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Câmara de Grândola requalifica casa Frayões Metello

Edifício do século XVIII vai receber o Núcleo Museológico de Etnografia do Município. Obra está a cargo da Monumenta

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O município de Grândola iniciou esta semana a obra de requalificação da casa Frayões Metello. O edifício, que apresenta actualmente diversos problemas ao nível do seu estado de conservação, irá receber o futuro Museu Municipal Polinucleado de Grândola e o Núcleo Museológico de Etnografia do Município, contemplando espaços para exposições de longa duração e temporárias, recepção, serviços educativos, centro de documentação, conservação preventiva e reservas para o acervo museológico.A obra foi adjudicada à Monumenta por cerca de 830 mil euros.

O edifício, segundo refere a câmara municipal em comunicado, evidencia degradação generalizada das coberturas, caleiras, rufos, remates, elementos cerâmicos do revestimento e elementos de madeira, nomeadamente os pavimentos, rodapés, tectos e suporte das telhas do corpo principal. Verificou-se ainda a existência de fissuração em paredes mestras exteriores, a degradação generalizada das construções/ampliações mais recentes, realizadas no Séc. XX, e deficiências gerais nos sistemas de abastecimento de águas, de drenagem de águas residuais e pluviais e da rede eléctrica.

A proposta de intervenção inclui a demolição de todas as construções recentes e dissonantes; substituição de caleiras, rufos, algerozes e tubos de queda da cobertura; recuperação da cobertura do edifício principal, com reaproveitamento dos madeiramentos estruturais em bom estado; remoção das argamassas deterioradas e de base cimentícia e aplicação de rebocos novos, à base de cal, seguida de aplicação de pinturas de silicatos, às cores existentes, com adição de pigmentos minerais; consolidação de fissuras em paredes mestras exteriores e interiores e reforço estrutural de paredes e fundações; limpeza, remoção de argamassas cimentícias, preenchimento de lacunas e colagem de fragmentos de cantarias das fachadas exteriores; tratamento dos gradeamentos das janelas de sacada; instalação de elevador/monta-cargas, a partir do piso térreo; construção de paredes divisórias e instalação de redes de abastecimento de águas e de drenagem de esgotos e de equipamentos sanitários nas novas instalações sanitárias; renovação das redes eléctricas e de telecomunicações; reconstrução da parte do prédio que foi demolida, destinada às reservas do núcleo museológico; execução de arranjos exteriores.

A Frayões Metello é um exemplar da arquitectura civil do século XVIII, de feição senhorial, foi residência de várias famílias da governança local. Em 1866 o Município deliberou adquirir o imóvel a Bernarda Joaquina de Sande Abelha, para aí ser instalada a Administração do Concelho, a Conservatória do Registo Civil e Predial, a Repartição da Fazenda Pública, e as Escolas do Ensino Primário de ambos os sexos. Na década de 1930 estavam ali instaladas a Repartição de Finanças, a Tesouraria da Fazenda Pública, a Escola Feminina, a Escola Masculina, e as residências dos professores. Na segunda metade do século XX o edifício foi ainda ocupado por outros serviços, nomeadamente pela Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian e pela Delegação Escolar de Grândola.

Após o 25 de Abril de 1974, alguns dos restantes espaços foram disponibilizados para habitação, e outros cedidos a movimentos sociais e a uma organização sindical. A Delegação Escolar de Grândola encerrou, aqui, no ano de 2000. Desde 2004 está instalado neste edifício o Serviço de Património Histórico, Cultural e Museus do Município de Grândola.

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Grupo Preceram participa no Archi Summit 2022

De regresso à cidade do Porto, a edição de 2022 do Archi Summit conta com o apoio e presença das empresas do Grupo Preceram, (Argex, Gyptec, Preceram e Volcalis).

Recuperando o espírito original, o evento realiza-se de 13 a 15 de julho num espaço singular de um conjunto de antigos edifícios industriais, no centro do Porto: o Palácio Ford.

O Grupo Preceram leva a exposição, soluções para a construção direcionadas para o conforto, eficiência energética, sustentabilidade dos edifícios, flora e paisagismo.

Lançada no mercado recentemente, a nova Placa Gyptec Gold, será uma das estrelas do evento.

Sendo uma placa multifunções resistente a tudo, a Gyptec Gold, combina as vantagens dos vários tipos de placas, permitindo resolver todas as necessidades de um projeto usando apenas uma placa.

Estará também disponível a nova biblioteca de soluções para paredes exteriores adequadas a edifícios nZEB, desenvolvida pelo ITeCons que combina materiais das várias empresas do Grupo Preceram, mas também de outras empresas parceiras.

As soluções construtivas foram definidas no sentido de dar resposta aos requisitos legais de comportamento térmico dos edifícios. A ideia surgiu para apoiar os técnicos projetistas na definição de soluções para a envolvente opaca vertical, caracterizadas e identificadas, de forma a cumprir os critérios da nova legislação de certificação energética dos edifícios.

Será também possível identificar que soluções poderão ser adequadas, e mais eficientes, para um determinado projeto ou obra, a partir da localização geográfica.

Temos assim paredes em tijolo térmico e acústico Preceram, com isolamento pelo interior em sistemas de placas de gesso Gyptec e lã mineral Volcalis, mas também soluções com isolamento pelo exterior em sistema ETICS com cortiça da Amorim ou argamassas térmicas da SECILTEK.

Partindo desta base de trabalho, foram elaborados um conjunto de fichas de paredes que, para além da caracterização do sistema, apresenta a indicação das zonas climáticas onde se recomenda a sua utilização.

Ainda, relativamente a ferramentas de apoio ao projeto, destaque para a adição de mais objetos à biblioteca BIM da Gyptec. Nesta área de trabalho é possível encontrar agora ainda mais sistemas e soluções para construção e reabilitação de paredes e tetos.

Visitas guiadas a obras de referência

No dia 13 de julho às 10h a Argex, em conjunto com a Neoturf, promove uma visita à cobertura verde do Forum da Maia.

Integrado no Baze – Living Lab Maia, o laboratório vivo para a descarbonização, o projeto da cobertura verde do Fórum da Maia pretende apresentar à comunidade concelhia uma solução de cobertura de edifícios com base na Natureza, demonstrando na prática os inúmeros benefícios ambientais, financeiros e sociais.

No dia 14 de julho às 10h30 será realizada uma visita guiada ao Neya Porto Hotel, promovida pela Gyptec.

Com localização privilegiada mesmo em frente ao Rio Douro, o NEYA Porto Hotel nasceu da recuperação de parte das ruínas do Convento Madre Deus de Monchique e é o primeiro com certificação LEED Gold em Portugal.

Os lugares disponíveis para as visitas são limitados.

Faça já a sua inscrição ou peça-nos o seu convite gratuito, indicando o dia em que pretende ir ao evento para [email protected]

Programa e inscrições: https://www.archisummit.pt/

Visite-nos de 13 a 15 de julho das 14h às 20h30.

Local: Palácio Ford (mapa: ht https://goo.gl/maps/zDtyji9Pbe6uViaL9 )

Sobre o autorCarmen Noronha

Carmen Noronha

cnoronha2020
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Bysteelfs escolhida para “vestir” palco dos jogos olímpicos de Paris

Empresa do Dstgroup ganhou um contrato no valor de 5 M€ para a construção do “envelope arquitectónico” da Arena Porte de la Chapelle, uma fachada com cerca de 10 mil m2 em alumínio, vidro e material compósito

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A bysteelfs, empresa do dstgroup, ganhou um contrato no valor de cinco milhões de euros para a construção do envelope arquitectónico da Arena Porte de la Chapelle. Esta arena servirá de palco para as provas de badminton e ginástica dos Jogos Olímpicos 2024 e para as provas de badminton e halterofilismo dos Jogos Paralímpicos 2024, provas que se realizam em Paris, França.

O contrato assinado com a Bouygues insere-se numa operação de 136 milhões de euros promovida pelo concelho parisiense. A arquitectura concebida em conjunto pelos gabinetes SCAU e NP2F prescreve uma fachada com cerca de 10 mil metros quadrados (m2) em alumínio, vidro e material compósito, cujo design e execução é da responsabilidade da bysteelfs e será construída em cinco meses. A obra estará pronta no Verão de 2023.

No total, a infraestrutura de 26 mil m2 contará com uma sala com capacidade para 8 mil pessoas, dois ginásios para os habitantes das comunidades mais próximas e uma zona de lazer e comércio com 2600 m2. No exterior vão ser criados 3 mil metros quadrados de zonas verdes, 6 mil m2 de jardins em coberturas e uma zona com vista panorâmica sobre a cidade.

A redução do impacto ambiental foi um desafio da maior importância tanto na fase de projeto como na gestão desta obra. Mais de 95% das 944 toneladas de resíduos produzidos na construção serão revalorizados e 45% do betão utilizado é de baixo carbono, evitando assim a emissão de 1.300 toneladas de CO2. Por outro lado, parte dos muros não portantes serão construídos com blocos de terra e as 8 mil cadeiras para espectadores serão feitas a partir de 70 toneladas de resíduos plásticos recolhidos nos quarteirões mais próximos.

“Participar numa obra com este nível de preocupação ambiental é muito importante para nós porque é uma oportunidade para confirmarmos a mudança de paradigma no setor da construção. Cada vez se investe mais e melhor em inovação, na procura de soluções mais eficientes e sustentáveis. É neste futuro mais ecológico que a bysteel e a bysteelfs se colocam” comenta Rodrigo Araújo, CEO da bysteel.

Depois dos Jogos Olímpicos 2024, a Arena Porte de la Chapelle será a residência do Paris Basketball, o maior clube de basquetebol da capital francesa, e funcionará também como o hub cultural do Norte da cidade servindo para palco de grandes espectáculos.

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MAP Engenharia constrói primeira unidade da marca “Mama Shelter”na Península Ibérica

Esta empreitada consistiu na reabilitação e ampliação de um antigo edifício de escritórios, para o transformar na primeira unidade hoteleira na Península Ibérica da marca “Mama Shelter”, fundada pela família francesa Trigano, cofundadora do Club Med, e pelo designer Philippe Starck

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A MAP Engenharia, empresa especializada em construção e reabilitação, foi responsável pela reabilitação do edifício do hotel Mama Shelter, em Lisboa, o primeiro desta unidade hoteleira na Península Ibérica.

Esta empreitada consistiu na reabilitação e ampliação de um antigo edifício de escritórios, para o transformar na primeira unidade hoteleira na Península Ibérica da marca “Mama Shelter”, fundada pela família francesa Trigano, cofundadora do Club Med, e pelo designer Philippe Starck.

Localizado no coração de Lisboa, entre o largo do Rato e o Marquês de Pombal, este hotel pertencente à cadeia Mama Shelter (Grupo Accor), possui um design único e irreverente, com uma área bruta de 6.000 m2, oferece um total de 130 quartos, para além de um amplo restaurante, espanadas, rooftop e todas as zonas técnicas necessárias para o perfeito funcionamento de todos os serviços do Hotel.

Peça central desta marca, a área de restauração do Mama Shelter Lisboa tem uma capacidade total para 400 lugares, que se encontram distribuídos pelo restaurante, por uma esplanada na Rua Alexandre Herculano, por um pátio interno, e pelo rooftop.

O rooftop, que se encontra localizado no 9º piso, e que foi inaugurado no passado mês de abril, possui uma fantástica vista panorâmica da cidade de Lisboa, que vai do Castelo de São Jorge à Ponte 25 de Abril.

Segundo Diogo Guerra Abecasis, Co-Founder e Managing Partner da MAP Engenharia, “estamos muito orgulho por termos sido selecionados para a construção do Mama Shelter, o primeiro hotel desta marca na Península Ibérica. Este hotel, de conceito inovador, arrojado e com uma decoração disruptiva, vem trazer uma lufada de ar fresco à cidade de Lisboa. Toda a equipa interveniente nesta obra, dedicou-se sempre de alma e coração, e está realmente de parabéns pelo resultado final alcançado.”

Para Julien Leroy, responsável pela promoção deste investimento, através da AH 51 HOTEL, “o Mama Shelter Lisboa foi um projeto de reabilitação muito desafiante, por se tratar da transformação de um edifício de escritórios existente, com várias décadas. A construção de soluções estruturais complexas, bem como a execução de detalhes decorativos mais delicados, demonstram bem a capacidade e a versatilidade da MAP na concretização desta obra. Só com um verdadeiro espírito de equipa e toda a dedicação e entrega a este projeto, por parte de todos os intervenientes – MAP, Ficope, Projetistas e Mama team -, foi possível concretizar este sonho e abrir este magnífico Hotel em Lisboa.”

Paulo Consciência, Managing Partner da Ficope e responsável pela Coordenação e Fiscalização, acrescenta ainda que “foi um privilégio trabalharmos com a MAP nesta fantástica obra do Hotel Mama Shelter. Este foi um processo que correu de forma exemplar, quer na fase de contratação, onde a MAP demonstrou ser competitiva e proativa na busca de soluções de value engineering; quer na fase da obra, onde foi possível ultrapassar as enormes dificuldades causadas pela pandemia. É de destacar também a qualidade da equipa de obra no terreno e a permanente atenção da estrutura diretiva, que efetuaram o acompanhamento e estiveram sempre focados na solução. Foi uma parceria de sucesso a repetir, sem dúvida, em obras futuras.”

O projeto de arquitectura é da autoria da AZ ARCHIZEST.

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Câmara de Gaia vai contratualizar empréstimo de 18 milhões de euros para prosseguir com investimentos

Entre os investimentos que constam da proposta de empréstimo encontra-se a reformulação da rede viária pedonal da Estrada da Rainha e rua Caminho do Senhor (três milhões de euros) ou o pavilhão multiusos nos Arcos do Sardão (8,5 milhões de euros)

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O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia afirmou esta segunda-feira que o município vai contratualizar um empréstimo de 18 milhões de euros para prosseguir com alguns investimentos e poder providenciar a comparticipação em projetos comunitários no “overbooking”.

A proposta de abertura de procedimento para a contratação de um empréstimo para aplicação em investimentos até ao montante de 18.516.473,56 euros foi esta segunda-feira aprovada com a abstenção dos dois vereadores do PSD.

Ao executivo, Eduardo Vítor Rodrigues assegurou que “o empréstimo é fundamental para libertar o município para os fundos comunitários”, em particular, para o “overbooking” do programa Norte 2020, mecanismo que, disse, “não é possível ser desprezado”.

“Parece estranho que o município peça empréstimo, mas isto não tem a ver com dinheiro”, assegurou, esclarecendo que na conta bancária a câmara conta com 39,5 milhões de euros, mas que o mesmo “não pode ser usado” devido à lei das finanças locais.

“Este é um empréstimo de tentativa de resposta à lei, que é insuficiente e apresenta mais deficiências do que vicissitudes. Vamos usar a margem de endividamento para afetar a um conjunto de investimentos”, garantiu.

Entre os investimentos que constam da proposta de empréstimo encontra-se a reformulação da rede viária pedonal da Estrada da Rainha e rua Caminho do Senhor (três milhões de euros), o pavilhão multiusos nos Arcos do Sardão (8,5 milhões de euros), construção do pavilhão municipal de Vilar do Paraíso (três milhões de euros), reabilitação dos edifícios dos Paços do Concelho (3,5 milhões de euros) e sistema de acesso ao centro histórico (600 mil euros).

Para o vereador social-democrata Cancela Moura, o pedido de contratação de empréstimo “suscita dúvidas”, considerando que que o município deveria ser “prudente” face à conjuntura de incerteza.

“Numa época de conjuntura de tanta incerteza, entre as consequências da guerra da Europa e com os níveis de inflação a recuarem 30 anos, seria prudente que o município dispusesse de uma reserva de financiamento para situações imponderáveis, como ocorreu, por exemplo, no passado recente com a pandemia”, defendeu.

Cancela Moura considerou ainda que alguns dos investimentos que constam da proposta de empréstimo deveriam ser “realizados à custa do município”, como previsto no orçamento.

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Universidade do Porto tem plano para modernizar campus avaliado em 100M€

A aposta em novas residências universitárias está a ser desenvolvida em articulação com algumas autarquias do distrito, como é o caso da Câmara do Porto, com quem a U. Porto irá submeter duas candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)

Ricardo Batista

Está avaliado em 100 milhões de euros o plano de investimentos delineado pelos responsáveis da Universidade do Porto, uma iniciativa que vai permitir não apenas a requalificação do campus universitário como a execução de um conjunto de trabalhos com implicações na forma como se vive e estuda na Área Metropolitana do Porto. O ambicioso conjunto de projectos esteve em particular destaque na sessão solene que assinalou a tomada de posse de António de Sousa Pereira para o segundo mandato, de quatro anos, enquanto reitor da Universidade. Em causa está a requalificação de alguns espaços da universidade e a construção de outros, nomeadamente, novos espaços para “estudar e investigar”, mas também novos alojamentos e espaços dedicados à cultura e arte.

Planos de expansão
Entre os projectos, destacam-se a expansão da Faculdade de Belas Artes e da Faculdade de Desporto, mas também a construção de mais três edifícios na Faculdade de Engenharia.

A requalificação da Faculdade de Medicina no edifício partilhado com o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), a reconstrução do Aquário da Foz e a conclusão do novo Estádio Universitário são também alguns dos projectos prioritários para os próximos quatro anos. A par do investimento nas unidades orgânicas da U. Porto, António de Sousa Pereira pretende criar novas residências universitárias, sendo que esta aposta vai permitir “quase duplicar a oferta de camas da universidade”.


Articulação com a AM Porto

A aposta em novas residências universitárias está a ser desenvolvida em articulação com algumas autarquias do distrito, como é o caso da Câmara do Porto, com quem a U. Porto irá submeter duas candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a construção de uma residência no Monte Pedral, com 200 camas, e outra no Morro da Sé, também com cerca de 200 camas.

Além destes alojamentos e da residência universitária situada no centro histórico sob a gestão da Federação Académica do Porto (FAP), que terá 20 quartos, a U. Porto tem previstas mais candidaturas ao PRR. Uma das candidaturas destina-se à reabilitação de camas já existentes em diferentes residências espalhadas pela cidade, e outras duas serão “exclusivas” da U. Porto para a construção de uma residência universitária na Rua Boa Hora, com cerca de 250 quartos, e para a construção de uma residência na Asprela, com cerca de 150 quartos.

Outro dos objectivos do reitor para este segundo mandato passa pela instalação do Centro de Investigação para a Saúde Humana e Animal no concelho da Maia, bem como o novo campus a ser desenvolvido na antiga refinaria de Leça da Palmeira, em Matosinhos, e cujo valor não está incluído nos cerca de 100 milhões de euros a investir.

Apesar de reconhecer que a situação provocada pela crise pandémica, agravada pelo recente conflito na Ucrânia, “criou, objectivamente, um impasse no processo de desenvolvimento e crescimento da Universidade”, o Reitor acredita que “os anos vindouros devem servir para recuperar dos efeitos da crise sanitária e iniciar uma nova fase de expansão sustentada e estrutural”. “Para o sucesso da retoma pós-Covid, é crucial a materialização das possibilidades abertas pela nova geração de fundos europeus. O Horizonte Europa, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o novo quadro comunitário de apoio representam importantes oportunidades de financiamento para as instituições de ensino superior”, lembrou.

Para superar este “desinvestimento”, o Reitor aponta como receita a “actualização dos níveis de financiamento”, “fundamental para a requalificação do património, infraestruturas e equipamentos das instituições”, bem como a “desburocratização da gestão das instituições de ensino superior e de investigação científica”. Até que tal se concretize, “não tenho dúvidas de que, mesmo num contexto adverso, a Universidade do Porto não deixará de se desenvolver e de desenvolver o país”, vincou.

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Ricardo Batista

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AICEP dedica rubrica “Em foco” às oportunidades de negócio no Canadá nas áreas das Infraestruturas e Construção

Uma sessão on-line para conhecer melhor as características do mercado canadiano, as regras das principais plataformas de public procurement e as oportunidades de negócio nos sectores das infraestruturas e da construção

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A Academia AICEP vai realizar no dia 15 de Julho o webinar Em Foco Canadá – Infraestruturas e Construção, dedicado às empresas que pretendam conhecer melhor as características do mercado canadiano, as regras das principais plataformas de public procurement e as oportunidades que aí podem encontrar no que se refere aos sectores das infraestruturas e da construção.

Este webinar conta com a participação do especialista do sector, Mário Rosado, presidente da empresa INFRABIZ com sede em Toronto, fundada em 2013 e especializada em infraestruturas e construção. Mário Rosado, fará uma apresentação geral do sector, recomendará as melhores formas de abordar o mercado e identificar oportunidades. Explicará ainda como as empresas portuguesas podem aceder e utilizar as principais plataformas de public procurement. Por sua vez, o delegado da AICEP no Canadá, Raúl Travado, fará uma breve introdução de enquadramento geral do mercado canadiano.

O sector da construção (incluindo infraestruturas) tem um grande peso na economia do Canadá, dando emprego a cerca de 1.5 milhões de canadianos. O sector representa 7.5% do PIB canadiano, tendo registado um valor de 149 mil milhões de dólares em 2021 (Statistics Canada). Apesar do impacto negativo da pandemia e da persistência de problemas ao nível das cadeias de abastecimento, ao que acrescem as pressões inflacionárias dos últimos longos meses, o sector da construção continua a mostrar resiliência e em 2021 recuperou já a tendência de crescimento.
De acordo com um relatório publicado em Março passado pela organização nacional BuildForce Canada, espera-se que o investimento, público e privado, e o crescimento do sector se mantenham até 2027, embora gradualmente a um ritmo mais moderado.

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Gebalis com mais de 40M€ para reabilitar bairros municipais

Investimento aprovado pela CML inclui reforço de 17 M€ para intervir em 740 fracções vazias até 2026

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Com 66 bairros municipais sob a sua gestão em Lisboa, cuja população residente estimada ascende a cerca de 60 mil habitantes, a Gebalis vai contar com um total de 40 milhões de euros provenientes do contrato-programa hoje aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Assumindo-se como o maior contrato-programa alguma vez celebrado entre a edilidade e a Gebalis, o valor que está nele consagrado será canalizado para a necessária reabilitação estrutural de 11 bairros camarários, com um impacto em 2.613 frações, das quais cerca de 740 de forma directa.

Ao dar prioridade à melhoria da qualidade de vida nos bairros e das condições de habitabilidade dos respectivos arrendatários, a Gebalis vai então dar início a trabalhos de conservação em vários dos aglomerados urbanos localizados em Lisboa que se encontram sob sua responsabilidade, nomeadamente os bairros 2 de Maio, Açucenas, Alfinetes, Boavista, Bom Pastor, Condado, Flamenga, João Nascimento Costa, Padre Cruz, Rego e Telheiras Sul.

Com um calendário de execução que se estende até 2026, a este contrato-programa de 40 milhões de euros junta-se um anteriormente celebrado entre o actual executivo camarário e a Gebalis, no valor de 2 milhões de euros, para reabilitação de frações já em obras.

Para Fernando Angleu, Presidente do Conselho de Administração da Gebalis, este considerável suporte financeiro “representa a forte aposta da Câmara Municipal de Lisboa na habitação e assume-se como uma ferramenta fundamental para que a Gebalis melhore a resposta às necessidades prementes da população residente nos bairros camarários”.

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IP: Investimento de 6M€ em nova variante

Avançam as obras para a construção da variante à EN248 em Arruda dos Vinhos, uma empreitada avaliada em seis milhões de euros

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A Infraestruturas de Portugal consignou o contrato para a execução da obra de construção da variante à EN248, em Arruda dos Vinhos, uma empreitada avaliada em seis milhões de euros. A obra integra o Programa de Recuperação e Resiliência, e é promovido no âmbito do plano de beneficiação das acessibilidades rodoviárias às zonas empresariais, para a melhoria da capacidade das empresas na entrada e saída de mercadorias e de ligação directa à rede rodoviária de alta prestação.

Um investimento que é justificado pelo facto da actual rede viária (EN248, EN115-4 e Variante Industrial das Corredouras) ter “um elevado volume de circulação automóvel, nomeadamente com intenso tráfego pesado de mercadorias. Nesta zona, a EN248 atravessa uma zona marcadamente urbana residencial que convive com uma forte estrutura comercial e industrial”, justifica a IP.

Nesse sentido, a construção de uma nova via alternativa à EN248 tem como principais objectivos, o “aumento da segurança rodoviária em Arruda dos Vinhos através da redução do tráfego rodoviário dentro da zona urbana; o reforço da mobilidade, com a melhoria das acessibilidades à rede rodoviária (autoestradas) e ferroviária (Linha do Norte); benefícios ao nível ambiental e de qualidade de vida das populações, através da diminuição da exposição da população à poluição automóvel e a níveis incomodativos de ruído”.

A futura Variante a Arruda dos Vinhos terá uma extensão de cerca de 2,3 quilómetros e integrará quatro novas rotundas ao longo do traçado, facilitadoras das acessibilidades e distribuição de tráfego à rede viária local.
No âmbito deste projecto será construída uma nova ponte sobre o Rio Grande da Pipa, com uma extensão de 300 metros.
Esta empreitada destaca-se de um conjunto de nove obras já lançadas no âmbito do PRR, que correspondem actualmente a um investimento de cerca de 83 milhões de euros. A primeira destas empreitadas foi já consignada, em Março passado, e está em pleno andamento, no caso, na Variante à EN14, entre Maia e Trofa.

Recorde-se também que a IP já assinou os contratos de financiamento com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que englobam um valor de investimento de 394,8 milhões de euros.

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Concursos de obras públicas promovidos caem 21% e contratos de empreitada celebrados 58%, até Maio

O atraso na aprovação do Orçamento Geral de Estado é apontado como o principal responsável pela quebra nos concursos de obras públicas e nos contratos celebrados de empreitadas de obras públicas, este último com uma variação homóloga acumulada negativa pelo sexto mês consecutivo

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O dado é do mais recente Barómetro das Obras Públicas da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas que revela que nos primeiros cinco meses de 2022, o montante total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos foi de 1.341 milhões de euros. Valor que “corresponde a uma variação de menos 21% face a igual período do ano passado, num contexto em que, recorda-se, o Orçamento do Estado para 2022 ainda não entrou em vigor”, justifica a AICCOPN.

Relativamente aos contratos celebrados de empreitadas de obras publicas estes apresentam uma variação homóloga negativa de 58%, nos primeiros cinco meses do ano. “Até final de Maio, o volume total de contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e registados no Portal Base, foi de apenas 756 milhões de euros, ao qual corresponde uma queda de 58% relativamente ao registado no período homólogo de 2021”. Segundo o mesmo documento este é o “sexto mês consecutivo em que se verifica uma variação homóloga acumulada negativa no que diz respeito aos contratos celebrados”, acrescenta a Associação.

Os contratos de empreitadas de obras celebrados no âmbito de concursos públicos situaram-se, até Maio, nos 549 milhões de euros, ou seja, menos 60% em termos homólogos. Os contratos celebrados nas modalidades de Ajustes Directos e Consultas Prévias representaram 159 milhões de euros, menos 38% em termos homólogos acumulados.

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Consumo de Cimento continua a subir mas abranda crescimento

O consumo de cimentou continuou a aumentar pelo quarto mês consecutivo desde o início do novo ano, mas apresentou a variação mais baixa, 3,8%, que contrasta com os crescimentos de dois dígitos registados em Janeiro, Fevereiro e Março

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De acordo com a Síntese Estatística da Habitação, da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Publicas, este crescimento foi sobretudo influenciado pela construção de nova.

Assim, até Abril de 2022 o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 1,3 milhões de toneladas, mais 3,8% que em igual período de 2021. Durante os primeiros quatro meses do ano as licenças emitidas pelas câmaras municipais para obras de construção nova ou reabilitação em edifícios residenciais apresentaram um ligeiro decréscimo de 0,8%, face ao período homólogo. No que diz respeito ao número de fogos licenciados em construções noas verifica-se no período em análise um crescimento de 2,7%, em termos homólogos, para 10.297. Este é o crescimento mais baixo registado nos últimos quatro meses.

Apesar da tendência de diminuição dos indicadores anteriores, nos primeiros quatro meses do ano a concessão de novos empréstimos à habitação teve um crescimento de quase 20%, 19,8%, face a igual período do ano passado, tendo sido concedidos 5.475 milhões de euros em empréstimos à habitação.

Em Abril as avaliações bancárias voltaram a subir, verificando-se uma valorização de 13% em termos homólogos do valore mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito, face às variações de 14,7% nos apartamentos e de 8,3% nas moradias.

A AICCOPN destaca nesta edição a região autónoma da Madeira, onde entre Abril de 2021 e Abril de 2022 foram licenciados em construções novas 874 alojamentos, valor que traduz um aumento de 80% face aos 485 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Destes, 18% são de tipologia T0 ou T1, 37,1% são de tipologia T2, 41,2% de tipologia T3 e 3,8% de tipologia T4 ou superior. Já no que diz respeito ao valor de avaliação bancária na habitação verificou-se uma variação homóloga de 7% em Abril.

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