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VIC Properties conclui Riverside e prepara arranque de mais dois edifícios

Composto por 40 apartamentos, o Riverside foi totalmente comercializado, sendo que 65% dos clientes são portugueses

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A VIC Properties, promotora responsável pelo projecto Prata Riverside Village, concluiu as obras do Edifício Riverside, que passa a ser o segundo edifício do projecto, desenhado pelo arquitecto italiano Renzo Piano, a receber habitantes. Composto por 40 apartamentos, o Riverside foi totalmente comercializado mesmo antes da sua conclusão, sendo de salientar que 65 % dos clientes são portugueses. O Riverside junta-se assim à primeira obra terminada, cujos 28 apartamentos se encontram também totalmente comercializados e habitados.

Em termos comerciais, a atenção do promotor centra-se agora na venda das últimas unidades do Edifício West, composto por um total de 107 apartamentos, e que estará concluído até ao final de 2021, assim como na primeira fase de comercialização dos 65 apartamentos do Edifício Urban.

Em breve a VIC Properties irá também iniciar a construção de mais dois edifícios, que vão oferecer mais 98 apartamentos, inseridos no Prata Riverside Village.

“O bairro Prata está a ficar cada vez mais consolidado. A Praça Central está também em remodelação, de forma a ganhar maior dimensão e amplitude. E, em breve, vamos assistir à abertura dos primeiros espaços comerciais do Prata, que vão servir não só os residentes de Marvila, mas também as centenas de pessoas que por ali passam todos os dias”, afirma Luís Gamboa, chief operating officer da VIC Properties.

Os restantes projectos para o empreendimento estão também em desenvolvimento, com especial destaque para o edifício que será o coração deste Bairro, um espaço totalmente dedicado à actividade comercial, concentrando uma vasta oferta na área alimentar, assim como um espaço dedicado a uma componente de fitness, incluindo piscina e/ou SPA, para o condomínio e comunidade visitante.

Mais do que nunca, o Prata Riverside Village distingue-se pelo seu ambiente de bairro, tranquilo, mas cheio de vida. O Prata inspira a “uma nova forma de viver”, aliando modernidade e a funcionalidade às tecnologias de materiais sustentáveis e duradouros, e estará equipado com lojas, restaurantes, galerias, pista de bicicleta e parques infantis capazes de servir não só a comunidade de residentes, mas também de atrair, só por si, visitantes de outros bairros lisboetas. Tudo isto, coroado pelo Parque Ribeirinho Oriente e por uma ligação ímpar ao Tejo.

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ACAI elege novo presidente

Jorge Bota, responsável da B. Prime, foi eleito para o mandato dos próximos três anos da Associação e antecipa “objetivos ambiciosos para os próximos anos, para tornar este sector cada vez mais profissional e na vanguarda da mudança”

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Jorge Bota foi eleito o novo presidente da ACAI – Associação de Empresas de Consultoria e Avaliação Imobiliária que agrega as maiores empresas do sector, para um mandato de três anos.

Constituída em 2013, a Associação tem como objectivo a promoção, regulamentação e desenvolvimento da actividade de consultoria imobiliária, de avaliação e administração de imóveis, de mediação e acompanhamento de negócios imobiliários, bem como de defesa, promoção e representação dos interesses empresariais do sector.

Considerando este um sector com “forte dinamismo”, e que a ACAI possibilita a agregação dessa vontade de “crescimento, profissionalismo e na melhoria contínua”, para desta forma poderem desempenhar uma função colaborativa com todos os “stakeholders” do sector, Jorge Bota, antecipa “objetivos ambiciosos para os próximos anos, para tornar este sector cada vez mais profissional e na vanguarda da mudança”.

Além de Jorge Bota, da B. Prime, na presidência da ACAI, a direcção da Associação conta, ainda com Francisco Horta e Costa da CBRE na vice-presidência, Eric van Leuven da Cushman & Wakefield, Pedro Lancastre da JLL e Pedro Rutkowski da Worx como vogais, além de Patricia Melo e Liz da Savills como membro do Conselho Fiscal.

Entre outras iniciativas, a ACAI promoveu a criação do LPI – Lisbon Prime Index, um índice que recolhe e disponibiliza os principais dados disponíveis para o mercado de escritórios e que estão na origem dos mais diversos estudos de mercado, sendo a fonte mais fidedigna sobre a actividade no mercado de escritórios em Lisboa.

Esta base comum das Associadas garante a missão da ACAI, no sentido de procurar promover acções junto dos diversos representantes de entidades públicas como Municípios, Governo e Assembleia da República, procurando juntamente com outras associações representativas do mercado imobiliário, um sector que nos últimos quatro anos captou em média cerca de três mil milhões de euros de investimento anual.

As Associadas da ACAI são responsáveis por cerca de 95% dos negócios imobiliários envolvendo a propriedade comercial, através da sua prestação de serviços de avaliação, consultoria e/ou mediação.

Em conjunto, nos últimos cinco anos, estas empresas foram responsáveis por avaliar mais de 118 milhões de m2 de imoveis; além de terem colocado 660.000m2 de lojas, 900.000m2 de escritórios e 700.000m2 de área logística e industrial, em Portugal, o que representa a maior parte dos negócios em imobiliário comercial, no nosso País.

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Gebalis com mais de 40M€ para reabilitar bairros municipais

Investimento aprovado pela CML inclui reforço de 17 M€ para intervir em 740 fracções vazias até 2026

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Com 66 bairros municipais sob a sua gestão em Lisboa, cuja população residente estimada ascende a cerca de 60 mil habitantes, a Gebalis vai contar com um total de 40 milhões de euros provenientes do contrato-programa hoje aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa.

Assumindo-se como o maior contrato-programa alguma vez celebrado entre a edilidade e a Gebalis, o valor que está nele consagrado será canalizado para a necessária reabilitação estrutural de 11 bairros camarários, com um impacto em 2.613 frações, das quais cerca de 740 de forma directa.

Ao dar prioridade à melhoria da qualidade de vida nos bairros e das condições de habitabilidade dos respectivos arrendatários, a Gebalis vai então dar início a trabalhos de conservação em vários dos aglomerados urbanos localizados em Lisboa que se encontram sob sua responsabilidade, nomeadamente os bairros 2 de Maio, Açucenas, Alfinetes, Boavista, Bom Pastor, Condado, Flamenga, João Nascimento Costa, Padre Cruz, Rego e Telheiras Sul.

Com um calendário de execução que se estende até 2026, a este contrato-programa de 40 milhões de euros junta-se um anteriormente celebrado entre o actual executivo camarário e a Gebalis, no valor de 2 milhões de euros, para reabilitação de frações já em obras.

Para Fernando Angleu, Presidente do Conselho de Administração da Gebalis, este considerável suporte financeiro “representa a forte aposta da Câmara Municipal de Lisboa na habitação e assume-se como uma ferramenta fundamental para que a Gebalis melhore a resposta às necessidades prementes da população residente nos bairros camarários”.

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10º Congresso Rodoferroviário Português

O 10º congresso do Centro Rodoferroviário Português (CRP) terá lugar de 5 a 7 de Julho, no centro de congressos do LNEC, em Lisboa

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Durante três dias serão discutidos os principais desafios que se colocam ao sector rodoviário e ferroviário. A abertura do encontro é dedicado ao tema da “Digitalização no Transporte”, mas as atenções também se centraram naqueles que são os grandes desafios do sector: o da inovação, a mobilidade urbana, tendo por base aquela que é a premissa transversal, a sustentabilidade.

O debate prossegue no segundo dia do encontro dedicado às infraestruturas de transporte e que tem como país convidado Angola. Para além da realidade angolana, serão ainda analisadas as infraestruturas de transporte no Brasil e em Moçambique.

O papel central da Ferrovia, as pontes sua “operação e manutenção”, a mobilidade na era digital, a segurança e a rodovia sustentável serão alguns dos temas em destaque no último dia do encontro. A sessão de encerramento contará com a presença de Jorge Delgado, secretário de Estado da Mobilidade Urbana, Professor Jorge Delgado.

Ao longo dos três dias estão programadas várias sessões paralelas, bem como uma exposição técnica.

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Tour internacional da Trienal 2022 passou esta semana por Madrid e Berlim

As duas apresentações, seguidas de debate, tiveram como objectivo, entrelaçar práticas de contextos diferentes com as temáticas da Trienal 2022

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A Trienal de Arquitectura de Lisboa reinventa-se de três em três anos como um grande fórum de debate, reflexão e divulgação que transcende fronteiras disciplinares e geográficas e, em 2022, apresenta Terra, a sua 6ª edição: um apelo à acção face às perturbações climáticas, à pressão sobre os recursos e às desigualdades socio-económicas e ambientais.

Para antecipar a discussão pública sobre todas estas dimensões estreitamente relacionadas com a arquitectura proposta pelos curadores gerais, Cristina Veríssimo e Diogo Burnay, a Trienal deu a conhecer o seu programa através de uma tour internacional. Com paragens em Madrid e em Berlim, as duas apresentações, seguidas de debate, tiveram como objectivo, entrelaçar práticas de contextos diferentes com as temáticas da Trienal 2022.

A Fundación Giner de los Ríos (Paseo General Martínez Campos, 14), em Madrid, recebeu a Trienal esta quarta-feira, 29 de Junho, às 19h com a participação de Santiago Cirugeda, o arquitecto e activista que, juntamente com Cristina Veríssimo (curadora geral da Trienal 2022), explorau estratégias locais e desafios globais. O evento teve um primeiro momento de discussão aberta seguido de um cocktail de recepção.

A capital alemã acolhe uma discussão mais longa que reúne vozes de diferentes áreas geográficas: Tinatin Gurgenidze e Gigi Shukakidze, a direcção da Bienal de Arquitectura de Tbilisi, juntam-se a Cristina Veríssimo para uma conversa sobre o que é comum entre os dois festivais em extremos opostos da Europa, que abrem ambos portas este Outono. O campus da Floating University acolhe o painel de debate, moderado pela arquitecta Elena Markus, na sexta-feira, 1 de Julho, às 19h (Lilienthalstraße 32, Berlim).

A Trienal 2022 abre em Lisboa a 29 de Setembro, oferecendo um programa de três dias de entrada gratuita, com inaugurações, performances, entrega de prémios e uma festa comemorativa no jardim do Palácio Sinel de Cordes. A 6ª edição, que se prolonga até 5 de Dezembro de 2022, inclui quatro exposições nucleares, três prémios, três dias de conferências, 15 projectos independentes e uma colecção de livros.

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“Os Dias da Madeira” em análise no 7º congresso da AIMMP

Encontro acontece nos dias 14 e 15 de Julho, em Braga e irá permitir debater assuntos como perspectivas de crescimento e apoios, o marketing e as novas tendências de mercado, o financiamento, entre outros

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A Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP) anuncia o 7º congresso da indústria da Madeira e Mobiliário para os dias 14 e 15 de Julho, em Braga.

Sob o tema “Os dias da madeira”, o encontro irá permitir ao sector debater assuntos tão relevantes como: As perspectivas de Crescimento e Apoios para Portugal: a Indústria 4.0 e seu desenvolvimento; O Marketing ao serviço das novas tendências de mercado; O financiamento às empresas do sector; A gestão do talento e a atractividade do sector; e o Desenvolvimento e Protecção da Floresta e combate à escassez de matéria-prima.

“A fileira da madeira e mobiliário reforçou as exportações em 1,6 milhões de euros face a 2019 e tem como objectivo reforçar a presença no Médio Oriente, nos próximos cinco anos”, garante o Presidente da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP). Recorde-se que este sector registou vendas recorde ao exterior de 2587 milhões de euros.

A abertura e boas-vindas será realizada por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e caberá a João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, o encerramento da iniciativa. O programa inclui, ainda, uma visita técnica para os participantes ao novo projecto de construção off-site do Grupo Casais “BLUFAB”, no dia 15 de Julho.

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IP: Investimento de 6M€ em nova variante

Avançam as obras para a construção da variante à EN248 em Arruda dos Vinhos, uma empreitada avaliada em seis milhões de euros

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A Infraestruturas de Portugal consignou o contrato para a execução da obra de construção da variante à EN248, em Arruda dos Vinhos, uma empreitada avaliada em seis milhões de euros. A obra integra o Programa de Recuperação e Resiliência, e é promovido no âmbito do plano de beneficiação das acessibilidades rodoviárias às zonas empresariais, para a melhoria da capacidade das empresas na entrada e saída de mercadorias e de ligação directa à rede rodoviária de alta prestação.

Um investimento que é justificado pelo facto da actual rede viária (EN248, EN115-4 e Variante Industrial das Corredouras) ter “um elevado volume de circulação automóvel, nomeadamente com intenso tráfego pesado de mercadorias. Nesta zona, a EN248 atravessa uma zona marcadamente urbana residencial que convive com uma forte estrutura comercial e industrial”, justifica a IP.

Nesse sentido, a construção de uma nova via alternativa à EN248 tem como principais objectivos, o “aumento da segurança rodoviária em Arruda dos Vinhos através da redução do tráfego rodoviário dentro da zona urbana; o reforço da mobilidade, com a melhoria das acessibilidades à rede rodoviária (autoestradas) e ferroviária (Linha do Norte); benefícios ao nível ambiental e de qualidade de vida das populações, através da diminuição da exposição da população à poluição automóvel e a níveis incomodativos de ruído”.

A futura Variante a Arruda dos Vinhos terá uma extensão de cerca de 2,3 quilómetros e integrará quatro novas rotundas ao longo do traçado, facilitadoras das acessibilidades e distribuição de tráfego à rede viária local.
No âmbito deste projecto será construída uma nova ponte sobre o Rio Grande da Pipa, com uma extensão de 300 metros.
Esta empreitada destaca-se de um conjunto de nove obras já lançadas no âmbito do PRR, que correspondem actualmente a um investimento de cerca de 83 milhões de euros. A primeira destas empreitadas foi já consignada, em Março passado, e está em pleno andamento, no caso, na Variante à EN14, entre Maia e Trofa.

Recorde-se também que a IP já assinou os contratos de financiamento com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, que englobam um valor de investimento de 394,8 milhões de euros.

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Concursos de obras públicas promovidos caem 21% e contratos de empreitada celebrados 58%, até Maio

O atraso na aprovação do Orçamento Geral de Estado é apontado como o principal responsável pela quebra nos concursos de obras públicas e nos contratos celebrados de empreitadas de obras públicas, este último com uma variação homóloga acumulada negativa pelo sexto mês consecutivo

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O dado é do mais recente Barómetro das Obras Públicas da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas que revela que nos primeiros cinco meses de 2022, o montante total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos foi de 1.341 milhões de euros. Valor que “corresponde a uma variação de menos 21% face a igual período do ano passado, num contexto em que, recorda-se, o Orçamento do Estado para 2022 ainda não entrou em vigor”, justifica a AICCOPN.

Relativamente aos contratos celebrados de empreitadas de obras publicas estes apresentam uma variação homóloga negativa de 58%, nos primeiros cinco meses do ano. “Até final de Maio, o volume total de contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e registados no Portal Base, foi de apenas 756 milhões de euros, ao qual corresponde uma queda de 58% relativamente ao registado no período homólogo de 2021”. Segundo o mesmo documento este é o “sexto mês consecutivo em que se verifica uma variação homóloga acumulada negativa no que diz respeito aos contratos celebrados”, acrescenta a Associação.

Os contratos de empreitadas de obras celebrados no âmbito de concursos públicos situaram-se, até Maio, nos 549 milhões de euros, ou seja, menos 60% em termos homólogos. Os contratos celebrados nas modalidades de Ajustes Directos e Consultas Prévias representaram 159 milhões de euros, menos 38% em termos homólogos acumulados.

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Consumo de Cimento continua a subir mas abranda crescimento

O consumo de cimentou continuou a aumentar pelo quarto mês consecutivo desde o início do novo ano, mas apresentou a variação mais baixa, 3,8%, que contrasta com os crescimentos de dois dígitos registados em Janeiro, Fevereiro e Março

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De acordo com a Síntese Estatística da Habitação, da AICCOPN, Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Publicas, este crescimento foi sobretudo influenciado pela construção de nova.

Assim, até Abril de 2022 o consumo de cimento no mercado nacional totalizou 1,3 milhões de toneladas, mais 3,8% que em igual período de 2021. Durante os primeiros quatro meses do ano as licenças emitidas pelas câmaras municipais para obras de construção nova ou reabilitação em edifícios residenciais apresentaram um ligeiro decréscimo de 0,8%, face ao período homólogo. No que diz respeito ao número de fogos licenciados em construções noas verifica-se no período em análise um crescimento de 2,7%, em termos homólogos, para 10.297. Este é o crescimento mais baixo registado nos últimos quatro meses.

Apesar da tendência de diminuição dos indicadores anteriores, nos primeiros quatro meses do ano a concessão de novos empréstimos à habitação teve um crescimento de quase 20%, 19,8%, face a igual período do ano passado, tendo sido concedidos 5.475 milhões de euros em empréstimos à habitação.

Em Abril as avaliações bancárias voltaram a subir, verificando-se uma valorização de 13% em termos homólogos do valore mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito, face às variações de 14,7% nos apartamentos e de 8,3% nas moradias.

A AICCOPN destaca nesta edição a região autónoma da Madeira, onde entre Abril de 2021 e Abril de 2022 foram licenciados em construções novas 874 alojamentos, valor que traduz um aumento de 80% face aos 485 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Destes, 18% são de tipologia T0 ou T1, 37,1% são de tipologia T2, 41,2% de tipologia T3 e 3,8% de tipologia T4 ou superior. Já no que diz respeito ao valor de avaliação bancária na habitação verificou-se uma variação homóloga de 7% em Abril.

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Eaton introduz “Building as a Grid” para potenciar a transição energética

A abordagem ” Buildings as a Grid” baseia-se no conceito conhecido como acoplamento sectorial, Num edifício comercial, por exemplo, esta abordagem exigiria a combinação de um sistema de armazenamento de energia com a produção no local e serviços de carregamento de veículos eléctricos

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Numa altura em que as tensões geopolíticas estão a ter um grande impacto nos mercados energéticos em todo o mundo, muitos países estão a mudar dos combustíveis fósseis para fontes de energia menos intensivas em carbono, em conformidade com o Acordo de Paris.

De acordo com o relatório da McKinsey, Climate risk and the opportunity for Real Estate, o imobiliário gera aproximadamente 39% das emissões totais do mundo. Destes, 11% são produzidos durante o fabrico dos materiais utilizados, enquanto os restantes são emitidos pelos próprios edifícios e pela geração da energia que estes necessitam.

A Eaton, especialista em gestão de energia, apresenta a sua abordagem “Buildings as a Grid” que, na sua essência, permite que os edifícios comerciais actuem como hubs de energia, ao satisfazer as suas próprias necessidades energéticas ao mesmo tempo que apoiam as das cidades nas mesmas redes, avançando para a descentralização da indústria energética.

“Nos próximos anos veremos uma tendência para a descentralização energética, o que significará um maior envolvimento dos utilizadores na produção e gestão da energia. A grande diferença em relação ao passado é que será energia com baixo teor de carbono, na sua maioria proveniente de fontes renováveis. Por ser um recurso volátil, a sua gestão torna-se essencial e tanto o utilizador como a rede necessitarão de flexibilidade. Neste contexto, os veículos eléctricos desempenharão um papel fundamental na gestão energética dos edifícios, uma vez que, além de consumirem energia, as suas baterias poderão armazená-la e devolvê-la à rede”, explica José Antonio Afonso, chefe do segmento Commercial Building da Eaton Iberia.

A abordagem ” Buildings as a Grid” baseia-se no conceito conhecido como acoplamento sectorial, que procura uma utilização mais eficiente da energia, especialmente das energias renováveis, através do acoplamento do consumo com a produção. Num edifício comercial, esta abordagem exigiria a combinação de um sistema de armazenamento de energia com a produção no local e serviços de carregamento de veículos eléctricos.

“Com esta abordagem estaríamos a caminhar para a descarbonização de uma forma significativa, uma vez que se consome menos energia da rede e se utiliza mais energia de carbono zero da geração no local, o que também significa uma maior resiliência à escassez de energia e às flutuações de preços”, esclarece José Antonio Afonso.

Este caminho, definido por “Buildings as a Grid”, permite transformar um edifício num centro energético seguindo os requisitos do novo paradigma energético, gerir melhor a infraestrutura elétrica existente e prepará-la para as necessidades energéticas futuras.  Em suma, uma abordagem concebida para desenvolver sistemas energéticos flexíveis, acelerar a descarbonização, reduzir os custos energéticos e criar novas fontes de receitas.

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Aeroporto: o que diz o Despacho da polémica

O Despacho que o Primeiro-Ministro anulou apresenta uma solução de curto e longo prazo para o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa. Polémicas à parte, com esta solução o primeiro aeroporto seria inaugurado já daqui a quatro anos

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O Despacho nº7980-C/2022 define os “procedimentos relativos ao desenvolvimento da avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa”. Assinado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes, o documento publicado a 29 de Junho e revogado um dia depois, apresenta Montijo como “complementar” numa “solução de curto prazo” para dar resposta ao crescente volume de passageiros que actualmente procura o território nacional. E, simultaneamente, avança com a construção de um novo aeroporto em Alcochete, com capacidade de desenvolvimento e crescimento futuro. Nesta solução o actual Aeroporto Humberto Delgado seria encerrado.

“Ao longo dos últimos anos, a resposta de curto prazo e a resposta de longo prazo foram vistas como mutuamente exclusivas: a escolha de uma implicaria necessariamente o abandono da alternativa. No entanto, esta não é a forma mais adequada de perspectivar a solução para este problema. Por esse motivo, o Governo optou por uma decisão que compatibiliza os dois horizontes, resolvendo o problema de curto prazo — com uma solução limitada na sua capacidade de expan- são futura, mas de mais rápida concretização —, sem impedir o desenvolvimento futuro de uma solução de cariz mais estrutural, que, embora mais demorada na sua concretização, seja capaz de servir o País no longo prazo”, pode ler-se no despacho.

A solução defendida no Despacho tem como base o projecto relativo à base aérea do Montijo, no seguimento da declaração de impacte ambiental obtida em Janeiro de 2020. No entanto, em relação à solução dual original, é abandonado o objectivo inicial de aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado — pela dificuldade que se estima em poder obter uma declaração de impacte ambiental que a viabilizasse e pelo ambiente social de rejeição cada vez mais generalizada de um possível aumento do número de movimentos por hora no Aeroporto Humberto Delgado —, pelo que as obras que nele terão lugar, nesta nova solução dual, terão como único objectivo a melhoria da operacionalidade da infraestrutura, de modo a aumentar a qualidade da experiência dos passageiros, a redução dos atrasos na operação e o incremento do desempenho ambiental do aeroporto.

“Ao mesmo tempo, e em paralelo ao desenvolvimento da solução dual que mais rapidamente aumente a capacidade aeroportuária do País e da região de Lisboa, o Governo considera ser necessária uma solução estrutural, de longo prazo, e com capacidade de expansão numa mesma infraestrutura — uma solução que implica a construção de um moderno aeroporto de raiz que per- mita, no futuro, o encerramento do Aeroporto Humberto Delgado, libertando a cidade dos impactes associados a uma infraestrutura aeroportuária tão perto do centro urbano”.

Desde os anos 60 do século passado que se discutem variadas localizações possíveis, a norte e a sul do Tejo, para o desenvolvimento e construção de uma nova infraestrutura aeroportuária na região de Lisboa, equacionando-se diferentes soluções para os problemas que resultam dos constrangimentos operacionais, ambientais e socioeconómicos implicados na construção de uma infraestrutura desta dimensão e impacte.

“Das opções que o Governo decidiu colocar em estudo na avaliação ambiental estratégica lançada pelo IMT em 2021, duas forneciam uma solução de longo prazo numa só infraestrutura aeroportuária: o alargamento do aeroporto complementar do Montijo para um aeroporto stand alone, com duas pistas (a opção 2); e a construção de um novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete (opção 3)”, refere o documento.

Para o Ministério “os riscos de uma infraestrutura aeroportuária com duas pistas de grande extensão na península do Montijo não obter autorização ambiental para avançar são hoje avaliados como muito elevados. Por este motivo, o Governo deixou, pois, de equacionar a opção Montijo stand alone como viável e, nesse sentido, merecedora de estudo aprofundado”.

“Ora, excluída esta última opção, a única solução aeroportuária que responde à exigência de dotar o País e a região de Lisboa de uma infraestrutura aeroportuária moderna com capacidade de crescimento a longo prazo é a construção de um aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete”, sublinha o despacho de dia 29 de Junho do ministério das Infraestruturas e da Habitação.

“Assim, a par da construção do aeroporto complementar do Montijo — solução mais rápida e menos dispendiosa de concretizar —, a decisão do Governo prevê que o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete — solução estrutural que oferece melhores perspectivas de crescimento futuro — seja, por um lado, imediatamente alvo de planeamento e de concepção do projecto (com o objectivo de obtenção o mais breve possível de uma declaração de impacte ambiental) e que, por outro, a sua construção possa ter início logo que a procura no Aeroporto Humberto Delgado ou no Aeroporto do Montijo atinja determinados factores de capacidade e/ou uma dada referência temporal a definir. Uma vez atingidos esses factores de capacidade e/ou referência temporal — cuja definição exata resultará de uma necessária renegociação do contrato de concessão do Estado Português com a ANA —, desencadear-se-á então a obrigação da concessionária de dar início aos trabalhos de construção”.

O despacho emitido ontem anula ainda o resultado do concurso público internacional para a avaliação ambiental estratégica que iria determinar a escolha da localização do novo aeroporto, e atribui ao LNEC a missão de fazer a avaliação ambiental desta nova solução dual. “As parcerias que o LNEC tem vindo a estabelecer com entidades nacionais e internacionais conferem-lhe a capacidade de promover e dinamizar a globalização da ciência e do conhecimento, tratando-se de uma entidade de I&D independente em domínios relacionados com a engenharia civil, tais como obras públicas de barragens, portos, aeroportos, infraestruturas rodoviárias e ferroviárias”, justifica o ministério.

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