Edição digital
Assine já
Construção

Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

Cidália Lopes
Construção

Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

Cidália Lopes
Sobre o autor
Cidália Lopes
Artigos relacionados
Aprovada Estratégia de Habitação de Ourique no valor de 10,6M€
Imobiliário
“Promoção será crucial para combater a falta de oferta”
Imobiliário
OPENBOOK Architecture apoia renovação de escritórios da PwC no Palácio Sottomayor
Arquitectura
Sonae Sierra emite obrigações com critérios de sustentabilidade
Empresas
Novo polo cultural nasce na antiga Casa da Câmara de Lamego
Construção
Biocant Park vai ter novo edifício num investimento de 7,5M€
Empresas
Grupo Preceram apoia duas exposições sobre a evolução da Arquitetura e Design
Construção
Porto: Alberto Couto Alves e Alves Ribeiro lideram corrida a troço do metrobus
Construção
APREN e AP2H2 promoveram debate partidário dedicado à Transição Energética
Engenharia
uma imagem de céu azul, com painéis solares e uma montanha ao fundos
Casas de Nevogilde: Primeiras chaves entregues em Fevereiro
Imobiliário

João Duarte, director executivo da APEB

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa definidas em Paris. Porém, a decisão representa um revés importante: com o fim da energia a partir do carvão, termina a disponibilidade de cinzas volantes e a indústria do betão pronto perde este resíduo para o seu processo produtivo.

O acordo de Paris, celebrado no seio da ONU, em 12 de dezembro de 2015, visa alcançar a descarbonização das economias mundiais e limitar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C até 2050. Para atingir as metas aprovadas é necessário adotar medidas, tais como aumentar o investimento em energias renováveis e acabar com a produção de energia com base no carvão.

As cinzas volantes foram consideradas durante muito tempo como um resíduo industrial das centrais termoelétricas à base de carvão. A sua valorização só se verificou na última década do século XX enquanto material constituinte do betão. Desde então, a incorporação de cinzas volantes no betão tornou-se essencial para melhorar a durabilidade das estruturas de betão armado sob determinadas ações ambientais, nomeadamente os ambientes com cloretos, que atacam as armaduras, ou com compostos químicos que atacam o betão. A incorporação de cinzas volantes permite ainda reduzir o calor de hidratação do betão, fundamental em obras com grandes volumes de betão, tais como as barragens.

Publicidade


A utilização das cinzas volantes em Portugal, como adição do betão, está atualmente regulada pela especificação E 464 do LNEC. Esta especificação permite combinar as cinzas volantes com um cimento tipo CEM I ou CEM II/A para constituir o ligante. O resultado prático é a substituição de parte do cimento pelas cinzas volantes. Adicionalmente, para as classes de exposição ambiental XS (ataque por cloretos com origem no mar), XD (ataque por cloretos de outras origens) ou XA (ataque químico), a especificação E 464 permite reduzir a dosagem mínima de ligante.

Classes de exposiçãoSem cinzas volantesCom cinzas volantesMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaAtaque por cloretosXS1, XD1,

XS2 e XD2

360 kg/m3C40/50320 kg/m3C30/37XS3 e XD3380 kg/m3C50/60340 kg/m3C35/45Ataque químicoXA1340 kg/m3C35/45320 kg/m3C30/37XA2360 kg/m3C40/50340 kg/m3C35/45XA3380 kg/m3C40/50360 kg/m3C35/45

Nota: Prescrições da Especificação E 464 para estruturas com uma vida útil de 50 anos.

Com o fim das cinzas volantes o setor do betão pronto vai mudar uma vez que não há atualmente um produto substituto para as cinzas volantes. Por isso, o betão vai ter de ser fabricado apenas com um dos tipos de cimentos disponíveis: CEM I ou CEM II/A. Isso vai refletir-se num aumento do custo de fabrico do betão, uma vez que o ligante passa a ser constituído apenas pelo cimento e é necessária uma maior quantidade.

As empresas de betão pronto e os seus clientes vão ter de se habituar a dar mais relevância à classe de exposição ambiental do que à classe de resistência do betão. Contudo, o impacto mais importante é para os projetistas de betão armado. Ao considerar uma classe de resistência superior no dimensionamento estrutural, o projetista assegura não só a estabilidade e a durabilidade, como também a economia da estrutura de betão armado.

O que fazer enquanto os novos projetos não aparecem?

Atualmente, já se sente a carência das cinzas volantes no mercado. Neste ano, Portugal registou um período recorde de 19 dias consecutivos sem energia produzida a partir do carvão. Só a central termoelétrica de Sines esteve parada 33 dias consecutivos. Em termos ambientais, é muito bom. Contudo, reflete-se diretamente na (in)disponibilidade de cinzas volantes para o betão.

Nos dias em que não há cinzas volantes no mercado, há determinados betões que as empresas de betão pronto deixam de poder fabricar, principalmente nas obras em que a estrutura vai estar sujeita ao ataque por cloretos ou ao ataque químico. Isto porque as estruturas que agora estão em execução foram, na sua maioria, projetadas há já algum tempo, num momento em que ainda não se sentia a falta das cinzas volantes. Por esta razão, o dimensionamento partiu de uma classe de resistência mais baixa.

Vejamos o exemplo de um edifício em construção na orla costeira. A estrutura vai estar sujeita a um ambiente em que o ar contém sais marinhos, o que corresponde à classe de exposição XS1. A classe de resistência especificada para o betão é C30/37, o que é apenas possível caso o betão incorpore cinzas volantes. Uma vez iniciada, a obra não pode parar por causa da falta de cinzas volantes. Porém, para que os trabalhos prossigam, é necessário utilizar um betão fabricado só com cimento e com uma classe de resistência superior – C40/50 – para garantir a durabilidade pretendida para a estrutura. Contudo, como o projeto não teve em conta o incremento na resistência do betão, perde-se o potencial ganho económico.

As empresas de betão pronto não podem garantir o fornecimento de betão com cinzas volantes quando não têm controlo sobre a disponibilidade de cinzas volantes no mercado. No entanto, podem encontrar soluções para que as obras possam continuar. As empresas de betão pronto têm capacidade para entregar betão sem cinzas volantes que garante a estabilidade e a durabilidade das obras, qualquer que seja a classe de exposição ambiental aplicável. Contudo, a opção por continuar ou parar com a obra permanece na empresa de construção.

 

NOTA: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos
Artigos relacionados
Aprovada Estratégia de Habitação de Ourique no valor de 10,6M€
Imobiliário
“Promoção será crucial para combater a falta de oferta”
Imobiliário
OPENBOOK Architecture apoia renovação de escritórios da PwC no Palácio Sottomayor
Arquitectura
Sonae Sierra emite obrigações com critérios de sustentabilidade
Empresas
Novo polo cultural nasce na antiga Casa da Câmara de Lamego
Construção
Biocant Park vai ter novo edifício num investimento de 7,5M€
Empresas
Grupo Preceram apoia duas exposições sobre a evolução da Arquitetura e Design
Construção
Porto: Alberto Couto Alves e Alves Ribeiro lideram corrida a troço do metrobus
Construção
uma imagem de céu azul, com painéis solares e uma montanha ao fundos
APREN e AP2H2 promoveram debate partidário dedicado à Transição Energética
Engenharia
Casas de Nevogilde: Primeiras chaves entregues em Fevereiro
Imobiliário
Imobiliário

Aprovada Estratégia de Habitação de Ourique no valor de 10,6M€

A Estratégia Local de Habitação (ELH) de Ourique, no distrito de Beja, que envolve 10,6 milhões de euros de investimento, foi aprovada pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)

CONSTRUIR

A Estratégia Local de Habitação (ELH) de Ourique, no distrito de Beja, que envolve 10,6 milhões de euros de investimento, foi aprovada pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU. A autarquia explica que, na sua ELH, surgem “sinalizadas as situações de carência habitacional existentes” no território e são “definidas” as respectivas “soluções habitacionais”.

A ELH de Ourique representa um investimento de 10,6 milhões de euros, a concretizar ao longo de seis anos, estando prevista a criação de 69 fogos de habitação social e a reabilitação de dois edifícios no centro da sede de concelho. O documento foi delineado no âmbito do Programa 1.º Direito, criado pelo Governo para promover soluções habitacionais para pessoas que vivem em condições “indignas” e que “não têm capacidade financeira” para uma habitação adequada, acrescentou a autarquia.

A ELH de Ourique assenta em dois “eixos prioritários”, o primeiro dos quais um programa de apoio habitacional “para pessoas em situação de vulnerabilidade”. Este programa prevê o “alargamento, diversificação e beneficiação da oferta habitacional de cariz social e apoio no acesso à habitação condigna para a população mais carenciada”, explicou.

A segunda prioridade da ELH passa pela dinamização de um programa “de valorização da habitação” e “reforço da atractividade territorial”, incentivando a “valorização e reabilitação urbana e do edificado”. “Esta prioridade estratégica centra-se na reabilitação urbana enquanto componente central da política das cidades e da política da habitação, na medida em que nela convergem os objectivos de requalificação e revitalização dos territórios”, esclareceu a autarquia.

Antes de ser validada pelo IHRU, a estratégia foi aprovada, em Novembro de 2021, pela Assembleia Municipal de Ourique, com os votos a favor da bancada do PS e a abstenção dos eleitos do PSD e da CDU.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

“Promoção será crucial para combater a falta de oferta”

A consultora JLL divulga as conclusões do relatório anual “Market 360º”. Liderada pela habitação, que continua a bater recordes, a actividade deverá retomar níveis pré-Covid em 2022 em áreas como os escritórios, hotelaria ou investimento

CONSTRUIR

O mercado imobiliário terminou 2021 a superar muitas das expectativas traçadas no início do ano, revela a JLL no seu relatório anual de mercado Market 360º. No segundo ano da pandemia, a consultora assinala os desempenhos recorde na habitação, no imobiliário industrial & logístico, bem como nos segmentos alternativos, ao mesmo tempo que os sectores de escritórios, retalho e hotéis recuperaram face ao ano anterior. A promoção imobiliária também retomou a dinâmica e o investimento mostrou-se resiliente no contexto de constrangimentos que marcou boa parte do ano.

No documento hoje divulgado, a consultora imobiliária apresenta também as perspectivas para 2022, estimando que a actividade nas áreas ocupacionais, de investimento e promoção tenha uma trajectória de crescimento, regressando até aos níveis pré-pandemia. Ao mesmo tempo, os sectores-estrela em 2021 como a habitação, industrial & logística e o imobiliário de usos alternativos deverão continuar a registar desempenhos sem precedentes.

“Os resultados positivos do imobiliário em 2021 se devem, em grande parte, ao impulso da segunda metade do ano. Apesar das expectativas que todos tínhamos de que a pandemia não iria muito além de 2020, a verdade é que logo no início de 2021 fomos confrontados com um novo confinamento geral. Isso, associado a um processo de vacinação que não estava a fluir como era suposto, fez com que o arranque do ano fosse muito tímido para o imobiliário, especialmente no que toca ao investimento, onde a actividade comprimiu, não por falta de procura, mas pelo impacto da pandemia nos processos de negócio”, explica Pedro Lancastre, CEO da JLL.

Na sua perspetiva, ainda assim, e mesmo com o contexto adverso da primeira metade do ano, o “imobiliário voltou a surpreender, sendo um dos sectores da economia com melhor desempenho e com um grande contributo para a retoma económica do país. É um mercado com grande impacto no PIB, que atingiu níveis de actividade nunca vistos em alguns segmentos e que só não foi mais além noutros segmentos por questões estruturais, como a falta de oferta ou constrangimentos conjunturais trazidos pela pandemia. O mercado imobiliário português continua com uma procura saudável e diversificada, com fundamentos sólidos e uma boa projecção internacional”.

A habitação foi o sector estrela do imobiliário em 2021, superando todos os anteriores níveis de actividade, com a transação estimada de 190.000 casas e um volume de vendas de 30.000 milhões de euros, acompanhada por uma forte subida de preços (+12% face a 2019) motivada, sobretudo, pela falta de oferta. O mercado internacional continua bastante activo, protagonizando 11% das vendas, destacando-se a elevada dinâmica dos compradores nacionais, que garantem atualmente 89% das transações. Os fortes fundamentos de mercado deverão ter continuidade em 2022, esperando-se um novo ano de actividade em máximos, mantendo a diversificação das fontes de procura, de localizações e de conceitos. Não se prevê que as alterações aos Golden Visa afastem a procura internacional, uma vez que Portugal é já um destino residencial reconhecido no estrangeiro.

Outro segmento surpreendente foi o imobiliário de Industrial & Logística, no qual os níveis de ocupação passaram o patamar inédito de 700.000 m2. Marcada pelas operações de expansão, pré-arrendamento de espaços logísticos e lançamento de novos projectos, a actividade neste segmento não foi mais além devido à falta de oferta de espaços adequados à procura. 2022 deverá dar continuidade à forte procura por este tipo de imobiliário e ao aumento do capital direcionado para o desenvolvimento de novos projectos, embora esta possa enfrentar desafios devido à pressão sobre a cadeia de suprimentos, com o aumento de custos de combustíveis, matérias-primas e a crise dos contentores.

Em 2021 destacou-se também o segmento de Alternativos, com um desempenho sem precedentes. A alocação de capital foi a mais elevada de sempre, com 684 milhões de euros de investimento registados, e uma diversificação de classes de activos como foco de investimento. Os segmentos de Private Rented Sector (habitação para arrendamento) e de Saúde foram os mais dinâmicos, mas as residências Sénior têm registado uma atractividade crescente. Em 2022, os diferentes formatos residenciais – o segmento de Living, que inclui Residências de Estudantes, Habitações para Arrendamento e Residências Sénior – tendem a crescer, impulsionados por um volume elevado de procura e uma escassez de oferta em todos os segmentos. Nota ainda para o mercado de Data Centres, onde Portugal se poderá destacar dada a sua localização geográfica privilegiada.

No Investimento, a aquisição de imóveis comerciais somou 2.020 milhões de euros, dos quais 80% de origem internacional, com a entrada de vários operadores novos, o que comprova a atractividade do mercado nacional. Trata-se de um volume abaixo da média dos últimos três anos, mas isso deve-se sobretudo ao adiamento de importantes negócios para 2022. Este é precisamente um dos segmentos para o qual a JLL estima um forte crescimento face a 2021, uma vez que o ano “inicia com um conjunto de transacções e portfolios de grande dimensão e o pipeline é robusto. Os activos logísticos e operacionais serão um foco importante e os hotéis poderão também ressurgir como uma das classes de activos mais fortes. Os centros comerciais tenderão a recuperar ao longo do ano, o que poderá despertar o apetite dos investidores mais para o final do ano. Nos escritórios, a carência de produto adequado pode afectar a alocação de capital em 2022, mas as perspectivas são bastante positivas assim que os edifícios em pipeline entrem no mercado, uma vez que a procura por estes activos é muito forte. Lembremo-nos que foi o segmento com maior quota de mercado em 2021, de cerca de 40%”, diz Pedro Lancastre.

Os Escritórios somaram 162.000 m2 de ocupação em Lisboa e outros 57.000 m2 no Porto, ambos em crescimento, de respectivamente 17% e 5% face a 2020, e com uma procura sólida por áreas de grande dimensão. Também neste mercado, a procura permanece muito activa, apesar de ser cada vez mais motivada por novas necessidades, devido à generalização do trabalho remoto e à implementação dos modelos de trabalho híbridos. Não há dúvida de que os espaços procurados são distintos, com maior presença de áreas comuns de socialização, colaboração e aprendizagem, estimando-se, assim, um novo crescimento da ocupação em 2022, que deverá retomar os níveis de actividade pré-pandemia.

No Retalho verificou-se uma gradual retoma da actividade e o regresso dos consumidores aos espaços das lojas, sendo o Comércio de Rua um dos formatos que surpreendeu pela positiva, com uma forte aposta nas lojas de bairro e proximidade, colmatando a redução de fluxos turísticos. Esta tendência deverá ter continuidade este ano, embora se antecipe uma crescente polarização no desempenho de operadores e segmentos.

Na Hotelaria o ano também foi de recuperação, mesmo que tímida, quer em termos operacionais quer de investimento, onde a actividade somou cerca de 296 milhões de euros. As taxas de ocupação mantêm-se, contudo, baixas (em torno dos 27% em Lisboa e Porto) face ao pré-Covid, mas as expectativas são para que recuperem em 2022. Ainda assim, abriram 44 novos hotéis em Portugal num total de 4.100 novos quartos, estando actualmente em construção cerca de 70 novas unidades num total de 8.500 quartos. Para 2022, espera-se uma recuperação para níveis de operação próximos da pré-pandemia e que exista um aumento significativo do interesse dos investidores por este segmento.

A JLL sublinha ainda o desempenho da Promoção Imobiliária, um sector que teve um primeiro semestre muito condicionado pela pandemia, mas que ressurgiu na segunda metade do ano. O apetite para a aquisição de terrenos e activos de desenvolvimento está a crescer e a aproximar-se dos níveis pré-Covid, incluindo quer players nacionais quer internacionais, projectos em vários segmentos e com várias escalas, alicerçados numa elevada procura por parte dos utilizadores finais.

Para Pedro Lancastre, este será um dos sectores mais promissores em 2022, uma vez que “há uma falta estrutural de oferta que é transversal a todo o sector imobiliário e, por isso, necessário resolver para que o mercado cresça”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Arquitectura

OPENBOOK Architecture apoia renovação de escritórios da PwC no Palácio Sottomayor

Quebrar barreiras, ampliar áreas e personalizar estiveram na base deste projecto de arquitectura. Carpintarias, têxteis do mobiliário e revestimento de painéis: todos os detalhes foram pensados em exclusivo para a PwC

CONSTRUIR

A OPENBOOK projectou os novos escritórios da PwC – PricewaterhouseCoopers, localizados no Palácio Sottomayor no coração da cidade de Lisboa.

“O primeiro passo foi quebrar as barreiras presentes, nomeadamente os inúmeros gabinetes anteriormente existentes, melhorando assim o trabalho colaborativo e proporcionando o máximo conforto” explica a OPENBOOK, que estabeleceu a personalização como palavra de ordem para este projecto. Carpintarias, têxteis do mobiliário e até revestimentos de painéis acústicos: todos estes elementos foram desenhados e produzidos em específico para a PwC. “Pensámos o design do espaço de modo a reflectir o ADN da PwC e a transmitir os seus valores. A marca foi, ainda, transposta para a arquitectura através de formas geométricas assentes numa estrutura a preto, que emoldura e inspira os espaços. São estes detalhes que conferem uma identidade única ao escritório.”

O edifício composto por sete pisos, com cerca de oito mil metros quadrados e pensado para um universo de 1200 colaboradores, contempla um novo layout, pensado para uma realidade que, cada vez mais, incorpora o conceito de trabalho colaborativo e ágil. O trabalho híbrido – a combinar tempo em casa, no escritório, nas instalações dos clientes, flexível em função das necessidades pessoais e projectos – é a nova norma e os espaços estão agora em conformidade.

As novas soluções surgem em resposta às necessidades dos colaboradores. A PwC realizou um inquérito para identificar os pontos de melhoria: muitos apontaram a desactualização do espaço. Adicionalmente, questões como a elevada percentagem de espaços fechados e falta de luz natural, a ausência de espaços de trabalho colaborativo e a necessidade de actualização da sinalética e brand PwC foram factores apontados e tidos em conta na remodelação.


Para Paulo Ribeiro, Partner da PwC e responsável pelo acompanhamento dos trabalhos de remodelação, era importante dar resposta às várias necessidades de ocupação do espaço: “O projecto incorporou várias tipologias de espaços: postos de trabalho em open space, salas de reunião fechadas, salas para reuniões one-to-one, phone booths, zonas de trabalho colaborativo, áreas para reuniões informais, e zonas plug-and-work. A ideia chave é que cada uma das pessoas e das equipas tenham a flexibilidade de escolher qual o espaço que melhor se adequa ao trabalho que têm para realizar naquele determinado dia. Por outro lado, para facilitar esta flexibilidade e optimizar a ocupação do espaço, desenvolvemos uma tecnologia que permite efectuar a gestão da ocupação desses mesmos espaços.”

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Sonae Sierra emite obrigações com critérios de sustentabilidade

O primeiro refinanciamento é de 50M€ e tem como indicadores de desempenho as emissões de CO2 e as taxas de reciclagem dos Centros Comerciais geridos e detidos pela Sonae Sierra

CONSTRUIR

A Sonae Sierra é a primeira empresa do sector imobiliário em Portugal a emitir obrigações com critérios de sustentabilidade.

A empresa refinanciou parte da sua dívida corporativa, no valor de cerca de 50 milhões de euros, através da emissão de obrigações ligadas a sustentabilidade (Sustainability-Linked Bonds), nomeadamente às emissões de CO2 e às taxas de reciclagem dos Centros Comerciais geridos e detidos pela Empresa. E a intenção da empresa é a de continuar a ligar a sua dívida corporativa a critérios de sustentabilidade.

“Esta operação enquadra-se na evolução da estratégia de sustentabilidade da Sonae Sierra e é uma conquista que resulta do esforço do trabalho das nossas equipas. É uma forma de reforçar o nosso compromisso com a neutralidade carbónica até 2040 e o nosso alinhamento com um modelo de economia circular, em linha com as melhores práticas internacionais.”, justifica Luís Mota Duarte, chief financial officer e executive director de Investment Management da Sonae Sierra. A operação foi fechada com a Caixa Geral de Depósitos e teve o Caixa – Banco de Investimento como organizador e coordenador geral.

Há mais de duas décadas que a Sonae Sierra integrou a sustentabilidade na sua estratégia de negócio e desde então sempre a manteve como pilar do posicionamento em todos os eixos e áreas de negócio, para continuar a entregar soluções com valor partilhado para o negócio, o ambiente e a sociedade. Há 13 anos consecutivos a empresa é reconhecida no GRESB Real Estate Assessment enquanto Green Star, o que atesta a sua reputação enquanto líder na gestão de veículos sustentáveis, adaptados às necessidades dos investidores.

Por força disso, a empresa tem melhorado os indicadores de desempenho ambiental. Só em 2020, a implementação de medidas de gestão de energia, água e resíduos nos seus activos tornou possível evitar 15 milhões de euros em custos operacionais. Face a 2002, a Sonae Sierra reduziu o seu consumo de electricidade em 66% e aumentou a percentagem de reciclagem de resíduos em 223%. Desde 2003, o consumo de água diminuiu 32% e, desde 2005, as suas emissões de CO2 tiveram uma redução de 84%.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Novo polo cultural nasce na antiga Casa da Câmara de Lamego

O projecto de regeneração urbana “Viver Lamego” imprimiu uma nova dinâmica cultural e social ao Bairro do Castelo, na sequência da reabilitação de vários edifícios de elevada qualidade patrimonial

CONSTRUIR

A revitalização do Bairro do Castelo de Lamego está a ser reforçada com a reabilitação da Torre dos Figos, com o objectivo de fixar moradores e atrair novas pessoas e actividades ao núcleo mais antigo da cidade, criando um novo polo de dinamização cultural e turística.

Adjudicada à firma “ATWAAL”, a reabilitação da Torre dos Figos é concretizada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), co financiado em 85% pelo FEDER, num investimento superior a 381 mil euros.
“Este investimento municipal integra um processo de regeneração mais abrangente, iniciado em 2007, com o projecto “Viver Lamego” e as parcerias para a regeneração urbana, que trouxeram uma nova vida à cidade, a nível paisagístico e urbanístico”, sublinha Francisco Lopes, Presidente da Câmara Municipal.

O projecto de regeneração urbana “Viver Lamego” imprimiu uma nova dinâmica cultural e social ao Bairro do Castelo, na sequência da reabilitação de vários edifícios de elevada qualidade patrimonial. Mereceram particular atenção o Castelo e a Cisterna, dois monumentos nacionais, e o Núcleo Arqueológico da Porta dos Figos que constituem o Centro Interpretativo de Lamego, um museu polinucleado que conta as diversas histórias da multimilenar cidade de Lamego que ganhará em breve um novo polo quando abrir portas a Torre dos Figos.

Publicidade


Localizado entre o Núcleo Arqueológico da Porta dos Figos e a antiga Padaria do Cantinho, sede do Grupo 49 dos Escoteiros, edifícios reabilitados no âmbito do “Viver Lamego”, a Torre dos Figos teve historicamente diversas utilidades. Foi Torre Militar Albarrã e, posteriormente, foi Casa da Câmara, entre o séc. XIV e o séc. XIX.
Tendo em conta o seu elevado valor patrimonial, o projecto de arquitectura vai recuperar e regenerar a sua estrutura, fazendo a passagem do uso militar para o uso cívico. Numa outra intervenção, o Município de Lamego está a reabilitar a antiga Casa do Horto, um edifício até há bem pouco tempo também votado ao abandono.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Biocant Park vai ter novo edifício num investimento de 7,5M€

O presente investimento será orientado para uma actualização e modernização do parque, em termos de infraestruturas e equipamentos técnicos, de acordo com as mais recentes orientações do sector e de modo a dar resposta às solicitações por parte de empresas de dimensões e origem territorial distintas

CONSTRUIR

O Biocant Park, um parque de ciência e tecnologia localizado em Cantanhede (Coimbra) e focado na promoção do empreendedorismo na área da Biotecnologia e do conhecimento científico, vai ter um novo edifício, um investimento estimado em 7,5 milhões de euros e para o qual foi lançado o respectivo concurso público.

Denominado Biocant IV, o edifício deverá estar concluído em 480 dias, segundo os pressupostos do concurso público. foi objeto de uma candidatura ao abrigo do Aviso de Abertura para Apresentação de Candidaturas CENTRO-46-2018-14, destinado às Infraestruturas Tecnológicas (IT) da Região Centro (Centros Tecnológicos, Centros de Valorização e Transferência de Tecnologia e Parques de Ciência e Tecnologia), aprovada em Outubro de 2020, e visa dotar o Biocant Park de infraestruturas ainda mais ajustadas à realidade atual e capazes de dar resposta às constantes solicitações de novas empresas que pretendem instalar-se no parque, mas também para dar resposta e acompanhar o crescimento das empresas já instaladas.

De forma resumida estamos perante um investimento global de 7,5 milhões de euros, que contempla a construção de um novo edifício pelo montante de 5,2 milhões de euros, a aquisição de equipamento científico na ordem dos 2 milhões de euros, assim como outras despesas de caracter mais residual no montante de 300 mil euros. Este investimento irá ter uma comparticipação FEDER de 3,9 milhões de euros.

Como tal, as abrangidas nesta candidatura estarão maioritariamente centradas na construção de um novo edifício, o Biocant IV. Este será o quinto edifício do Biocant Park e o sexto deste ecossistema de inovação localizado em Cantanhede, e que tem como principal missão promover o bioempreendedorismo e fomentar o desenvolvimento de actividades de I&D que possam ser traduzidas em valorização económica do conhecimento na área das biociências.

O Biocant IV, destinado à instalação de empresas de biotecnologia e acolhimento de algumas infraestruturas físicas de suporte, será estruturalmente semelhante aos edifícios dedicados às empresas que já existem no parque (Biocant II e Biocant III) e pretende responder à crescente procura de espaços laboratoriais por parte de empresas de biotecnologia nacionais e estrangeiras. Este novo edifício estará ainda preparado para alojar um Data Center, dedicado ao sector de biotecnologia e competências de marketing digital.

O presente investimento será, por isso, orientado para uma actualização e modernização do parque, em termos de infraestruturas e equipamentos técnicos, de acordo com as mais recentes orientações do sector e de modo a dar resposta às solicitações por parte de empresas de dimensões e origem territorial distintas. No final do projecto, pretende-se aumentar em 20% a área infraestruturada para acolhimento de empresas. Espera-se que na fase pós-projecto o número de empresas no parque tenha crescido cerca de 20%, o que se traduz num aumento no volume das prestações de serviços na actividade total da infraestrutura. Como consequência, também o número de postos de trabalho na própria infraestrutura deverá aumentar, de modo a garantir a qualidade e eficiência dos serviços prestados, a par com o aumento de postos de trabalho altamente qualificados inerentes à actividade das empresas instaladas, as quais estão inseridas em sectores de grande intensidade tecnológica.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Grupo Preceram apoia duas exposições sobre a evolução da Arquitetura e Design

Estão neste momento em Lisboa, no CCB e MNAC, duas exposições de Arquitetura, patrocinadas pelo Grupo Preceram, que vale a pena visitar.

Brand SHARE

Diferentes na sua essência, têm em comum terem como base as soluções em placas de gesso Gyptec.

Arquitetura & Jogo é uma exposição a propósito de brincadeira e imaginação, de experiências construídas e narrativas mitológicas. Centra-se na ideia de «Criação de Mundos» e aproxima duas personagens: o arquiteto e a criança. A imaginação é a essência desta exposição, em que os lugares de recreio da infância e o dos arquitetos, artistas e designers se encontram.

At Play: Arquitetura & Jogo, pode ser visitada até dia 30 de janeiro, no Centro Cultural de Belém no espaço da Garagem Sul | Exposições de Arquitetura.

Publicidade


Mais informação em https://solucoesparaconstrucao.com/gyptec-apoia-exposicao-de-arquitectura-at-play-arquitetura-jogo/

No Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), Eileen Gray: E.1027 Arte Total vai estar disponível até dia 24 de abril.

A exposição apresenta o quarto, à escala real, da casa E.1027, um dos mais icónicos projetos modernistas, da autoria da arquiteta anglo-irlandesa Eileen Gray (1878-1976). A mostra reproduz todos os elementos que compõem o quarto principal da casa E.1027, para a qual a arquiteta concebeu, não só a arquitetura do espaço, mas também praticamente todos os objetos e peças de mobiliário, criando uma obra de arte total.

Saiba mais em https://solucoesparaconstrucao.com/exposicao-eileen-gray-e1027-lisboa/

Subscreva a nossa newsletter em https://solucoesparaconstrucao.com/newsletter/

Autor: Grupo Preceram

Sobre o autorBrand SHARE

Brand SHARE

Mais artigos
Construção

Porto: Alberto Couto Alves e Alves Ribeiro lideram corrida a troço do metrobus

Recorde-se que, aquando do lançamento do concurso público, em Julho de 2021, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sublinhou a importância desta infraestrutura de mobilidade que “representará ganhos muito significativos de atractividade metropolitana, já que promoverá a expansão da rede de metro num espaço territorial muito denso, abrangendo uma população que poderá ir aos 600 mil habitantes”

CONSTRUIR

O consórcio formado pela Alberto Couto Alves e pela Alves Ribeiro estão em primeiro lugar segundo o relatório preliminar do júri no âmbito do concurso público para concepção e construção da Linha BRT (Bus Rapid Transport) Boavista – Império. A proposta vencedora tem o preço de cerca de 25 milhões de euros e um prazo de execução global de 20 meses. O anúncio foi feito pela Metro do Porto na sua página oficial.

A empresa refere, também, que “após a notificação dos seis concorrentes que apresentaram propostas válidas, decorre o prazo legal de audiência prévia, após a qual o conselho de administração da Metro do Porto estará em condições de proceder à adjudicação”. O consórcio Alberto Couto Alves/Alves Ribeiro começará por apresentar o projecto de execução, avançando depois para a construção da linha de BRT.

O projecto integra a nova fase de expansão da rede (depois da construção da Linha Rosa e da extensão da Linha Amarela) e deverá estar concluído no final de 2023. Trata-se de um investimento global de 66 milhões de euros, provenientes do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), incluindo material circulando e um posto de abastecimento de hidrogénio, que servirá não apenas o BRT como toda a comunidade.

Publicidade


Recorde-se que, aquando do lançamento do concurso público, em Julho de 2021, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, sublinhou a importância desta infraestrutura de mobilidade que “representará ganhos muito significativos de atractividade metropolitana, já que promoverá a expansão da rede de metro num espaço territorial muito denso, abrangendo uma população que poderá ir aos 600 mil habitantes”.

A nova linha BRT será parte do sistema de transportes da Área Metropolitana, integrada no sistema de bilhética intermodal Andante, constituindo parte fundamental na estratégia de descarbonização e de combate às alterações climáticas.

O Bus Rapid Transit destaca-se pelo desempenho ambiental neutro (os veículos serão movidos a hidrogénio) e pela facilidade de integração em meio urbano. As composições BRT são idênticas a um metro de superfície, mas que circulam sobre pneus, dispensando a instalação de carris ou o uso de catenárias para alimentação energética. Este tipo de sistema garante serviços de alto rendimento, com uma procura de média a alta intensidade, funcionando frequentemente enquanto elemento complementar e de interface com o Metro.

A Linha Boavista – Império terá uma frequência de cinco minutos em hora de ponta e a ligação entre os seus dois extremos demorará apenas 15 minutos. Desenvolver-se-á ao longo das avenidas da Boavista e Marechal Gomes da Costa, perfazendo um traçado de exploração de oito quilómetros (quatro em cada sentido). O serviço vai contar com oito novas estações de superfície: Casa da Música, Bom Sucesso, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
uma imagem de céu azul, com painéis solares e uma montanha ao fundos
Engenharia

APREN e AP2H2 promoveram debate partidário dedicado à Transição Energética

Duarte Alves (CDU), João Galamba (PS), Jorge Costa (BE) e Salvador Malheiro (PSD) aceitaram o convite das duas associações e defenderam as posições dos seus partidos no que à Transição Energética diz respeito, em antevisão às eleições legislativas do próximo dia 30 de Janeiro

CONSTRUIR

A APREN – Associação de Energias Renováveis, em colaboração com a AP2H2 – Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio, convidou todas as forças políticas para um debate online sobre o tema da Transição Energética, que decorreu na tarde de quinta-feira, 20 de Janeiro.

Quatro forças políticas aceitaram o repto lançado e, da discussão entre os presentes, que contou com a moderação de Miguel Prado, jornalista do Expresso, percebeu-se que é mais aquilo que une do que aquilo que os separa.

O PS, representado por João Galamba, actualmente Secretário de Estado Adjunto e da Energia, defendeu a necessidade de acelerar a capacidade instalada de renováveis, sobretudo de solar, eólica onshore e offshore, em substituição do gás natural. “O eólico offshore parece ser uma área de grande potencial. Tem algo que o solar não tem e que o hidrogénio também traz associado: um enorme desenvolvimento industrial associado”, sublinhou.

Publicidade


Muito dos investimentos já são rentáveis e não carecem de apoios públicos, que podem ser destinados a outras matérias, como os gases renováveis. “Uma grande ou média empresa não precisa de apoios para instalar painéis fotovoltaicos. Pagam-se em três ou quatro anos ou ainda em menos tempo atendendo aos preços de electricidade que temos hoje no mercado”, garante.

O foco deve ser, por isso, a eficiência energética dos edifícios e dos processos produtivos. “Essa é uma área com payback mais longo, que nem sempre seria reforçada se não houvesse apoios públicos”, enfatiza.

Em representação do PSD, Salvador Malheiro, actual presidente da Câmara Municipal de Ovar, concorda. “Não há quilowatt mais barato do que aquele que conseguimos evitar”, sentencia. Por isso mesmo o PSD já propôs que se apostasse na eficiência energética com o apoio fundos europeus.

A CDU defende, igualmente, a aposta na eficiência energética, com o apoio do Estado, nomeadamente para proteger os consumidores mais frágeis. Duarte Alves, Deputado da CDU, lembra que este é um dos vectores principais no caminho para a transição energética. “Por ser um investimento com retorno a mais longo prazo exige investimento público mais determinado”, defende.

Para a CDU esta transição energética deve assegurar a segurança de abastecimento proporcionando ao mesmo tempo preços mais baixos de energia às empresas para que “não mexam nos salários com o argumento de que precisam de ser mais competitivas”.

Para ajudar a resolver o problema dos preços, nomeadamente junto da população mais desfavorecida, o Bloco de Esquerda sugere a instalação de sistemas de autoconsumo comunitários em edifícios do Estado, seguindo a lógica das empresas de serviços energéticos. “Esse modelo pode ser aplicado pelo próprio Estado com taxas de rentabilidade relevantes do ponto de vista da receita pública”, realçou o Deputado Jorge Costa.

Outra ideia do Bloco de Esquerda passa por aproveitar os edifícios públicos para instalação de sistemas fotovoltaicos. Esta seria outra forma de atingir os níveis de produção descentralizada previstos no PNEC (Plano Nacional de Energia e Clima).

Mas há mais a fazer: para o PSD urge também desburocratizar. “A transição energética deveria ser acompanhada de uma transição digital e de eficiência administrativa, designadamente em instituições que são relevantes nesta matéria, como a DGEG. Temos dificuldades enormes ao nível dos recursos humanos, mas também ao nível dos procedimentos”, lamenta Salvador Malheiro. O PSD propõe um “portal único de licenciamento” para agilizar os processos que possa tirar partido da inteligência artificial.

Todos concordam que a transição energética é uma oportunidade de recuperação da economia com vantagens socioambientais. É também, sobretudo – e sem isso dificilmente teria sucesso – “uma enorme oportunidade de desenvolvimento económico, industrial e tecnológico para o nosso país”, frisou João Galamba.

O debate terminou com o tema da energia nuclear sobre a mesa. Esta é uma opção que a União Europeia trouxe para a praça pública enquanto possível opção limpa para catapultar a transição energética. Mas também aqui a opinião é unânime entre os quatro partidos representados. Nuclear? Não obrigado!

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Casas de Nevogilde: Primeiras chaves entregues em Fevereiro

Promovido pelo Grupo Omega, o empreendimento conta já com 60% dos apartamentos vendidos

CONSTRUIR

O Grupo Omega, através da sua associada Realplano, anuncia a entrega das primeiras chaves do projecto “Casas de Nevogilde” na Foz do Douro, no Porto, em Fevereiro. O projecto de reabilitação do condomínio fechado deu origem a cinco apartamentos, T3 e T4, vocacionados para famílias numerosas. A gestão e condução técnica dos trabalhos esteve a cargo da Omega, Serviços de Engenharia.

Este condomínio encontra-se na zona prime de Nevogilde e dá continuidade a um conjunto harmonioso e equilibrado de habitações existentes nesta zona, valorizando-o, oferecendo tranquilidade e o conforto de um apartamento de luxo, estando já vendidos 60% dos apartamentos.

Com a assinatura do atelier do arquitecto Sebastião Moreira, o projecto manteve inalterado o seu carácter exclusivo, marcado pela arquitectura moderna, com linhas sóbrias e minimalistas, com divisões funcionais, práticas e equilibradas. No condomínio “Casas de Nevogilde” cada apartamento tem acesso independente ao exterior. Das cinco fracções, três apresentam jardins privativos, enquanto as outras duas têm acesso a cobertura, terraço e piscina. Todos os apartamentos dispõem, ainda, de estacionamento.

“O condomínio fechado “Casas de Nevogilde” foi um investimento grande nesta zona privilegiada da Foz do Douro. Este fechado e exclusivo, perto do centro da cidade e a 300 metros da Avenida da Boavista, apresenta um excelente design, espaços amplos, jardins e terraços, acabamentos de excelente qualidade, com boa exposição solar e elevado desempenho térmico e acústico. Este projecto é um dos muitos que o Grupo Omega se encontra actualmente a desenvolver ao nível da reabilitação, construção nova e projectos de engenharia”, afirma José Carvalho, CEO do Grupo Omega.

Fundado em 1986, o Grupo é constituido por quatro empresas (Omega, Realplano, OmegaFlow e Endless Numbers), que operam no ramo imobiliário, incorporando uma componente de Investimento e Promoção Imobiliária e uma componente de Serviços de Engenharia (projecto e gestão/fiscalização de empreendimentos). Apesar da sua actividade muito centrada na Área Metropolitana do Porto, têm desenvolvido ao longo dos últimos 30 anos projectos em todo o território nacional (Lisboa e Algarve), bem como no estrangeiro, onde aliás mantém actividade através de empresas suas participadas locais, nomeadamente a Projecto Go, em Moçambique e a Plano Atlântico, no Brasil.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Toda a informação sobre o sector da construção, à distância de um clique.

Assine agora a newsletter e receba diariamente as principais notícias da Construção em Portugal. É gratuito e não demora mais do que 15 segundos.

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.