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    Cuhsman & Wakefield votada melhor consultora pelos Prémios Euromoney

    Consultora eleita pelo terceiro ano consecutivo. Em Portugal, arrecadou também os primeiros prémios de transacções, avaliações imobiliárias e research

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    A Cushman & Wakefield foi considerada a melhor consultora imobiliária em Portugal nos prémios internacionais Euromoney Real Estate Awards 2020, anunciou a mesma em comunicado. Além desta distinção máxima, a Cushman & Wakefield foi ainda considerada a melhor consultora nacional a nível de transacções, avaliações imobiliárias e research. A nível global, a consultora ganhou, também, o prémio de melhor consultora imobiliária pelo terceiro ano consecutivo.

    Os prémios foram anunciados hoje no âmbito da 16ª edição do Real Estate Survey, um inquérito global promovido pela prestigiada publicação financeira internacional Euromoney, que recolhe as opiniões das principais empresas do sector imobiliário em todo o mundo para determinar quais os melhores prestadores de serviços imobiliários no respectivo mercado nos últimos 12 meses. São convidados a participar no questionário consultores imobiliários, promotores, gestores de investimento, ocupantes corporativos e banca. Este é o prémio mais relevante da área imobiliária a nível global.

    “O prémio de melhor consultora imobiliária em Portugal é uma grande satisfação e orgulho para a Cushman & Wakefield, principalmente num ano atípico como o de 2020. A votação teve lugar no passado mês de Maio, em pleno confinamento, e gostaríamos de crer que a nossa eleição resulta também da forma como os todos profissionais da Cushman & Wakefield se mantiveram sempre próximos dos clientes e como ajudaram as empresas a enfrentar o contexto desafiante”, segundo Eric van Leuven, director-geral da Cushman & Wakefield, em Portugal,

    “Estes prémios, que são reconhecidos nacional e internacionalmente, reflectem a percepção dos nossos pares e clientes relativamente ao nosso profissionalismo e capacidade de acrescentar valor”, conclui Eric van Leuven.

    A Cushman & Wakefield foi também nomeada como melhor consultora imobiliária nas regiões Ásia Pacifico, Europa Central e de Leste, América Latina, América do Norte, e nos seguintes países: Argentina, Austrália, China, Colômbia, Croácia, Hong Kong, Japão, Coreia, México, Peru, Filipinas, Sérvia, Turquia, EUA e Vietname.

    Os resultados completos podem ser consultados em www.euromoney.com

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    Andreia Garcia, arquitectura e curadora

    Arquitectura

    ‘Fertile Futures’ ou uma viagem através de sete territórios da água

    A presença portuguesa na Bienal de Veneza em 2023 percorre os caminhos da água em diferentes hidrogeografias. Identificadas pela importância que representam para o território, como pelas problemáticas ecológicas, sociais, económicas e políticas que têm levado à sua deterioração

    ‘Fertile Futures’ expressa o entendimento sobre o “Laboratório do Futuro”, tema proposto por Lesley Lokko para a 18ª Exposição Internacional de Arquitectura – Bienal de Veneza 2023, que convoca, “mais do que a oportunidade de produzir conhecimento sobre um conjunto de temas urgentes à sociedade e ao planeta, também um modo específico de fazer”, discutindo e propondo estratégias para a gestão, reserva e transformação de água doce.

    Contribuindo para uma discussão que é comum e global, ‘Fertile Futures’ problematiza a escassez e gestão deste recurso, a partir do território português. Com foco em sete hidrogeografias, ‘Fertile Futures’ apresenta no Palácio Sinel de Cordes, em Lisboa, os resultados desta investigação multidisciplinar, uma iniciativa coordenada por Andreia Garcia e explicada em entrevista à TRAÇO.

    Os sete casos em estudo exemplificam a acção antropocêntrica sobre os recursos hídricos na Bacia do Tâmega, Douro Internacional, Médio Tejo, Albufeira do Alqueva, Perímetro de Rega do Rio Mira, Lagoa das Sete Cidades e nas Ribeiras Madeirenses.

    De regresso a Lisboa

    Um ano depois, ‘Fertile Futures’ regressa a Lisboa para partilhar, para além da exposição principal que esteve em Veneza, os conhecimentos acumulados ao longo das Assembleias de Pensamento, disseminadas pelo País, e do Seminário Internacional de Verão, realizado no Fundão.

    Inaugurada em Janeiro, a exposição irá manter-se no Palácio Sinel de Cordes até 27 de Abril, onde se encontram expostos os trabalhos realizados pelas equipas artísticas Corpo Atelier, Dulcineia Santos Studio, Guida Marques, Ilhéu Atelier, Pedrêz, Ponto Atelier e Space Transcribers, bem como contributos que decorreram das Assembleia de Pensamento.

    Andreia Garcia recebeu a TRAÇO neste espaço, onde nos fez uma visita guiada através dos territórios ali representados permitindo-nos conhecer uma versão “mais completa” da exposição.

    Que tipo de exposição temos aqui?

    Esta exposição não é exactamente a mesma que esteve em Veneza. É uma exposição mais completa. Além de todos os conteúdos que estiveram expostos no Palácio Franchetti desde Maio de 2023 em Veneza, conta, ainda, com a dimensão da segunda fase do laboratório, que correspondeu ao Seminário Internacional de Verão, situado no Fundão, onde, durante 15 dias, estivemos com alunos dos cinco Continentes a trabalhar, em contexto real e sobre a problemática da escassez de água doce com as mesmas sete equipas de arquitectura que estiveram representadas.

    Mais do que mostrarmos projectos acabados, foi importante explicarmos as reflexões multidisciplinares que, aqui na exposição, estão representadas por imagens, textos e maquetes, assim como pelo documentário, desenvolvido pelo canal 180, com a direcção do Joaquim Mora, que nos acompanhou desde o início do projecto.

    O Seminário, no fundo, foi o culminar do laboratório?

    O Seminário foi a segunda fase deste laboratório, que contou ainda com cinco Assembleias de Pensamento que aconteceram no decurso do projecto. Exatamente um ano depois da primeira Assembleia de Pensamento, inauguramos aqui no mesmo espaço a itinerância da exposição. Por isso, esta exposicão, para nós, é muito importante, porque apresenta o culminar desse processo laboratorial que procurou ser inclusivo e aberto. Além de montarmos um projecto com equipas de trabalho multidisciplinares, procurámos representar todo o País e, onde estão, pela primeira vez, ambas as ilhas – arquipélago dos Açores e o arquipélago da Madeira.

    É expectável que este ciclo tenha continuidade?

    A itinerância pode trazer consigo outros momentos, outra produção de conhecimento, que naturalmente poderão depois verter noutras configurações e noutras mostras, noutros perfis e até noutras geografias. Esta é a ideia. Neste momento existem alguns convites para pensar o futuro do projecto noutros contextos, mas está tudo em aberto. Importará referir que têm sido muitas as investigações de carácter mais académico que se têm debruçado sobre os conteúdos desenvolvidos pelo Fertile Futures.

    Aliás, para mim uma curadoria é isso. É a produção de conhecimento, e mais do que o resultado, importa o processo a partir da investigação.

    Numa perspectiva de continuidade considera ser possível alargar este laboratório a outros territórios?
    O projecto foi pensado nestes contextos a partir de sete hidrogeografias específicas, mas, como disse, há outros projectos de investigação que já derivam deste trabalho. Nesse sentido, poder-se-ia considerar que estamos a caminhar para uma nova fase. Ou seja, num curtíssimo espaço de tempo já há quatro dissertações de mestrado e uma tese de doutoramento que se focam no projeto ‘Fertile Futures’. Portanto, há uma contaminação positiva, de certa forma, e uma sensibilização para estas questões a vários níveis, também académicos.

    Entendemos a Arquitectura como entidade mediadora, capaz de atentar a um problema, de o contextualizar e estudar e, depois, recorrer a múltiplas estratégias de acção algumas das quais a partir de cenários eventualmente ficcionáveis

    Que mensagem pretendem passar com este projecto?

    Aquela que será talvez a maior é alertar e sensibilizar para as consequências do consumo desenfreado, da extracção, da errada distribuição dos recursos hídricos, e de certas medidas politicas, que tendencialmente demonstram mais enfoque no capital do que na salvaguarda do nosso território.

    O facto de entretanto percebermos que estas questões estão a despertar a atenção politica, mesmo que a um nível regional, é também positivo, porque nos dá a esperança de que possa haver permeabilidade para o diálogo entre as várias partes envolvidas, o que, aliás, foi o que sempre se pretendeu com o projecto.

    Nesse sentido, importa referir, por exemplo, que algumas das equipas de arquitetura estão já a trabalhar com os municípios para pensar em estratégias que possam contribuir para a reversão de alguns dos problemas enunciados a partir de trabalhos de campo multidisciplinares.

    Essa profunda preocupação é também importante para percebermos que precisamos de chamar até à arquitectura outros conhecimentos, outras áreas de especialidade com o propósito de trabalharmos em conjunto e, por isso, de um modo mais informado. No caminho que temos percorrido com esta Bienal de Veneza também conseguimos perceber que para encontrarmos mais respostas para os problemas enunciados, teremos de ensaiar novas perguntas capazes de complexidades múltiplas.

    Que papel pode ter a arquitecto neste alerta?

    Entendemos a Arquitectura como entidade mediadora, capaz de atentar a um problema, de o contextualizar e estudar e, depois, recorrer a múltiplas estratégias de acção algumas das quais a partir de cenários eventualmente ficcionáveis, mas que nos sugerem que, na prática, há ainda muito a fazer na ponderação da relação da humanidade com os escossistemas naturais.

    Nesta exposição fica claro que a arquitectura também é política. E que os arquitectos devem ter um papel no planeamento do território e na gestão dos seus recursos, para lá de interesses meramente económicos.

    Temos consciência que a arquitectura, individualmente, não tem capacidade para actuar sozinha na resolução dos problemas e, por isso, convocámos igualmente especialistas das áreas da geografia, da engenharia hidráulica, do paisagismo, da sociologia, da antropologia, da economia, entre outras áreas de conhecimento.

    Com este projecto pretendemos alertar e sensibilizar para as consequências do consumo desenfreado, da extracção, da errada distribuição dos recursos hídricos, e de certas medidas politicas, que tendencialmente demonstram mais enfoque no capital do que na salvaguarda do nosso território

    Porquê ter como ponto de partida diferentes hidrogeografias?

    As diferentes hidrogeografias representam diferentes territórios onde é evidente a acção humana sobre os recursos hídricos. Os sete casos em estudo contam-nos sete histórias sobre o país. Às equipas de projecto foi pedido que se debruçassem sobre cada uma das problemáticas dessas histórias e ensaiassem futuros mais férteis.

    Sendo caso específico do território português, podem, no entanto, ter múltiplos paralelos com outros semelhantes em outros pontos do Mundo. Lendo as hidrogeografias em Portugal e a partir do território português, percebemos claramente que queríamos apontar questões globais.

    Quem está no poder politico actualmente está mais sensível a estas questões?

    Naturalmente, há metas internacionais e essas metas apontam-nos objectivos concretos. Hoje em dia, se não mudarmos as nossas práticas, seja a nível científico ou profissional, ou até doméstico, essas metas não vão ser cumpridas. Definem-se muito objectivos, mas com o objectivo de os alcançarmos assistimos à implementação de medidas contraditórias que muitas vezes levam à exploração desmedida do solo e à errada distribuição dos seus recursos. O poder político necessita de uma prática consciente, focada no longo prazo e na preservação dos ecossistemas. Nenhuma prática é isenta de erros no seu caminho, mas terá de ambicionar fazer melhor e não repetir equívocos.

    Lagoa das Sete Cidades (Ilhéu Atelier)

    A Lagoa das Sete Cidades é o maior reservatório natural de água doce do arquipélago dos Açores e também uma das sete maravilhas naturais de Portugal. Apesar de romantizada, a atividade agropecuária é responsável pela degradação acelerada dos ecossistemas no território da bacia e na água das lagoas. O desmedido uso de fertilizantes para a produção de pastagens dá origem a processos de eutrofização, causando significativas emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, bem como a deterioração do equilíbrio bio-físico-químico da água, inviabilizando a sua utilização. A proposta explora a (re)imaginação utópica da região, combatendo o principal foco de poluição das lagoas açorianas, ao reconsiderar criticamente o uso do solo, em direta articulação com as dimensões sociais, culturais, patrimoniais e naturais que definem a paisagem dos Açores.

    Para repor a qualidade da água, o modelo propositivo apresentado considera remover do território o elemento poluidor das lagoas, ponderando todos os impactos em articulação interdisciplinar, de modo a garantir oportunidades mais sustentáveis. Manipulando as (in)tangibilidades do futuro, os diferentes discursos complementam-se e contribuem para outras visões do lugar, especulando sobre cenários fictícios. O granel, reconhecido elemento da arquitetura vernacular das Sete Cidades, é descontextualizado para albergar o símbolo da indústria agropecuária – a vaca. O arquétipo, tradicionalmente identificado como protetor dos bens agrícolas do solo, vê o seu propósito ironicamente invertido, para proteger o território dos efeitos nefastos da agropecuária.

    Ribeiras Madeirenses (Ponto Atelier)

    A repetida ocorrência das aluviões nas Ribeiras Madeirenses evidencia o preço a pagar pela urbanização rápida e não planeada do território, agravada pelos cada vez mais frequentes picos de precipitação, fruto das alterações climáticas, cuja responsabilidade redobrada caberá também ao desenfreado e carbonizado sector da construção. O desafio implica a reflexão crítica sobre o trauma associado a estes eventos, desenvolvendo hipóteses de revitalização das linhas de água, hoje fortemente artificializadas, recuperando a resiliência entretanto perdida.

    A partir de uma releitura crítica das Ribeiras Madeirenses, quatro atos expectantes evocam quatro temporalidades que sinalizam transformações nas ribeiras da Madeira em resultado da ação antrópica. Unidos pela linha do desenho do corpo da água, esses atos reinscrevem: a imagem de um tempo pretérito em que a natureza vibrante das ribeiras participava verdadeiramente na vida da cidade; a imagem do tempo catastrófico das aluviões que, vindo do passado, atravessa o presente e ameaça o futuro; a imagem de um presente contínuo em que a vibração dessa vida urbana foi erradicada das ribeiras, numa tentativa de apagamento; e, por fim, a imagem de um tempo futuro que poderá existir e que procura recuperar o potencial latente destes corpos de massa líquida. Procurando na leitura territorial a possibilidade da experimentação de espaços de contenção, retenção e (re)condução para o redesenho do caminho da água, ensaiam-se, a várias cotas, construções topográficas de reconciliação entre o ser humano e a água.

    Bacia do Tâmega (Space Transcribers)

    A água da Bacia do Tâmega, outrora base de culturas de regadio, é hoje o principal recurso de uma das maiores instalações de energia hídrica verde da Europa. O Sistema Eletroprodutor do Tâmega, conhecido como Gigabateria, trouxe transformações significativas a esta região, tornando evidente o contraste entre dois modos de gerir água: como recurso e bem comum local e enquanto produto mercantil para a criação de energia. Ao explorar formas de articulação entre diferentes escalas e tempos presentes neste território, ativa-se o diálogo, a partir da capacidade mediadora da arquitetura, procurando mitigar o impacto da metamorfose do território, flora, fauna e da vida humana locais.

    Uma hidro-metodologia, materializada em práticas espaciais críticas, combina a análise imersiva e o jogo performativo como proposta arquitetónica para reimaginar o conceito de comuns na gestão hídrica do Tâmega. A investigação analítica, aqui denominada de hipertexto do Tâmega, potencia os contrastes e as ligações entre arquiteturas hídricas da região, os distintos modos da sua gestão e as suas relações com humanos e não-humanos. Recorrendo a hidro-artefatos, a play tour – performada e jogada em Março de 2023 e registada em filme documental – revela métodos poéticos que procuram reconciliar tensões hídricas existentes, enquanto aponta caminhos para o desenho de diálogos que antecipam futuros mais comuns sobre o Tâmega e além.

    Douro Internacional (Dulcineia Santos Studio)

    A investigação concentra-se na cota alta das margens do Douro Internacional, região paradigmática da relação de dependência e partilha entre Portugal e Espanha, sublinhando a relevância da água na conservação do solo e dos ecossistemas, para além do seu uso enquanto recurso energético e bem essencial para consumo humano. Contribuindo para o combate à desertificação de uma zona crescentemente despovoada, propõe-se a reaprendizagem de técnicas ancestrais e sistemas naturais, e a recuperação da dimensão simbólica dos elementos naturais.

    Uma visão para a preservação da água doce é contada através das raízes da árvore de um Freixo, sobre as quais peças cerâmicas foram moldadas para dar a ver o corpo invisível do chão, trazido aqui por meio de um substituto – um tapete de terra. O solo é o reservatório do futuro, para água e vida: um conceptáculo vivo, mineral e orgânico, onde raízes de árvores se entrelaçam num diálogo de formas que se complementam e desaceleram, espalham e infiltram a água. Trata-se de um sistema complexo e inteligente, de estrutura esponjosa e em permanente mudança, engendrado localmente, e cuja expressão resulta das forças dos diferentes ecossistemas coabitantes, na luta por comida e reprodução da espécie. O “chão como reservatório” é a lição do Douro Internacional para outros lugares, e a evidência de que apenas um saber local, partilhado e multidisciplinar, poderá conseguir ler e reconhecer o potencial de cada chão, daquilo de que é feito e de que precisa.

    Médio Tejo (Guida Marques)

    O impacto da indústria mineira é manifesto na região do Médio Tejo, nomeadamente na contaminação da água do rio Zêzere e lençóis freáticos de modo alargado. A constatação do elevado nível de metais pesados, acima do máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde, é particularmente grave num momento em que se considera a hipótese do seu transvase, para aumentar o caudal do rio Tejo e garantir o abastecimento de água na área metropolitana de Lisboa. Repensando as políticas e prioridades do extrativismo, a proposta defende a renaturalização progressiva da paisagem, num processo- -manifesto de recuperação e descontaminação, a partir das ferramentas políticas e ativistas da arquitetura.

    A Arquitetura também se faz de manifestos e da coragem para reparar. A partir de registos escritos e performativos, expressa-se uma forte relação de proximidade e intimidade com o território, sensível ao passado e preocupada com um futuro expectante, na urgência de uma nova ação sobre o mundo. A partilha ambiciona unir dispositivos e formas, memórias, inquietações e angústias, para sensibilizar o pensamento e o corpo de quem lê, ouve e vê: a palavra também constrói, o corpo também é lugar. Pela partilha do sensível, reativa-se o afeto.

    Albufeira do Alqueva (Atelier Pedrêz)

    Apresentada politicamente como caso exemplar, a Albufeira do Alqueva é responsável pela transformação extrema de uma paisagem – de sequeiro a regadio –, com a criação do maior lago artificial da Europa. A sua água permite dar resposta às necessidades energéticas emergentes, incentivar a crescente atratividade turística e, sobretudo, contribuir para a alta produtividade do agronegócio instalado, simultaneamente responsável pela contaminação e superexploração dos solos. Operando sobre as consequências desta alteração e atenta aos impactos na diversidade dos ecossistemas, estruturas patrimoniais e desigualdades sociais, a proposta explora a dimensão operativa e técnica da arquitetura, no desenvolvimento de dispositivos de descontaminação e produção de solo, na antevisão do futuro daquela região.

    De forma ficcional, encena-se um futuro próximo onde a albufeira do Alqueva deixará de existir, dando lugar a um barreiro deserto rodeado por uma floresta exuberante de características únicas: um manto vegetal, formado por um tecido de bolsas circulares de vegetação capazes de reter quantidades de água equivalentes à que existiu outrora no lago. Artefacto para regeneração do solo é um invento construído em aço pela Pedrêz que, a partir da transformação de resíduos decorrentes da agro-indústria em energia térmica, hidrogénio, e carvão, possibilita a purificação da água e a produção de biofertilizante. A resposta concreta de regeneração social e ambiental, através da ação simples e continuada do ser humano na paisagem, reposiciona-o como elemento consciente e gerador de fertilidade.

    Perímetro Rega do Rio Mira (Corpo Atelier)

    O Rio Mira é envolvido por um largo perímetro de rega atualmente dominado por investimentos e interesses exógenos, impostos aos modelos de exploração agrícola instalados, de menor escala ou ambição. Tirando proveito das redes preexistentes, as explorações de alto rendimento contribuem para o desigual acesso aos recursos hídricos, bem como para a contaminação de solos e água, pela introdução de agroquímicos aceleradores. Ao mesmo tempo, a sua viabilidade assenta na superexploração de trabalhadores imigrantes, agentes ocultos, sujeitos a condições precárias de trabalho e habitação. A proposta advoga o potencial político da arquitetura, a partir da denúncia das situações de exploração e sobreposição, alertando para a ausência de regulação deste sistema.

    Aceitando a incapacidade da Arquitetura para encontrar uma resposta à complexidade desta problemática, avança-se uma instalação-denúncia que, pela sua dimensão poética, procura sensibilizar a consciência global para as questões sociais, ecológicas, administrativas e económicas em debate. Enquanto símbolo da distribuição desejavelmente democrática da água pelo território e pela população que o habita, o aqueduto, aqui incompleto, partido e fragmentado, evidencia a sua própria disfuncionalidade e despropósito. Este objeto mobilizador procura esclarecer a matriz da problemática no acesso à água nestas paisagens, imaginando três momentos distintos: junto à barragem de Santa Clara; num território natural e indefinido; e junto à foz do Rio Mira, onde a grande parte das explorações agrícolas de alto rendimento se aglomeram.

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    Leroy Merlin lança podcast dedicado à sustentabilidade

    “Nem de propósito” é o nome do primeiro podcast da Leroy Merlin, que se estreia neste formato para promover conversas sobre sustentabilidade

    O podcast “Nem de Propósito” nasce do propósito da Leroy Merlin em garantir que a sustentabilidade está no centro do seu negócio. Determinada a ser a voz da mudança, a empresa especializada na venda de soluções para a casa abre agora as portas a um espaço que visa promover conversas sobre temas relevantes para o consumidor dentro da esfera da sustentabilidade – social, económica e ambiental – e sensibilizar a sociedade para cada um deles.

    Com um total de sete episódios, cada um deles aborda um tema diferente, mas com o mesmo objectivo: o de partilhar informações valiosas que os ouvintes possam aplicar nas suas vidas. Os sete temas que dão corpo a cada um dos sete episódios previstos são os seguintes: sustentabilidade, o tema base dos episódios; pobreza habitacional, um dos principais problemas do país; transição energética; resíduos; pegada de carbono; consumo responsável e sustentabilidade social.

    “A sustentabilidade está no centro da actividade da Leroy Merlin e é palpável em inúmeras iniciativas que desenvolvemos. O lançamento do podcast. “Nem de propósito” surge como uma extensão do trabalho que temos vindo a fazer internamente, mas achamos necessário e útil trazer estas conversas para o espaço público para que a mudança possa ser pensada e realizada por todos. Chegou o momento e não podíamos estar mais entusiasmados!”, afirma João Lavos, líder de Impacto Positivo na Leroy Merlin Portugal.

    Conduzido por Isabel Silva, o podcast terá como convidados Catarina Barreiros, a organização Just a Change, com quem a Leroy Merlin colabora para combater a pobreza habitacional, Tiago Lagoa, engenheiro do ambiente, Rita Tapadinhas, fundadora do projecto de sustentabilidade “Plant a Choice”, Tânia Martins, arquitecta de profissão e criadora de conteúdos de casa e decoração, procurando inspirar a casas mais eficientes, Joana Joes fundadora de uma marca de roupa eco-friendly; e ainda Capicua.

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    CCDR-Norte apresenta Prémio Arquitectura do Douro 2024

    A apresentação da iniciativa acontece por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítio, no Museu do Douro, no Peso da Régua. Podem concorrer intervenções de construção, conservação ou reabilitação de edifícios ou conjuntos arquitectónicos, bem como intervenções de desenho urbano em espaço público

    A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte apresenta, esta quinta-feira, dia 18 de Abril, a oitava edição do Prémio Arquitectura do Douro.

    A apresentação da iniciativa acontece por ocasião do Dia Internacional dos Monumentos e Sítio, marcado pela entidade com uma conferência dedicada ao tema “Economia, Paisagem e Arquitectura: O Alto Douro vinhateiro, património e futuro”, no Museu do Douro, no Peso da Régua.

    Podem concorrer intervenções de construção, conservação ou reabilitação de edifícios ou conjuntos arquitectónicos, bem como intervenções de desenho urbano em espaço público.

    Lançado em 2006 por ocasião das comemorações dos 250 anos da Região Demarcada do Douro, o Prémio de Arquitectura do Douro tem uma periodicidade bienal e destina-se a promover a “cultura arquitectónica e as boas práticas” do exercício da arquitectura numa “paisagem cultural evolutiva e viva” como o Douro vinhateiro. A atribuição das distinções nas edições anteriores distingue intervenções arquitectónicas exemplares num território dinâmico classificado pela UNESCO.

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    IHG Hotels & Resorts duplica presença na Alemanha

    IHG Hotels & Resorts e Novum Hospitality assinam acordo que duplica a presença hoteleira da IHG na Alemanha, lança a colaboração Holiday Inn – the niu e estreia as marcas Garner e Candlewood Suites na Europa

    A IHG Hotels & Resorts (IHG) e a Novum Hospitality anunciam um acordo de longo prazo que duplicará a presença da IHG na Alemanha para mais de 200 hotéis em quase 100 cidades, através de uma colaboração com a marca Holiday Inn – the niu e da estreia na Europa das marcas Garner e Candlewood Suites da IHG.

    O acordo com a Novum Hospitality, um dos maiores operadores hoteleiros privados da Alemanha, propriedade de David Etmenan, tornará a IHG num dos principais intervenientes nos segmentos midscale e upper midscale.

    Assim, entre 2024 e 2028, deverão juntar-se ao sistema da IHG 108 hotéis Novum Hospitality (15.334 quartos) e 11 hotéis em desenvolvimento (2.369 quartos). A conversão dos hotéis para o sistema da IHG ocorrerá por fases, com início em 2024, sendo que a maioria terá lugar nos próximos 24 meses. Com esta operação, o tamanho do sistema global da IHG aumentará em até 1,9% nos próximos anos.

    Outros 52 hotéis abertos e em projecto juntar-se-ão à IHG através de uma colaboração distinta entre o Holiday Inn e a the niu, a elegante e emblemática marca de gama média-alta da Novum Hospitality.

    Esta colaboração combinará a presença doméstica da the niu com a reputação de confiança da Holiday Inn e o reconhecimento global da marca para construir uma posição de liderança num mercado alvo fundamental. As outras marcas da Novum Hospitality, Yggotel, Select e Novum, com 56 hotéis abertos e em projecto, serão convertidas na nova marca de conversão de gama média da IHG, Garner, e a marca acora Living the City, com 11 hotéis abertos e em projecto, será convertida na marca de estadia prolongada de gama média da IHG, Candlewood Suites.

    O acordo inclui uma parceria de exclusividade para que os futuros hotéis da Novum Hospitality se juntem às marcas líderes e ao portfolio de hotéis da IHG, com a ambição de desenvolver conjuntamente mais hotéis ao longo do tempo

    O acordo tem um prazo de 30 anos e a opção de renovação por prazos adicionais.

    A Novum Hospitality adoptará as marcas e os sistemas da IHG para todo este portfólio, tornando-se um dos maiores franchisados da IHG a nível mundial, com acesso ao poderoso motor comercial e às plataformas tecnológicas da IHG para impulsionar o desempenho do hotel, melhorar a eficiência das operações hoteleiras e a experiência do cliente.

    “Estamos muito satisfeitos por colaborar com um grupo tão respeitado como a Novum Hospitality e duplicar a presença da IHG na Alemanha, um dos maiores mercados hoteleiros da Europa e uma prioridade de crescimento para o nosso negócio. Este acordo demonstra quão atractivo é o nosso empreendimento para os proprietários e o sucesso da IHG em atrair excelentes oportunidades de conversão para aumentar a dimensão do seu portfolio. Também cria uma forte plataforma doméstica na Alemanha para aumentar a procura e o conhecimento da marca, bem como captar uma maior parte dos milhões de viagens de saída efectuadas todos os anos na Europa e não só”, afirmou Elie Maalouf, director executivo da IHG Hotels & Resorts.

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    Efacec acelera inovação na mobilidade eléctrica

    A Efacec apresenta o novo carregador eléctrico de alta potência QC180, o primeiro de um leque de novos produtos que serão apresentados em 2024 e 2025, marcando o ritmo de uma fase de impulso à inovação na mobilidade eléctrica

    Já disponível para a encomenda, o QC180 é a uma solução all-in-one de carregamento de alta potência (high power charging) assente nos princípios modulares da Efacec (Modular Systems), desenvolvida com foco total na garantia de disponibilidade ao cliente através da incorporação de um sistema de monitorização activa e upgrade remoto, viabilizando uma operação mais eficiente e fiável.

    Mais potente, mais compacto, mais sustentável e com um novo design, o novo carregador da Efacec integra a tecnologia Plug and Charge, possibilita uma carga simultânea de 180kW que disponibiliza até 350A (dry cable) e inclui ligação remota independente para manutenção e gestão de ativos, bem como um terminal de pagamento com cartão de crédito. Pode ainda ser integrado com o Load Management System (LMS) da Efacec, ferramenta que permite aos operadores gerir as potências das estações no local das instalações.

    Adicionalmente, o novo carregador de alta potência oferece mais suporte ao cliente e à operação da rede, optimizando a manutenção da base instalada, indo também ao encontro das necessidades do utilizador final em termos de potência, disponibilidade de carga e simplicidade na gestão (manuseamento) de cabos.

    Mais de 140 colaboradores estiveram envolvidos no desenvolvimento de um novo produto que vem ampliar a actual gama de soluções de mobilidade eléctrica neste segmento, que já inclui o QC60, QC90 e QC120, alavancando a expansão da actividade em mercados europeus fulcrais e contribuindo tanto para a descarbonização da electrificação como para uma maior circularidade.

    “O nosso roadmap tecnológico é uma demonstração inequívoca do compromisso da Efacec em responder aos maiores desafios de um desafio vital para as sociedades do futuro. Não só reforça o nosso portefólio actual, como evidencia que a empresa tem as competências técnicas adequadas para desenvolver produtos e soluções inovadoras na mobilidade eléctrica, e que continuamos totalmente comprometidos com projectos de I&D, nos quais investimos 18% das receitas nos últimos anos”, afirma Nuno Delgado, director da Mobilidade Eléctrica da Efacec.

    Com novos lançamentos previstos para 2024 e 2025, a Efacec reafirma a sua aposta no desenvolvimento de soluções que contribuam activamente para a criação de um futuro mais sustentável, reforçando o seu perfil de marca pioneira no sector da mobilidade eléctrica e de player fundamental na descarbonização da economia.

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    Grupo Mercan reforça posição no Algarve com aquisição do Hotel Califórnia Urban Beach

    O grupo adquiriu o Hotel Califórnia Urban Beach, na praia dos Pescadores, em Albufeira, por 13 M€. A unidade vai operar sobre a gestão da Ace Hospitality Management, AHM, empresa do universo Mercan

    O Grupo Mercan reforça o seu investimento no Algarve com a aquisição do Hotel Califórnia Urban Beach, localizado na Praia dos Pescadores em Albufeira, e que está desde o início de Abril sob a gestão da  Ace Hospitality Management, AHM, empresa que pertence ao Grupo Mercan, responsável pelo investimento e desenvolvimento de activos hoteleiros.

    A aquisição do Hotel Califórnia Urban Beach pelo Grupo Mercan foi concretizada no final do último mês de 2023, mas só agora, com a conclusão do período de transição, o hotel da Praia dos Pescadores passa a ser oficialmente gerido pelo Grupo Mercan.

    Este investimento do Grupo Mercan, no valor superior a 13M€, que incluem as obras de reabilitação do edifício e que permitem ao Califórnia Urban Beach consolidar 31 postos de trabalho, reforça a presença do grupo no potencial hoteleiro da região do Algarve, onde já detém em desenvolvimento o Hotel Indigo Faro Ribeirinha, o Lagos Marina Hotel, Curio Collection by Hilton e Hilton Garden Inn Lagos, o Marriott Lagos e o Hard Rock Hotel Algarve, localizado em Portimão, e cuja abertura está prevista para 2026.

    Localizado centro de Albufeira, a cerca de 15 minutos a pé da Marina de Albufeira, o Hotel Califórnia Urban Beach privilegia a envolvência da cidade algarvia, com as típicas varandas voltadas para a cidade, permitindo aos hóspedes desfrutarem do ambiente vibrante da Praia dos Pescadores.

    Desde a piscina exterior com vista para a cidade de Albufeira, à piscina interior aquecida do spa com circuito de águas e serviço de massagens e tratamentos de beleza, os hóspedes do Hotel Califórnia Urban Beach têm acesso a uma ampla oferta para desfrutar de um tempo de descanso em terras algarvias.

    Em Portugal o Grupo Mercan conta actualmente com 31 empreendimentos em diversas localidades do país como Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Lisboa, Amarante, Santiago do Cacém, Évora, Beja, Algarve e Madeira.

     

     

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    Bondstone investe cerca de 70 M€ em novo conceito “rural-city lovers”

    Bloomia, com 123 apartamentos, está integrado no Belas Clube de Campo. A comercialização está a cargo da própria Bondstone, Castelhana e JLL

    A gestora de fundos portuguesa Bondstone anuncia o lançamento de um novo empreendimento residencial. Localizado no Belas Clube de Campo, o Bloomia, com 16,260 metros quadrados (m2), irá trazer para o mercado 123 apartamentos, num investimento de cerca de 70 milhões de euros. O empreendimento está a ser comercializado pela Bondstone, Castelhana e JLL.

    Direccionado para a classe-média alta, o projecto irá contar com tipologias que vão desde o T1 ao T4 e com valores de lançamento desde os 280.000€ a 890.000€.

    Com assinatura de Capinha Lopes, esta nova aposta da Bondstone destina-se aos “the rural-city lovers” que procuram combinar um estilo de vida urbano com o cenário “inspirador e tranquilo” do campo.

    Todas as fracções têm espaços exteriores privativos e dispõem de estacionamento com infraestuturas para carregamento de automóveis. O condomínio privado irá contar com piscina exterior, ginásio, sala multiusos, zona para lavagem de carros, pet care station e cacifos para entregas

    A sua localização, dentro do Belas Clube de Campo, possibilita ainda o acesso a um conjunto de condições e facilities do próprio empreendimento, tais como, segurança, espaços verdes, parques infantis, campo de golf, ginásio, campos de ténis e padel, supermercado com entregas em casa, comércio de serviços, parafarmácia, restaurante/club house, café e um colégio à porta de casa.

    Uma das características inovadoras deste projecto, é o envolvimento do cliente na criação da sua casa de sonho, através da possibilidade de personalizar os acabamentos do seu apartamento, em três modalidades à sua escolha: Pure, que privilegia linhas contemporâneas em tons claros; Timeless, de design intemporal elegante em tons quentes; e Urban, para um estilo mais citadino com inspiração industrial.

    Para Frederico Pedro Nunes, chief operating officer da Bondstone, este projecto reflecte o “compromisso com o mercado imobiliário nacional e com o desenvolvimento de projectos que aportam valor e dão resposta às necessidades dos nossos clientes”, pensado  para “famílias e para empresários que valorizam o sossego depois de um dia intenso, ou até para nómadas digitais, que podem encontrar no Bloomia o seu retiro de eleição”.

    A sustentabilidade foi também tinha em conta no projecto e, como tal, o Bloomia irá contar com Certificação BREEAM.

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    RE Capital anuncia joint venture para investimento de 66 M€ no Algarve

    Com 43 unidades, o Villas Lobo apresenta-se como um projecto sustentado pelo “compromisso com o design ecológico” e que trará conceitos de habitação “inovadores” ao Algarve. A sua construção está prevista iniciar ainda este ano

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    A RE Capital, empresa pan-europeia de investimento, desenvolvimento e gestão de activos imobiliários, em parceria com o Real Estate Investment Group (REIG ) anunciam a venda de uma participação maioritária no seu projecto Villas Lobo a um experiente fundo local de capital privado. A equipa de Desenvolvimento de Capital de Mercados da JLL actuou em nome da RE Capital sob um mandato exclusivo. As partes irão desenvolver o projecto em conjunto, com previsão de início ainda em 2024.

    A venda cria uma nova joint venture centrada num projecto residencial de luxo de 66 milhões de euros, Villas Lobo, localizado em Vale do Lobo, no Algarve e que representa a entrada da promotora no Sul do País.

    “Temos um histórico de sucesso em Lisboa e estamos ansiosos por criar um empreendimento residencial de classe mundial no coração do Algarve. É considerado um dos destinos mais exclusivos de Portugal e o projecto dá-nos a oportunidade de trazer ao mercado um desenvolvimento escalável e diferente de qualquer outro na área”, afirmou Newman Leech, CEO da RE Capital.

    Com 43 unidades, o Villas Lobo apresenta-se como um projecto sustentado pelo “compromisso com o design ecológico” e que trará conceitos de habitação “inovadores” ao Algarve, marcando “uma nova era no imobiliário residencial na região”.

    “Esta colaboração incorpora uma partilha de conhecimentos e capacidades, culminando num empreendimento residencial único. Com o início das obras de infraestrutura, esperamos trazer um novo produto ao mercado, um oásis dentro do já consolidado Villas Lobo Resort”, destaca Nuno Santos, head of Portugal da RE Capital.

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    Seguradora AXA adquire participação maioritária de novos escritórios junto ao Colombo

    A transacção envolve 74% da participação da Sonae Sierra no futuro edifício de escritórios em construção junto ao Centro Comercial Colombo e que será concretizada no próximo mês de Maio

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    A Sonae Sierra vai vender parte maioritária do novo edifício de escritórios em construção junto ao Centro Comercial Colombo à seguradora francesa AXA Investment Managers.

    A aquisição, que abrange 74% do veículo que está a promover o edifício, vai ser concretizada no próximo mês de Maio.

    Fruto de um investimento de 118 milhões de euros, a futura ‘Torre Norte’ somará 35 mil metros quadrados (m2) de área bruta de construção dividida em nove pisos, sendo, por isso, o edifício de escritórios com maior área disponível por pisos, o que “permite ir à procura dos grandes arrendatários”, destacou o administrador Alexandre Fernandes, responsável pela área de development da Sonae Sierra

    Com conclusão prevista para o final de 2025, as obras deste edifício arrancaram há cerca de um ano e meio.

    O Centro Comercial Colombo foi inaugurado m 1997 e tem vindo a expandir a sua área de escritórios, com a construção da Torre Este em 2009 e da Torre Oeste em 2011. Já em 2015, o Grupo anunciou a construção de mais duas torres, contudo, depois do projecto ter sido revisto pela autarquia de Lisboa acabaria por ser apenas aprovada a construção de um novo edifício.

    Com negócios em diferentes áreas, recentemente, a Sonae Sierra a realização de uma joint-venture com a PGIM para a industria hoteleira, cujo primeira unidade será no Porto.

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    ERA Portugal regista crescimento no 1º trimestre de 2024

    A ERA Portugal acaba de divulgar os resultados da operação referentes ao 1º trimestre de 2024. Os principais indicadores mostram uma tendência de crescimento face a 2023, mas falta de oferta pode condicionar a actividade

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    Nos primeiros três meses de 2024 a ERA Portugal facturou 21 milhões de euros, significa um crescimento +5% face ao período homólogo e uma estabilização em relação ao último trimestre do ano em que o valor foi o mesmo.

    “A incerteza do contexto macroeconómico que marcou o início do ano de 2023 teve, na época, consequências naturais no negócio. Contudo, 2024, como é possível constatar através dos vários indicadores, já aponta para um crescimento em linha com o que se começou a registar logo a partir do 2º semestre de 2023. Os dados vêm, assim, reforçar as nossas expectativas de atingirmos um crescimento a dois dígitos até ao final do ano”, antecipa Rui Torgal, CEO da ERA Portugal.

    O número de negócios efectuados (2.753) nos primeiros três meses aumentou em comparação com o mesmo período do ano passado (+2,7%) e com os últimos três meses de 2023 (+3,2%).

    Em relação ao valor dos negócios transaccionados, neste 1º trimestra rondou os 411 milhões euros (+5% face ao período homólogo e mais 0,4% em relação ao último trimestre de 2023).
    O valor médio das casas vendidas no 1º trimestre rondou os 171 mil euros, o que significa um aumento +2.4% face ao valor registado no período homólogo e um decréscimo de -2% em relação ao último trimestre de 2023.

    Oferta limitada continua a ter impacto
    A oferta disponível ainda é muito limitada e esta realidade traduz-se numa quebra nas angariações. No 1º trimestre foram conseguidas 9.809 angariações, o que representa um decréscimo de -14% face aos primeiros três meses de 2023. Em sentido inverso, verifica-se uma subida de +25% em relação ao último trimestre do ano.

    Contabilizando-se 17.562 novos clientes vendedores, este 1º trimestre do ano registou um decréscimo de -27% face ao período homologo. Contudo, o cenário inverte-se quando a comparação é feita com o último trimestre de 2023 ao verificar-se um crescimento de +22%.

    Já em relação aos novos clientes compradores, a ERA contabilizou 73.247 (-2% face ao período homologo e +24% em relação ao último trimestre de 2023). Em linha com o histórico mais recente, os principais clientes da ERA em 2024 continuam a ser os portugueses, brasileiros, franceses e alemães.

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