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Projectos da Acciona / CleverRed com comercialização da JLL

O Priority, na rua Prior do Crato, é o primeiro projecto dos promotores e cuja construção tem início no último trimestre do ano

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O Priority, na rua Prior do Crato, é o primeiro projecto dos promotores e cuja construção tem início no último trimestre do ano

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A JLL foi seleccionada para comercializar em exclusivo a carteira residencial que a Acciona e a CLeverRed prevêem desenvolver em Lisboa, num total de cerca de 1000 apartamentos.

O primeiro projecto a ser lançado situa-se em Alcântara. O Priority surge da reabilitação de um dos edifícios mais emblemáticos da rua Prior do Crato para uso residencial, num total de 18 apartamentos. Este projecto arranca para construção no último trimestre do ano. No pipeline estão ainda outros projectos em Alcântara, no típico bairro da Graça e nos Olivais, mais precisamente na avenida Alfredo Bensaúde.

Direccionados para o público português, os projectos residenciais promovidos pela parceria Acciona/CleverRed pretendem dar resposta à necessidade residencial de Lisboa, apostando quer na reabilitação de edifícios históricos marcantes quer na construção de raiz. 

A carteira, que abrange cerca de 1000 novos apartamentos, inclui, para já, projectos em diversas zonas de Lisboa, estando em estudo oportunidades de investimento, dentro e fora da cidade, que possam ir ao encontro das necessidades do público-alvo. Com o mote de desenvolver casas para viver, estes projectos têm a preocupação de trazer uma oferta diferenciada ao mercado nacional, com apartamentos que associam design, soluções modernas de conforto e habitabilidade a preços acessíveis, em localizações centrais.

“Estes investimentos são um importante reforço da oferta residencial em Lisboa, não só pelo número de apartamentos que vão disponibilizar na cidade, mas sobretudo porque vêm dar uma resposta adequada às famílias portuguesas em localizações que são centrais e que servem este público com toda a qualidade”, afirma Patrícia Barão, head of Residential da JLL. 

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Concreta, Export Home, IDF e Elétrica com novas datas

Ómicron obriga a Exponor a ajustar o seu calendário de feiras. As alterações abrangem algumas das feiras mais emblemáticas como a Concreta, a Export Home, a IDF e a Elétrica

“Salvaguardando as condições de segurança para todos os visitantes e expositores”, a Exponor ajustou o calendário de alguns dos seus eventos mais emblemáticos, designadamente a Concreta, a Export Home, a IDF e a Elétrica.
Nesse sentido, depois de ter sido agendada para de 21 a 24 de Abril, a Concreta foi agendada para 13 e 16 de Outubro. Também as datas para a participação no Prémio Under 40 by CIN foram ajustadas, com a possibilidade de apresentação das candidaturas (presencial e serviço postal) alargada até ao dia 23 de Setembro de 2022.
Aquela que será a 30ª edição da bienal Concreta – Feira de Arquitectura, Construção, Design e Engenharia “regressa à Exponor num formato já consolidado e prepara-se para apresentar novidades técnicas e tecnológicas, soluções e novos materiais com um olhar sobre as tendências da construção, da arquitectura, do design e da engenharia no contexto nacional”.

Outras das novidades é realização em simultâneo com a com a Concreta, da ELETRICA – Exposição de Material Elétrico e Eletrónica. Este certame é dedicado a soluções e sistemas de electricidade e energia, apresentando as novidades em sistemas, equipamentos e componentes eléctricos e electrónicos, iluminação, soluções para a indústria automóvel, electrónica de consumo, entre outros. “Dirigida aos profissionais da área eléctrica e electrónica, a exposição apresenta grandes inovações e soluções para uma adequação ao mercado e às exigências de sustentabilidade”, sublinha a Exponor. De referir que este é um dos sectores que mais tem reflectido o aumento da construção em Portugal, tanto no mercado da reabilitação como da construção nova.

À semelhança do que acontecerá com a Concreta, a exposição é pontuada por “Praças”, que apontam holofotes à inovação e tecnologia energética. “A Praça Tromilux, por exemplo, mostra aos visitantes a gama de projectos e soluções personalizadas desta empresa portuguesa, na área da iluminação técnica”, avança a organização.
“Apesar destes ajustes necessários, dado o contexto actual, estamos confiantes para 2022. Temos já previstos mais de 30 eventos, entre os de organização própria e os de terceiros. Sentimos uma grande apetência do mercado, tanto do lado dos expositores como dos visitantes, para o regresso à realização de eventos presenciais e queremos continuar a ser a plataforma facilitadora de negócios um barómetro de novidades, tendências e dinâmicas de mercado, que permitam, aos vários scetores da economia nacional em que actuamos, continuar a evoluir e a inovar”, sustenta Diogo Barbosa, director geral da Exponor.

Sobre os desafios previstos para a próxima temporada, o director geral da Exponor considera estarem num patamar de maturidade mais consolidado para lidarem com os imprevistos, com o digital a apresentar-se como uma solução preponderante. “Estamos mais preparados para estar ao lado dos nossos parceiros e clientes na promoção dos seus negócios e na geração de valor para os diversos sectores, seja pela força do contacto presencial, que já começou a regressar no final de 2021, seja pelo nosso investimento em novas soluções digitais que permitem optimizar a presença dos expositores e a experiência dos visitantes antes, durante e após cada certame”, esclarece Diogo Barbosa.

Expor Home e IDF – Spring Edition & Paper Show em Abril

Relativamente à Export Home – Feira Internacional de Design e Mobiliário, esta passa de 24 a 27 de Fevereiro para de 21 a 24 de Abril, com o prazo para recepção das candidaturas do Prémio Export Home Sustentabilidade e Inovação a ser alargado para dia 31 de Março de 2022.

Celebrando mais de 30 anos de existência, a Export Home designa a mais importante montra de marcas portuguesas de mobiliário e iluminação e promete, sob o mote “Reconnect”, voltar a transformar-se num palco de reconexão entre profissionais e marcas de todo o mundo.

Uma das inovações trazidas pela Export Home para esta edição é uma área dedicada à hotelaria, com a curadoria do experiente designer de interiores e mobiliário Fabián Pellgrinet Conte. Além disso, disponibiliza um Design Hub, especialmente pensado para designers e dedicado às novas ideias e o espaço Talk The Future, dedicado à descoberta, interacção e (re)conexão entre profissionais do sector, com um programa rico e diversificado de workshops e conferências.

Em simultâneo com a Export Home, a próxima edição da IDF Spring – Feira de Design e Decoração passa dos dias 24 e 27 de Fevereiro para 21 a 24 de Abril, levando ao público uma mostra de soluções das mais variadas vertentes dos sectores que abrange. Entre aqueles que estarão presentes no encontro, destacam-se os do têxtil-lar, cutelaria, loiça, cerâmica, mesa, cozinha e multipreço (Home Accessories); tecidos e revestimentos de decoração (Interior Fabrics) e decoração, fragância, flores e ilustração (Loving & Flowers).

Com duas edições asseguradas por ano, a IDF Spring pretende intersectar o talento e a criatividade da nova geração de criadores com a arte e a experiência das marcas tradicionais mais antigas – que se reinventam através de um design visionário – uma simbiose que escreve as novas tendências do sector.

A IDF afirma-se com a disponibilização de quatro espaços-tendência, adaptados aos diferentes públicos, que fazem, por um lado, uma homenagem ao legado deixado por marcas já bem consolidadas no mercado e que, por outro, se impõem como uma rampa de lançamento para a visibilidade da nova geração de criadores portugueses que revolucionam o mercado.

Em simultâneo decorre a Paper Show – Feira de Papelaria, Gift e Material de Escritório, que regressa à Exponor após a sua primeira edição em 2020, pronta para reunir o sector profissional da papelaria, gift e material de escritório. Ao longo de quatro dias, as empresas fornecedoras têm a oportunidade de apresentar os seus novos produtos, colecções e soluções aos profissionais, beneficiando da presença conjunta da comunidade deste sector e, assim, fomentarem novos negócios e contactos.

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Quadrante ‘às compras’ para reforçar infra-estruturas e meio-ambiente

Em entrevista ao CONSTRUIR, o CEO do Grupo Quadrante adianta que está em marcha um plano estratégico, que se prolongará até 2025, através do qual esperam facturar 40 milhões de euros, estratégia que implicará aquisições para crescer nos transportes, indústria e energia e águas

Ricardo Batista

O CEO do Grupo Quadrante mostra-se preocupado com a falta de alunos de Engenharia Civil nas universidades portuguesas, reflexo do ostracismo estratégico a que o sector tem sido votado nos últimos anos. Nuno Costa salienta que numa altura em que se discute a execução dos fundos do PRR, as empresas portuguesas, na sua globalidade não têm dimensão para aproveitar o efeito multiplicador dos trabalhos

Há aproximadamente dois anos, numa entrevista concedida ao CONSTRUIR, disse-nos que “era fundamental haver uma estratégia nacional em que a Construção fosse encarada como estratégica”. Este tempo volvido, já atingimos esse patamar?
Estamos na mesma em relação à estratégia, mas o resultado, agora, é mais óbvio. A falta de estratégia no Sector da Construção tornou-se evidente. Não há capacidade para dar resposta às necessidades que existem e que estão em cima da mesa. Aliás, a necessidade de infra-estruturas não é nova, existe há muitos anos. Nem sempre é oportuno serem implementadas mas, agora, decidindo-se que era oportuno, não há capacidade para as construir.

O Sector, Portugal e os portugueses vão fazer um investimento enorme que vai ter de ser pago durante muitos e muitos anos por várias gerações. São, aliás, gerações que, no fundo, vão usufruir destas infraestruturas, mas o que seria inteligente para um País que tem de se desenvolver é que devia aproveitar o efeito multiplicador desse investimento para reforçar a economia do próprio país recorrendo a empresas nacionais que, ganhando capacidade e competências e track record, se reforçariam e estariam num caminho de internacionalização mais solido e, portanto, com benefícios para a economia nacional. Não fizemos isso, não preparámos a fileira da Construção e agora vamos fazer um investimento em que as infra-estruturas vão cá ficar, vão ser utilizadas pelas pessoas e pelas empresas mas sem se beneficiar com o efeito impulsionador que muito beneficiaria as empresas nacionais.

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Por onde deixámos escapar a capacidade das empresas?
Por vários campos. Desde logo pelo desaparecimento de diversas empresas do Sector. As empresas não são só grupos de pessoas. É impossível formar uma empresa apenas por um conjunto de pessoas. As empresas têm história, equipas, ensinamentos adquiridos ao longo de anos. Quando uma empresa fecha, as pessoas que lá estavam não vão formar outra empresa igual e mesmo que o quisessem, não conseguiriam. Quando uma empresa fecha perde-se capacidade permanente, capacidade que leva muito anos a recuperar mesmo que os técnicos não desapareçam. A verdade é que as empresas fecham em larga escala porque o sector estava a funcionar mal e não foi considerado estratégico. As pessoas, ao saírem das empresas que reduziram tamanho ou fecharam, vão para outros países ou simplesmente mudam de actividade e normalmente não voltam atrás. Há a perda de capacidade pelo lado das pessoas. E depois há outro efeito: as pessoas que iam para a engenharia deixaram de exercer e o sector é hoje um sector empobrecido, sem estratégia. Mais: Cada vez menos alunos querem ir para engenharia. Isso é uma realidade.

Neste momento estamos a precisar muito de engenheiros e as universidades não estão a produzir técnicos em número suficiente. Fizemos uma análise do número de alunos que concluem os cursos de engenharia civil em Portugal e percebemos que, nos últimos 15 anos, caiu 90%. Mesmo considerando que o ano passado foi um ano atípico, pois muitos alunos não terminaram os cursos pelo facto de as universidades não estarem em pleno funcionamento, até 2019 o número de alunos que se formam em Engenharia Civil caiu 60%. É avassalador. É uma redução enorme do número de alunos. Se formos junto dos alunos do 12º ano tentar perceber quem quer ir para Engenharia, o número é reduzidíssimo. A falta de capacidade do lado da engenharia é um problema que vai demorar 10 a 15 anos a ser resolvido em Portugal. Durante os próximos anos, em que haverá tanto para fazer, não vamos ter capacidade nem pessoas para reforçar as empresas que existem. O País precisa de infra-estruturas mas não sabemos se as vai conseguir fazer. Dificilmente se vai conseguir aproveitar o reforço no sector da Construção por via do investimento que o País vai fazer.

Por onde passa o caminho da necessária recuperação?
O primeiro passo passa por um trabalho de marketing a desenvolver pelas universidades para a captação de alunos. As empresas fazem um esforço comercial para captar trabalho e as Universidades devem fazer um trabalho de persuasão para captar mais alunos de engenharia. As instituições de ensino superior devem ter uma atitude mais proactiva e irem para os Liceus fazerem um esforço de divulgação dos seus cursos, nomeadamente de engenharia, um trabalho que se deve estender também junto dos Media, criando novas dinâmicas. Em simultâneo, tem de haver uma estruturação do sector. O Governo não tem essa responsabilidade, mas tem o dever de ajudar o sector a reestruturar-se, pelo que deveria haver uma estratégia de reforço das competências do sector da Arquitectura e Engenharia, um sector tradicionalmente relevante. Estes são sectores em que a capacidade de exportação de Portugal poderia ser bastante elevada pois os portugueses são muito bons a fazer isso, mas não estamos a olhar devidamente para este potencial. É claramente uma oportunidade que se perde. A indústria da Construção, em volume, é a maior do Mundo, maior mesmo que a indústria farmacêutica, automóvel ou das tecnologias de informação. É realmente uma indústria muito relevante em termos de dimensão e é uma indústria que vai sofrer uma profunda transformação por via da digitalização. Será lamentável se perdermos esta oportunidade para estar na vanguarda dessa transformação.

Estamos ainda numa zona cinzenta, onde a economia está a ganhar ritmo para recuperar dos últimos anos. No seu entender, que mercado e que empresas temos hoje? Que radiografia é possível traçar?
Em Portugal, o panorama é francamente fraco. O sector da Engenharia e Construção é um sector altamente disperso, formado por pequeníssimas empresas com muito baixa capacidade pela falta de dimensão. No segmento da Engenharia/Consultoria, as empresas em Portugal são pequenas e têm muita dificuldade em ter uma presença internacional relevante. A dimensão também nos tira capacidade de inovação e desenvolvimento e o panorama é francamente mau por esse motivo. Mas por vezes também nos questionamos: a dimensão é relevante para actuar em Portugal ou não? E eu diria que, para actuar em Portugal, não é. O cliente público em Portugal não contrata nem selecciona empresas. Selecciona, isso sim, grupos de profissionais. Os concursos públicos, a selecção do prestador de serviços de engenharia é feita demonstrando não a experiência e a capacidade das empresa mas evidenciando currículos avulso de pessoas que nem precisam de pertencer aos quadros da empresa. Isso não privilegia a dimensão das empresas. Privilegia sim que as empresas sejam pequenas e que busquem ou associações pontuais ou então profissionais independentes que possam constar nas suas propostas quando estas são apresentadas.

O Estado, escolhendo desta forma, dá um sinal ao mercado de que a dimensão é irrelevante e as empresas têm receio de crescer, mantendo-se na sua pequena dimensão. Deste modo, é o próprio Sector que perde como um todo pois perde-se capacidade de internacionalização e de inovação. Do lado da construção acontece algo muito semelhante e que resulta da crise que sofremos em 2008. As grandes empresas que existiam praticamente desapareceram todas. Apenas uma existe e essa teve uma estratégia bem delineada. Falo da Mota-Engil, que sobreviveu e se desenvolveu, não sem grandes dificuldades. Muitas vezes se fala da Mota-Engil, que é ajudada por este ou aquele. Nada mais errado. Eles fazem o seu trabalho e se fosse uma empresa ajudada não teria sucesso internacional. Aí não são os políticos portugueses que ajudam. Sem ser essa empresa, as grandes empresas não existem, desapareceram.

O que temos hoje? Uma empresa grande e um conjunto de empresas bastante mais pequenas, bastante distantes da empresa líder e com grandes dificuldades de internacionalização. Quando vemos as maiores construtoras do nível logo abaixo da Mota-Engil percebemos que são empresas com um grau de internacionalização muito reduzido, tornando difícil a sua actuação nos mercados externos. Eu vejo o sector da Construção em Portugal com grandes falhas estruturais mas, olhando para a situação pelo lado positivo, percebemos também que existem empresários com muita vontade de fazer coisas interessantes. Espero que consigam, mas sem meios e sem recursos é difícil. Vejo motivação para fazer mais e melhor e os poucos engenheiros que existem são, globalmente, muito bons. A matéria-prima é muito boa, mas com grandes deficiências estruturais.

Em que medida é que o próprio CCP é fomentador dessas deficiências?
O CCP está feito de uma forma que é destruidora para o Sector da Construção. Tem uma repartição de risco totalmente desequilibrada. O risco está todo do lado das empresas e o beneficiário das obras não tem risco nenhum Um exemplo: Hoje em dia, se houver um erro de projecto e se, por exemplo, faltar uma estaca num sítio qualquer e se se vier a descobrir que nem o projectista nem a construtora se aperceberam que faltava a estaca, a construtora tem de a executar sem qualquer custo adicional para o Estado. O que é que isto quer dizer? Se o projecto tivesse tido a estaca desde início, a entidade publica tinha de a pagar. Como houve um erro e o projecto não continha essa estaca necessária, a Entidade publica ganha o direito a ter a estaca, que teria de pagar, não pagando. Fica beneficiaria de uma parte da obra sem ter pago por ela. Isso empobrece todo o sector da Construção. O CCP é claramente desequilibrado. Mesmo admitindo que se trata de uma sobre-reacção pelos excessos que existiram no passado, o que temos hoje é manifestamente exagerado e destruidor da actividade no sector publico.
Há uma questão tantas vezes abordada mas que, por diversas razões, nunca foi equacionado verdadeiramente e que esta relacionada com os movimentos de concentração ou fusão de empresas. O estado em que estamos, e que acaba de descrever, coloca em evidência essa necessidade?
No nosso entender, a concentração de empresas faz todo o sentido. Desde logo pela maior capacidade de expansão internacional e de gerar inovação, investigação e desenvolvimento. O que acontece é que a forma como o sector está organizado e a forma como é feita a contratação não privilegia em nada a dimensão. Se não há um alinhamento entre as empresas e quem as contrata, o que acontece é que as empresas se mantêm pequenas. Neste momento, de que me serve ter uma grande empresa se, em Portugal, há uma perspectiva de grande investimento, vai haver trabalho mas que não preciso de ter risco para os próximos tempos? O Estado quando contrata não privilegia a dimensão e eu não tenho qualquer incentivo em avançar com uma operação de fusão com outra empresa.

Claro que esta é uma perspectiva desalinhada com o longo prazo, pois no momento em que o sector voltar a estar em crise, o que seguramente acontecerá, volta a estar em cima da mesa a necessidade de as empresas se juntarem e formarem grupos líderes. Mas com não há nenhum incentivo para que isso aconteça, provavelmente nada vai acontecer. Quando voltarmos aos momentos de crise, o Sector da Construção em Portugal vai, uma vez mais, passar por dificuldades em sobreviver porque não teve capacidade de se internacionalizar.

Olhando para a Quadrante, como acreditamos muito em ciclos e acreditamos que Portugal deve ter, pelo menos, dois ou três grupos champions na área da Construção e Engenharia, estamos a fazer esforços e temos intenção de liderar um movimento de concentração.
Por que áreas pode passar essa estratégia?

Por todas as áreas de negócio em que estamos. Considerando que as empresas, no mercado interno, não têm incentivo para, no presente, um movimento destes, olhamos para empresas fora de Portugal, em áreas como os transportes, indústria e energia, águas…No fundo, tudo o que tenha a ver com infra-estruturas e meio-ambiente.

E de que modo seria isso feito?
Achamos que o caminho correcto passa por aquisições e fusões. Desse modo, podemos mais rapidamente ganhar dimensão para ter uma presença internacional sólida e uma capacidade de investimento e desenvolvimento necessária na transformação da indústria da construção que vai acontecer nos próximos 10 anos.

Quais são os mercados prioritários?
Distinguimos duas perspectivas, nomeadamente de curso e longo prazo. No curto prazo, o mercado português e os mercados africanos são mercados que têm uma boa margem de desenvolvimento. No médio/longo prazo, acreditamos muito nos mercados do Norte da Europa, África e na América do Norte.

Em que é que a experiência da Quadrante, mesmo com o suporte de parceiros, vos torna competitivos nesses mercados?
A Quadrante é competitiva nestes mercados pela sua capacidade de entrega. Temos, neste momento, 220 pessoas a fazer puramente projecto e, por isso, uma capacidade de entrega bastante relevante. Temos uma fantástica capacidade técnica que se adapta a todos os códigos e locais do Mundo em que trabalhamos. Temos uma vantagem de flexibilidade grande. Muitas vezes estamos a competir com empresas que têm cinco ou 10 mil pessoas mas nós temos a vantagem de sermos mais flexíveis. Dispomos de um conjunto de partners que gerem a empresa a nível internacional de uma forma muito ágil. Isso permite que o cliente possa falar directamente com os nossos partners e que eventuais alterações de projecto ou reforço de equipas possam ser feitos de uma forma mais rápida. Somos flexíveis e isso é uma grande vantagem face a empresas muito grandes.

Há prazos para a conclusão e investimentos previstos nestas operações?
Temos definido um plano estratégico através do qual pretendemos duplicar a dimensão da empresa. Uma parte será por via do crescimento orgânico e outra parte será por via de aquisições. Até 2025, o plano estará em marcha, numa velocidade adequada para encontrar as empresas com as competências certas que façam sentido com a nossa cultura e com as competências específicas que queremos reforçar.

Essas empresas estão identificadas?
Estamos em fase de identificação. Mas temos presente que, em 2025, queremos estar a facturar 40 milhões de euros em serviços de engenharia.

Empresas em Portugal podem fazer parte desta estratégia?
Poderiam fazer mas o momento actual, em Portugal, não é um momento que motive muitas das empresas a participar num movimento de concentração. Há algumas empresas que gostaríamos que se juntassem a nós mas não acreditamos que este seja o momento certo para acontecer. Não existe, de facto, motivação. O mercado nacional aparenta ter alguma dinâmica e não existe qualquer vantagem em ter dimensão. As empresas estão bem como estão sendo mais pequenas.

Procurando um posicionamento para enfrentar este ‘novo normal’, assente em novas praticas e novos paradigmas, que papel cabe aos grupos como a Quadrante?
Eu acho, sinceramente, que não há um novo normal. O ‘novo normal’ hoje é o mesmo ‘novo normal’ de há dois anos e passa por as empresas se adaptarem e serem cada vez mais rápidas a executar e a entregar com mais qualidade. A competitividade é crescente, os nossos clientes têm desafios cada vez maiores e são muito pressionados pela velocidade. Exigem, por isso, velocidade de todo o ecossistema que trabalha em seu redor. O ‘novo normal’ é igual ao de ontem: fazer mais e melhor a todo o momento.

Esta nossa conversa decorre numa sala onde está exposta a imagem de um dos grandes investimentos públicos anunciados nos últimos anos, nomeadamente o Novo Aeroporto de Lisboa, obra que encerra em si, um conjunto de práticas recorrentes na contratação pública. Existem estudos, existem concursos, empresas envolvidas, projecto apresentado e, no fim, antes de avançar para o terreno, surge sempre um outro detalhe mais. Esta nossa forma de estar, em que é que isto nos pode ser prejudicial, sobretudo nesta fase em que estamos à beira de execução de verbas como as do PRR, montantes nunca antes implementados?

Falamos muito, em Portugal, em obras de Santa Engrácia. De facto, essas as obras demoraram muitos anos, mas o Aeroporto demorou muito mais pelo que, em rigor, deveria chamar-se ‘Obras de Aeroporto’. O Novo Aeroporto é uma obra que já há mais de 50 anos que anda a ser falada e projectada. São inúmeros os projectos. Participámos na última iteração deste aeroporto que não é, de facto, um novo aeroporto, mas sim um aeroporto complementar. Este aeroporto está inserido num plano que inclui a expansão do aeroporto existente. Tudo isto foi desenvolvido, estudado, teve o apoio do Governo durante o seu estudo, Governo que esteve a par do que se ia passando. Neste momento, o aeroporto complementar está pronto a ser construído mas, entretanto, surgiu mais uma pedra no caminho.

Algo que é habitual, no fundo. Não deixa de ser curioso que tendo Portugal muita capacidade de execução e muitas obras já executadas, como a Expo, a remodelação total da linha do Norte, muitas auto-estradas que tornam Portugal num dos países com melhor rede de auto-estradas da Europa, só este projecto é que provoca esta catarse geral. Como se esta fosse a obra mais importante a realizar em Portugal, que mereça ser pensada e repensada e que mereça que tudo seja reconsiderado a cada nova ideia. Nunca há soluções ideais. Há soluções que são tomadas ou não são tomadas e a verdade é que não tomar uma decisão é a pior decisão. Na verdade, tivemos algum alívio com a quebra do tráfego aéreo provocado pela pandemia e estamos mais descansados. Mas quando os níveis de tráfego retomarem ou superarem o que foi registado em 2019 o que vai acontecer? Uma obra que tem um custo anunciado de cerca de 1000 milhões mas totalmente paga pela concessionaria, é uma obra que caso não avance vai custar, por ano, muito mais do que o custo da obra. É obvio que este investimento tem de ser feito.

Fazendo em Alcochete, no Montijo ou onde quer que seja, era essencial tomar uma rápida decisão. Toda a gente ficou assustada com o que aconteceu em 2019, com a perda de rendimento que Portugal podia ter e agora estamos na mesma situação. Quando o tráfego voltar, vamos estar novamente em pânico porque não tomámos qualquer decisão. Isto é inexplicável. Há depois aqui um outro efeito interessante: Portugal tem uma posição periférica e se formos a ver quanto da nossa economia externa, das trocas com o exterior em serviços e produtos quanto é que passa pelo tráfego aéreo, é um peso enorme na nossa economia, Não fazer um aeroporto tem um custo tremendo. É estranho que se debata tanto uma obra de 1000 milhões e se decida fazer uma obra de 4,5 mil milhões, como é a alta-velocidade ferroviária entre Lisboa e Porto, cuja utilidade é tão ou mais duvidosa que a do aeroporto, mas ninguém discute.

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Lançado o concurso público para a reabilitação da EN362

A obra, orçada em 2M€, decorrerá num troço com cerca de nove quilómetros, na freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, e visa a melhoria das condições de mobilidade e segurança rodoviária

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Foi publicado em Diário da República o concurso público para a empreitada de reabilitação do troço da EN362, que serve directamente a freguesia de Alcanede, no concelho de Santarém, com cerca de nove quilómetros.
A obra envolverá um investimento estimado em dois milhões de euros e pretende reforçar as condições de mobilidade e segurança da via, complementando a intervenção de reabilitação realizada anteriormente entre Alcanede (km 31,025) e Santarém (km 51,733), e que foi concluída em Março do ano passado.

No âmbito da obra está prevista a beneficiação integral do pavimento, a melhoria dos acessos da e para a rede viária local, o reforço e substituição da sinalização e dos equipamentos de segurança da via, e a reformulação dos sistemas de drenagem.

A EN362, entre os Km 22,433 e 51,733, constitui-se como um dos eixos rodoviários que assegura a ligação entre Santarém e Porto de Mós, atravessando a freguesia de Alcanede. O troço objecto da empreitada em concurso tem o início no limite de Concelho entre Porto Mós e Santarém (km 22,433) e termina em Alcanede (km 31,025).

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Mafra com nova plataforma digital para procedimentos urbanísticos

A Câmara de Mafra disponibiliza uma nova plataforma digital que permite a desmaterialização dos procedimentos urbanísticos, que substitui a tramitação em papel

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“O Município de Mafra alterou o Regulamento Municipal de Edificação e Urbanização (RMEU), o qual inaugura uma nova forma de trabalhar, orientada para a desmaterialização administrativa. Abolindo a tramitação dos processos urbanísticos em papel e instituindo o recurso aos meios electrónicos, são definidos os procedimentos adequados à correcta recepção dos pedidos em formato digital”, refere a página oficial da autarquia.

A alteração visa, se acordo com o município “promover a modernização administrativa e reforçar o processo de transformação digital, prestando um serviço público mais simples, mais directo e mais eficiente e evitando ainda deslocações”.

De realçar que o RMEU é o regulamento que estabelece as normas de concretização e de execução do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, desenvolve os princípios legais aplicáveis na área do Município de Mafra e tem como objectivo contribuir para a defesa e preservação dos valores ambientais, bem como para o ordenamento do território de forma sustentada.

Poderá aceder à nova plataforma aqui

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Norfin vende dois activos logísticos na grande Lisboa

Localizadas em zonas consolidadas de logística, as unidades foram adquiridas pela Bedrock Capital e pelo sueco Europi Property Group, que inaugura com este negócio a sua entrada em Portugal

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A Norfin, SGOIC alienou dois activos logísticos anteriormente integrados no Ibéria FEIF. Um dos imóveis está localizado no Cartaxo e integralmente arrendado por uma empresa do Grupo Sonae. O outro activo, localizado na Quinta do Adarse em Alverca do Ribatejo, também se encontra totalmente ocupado, tendo como inquilino uma empresa nacional líder no seu sector de actividade.

Os activos foram adquiridos em conjunto pela Bedrock Capital, que celebra o seu primeiro investimento em logística, e pelo Europi Property Group (EPG), um investidor internacional que estabelece o seu primeiro investimento em Portugal através desta parceria.

“Estamos muito satisfeitos com a aquisição destes dois activos, que marca a nossa primeira operação em parceria com o Europi Property Group. Estamos optimistas em relação ao mercado logístico português, o qual tem vindo a registar uma procura crescente por parte dos operadores, sendo que os armazéns se encontram localizados em dois importantes hubs logísticos de Lisboa”, explica João Tenreiro Gonçalves, Executive Partner da Bedrock Capital.
“O segmento de Industrial e Logística segue em franca expansão em toda a Europa, muito impulsionado pelo crescimento das vendas online e novas tendências de consumo. Em Portugal, no ano de 2020, o segmento alcançou um recorde de take-up, e estima-se que os números em 2021 venham a superar os do ano anterior”, assegura a consultora imobiliária internacional Savills que assessorou a Norfin neste negócio.

“Ao longo de quatro anos, a Norfin trabalhou no sentido de melhorar a qualidade dos serviços prestados aos arrendatários, na renovação e melhoria da qualidade dos edifícios. Desta forma, potenciámos o valor de mercado dos activos e, tendo vendido na altura certa, maximizámos o retorno dos nossos investidores”, explica Daniel Lopes, Manager da Norfin.

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Novo fundo europeu para incentivar inovação em PME

Este apoio destina-se à execução de um pré-diagnóstico de propriedade intelectual (PI) e/ou na formalização de pedidos de registo de marcas e de desenhos por parte de uma PME estabelecida num dos 27 Estados-Membros da UE

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A Comissão Europeia anunciou a criação de um Fundo de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, que pretende servir de incentivo às PME para rentabilizar os seus activos de propriedade intelectual, desenvolvendo estratégias no âmbito da protecção dos respectivos direitos a nível nacional, regional, ou da União Europeia.

Este apoio destina-se à execução de um pré-diagnóstico de propriedade intelectual (PI) e/ou na formalização de pedidos de registo de marcas e de desenhos por parte de uma PME estabelecida num dos 27 Estados-Membros da UE.
O apoio está dividido em duas modalidades e em ambas se prevê um reembolso parcial dos custos associados até um valor máximo de 1500€ para taxas relativas ao pré-diagnóstico de PI, marcas e desenhos ou modelos (Vale 1), e/ou de 750€ para taxas relativas a patentes (Vale 2).

No que concerne ao vale 1, existirá um reembolso na ordem dos 90% nos serviços de pré-diagnóstico de PI, um reembolso de 75% do valor das taxas de base relativas a marcas e desenhos ou modelos ao nível da EU, um reembolso de 75% do valor das taxas de base relativas a marcas e desenhos ou modelos a nível nacional e regional e um reembolso de 50% do valor das taxas de pré-concessão relativas a marcas e desenhos ou modelos internacionais, através da Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Quanto ao vale 2, existirá um reembolso de 50% de taxas relativas a patentes a nível nacional.
Após a candidatura irá receber os respectivos vales a aplicar na solicitação dos serviços pretendidos, tendo estas bonificações uma validade de quatro meses a contar da data da atribuição da subvenção.

“Este fundo deve ser bem aproveitado pelas PME portuguesas, uma vez que a aposta na inovação e a protecção dos seus direitos de propriedade intelectual é fulcral num mercado tão competitivo como o europeu. Quando, em véspera de eleições, se fala muito em crescimento económico, a aposta na inovação é uma das formas para lá chegar”, refere Vítor Palmela Fidalgo, Director Jurídico na Inventa, consultora especializada em propriedade intelectual.

A iniciativa tem o apoio do Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia e estende-se até ao dia 16 de Dezembro de 2022.

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Melom recebe duas distinções

A Melom foi eleita recentemente com os prémios , “Escolha do Consumidor 2022” e “Prémio Cinco Estrelas 2022”

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A Melom foi eleita recentemente com os prémios , “Escolha do Consumidor 2022” e “Prémio Cinco Estrelas 2022”.
Há três anos que a MELOM é reconhecida como “Escolha do Consumidor”, na categoria “Obras e Remodelação de Imóveis”, recebendo esta certificação que atesta o serviço da rede avaliado directamente pelos consumidores.A empresa de remodelação de imóveis obteve um índice de satisfação global de 79,34% e uma intenção de compra de 76,30%.

Entre os consumidores envolvidos na avaliação da categoria, a MELOM foi eleita a “Marca nr. 1 na Escolha do Consumidor”, com uma classificação superior à concorrência em critérios como “Orçamento discriminado e esclarecedor”, “Garantia da obra”, “Cumprimento do orçamento”, “Bons acabamentos”, “Explicação detalhada de todo o serviço“ e “Aconselhamento no planeamento da obra”. Os consumidores destacam também pela positiva a confiança na marca, assim como lhe reconhecem experiência acumulada no sector.

Pelo quinto ano consecutivo, a marca foi igualmente distinguida com o “Prémio Cinco Estrelas 2021”, resultado da auscultação dos consumidores relativamente a cinco marcas avaliadas nesta categoria. A empresa líder em remodelação de imóveis obteve um índice de satisfação global de 81,7% (8,17 em 10 pontos possíveis), mais seis pontos percentuais face ao ano passado.

O Prémio Cinco Estrelas é um sistema de avaliação que mede o grau de satisfação que os produtos, os serviços e as marcas conferem aos seus utilizadores, tendo como critérios de avaliação variáveis como a “Satisfação pela Experimentação”, “Relação Preço-Qualidade”, “Intenção de Compra ou de Recomendação”, “Confiança na Marca e Inovação”, que influenciam a decisão de compra dos consumidores. Entre os indicadores avaliados, destacam-se a “Intenção de Compra ou Recomendação”, que registou uma classificação de 8,84 em 10 pontos possíveis, e a “Satisfação pela Experimentação”, com uma classificação de 8,82 na mesma escala.

Os prémios “Escolha do Consumidor 2022” e “Prémio Cinco Estrelas 2022” vêm juntar-se a outra distinção já atribuída anteriormente à MELOM, o MRI – Marktest Reputation Index 2021 na categoria “Obras em Casa”.

“Recebermos estes prémios é o reconhecimento inequívoco do bom trabalho que, diariamente, a rede de profissionais MELOM desenvolve de norte a sul do país. É nosso foco garantir aos clientes a qualidade e segurança de uma rede de serviços especializados e à medida das suas necessidades.”, afirma João Carvalho, co-fundador da MELOM. O responsável acrescenta ainda que “sermos distinguidos ano após ano não só contribui para reforçar os nossos índices de notoriedade, como vem demonstrar que os consumidores portugueses podem sempre confiar num serviço de excelência.”

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Grupo Colt recebe pontuação EcoVadis pelo seu desempenho ambiental e ESG

O Grupo Colt obteve do maior fornecedor mundial de classificações em sustentabilidade empresarial, a EcoVadis, a pontuação Gold pelo seu desempenho ambiental, social e governação (ESG)

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O Grupo Colt, que inclui a Colt Technology Services e a Colt Data Centre Services (DCS), obteve do maior fornecedor mundial de classificações em sustentabilidade empresarial, a EcoVadis, a pontuação Gold pelo seu desempenho ambiental, social e governação (ESG). O Grupo também foi distinguido com a classificação B por parte do Carbon Disclosure Project (CDP) pelo seu desempenho ambiental.

Mais de 75.000 empresas, oriundas de mais de 160 países e de 200 sectores de actividade estão associadas ao EcoVadis, cujo mais recente ranking do sector coloca o Grupo Colt no percentil 97, com uma pontuação de 71/100. A pontuação EcoVadis considera o desempenho do Grupo Colt em quatro grandes áreas: ambiente, trabalho e direitos humanos, ética e contratos públicos sustentáveis. As políticas e as acções criadas e implementadas, bem como os resultados alcançados pelo Grupo nestas áreas, foram responsáveis por estas elevadas pontuações.

O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que ajuda empresas, cidades, países e regiões a divulgarem o seu impacto ambiental. Em 2020, mais de 9.600 empresas, que representam mais de 50% da capitalização bolsista a nível mundial, divulgaram os seus dados ambientais através do CDP.

A pontuação do CDP vai de D – a mais baixa, até A – a mais alta. A classificação B atribuída à Colt, situa o Grupo na franja das classificações mais elevadas, corroborando a eficácia das medidas estruturadas que tem vindo a implementar no que concerne às questões climáticas. Durante 2021, o Grupo Colt trabalhou em estreita colaboração com a Carbon Intelligence para desenvolver a sua estratégia ambiental e de alterações climáticas.

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Cascais vai investir 200M€ em habitação

A Câmara de Cascais apresentou a sua Estratégia Local de Habitação (ELH) desenvolvida por uma equipa do município com académicos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

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A Câmara de Cascais apresentou a sua Estratégia Local de Habitação (ELH) desenvolvida por uma equipa do município com académicos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

A estratégia tem um desígnio: garantir acesso de todos a habitação condigna e desenvolver políticas de habitação transformadoras. Antes faz um retracto duro da realidade de Cascais no que diz respeito à população elegível para o Primeiro Direito.

Os dados apresentados referem que há 4085 famílias para realojar em Cascais. Destas, 2.384 famílias estão em situação de carência habitacional e 1.701 famílias) na situação que se convencionou de carência economia, ou seja, ou têm casa arrendada mas estão na iminência de despejo por dificuldades económicas.

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“A escassez de habitação é um problema transversal a diversas classes e estratos. O que implica que as soluções tenham de ser distintas ao abrigo de um grande programa de habitação pública que não se restringe às necessidades identificadas no programa 1ºDireito. Reabilitaremos o parque habitacional público que é hoje 2.8% do total de casas no concelho. Com a execução do nosso projecto, esse número chegará aos 3.3%”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Cascais Carlos Carreiras.

O responsável avançou que “a nossa ambição é que a habitação pública caminhe tendencialmente, ao longo dos próximo anos, até aos 30% do total do parque habitacional do concelho”.

Para lá chegar Cascais irá trabalhar em múltiplas frentes. Ao nível da construção nova “temos previstos 800 novos fogos, que já sinalizamos para candidatura a linhas de financiamento nacionais e europeias no valor aproximado de 165 milhões de euros, em todas as freguesias: Encosta da Carreira, Sassoeiros, Bairro Calouste Gulbenkian, Adroana, Fontaínhas, Rana e Bairro Marechal Carmona.”

O arrendamento acessível é outra das apostas e, por isso, o orçamento municipal de 2022 foi dotado “com verbas para programas de renda acessível não apenas para população vulnerável, mas também para professores e profissionais de saúde deslocados e estudantes. Outras formas de suporte, como apoio directo aos beneficiários, aquisição ou reabilitação também são equacionados”.

Ao nível da habitação partilhada e colaborativa. Carlos Carreiras afirmou que a intenção é a de “reinventar os bairros sociais de primeira geração com serviços partilhados”. Uma quarta linha diz respeito à regeneração e sustentabilidade. “Trabalhando os bairros para o conforto térmico e sustentabilidade ambiental e energética, um requisito essencial para o século XXI e que representa ganhos económicos para as famílias”.

O presidente anunciou ainda a criação de um Conselho Municipal de Habitação para acompanhar a execução do programa. “Criaremos os instrumentos, em conformidade com a Lei de Bases, a saber a “Carta Municipal de Habitação” e o “Relatório Municipal de Habitação”, e seremos muito criteriosos no modelo de governance deste programa de habitação pública. A política de habitação não rima com eleições – mas rima com gerações”, sustentou.

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2021 foi o ano mais forte de sempre no mercado imobiliário português

É o que referem os dados gerados pela Plataforma Alfredo, especializada em inteligência artificial para o mercado imobiliário. A plataforma lançou o “índice de Preços Alfredo”, que todos os meses apresentará uma análise do mercado residencial para os municípios capitais de distrito em Portugal

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A Alfredo, empresa especializada em inteligência artificial para o mercado imobiliário, lançou o “Índice de Preços Alfredo”. Segundo o relatório da Alfredo, até Setembro de 2021 foram vendidos 153.076 imóveis, o que representa um aumento de 25,4% relativamente a Setembro do ano anterior, período até ao qual foram vendidos 122.066 imóveis. Estes valores traduziram-se numa capitalização de mercado de 24,9 mil milhões de euros até Setembro deste ano, comparativamente aos 18,7 mil milhões de euros registados no período homologo, fazendo de 2021 o ano mais forte de sempre no mercado imobiliário português.

Segundo o “Índice de Preços Alfredo”, o preço médio dos imóveis subiu 5,7% nos últimos 12 meses, tendo Aveiro sido o município com o maior crescimento, com um aumento de 20% nos preços, e que o município com o crescimento mais baixo foi Castelo Branco, com um decréscimo de -6,6% nos preços. O município onde os imóveis demoram menos tempo a ser vendidos é Viana do Castelo, com uma média de 96 dias para serem vendidos, sendo que o município onde os imóveis demoram mais tempo a ser vendidos é Castelo Branco.

Lisboa, com um preço médio de 3.486 Euros por m2, seguido do Porto, com um preço médio de 2.164 Euros por m2 e Faro, com um preço médio de 1.953 Euros por m2, são os municípios capital de distrito com o preço médio por m2 mais elevado.

No lado oposto, Guarda, com um preço médio de 431 Euros por m2, Portalegre, com um preço médio de 483 Euros por m2 e Santarém, com um preço médio de 567 Euros por m2, são os municípios capital de distrito com os valores mais baixos por m2. O “Índice de Preços Alfredo” revela também que em Dezembro, o preço médio foi de 2.580 Euros por m² para apartamentos este mês e o preço médio para moradias foi de 1.037 Euros por m².

Segundo o “Índice de Preços Alfredo”, Lisboa foi o município com a taxa de esforço mais elevada, com um valor de 2,3, e registou um aumento de 2,8% no preço da habitação. O município com a taxa de esforço mais baixa foi Guarda, com um valor de 0,8, registando um decréscimo no preço da habitação de -4,9%. [A taxa de esforço é a relação entre a avaliação bancária mediana (por m²) e o rendimento médio mensal dos habitantes em cada município].

Mercado Residencial de Compra e Venda – Apartamentos

O Relatório da Alfredo indica que no mês de Dezembro de 2021, Lisboa foi a capital de distrito com o maior número de apartamentos no mercado, 11.321, enquanto que Évora, com 61, foi a capital com o número mais baixo. Relativamente aos preços médios, Lisboa foi o município com o valor mais elevado, 390 mil Euros, em contraste com o preço médio de 68 mil Euros para Portalegre, a capital de distrito com o preço médio mais baixo.

Durante o último ano predominou um aumento do preço médio para apartamentos em Portugal. Aveiro foi o município que registou o maior aumento, tendo-se observado uma variação de 19% e Ponta Delgada foi o município com o crescimento mais baixo, tendo sido a variação nesta zona de -4% no último ano.

Mercado Residencial de Compra e Venda – Moradias
No mês de dezembro de 2021, Porto foi a capital de distrito com o maior número de moradias no mercado, 1.659, enquanto que Portalegre, com 178, foi a capital com o número mais baixo. Relativamente aos preços médios, Lisboa foi o município com o valor mais elevado, 641 mil Euros, em contraste com o preço médio de 44,7 mil Euros para Castelo Branco, a capital de distrito com o preço médio mais baixo.
Durante o último ano predominou um aumento do preço médio para moradias em Portugal. Aveiro foi o município que registou o maior aumento, tendo-se observado uma variação de 22% e Castelo Branco foi o município com o crescimento mais baixo, tendo sido a variação nesta zona de -8% no último ano.

A Alfredo
A Alfredo é uma plataforma digital que pretende trazer a inteligência para o mercado imobiliário. O projecto foi lançado no início de 2019, devido à falta de dados imobiliários online estruturados, num cada vez mais próspero mercado residencial. Posicionando-se como uma plataforma digital para profissionais do sector imobiliário, procura estabelecer-se enquanto parceiro de confiança no espaço da informação de mercado.

“Vimos uma oportunidade de recorrer às mais recentes técnicas de inteligência artificial de última geração, trazendo novas formas de criar informação gerada por dados no mundo imobiliário. O processo resultou numa plataforma inteligente de negócios, alimentada por Inteligência Artificial para os stakeholders imobiliários, dinamizando os seus processos de recolha de dados e inteligência, e colocando-os à frente da concorrência. Os nossos clientes incluem correctores de imóveis, agentes, analistas, avaliadores e as outras instituições deste mercado, e temos parcerias com entidades tão reputadas como a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, a MaisConsultores, a Remax Siimgroup ou a plataforma Doutor Finanças”, defende Gonçalo Abreu, co-fundador da Alfredo.

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