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UA e Dreamdomus desenvolvem solução inovadora de construção modular

Trata-se de um sistema de construção baseado em blocos multifuncionais que permite uma montagem rápida, segura e limpa

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Trata-se de um sistema de construção baseado em blocos multifuncionais que permite uma montagem rápida, segura e limpa

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A Universidade de Aveiro e a Dreamdomus desenvolveram uma solução inovadora de construção modelar. Já patenteado a nível nacional e a aguardar patente internacional, o sistema permite que os módulos possam ser fabricados em diferentes tipos de materiais e ser utilizados na construção de pequenas habitações e outras instalações permanentes ou temporárias.

“Trata-se de um sistema de construção modular baseado em blocos multifuncionais, cuja principal característica é permitir uma montagem rápida, segura e limpa que pode ser efectuada por qualquer pessoa”, aponta Carlos Relvas, investigador do departamento de Engenharia Mecânica da UA que concebeu o novo sistema.

“Em termos de sustentabilidade e de economia circular as construções resultantes deste sistema oferecem boas condições de habitabilidade e consumos energéticos mínimos, além de que os blocos são reutilizáveis permitindo alterações futuras”, aponta o cientista.

A concepção do sistema patenteado beneficiou de uma candidatura de projecto de I&D ao programa COMPETE 2020 – P2020, em co-promoção entre uma equipa de investigadores da UA (Carlos Relvas, António Ramos, Jorge Ferreira, Mónica Oliveira e Nelson Martins) e a empresa Dreamdomus, de onde resultou o seu nome de baptismo “BrickITsmart” (www.brickitsmart.com ). O consórcio conta ainda com a participação do arquiteto Alberto Montoya.

Os estudos desenvolvidos no âmbito do projecto, permitem desde já concluir que os módulos garantem boas condições de habitabilidade e conforto e podem ser uma boa solução na utilização de espaços temporários multifuncionais ou até mesmo na criação de alojamento temporário nomeadamente residências para estudantes.

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Plano de Alojamento para estudantes do Ensino Superior com 134 candidaturas aprovadas

Foram selecionadas 134 candidaturas, totalizando 18 239 camas. Deste total de camas, 11 795 são camas novas, que reforçam a rede existente, e 6 444 camas resultam da renovação da atual rede de residências de estudantes já em funcionamento, procedendo à sua requalificação

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A ministra do Ensino Superior, Elvira Fortunato, homologou os resultados finais das candidaturas ao financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), que prevê a atribuição de 375 milhões de euros para construção, aquisição, adequação e renovação de residências para estudantes de ensino superior, naquele que é o maior investimento de sempre em alojamento estudantil.

Foram selecionadas 134 candidaturas, totalizando 18 239 camas. Deste total de camas, 11 795 são camas novas, que reforçam a rede existente, e 6 444 camas resultam da renovação da atual rede de residências de estudantes já em funcionamento, procedendo à sua requalificação.

A região Norte terá o maior número de camas financiadas pelo PNAES (5 614), seguida do Centro (4 790) e Lisboa (4 421). No Alentejo, o reforço será de 1 991 camas, entre novas e requalificadas, 719 no Algarve, 434 na região autónoma da Madeira e 270 nos Açores.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em conjunto com a Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, congratula-se com o decurso de todo o processo e com a concretização do PNAES, cuja implementação «reforçará as condições de alojamento para estudantes deslocados, designadamente os mais desfavorecidos economicamente, dando resposta às necessidades que a pressão do mercado imobiliário impôs, sobretudo nos últimos anos».

A concretização deste plano «constitui um avanço sem precedentes na quantidade e qualidade do alojamento de estudantes do ensino superior, contribuindo para uma maior equidade e justiça social entre os inscritos em universidades e politécnicos ao reduzir significativamente os custos de frequência do ensino superior» e potenciando o cumprimento das metas de aumento de formação superior da população portuguesa, nomeadamente 60% dos jovens de 20 anos a frequentar o ensino superior entre 2020 e 2030 e 50% de graduados do ensino superior entre 30 e 34 anos na mesma década, referiu o Ministério.

A avaliação das candidaturas privilegiou propostas caracterizadas pela inovação construtiva e sustentabilidade ambiental, pela exequibilidade dos projetos e pelo seu contributo para melhorar a adequação da oferta às necessidades existentes.

A Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, entidade a quem compete a gestão desta medida de investimento, irá proceder de imediato ao processo de discussão e contratualização dos financiamentos com promotores das operações, de acordo com a lista de ordenação final proposta pelo Painel Independente de Alto Nível, especialmente nomeado para a avaliação e acompanhamento das candidaturas a concurso.

As propostas apresentadas e aprovadas no âmbito do PNAES permitirão aumentar a oferta pública atual a custos acessíveis, conforme previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), respondendo de forma integrada e a longo prazo às necessidades de alojamento para os estudantes do ensino superior em todo o território nacional.

A conclusão deste processo de financiamento «constitui um passo significativo» para o cumprimento do programa do Governo para a atual legislatura, onde esta medida se encontrava expressamente inscrita, bem como para o reforço dos apoios sociais aos estudantes de ensino superior.

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Riportico assegurou a fiscalização do Terminal Intermodal de Campanhã

O Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), no Porto, representou um investimento de 13 M€, tendo a Riportico Engenharia sido responsável pela fiscalização e coordenação da segurança da empreitada

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Num contrato perto dos 300 mil euros, a Riportico assegurou a fiscalização da obra de construção do edifício que acolhe o terminal, estando ainda no terreno a fiscalizar as últimas obras que decorrem no novo parque urbano junto ao edifício do TIC, nomeadamente a construção de um passadiço de madeira que assegurará o acesso a um lago artificial instalado naquele parque.

A inauguração do Terminal Intermodal de Campanhã, que representou um investimento de 13 milhões de euros, decorreu com a presença dos CEO e COO da Riportico, Ricardo Campos e Davide Borges, respectivamente, e da coordenadora regional do Norte da Riportico, Helena Vieira, que coordenou a equipa de fiscalização e coordenação de segurança em obra.

«É sempre bom quando juntamos a uma obra de engenharia com esta dimensão e complexidade, a importância que este Terminal Intermodal de Campanhã tem para a cidade do Porto e para o seu futuro. São mais de 40 milhões de pessoas por ano que vão passar por aqui, utilizando transporte público e colaborando na descarbonização da cidade. Foi muito importante ter adicionado a esta intervenção um novo parque urbano para a cidade. É um dia feliz para a Riportico, por ter participado nesta obra com a fiscalização de uma das maiores obras de edificação do nosso país, e ter reforçado esta ligação ao Porto, que é capital do trabalho e é também um concelho onde gostamos de trabalhar», afirma Ricardo Campos, CEO da Riportico.

Por sua vez, Davide Borges, COO da Riportico, defende que «através desta obra, a empresa reforça a sua aposta na Região Metropolitana do Porto, juntando mais uma obra emblemática aos diversos projectos em curso».

O TIC reúne, num só ponto, autocarros da STCP e operadores privados, comboios urbanos e de longo curso, metro, táxis e parque de estacionamento para 230 automóveis e 100 bicicletas. Esta oferta de serviços intermodal vai permitir retirar centenas de autocarros pesados de passageiros do centro da cidade, contribuindo para uma redução de 1.776 toneladas equivalentes de petróleo, na baixa do Porto.

A gestão operacional do terminal fica a cargo da STCP Serviços, depois de a obra, que teve início em Setembro de 2019, ter sido gerida pela empresa municipal GO Porto, numa área de 50 mil metros quadrados. O terminal ocupa uma área de 24 mil metros quadrados de área bruta total de construção e uma zona ajardinada de 4,6 hectares.

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Grupo Casais: “Design for Change é o futuro”

A Casais apresentou o primeiro relatório de sustentabilidade, documento onde o grupo reconhece que no desafio por um futuro sustentável “é imperativo que a próxima geração de edifícios incorpore uma mentalidade de projecto e obras pensados para a mudança”

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O Grupo Casais apresentou esta semana o primeiro relatório de sustentabilidade. Um documento onde o CEO António Carlos Rodrigues reconhece que no desafio por um futuro sustentável para a humanidade “é imperativo que a próxima geração de edifícios incorpore uma mentalidade de projecto e obras pensados para a mudança (Design for Change), admitindo que os componentes dos edifícios são capital que não desvaloriza desde que possam ser desmontados e reutilizados, no limite evitando a necessidade de extrair mais recursos nos próximos séculos”, sustenta.

“As construções, a face visível das nossas acções e decisões, serão o espelho da mudança nos nossos comportamentos”, de acordo com António Carlos Rodrigues, que assumiu os compromissos do grupo em matéria de sustentabilidade perante uma audiência que contou com o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio e o Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta.

“No Grupo Casais acreditamos que temos um papel preponderante na construção das sociedades e no futuro das comunidades. Por isso, temos vindo a reforçar o compromisso com a sustentabilidade dos nossos clientes, colaboradores e demais comunidades, contribuindo assim para os pilares de uma sociedade equilibrada e alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, defende o CEO do grupo.

Neste relatório de sustentabilidade, o grupo assume compromissos claros e objectivos, de entre os quais se destaca, por exemplo, o compromisso de incorporar critérios ESG (Ambiental, Social e Governance) em todos os investimentos significativos e na avaliação para a aceitação de grandes projectos. O Grupo Casais assume também o compromisso de assegurar a discriminação positiva de fornecedores e prestadores de serviços com base na proximidade ao local de construção.

A apresentação do relatório de sustentabilidade teve lugar no Mosteiro de Tibães, em Braga, numa cerimónia que também serviu, igualmente, para assinalar a adesão do grupo ao GRACE – Empresas Responsáveis, uma associação empresarial de utilidade pública, sem fins lucrativos, que actua nas áreas da Responsabilidade Social e Sustentabilidade.

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Novaxia Investissement vai desenvolver projecto multiusos na Amadora

Com uma área de cerca de 72.000 m2, tem um potencial construtivo estimado de 107.000 m2 acima do solo. Para além de serviços, habitação e a construção de equipamentos diversos, os primeiros estudos propõem também a criação de espaços verdes

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A Novaxia Investissement através de um dos seus fundos, adquiriu um conjunto de terrenos na zona da Amadora, concretizando o seu primeiro investimento em Portugal. O processo de negociação, estudos iniciais e introdução do investidor ao vendedor, foi efectuado pelo BNP Paribas Real Estate.

O perímetro transaccionado é composto por cinco terrenos, que até então estavam na posse do Millennium BCP, perfazendo uma área de cerca de 72.000 m2, apresentando um potencial construtivo estimado de 107.000 m2 acima do solo. Entre os vários usos permitidos, destaca-se a capacidade para a construção de serviços, habitação e equipamentos diversos, incluindo nas áreas de saúde, educação ou cultura. Os primeiros estudos propõem também a criação de muitos espaços verdes, que irão transformar radicalmente um espaço anteriormente ocupado por actividades industriais.

O activo situa-se numa localização estratégia para o concelho de Amadora e com excelentes acessibilidades, quer rodoviárias, quer da rede pública de transportes, estando bastante próximo da estação de metro Amadora Este e das estações de metro e comboio da Reboleira. A proximidade à CRIL permite também um rápido acesso às diferentes zonas das cidades da Amadora e de Lisboa. Localizado junto à freguesia de Benfica, um dos bairros residenciais mais consolidados de Lisboa, o desenvolvimento deste projecto estruturante permitirá consolidar e harmonizar a ligação entre os dois concelhos.

“Esta transacção confirma a forte procura internacional por projectos de desenvolvimento imobiliário de grande escala e surge como uma oportunidade única de renovar o stock imobiliário existente, permitindo que este seja comercializado no futuro a preços mais ajustados à capacidade da generalidade das famílias e empresas portuguesas. Este novo projecto de construção nova combina uma série de factores que tornam o seu potencial indiscutível: (i) localização junto ao limite territorial de dois dos concelhos mais relevantes do país; (ii) escala/dimensão rara na realidade destes dois centros urbanos; (iii) excelentes acessibilidades, quer a nível rodoviário quer a nível de transportes públicos”, refere Gonçalo Ponces, head of development da JLL. A consultora assessorou o Millennium BCP no processo de venda. “Mas, acima de tudo”, continua o mesmo responsável, “o futuro projecto imobiliário a nascer nestes terrenos, pela sua escala, vai dar um contributo importante para a regeneração de que este território tem sido alvo nos últimos anos, dando continuidade ao grande investimento municipal realizado numa das localizações mais estratégicas para o concelho da Amadora”, nota.

“Este é um projecto de requalificação urbana emblemático, uma especialidade da Novaxia Investissement. Em parceria com o BNPP Real Estate, a Novaxia Investissement está a realizar um dos seus primeiros projectos de requalificação urbana fora de França, tornando possível dinamizar um bairro sem alterar negativamente a natureza dos solos. A Novaxia Investissement deseja continuar a sua expansão internacional através de projectos de todas as dimensões, acompanhando sempre os seus parceiros” reforça Mathieu Descout, President da Novaxia Investissement.

“O BNPP Real Estate Portugal, actuando como promotor imobiliário multi asset class, identificou o projecto da Fábrica com um enorme potencial de desenvolvimento e procurou fazer esta parceria com a Novaxia para trazer para o concelho da Amadora uma nova centralidade ao serviço da cidade e das pessoas. Com efeito, antes da concretização desta aquisição pela Novaxia, foram realizados importantes estudos técnicos e urbanísticos em proximidade com a equipa técnica do município da Amadora e com o apoio do Mbcp e da JLL”, explicou Pedro Alves Torgo, head of BNPP Re Portugal e property development director Iberia.

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Italiana Candy Lisa entra em Portugal pela mão da Cushman & Wakefield

Para Sandra Belo, associate do Departamento de Retalho da consultora, “este espaço, junto ao Elevador de Santa Justa, tem o perfil certo para fazer jus à visão arrojada da Candy Lisa, algo em que o proprietário para quem atuamos acreditou desde o primeiro minuto”

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A consultora Cushman & Wakefield apoiou a operação de entrada em Portugal da retalhista italiana Candy Lisa.

A loja abre até ao final deste verão, no Chiado, mais concretamente junto ao Elevador de Santa Justa, após a consultora imobiliária ter procedido ao arrendamento do espaço.

Fundada em 2015, a Candy Lisa é uma retalhista italiana que conta com 37 lojas, distribuídas por Itália, e algumas cidades europeias, sendo a imagem de marca do grupo italiano a doçura e harmonia dos seus doces, em conjugação com a diversão e extravagância dos desenhos animados mais icónicos.

Nesta nova loja de doces da baixa lisboeta, será possível encontrar expositores em forma de barris de madeira, inteiramente desenhados e fabricados por artesões italianos, bem como modelos de vários desenhos animados famosos, também eles feitos à mão. Os doces, são a grande estrela da companhia e prometem levar miúdos e graúdos numa viagem por diferentes cores, texturas, perfumes e sabores.

Para Sandra Belo, Associate do Departamento de Retalho da Cushman & Wakefield Portugal, “encontrar um local apropriado para abrir a primeira loja Candy Lisa em Portugal foi um desafio que aceitámos de imediato, uma vez que com esta conquista estamos a apoiar uma marca internacional, com um conceito inovador, a chegar a Portugal.” Sandra Belo acrescenta ainda que “este espaço, junto ao Elevador de Santa Justa, tem o perfil certo para fazer jus à visão arrojada da Candy Lisa, algo em que o proprietário para quem atuamos acreditou desde o primeiro minuto.”

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O potencial da pedra portuguesa sob o olhar da arquitectura

Para além de Lisboa, os sete grandes projectos de investigação e desenvolvimento realizados entre 2016 e 2022 pelo programa Primeira Pedra materializaram-se em exposições também em Londres, Milão, Nova Iorque, no Dubai, em São Paulo, Veneza e Weil am Rhein

“A “Primeira Pedra” é um programa internacional de pesquisa experimental que explora o vasto potencial da pedra portuguesa. Ao longo dos últimos seis anos, após o lançamento do projecto na 15ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza em Maio de 2016, o programa convidou alguns dos nomes nacionais e internacionais mais consagrados nas áreas do design e arquitectura a produzir peças que homenageiam a versatilidade desta matéria-prima”, explica Célia Marques, vice-presidente da Assimagra.

Parte desse resultado pode ser visto, até Setembro, no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. São mais de 70 as peças criadas no âmbito da Primeira Pedra, da autoria de 36 designers, arquitectos e artistas nacionais e internacionais, oriundos de 15 nacionalidades, que reúne os primeiros seis projectos do programa com a segunda parte das temáticas “Expanded” e “Fragile Mode Fragile”.

“Os projectos mais recentes, apresentados ao público pela primeira vez no Museu dos Coches são da autoria de vários artistas reconhecidos quer a nível nacional como internacional como é o caso do Vhils, Ai Wei Wei, Philippe Starck, Aires Mateus, Michel Rojkind, Carla Juaçaba, R2, Jonhatan Olivares, Frith Kerr e Fernanda Fragateiro, sob o tema de colecção “Fragile, Mode, Fragile”, explica Célia Marques.

A Primeira Pedra 2016 I 2022 vai, assim, interagir com o complexo museológico desenhado pelo arquitecto Paulo Mendes da Rocha, quer nos espaços exteriores, nomeadamente a grande praça, quer nos espaços interiores, “permitindo uma multiplicidade de diálogos entre passado, presente e futuro”.
“O projecto Primeira Pedra é um projecto que alia design, inovação e qualidade às competências existentes no sector da pedra natural, a nível nacional. para o fortalecimento do valor da pedra portuguesa e da indústria que agrega nos patamares mais competitivos do mercado internacional, reforçando a imagem internacional de Portugal. A incorporação de design nas vertentes estratégicas de produto e de comunicação tem, no Projecto Primeira Pedra, um papel fundamental para optimizar o potencial da indústria extractiva e transformadora de pedra natural. Cada vez mais, é necessário fazer bem e diferente e, simultaneamente, comunicar entre os que são os principais protagonistas – arquitectos, designers e artistas – e os mais importantes media e opinion makers, numa perspectiva de internacionalização e utilização de networks globais”, avança Célia Marques.

Para além de Lisboa, os sete grandes projectos de investigação e desenvolvimento realizados entre 2016 e 2022 pelo programa Primeira Pedra materializaram-se em exposições também em Londres, Milão, Nova Iorque, no Dubai, em São Paulo, Veneza e Weil am Rhein.

Sete anos depois o balanço não podia ser mais positivo, como sublinha a vice-presidente da Assimagra. “Esta iniciativa permitiu a aliança entre a indústria e o design através do desenvolvimento de mais de 70 aplicações da pedra, que desde 2016, em duas edições de projecto, enaltecem a qualidade, durabilidade, versatilidade e a elegância cromática da pedra natural nacional e a ampla indústria que está ligada à sua extracção e transformação. Esta iniciativa, desde o seu início, teve um grande impacto nacional e internacional, tanto que a iniciativa Primeira Pedra, tem hoje um reconhecimento internacional parte de países que não nossos competidores, como a Itália, Brasil, através das associações sectoriais desses países, como exemplo da excelência de promoção do sector e de um país. Para além deste reconhecimento pelos “pares”, há ainda o enorme impacto directo junto dos autores que estiveram envolvidos e que, pelo reconhecimento internacional do seu trabalho, são actualmente autênticos embaixadores desta iniciativa e da pedra portuguesa. Contudo, o impacto não se fecha apenas juntos destes autores, mas também, junto de toda a comunidade criativa, sejam eles arquitectos, designers de produto, designers gráficos e artistas. De fundamental importância importa referir ainda o impacto directo ao nível sectorial e industrial, de todo um sector que é hoje amplamente reconhecido pela sua capacidade de fazer acontecer esta iniciativa tão distinta e distintiva”, aponta Célia Marques.

“Este esforço de internacionalização, conjugado com uma campanha de comunicação, transversal a todo o projecto, permitiu gerar novas relações entre a utilização, a produção e a criatividade. Os resultados atingidos demonstram não só um reforço significativo da imagem e do valor da pedra portuguesa, colocando-a na faixa dos “trendy materials”, como um estímulo ao aparecimento de novas oportunidades de novos projectos e novos negócios para este sector de actividade”, acrescenta a vice-presidente da Assimagra.

Este não é um capítulo que se encerra, antes pelo contrário. “Estão a ser preparadas algumas novidades, as quais serão divulgadas oportunamente após o fim da exposição, a 25 de Setembro”, revela Célia Marques.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Consumo de cimento aumenta 4,3% até Maio

Os dados revelados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que constam da mais recente síntese da Habitação, mostram que relativamente à evolução do licenciamento emitido pelas Câmaras Municipais para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais verifica-se, nos primeiros cinco meses do ano, um incremento de 0,6%

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Até final de maio, o consumo de cimento no mercado nacional atingiu 1.658 milhares de toneladas, ou seja, mais 4,3% face ao apurado em igual período de 2021, o que corresponde a um aumento de 0,5 pontos percentuais face à variação homóloga acumulada verificada no mês de abril.

Os dados revelados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que constam da mais recente síntese da Habitação, mostram que relativamente à evolução do licenciamento emitido pelas Câmaras Municipais para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais verifica-se, nos primeiros cinco meses do ano, um incremento de 0,6% em termos homólogos. O número de fogos licenciados em construções novas apresenta, neste período, uma variação homóloga positiva de 5%, para um total de 13.293.

No que diz respeito à evolução do crédito concedido por parte das instituições financeiras assiste-se a um crescimento, em termos homólogos até maio, de 19% no montante de novo crédito concedido à habitação, o qual representa 6.998 milhões de euros. Por sua vez, o valor mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito apresenta, em maio, uma variação de 13,9%, a qual resulta de variações de 15,3% nos apartamentos e de 9,1% nas moradias.

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O novo Hospital de Lisboa, o quarteirão do Palácio Ford e o dossier Cozinhas e Casas-de-Banho no CONSTRUIR 463

A adjudicação do novo Hospital de Lisboa Oriental em destaque numa edição onde lhe mostramos o concurso de ideias para um quarteirão no Porto. A NUMA entra no mercado português e tem plano de expansão, isto numa edição onde lhe damos conta das tendências no segmento das Cozinhas e Casas-de-Banho. Mas há muito mais para ler

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Hospital de Lisboa Oriental concluído até 2026
A Mota-Engil integra o consórcio a quem o Governo entregou a construção do novo Hospital Oriental de Lisboa, uma intervenção que vai nascer num terreno em Marvila e que terá uma capacidade para 875 camas. A obra será executada em regime público-privado e resulta de um processo lançado em 2017, com um preço base fixado em 334,5 milhões de euros

Iberdrola apresenta Gigabateria do Tâmega
Com um investimento de mais de 1.500 milhões de euros, a gigabateria terá capacidade para produzir 1.158 MW e armazenar a energia consumida por 11 milhões de pessoas por dia

Ordem apoia concurso para quarteirão no Porto
A IME lançou um concurso de ideias com vista à recuperação de um emblemático quarteirão na cidade do Porto. A Ordem presta assessoria a esta iniciativa, que tem um prémio de 30 mil euros

NUMA entra no mercado português
O edifício que durante décadas serviu de sede à Federação Portuguesa de Futebol será convertido no primeiro hotel digital do Grupo NUMA em Portugal. Expansão para o Porto está em agenda

Dossier: Cozinhas e Casas-de-Banho
As tendências são profundamente marcadas por linhas orgânicas, naturais com privilégio por materiais nobres mas já acompanhadas pela incorporação cada vez maior de tecnologia

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REVIVE lança concurso para exploração da 7ª Bataria do Outão em Setúbal

O imóvel, o 28.º imóvel colocado a concurso no âmbito do REVIVE, será concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de 130.987,32 euros

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Os investidores interessados terão um prazo de 120 dias para apresentação de propostas que, além da recuperação do imóvel, promovam a sua valorização através da exploração turística.

A 7.ª Bateria do Outão foi um dos 16 imóveis integrados na segunda fase do programa REVIVE, uma iniciativa das áreas governativas da economia, da cultura, das finanças e da defesa, que conta com a colaboração das autarquias locais e pretende recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atractividade dos destinos regionais.

O programa foi lançado em 2016 com um lote inicial de 33 imóveis, tendo, em 2019, sido integrados mais 16 imóveis. Já em 2021 foram incluídos 3 novos imóveis de um terceiro lote que será anunciado até ao final do ano corrente. Integra, actualmente, um total de 52 imóveis, 23 deles situados em territórios de baixa densidade.

O lançamento deste concurso foi assinalado com uma sessão pública no imóvel a concessionar, a qual contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

A propósito da iniciativa, Rita Marques sublinhou que “as características da 7.ª Bateria do Outão, em concreto, o seu legado histórico e a sua relação com o Mar, ajudarão certamente a consolidar uma oferta de Turismo Militar em Portugal relacionado com a nossa costa Atlântica, contribuindo consequentemente para a concretização dos objectivos da ET 2027 e para reforçar internacionalmente o nosso posicionamento enquanto destino turístico”.
Para se perceber a importância histórica deste imóvel, refira-se que, após a Segunda Guerra Mundial, uma comissão luso-britânica desenvolveu um plano de defesa costeira da região de Lisboa, conhecido por “Plano Barron”, que, entre 1948 e 1958, tornou operacionais as baterias fixas instaladas ao longo das margens dos rios Tejo e Sado e da Península de Setúbal.

Localizada na encosta da Serra da Arrábida, a 7.ª Bateria do Outão era o sétimo reduto de defesa da costa marítima portuguesa, dando protecção à foz do rio Sado e reforçando o poder de fogo das 6.ª e 8.ª baterias. Ficou operacional em 1954, constituída por 3 baterias de 152mm da marca Vickers (de fabrico inglês, com um alcance de cerca de 35 km), pelo antigo Forte Velho de Outão e pelo aquartelamento construído no Forte. Cessou actividade em 1998, encontrando-se sem utilização desde o seu encerramento e desmantelamento.

Este imóvel constitui um verdadeiro espólio da história militar, que deve ser preservado e valorizado. A localização privilegiada, com fantásticas vistas para o estuário do Sado, a península de Tróia e a serra da Arrábida, constitui uma mais-valia para o desenvolvimento de um projecto turístico.
Colocada a concurso no âmbito do Revive, a 7.ª Bataria da Costa tem, juntamente com o Forte Velho do Outão, uma área bruta de construção de 6909 metros quadrados e, se o equipamento a instalar for uma unidade hoteleira, permitirá um número estimado de 35 quartos.

O programa REVIVE integra actualmente 52 imóveis e está previsto o lançamento de uma terceira fase a curto prazo, com um novo conjunto de imóveis que tem vindo a ser identificado pelas autarquias e pelas entidades regionais.
Há 18 contratos assinados, para um investimento global de cerca de 131 milhões de euros, com rendas anuais decorrentes destas concessões no valor de cerca de 2,3 milhões de euros. Destes 18 projectos, o Convento de São Paulo, em Elvas, e a Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, já estão em exploração.

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Fixando: 51% dos pedidos feitos na plataforma não têm qualquer resposta e preços vão aumentar 9% no 3º trimestre

Os profissionais de remodelações e reparações para casa não conseguem dar resposta a cerca de metade dos pedidos dos portugueses, revela um estudo da APP Fixando a mais de 160 mil pedidos realizados na plataforma, que alerta ainda para um aumento dos preços praticados pelo sector na ordem dos 9%, no terceiro trimestre do ano

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A partir da mesma análise, a Fixando estima que ascenda a 51% a percentagem de clientes que não consegue encontrar especialistas deste sector disponíveis, no terceiro trimestre do ano.

“Este paradigma é causado por dois importantes factores: por um lado, a escassez de especialistas qualificados nestas áreas, derivada da falta de incentivos à formação profissional e, por outro lado, do aumento da procura que se verifica num cenário pós-pandemia, devido ao adiamento de projectos durante os períodos de confinamento”, explica Alice Nunes, directora de Novos Negócios da Fixando.

Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2022, registou-se um aumento de 8% nos preços praticados no sector, e a mesma responsável aponta que, para além da pouca mão de obra disponível, a escassez e aumento do preço das matérias-primas e os atrasos na entrega de materiais contribuíram para esta situação.

Diversas áreas registaram aumentos de preços mais acentuados, evidenciando-se os serviços de electricidade (+9%) e construção (14%), com a Fixando a alertar para um aumento na ordem dos 9% no terceiro trimestre, devido à inflação e à sazonalidade, que diminui a oferta e aumenta a procura durante o período de férias.

A Fixando estima que os especialistas inscritos na APP ultrapassem os 5M€ de facturação no terceiro trimestre do ano, um valor que não se registava desde 2020, e que confirma a tendência de aumento da procura por estes serviços. A aplicação liga clientes a especialistas em todos os serviços. No mercado nacional desde 2017, através do seu website e aplicação conta com mais de 50.000 especialistas, pequenas empresas e freelancers, inscritos.

Falta de mão de obra preocupa sector

Quase metade (49%) dos especialistas inquiridos pela Fixando afirma que a falta de mão de obra está a afectar o seu negócio, pois a dificuldade em contratar pessoas qualificadas para trabalhar acaba por impossibilitar o cumprimento de prazos ou mesmo o cancelamento de serviços.
Dos especialistas entrevistados, 32% assume ter que recusar serviços devido a este problema, o que acaba por causar quebras nos lucros a 67% destes negócios.
Entre os principais motivos apontados para a escassez de mão de obra no sector estão a falta de profissionais com qualificações (55%), os ganhos reduzidos (44%) e as condições de trabalho pouco apelativas (24%).
No que toca à escassez de matérias-primas, esta afecta 44% dos negócios, e as principais consequências apontadas pelos profissionais são o aumento de preços para o consumidor final (50%), a diminuição da percentagem de lucro (48%), a recusa de trabalhos (21%) e o adiamento (11%).

Alice Nunes refere que as soluções apontadas pelo sector para estes problemas passam por “melhores salários, aposta em formação e qualificação de pessoas nestas áreas e reduzir a dependência de fornecedores externos no que toca às matérias-primas, privilegiando a produção nacional”, refere.

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