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Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

Cidália Lopes
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Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução… Continue reading Como lidar com o fim das cinzas volantes no betão

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João Duarte, director executivo da APEB

O Governo fixou a data de 2030 para terminar com o uso de carvão para a produção de energia e é muito provável que as centrais termoelétricas sejam convertidas antes da data limite. Do ponto de vista ambiental é bom e Portugal entende esta como uma das medidas que permitirão atingir as metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa definidas em Paris. Porém, a decisão representa um revés importante: com o fim da energia a partir do carvão, termina a disponibilidade de cinzas volantes e a indústria do betão pronto perde este resíduo para o seu processo produtivo.

O acordo de Paris, celebrado no seio da ONU, em 12 de dezembro de 2015, visa alcançar a descarbonização das economias mundiais e limitar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C até 2050. Para atingir as metas aprovadas é necessário adotar medidas, tais como aumentar o investimento em energias renováveis e acabar com a produção de energia com base no carvão.

As cinzas volantes foram consideradas durante muito tempo como um resíduo industrial das centrais termoelétricas à base de carvão. A sua valorização só se verificou na última década do século XX enquanto material constituinte do betão. Desde então, a incorporação de cinzas volantes no betão tornou-se essencial para melhorar a durabilidade das estruturas de betão armado sob determinadas ações ambientais, nomeadamente os ambientes com cloretos, que atacam as armaduras, ou com compostos químicos que atacam o betão. A incorporação de cinzas volantes permite ainda reduzir o calor de hidratação do betão, fundamental em obras com grandes volumes de betão, tais como as barragens.

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A utilização das cinzas volantes em Portugal, como adição do betão, está atualmente regulada pela especificação E 464 do LNEC. Esta especificação permite combinar as cinzas volantes com um cimento tipo CEM I ou CEM II/A para constituir o ligante. O resultado prático é a substituição de parte do cimento pelas cinzas volantes. Adicionalmente, para as classes de exposição ambiental XS (ataque por cloretos com origem no mar), XD (ataque por cloretos de outras origens) ou XA (ataque químico), a especificação E 464 permite reduzir a dosagem mínima de ligante.

Classes de exposiçãoSem cinzas volantesCom cinzas volantesMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaMínima dosagem de liganteMínima classe de resistênciaAtaque por cloretosXS1, XD1,

XS2 e XD2

360 kg/m3C40/50320 kg/m3C30/37XS3 e XD3380 kg/m3C50/60340 kg/m3C35/45Ataque químicoXA1340 kg/m3C35/45320 kg/m3C30/37XA2360 kg/m3C40/50340 kg/m3C35/45XA3380 kg/m3C40/50360 kg/m3C35/45

Nota: Prescrições da Especificação E 464 para estruturas com uma vida útil de 50 anos.

Com o fim das cinzas volantes o setor do betão pronto vai mudar uma vez que não há atualmente um produto substituto para as cinzas volantes. Por isso, o betão vai ter de ser fabricado apenas com um dos tipos de cimentos disponíveis: CEM I ou CEM II/A. Isso vai refletir-se num aumento do custo de fabrico do betão, uma vez que o ligante passa a ser constituído apenas pelo cimento e é necessária uma maior quantidade.

As empresas de betão pronto e os seus clientes vão ter de se habituar a dar mais relevância à classe de exposição ambiental do que à classe de resistência do betão. Contudo, o impacto mais importante é para os projetistas de betão armado. Ao considerar uma classe de resistência superior no dimensionamento estrutural, o projetista assegura não só a estabilidade e a durabilidade, como também a economia da estrutura de betão armado.

O que fazer enquanto os novos projetos não aparecem?

Atualmente, já se sente a carência das cinzas volantes no mercado. Neste ano, Portugal registou um período recorde de 19 dias consecutivos sem energia produzida a partir do carvão. Só a central termoelétrica de Sines esteve parada 33 dias consecutivos. Em termos ambientais, é muito bom. Contudo, reflete-se diretamente na (in)disponibilidade de cinzas volantes para o betão.

Nos dias em que não há cinzas volantes no mercado, há determinados betões que as empresas de betão pronto deixam de poder fabricar, principalmente nas obras em que a estrutura vai estar sujeita ao ataque por cloretos ou ao ataque químico. Isto porque as estruturas que agora estão em execução foram, na sua maioria, projetadas há já algum tempo, num momento em que ainda não se sentia a falta das cinzas volantes. Por esta razão, o dimensionamento partiu de uma classe de resistência mais baixa.

Vejamos o exemplo de um edifício em construção na orla costeira. A estrutura vai estar sujeita a um ambiente em que o ar contém sais marinhos, o que corresponde à classe de exposição XS1. A classe de resistência especificada para o betão é C30/37, o que é apenas possível caso o betão incorpore cinzas volantes. Uma vez iniciada, a obra não pode parar por causa da falta de cinzas volantes. Porém, para que os trabalhos prossigam, é necessário utilizar um betão fabricado só com cimento e com uma classe de resistência superior – C40/50 – para garantir a durabilidade pretendida para a estrutura. Contudo, como o projeto não teve em conta o incremento na resistência do betão, perde-se o potencial ganho económico.

As empresas de betão pronto não podem garantir o fornecimento de betão com cinzas volantes quando não têm controlo sobre a disponibilidade de cinzas volantes no mercado. No entanto, podem encontrar soluções para que as obras possam continuar. As empresas de betão pronto têm capacidade para entregar betão sem cinzas volantes que garante a estabilidade e a durabilidade das obras, qualquer que seja a classe de exposição ambiental aplicável. Contudo, a opção por continuar ou parar com a obra permanece na empresa de construção.

 

NOTA: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo

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Grupo Ramada cresce impulsionado pelo aço

Nos primeiros nove meses de 2021 o Grupo Ramada viu as suas receitas ascenderem a 102,6 milhões de euros, o que representa um crescimento de 37,1% face às receitas geradas em igual período do ano passado

Nos primeiros nove meses de 2021 o Grupo Ramada viu as suas receitas ascenderem a 102,6 milhões de euros, o que representa um crescimento de 37,1% face às receitas geradas em igual período do ano passado.

De acordo com as informações apresentadas à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, no mesmo período os custos totais ascenderam a 86 milhões de euros, mais 30,6% que em 2020, e o EBITDA atingiu o montante de 15,7 milhões de euros, superior em 89,1% face ao registado no período homólogo de 2020. O resultado líquido consolidado do grupo no período foi superior a 10 milhões de euros.

A Ramada Investimentos é a sociedade-mãe de um conjunto de empresas que, no seu conjunto, exploram dois segmentos de negócio distintos: Indústria, que inclui a actividade dos aços especiais e trefilaria, e o imobiliário, vocacionado para a gestão de activos imobiliários. Grande parte do crescimento registado nos primeiros nove meses do ano está centrado no primeiro, período no qual “a actividade de aços registou um crescimento significativo comparativamente ao igual período de 2020, sendo relevante o contributo do sector da metalomecânica, que continua a destacar-se com índices de crescimento acentuados desde o início do ano”, reporta o grupo.

“A procura de aço mantém-se em alta, assim como se continuam a verificar constantes subidas de preços e escassez de materiais por parte de alguns fornecedores. A subida significativa da sucata e do minério de ferro que ocorreram a meio do primeiro semestre, o fecho das quotas de importação de países terceiros da União Europeia e as dificuldades, provocaram uma acentuada subida de preços de aço”, analisa a Ramada. A manterem-se estes factores “prevê-se que os preços de mantenham elevados e que persista a escassez de material nos próximos meses do ano”, vaticina o grupo.

Nos primeiros nove meses de 2021 as vendas de aço para o mercado externo representaram 9,2% do volume de negócios, registando um crescimento de 42% face a 2020. O crescimento das exportações tem sido gradual, sendo de salientar neste período a consolidação da presença do grupo no mercado espanhol.

O crescimento estendeu-se ainda à actividade de Trefilaria, em resultado de aumentos significativos de preços e do volume de produção. Maioritariamente vocacionada para o mercado externo, a operação de trefilaria representou 65,85 do volume de negócios, com as exportações deste sector a registarem um crescimento de 82%, face ao período homólogo. Espanha, Estados Unidos e França são os principais destinos.

Para o início de 2022 o grupo anuncia o arranque da produção do projecto Ramada Solar, justificado pelo impacto “significativo” que o aumento do preço da energia eléctrica e do gás natural terá na actividade do grupo. Mas já este ano, o grupo avançou com a instalação de uma central fotovoltaica de autoconsumo na Socitrel. A central iniciou a exploração no final do primeiro semestre. Contando com uma produção anual prevista de cerca de 1,2 GWh irá reduzir a factura energética da Socitrel em cerca de 7,2%.

Já no segmento imobiliário, o grupo registou um resultado líquido nos primeiros nove meses de 3,06 milhões de euros, registando um crescimento de 2%, relativamente ao período homólogo de 2020.

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Do sucesso comercial ao lançamento de novos projectos Kronos Homes reforça em Portugal

Os projectos imobiliários da Kronos Homes Portugal avançam a bom ritmo. A promotora anuncia um novo projecto residencial, no Paço do Lumiar, em Lisboa, e a aposta no built to rent, com a entrada no país da marca Stay by Kronos

A primeira fase de vendas dos Signature Apartments do resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, um dos projectos da Kronos Homes em Portugal, vai terminar o ano 2021 com 100% das unidades, num total de 37, vendidas. Os apartamentos, desenhados pelos arquitectos catalães RCR Arquitectes e actualmente em construção, estarão finalizados na Primavera de 2022. De acordo com a informação disponibilizada pela promotora, entre os principais compradores estão as nacionalidades portuguesa (22%) e norte-americana (25%).

A segunda fase de vendas, que prevê a comercialização de 44 apartamentos, já arrancou com a venda das primeiras unidades. A etapa inicial do masterplan do resort, que visa um investimento global de 200 milhões de euros, continua a decorrer conforme previsto, com a inauguração do recém-premiado Clubhouse, em 2020, e o restaurante de fine dining AL SUD em Junho de 2021, com cozinha assinada pelo galardoado Chef com estrela Michelin Louis Anjos.

“É com uma enorme satisfação que vemos que muitos dos nossos clientes são portugueses, um dos objectivos assumidos no momento em que a Kronos Homes entrou no país. Cumprir este desejo não só é uma referência da máxima importância para o nosso negócio, como é sinal de que os portugueses confiam nos nossos projectos, reconhecendo a sua qualidade”, explica Rui Meneses Ferreira, sócio da Kronos Homes em Portugal. “A localização excepcional, com uma beleza natural ímpar junto ao mar, onde a baixa densidade de construção impera, e os apartamentos e outras infraestruturas do resort assinados pelos premiados RCR Arquitectes, fazem deste resort um lugar único e muito apetecível para os compradores”, justifica.

Em Palmares Ocean Living & Golf também estão em venda as Signature Villas, os projectos chave-na-mão da RCR Arquitectes, sendo que a primeira de oito foi concluída recentemente. Registou-se ainda um aumento da procura por lotes para construção de moradias à medida, estando estes mais de 50% vendidos – de um total de 103 – e denotando uma busca por um novo tipo de luxo, mais associado à natureza e à baixa densidade de construção. Para além da vista mar, os lotes têm áreas bastante generosas, o que se torna cada vez mais escasso em zonas premium.
O masterplan do resort prevê o desenvolvimento de 460 unidades, das quais 103 lotes para moradias exclusivas e 357 apartamentos. O resort inclui ainda um Boutique Hotel, o BEACH HOUSE HOTEL, com 20 quartos, e terá em breve um novo hotel de cinco estrelas, de uma marca internacional, que se encontra em fase de desenvolvimento, com um total de 172 quartos.

Quatro projectos em Portugal e de olhos no futuro

A operar em Portugal desde 2017, a Kronos Homes conta com mais três projectos em Portugal – o Amendoeira Golf Resort, no Algarve, e o DISTRIKT e o The One, os projectos residenciais em Lisboa.

No Amendoeira Golf Resort, onde a proximidade de escolas internacionais, a qualidade de vida e serviços do resort e a baixa densidade são factores muito valorizados, as famílias são os principais compradores. As vendas têm sido um sucesso, registando-se um aumento da procura por parte de famílias e clientes que procuram residir em Portugal ou ter uma segunda primeira casa no país.

Já no empreendimento residencial DISTRIKT, no Parque das Nações, já foram assinados contratos para a venda de 50 dos primeiros 81 apartamentos disponíveis. No que diz respeito às áreas comerciais, 80% já estão reservadas. Recentemente, foi também lançada uma nova fase de vendas com mais 41 apartamentos e 25% já se encontram vendidos.
Já em Lisboa, no The One, um projecto com assinatura do arquitecto Souto de Moura, anunciado em Maio deste ano e que irá localizar-se na Avenida João XXI, assegurou já 30% das vendas destes 65 apartamentos muito exclusivos.
No início do próximo ano, a Kronos Homes irá lançar um novo projecto residencial, no Paço do Lumiar, em Lisboa. No curto prazo, a promotora pretende ainda apostar no built to rent em Portugal, trazendo para o país a marca Stay by Kronos, que já opera em Espanha.

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CARI, dstgroup e IPCA lançam formação profissional para dar resposta ao mercado

Esta formação está vocacionada para actualização de conhecimentos de técnicos da indústria de construção civil e para o reforço de competências na utilização de ferramentas digitais

A construtora CARI e a Escola Técnica Superior Profissional do IPCA lançaram a 1ª edição do Curso Técnico Superior Profissional em Preparação e Gestão de Obras, uma formação avançada direccionada para o contexto de trabalho que se destina a fazer face à escassez de profissionais e a promover a formação de técnicos altamente especializados. A iniciativa traduz a importância de fomentar a interacção entre instituições do ensino superior e o tecido empresarial.

O curso, distribuído por quatro semestres em horário pós-laboral, será realizado sob orientação do corpo docente do IPCA e de elementos dos quadros superiores da CARI e de empresas suas parceiras do dstgroup, como a bysteel, a dst e a BIM+, e também da zet gallery, garantindo assim a transferência de conhecimento e as melhores práticas designadamente no sector da construção civil.

Desenhado para proporcionar conteúdos alinhados com a necessidade do mercado de trabalho, esta formação está vocacionada para actualização de conhecimentos de técnicos da indústria de construção civil e para o reforço de competências na utilização de ferramentas digitais promovendo a digitalização do sector da construção.
No final do curso os formandos terão desenvolvido competências técnicas especificas na área da construção, capazes de os habilitar a desempenharem com sucesso funções de preparação de obra, de acordo com as melhores práticas aplicáveis à profissão, devidamente adaptadas ao contexto actual, nomeadamente ao nível do enquadramento tecnológico das ferramentas de trabalho disponíveis e em observância das exigências do mercado, em estreito alinhamento com a procura das empresas do sector da construção.

A par das componentes científicas e técnicas, o curso apresenta um curriculum diversificado, no qual se inclui módulos dedicados às áreas das Humanidades e da Cultura, que será ministrado nos três primeiros semestres. O quarto e último semestre decorre em contexto empresarial para aquisição e desenvolvimento de competências técnicas, relacionais e organizacionais, relevantes para a qualificação profissional a adquirir. O último semestre é realizado em contexto de trabalho, com um estágio curricular.

A primeira edição do Curso Técnico Superior Profissional Preparação e Gestão de Obras já está a decorrer, tendo sido preenchidas as 26 vagas disponíveis, com alunos com idades entre os 18 e os 53 anos. Fazem parte deste grupo de alunos alguns trabalhadores das empresas que participam no projecto, numa perspectiva de reforço de competências.

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Edifícios Mais Sustentáveis reforçado em 15M€ e prolongado até Março

Para além do valor e da extensão do prazo, a alteração ao regulamento do Programa Edifícios Mais Sustentáveis, publicada a semana passada, inclui ainda uma nova categoria de isolamentos com recurso a materiais convencionais

O Governo aumentou em 15 milhões de euros e alargou o prazo para a apresentação de candidaturas ao Programa de Apoio a Edifícios Mais sustentáveis, para 31 de Março. A decisão é justificada pela “extraordinária adesão” ao Programa que é financiado através do Fundo Ambiental, com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência. Com este aumento, o total de verbas canalizadas para o programa ascende agora a 45 milhões de euros.

Para além do valor e da extensão do prazo, a alteração ao regulamento publicada a semana passada inclui ainda uma nova categoria de isolamentos “com recurso a materiais convencionais e o aumento dos limiares de apoio dos isolamentos, quer para coberturas como para paredes, face à importância da melhoria do isolamento térmico enquanto medida de eficiência energética”, refere nota do Governo. Foi igualmente introduzida a possibilidade de serem solicitados esclarecimentos adicionais aos candidatos durante a avaliação das candidaturas e antes de ser tomada a decisão de elegibilidade.

As mudanças visam potenciar os benefícios do Programa, apostando na melhoria da eficiência energética e ambiental das habitações e contribuindo para o alcance de múltiplos objectivos. Destinam-se também a optimizar o processo de avaliação das candidaturas, tendo em vista aumentar o número de elegíveis.

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Até ao momento, “o programa conta com mais de 47.000 candidaturas e vai permitir apoiar perto de 10.500 projectos de melhoria do desempenho ambiental e energético dos edifícios de habitação, conferindo às famílias a possibilidade de aumentar o conforto térmico e reduzir a factura energética das suas habitações. Além disso, contribuiu para dinamizar a economia com 15,8 milhões de euros já pagos pelo Fundo Ambiental a cerca de 9.500 candidaturas, em linha com os objectivos de recuperação económica do PRR”.

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Pur Oporto Boutique Hotel: Portas da Vicaima “enriquecem estilo colonial e retro-chic” da unidade hoteleira

Neste projecto foram integrados nas entradas dos quartos diversas unidades de Portaro EI30 Ac42dB, no lado interior das portas o revestimento Naturdor Carvalho e no lado exterior um padrão customizado ao projecto

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O Pur Oporto Boutique Hotel, a nova aposta da cadeia Actahotels, localizada na icónica Rua de Santa Catarina, junto ao centro histórico da cidade do Porto, escolheu as soluções da Vicaima, de forma a “enriquecer o estilo colonial e retro-chic da unidade hoteleira, mas principalmente para disponibilizar soluções diferenciadoras que aliam a componente estética à alta performance”.

Neste projecto foram integrados nas entradas dos quartos diversas unidades de Portaro EI30 Ac42dB, conjunto composto por porta, aro e acessórios numa peça única. Esta solução aplicada no Pur Oporto Boutique Hotel, é certificada por entidades internacionais acreditadas, garantindo uma protecção de resistência ao fogo até 30 minutos e isolamento acústico até 42dB, cumprindo com os requisitos de protecção corta-fogo, e simultaneamente, conferindo aos espaços níveis acústicos ideais para uma estadia sem perturbações.

Os revestimentos escolhidos “reflectem a contemporaneidade e escolha de decoração de interiores do Pur Oporto Boutique Hotel”. Foram aplicados no lado interior das portas o revestimento Naturdor Carvalho e no lado exterior um padrão customizado ao projecto, “que revela o carácter exclusivo e diferenciador do design e acrescenta uma forte personalidade às entradas dos quartos do hotel”.

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Roca apresenta nova colecção num evento global

O lançamento terá lugar no dia 30 de Novembro, em Barcelona, e vai ser emitido em directo, em streaming, oferecendo um primeiro olhar sobre a nova colecção da marca para o espaço de banho

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Na próxima terça feira, dia 30 de Novembro, a Roca vai apresentar a nova colecção completa para espaços de banho. O encontro Roca decorrerá na Fundação Joan Miró, em Barcelona, e vai ser transmitido em streaming, podendo ser visto no mundo inteiro.

A apresentação, terá a duração de, aproximadamente, 40 minutos, oferecendo um primeiro olhar sobre a nova colecção da Roca, que reúne todos os elementos necessários ao espaço de banho: lavatórios, móveis, torneiras, banheiras, acessórios, santitas, bidés e muito mais.

O evento da Roca vai contar ainda com uma análise e explicação do processo de projecção da colecção e as suas principais características. O evento irá contar com a presença de Marc Viardot, corporate Marketing e Design Director do Grupo Roca, Carolina Velasquez, chief designer no NOA Intelligent Design, Gae Benedito, senior product designer no Benedito Design, Gabriel Esteve, fundador do Cobalto Studio, estúdio de design de interiores e Daniel Ayuso, director criativo da agência de branding Clase Bcn. Especialistas em diversas áreas fundamentais na concepção da nova linha.

Durante o evento, serão estabelecidas ligações em directo com as fábricas da Roca, responsáveis pela produção das principais peças da nova colecção. O evento contará ainda com a apresentação do conceito criativo por trás da campanha global de lançamento do produto.

Para assistir ao lançamento da nova coleção em primeira mão, basta inscrever-se aqui

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Quinta de Santo António recebe prémio internacional no WAF [c/ galeria de imagens]

O projecto de hotel e adega Quinta de Santo António, do ateliê Sérgio Rebelo, venceu o primeiro prémio, na categoria Future Projects, Leisure Led Development, no World Architecture Festival

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O projecto de hotel e adega Quinta de Santo António, do ateliê Sérgio Rebelo, venceu o primeiro prémio, na categoria Future Projects, Leisure Led Development, no World Architecture Festival, cuja edição de 2021 arranca dia 1 de Dezembro, em versão online. Ao entrar na lista das cerca de três dezenas premiados desta edição, este projecto, o único português em competição, concorre agora a “edifício do ano”.

A Quinta de Santo António Hotel and Winery, está localizado em Adorigo, concelho de Tabuaço, em plena paisagem natural do Douro. “O projecto Quinta de Santo António é uma rara oportunidade de escrever uma página sobre a extraordinária história centenária do rio Douro em Portugal. Tanto a paisagem monumental, que faz parte do Património Mundial da UNESCO, como a ancestral produção do Vinho do Porto exigem soluções arquitectónicas elegantes, responsáveis e subtis”, avança o ateliê.

Dessa forma, o Hotel e Adega, fundem-se então de forma harmoniosa com as características naturais da paisagem e os materiais “materiais homenageiam o artesanato tradicional, ao mesmo tempo que são aplicados em soluções e contextos inovadores”, a proposta de arquitectura “proporciona espaços de imersão e contemplação, mas também convida ao movimento à descoberta e à proximidade”.

O design do hotel e da adega é o resultado “de uma leitura atenta de todos os elementos naturais e construídos” que caracterizam esta paisagem, o que se torna evidente “na escala da intervenção e na paleta de cores e materiais. O resultado é “um edifício contemporâneo e harmonioso, capaz de fazer justiça ao seu património ambiental, cultural e humano”.

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Sitio lança conceito de hybrid office

Novo produto ajustado às necessidades das empresas que optam por um modelo permanente de escritório híbrido, com redução de custos, maior flexibilidade e capacidade de resposta à mobilidade dos colaboradores

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O sitio, empresa do Grupo Himo especializada na gestão de espaços partilhados, desenvolveu um novo produto, hybrid office. Trata-se de um novo produto que, de acordo com a empresa, “responde à procura de soluções de utilização de um escritório próprio, mas que oferecem condições competitivas quer ao nível dos custos associados ao aluguer de espaço, quer à flexibilização do número de dias a contratar”.

Assim, o novo produto da rede sitio – hybrid office permite que as empresas escolham o escritório que querem utilizar, dentro da rede sitio disponível, que compreende 13 localizações em Lisboa e 3 no Porto, bem como a quantidade de dias por semana que pretendem ocupá-lo e quais os dias da semana nos quais pretendem fazê-lo, em regime de exclusividade.

Com contratos de um período mínimo de um mês, os valores desta solução variam conforme o número de pessoas e o número de dias de utilização por semana, começando nos 500€/mês.

“Os novos produtos como o hybrid office têm como objectivo responder à procura, por parte das empresas, por soluções que permitam criar novos espaços de trabalho, nos quais a flexibilidade, a mobilidade dos colaboradores e a redução de custos, assumem posições estratégicas”, justifica Miguel Ricardo, general manager da rede.

Os serviços abrangidos por este novo produto incluem mobiliário, morada fiscal, Wifi, sala de reunião (4h), CCTV, electricidade, água, impressora (pack 50 impressões/mês), ar condicionado/climatizado, copa, limpeza, chá, bolos, fruta, descontos/parcerias na rede de parceiros sitio, acesso à APP sitio network, 30% desconto em salas de reunião, recepção e notificação de correspondência.

Actualmente, a empresa disponibiliza esta solução em escritório privado até 14 pessoas, no sitio Bairro Azul, localizado na Rua Marquês da Fronteira, em Lisboa.

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Antologia: Nova colecção da CIN “é uma ode ao património cromático da marca”

“Antologia” apresenta 126 novas cores numa paleta de nove colecções, que “eternizam elementos singulares do passado”. Este novo lançamento está disponível em seis lojas, no Porto, Lisboa e Algarve, e na loja online

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O novo projecto de cor da CIN “é uma ode ao património cromático da marca” e à herança das várias disciplinas artísticas da história da arte e das artes decorativas. Os tons da colecção Antologia “eternizam elementos singulares do passado, com uma densidade inspiradora e contemporânea que perdurará pelo presente e pelo futuro da cor”.

“Antologia” apresenta 126 novas e exclusivas cores numa paleta de nove colecções que variam entre cores luminosas, neutras e apagadas, intensas e mais escuras e profundas e que permitem criar ambientes icónicos nas casas de hoje e de amanhã.

Céline de Azevedo, colour designer da CIN, explica que “cada uma das cores da colecção Antologia estabelece uma ligação com um determinado imaginário, seja a mitologia grega, a pintura impressionista, a arquitectura renascentista, a ourivesaria modernista, decoração barroca ou a poesia romântica”.

Nesta colecção existem, ainda, “referências com sotaque português, numa homenagem evidente às origens da CIN, que se materializam numa selecção de cores resgatadas de arquivos históricos da marca”, acrescenta Céline de Azevedo.

Também Liliana Leis Soares, directora-adjunta de Marketing da CIN, ressalva que “A colecção Antologia é uma colectânea que se quer intemporal e que marca não só uma posição única no mercado, mas um legado de uma marca centenária”.

Resultado de anos de pesquisa e de desenvolvimento, este é um projecto “icónico” para a marca, já que “mais do que cor”, a nova colecção “oferece inspiração, requinte e história a cada lugar”.

Além do catálogo, a nova colecção apresenta-se, também,  com uma box especialmente dedicada à prescrição, em edição limitada, com 126 amostras de cor. Este novo lançamento está disponível em seis lojas, no Porto, Lisboa e Algarve, e na loja online, com um móvel expositor exclusivamente desenvolvido para esta colecção, assim como um novo formato de tester de 50ml. As cores Antologia estão disponíveis na tinta CIN Premium.

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Remax recruta 4350 consultores entre Janeiro e Outubro

“Formação, reconhecimento, premiação, partilha entre consultores, compensação justa e elevada dos rendimentos”, são alguns factores impulsionadores do crescimento, afirma Beatriz Rubio

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tagsRE/MAX

De Janeiro a Outubro a imobiliária Remax recrutou 4.350 consultores, o que se traduz numa média de 435 pessoas por mês. Depois de apurar o impacto do processo de recrutamento na rede e que tem ajudado alavancar um crescimento sustentado dos seus resultados, foi possível verificar que o mês de Março foi que registou o maior número de consultores recrutados, com 564 a juntarem-se à imobiliária no mercado. Abril somou

516 novos consultores e Fevereiro 484, sendo estes períodos intensos ao nível do recrutamento, em contraste com os meses de Verão em que o ritmo foi menor, em função do período de férias. Com uma subida notada em Setembro (451 novos consultores), o número de recrutados do mês de Outubro (465) antecipa já os últimos meses do ano para níveis de recrutamento muito similares aos verificados no seu início.

Quanto às regiões com maior peso no recrutamento, sobressaem a zona central de Lisboa (concelho) com quase 19% do total de consultores recrutados, seguida da região do Grande Porto com uma percentagem de 17,5% e depois o Norte do país, que fecha o top 3, com 12,6% de taxa de recrutamento. Já as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, a par da região alentejana, são as que possuem menor representatividade, com um total acumulado de 3,1% de consultores recrutados.

Para Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal, “o recrutamento na rede RE/MAX tem-se mostrado muito forte e dinâmico, como resultado da enorme atractividade que a rede cada vez mais representa e do esforço conjunto de dezenas e dezenas de profissionais que analisam, entrevistam e seleccionam centenas de candidatos todos os meses”.

“Formação, reconhecimento, premiação, partilha de negócios entre consultores, assim como a compensação justa e elevada dos rendimentos”, são outros factores impulsionadores do crescimento da rede, acrescenta a responsável

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