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Sotecnisol instala nova central solar dos CTT Expresso no MARL  

Até ao momento, a empresa já desenvolveu seis projectos de energia solar fotovoltaica para os CTT em diversas instalações

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Sotecnisol instala nova central solar dos CTT Expresso no MARL  

Até ao momento, a empresa já desenvolveu seis projectos de energia solar fotovoltaica para os CTT em diversas instalações

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Crédito; Unsplash

  A CTT Expresso, empresa do segmento de Expresso e Encomendas do Grupo CTT, continuam a apostar em energia solar fotovoltaica. Recentemente, a empresa adjudicou à Capital Eficiente, com execução da Sotecnisol Power & Water, a execução de uma central solar fotovoltaica para autoconsumo (UPAC), nas suas instalações do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL).   

Com início da operação prevista para o segundo trimestre de 2021, esta nova central solar irá permitir que a energia produzida se destine ao consumo dos CTT e, caso exista excedente de produção de energia, a mesma seja injectada na rede eléctrica. Espera-se que, no primeiro ano, a produção de energia limpa atinja os 625 mil kWh, um número que representa cerca de 40% do consumo anual da instalação, e que os ganhos acumulados a 25 anos sejam superiores a 1 milhão de euros.  

Até à data, já foram inauguradas três unidades de pequena produção (UPP) em edifícios do Grupo CTT, onde o objectivo é a rentabilização da cobertura dos mesmos através da venda à rede da energia produzida pelas centrais fotovoltaicas. Foram ainda fechados mais dois projectos de unidades de produção para autoconsumo, além do projecto da MARL.   

Estima-se que estas seis unidades, cuja potência instalada total é de 700 kWp, permitam aos CTT injectar na rede, no primeiro ano, 1.038.306,00 kWh, um valor que equivale em média ao consumo anual doméstico de electricidade de 341 agregados familiares em Portugal, de acordo com dados da PORDATA.   

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Sonae Capital investe 1,5 M€ em renovação de unidade em Tróia

Inserido no Troia Resort, a renovação teve como objectivo o reposicionamento da oferta para o segmento de luxo. O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra. Já as obras de arte contemporânea, com assinatura de Tamara Alves, envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino

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A Sonae Capital investe na renovação do The Editory by The Sea, inserido no Troia Resort, com objectivo de reposicionar a oferta para o segmento de luxo. A unidade, com 132 apartamentos, contou com um investimento de cerca de 1,5 milhão de euros, e inclui a transformação dos espaços e o investimento em arte contemporânea, sabe o Construir.

O novo cinco estrelas, o antigo Tróia Lagoa numa, conta com 16 pisos, onde a natureza é a anfitriã dos recantos, influenciando as intervenções artísticas e interferindo na conceptualização de espaços de fruição natural que se expressam para lá das janelas. Entre tons neutros, madeiras claras e plantas, a decoração é sofisticada ao mesmo tempo que aconchega cada pausa numa espécie de jardim interior que inspira a relaxar.

O projecto de interiores é da responsabilidade das arquitectas Inês Coelho e Nicola Abreu, integradas na equipa do engenheiro Pedro Guimarães, da Sonae Sierra.

São nove tipologias que se dividem entre 65 estúdios e 67 suites de linhas modernas e funcionais, com kitchenette equipada, varanda privada, room service disponível 24 horas, wifi e chromecast.

Com piscina interior aquecida e piscina exterior, The Editory by The Sea dispõe ainda de um ginásio aberto 24 horas por dia, Wellness Center e duas salas de reunião com capacidade até 100 pessoas. Programas de passeio, aluguer de bicicletas, observação dos golfinhos, trilhos pedestres, entre tantas outras propostas, são uma declaração de amor à Península e a todos os seus segredos naturais.

À chegada, é impossível ficar indiferente ao mural da artista plástica Tamara Alves que, em parceria com a Underdogs, desenvolveu três trabalhos para The Editory by The Sea. “Eco de um corpo na cal viva” é o título de uma obra emblemática que faz o acolhimento em pleno lobby, transmitindo a perspectiva de que o hotel é uma montra do paraíso natural que é Tróia: “a vegetação cobre este local onde cresce, o silêncio ocupa-nos, pássaros pernoitam no nosso coração melancólico e percorremos pela última vez com o olhar o quarto de hotel, sobre aquilo que deixamos para trás”, destaca Tamara Alves.

A artista desenvolveu ainda as aguarelas Troia I e II, enquanto interpretação da experiência de Tróia, “trazendo um pouco do que deixamos ao entrar no hotel, um pouco do que podemos observar e reconhecer, guardar na memória, não só as cores, mas os cheiros. Uma pequena experiência imersiva que sensibiliza o observador a ficar mais consciente do que tem a sua volta”, refere.

Com assinatura de Tamara Alves, as obras de arte contemporânea envolvem os visitantes numa missão de interpretação do capital natural do destino e em toda a sua herança de ecossistema único, preservado e para respeitar. Ao longo do ano, exposições temporárias reforçam a mensagem de pacto sustentável, presente em todo o hotel.

O foco na sustentabilidade posiciona The Editory by The Sea como embaixador do combate ao desperdício, da redução dos consumos energéticos, passando pela alteração de procedimentos para melhores certificações energéticas. Destaca-se a aposta numa maior integração da economia circular e em pequenas acções diárias que, em articulação com cada Cliente, influenciam consciências e atitudes que contribuem para um projecto conjunto de protecção ambiental.

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Alojamento local: propriedades em Portugal com 90% de ocupação no mês de Julho

Durante o período em análise Portugal representou um terço das mais de 16 mil reservas realizadas nas mais de 30 cidades onde a GuestReady tem actividade. Agosto deverá ser ainda melhor

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O mês de julho registou uma taxa de ocupação de 90% em propriedades de alojamento local em Portugal, uma taxa 25% mais elevada do que em Julho de 2019, anuncia a GuestReady, empresa de gestão de propriedades de aluguer de férias de curta e média duração.

“O alojamento local está a viver um período de grande procura. A nossa taxa de ocupação em Portugal é superior à nossa média global. No nosso país temos recebido principalmente hóspedes estrangeiros, mas também continuamos a receber muitos portugueses”, afirma Rui Silva, managing director da GuestReady em Portugal e em Espanha.

Presente em mais de trinta cidades em dois continentes, a GuestReady apresentou agora resultados mais positivos do que no período pré-pandemia não só a nível local como globalmente, tendo a taxa de ocupação global registado também um crescimento de 25%, em comparação ao mesmo mês de 2019.

“Estes números mostram como o turismo está a consolidar a sua recuperação pós-pandemia no mundo todo, incluindo Portugal,” explica Rui Silva, acrescentando que Portugal representou um terço das mais de 16 mil reservas geridas pela GuestReady durante o mês de Julho em todos os mercados onde a empresa está presente (Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos e, ainda, Espanha).

A GuestReady entrou em Portugal em finais de 2018 e gere actualmente mais de mil propriedades em todo o país, a maioria na zona norte. A empresa ressalva que o período de maior crescimento da carteira foi durante a pandemia. Entre Julho de 2019 e Julho de 2022 a GuestReady reportou um crescimento de 350% do seu portefólio no mercado português.

Globalmente, a GuestReady gere hoje quase 4.000 propriedades nas mais de 30 cidades onde está presente, tendo actualmente uma taxa de ocupação média anual de cerca de 80%.

“O nosso serviço completo – da reserva à entrega das chaves ao hóspede – tem permitido conquistar a confiança de proprietários e visitantes”, explica Rui Silva. De acordo com o responsável, a empresa está confiante que Agosto irá exceder todas as expectativas e terá uma taxa de ocupação ainda superior a Julho”.

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Cerro Mouro: Um eco resort entre o Alentejo e o Algarve

O novo empreendimento compreende 24 habitações de luxo e deverá estar concluído até ao final de 2024. O projecto imobiliário localizado entre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e a Costa Vicentina está orientado para a sustentabilidade ambiental

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Aninhado na fronteira do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, entre a aldeia de Barão de São João e Lagos, o empreendimento Cerro Mouro contará com 24 habitações – entre moradias, townhouses e apartamentos – mergulhadas na natureza e pensadas para o mais genuíno conceito de slow living.

O promotor e construtor do empreendimento é a empresa CO Cerro Mouro, que concebe, constrói e promove projectos imobiliários, para além de facultar serviços de gestão de propriedades, nomeadamente gestão de arrendamento, para potenciar o retorno do investimento em segundas residências.

“Este empreendimento surgiu de uma paixão, minha e da minha família, por este lugar: um espaço afastado de tudo, onde o campo se encontra com o mar e as quatro estações do ano são vividas intensamente. Onde se pode relaxar, ser activo, criativo, trabalhar sozinho, cooperar ou simplesmente passar os dias junto ao oceano e celebrar. Cerro Mouro é esse lugar inspirador e aqui pode-se trabalhar, viver, relaxar, explorar ou simplesmente fazer uma pausa e desconectar de tudo, ao mesmo tempo que se investe num promissor projecto de habitação ecológica, com um retorno de investimento garantido, no qual todos os serviços de gestão do imóvel estão cobertos”, sustenta Dave Hemminga, fundador da CO Cerro Mouro.

O projecto imobiliário assenta num conceito construtivo totalmente orientado para a sustentabilidade ambiental. Assim, a construção do empreendimento integra, o máximo possível, o recurso a materiais ecológicos com origem ou proximidade na região, como estruturas de madeira e sistemas de isolamento produzidos localmente, que permitem aumentar o conforto térmico em qualquer das estações do ano. O objectivo é criar habitações com elevados níveis de eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Até ao final de 2024, estima-se que esteja terminada a construção das 24 habitações ecológicas de luxo do Cerro Mouro. Ao todo, são nove moradias independentes, nove townhouses de dois pisos e seis apartamentos, aos quais se juntam mais seis espaços semicomerciais e estúdios.  O edificado do empreendimento divide-se em quatro zonas, cada uma pensada para integrar as diferentes tipologias de habitação.  Entre os espaços comuns, destacam-se um parque natural de diversão para crianças, um amplo lago, hortas comunitárias, floresta e pomares.

Na zona A, situam-se as nove moradias V4, com valores a partir dos 612 000 €. A área bruta de construção de cada habitação é de 185 m2, enquanto a área média do lote de terreno ronda os 628 m2 e os jardins, virados a sudoeste, podem ter até 468 m2.  Nas zonas B e C, ficam as townhouses de tipologia T2 +1, com valores a partir de 439.000 €. A área bruta de construção totaliza os146 m2, a área média do lote é de 303 m2 e os jardins chegam aos 173 m2. Na zona D, ficam os apartamentos de tipologia T2, no 1º piso, com uma área bruta de construção de 102 m2 e amplos terraços virados a sul.

Para a comercialização deste empreendimento, a CO Cerro Mouro realizou uma parceria exclusiva com a rede Century 21 Portugal.

“Este projecto é muito peculiar para nós, tendo em conta que estamos envolvidos nele desde o início, com a venda do terreno à CO Cerro Mouro. Desde aí, fomos contribuindo com o nosso conhecimento especializado deste mercado, para ajudar o promotor a identificar o tipo de projecto imobiliário que faria mais sentido, nesta zona”, refere Paulo Silva, broker do Grupo Century 21 Realty Art.

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Alentejo: “A Ordem está agora mais próxima dos problemas locais”

A presidente da recém-criada Secção Regional do Alentejo da Ordem dos Arquitectos fala dos desafios daquele organismo num território que, estando longe de ser pobre, é disperso e obriga a uma maior ‘unidade’ entre os profissionais. Cláudia Gaspar adianta ainda que o PRR não será tábua de salvação na região mas, qualquer que seja o caminho, os arquitectos querem fazer parte do processo de encomenda

Ricardo Batista

“Os princípios da Ordem mantêm-se, com as preocupações naturais da arquitectura e do momento, e de um modo transversal. A Ordem continua a ser uma, mas está agora mais próxima das entidades locais, da sociedade, mais próxima dos problemas locais”.

Dois anos depois de tomar posse como a primeira presidente do Conselho Directivo do Alentejo da Ordem dos Arquitectos, Cláudia Gaspar traça um balanço positivo da nova organização daquele organismo, sublinhando que entre as prioridades da nova secção esteve sempre “o reconhecimento das mais valias existentes localmente, dos saberes locais”.

“Estamos hoje mais próximos das dificuldades que os arquitectos têm na sua prática quotidiana, sejam os que trabalham na Administração publica, os que trabalham nos seus gabinetes privados ou os que são trabalhadores independentes, uma grande maioria da realidade do Alentejo”, salienta Cláudia Gaspar, à margem de um painel dedicado ao Território e que reuniu, no Archi Summit, os presidentes de algumas das novas secções regionais da Ordem dos Arquitectos.

Para a responsável pela estrutura do Alentejo, naquela região, extensa, os arquitectos têm a particularidade de trabalhar num território disperso, de forma dispersa e muitas vezes de costas voltadas uns para os outros.

“Uma das nossas premissas tem sido conseguir colocar os arquitectos a dialogar entre eles mas, acima de tudo, fazer a ponte entre a arquitectura e a sociedade, com uma série de actividades de divulgação da arquitectura, conferências, mesas redondas”, assegura, sublinhando que têm sido iniciativas “muito bem acolhidas”. Cláudia Gaspar destaca, essencialmente, o trabalho institucional que tem sido feito junto das 47 autarquias e das quatro comunidades inter municipais, trabalho que “tem sido um trabalho longo e será extenso, num ano particularmente difícil em que temos o PRR e as câmaras numa logica de contra relógio para conseguir alguns fundos no âmbito do Programa para, sobretudo habitação”.

“Queremos ser intervenientes do processo de encomenda e da contratação publica de arquitectos para um melhor ambiente construído, para uma melhor arquitectura e, com isso, para uma melhoria da qualidade de vida no Alentejo”, acrescenta ao CONSTRUIR a presidente da secção regional do Alentejo dos Arquitectos. “Estamos numa região em que boa parte dos municípios nunca reuniu com a Ordem dos Arquitectos, que começa agora a ser notada. E esse tem, também, de ser o nosso papel”, garante Cláudia Gaspar.

Território “riquíssimo”
Remetendo para uma imagem pré-concebida do Alentejo como território pobre, a arquitecta logo contraria essa ideia, assumindo que estamos a falar de um território “riquíssimo”. “E tem dificuldades como todos têm”, acrescenta. No entender de Cláudia Gaspar, “o Alentejo sofre, desde logo, com a diferenciação entre o que é o rural e o urbano. Temos um território com uma grande área de propriedade rural mas não é de todo pobre. A questão da paisagem, e entenda-se a paisagem cultural, urbana e rural, é altamente dinâmica. Não é agora, que existem fundos e que tanto se fala no famoso PRR, com fundos que chegam de forma transversal a todo o País, que o Alentejo vai dar o salto no seu desenvolvimento”, garante a arquitecta, que assegura que o Alentejo já está em franco desenvolvimento há muito tempo. “O Pólo tecnológico de Sines é apenas um exemplo dessa atractividade”, garante, sublinhando que os arquitectos já estão no terreno a acompanhar essas dinâmicas. Há, no entanto, desafios. Cláudia Gaspar salienta que “o Planeamento no Alentejo nem sempre é feito a pensar no longo prazo ou num ordenamento de território sustentável mas sim, muitas vezes, a pensar no benefício rápido”.

Não sendo uma prioridade, a representante dos arquitectos no Alentejo alerta para um fenómeno crescente que importa ser olhado com atenção e que merece a melhor resposta. Há, em virtude da aposta numa agricultura intensiva, um aumento considerável de população – essencialmente proveniente de países asiáticos – para trabalhar nas estufas, fenómeno que obriga a uma resposta habitacional que hoje ainda não existe. “O papel da Ordem é, mais uma vez, articular todos os agentes, colocar a sociedade em contacto com a arquitectura e desmistificar a ideia de que a arquitectura é uma disciplina para as elites”, conclui.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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A digitalização na construção não é o futuro… é o presente

A indústria da construção portuguesa terá em breve uma primeira família de normas BIM traduzida para a contexto nacional, este será um passo importante para acelerar a digitalização e industrialização do sector

Os últimos dois anos mudaram a forma como nos relacionamos, como trabalhamos ou prestamos serviços e nem a construção escapou a essa revolução e ainda bem. Vários dados apontam para que o crescimento anual da produtividade do sector nos últimos 20 anos tenha sido apenas um terço da média total da economia. A digitalização do sector é a mais baixa do que em quase todas as outras indústrias. E este é um desafio premente que o sector tem que enfrentar de forma a poder acelerar a sua industrialização, inovação e sustentabilidade. Mas este não é um desafio que se irá colocar no futuro, antes pelo contrário é algo que já está em atraso e que o sector tem hoje que enfrentar. Afinal, a revolução do sector já está em marcha. Em Portugal o Built CoLAB, o laboratório colaborativo para a digitalização da construção, está a liderar esta revolução. O Laboratório foi criado para aproximar a indústria dos centros de investigação e das universidades e tem focado o seu trabalho na transição digital e na transição verde – a Twin Transition – ou seja, na necessidade de acelerar a digitalização e sensibilizar a indústria para a sustentabilidade.

Um dos projectos em curso no Built CoLAB é o processo de tradução de normas internacionais BIM para Portugal. A normalização é um dos “pilares dos processos de implementação do BIM e uma chave para melhorar a colaboração entre todos os actores da indústria”. Nesse âmbito, o laboratório assumiu o papel de Organismos de Normalização Sectorial, sendo a entidade que coordena a Comissão Técnica de Normalização BIM 197, a CT 197, a qual inclui dezenas de outros intervenientes, entre universidades e indústria.

“A CT 197 tem aqui um trabalho de normalização que é desafiante porque a nível europeu nos últimos anos foram produzidas dezenas de normas. Estamos a falar de normas BIM e não só o âmbito do trabalho desta comissão é mais amplo”, afirma António Aguiar Costa Director de Investigação, desenvolvimento e Inovação Built CoLAB.

Se é verdade que a digitalização e inovação da indústria levou à adoptação de novas tecnologias e softwares, de que o BIM é o exemplo mais comum, também é verdade que criou novos desafios “Como é que organizo os dados? Como é que se transmitem esses dados de forma que os outros percebam? Como é que se gere a qualidade desses dados ou dessa informação? Ou do lado da entidade contratante, como é que eu contrato essa informação? Porque de repente não tenho só um projecto ou só uma obra eu tenho isso e mais um modelo digital de informação que vai crescendo ao longo do ciclo de vida do empreendimento”, explica o director de investigação, desenvolvimento e inovação do Built CoLAB.
A normalização do sector é a chave para descodificar e facilitar todo este ‘novo mundo’. “A nível internacional há várias normas, mas uma das mais relevantes é a EN ISO 19 650, que tem várias partes e que foi assumida como norma europeia e é essa família de normas que temos estado a traduzir para Portugal”, sublinha António Aguiar Costa. As normas estão traduzidas e aguardam pela publicação pelo Instituto Português de Qualidade, o que poderá acontecer já no próximo mês de Setembro.

“A norma NP EN ISO 19 650 será um referencial que no fundo vem mudar o paradigma. A adopção da norma, que é um processo voluntário, vem facilitar o processo de gestão da informação pela utilização de standards e guide lines para gerir o fluxo de informação que os novos softwares criaram. No fundo diz-nos como é que vamos comunicar e que informação partilhamos online e que obriga também a ter um ambiente comum de dados para aquele projecto ou para aquele empreendimento”, refere António Aguiar Costa.

Portugal só agora está a dar passos na introdução deste referencial, mas a nível internacional há países, entre eles o Reino Unido, a condicionar o acesso a concursos a entidades que já o adoptem.
Mas o processo de normalização de dados para produtos de construção é em si um desafio, á que é preciso definir o que é informação relevante “não gráfica” e que essa nomenclatura seja entidade por todos e “partilhável”. “A definição destas informações de uma forma normalizada pode ser realizada através da utilização de Modelos de Dados de Produtos ou Product Data Templates”.
Paralelamente à tradução da família de normas BIM a comissão CT197 está a desenvolver dois outros projectos de investigação o SECCLASS e o [email protected]

O primeiro introduz um Sistema de Classificação de Informações sobre Construção. Este sistema será orientado para a metodologia BIM e servirá não só a componente de sustentabilidade, mas também os restantes usos BIM, como a gestão do processo BIM, quantificação, compatibilização de especialidades ou planeamento de obra. “Este sistema vai ser usado por profissionais de projecto, construção e responsáveis pela gestão e manutenção de edifícios. Permitirá unificar a terminologia a todas as escalas, facilitando a comunicação, selecção de materiais e componentes, bem como uma avaliação precisa dos impactos dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida”.

Já o [email protected] é um projecto com um financiamento de 8 milhões de euros que envolve mais de 20 entidades, entre universidades e indústria, cujo trabalho de I&D está orientado para o desenvolvimento de ferramentas digitais que facilitarão a introdução do conceito de Digital Twin na indústria de construção. Uma dessas ferramentas é a criação de uma “biblioteca” de objectos BIM. “Uma espécie de plataforma online disponível para que a indústria possa ter o seu objecto de BIM e que arquitectos e projectistas possam usar nos seus projectos”, simplifica António Aguiar Costa.

Um sector a várias velocidades
Quão envolvida está a indústria em Portugal nesta revolução? E quão preparada está para passar de 2.0 a 4.0, em menos do nada? Num país onde as pequenas e médias empresas ainda são a maioria, estas não são questões fáceis de responder. “Acredito que há aqui dois movimentos: há empresas PME, que serão a maioria, que estarão mais alheadas do investimento em tecnologia e inovação, mas há outras que nasceram neste meio e que hoje em dia fazem consultoria BIM, pré construção virtual e noto que essas empresas estão envolvidas em projectos de investimento estrangeiro associado ao sector imobiliário”, arrisca o especialista.

A “obrigatoriedade” de adopção do BIM pode ser um caminho para acelerar o processo de transformação, mas por enquanto “o Governo não quer assumir essa responsabilidade. Contudo, o que acontece é que cria desequilíbrios porque há entidades que têm força e capacidade de investimento para mudar e há outras não e ninguém se responsabiliza por estes que não têm capacidade para fazer a mudança. Uma grande parte das PME não está dentro do processo sequer, e a obrigatoriedade levava a que houvesse um movimento para criar as bases desta mudança, que tem que ser faseada, progressiva e adaptada ao contexto”, defende António Aguiar Costa.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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LIDL vai investir na modernização e abertura de novas lojas

A cadeia de retalho vai investir 200 milhões de euros até ao final do ano em Portugal. Deste 125 milhões de euros destinam-se à intervenção no parque de lojas

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Desde 2017, o investimento do Lidl em Portugal já contabilizou 1000 milhões de euros. A cadeia de retalho veio agora sublinhar o compromisso com o país e anuncia o investimento de 200 milhões de euros, a realizar até ao final do ano. A maior parte da verba, 125 milhões de euros, terá como destino “intervenção no parque de lojas (remodelações, modernizações e novas aberturas)”, sublinha a cadeia. “O Lidl contribuirá igualmente, de forma activa, para reabilitar as zonas envolventes, facilitando vida e apoiando as comunidades locais onde está inserido”, acrescenta em comunicado.

O investimento no país tem vindo a intensificar-se ao longo dos anos e, desde 2017, soma cerca de 1000 milhões de euros – em 2018, foi inclusive responsável por 1% do PIB nacional, segundo um estudo de impacto económico realizado pela consultora independente KPMG. Para além da contínua modernização e abertura de lojas, o Lidl inaugurou, em 2020, um novo entreposto em Santo Tirso, semi-robotizado, que levou ao desenvolvimento de uma nova zona industrial no Norte país e à criação de 200 novos postos de trabalho, estando também a construir um novo entreposto em Loures, para reforçar a capacidade de abastecimento e armazenamento das suas lojas da região centro.

Em Portugal há 27 anos, o Lidl tem actualmente uma rede de mais de 269 lojas, de Norte a Sul do país, e quatro entrepostos (Santo Tirso, Palmela, Sintra e Torres Novas), sendo que até ao final de 2022 a cadeia prevê intervir em cerca de 25 lojas, das quais 6 serão totalmente novas.

Actualmente com mais de 8200 colaboradores, e uma aposta numa oferta de emprego estável e de qualidade, as exportações de produtos portugueses que facilita para 29 dos 32 países onde está presente, representam 2% das exportações nacionais de produtos alimentares para países da União Europeia.

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Já são conhecidos os 10 finalistas do Prémio Début Trienal de Lisboa. E há um atelier português!

Segundo o júri, “entre estas práticas jovens de diferentes continentes podemos aprender muito com a diversidade de perspectivas emergentes sobre sustentabilidade, equidade social e inclusão na comunidade”

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Já são conhecidos os dez finalistas do Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp. Indo ao encontro do tema da 6ª edição da Trienal em 2022 – Terra –  a selecção apresenta uma maior diversidade geográfica, com práticas dos dois hemisférios do globo. São eles o atelier Tiago Antero – ATA (Portugal), o atelier Tropical – Valerie Mavoungou (Congo), Ben-Avid (Argentina), messina/rivas architecture office (Brasil), Nana Zaalishvili (Georgia), Rohan Chavan (Índia), Savinova Valeria (Rússia), Spatial Anatomy (Singapura), vão (Brasil) e Vertebral (México).

Sobre a diversidade desta lista, o júri considera que “se as primeiras obras de um percurso em arquitectura apontam o caminho posterior de quem as projecta, a partir dos dez finalistas Début é possível imaginar o trabalho futuro de toda uma geração. Entre estas práticas jovens de diferentes continentes podemos aprender muito com a diversidade de perspectivas emergentes sobre sustentabilidade, equidade social e inclusão na comunidade. Uma dezena de finalistas que prova não só o que a arquitectura pode fazer, mas, mais relevante, o que deve fazer no presente ao serviço do nosso futuro.”

O Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp é atribuído após uma selecção independente com duas fases distintas. Primeiro, é aberta uma chamada à apresentação de candidaturas auto-propostas. Simultaneamente, algumas dezenas de individualidades da área da arquitectura a nível internacional são convidadas pela Trienal a nomear quem considerem merecer esta distinção. Depois, o conjunto das propostas é disponibilizado ao júri, que selecciona a lista de finalistas e a prática vencedora.

A Trienal de Lisboa recebeu para esta edição 95 candidaturas de 38 países.

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Jorge Mira Amaral reeleito Presidente da ANIET

Apostar na indústria e manter o forte impacto económico na balança comercial é o objectivo para o próximo triénio

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Apostar na indústria e manter o forte impacto económico na balança comercial é o objectivo para o próximo triénio do presidente da Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora (ANIET). A reeleição decorreu em Assembleia Geral, onde ficaram definidos também o plano de actividades e os restantes órgãos sociais.

Jorge Mira Amaral foi reconduzido, por unanimidade, a novo mandato na presidência da ANIET. A Assembleia Geral aprovou o plano de actividades para os próximos três anos com foco na resposta às necessidades das empresas associadas.

“O nosso objectivo é continuar a servir os nossos associados, com dedicação e muita acção de proximidade, e aumentar o crescimento, cada vez mais sustentável, das exportações das rochas ornamentais, minerais industriais, metálicos e não metálicos. Somos um país rico em quantidade e em diversidade destes recursos e acreditamos que este sector tem de ser mais divulgado, compreendido e valorizado. Sem indústria extractiva não há presente, nem haverá futuro”, referiu Jorge Mira Amaral.

Tendo em conta obstáculos como o elevado custo de extracção e transformação, comparativamente com outros países concorrentes, a dificuldade em investir em inovação e emprego qualificado, a ANIET pretende “apoiar a internacionalização e exportação, desenvolver uma campanha de comunicação e imagem sobre a importância do sector e tornar possível, a todas as empresas, a sua integração numa economia circular”, acrescentou.

O plano de actividades definido em Assembleia Geral reflecte a preocupação da consolidação da actividade e da dinamização do sector.

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15 M€ para nova residência de estudantes em Beja

O projecto, englobado no Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e que será financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, prevê a criação de 503 camas

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O Instituto Politécnico de Beja (IP Beja) viu aprovada a sua candidatura, em parceria com a Câmara Municipal de Beja, para a construção de uma nova residência de estudantes. O projecto, englobado no Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e que será financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência, prevê a criação de 503 camas, num investimento de 15 milhões de euros, com execução até 2026.

Esta foi uma das 33 candidaturas relativas a construção de novas residências aprovadas em Julho e que totalizam um investimento global de 178 milhões de euros, na criação de 5857 novas camas em todo o país.
Em comunicado, o IP Beja “congratula-se com o resultado desta candidatura, fruto de um intenso trabalho de cooperação interinstitucional, que irá dotar o Instituto e a cidade de Beja de um alojamento estudantil com características inovadoras e ganhos de eficácia a vários níveis”.

O PNAE irá financiar 1991 novas camas para estudantes na região do Alentejo, para além da nova residência do IP Beja, Sines irá receber também a nova residência de estudantes do Alentejo Litoral, um projecto promovido pelo IP Setúbal. Para além disso serão ampliadas e renovadas residências de estudantes em Évora e Portalegre.

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