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CGD adopta medidas para fazer face ao impacto da COVID-19 nas empresas

A Caixa Geral de Depósitos tomou um conjunto de medidas que de forma “simples e imediata” irá implementar com vista ao apoio às empresas e particulares.

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A Caixa Geral de Depósitos tomou um conjunto de medidas que de forma “simples e imediata” irá implementar com vista ao apoio às empresas e particulares numa altura em que a economia está praticamente paralisada devido ao impacto do COVID-19. Relativamente às empresas as medidas abrangem os clientes do banco com créditos activos e serão executadas por solicitação dos seus clientes e para os níveis de risco adequados.

A CGD vai aceitar reajustar os pagamentos das prestações mensais nos seus créditos de médio e longo prazo com por um período até 6 meses, para que possam ajustar os seus planos de tesouraria aos novos níveis de atividade. Irão também ser prolongados os prazos de pagamento de financiamentos especializados em modelos de leasing para equipamentos mais atingidos pela actual crise por períodos adicionais de 12 meses. Em articulação com as sociedades de garantia mútua a instituição vai promover o ajustamento das prestações dos financiamentos garantidos, igualmente de forma a aliviar o peso das prestações nos períodos críticos dos próximos meses.

Os particulares também não foram esquecidos e para os clientes individuais com crédito (habitação ou crédito pessoal), a CGD avaliará a eventual carência de capital até 6 meses, mediante pedido dos clientes e em condições de simplicidade de acesso, designadamente para o Crédito à Habitação

Outras medidas previstas para as empresas:

  • Renovar a generalidade dos planos de limites aprovados por prazos que podem ir até 180 dias, mantendo em vigor as disponibilidades de financiamento garantidas aos actuais clientes;
  • Simplificação dos mecanismos de prorrogação até 180 dias de todas as operações de curto prazo em vigor;
  • Para empresas ou entidades do sector da saúde e social (hospitais, clínicas, laboratórios, lares, bombeiros, entidades de apoio social, em geral), simplificar a decisão de prorrogação em 12 meses do prazo total de operações de leasing mobiliário que estejam em vigor e, em alternativa, introduzir períodos de carência até 12 meses;
  • Para o sector dos transportes, alargar o prazo de pagamento dos leasings sobre viaturas ligeiras e viaturas pesadas períodos até 12 meses ou em alternativa introduzir períodos de carência até 90 dias;
  • Para o sector de turismo, além das medidas gerais antes enunciadas, alargar os prazos de vencimento até mais 5 anos, em função de avaliação pontual tendo presente aspectos específicos das empresas;
  • Criação de linhas de crédito e reforço das actuais linhas para conferir meios adicionais às empresas no âmbito das suas actividades, nomeadamente para aquisição de equipamentos informáticos e de telecomunicações no sentido de incrementar os meios disponíveis para Teletrabalho;
  • Aumentar até 30% os limites de factoring com recurso e notificado;
  • Pré-financiar as encomendas do Estado ou de grandes cadeias de distribuição, através dos mecanismos de crédito existentes, contribuindo para a manutenção das linhas de abastecimento das funções essenciais;
  • Manter em funcionamento, com grande simplificação dos processos e celeridade das decisões, todas as linhas de financiamento que a CGD dispõe, satisfazendo em tempo e capacidade as necessidades dos clientes;
  • Como medida de apoio aos pequenos comerciantes, a Caixa isentará o pagamento da mensalidade de todos os Terminal de Pagamento Automático com facturação inferior a 7.500€ por mês até 31 de maio. E, de forma a dinamizar a utilização de cartões e incentivar a desmaterialização dos pagamentos, a CGD manterá a política que tem vindo a ser praticada de não cobrar da componente fixa da MSC (Merchant Service Charge) nas transações de pequeno valor;
  • Além destas medidas e como forma de mitigar as quebras de tesouraria das empresas suas abastecedoras, a CGD antecipará este mês o pagamento a fornecedores no montante de 10 milhões de euros e manterá os pagamentos com prazos imediatos, após confirmação, nos próximos meses.
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Aprovados 236M€ para infraestruturas das forças de segurança

A verba faz parte do pacote de investimentos, no valor global de 607 M€, aprovado pelo Governo, e que será canalizado para o reforço das infraestruturas e equipamentos das forças de segurança a realizar até 2026

O Conselho de Ministros aprovou um «compromisso plurianual de investimento em infraestruturas e equipamentos das forças de segurança de mais de 607 milhões de euros», até 2026.

O anúncio foi feito na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, em Lisboa. O plano agora aprovado inclui 236 milhões de euros para infraestruturas, 250 milhões para sistemas de tecnologia de informação e comunicação, 64 milhões para compra de novos veículos, 11,5 milhões para aquisição de novas armas mais adaptadas às ameaças e riscos, 22 milhões para equipamentos para funções especializadas e 5 milhões para equipamento de apoio à actividade profissional. Este ano serão investidos 76 milhões de euros deste programa, que se prolongará até 2026.

Este é «o maior volume de investimento de sempre na modernização, requalificação e dignificação das condições de trabalho e de melhores indicadores de operacionalidade das forças e serviços de segurança», destacou José Luís Carneiro ministro da Administração Interna.

O investimento agora aprovado «dá continuidade a um programa que se iniciou em 2017 e que culminou em 2022, e permitiu a execução de mais de 340 milhões de euros na melhoria das infraestruturas e na modernização dos equipamentos de apoio», disse.

José Luís Carneiro apontou ainda o investimento em curso, «de mais de 40 milhões de euros para o alojamento de agentes da PSP e guardas da GNR e suas famílias, e o pacote de medidas de apoio social sobre o qual temos vindo a dialogar com os municípios, nomeadamente das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

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Leiria com apoio do PRR para instalação de creches em projectos municipais

O município desenvolveu um ‘projeto-tipo’ para a resposta social de Creche, que foi disponibilizado às instituições que pretendessem candidatar-se com este modelo, estando disponível para outras entidades congéneres do concelh

Um projeto de ‘creche-tipo’ criado pelo Município de Leiria vai ser implementado no concelho na sequência da aprovação de candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento total de 1,8 milhões de euros, que resultará na oferta de mais de 200 lugares.

O município desenvolveu um ‘projeto-tipo’ para a resposta social de Creche, que foi disponibilizado às instituições que pretendessem candidatar-se com este modelo, estando disponível para outras entidades congéneres do concelho, que desta forma beneficiam de uma redução dos custos relativos à elaboração dos projetos e ainda ganhos de tempo.

Foi o caso da Academia Cultural e Social da Maceira, do Centro Social Paroquial Paulo VI e da Associação de Desenvolvimento e Bem-Estar Social da Freguesia da Barreira.

Por outro lado, foi também contemplada a Fundação Santa Margarida do Arrabal, a Associação de Desenvolvimento Social da Loureira, esta última a quem o Município cedeu uma escola desativada para implementação desta resposta.

Ainda que o PRR financie os projetos a 100 por cento com base na estimativa inicial, o Município de Leiria, consciente do esforço financeiro que as Instituições irão ter para a realização destas obras, em virtude da escalada de preços, definiu critérios de apoio, através de deliberação de Câmara, de 22 de fevereiro de 2022, o que poderá envolver um investimento municipal global na ordem dos 600 mil euros.

Ana Valentim, Vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Leiria, considera que a criação destas creches assume grande importância no nosso concelho, onde se tem verificado um forte aumento de procura, resultante da atratividade de Leiria para jovens casais que escolheram este território para darem seguimento aos seus projetos de vida.

“O excelente nível de qualidade de vida e oferta de emprego são algumas das razões para esta crescente procura de Leiria, a que tentamos dar resposta com a criação de boas condições para as crianças, no sentido de fixarmos população e respondermos ao desafio demográfico que o nosso país enfrente”, acrescentou.

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Tétris com facturação de 25M€ no 1º semestre

Confirmando as projecções traçadas no arranque do ano, a Tétris faz um balanço positivo da actividade nos primeiros seis meses e prevê crescimento para a segunda metade de 2022

(na imagem: Carlos Cardoso, Managing Director da Tétris)

No 1º semestre, a empresa de construção e design do grupo JLL teve um volume global de facturação de 25 milhões de euros, em linha com o registado em igual período de 2021. Ao que acresce “um forte pipeline de novos projectos já contratados”. Em conjunto os dois factores “sustentam as previsões de novo crescimento para a segunda metade do ano que, caso se confirmem, farão de 2022 um ano memorável”, refere a empresa.

Destes, cerca de 65% foram resultado dos projectos desenvolvidos para a área de Office, que somou à volta de 16,1 milhões de euros, destacando-se também o contributo das áreas de Hospitality e Retail, que, representam respectivamente, 14% (3,4 milhões de euros) e 11% (2,7 milhões de euros) dos resultados da empresa. Os restantes 9% foram fruto das linhas de serviço de Pós-Venda (5%), Furniture (3%) e Design (1%).

No 1º semestre a Tétris somou vários projectos na área de Hospitality à sua carteira, somando um total de 32 milhões de euros. Para além da obra do Six Senses Douro Valley, entretanto concluída e que contemplou a reabilitação das Villas da Vinha, a empresa tem em curso a renovação das zonas comuns do Intercontinental Lisboa Hotel e o Hotel dos Capuchos, para o fundo DHM. A área de retalho é uma das que deverá registar maior crescimento nos próximos meses, somando já neste momento, cerca de 2 a 3 milhões de euros em propostas.

“Os bons resultados do semestre vêm confirmar que 2022 será outro ano memorável para a nossa actividade, conforme prevíamos no arranque do ano. E, tendo em conta todo o trabalho actualmente em curso, assim como o forte volume de novos projectos que temos já confirmados, no 2º semestre a tendência não será diferente, o que é especialmente motivador no contexto de desafios conjunturais que enfrentamos a nível económico”, sustenta Carlos Cardoso, Managing Director da Tétris

Já Gonçalo Valente, Business Developer da Tétris e JLL, destaca que “a par com as competências técnicas da nossa equipa, nomeadamente a qualidade dos nossos serviços e a crescente aquisição de novos clientes, este crescimento é também beneficiado pela lógica integrada de prestação de serviços 360º que orienta a JLL, fazendo com que sejamos cada vez mais procurados por clientes que primeiro recorrem às soluções imobiliárias oferecidas no âmbito do grupo, e que depois nos escolhem para executar os seus projectos e obras. E o inverso é também uma realidade recorrente, já que muitos dos clientes que nos procuram pelo nosso track record acabam depois por escolher a JLL para os assessorar na sua estratégia imobiliária”.

Em 2021 a Tétris JLL estabeleceu um novo volume de negócios recorde, com uma facturação de 55 milhões de euros, num crescimento de quase 10% face ao ano anterior e gerando 57% do volume de negócios da JLL em Portugal.

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Teixeira Duarte com lucros de 3,6M€ no primeiro semestre

As Vendas e Prestações de Serviços na Construção cresceram 87.615 milhares de euros, o que corresponde a um aumento de 57% face ao período homólogo de 2021

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A Teixeira Duarte totalizou 3,6 milhões de euros de lucro no primeiro semestre, valor que compara com um prejuízo de aproximadamente 18,6 milhões de euros apurado em igual período do ano anterior.

Segundo a informação remetida à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), neste período, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da empresa avançou 68,3% para 43 milhões de euros. Entre Janeiro e Junho, os rendimentos operacionais cresceram 38,3% para 429,4 milhões de euros.

Já os gastos operacionais ascenderam a 386,3 milhões de euros, traduzindo um aumento de 35,6%. Na primeira metade do ano, os resultados financeiros da empresa foram negativos em 7,6 milhões de euros, quando em igual período do ano passado tinham sido negativos em 18,3 milhões de euros.

As Vendas e Prestações de Serviços na Construção cresceram 87.615 milhares de euros, o que corresponde a um aumento de 57% face ao período homólogo de 2021, atingindo 241.255 milhares de euros. Em Portugal este indicador cresceu 57,6% face ao mesmo período do ano anterior, atingindo 108.395 milhares de euros nos primeiros seis meses de 2022. Os mercados externos, na sua globalidade, registaram um aumento de 56,6% face a Junho de 2021, o que corresponde a mais 48.006 milhares de euros, dos quais 15.617 milhares de euros resultam do crescimento da actividade no Brasil e de 40.313 milhares de euros da actividade no Kuwait.

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IPS constrói residências no Barreiro e Sines e amplia unidade em Setúbal

As candidaturas, apresentadas no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, foram recentemente aprovadas e homologadas, tendo obtido o financiamento do PRR num montante de cerca de 9 M€

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O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) vai avançar com “a ampliação e remodelação da residência de estudantes de Setúbal” e a “construção de duas novas, em Sines e no Barreiro”, passando a dispor de “um total de 476 camas”, avançou o jornal O Setubalense. O IPS prevê que as novas residências possam começar a ser ocupadas a partir de Dezembro de 2023.

De acordo com o IPS, “as candidaturas, apresentadas no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, foram recentemente aprovadas e homologadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, obtendo assim financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) num montante de cerca de 9 milhões de euros”.

Os três projectos correspondem a um reforço de “182 novas camas” ao nível da oferta de alojamento estudantil, o que permitirá “proporcionar uma melhor qualidade de vida aos estudantes deslocados e, por outro lado, dar resposta de alojamento temporário a alguns investigadores e docentes em mobilidade”, sublinha Ângela Lemos, presidente do IPS.

Em comunicado emitido pelo IPS, para a Residência de Estudantes de Santiago, em Setúbal, está prevista “a renovação do edifício existente e a sua ampliação”, sendo que a intervenção deverá estar concluída “até Fevereiro de 2025”. Este alojamento ganhará “85 camas adicionais”, aumentando a sua capacidade para um total de “379 vagas”.

No Barreiro, onde o IPS tem instalada a Escola Superior de Tecnologia, vai ser construída de raiz em terreno cedido pelo município uma área residencial “com capacidade para 50 camas”.

Em Sines será construída uma residência “que pretende servir os estudantes da nova Escola Superior a erigir no Alentejo Litoral”, para acolher 45 alunos. O terreno para a construção foi cedido pelo município siniense.

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Sintra investe 10M€ em novo edifício municipal

O projecto para o novo edifício municipal resulta da reconversão da antiga Fábrica da Messa, em Mem Martins, representa um investimento de 10 M€ e deverá estar concluído em 2025

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A Câmara Municipal de Sintra apresentou o projecto para o novo edifício municipal da Messa, num investimento de mais de 10 milhões de euros e com prazo de conclusão previsto para o início de 2025.

O edifício existente no antigo complexo da Fábrica da Messa, numa zona central de Mem-Martins e confinante com actual o Centro de Saúde, está inserido num lote de 1,6 hectares e com área de construção aproximada de 5000m2, dividida em 3 pisos que poderá acolher 600 trabalhadores e possui, entre outras valências áreas pensadas para atendimento ao público, refeitório, arquivo, salas de formação, áreas de lazer e salas de reunião.

“A transformação deste espaço é pensada para um universo municipal vasto, com mais de 4000 trabalhadores. A pandemia veio ajudar a repensar as necessidades dos espaços de trabalho e a explorar novas metodologias de trabalho. Este projecto contempla uma série de valências e necessidades com que nos deparámos nos últimos dois anos, com o teletrabalho e as plataformas de trabalho colaborativo”, justificou Basílio Horta, presidente da autarquia.

De forma a albergar o programa estabelecido, é proposto a ampliação do actual edifício, agora em estado devoluto, em 4500m2. A abordagem arquitectónica teve em conta a envolvente edificada e as funcionalidades pensadas para o edifício. Este novo edifício municipal foi pensado para facilitar o trabalho colaborativo (cowork) entre equipas e serviços, salas tecnologicamente dotadas de equipamentos facilitadores da comunicação e interacção entre serviços, facilitando reformulação de procedimentos, no sentido da sua simplificação, agilização e celeridade em resposta ao cidadão.

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Obras de construção da nova Secundária de Cascais arrancam em 2023

Com a construção da nova escola, o Município de Cascais assume, assim, o objectivo de modernização da infraestrutura e equipamentos da Escola Secundária, que vai poder acolher um maior número de alunos e dispor de melhores serviços

Ricardo Batista

Está em marcha o concurso público, promovido pela Câmara de Cascais, com vista à construção da nova escola secundária, um procedimento avaliado em 24,5 milhões de euros que vai, desde logo, dar uma solução definitiva às antigas instalações, provisórias há mais de 40 anos.

Eu reunião de câmara, o executivo liderado por Carlos Carreiras assegura que este será “um passo importante”, mas ressalvando que “após este passo ainda muitos outros virão”. Apesar de ter as instalações muito deterioradas, “é a escola pública do concelho melhor valorizada nos rankings nacionais”, garantem os responsáveis autárquicos.

Para atingir este objectivo e na sequência de um programa preliminar elaborado em estreita articulação entre a Câmara Municipal de Cascais e a Comunidade Educativa que, como refere o presidente da autarquia, “foi essencial ser o mais participativo possível, ou seja, neste caso, em concreto, ouvindo a comunidade escolar, desde professores aos alunos, aos pais em sessões de esclarecimento”, nas quais estiveram presentes “os próprios técnicos e a comunidade escolar para manifestarem as suas sensibilidades”.

Com a construção da nova escola, o Município de Cascais assume, assim, o objectivo de modernização da infraestrutura e equipamentos da Escola Secundária, que vai poder acolher um maior número de alunos e dispor de melhores serviços, permitindo a esta comunidade escolar usufruir de um programa educativo contemporâneo com as respectivas valências.

Se tudo correr como previsto, a obra iniciar-se-á no final do primeiro trimestre 2023, em simultâneo com as actividades lectivas, e decorrerão dois anos até que o edifício escolar esteja concluído (primeira fase). Seguir-se-á uma segunda-fase com cerca de ano e meio de duração, para demolição da escola existente, construção do pavilhão desportivo e arranjos exteriores que englobam o pinhal adjacente, o qual ficará disponível para usufruto da população.
Esta operação de requalificação decorre em paralelo com o processo de recuperação de outras escolas: Fernando Lopes Graça, Parede, S. João do Estoril e Ibn Mucana, Alcabideche.

Projecto de Matos Gameiro
O concurso agora lançado vai materializar um projecto assinado pelo arquitecto Matos Gameiro e Bugio II, que ganharam, em 2019, o concurso de ideias promovido pelo município.

O júri que avaliou as propostas destacou a “grande coerência tipológica e morfológica, apresentando uma clara separação dos núcleos funcionais, mantendo uma forte e eficaz ligação entre a totalidade os espaços”. O Júri acrescenta ainda que “a aparente simplicidade da proposta – baseada num pátio central, com galerias exteriores em torno deste, através das quais se acede às salas de aulas nos pisos superiores – é enriquecida pela disposição dos volumes no piso térreo onde se instalam as áreas comuns”.

De acordo com o projectista, a estratégia de projecto funda-se na criação de um páteo que se constitui como o centro da escola – um espaço quadrangular de 60x60m, definido por um corpo elevado de dois pisos que revela e enfatiza um conjunto arborizado que, em boa verdade, já existe e aqui se salvaguarda. Este conjunto de plátanos, emoludurado, é assim reinventado, ganhando uma nova e muito intensa vivência, possibilitando a sombra e o resguardo e dando enquadramento ao páteo.
Por outro lado, as copas frondosas contribuirão para a vibrante reflexão de luz indirecta nas salas, suscitando um ambiente plácido e vívo, favoráveis a uma atmosfera colhedora a tranquilizante.

E se o páteo se funda como o novo centro da escola, originando a principal área de recreio e de distribuição do edifício, também o facto de poder facilmente abrir-se à comunidade contribui para que a escola, no seu conjunto, se constitua como a nova centralidade urbana desta área. Pela natureza própria do desenho do edifício e pela permeabilidade que dele resulta, o páteo central poderá converter-se numa praça do bairro, assim a circunstância o suscite. Nessas ocasiões todo o páteo poderá comunicar com as ruas adjacentes, gerando um amplo espaço público e aproximando a escola e as suas actividades da vida da comunidade.
Quando assim ocorrer, o carácter introspectivo do páteo e o seu desenho garantirão, ainda assim, a privacidade e a autonomia dos espaços de ensino, com assinaláveis vantagens para a gestão do edifício e controle de segurança.

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Autarquia de Arcos de Valdevez investe 1,5M€ na recuperação de vias municipais

Através destas intervenções serão realizados trabalhos de renovação de pavimentos betuminosos, requalificação e correção de traçados, beneficiação de bermas e sobrelarguras em diversos troços de vias municipais

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A Câmara Municipal adjudicou e tem a concurso obras de reabilitação, construção e beneficiação de vias municipais nas freguesias do Couto, Ázere, Vale, Extremo, Santar, Aboim das Choças, Parada, Guilhadeses, Aguiã e Gondoriz. São quatro blocos de obras no valor de cerca de 1,5 milhões de euros.

Fazem parte destas obras intervenções em estradas municipais como na EM 202, de Guilhadeses/Tabaçô até ao Parque Empresarial de Mogueiras; na EM 202-2 entre Ázere e Couto; na ligação municipal entre a EN 101 na Prova (Paçô) e a EN 202 em Guilhadeses/Tabaçô; na nova ligação entre a EN 101 (Aguiã) e o pontão de Pogido (Gondoriz), bem como na ligação em Ázere, entre a EM 202-2 e a EN 202 (estrada que liga a Soajo).

Através destas intervenções serão realizados trabalhos de renovação de pavimentos betuminosos, requalificação e correção de traçados, beneficiação de bermas e sobrelarguras em diversos troços de vias municipais, a fim de garantir vias rodoviárias locais condicentes com as necessidades atuais das populações, em condições de comodidade e segurança.

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Espanha: Construtoras alertam que 90% dos contratos ficam fora do regime de revisão de preços

À semelhança do que sucedeu em Portugal, em que o Estado adoptou um regime excepcional e temporário de revisão extraordinária de preços, em Espanha, ‘regras’ da implementação da legislação está a gerar preocupação entre as construtoras

Ricardo Batista

Atendendo à situação excepcional verificada nas cadeias de abastecimento resultantes da crise global na energia, a pandemia da doença COVID-19 e a guerra na Ucrânia, verificam-se aumentos abruptos dos preços das matérias-primas, dos materiais e mão de obra, com especial relevo na construção, uma situação que tem gerado, nos últimos meses, particular preocupação na fileira pela instabilidade provocada pela incerteza.

À semelhança do que sucedeu em Portugal, em que o Estado adoptou um regime excepcional e temporário de revisão extraordinária de preços, em Espanha, ‘regras’ da implementação da legislação está a gerar preocupação entre as construtoras, que asseguram que 90% dos contratos de obras públicas em vigor ficam de fora do regime de excepção e, por conseguinte, impossibilitadas de promover a revisão de preço.

Dados apurados pela Confederação espanhola da Construção apontam para crescimentos de preços na ordem dos 33,2% face ao registado no primeiro semestre do ano passado. Os dados médios são, desde logo, superados em alguns materiais como o alumínio (cresceu 55%) ou energia (um aumento de 84%). Apesar de o Governo ter aprovado dois decretos para mitigar as perdas assumidas pelos donos de obra públicos, procurando evitar tanto concursos desertos como obras abandonadas a meio, as construtoras alertam para a ineficácia de boa parte das medidas assumidas. A Confederação da Construção alerta para o facto de os organismos públicos estarem a fazer uma interpretação da lei demasiado restritiva, o que deixa de fora do regime de revisão de preços entre 90 e 95% das empreitadas.

Entre as queixas das construtoras está a introdução de alterações entre o primeiro decreto aprovado e o segundo. Ao estabelecer as condições para que as empresas procedam à revisão de preços, foi adoptada a ideia de que no cálculo de inflacionamento dos materiais, o período não pode ser inferior a um exercício anual nem superior a dois exercícios anuais. No caso da Confederação, a interpretação do diploma prevê que a revisão de preços possa ser aplicada a concursos de 2021 e 2022 (os dois exercícios), ao passo que alguns donos-de-obra públicos fazem uma interpretação diferente: para que possa ser revista, a obra não pode ter uma duração inferior a 12 meses, algo que em Espanha deixaria de fora 80% dos contratos de obra pública.

“A resposta falhou”, lamentam as construtoras, que garantem que, na prática, o número de contratos que podem ser revistos é manifestamente irrisório. A organização patronal defende, assim, a adopção de um novo decreto, que não só clarifique as circunstâncias da aplicação das normas como responda, efectivamente, às preocupações das construtoras. A Confederação recorda, por exemplo, que a actual normativa é de adopção voluntária, o que se traduz no facto de alguns dos municípios não o adoptem, e exige que a obra esteja, actualmente, em curso – o que deixa de fora obras concluídas antes da introdução do diploma (6 de Março) mas que tenham já sido afectadas durante o ano de 2021. A Confederação sublinha ainda que a fórmula de cálculo do encarecimento dos materiais contemple apenas materiais siderúrgicos, betuminosos, alumínio e cobre, deixando de fora, por exemplo, os custos energéticos.

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Vector Mais constrói nova sede da CCA em Lisboa

Alojado num antigo armazém no Porto de Lisboa, o novo espaço de trabalho da sociedade de advogados apresenta um conceito inovador a pensar no futuro

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A sociedade de advogados CCA conta com mais de 70 anos de história e decidiu, recentemente, mudar a localização da sua sede em Lisboa e criar um escritório moderno e apelativo. Alojado num antigo armazém dos anos 40 no Porto de Lisboa, o novo escritório ocupou um espaço aberto com duplo pé-direito, o que permitiu criar uma mezzanine e uma grande diversidade de áreas de trabalho, reunião e colaboração.

De acordo com projecto de arquitectura do atelier SpaceWorks, a Vector Mais construiu todo o interior do novo escritório, num misto de novas soluções e recuperação de elementos existentes, adaptando-o às necessidades da dinâmica equipa da sociedade de advogados. A nova sede da CCA apresenta agora uma biblioteca e lounge, uma espaçosa cozinha aberta ao escritório, postos de trabalho com arrumação em estantes de madeira estruturais, grandes janelas, muita luz natural e plantas, aumentando o conforto físico e visual do espaço.

Foi, igualmente, dada especial atenção aos detalhes e à identidade da sociedade de advogados, visível na utilização do laranja CCA nas escadas em caracol, alcatifa e paredes.

Fundada no ano 2000, a Vector Mais é uma empresa 100% portuguesa que desenvolve projectos de desenho e construção de espaços interiores, apresentando soluções globais para escritórios, hotéis, retalho e espaços de saúde.

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