45Ataque químicoXA1340 kg/m3C35/45320 kg/m3C30/37XA2360 kg/m3C40/50340 kg/m3C35/45XA3380 kg/m3C40/50360 kg/m3C35/45

Nota: Prescrições da Especificação E 464 para estruturas com uma vida útil de 50 anos.

Com o fim das cinzas volantes o setor do betão pronto vai mudar uma vez que não há atualmente um produto substituto para as cinzas volantes. Por isso, o betão vai ter de ser fabricado apenas com um dos tipos de cimentos disponíveis: CEM I ou CEM II/A. Isso vai refletir-se num aumento do custo de fabrico do betão, uma vez que o ligante passa a ser constituído apenas pelo cimento e é necessária uma maior quantidade.

As empresas de betão pronto e os seus clientes vão ter de se habituar a dar mais relevância à classe de exposição ambiental do que à classe de resistência do betão. Contudo, o impacto mais importante é para os projetistas de betão armado. Ao considerar uma classe de resistência superior no dimensionamento estrutural, o projetista assegura não só a estabilidade e a durabilidade, como também a economia da estrutura de betão armado.

O que fazer enquanto os novos projetos não aparecem?

Atualmente, já se sente a carência das cinzas volantes no mercado. Neste ano, Portugal registou um período recorde de 19 dias consecutivos sem energia produzida a partir do carvão. Só a central termoelétrica de Sines esteve parada 33 dias consecutivos. Em termos ambientais, é muito bom. Contudo, reflete-se diretamente na (in)disponibilidade de cinzas volantes para o betão.

Nos dias em que não há cinzas volantes no mercado, há determinados betões que as empresas de betão pronto deixam de poder fabricar, principalmente nas obras em que a estrutura vai estar sujeita ao ataque por cloretos ou ao ataque químico. Isto porque as estruturas que agora estão em execução foram, na sua maioria, projetadas há já algum tempo, num momento em que ainda não se sentia a falta das cinzas volantes. Por esta razão, o dimensionamento partiu de uma classe de resistência mais baixa.

Vejamos o exemplo de um edifício em construção na orla costeira. A estrutura vai estar sujeita a um ambiente em que o ar contém sais marinhos, o que corresponde à classe de exposição XS1. A classe de resistência especificada para o betão é C30/37, o que é apenas possível caso o betão incorpore cinzas volantes. Uma vez iniciada, a obra não pode parar por causa da falta de cinzas volantes. Porém, para que os trabalhos prossigam, é necessário utilizar um betão fabricado só com cimento e com uma classe de resistência superior – C40/50 – para garantir a durabilidade pretendida para a estrutura. Contudo, como o projeto não teve em conta o incremento na resistência do betão, perde-se o potencial ganho económico.

As empresas de betão pronto não podem garantir o fornecimento de betão com cinzas volantes quando não têm controlo sobre a disponibilidade de cinzas volantes no mercado. No entanto, podem encontrar soluções para que as obras possam continuar. As empresas de betão pronto têm capacidade para entregar betão sem cinzas volantes que garante a estabilidade e a durabilidade das obras, qualquer que seja a classe de exposição ambiental aplicável. Contudo, a opção por continuar ou parar com a obra permanece na empresa de construção.

 

NOTA: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo

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Construção: os desafios de 2022

A economia circular nos processos de construção, a promoção da reabilitação, a ascensão da construção industrializada ou uma maior importância da estética e do design nas fachadas, são, segundo a Sto, algumas das grandes tendências para 2022

Tal como aconteceu noutros sectores, a construção não parou de evoluir nestes últimos anos. Assiste-se agora a uma nova organização de prioridades, de métodos e de técnicas com o sector a adaptar-se constantemente às actuais necessidades sociais, económicas e ambientais, dando origem a novas tendências que vão contribuir imensamente para uma revolução no mercado.

Com o novo ano a começar, a Sto, empresa internacional especializada no fabrico de sistemas e elementos construtivos, identifica e anuncia as principais tendências que vão marcar o sector este ano:
A empresa começa por identificar as novas técnicas de construção sustentável. “As alterações climáticas são hoje mais do que nunca, uma das grandes prioridades do sector. Esta preocupação fez com que as técnicas de construção também evoluíssem nesse sentido, algo que continuará a marcar 2022. Essa premissa afectará não apenas os processos construtivos, com maior aposta no uso de recursos materiais sustentáveis ou no tratamento de resíduos por meio de processos de economia circular, mas também no que diz respeito ao edifício construído ou reabilitado, apostando mais em elementos como: isolamento térmico, caixilharia de qualidade, materiais sustentáveis, sistemas de poupança de água, aparelhos de baixo consumo, utilização de energias renováveis…”, avança.

Reabilitar ou construção nova? Em 2022 a reabilitação irá ganhar um maior ritmo impulsionadas pelas “medidas do governo e pela ajuda europeia que as acompanha, vão promover a reabilitação de habitações e edifícios. Embora as várias medidas implementadas nos últimos anos tenham tentado promover este tipo de acção, fruto da idade do parque imobiliário português, será a partir deste ano que o sector vai ganhar ritmo, aprendendo com o que outros países mais avançados estão a fazer, e adaptando todas as suas soluções disponíveis à nossa realidade climática e cultural”, adianta a empresa.

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Mas a construção nova será influenciada pelo salto tecnológico derivado da necessidade de uma maior eficiência e eficácia na execução dos projectos.” Em 2022, a busca por técnicas e métodos que agilizem qualquer projecto de construção sem desperdiçar recursos ou reduzir a qualidade, segurança e conforto da edificação serão a chave. E isso só se consegue com o apoio de novos sistemas tecnológicos como o BIM, uma metodologia de trabalho colaborativo para a criação e gestão de um projecto de construção, que visa centralizar toda a informação do projecto num modelo de informação digital. Tudo isso, com um único propósito: eficiência na execução de obras de arquitectura e engenharia”.

Os princípios da sustentabilidade e da digitalização estão a colocar em destaque novos modelos construtivos como os industrializados, baseados no projecto e fabricação automatizados de elementos estruturais e não estruturais de uma edificação. “Os benefícios que traz a nível social, económico e ambiental serão a base do seu sucesso este ano: optimização dos tempos de produção até 50%, redução de custos até 20%, processo digitalizado e produção automatizada, redução do impacto ambiental da construção e criação de empregos muito mais especializados, seguros, atractivos e inclusivos. Este modelo aplica-se também a todo o sector da construção – imobiliário, infraestruturas… – e, embora seja uma excelente solução para novos projectos de construção, também tem lugar na reabilitação”, refere a Sto.

A eficiência e a sustentabilidade substituirão a estética e o design. “Todo este compromisso acrescido com a sustentabilidade e a inovação tecnológica não é incompatível com a estética” assegura a multinacional. “Assim como a decoração de interiores ganhou um papel fundamental nas últimas décadas, o design marcante das fachadas, tanto em reabilitação como na nova construção, dará o salto em 2022. Aliás, já é possível personalizar totalmente a área exterior de um edifício aplicação de diferentes tipos de materiais: reboco (orgânico, mineral, silicato…), grés porcelânico em diferentes modos de apresentação (compacto, grande formato), cerâmica de várias cores e superfícies (liso, rugoso, plástico…), pedra natural de diferentes tipos (arenito, dolomita…) ou mesmo vidro, em diferentes tonalidades e tratamentos”.

Espaços mais flexíveis, multifuncionais e luminosos. A população dá mais importância do que nunca aos espaços em que vive e trabalha, o que fez com que o estilo de vida das novas gerações prevaleça tanto nas residências quanto nos escritórios. No caso dos escritórios, com o regresso ao trabalho, apostará em espaços abertos onde o espaço é partilhado com cafetaria, zonas de reunião ou descanso, para facilitar a mobilidade. A arquitectura residencial, por sua vez, jogará com as noções de multifuncionalidade, versatilidade e modularidade em espaços abertos, para poder se reinventar em poucos momentos.

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ISQ vai ser I&D partner no Greenh2Atlantic

O ISQ integra o consórcio seleccionado pela Comissão Europeia para projecto de produção de 100 MW de hidrogénio verde em Sines, o Greenh2Atlantic

O instituto foi seleccionado na qualidade de I&D partner, o consórcio integra a EDP e a GALP e parceiros do mundo académico e de investigação como o INESC-TEC e CEA. O projecto conta com um financiamento de 30 milhões de euros para a fase de construção, em 2023, prevendo-se o início da operação em 2025.

“Com a criação de um cluster de hidrogénio verde em Sines, o ISQ contribuirá significativamente para os objectivos de sustentabilidade de Portugal e da região de Sines em particular, dando o seu contributo para o cumprimento do roteiro de transição energética que os países mais avançados estão a fazer, neste que é um projecto estratégico para Portugal”, sublinha o presidente do ISQ, Pedro Matias.

O GreenH2Atlantic, foi um dos três projectos seleccionados no âmbito do Programa de investigação e desenvolvimento Horizon 2020 – European Green Deal, concebido para demonstrar a viabilidade do hidrogénio renovável numa escala de produção e aplicação tecnológica sem precedentes.

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A inovação do projecto passa pelo desenvolvimento e implementação de um electrolisador de 100 MW, composto por módulos escaláveis de 8 MW com elevada capacidade para atingir a máxima eficiência, dimensão, vida útil e flexibilidade; mas também pelo sistema de interface composto por tecnologias de gestão avançadas que permitirão a ligação directa do electrolisador a energia renovável híbrida local (solar e eólica).

“O ISQ irá contribuir em áreas de inovação como por exemplo os requisitos e design review na fase de desenvolvimento do electrolisador; o estudo das normas e metodologias de certificação relevantes para sistemas de electrolisação; o estudo das formas de valorização do oxigénio e calor (resultantes do processo de electrolisação); assim como a capacitação dos Recursos Humanos em Portugal para operarem no novo processo de produção do H2 verde, em Sines”, acrescenta o presidente do ISQ.

O hidrogénio verde é apontado como um dos pilares do crescimento económico, sendo um vector energético decisivo no processo de descarbonização dos principais sectores da economia. O GreenH2Atlantic vem materializar a transição de uma antiga central de produção de energia a partir do carvão para uma inovadora unidade de produção de hidrogénio renovável, em linha com a estratégia e objectivos europeus rumo à neutralidade carbónica.

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Mercadona investe mais 24,5 M€ no Bloco Logístico da Póvoa de Varzim

O novo investimento amplia a capacidade logística da operação Bloco Logístico da Póvoa de Varzim que arrancou em 2019 e cujo o investimento ultrapassa já os 84M€

A Mercadona ampliou a capacidade de armazenamento do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim com a criação de uma nave de 12.000 m2. Este novo armazém, construído num terreno de 50.000 m2, adjacente ao que já tem a funcionar desde 2019, vem dar resposta à evolução do projecto de expansão da empresa em Portugal e representou um investimento de 24,5 milhões de euros.

Com a criação desta nave, que se junta às outras duas que a empresa já tinha em funcionamento, procedeu-se a uma reconfiguração total do espaço. Assim, os novos 12.000 m2 passarão a armazenar as frutas e legumes que diariamente saem para os supermercados da cadeia em Portugal. Além disso, fruto do seu modelo de logística sustentável e em colaboração com a Logifruit, haverá uma área, com cerca de 3.000 m2, dedicada à gestão de embalagens.

Adicionalmente, a superfície onde está inserido o novo armazém conta com uma área de 17.000 m2 de zonas verdes e 100 lugares de estacionamento, sendo que 2 são destinados ao carregamento de veículos eléctricos, ligados à rede MOBI.E.

Em 2019, a Mercadona arrancou com a operação do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim com duas naves, tendo investido 60 milhões de euros. No total, a empresa já investiu 84,5 milhões de euros no desenvolvimento do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim, que conta com três naves construídas numa área total de 100.000 m2, contabilizando 350 postos de trabalho, dos quais 20 foram criados para dar resposta a este novo projecto de ampliação.

“Estamos muito orgulhosos com a expansão do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim, que representou, além da criação de mais emprego local, uma grande aposta na garantia de melhor serviço às nossas lojas, tendo em conta as necessidades dos “Chefes” (clientes). Acreditamos que esta é uma evolução natural para respondermos às necessidades de expansão em Portugal e esperamos que com o reforço da rede logística continuemos a assegurar a satisfação dos portugueses que escolhem diariamente a Mercadona como o seu supermercado de confiança” afirma Carlos Lopes, Director do Bloco Logístico da Póvoa de Varzim

Em 2021, a empresa anunciou o desenvolvimento de um futuro Bloco Logístico localizado em Almeirim, distrito de Santarém, cujo início das obras está previsto para este ano.

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Terceiro empreendimento do Lago Altear com 60% de reservas

Este novo bloco oferece mais 63 apartamentos de tipologias T2 a T4, com áreas entre os 106 e os 247 m2 e ainda mais três espaços comerciais

O terceiro edifício do empreendimento Lago Altear, promovido pela Solyd Property Developers na Alta de Lisboa, já se encontra em fase de comercialização, “tendo registado, em menos de um mês, uma taxa de reservas de 60%”, segundo a empresa.

Este novo Bloco C, agora lançado, oferece mais 63 apartamentos de tipologias T2 a T4, com áreas entre os 106 e os 247 m2. Este edifício oferece ainda 3 espaços comerciais, e conta com a proximidade de escolas de referência, amplos espaços verdes, zonas comerciais, restauração, parques infantis, rede de transportes e bons acessos às principais artérias da capital.

Com vista para o “maior lago da cidade” e para os espaços verdes do Parque Oeste, cada apartamento oferece “acabamentos de superior qualidade e elevada eficiência energética, interiores luminosos e amplos, generosas varandas, uma piscina interior e ginásio privativo”, bem como estacionamento privativo para automóveis, com pré-instalação para veículos elétricos, incluindo para pessoas de mobilidade reduzida e para bicicletas, e arrecadações privativos.

O empreendimento foi criteriosamente desenhado com recurso a revestimentos de elevada qualidade, carpintarias lacadas, roupeiros embutidos e ar condicionado de elevada eficiência energética. As casas de banho estão equipadas com loiças e torneiras de marcas de referência. Por seu lado, os espaços das cozinhas estão equipados com electrodomésticos de topo, ecológicos e de alto desempenho. A Solyd oferece, ainda, a possibilidade de usufruir de consultoria especializada na decoração do apartamento em parceria com o gabinete de design de interiores DZINE.

O Lago Altear oferece, ainda, “o máximo conforto acústico e térmico”, que é garantido através do elevado nível de isolamento das fachadas, cobertura e áreas comuns, da caixilharia e vidros, com características térmicas e acústicas de elevado desempenho. Este empreendimento conta também com um sistema de climatização de elevado rendimento, um sistema de ventilação individualizado e um sistema de aquecimento de água com apoio de painéis solares, garantindo a certificação energética A em todos os apartamentos.

“A elevada eficiência energética está alinhada com a estratégia de sustentabilidade da promotora SOLYD, empenhada em contribuir para um futuro cada vez mais amigo do ambiente”, explica a promotora.

O Bloco C do Lago Altear é o sétimo lançamento do projecto ALTEAR que, no seu total, vai colocar no mercado mais de 500 apartamentos com diferentes tipologias e espaços comerciais variados, com uma área total de construção superior a 120.000 m2 e que nasce pelas mãos dos arquitectos Arnaldo Pimentel Barbosa, Miguel Saraiva, do atelier Saraiva + Associados, e Paulo da Gama.

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PROBONO vai investir 25M€ em laboratórios de sustentabilidade

Projecto europeu envolve 47 parceiros de 15 países e pretende fomentar espaços sustentáveis de referência para o futuro, sendo um localizado em Portugal

O Sonae Campus, a sede do grupo localizada na Maia, vai tornar-se num laboratório vivo de inovação na área da sustentabilidade e eficiência de edifícios e comunidades. Esta evolução resulta da aprovação pela União Europeia do projecto PROBONO, que prevê um investimento superior a 25 milhões de euros e reúne 47 parceiros de 15 países. Em Portugal, o consórcio integra a Sonae e as suas participadas Sonae MC, Elergone e Sonae FS, bem como a Capwatt, empresa da Sonae Capital.

A ambição do projecto PROBONO é fornecer soluções validadas para o design, construção e operação tanto de edifícios novos como adaptados, com emissões reduzidas e energia positiva, contribuindo para comunidades mais sustentáveis. As soluções serão testadas através dos laboratórios vivos estabelecidos em seis países europeus: Sonae Campus, na Maia (Portugal), Madrid (Espanha), Dublin (Irlanda), Bruxelas (Bélgica), Aarhus (Dinamarca) e Praga (República Checa).

“A Sonae está fortemente comprometida em proteger o nosso planeta. Em 2015 assinamos o Acordo de Paris e em 2020 reforçámos esse objectivo ao assumir o compromisso de neutralidade carbónica das nossas operações já no ano 2040. O projecto PROBONO enquadra-se neste nosso esforço de tornar o grupo cada vez mais sustentável e, ao mesmo tempo, inspirar a mudança colectiva. Através do estímulo à inovação e à experimentação, bem como através do desenvolvimento de novo conhecimento na área da sustentabilidade, abriremos caminhos para que toda comunidade possa conhecer e adotar práticas e soluções mais amigas do planeta”, justifica João Günther Amaral, Chief Development Officer e membro da Comissão Executiva da Sonae.

O Sonae Campus integra edifícios que são uma referência em termos de ecoeficiência, como são o caso do Sonae Maia Business Center e do Sonae Tech Hub, que se situa nos 100 edifícios no mundo com a maior pontuação pelo United States Green Building Council no âmbito da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). No Sonae Campus, como resultado da colaboração entre as empresas do grupo ao abrigo do projecto PROBONO, serão investidos cerca de 1,37 milhões de euros, para teste de novas soluções em áreas como a biodiversidade, energia e sustentabilidade.

“A participação activa no living lab do Sonae Campus vem reforçar ainda mais o compromisso da Sonae Capital com a sustentabilidade. O projecto PROBONO, no qual participamos através da Capwatt, está alinhado com o seu propósito de implementar soluções integradas de energia, eficientes e sustentáveis, para promover e facilitar a transição energética e a descarbonização das empresas e dos países. Damos, assim, mais um passo sólido no caminho da neutralidade carbónica e criamos conhecimento para a Comunidade., avança Miguel Gil Mata, CEO da Sonae Capital
O projecto prevê a testagem das mais recentes tecnologias de energia verde e utilização da sede da Sonae para experimentações por terceiros na área da energia e biodiversidade, estando também previsto o teste de ferramentas de gestão e controlo para redução de emissões. O Sonae Campus vai também ser palco da implementação de novas soluções de aumento da biodiversidade, estando em estudo, designadamente, a construção de jardins verticais, casas para aves ou hortas.

O projecto irá arrancar em Janeiro de 2022 e terá a duração de cinco anos. Note-se que o PROBONO foi um dos três seleccionados entre as 115 propostas apresentadas a concurso para o Programa-Quadro Horizonte 2020 LC-GD-4-1-2020: Construir e renovar com eficiência em termos de energia e de recursos. O orçamento total ascende a 25,2 milhões de euros para o período de 2021-2026.

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IHRU tem 20 M€ para aquisição de habitações em Lisboa, Porto e Algarve

O IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P., lançou uma consulta ao mercado para aquisição de prédios e fracções habitacionais nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e da Região do Algarve

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O IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P., lançou uma consulta ao mercado para aquisição de prédios e fracções habitacionais nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e da Região do Algarve.

Segundo informação do instituto “os imóveis a adquirir localizam-se em vários concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e da região do Algarve”. No total são cerca de 43 os concelhos abrangidos pelo anúncio.

Podem apresentar propostas no âmbito da referida consulta qualquer pessoa singular ou pessoa colectiva que seja proprietária dos imóveis objecto da proposta, bem como empresas de mediação imobiliária devidamente licenciadas.
Relativamente aos valores, de acordo com o anúncio publicado, os valores máximos de proposta de venda não devem ultrapassar os 213 mil euros, para T1, 295 mil euros para T2, 373 mil euros no caso de T3 e 430 mil euros para a tipologia T4.

As propostas devem ser entregues até ao dia 11 de Fevereiro.

“Esta é mais uma iniciativa do IHRU integrada na sua estratégia para alargar a oferta habitacional pública a custos acessíveis e, desse modo, para garantir o acesso à habitação às famílias que não têm resposta por via do mercado, nomeadamente as populações com rendimentos intermédios”. A dotação para a aquisição de imóveis pelo IHRU, I.P., no âmbito da presente consulta é de 20 milhões de euros.

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Ligação da A8 à Área Empresarial das Palhagueiras vai avançar

O Município de Torres Vedras vai receber sete milhões de euros do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência para construir a ligação rodoviária entre a autoestrada A8 e a área empresarial das Palhagueiras

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O Município de Torres Vedras vai receber sete milhões de euros do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência para construir a ligação rodoviária entre a autoestrada A8 e a área empresarial das Palhagueiras, onde estão localizadas diversas centrais hortofrutícolas. O contrato de financiamento é assinado esta sexta-feira entre este município e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, gestora dos fundos europeus.

A obra visa “contribuir para reforçar a competitividade territorial, promover a atracção e fixação de empresas, favorecendo um desenvolvimento mais equilibrado do tecido produtivo, uma reindustrialização desconcentrada no território e uma optimização das cadeias logísticas do país”, segundo o contrato de financiamento.

A ligação rodoviária da A8 à área empresarial das Palhagueiras, na freguesia de A-dos-Cunhados/Maceira, vem melhorar as condições de acesso à autoestrada e promover a ligação à Linha do Oeste, que está a ser modernizada, para escoar produtos de forma mais eficaz e desenvolver a sua capacidade produtiva da região. Contribuindo com melhores condições de circulação e segurança, a via constitui também uma alternativa rodoviária, desviando o tráfego de veículos pesados do centro da vila de A-dos-Cunhados, minimizando assim o risco de atropelamentos, diminuindo o tempo de percurso e contribuindo para a redução de gases de efeito estufa ao diminuir o congestionamento automóvel. É estimada uma redução de tempos de percurso de 25% com a execução desta infraestrutura.

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Noto Office Center em comercialização

Promovido pelo IDS Group, empresa com áreas de actuação nos sectores imobiliário, financeiro e private equity o Noto Office Center estará concluído até ao final de Março

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Localizado na zona da Senhora da Hora e perto do Norteshopping, o edifício conta com um total de aproximadamente 8.100 metros quadrados, distribuídos por três pisos acima do solo, dos quais 4.700 metros quadrados se encontram actualmente disponíveis para arrendamento. Até ao final de Março de 2022, o edifício estará pronto a ser ocupado, tendo já um supermercado Pingo Doce em funcionamento nas áreas comerciais e três unidades de escritórios pré-arrendadas.

“Esta comercialização é uma mais-valia para Matosinhos, quer do ponto de vista da arquitectura do edifício, que dará um contributo à cidade em termos de reabilitação, quer ao nível da dinamização da economia local, com a criação de novos espaços para escritórios”, sublinha Eduardo Sardo, Fundador e CEO do IDS Group.

No edifício, destacam-se os pisos superiores (1º e 2º andares), com acesso independente das zonas comerciais, por escadas e elevador exclusivos, e oferecem áreas entre os 600 e 870 metros quadrados, com algumas unidades com acesso a terraços privativos. Todo o edifício iniciou agora uma obra de reabilitação completa, apresentando uma arquitectura contemporânea que o torna num novo ícone da cidade. O lobby da recepção também será reabilitado, com materiais nobres e contemporâneos.

“Este é um projecto muito importante e desafiante para a CBRE que irá, sem dúvida, contribuir para a consolidação e oferta do mercado de escritórios do Porto. A localização, as excelentes acessibilidades e a grande visibilidade são um conjunto de factores que irão atrair empresas com um posicionamento diferenciador”, destaca André Almada, Senior Director Offices Advisory & Transaction da CBRE, consultora que em conjunto com a Savills foi instruída para a comercialização, em regime de co-exclusividade, do Noto Office Center.

Todas as unidades serão entregues na categoria CAT-A, o que significa que estarão totalmente equipados com infraestrutura eléctrica, iluminação e sistema de ar condicionado. O Noto Office Center contempla, ainda, cerca de 80 lugares de estacionamento, dos quais 25 exteriores e os restantes distribuídos em cave.

Por sua vez, Francisco Megre, Offices Consultant da Savills Portugal, sublinha que a visibilidade é uma das características marcantes do Noto Office Center. “Se juntarmos a facilidade de acesso que a sua localização confere, conseguimos perceber o que o torna tão atractivo para quem procura escritórios no Porto. A comercialização deste prestigiado edifício marcará uma nova era no mercado imobiliário da cidade”, sublinha o responsável.

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Cleanwatts lança primeiro projecto de crowdlending para financiar novas comunidades

Através da plataforma GoParity o objectivo será criar uma comunidade de energia em Castelões, no concelho de Chaves, assim como na aldeia vizinha de Soutelinho da Raia

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A tecnológica portuguesa Cleanwatts, especialista em soluções digitais para o sector da energia, prepara-se para angariar a verba que necessita para instalar duas centrais fotovoltaicas através da plataforma de crowdlending (financiamento colaborativo) GoParity. O montante necessário, de cerca de 67 mil euros, irá permitir criar uma comunidade de energia em Castelões, freguesia de Calvão, no concelho de Chaves, assim como na aldeia vizinha de Soutelinho da Raia.

Esta é a primeira vez que, em Portugal, um projecto deste tipo é financiado através de crowdlending, uma forma de crowdfunding, mas com base em empréstimos e não em equity. Outra particularidade é o facto de resultar da união de esforços dentro da comunidade, uma vez que os terrenos onde irão ser instaladas as centrais fotovoltaicas serão cedidos por habitantes locais.

Esta iniciativa de financiamento colaborativo não tem encargos de subscrição, sendo o montante mínimo de 5€. Inicialmente, foi lançada em modo privado, para dar aos habitantes locais a possibilidade de serem os primeiros a investir, mas actualmente está aberta a todos. Em cerca de dez dias, foram angariados mais de 100 investidores.

“Será instalado um total de 171kWp de potência fotovoltaica em duas centrais que produzirão cerca de 140MWh de energia limpa por ano”, afirma Basílio Simões, presidente da Cleanwatts.

Os participantes nas Comunidades não terão de fazer nenhum investimento nem de alterar os seus contratos com o actual comercializador de energia, passando todavia a consumir, durante as horas de sol, uma parcela da energia de que necessitam a partir de uma fonte local, verde e sustentável, acelerando o processo de descarbonização destas aldeias.

A Cleanwatts levará também a cabo iniciativas de formação através das suas ferramentas digitais de gestão de energia – Kisense, Kiome e Kiplo Energy Communities, as quais serão disponibilizadas à comunidade para monitorizar a energia renovável gerada, a energia consumida e para identificar oportunidades adicionais de poupança através de medidas de eficiência energética e outras, como sejam a introdução de soluções de armazenamento de energia sempre que seja relevante.

As comunidades energéticas de Castelões e Soutelinho da Raia estão inseridas no programa “100 Aldeias” – recentemente premiado com o Prémio de Inovação Social Power Technology Excellence Awards, na categoria de “Impacto Social” – e que tem como objectivo “combater a pobreza energética, através da criação de comunidades locais de energia renovável e da promoção de boas práticas energéticas junto dessas mesmas comunidades”, conclui Basílio Simões.

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Reabilitação da Linha do Vouga acelera

Foi lançado concurso público para a renovação integral do troço entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga, da Linha do Vouga, um investimento estimado de 4,95 milhões de euros

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A Infraestruturas de Portugal lançou o concurso público para a renovação integral do troço entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga, da Linha do Vouga, um investimento estimado de 4,95 milhões de euros, ao qual acrescem os encargos relacionados com os materiais a aplicar.

Esta empreitada integra o Plano de Reabilitação da Linha do Vouga que a IP tem em curso e que contempla a reabilitação da superestrutura de via, com a substituição integral de carril, travessas e fixações, a balastragem de via e ataque mecânico pesado, bem como a automatização de passagens de nível.

Com este investimento pretende-se melhorar os níveis de serviço e segurança da infraestrutura ferroviária, a executar de forma faseada até 2025, num montante global estimado de 34 milhões de euros. As intervenções a desenvolver abrangem os 96 quilómetros de extensão da Linha do Vouga, entre Espinho e Aveiro.

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Do conjunto de acções previstas, encontram-se já concretizadas a beneficiação da superestrutura de via no troço entre Águeda e Sernada do Vouga, a reabilitação de via na ponte rodoferroviária de Sernada do Vouga e a reabilitação estrutural e protecção anticorrosiva da Ponte do Águeda, intervenções no montante de três milhões de euros.

Actualmente está a ser executada a empreitada de renovação do troço entre Vila da Feira e Oliveira de Azeméis – adjudicada à empresa Steconfer, sendo a fiscalização assegurada por recursos internos da IP – envolvendo um investimento total de 3,5 milhões de euros (2,2 milhões de euros do valor da empreitada aos quais acresce 1,3 milhões de euros relativos a materiais).

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