Edição digital
Assine já
Construção

Requalificação do entreposto frigorífico de Santa Maria a concurso por 1,3 M€

A empreitada, com um prazo de 14 meses, visa melhorar as condições de funcionamento do Entreposto Frigorífico de Vila do Porto

CONSTRUIR
Construção

Requalificação do entreposto frigorífico de Santa Maria a concurso por 1,3 M€

A empreitada, com um prazo de 14 meses, visa melhorar as condições de funcionamento do Entreposto Frigorífico de Vila do Porto

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 471
Construção
Concurso público para requalificar Martim Moniz aprovado
Construção
Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural
Construção
CBRE GWS renova contrato para gestão dos edifícios do BBVA em Espanha e Portugal
Empresas
‘Reynaers Act’ representa o compromisso com o Acordo de Paris
Empresas
Paulo Caiado reeleito para novo mandato à frente da APEMIP
Imobiliário
Investimento imobiliário nas ARUs do Porto cresce 34% no 1º semestre do ano
Imobiliário
Reveja mais uma noite de glória com a entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022 (c/galeria)
Construção
Conheça os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022
Construção
Porto: Reabilitação das ‘Ilhas da Lomba’ dará origem a 47 novas casas
Construção

O concurso para a requalificação e modernização do Entreposto Frigorífico de Vila do Porto, em Santa Maria, nos Açores, já foi lançado através da Lotaçor, anunciou esta segunda feira, Gui Menezes, secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, que falava à margem de uma reunião com a Direcção da Associação de Pescadores de Santa Maria. A obra tem um preço base de 1,3 milhões de euros.

A empreitada, que tem um prazo de 14 meses, visa melhorar as condições de funcionamento do Entreposto Frigorífico de Vila do Porto e, consequentemente, melhorar as condições de trabalho dos pescadores e dos comerciantes de pescado marienses.

A obra prevê a instalação de uma sala de processamento de pescado, individualizada do restante edifício, devidamente climatizada e com instalações sanitárias, bem como uma zona de resíduos e acessos independentes.

Está, ainda, prevista a reformulação da rede de amoníaco daquela infraestrutura, com a execução de novos isolamentos e sistema de segurança, bem como melhoramentos gerais da instalação elétrica e do posto de transformação.

Segundo Gui Menezes, esta empreitada insere-se na estratégia do Governo dos Açores de “reforçar e modernizar a rede de frio de todo o arquipélago”, acrescentando que “a empreitada para a requalificação do Entreposto Frigorífico da Horta, no Faial, está a aguardar o visto do Tribunal de Contas para avançar”.

Ainda este ano será lançado o concurso para a obra de requalificação do Entreposto Frigorífico da Madalena, no Pico, bem como a definição do preço base para o lançamento do concurso para a obra de modernização do Entreposto Frigorífico das Lajes das Flores, “dado que os dois últimos concursos ficaram desertos”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 471
Construção
Concurso público para requalificar Martim Moniz aprovado
Construção
Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural
Construção
CBRE GWS renova contrato para gestão dos edifícios do BBVA em Espanha e Portugal
Empresas
‘Reynaers Act’ representa o compromisso com o Acordo de Paris
Empresas
Paulo Caiado reeleito para novo mandato à frente da APEMIP
Imobiliário
Investimento imobiliário nas ARUs do Porto cresce 34% no 1º semestre do ano
Imobiliário
Reveja mais uma noite de glória com a entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022 (c/galeria)
Construção
Conheça os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022
Construção
Porto: Reabilitação das ‘Ilhas da Lomba’ dará origem a 47 novas casas
Construção
Construção

Os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 471

A lista completa dos vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022, numa edição especial onde lhe mostramos o que reserva o plano ferroviário para o próximo ano ou o projecto do atelier Oitoo em Marvila. Mas há muito mais para ler

Conheça os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022

Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural
O CONSTRUIR, em parceria com a Publituris Hotelaria e com o apoio da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promoveram um conjunto de conferências, na Exponor, dedicadas à Sustentabilidade e Inovação na hotelaria. Considerando que nem sempre as transformações necessárias implicam um grande esforço financeiro, importa uma transformação cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, assegurou um dos convidados

Cascais vai dedicar 162M€ à habitação pública
Destes 2.869 fogos, 929 vão ser construídos de raiz (800 em terrenos camarários já existentes e 129 em terrenos que a autarquia vai adquirir) e os restantes 1940 são ser alvo de total requalificação

752M€ de investimento em ferrovia a executar em 2023
O próximo ano deverá ficar marcado pelo acelerar da execução dos projectos das infraestruturas de transporte, em especial ferroviários. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou que nenhuma das obras do programa Ferrovia 2020 ficará por fazer e que serão poucos os projectos que irão transitar para além de 2023

Oitoo desenham complexo habitacional para Marvila
O júri considerou que, dos quatro trabalhos apresentados no concurso a proposta vencedora da autoria dos Oitoo destaca-se pela “notável valorização da sua integração no contexto urbano, e na sua articulação com o espaço público envolvente.” O Júri refere ainda que a proposta demonstra um trabalho sensível de compreensão da envolvente próxima onde se insere, garantindo e valorizando a eficaz integração nos sistemas urbano próximos, promovendo um sentido de bairro, de singularidade e de identidade do lugar”

Porto: Imolote reabilita edifício no centro histórico a pensar nos jovens
Inserido na aposta da promotora “em produtos exclusivos, sustentáveis e em harmonia com o património existente”, Dom Hugo faz a fusão entre o passado e o futuro, num projecto com assinatura da OODA

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do CONSTRUIR. Pode comprar apenas esta edição ou efectuar uma assinatura do CONSTRUIR aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Graça Dias | [email protected] | 215 825 436

Nota: Se já é subscritor do CONSTRUIR entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção PLUS – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler

ACEDA AQUI À VERSÃO DIGITAL DA EDIÇÃO IMPRESSA DO CONSTRUIR 471

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Concurso público para requalificar Martim Moniz aprovado

Concurso para a elaboração do Projecto de Requalificação da Praça do Martim Moniz será lançado em Janeiro de 2023, o concurso de empreitada em 2025 e a nova Praça deverá ser inaugurada em Março de 2026

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou o concurso público internacional para a elaboração do Projecto de Requalificação da Praça do Martim Moniz que deverá será lançado em Janeiro do próximo ano.

O lançamento do concurso de ideias foi aprovado com os votos a favor dos sete vereadores dos Novos Tempos e de cinco do PS, votos contra do PCP (dois), BE (um) e do Cidadãos Por Lisboa (um) e a abstenção do Livre (um). A aprovação incluiu as peças, os detalhes, o orçamento e o júri do concurso público a ser lançado em Janeiro.

A votação que permitiria desbloquear o lançamento do concurso esteve originalmente agendada para uma reunião de Câmara no final de Julho, mas, depois da discussão, foi adiada. Com a demora na aprovação do concurso de ideias, todo o calendário da Praça do Martim Moniz foi alterado. O lançamento do concurso, que estava previsto para o passado mês de Setembro, deverá acontecer agora em Janeiro de 2023 e as diferentes propostas deverão ser conhecidas numa exposição pública em Julho, quando também deverá já estar escolhida a equipa vencedora. Segue-se uma apresentação detalhada de um primeiro rascunho do projecto vencedor, a finalização desse projecto, uma nova apresentação pública e só em 2025 será lançado concurso de empreitada da obra que deverá estar concluída em Março de 2026.

A mesma reunião de Câmara definiu “critérios essenciais” para as propostas a apresentar no concurso público internacional, que devem ser cumpridos para encontrar a solução vencedora, nomeadamente o aumento das áreas verdes, a melhoria das vivências e uma maior diversidade de actividades, a melhoria da circulação rodoviária, estipulando o limite de 30 KM/H de velocidade na futura praça, a redução de ruído, o investimento no acesso pedonal, o aumento da segurança e a requalificação do edificado, o que implica a adopção de soluções de espaço público que promovam a integração e valorização paisagística do Centro Comercial do Martim Moniz, do Centro Comercial da Mouraria, do Hotel Mundial e de outro edificado da Praça, com a inclusão da Torre da Pela na área de intervenção.

Estes desígnios têm como base os resultados da auscultação pública dos cidadãos, que foram, posteriormente, analisados pelos serviços da Câmara Municipal de Lisboa.

“Todas as necessidades identificadas são coroadas pelo desejo de criação de um jardim que garanta uma vivência multicultural, ‘Um Jardim do Mundo’, que proporcione um chão comum a todas as culturas, tal como hoje acontece e que responda ainda às necessidades de recreio e encontro da população residente”, lê-se na proposta.
A proposta aprovada pelo executivo camarário define, também, o júri do concurso, que inclui especialistas em arquitectura, arquitectura paisagista, engenharia civil e geografia.

“O preço base para o projecto de requalificação é de 462 mil euros (mais IVA) e neste total está já incluído o valor correspondente ao prémio atribuído à proposta classificada em primeiro lugar [30 mil euros]”, refere a proposta.

Além do projecto vencedor, serão atribuídos prémios monetários a outros quatro candidatos do concurso, designadamente 25 mil euros para o segundo lugar e 18 mil euros a cada uma das propostas que fiquem entre o terceiro e o quinto lugar, de acordo com a proposta.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Sustentabilidade e inovação requerem (também) uma transformação cultural

O CONSTRUIR, em parceria com a Publituris Hotelaria e com o apoio da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) promoveram um conjunto de conferências, na Exponor, dedicadas à Sustentabilidade e Inovação na hotelaria. Considerando que nem sempre as transformações necessárias implicam um grande esforço financeiro, importa uma transformação cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, assegurou um dos convidados

*Cidália Lopes e Carla Nunes (Publituris Hotelaria)

A inovação e a sustentabilidade em torno do Turismo foram os temas centrais de duas conferências conjuntas promovidas pelo jornal CONSTRUIR e pela revista Publituris Hotelaria, apoiadas pela Associação de Hotelaria de Portugal e no âmbito da Decor Hotel, a feira profissional de projecto, construção, decoração, equipamentos, produtos e serviços para hotelaria que decorreu na Exponor.

Os processos postos em prática pelos hotéis, principalmente durante o período inicial da pandemia, bem como o percurso que ainda falta percorrer nesta área, foram alguns dos pontos debatidos nesta sessão que juntou Rui Martins, CEO SmartLinks e responsável pelo Gabinete Digital da AHP; Jaime Quesado, economista e professor na Faculdade de Economia do Porto; Pedro Serra, director-geral de operações do The Editory Hotels; João Rodrigues, Technological Advisor e ex-Country Manager da Schneider Portugal e Miguel Velez, CEO da Unlock Boutique Hotels.

Começando pelos exemplos práticos, Pedro Serra afirma que o período da pandemia foi aproveitado para colocar em prática projectos que já tinham em mente, como o check-in automático, pagamentos contactless e robotização de alguns projectos, “mesmo no backoffice”: “Não é totalmente novo, mas nós não tínhamos”, admite.

Já na Unlock Boutique Hotels, Miguel Velez aponta para a conquista do selo Biosphere em todos os hotéis do grupo, conseguido através de, entre outras medidas, check-in online e concierges digitais.

“Nem sempre a inovação obriga a grandes investimentos financeiros. No nosso caso fizemos o ciclo completo de operações e experiência do cliente, todos os pontos de contacto, para ver onde poderíamos ser mais eficazes e eficientes. [Com base nisso] fizemos um manual para cada um dos hotéis, onde fomos tocando ponto a ponto onde é que poderíamos fazer melhor” explica Miguel Velez, afirmando que esta pode não ser “a inovação no modelo tradicional, mas é um processo contínuo”.

Sobre este assunto, Rui Martins afirmou que, de facto, é necessário “cada vez mais que os competidores de hotéis centralizem dados e extraiam deles padrões”, nos quais devem basear-se para tomar decisões.

“Existem silos de informação, mas depois não existe uma visibilidade sobre os dados, de forma que estes possam ser [utilizados] para tomar decisões. Isto é inovação para nós, mas de inovação não tem nada. É inovação para nós porque não a fazemos”, declara.

A inovação ao serviço dos recursos humanos

Na sua intervenção, Rui Martins aponta ainda que a inovação “acontece muitas vezes por necessidade”. Aportando-se à questão da falta de recursos humanos “nos últimos anos no sector hoteleiro” – não só na “dificuldade de obter bons recursos”, como também em “mantê-los fidelizados” –, o responsável pelo Gabinete Digital da AHP relembra que “a digitalização e a transformação digital ajudam a compor essa necessidade”.

“Ao substituir pessoas por processos automatizados, permitimos que as pessoas façam o que fazem melhor, que é ligar-se a outras pessoas” afirma.

Sobre a possibilidade que a inovação tecnológica possa retirar trabalho no sector, o profissional deixa apenas uma questão: “Quando as pessoas deixaram de usar velas e passaram a usar lâmpadas houve uma transformação do sector, certo?”.

Se “não é possível uma máquina transmitir uma emoção ao ser humano”, por outro lado, é possível “resolver problemas de processos que são contínuos, permitindo que essas pessoas sejam desviadas para funções muito mais impactantes”.

“Não há que ter medo da inovação. É absolutamente incorrecto e desnecessário, porque ela vai acontecer à mesma”, afinca.

Os passos para o futuro

Numa nota final, os intervenientes apontam processos de inovação que ainda estão em falta na hotelaria. Se para Jaime Quesado é “muito importante” criar expectativas em relação ao cliente, apostando no customer experience, para Miguel Velez “é fundamental trazer a escala” para os hotéis.

“[É necessário] transportar a inovação para os hotéis independentes, pequenos, que [caracterizam] a maior parte dos hotéis em Portugal. Praticamente um terço são hotéis de cadeia, dois terços são hotéis independentes. É a mesma história que é no vinho e noutros sectores que estavam muito disseminados e foi necessário juntar para ganhar dimensão”, explica o CEO da Unlock Boutique Hotels.

Já Rui Martins é da opinião de que “sem uma boa experiência para o hóspede e centralização de dados, é muito difícil para um hotel sobreviver”, acrescentando ainda que as unidades têm de apostar na diferenciação, em serem únicas, oferecendo algo que só se possa encontrar ali – dando, para isso, o exemplo do H2otel Congress & Medical Spa, em Unhais da Serra.

“As pessoas estão dispostas a ir se a experiência for satisfatória”, defende.

Também João Rodrigues partilha da mesma opinião no que respeita à diferenciação dos hotéis, explicando que estes devem “identificar no seu business plan o que tem de ser feito e fazê-lo”. Por fim, Pedro Serra aponta que a inovação no sector passa pela preocupação com a “pegada que os hotéis deixam no sítio em que estão”.

Sustentabilidade

Já no painel promovido pelo CONSTRUIR, o foco foi a sustentabilidade. E uma nota sobressaiu: é necessária uma mudança cultural. Realidade “incontornável” e “uma variável decisiva” no processo negocial, o conceito de sustentabilidade entrou definitivamente no vocabulário dos promotores, dos donos de obra e dos operadores. Apesar do conjunto de regulamentos já existentes, “estamos ainda muito longe de atingir o nível de maturidade do sector imobiliário e da construção”. A conferência contou a participação de André Fernandes, arquitecto e vogal da secção regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, Mercês Ferreira, engenheira e coordenadora do conselho regional do Colégio de Engenharia do Ambiente, da secção regional Norte da Ordem dos Engenheiros, Julião Pinto Leite, arquitecto e partner atelier OODA e Miguel Gonçalves, engenheiro e professor do departamento de engenharia da FEUP e a moderação esteve a cargo de Ricardo Batista, director editorial do jornal CONSTRUIR.

Efectivamente, não se trata de um conceito actual mas que foi “reavivado” em 2015, quando as Nações Unidas decretaram os 17 OCS, contudo, “ainda estamos muito aquém daquilo que podíamos ter feito, quer na área da construção, quer na arquitectura e de outros desempenhos de gestão ambiental”, segundo Mercês Ferreira. Para a engenheira, é preciso não esquecer que a “cidade é como um ser vivo, tem ecossistemas que têm um metabolismo próprio” e como tal há que planear a forma como fazemos cidade e envolver todos os stakeholders, incluído a sociedade civil”.

Economia circular e inovação

Mercês Ferreira aponta, ainda, a importância da economia circular e da inovação na construção e que estes dois conceitos devem “trabalhar” em conjunto.
Considerando que estamos ainda “muito aquém daquilo que podíamos ter feito, quer na área da construção, quer na arquitectura e de outros desempenhos de gestão ambiental”, a engenheira considera que “há que acelerar” este processo. Mas para isso há que envolver todos os stakeholders todos, incluído a sociedade civil.
Partindo do pressuposto de que a cidade é “como um ser vivo, tem ecossistemas que têm um metabolismo próprio e temos que olhar para ela quando planeamos de uma outra forma”. Para que isto seja possível é necessário “perceber a dinâmica de como é que vai ser construída uma cidade, como é que essa cidade vai ser planeada e como a mesma pode ser eficiente”.
Também André Fernandes reforçou a necessidade de se entender “a sustentabilidade como um ponto de equilíbrio”. Mais do que a legislação, “que por si só não resolve tudo”, é necessária uma mudança cultural. “A forma como todos olhamos para a problemática da sustentabilidade é aquilo que vai no fundo garantir o seu sucesso”, reforçou.

Fazendo um paralelismo com o CCP, que obriga à materialização de muitos projectos para a construção e, portanto, é necessário que os técnicos se entendam e que rapidamente se interliguem e sejam coerentes entre eles, também a sustentabilidade “deve ser um elemento agregador de tudo o resto, a começar pela indústria, e passando por todos os stakeholders na cadeia de produção”, considera Miguel Gonçalves.
Por outro lado, acredita, “as alterações futuras neste âmbito serão lideradas pelo vector económico, que no fundo é o que vai permitir que esta mudança aconteça mais cedo ou mais tarde”, ressalva.

Quando o custo pesa mais

Seja no turismo ou em qualquer outro projecto imobiliário, as premissas de sustentabilidade não se resumem apenas a um determinado projecto. “Há todo um trabalho que é preciso realizar a montante e que deve ser analisado de muitas maneiras diferentes”, seja num projecto em concreto, ou em todas as actividades satélite a esse edifício, considera Julião Pinto Leite que não tem dúvidas que “fazer sustentabilidade” actualmente ainda é “remar um pouco contra a corrente”. No final das contas, o orçamento mais baixo ainda é o que tem mais peso de decisão e também por este motivo o arquitecto aponta o dedo à “questão cultural muito forte” ainda muito enraizada e que tem de ser trabalhada desde muito cedo, a começar pelas nossas casas. “Há efectivamente tecnologia para conseguirmos edifícios totalmente verdes, mas o mercado ainda não responde na íntegra e o resultado é alguma resistência e inércia em conseguir um edifício altamente sustentável porque isso acarreta custos. O caminho está montado, a tendência é convergir estes dois mundos, no meu entender, mas há ainda um caminho longo a percorrer, exequível, mas longo”, conclui.

Incentivos e ‘osmose’

Já André Ferreira coloca o ‘dedo na ferida’ quando refere o exemplo tem que vir do Estado, o que “na maioria das vezes não acontece”. Muito embora a legislação assim o obrigue, “muitos são os concursos públicos que privilegiam o preço mais baixo”. “Temos efectivamente um problema de legislação e começa precisamente no Estado que muitas vezes enche a boca com a palavra sustentabilidade, com ambiente com alterações climáticas, continua no seu CCP a considerar como elemento principal da escolha o preço”, afirma. “Isto é grave, porque sabemos que muitas vezes o preço mais baixo significa qualidade inferior e associada naturalmente a produtos menos sustentáveis”.

Julião Pinto Leite aponta, ainda, quatro pilares que podem dar um impulso importante para que a sustentabilidade entre definitivamente no sector da construção e da promoção: educação, informação, legislação e competição. A começar em casa, a educação tem definitivamente um peso geracional e depois, através das universidades e com currículos cada vez mais direccionados para estas questões. A informação e a forma como esta é transmitida aos investidores é talvez um dos pontos principais, na medida em que “do ponto de vista do negócio os clientes querem acabar uma obra  e começar a facturar. O que nem sempre é possível. Temos que passar uma série de informação para que consiga perceber que o tal break even não se vai conseguir logo neste ponto”.

Por último, a competição. Para o arquitecto esta será aquela que mais influência poderá exercer. “Felizmente isto funciona um pouco como moda e edifícios acabam, por osmose, por contagiar outros edifícios e por aí afora e arquitectos outros arquitectos e clientes outros clientes”, conclui.

Incentivos como a certificação e benefícios fiscais são, também, apontados como uma alavanca para o aumento de projectos mais sustentáveis. Se por um lado já existente diferentes tipos de cerificação que incentivam e “contagiam” o sector, Mercês Ferreira considera que há muito que o Governo já deveria ter optado por atribuir benefícios fiscais a este tipo de projectos. “Esta seria uma opção não só de reduzir custos para quem promove, como de ter, de facto, um projecto diferenciado”. Por outro lado, “também o próprio consumidor, através de uma informação fidedigna, vai ser, cada vez mais, exigente e procurar projectos mais sustentáveis”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Reveja mais uma noite de glória com a entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022 (c/galeria)

Noite de festa, boa disposição e glória, para vencedores e vencidos. Veja os melhores momentos da entrega de Prémios CONSTRUIR 2022

Casa cheia no emblemático Cine-Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, para assistir à cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022.

O Porto esteve em destaque na cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022, evento que reuniu centenas de convidados no renovado Parque Mayer, em Lisboa para uma noite memorável. É assim há, pelo menos, 15 anos a esta parte. A Invicta foi distinguida pelos leitores do CONSTRUIR com o ‘Prémio Cidade’, num galardão que reconhece o caminho que a cidade e a região têm feito em matéria de urbanismo, ordenamento do território, sustentabilidade ou habitação, tornando-a num pólo de atractividade por excelência não apenas para investidores como para turistas.

Como exemplo desse dinamismo está o facto de o Terminal Intermodal de Campanhã ter recebido o troféu de ‘Melhor Projecto Público’ de ‘Arquitectura’, distinção entregue a Nuno Brandão Costa enquanto autor do projecto ou mesmo o renovado Mercado do Bolhão, que permitiu ao arquitecto Nuno Valentim receber o troféu para ‘Melhor Projecto de Reabilitação’, e ao Município do Porto, enquanto promotor, receber o galardão de ‘Melhor Espaço de Comércio e Serviços’ na área de ‘Imobiliário’. A M2CE viu também o seu trabalho ser reconhecido na área da ‘Engenharia’, daí a atribuição, por parte dos leitores do CONSTRUIR, do troféu pelo melhor trabalho de ‘Fiscalização e Coordenação’. Mas a lista de distinções para o Porto não termina aqui. O Porto Office Park, promovido pelo Grupo Violas Ferreira e desenhado pela Broadway Malyan, foi eleito como ‘Melhor Edifício de Escritórios’ na categoria ‘Imobiliário’.

Na área da Engenharia, destaque também para a Quadrante, merecedora dos troféus ‘Internacionalização’ e ‘Melhor Gabinete’. A Casais volta a ser distinguida como ‘Melhor Construtora’ enquanto que o OPENBOOK foi eleito “Melhor Atelier’ na categoria ‘Arquitectura’.

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector. Este ano, o prémio ‘Excelência’ na área da ‘Arquitectura’ foi entregue a Miguel Saraiva, principal obreiro dessa inegável marca internacional que é hoje o traço da Saraiva + Associados. Na ‘Engenharia’, a escolha recaiu sobre o antigo bastonário da Ordem. Carlos Mineiro Aires, hoje presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, teve, nos dois mandatos que cumpriu, um papel de inegável excelência para o reconhecimento da Ordem enquanto organização fundamental junto dos centros de decisão. Na ‘Construção’, a escolha recaiu este ano sobre a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário. O CONSTRUIR reconhece, neste troféu, o papel da Confederação na dignificação da Construção enquanto um dos principais sectores da Economia, sendo que é, claramente e por manifesto mérito da Confederação, uma voz activa nas questões relacionadas com o Sector.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Conheça os vencedores dos Prémios CONSTRUIR 2022

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector

O Porto esteve em destaque na cerimónia de entrega dos Prémios CONSTRUIR 2022, evento que reuniu centenas de convidados no renovado Parque Mayer, em Lisboa para uma noite memorável. É assim há, pelo menos, 15 anos a esta parte. A Invicta foi distinguida pelos leitores do CONSTRUIR com o ‘Prémio Cidade’, num galardão que reconhece o caminho que a cidade e a região têm feito em matéria de urbanismo, ordenamento do território, sustentabilidade ou habitação, tornando-a num pólo de atractividade por excelência não apenas para investidores como para turistas.

Como exemplo desse dinamismo está o facto de o Terminal Intermodal de Campanhã ter recebido o troféu de ‘Melhor Projecto Público’ de ‘Arquitectura’, distinção entregue a Nuno Brandão Costa enquanto autor do projecto ou mesmo o renovado Mercado do Bolhão, que permitiu ao arquitecto Nuno Valentim receber o troféu para ‘Melhor Projecto de Reabilitação’, e ao Município do Porto, enquanto promotor, receber o galardão de ‘Melhor Espaço de Comércio e Serviços’ na área de ‘Imobiliário’. A MC2E viu também o seu trabalho ser reconhecido na área da ‘Engenharia’, daí a atribuição, por parte dos leitores do CONSTRUIR, do troféu pelo melhor trabalho de ‘Fiscalização e Coordenação’. Mas a lista de distinções para o Porto não termina aqui. O Porto Office Park, promovido pelo Grupo Violas Ferreira e desenhado pela Broadway Malyan, foi eleito como ‘Melhor Edifício de Escritórios’ na categoria ‘Imobiliário’.

Na área da Engenharia, destaque também para a Quadrante, merecedora dos troféus ‘Internacionalização’ e ‘Melhor Gabinete’. A Casais volta a ser distinguida como ‘Melhor Construtora’ enquanto que o OPENBOOK foi eleito “Melhor Atelier’ na categoria ‘Arquitectura’.

Além dos galardões que resultaram da votação dos leitores do CONSTRUIR, a noite encerrou com a entrega dos Prémios Excelência, distinções escolhidas pela equipa do CONSTRUIR. Os prémios ‘Excelência’ procuram distinguir um percurso ímpar nas áreas de Arquitectura, Engenharia, Imobiliário e Construção e a sua atribuição é justificada com o reconhecimento do inegável mérito de quem o recebe, pela importância de que se reveste o seu passado e a sua acção em prol da valorização das boas práticas no Sector. Este ano, o prémio ‘Excelência’ na área da ‘Arquitectura’ foi entregue a Miguel Saraiva, principal obreiro dessa inegável marca internacional que é hoje o traço da Saraiva + Associados. Na ‘Engenharia’, a escolha recaiu sobre o antigo bastonário da Ordem. Carlos Mineiro Aires, hoje presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, teve, nos dois mandatos que cumpriu, um papel de inegável excelência para o reconhecimento da Ordem enquanto organização fundamental junto dos centros de decisão. Na ‘Construção’, a escolha recaiu este ano sobre a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário. O CONSTRUIR reconhece, neste troféu, o papel da Confederação na dignificação da Construção enquanto um dos principais sectores da Economia, sendo que é, claramente e por manifesto mérito da Confederação, uma voz activa nas questões relacionadas com o Sector.

ARQUITECTURA
MELHOR PROJECTO PÚBLICO
Terminal Intermodal de Campanhã // Nuno Brandão Costa Arquitectos

MELHOR PROJECTO PRIVADO
Ageas Tejo // Capinha Lopes

MELHOR PROJECTO DE REABILITAÇÃO
Renovação do Mercado do Bolhão // Nuno Valentim Arquitectura

MELHOR ATELIER
OPENBOOK

ENGENHARIA
MELHOR PROJECTO PÚBLICO
Reabilitação da Ponte do Guadiana // JLCM

MELHOR PROJECTO PRIVADO
Parque Solar de Alqueva // Isigenere / EDP

PRÉMIO FISCALIZAÇÃO E COORDENAÇÃO
Renovação do Mercado do Bolhão // MC2E

PRÉMIO INTERNACIONALIZAÇÃO
Quadrante

MELHOR GABINETE
Quadrante

CONSTRUÇÃO
MELHOR CONSTRUTORA
Casais

PRÉMIO INTERNACIONALIZAÇÃO
Mota-Engil

PRÉMIO CIDADE
Porto

PRÉMIO SUSTENTABILIDADE
Lumnia // HCI Construções

IMOBILIÁRIO
MELHOR EDIFÍCIO DE ESCRITÓRIOS
Porto Office Park // Grupo Violas Ferreira

MELHOR ESPAÇO COMERCIO E SERVIÇOS
Mercado do Bolhão // CM Porto

MELHOR EDIFÍCIO RESIDENCIAL
ValRio Terrace Apartments // Solyd + Habitat Invest

MELHOR EMPREENDIMENTO TURÍSTICO
W Algarve // W Hotels

MELHOR CONSULTORA
JLL

PRÉMIO EXCELÊNCIA
Arquitectura
Arq. Miguel Saraiva
Engenharia
Eng. Carlos Mineiro Aires
Construção
CPCI

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Porto: Reabilitação das ‘Ilhas da Lomba’ dará origem a 47 novas casas

No decorrer da assinatura do protocolo, Rui Moreira revelou que “existe a expectativa que sejam oito as ilhas privadas da cidade que possam vir a ser reabilitadas, no âmbito do PRR, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”

CONSTRUIR

Já foi assinado o protocolo que permite avançar com a reabilitação das Ilhas da Lomba, na freguesia do Bonfim, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na ordem dos 7,7 milhões de euros.

O acordo, assinado pelo vereador do Urbanismo, Espaço Público e Habitação, Pedro Baganha, e a presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Isabel Dias, pressupõe a reabilitação de 47 habitações, qualificadas através de um projecto dos arquitectos Maria Souto de Moura, Francisco Pina Cabral, Francisco Amoedo Pinto e Luís Vitorino Caleiro. O investimento é de aproximadamente 7,7 milhões de euros e vai reconfigurar o edificado actualmente existente, adequando a oferta de tipologias às necessidades dos inquilinos. O projecto prevê que o novo complexo habitacional disponha de 34 T1, 10 T2 e 3 T3.

Para Rui Moreira, a assinatura do protocolo é “um importante passo, na estratégia do município do Porto, para acabar com a indignidade habitacional na cidade”. Já para Pedro Nuno Santos, “este é um dia histórico. Este é um bom exemplo do que é responsabilidade da administração central para com os municípios”.

Rui Moreira revelou que “existe a expectativa de, das 954 ilhas privadas da cidade, oito poderem vir a ser reabilitadas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, estando a ser trabalhadas as respetivas candidaturas”.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Imagem panorâmica de Lisboa

Construção

Lisboa: Carta Municipal de Habitação propõe soluções para pobreza energética

Dados recentes da monitorização feita pela Lisboa-E-Nova revelam que a pobreza energética no município se concentra no centro histórico e nas freguesias onde existem mais bairros sociais, em que o número de beneficiários da tarifa social de energia é mais expressivo

CONSTRUIR

Na terceira reunião do Conselho Municipal de Habitação de 2022, que decorreu na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, Filipa Roseta, vereadora da Habitação, revelou que o combate à pobreza energética é uma dimensão que estará presente na primeira Carta Municipal de Habitação de Lisboa.

Neste âmbito, foram apresentados dados recentes da monitorização feita pela Agência de Ambiente e Energia de Lisboa, Lisboa-E-Nova, que revelam que a pobreza energética no município se concentra no centro histórico e nas freguesias onde existem mais bairros sociais, zonas em que o número de beneficiários da tarifa social de energia é mais expressivo. No encontro estiveram também em destaque os contributos do urbanismo e dos direitos sociais para a política de habitação na cidade, os quais serão também vertidos na Carta Municipal de Habitação de Lisboa.

No âmbito do Urbanismo, Joana Almeida, vereadora com o pelouro, apresentou as linhas de acção que têm impacto na política de habitação. “Na construção de casas novas foram implementadas medidas para tornar o licenciamento mais célere e na reabilitação de fogos estamos a conseguir aprovar projectos de arquitectura em dois meses no âmbito do serviço ‘As Minhas Obras’”, sublinhou a vereadora, acrescentando: “estamos focados em quatro linhas de acção: celeridade, clareza, comunicação e transparência”.

No âmbito dos Direitos Sociais foram reveladas pela vereadora com o pelouro, Sofia Athayde, as metas no âmbito da estratégia para as Pessoas em Situação de Sem Abrigo. “Aumentaremos o número de apartamentos partilhados, e as respostas de apoio local serão reforçadas”, afirmou, acrescentando que terão início as obras de requalificação do centro de acolhimento do Beato, projecto aprovado para financiamento pelo PRR.

A vereadora Filipa Roseta destacou a maior afectação de sempre de 200 casas para as famílias mais pobres da cidade, tornada possível pelo investimento de 40 milhões de euros na Gebalis de modo a reabilitar edifícios e casas vazias nos bairros municipais.

“Enquanto avançamos na cocriação da Carta Municipal de Habitação, não estamos parados. O relógio da habitação está a andar. Entre estudo, projecto, construção e atribuição das casas, estamos a dinamizar um potencial que a cidade tem de cerca de 9500 fogos”, sublinhou.

Destaque também para o segundo acordo assinado recentemente com IHRU no âmbito do programa 1.º Direito, para a construção e reabilitação de cerca de 3450 casas até 2028: 1450 para construção e 2000 para reabilitação. “O tempo é um factor. Para que isto possa acontecer é preciso ter uma ideia, verba e capacidade de execução”, concluiu.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Prémios CONSTRUIR 2022 vão ser entregues esta segunda-feira

A lista de nomeados reflecte a transversalidade dos prémios, e distingue igualmente promotores e profissionais que, pela sua actividade, pelo seu trabalho, pelo resultado da obra, se destacam de forma significativa dentro da sua área. Os galardões serão entregues esta segunda-feira, no Capitólio, em Lisboa

CONSTRUIR

Terminada a votação e apurados os resultados, chegou a hora de revelar quem são os melhores do ano. A partir das 21h, no emblemático e renovado Cine Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, vão passar pelo palco os vencedores de cada uma das 18 categorias que estiveram a votação, repartidas pelas áreas de Arquitectura, Engenharia, Construção e Imobiliário.

Estas quatro áreas têm nomeadas obras e empresas que se destacaram pelo trabalho desenvolvido ao longo do período em apreciação; capacidade de inovação, visibilidade mediática, distinções nacionais e/ou internacionais, dados estatísticos oficiais, entre outros; Obra pública, obra privada, Internacionalização, Reabilitação, Sustentabilidade são apenas algumas das áreas que os leitores do jornal CONTRUIR puderam reconhecer.

Recorde-se que os vencedores resultam de uma média ponderada entre os votos dos assinantes da newsletter do CONSTRUIR (40%) e dos votos dos assinantes do CONSTRUIR na versão impressa (60%). A lista de nomeados reflecte a transversalidade dos prémios, e distingue igualmente promotores e profissionais que, pela sua actividade, pelo seu trabalho, pelo resultado da obra, se destacam de forma significativa dentro da sua área. São nomeadas empresas, ou obras, que representam algo de diferenciador para as envolventes, que reflictam uma lógica de trabalho própria, o respeito pela reabilitação e pelo existente, a importância para a zona, a sustentabilidade e eficiência energética ou o rasgo com o existente, e naturalmente o mediatismo, próprio de quem tem de fazer do acompanhamento do sector uma ferramenta de trabalho.

Os Prémios CONSTRUIR 2022 contam com a Ledvance como mainsponsor. Bosch, Cimpor, Efaflu, Jung, KNX, OLI, Otis, Recer, Saint-Gobain, Umbelino Monteiro e Victoria Seguros são os patrocinadores da edição deste ano dos prémios que distinguem os melhores de 2022 naquela que é a única iniciativa a reconhecer as principais áreas da Fileira da Construção.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Edição Digital

A lista de nomeados dos Prémios CONSTRUIR 2022 em destaque na edição 470

A lista completa dos candidatos a melhor do ano na gala de Prémios CONSTRUIR 2022 numa edição que conta com suplemento dedicado à reabilitação. Mas há muito mais para ler nesta edição

CONSTRUIR

Crescimento na Construção abranda
em 2023, segundo consultora

Crescimento global do sector deverá desacelerar de 6,1%, em 2021, para 3,6% em 2022 e
2023 devido aos efeitos da pandemia da COVID-19. Segundo um estudo da Deloitte, as maiores
empresas de construção do Mundo geraram receitas superiores a 1,819 biliões de dólares em 2021,
representando um aumento de 14,1%

A modularidade ou a inversão do processo
criativo da arquitectura

A construção modular ganha protagonismo no trabalho desenvolvido pelo
gabinete de arquitectura Summary, onde a forma e a função são não o fim, mas o princípio
de tudo. Paradinha, Creches de Lisboa ou o Centro Desportivo de Aveiro são três exemplos da
arquitectura despojada e pragmática deste atelier que ousou romper com o tradicional processo
criativo do arquitecto

Palbit está a desenvolver
ferramentas mais sustentáveis

Em conjunto com a universidade de Aveiro, a metalúrgica está a desenvolver um projecto tecnológico de I&D
que permite reduzir o impacto ambiental nos processos de maquinação, através do desenvolvimento
de ferramentas de metal duro com revestimento de diamante

A versão completa desta edição é exclusiva para subscritores do CONSTRUIR. Pode comprar apenas esta edição ou efectuar uma assinatura do CONSTRUIR aqui obtendo o acesso imediato.

Para mais informações contacte: Graça Dias | [email protected] | 215 825 436

Nota: Se já é subscritor do CONSTRUIR entre no site com o seu Login de assinante, dirija-se à secção PLUS – Edição Digital e escolha a edição que deseja ler

ACEDA AQUI À VERSÃO DIGITAL DA EDIÇÃO IMPRESSA DO SUPLEMENTO RECONSTRUIR

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Construção

Lagos vai ter dois novos hotéis Hilton

O Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton e o Hilton Garden Inn Lagos serão construídos junto à marina da cidade Algarvia. O projecto de reabilitação urbana representa um investimento de 107,8 M€ do grupo Mercan Properties. Os dois novos hotéis com assinatura Hilton deverão abrir no Verão de 2024

CONSTRUIR

O empreendimento hoteleiro de aproximadamente 23.000 m2 de área bruta de construção, integra dois hotéis com conceitos distintos. O Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton terá 180 quartos, distribuídos por 4 pisos, numa área bruta total de 14.776 m2. O Hilton Garden Inn Lagos irá dispor de 90 quartos, 27 dos quais a serem convertidos em apartamentos com kitchenette, entre os 7.505 m2 de área bruta total.

O projecto de reabilitação urbana representa um investimento de 107,8 milhões de euros do Grupo Mercan Properties, deverá permitir a criação de cerca de 150 postos de trabalho, durante a fase de construção, e cerca de 200 postos de trabalho na fase de operação. O acordo celebrado é o terceiro entre o Grupo Mercan Properties e a Hilton, após a recente abertura do Sé Catedral Hotel Porto, Tapestry Collection by Hilton e a futura abertura do Hilton Garden Inn Évora.

“O acordo agora assinado com a Hilton é um sinal do desenvolvimento e interesse que a cidade de Lagos tem suscitado, afirmando-se cada vez mais como um local distinto, capaz de conjugar paisagens naturais soberbas com um rico património histórico e cultural. Este projecto representa também uma aposta vencedora para o Grupo Mercan Properties, muito alinhado com os nossos valores, já que concedemos à cidade um espaço de conforto e bem-estar, capaz de dinamizar ainda mais a marina e todos os serviços e espaços ao seu redor”, sublinhou Jordi Vilanova, Presidente da Mercan Properties.

Ambos os espaços de hotelaria estão inseridos no ambiente envolvente através de uma composição arquitectónica de linhas delicadas e cuidadas, pensada ao detalhe sempre com o conforto e bem-estar de um estilo de vida exclusivo em mente. Com a beleza natural de Lagos em mente, quartos e restaurantes foram desenhados com terraços, sunken gardens e varandas, para que os hóspedes possam aproveitar ao máximo o calor algarvio e a costa atlântica. Os hotéis oferecem ainda espaços para reuniões, assim como mais de 160 lugares de estacionamento repartidos entre ambos.

assinalou que “Tendo em conta a presença da Hilton no incrivelmente popular Algarve, estamos entusiasmados por nos aliar ao Grupo Mercan Properties para fazer a nossa estreia em Lagos. Falésias estupendas, praias pitorescas e uma cultura vibrante fazem deste altamente desejado destino turístico a localização ideal para o nosso Curio Collection by Hilton e para a marca Hilton Garden Inn. Este anúncio fortalece o nosso compromisso com Portugal enquanto mercado estratégico para a Hilton, com planos para mais do que duplicar o nosso portfólio nos próximos anos”, referiu Carlos Miro, director-geral de Desenvolvimento para Espanha e Portugal da Hilton.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.