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VIC Properties conclui Riverside e prepara arranque de mais dois edifícios

Composto por 40 apartamentos, o Riverside foi totalmente comercializado, sendo que 65% dos clientes são portugueses

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VIC Properties conclui Riverside e prepara arranque de mais dois edifícios

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A VIC Properties, promotora responsável pelo projecto Prata Riverside Village, concluiu as obras do Edifício Riverside, que passa a ser o segundo edifício do projecto, desenhado pelo arquitecto italiano Renzo Piano, a receber habitantes. Composto por 40 apartamentos, o Riverside foi totalmente comercializado mesmo antes da sua conclusão, sendo de salientar que 65 % dos clientes são portugueses. O Riverside junta-se assim à primeira obra terminada, cujos 28 apartamentos se encontram também totalmente comercializados e habitados.

Em termos comerciais, a atenção do promotor centra-se agora na venda das últimas unidades do Edifício West, composto por um total de 107 apartamentos, e que estará concluído até ao final de 2021, assim como na primeira fase de comercialização dos 65 apartamentos do Edifício Urban.

Em breve a VIC Properties irá também iniciar a construção de mais dois edifícios, que vão oferecer mais 98 apartamentos, inseridos no Prata Riverside Village.

“O bairro Prata está a ficar cada vez mais consolidado. A Praça Central está também em remodelação, de forma a ganhar maior dimensão e amplitude. E, em breve, vamos assistir à abertura dos primeiros espaços comerciais do Prata, que vão servir não só os residentes de Marvila, mas também as centenas de pessoas que por ali passam todos os dias”, afirma Luís Gamboa, chief operating officer da VIC Properties.

Os restantes projectos para o empreendimento estão também em desenvolvimento, com especial destaque para o edifício que será o coração deste Bairro, um espaço totalmente dedicado à actividade comercial, concentrando uma vasta oferta na área alimentar, assim como um espaço dedicado a uma componente de fitness, incluindo piscina e/ou SPA, para o condomínio e comunidade visitante.

Mais do que nunca, o Prata Riverside Village distingue-se pelo seu ambiente de bairro, tranquilo, mas cheio de vida. O Prata inspira a “uma nova forma de viver”, aliando modernidade e a funcionalidade às tecnologias de materiais sustentáveis e duradouros, e estará equipado com lojas, restaurantes, galerias, pista de bicicleta e parques infantis capazes de servir não só a comunidade de residentes, mas também de atrair, só por si, visitantes de outros bairros lisboetas. Tudo isto, coroado pelo Parque Ribeirinho Oriente e por uma ligação ímpar ao Tejo.

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Bruno Maruta é o novo Diretor de Expansão da Zome

O novo responsável vai dirigir os c de expansão da Zome e ajudar a empresa a manter a trajectória de crescimento que regista desde a sua criação em 2019

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Bruno Miguel Maruta é o novo Director de Expansão da Zome, que vem reforçar a área liderada pelo Chief Growth Officer Miguel Aguiar. O novo responsável vai dirigir os c de expansão da Zome e ajudar a empresa a manter a trajectória de crescimento que regista desde a sua criação em 2019.

Chegou ao sector imobiliário em 2020 e iniciou o seu percurso, na Carlton Signature, como Country Manager, tendo passado também pela Riviera Lifestyle Real Estate Portugal. Nestas, Bruno Maruta foi responsável pela introdução da marca internacional no mercado português, gestão e posicionamento da marca para o consumidor nacional e internacional. Ao longo da sua carreira, Bruno Maruta tem desenvolvido experiência na expansão de negócio para mercados internacionais.

“É com muito orgulho que abraço este novo desafio, numa equipa e numa cultura sólidas e com um foco muito grande no acompanhamento do cliente, que é o que melhor caracteriza a Zome. É, também por isso, um enorme privilégio poder liderar o departamento que ajudará a levar a Zome, e a sua visão e forma de trabalhar, a outras cidades da Europa”, sublinha Bruno Maruta.

“Bruno Maruta é um reforço de peso para a equipa da Zome em Portugal e será um acréscimo fundamental para continuarmos a concretizar os ambiciosos objectivos de expansão que definimos para 2022, de duplicar o número de hubs em Portugal e crescer em várias cidades de Espanha. Estamos muito felizes com este reforço e acreditamos que a enorme experiência em expansão do seu currículo será uma mais-valia no caminho de crescimento que ambicionamos para a Zome”, sublinha Patrícia Santos, CEO da Zome.

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Um novo centro empresarial vai nascer em Matosinhos com assinatura de Paulo Merlini Architects

Antiga fábrica da Lactogal em Matosinhos vai dar lugar a um novo centro empresarial. O novo pólo, com cerca de 18 000 m2, já tem nome – SPARK – Smart Park Matosinhos

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O Castro Group, empresa que se dedica ao investimento imobiliário, anunciou o resultado do concurso para a reabilitação daquela que foi a antiga fábrica da Lactogal, localizada em Matosinhos – Leça do Balio.

O concurso contou com as propostas de seis gabinetes de arquitectura nacionais, sendo que a vencedora pertence ao gabinete Paulo Merlini Architects. Motivados pelo lema Us Is More, este gabinete é conhecido por desenvolver projectos que “dão às pessoas os estímulos certos influenciando positivamente os seus níveis homeostáticos”.

Este concurso de ideias tinha como objectivo encontrar a melhor solução arquitectónica para a adaptação dos edifícios existentes a novos usos destinados a escritórios e serviços, mantendo a sua arquitectura industrial.
Segundo: “Neste concurso tivemos propostas de grande qualidade, onde o projecto apresentado pelo Paulo Merlini se destaca, uma vez que vai ao encontro daquilo que são os valores do Grupo e dos projectos onde queremos deixar a nossa marca. Realçamos ainda a qualidade da proposta de intervenção, onde foi privilegiada a reabilitação do existente e onde a nova construção surge enquadrada de forma harmoniosa. O gabinete escolhido foi capaz de apresentar uma abordagem onde se destaca o cuidado pela idealização de espaços que conciliam a qualidade do trabalho com a qualidade de vida e bem-estar dos seus utilizadores. Simultaneamente, encontraram na natureza o mote para potenciar e dinamizar a zona envolvente através da criação de praças abertas à comunidade e de serviços que criam um ambiente fluído e sinérgico entre o interior e o exterior”, refere Paulo Castro, CEO do Castro Group.

O novo pólo já tem nome – SPARK – Smart Park Matosinhos, e foi desenhado de forma integrada numa área total de cerca de 18 mil metros quadrados. O nome SPARK Matosinhos reflecte o conceito idealizado para este empreendimento: um edifício mais inteligente, voltado para as pessoas que o ocupam – “smart buildings” – e que, simultaneamente, está conectado com o planeta.

De acordo com “Desde a primeira visita ao edifício tornou-se imediatamente claro para nós que qualquer intervenção deveria manter e idealmente potenciar a energia da edificação pré-existente, deste que já foi um símbolo da região. Esta, tornou-se uma das premissas base de todo o projecto. Ainda que uma das directrizes do concurso fosse a ampliação da área de construção para o dobro da original, procuramos que a nossa intervenção fosse o menos invasiva possível, dando destaque a este gigante adormecido. Desenvolvemos uma solução que, se por um lado pretende potenciar a presença da edificação original, por outro procura tornar-se uma expressão do que entendemos que deverá ser o escritório do futuro, da realidade pós-pandémica. Um espaço que responda às necessidades biológicas enraizadas no nosso genoma, um edifício que se expressa numa nova fusão entre a casa e o edifício de escritórios”, explica Paulo Merlini, CEO & Founding Member do gabinete vencedor.

Este empreendimento procura manter vivo o ícone arquitectónico central e todas as suas forças e características. Esta obra tem, assim, como foco uma das primeiras unidades industriais da empresa Lactogal, tendo a sua construção iniciado em 1964 e concluída em 1967. A unidade fabril era utilizada para a produção e armazenamento de leite, tendo sido descontinuada a partir de 2009.

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Traçado Regulador: 2022 arranca com construção de moradia de luxo

O escritório português dedicado ao desenvolvimento de projectos e à consultoria em arquitectura e engenharia, está a começar o ano com o início da construção de uma moradia luxuosa na Quinta do Peru, em Azeitão

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O projecto, com 796 m2 de área de construção e 2.284 m2 na totalidade do lote, distingue-se pelo uso de materiais naturais e a sua espacialidade interior rica, nomeadamente com a presença de um fantástico pé-direito no hall de entrada e na cozinha americana. Esta futura moradia representa um investimento em várias zonas exteriores de lazer, cada vez mais importantes e pedidas devido à pandemia, desde a varanda do 1º andar até aos espaços circundantes da piscina.

Adicionalmente, o projecto aposta em elevar os níveis de eficiência energética através da utilização de energia solar fotovoltaica, acompanhado com a classificação energética A+ e paredes com coeficiente de transmissão térmica de 0,2.

“É muito especial ver o início da construção deste projecto único, onde apostámos num criterioso jogo de transparência, de cheios e vazios, que dará uma relação especial com a natureza e o exterior. Tal é possível pela predominância de janelas e a casa literalmente virada a sul que permite uma luminosidade reforçada, também consideramos o duplo pé-direito como um factor chave onde se alcança uma volumetria simples, mas variada. Algo que nos deixa muito orgulhosos é o facto de não ser a primeira moradia que projectamos nesta zona, por isso é muito recompensador ver o cunho pessoal da Traçado Regulador presente na Quinta do Perú.” afirma João de Sousa Rodolfo, arquitecto e CEO da Traçado Regulador.

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A nova moradia ilustra uma forte presença de janelas que permitem uma conexão com a natureza no exterior e vista desafogada para o golfe e lago da Quinta do Perú, assim como a elevada luminosidade e uma linguagem contemporânea através de um criterioso jogo de transparência, cheios e vazios, luz e sombra.

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Bruxelas aprovou o controlo da Lusoponte pela Vinci e Mota-Engil

A Comissão Europeia aprovou o controlo conjunto da Lusoponte, concessionária das duas pontes sobre o rio Tejo em Lisboa, pela francesa Vinci e pela Mota-Engil, depois da decisão de saída do grupo italiano

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“A Comissão Europeia aprovou, ao abrigo do Regulamento das Concentrações da UE, a aquisição do controlo conjunto da Lusoponte pela Lineas [do grupo Mota-Engil], ambas com sede em Portugal, e pela Vinci, com sede em França”, indica a agência Lusa, citando nota da instituição.

A nova estrutura accionista da Lusoponte, agora aprovada por Bruxelas, surge após a saída do grupo italiano Atlantia (ex-Autostrade), em Fevereiro do ano passado. A Atlantia detinha uma posição minoritária de 17,21% através da filial Autostrade. Por seu turno, a Mota-Engil e a Vinci tinham à data, 41,81% e 40,98% do capital da Lusoponte, respectivamente.

A Lusoponte é a concessionária das duas pontes sobre o rio Tejo em Lisboa, a Vasco da Gama e a 25 de Abril, cujo contrato expira em Março de 2030. A Lineas (do grupo Mota-Engil) gere participações em empresas que operam exclusivamente no sector público e privado de concessões rodoviárias, bem como em empresas que participam em contratos públicos e privados de concessões rodoviárias, ferroviárias e aeroportuária, estando activa em Portugal, Espanha e Brasil.

Por sua vez a Vinci actua principalmente nas concessões de autoestradas e pertence ao grupo com o mesmo nome que intervém, principalmente em França, nos domínios das concessões e infraestruturas, obras públicas e engenharia civil, engenharia eléctrica, climática e mecânica e obras rodoviárias.

“A Comissão concluiu que a transacção proposta não suscitaria preocupações em matéria de concorrência, dado o seu impacto limitado na estrutura do mercado. A operação foi examinada no âmbito do procedimento simplificado de controlo das concentrações”, adianta o executivo comunitário.

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O novo branco Perfeito da CIN

Branco Perfeito é a nova cor da CIN que promete marcar uma posição no infinito universo de brancos

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A nova cor da CIN funde a intemporalidade do branco à luminosidade e personalidade de uma cor. Branco Perfeito é a nova aposta da marca que nos convida a abrandar e a desfrutar de momentos de serenidade em nossas casas.

Em Portugal, e um pouco por todo o mundo, o branco é a cor mais vendida e mais consensual na decoração. A pensar nestes dados, a marca criou um novo branco – o Branco Perfeito – que promete aconchegar todos os amantes desta cor. “O novo Branco Perfeito da CIN é um branco suave, intemporal e que capta a luz de uma forma excepcional, oferecendo um conforto visual pelo tom equilibrado com que nos brinda”, refere a marca.

“O branco transmite-nos uma sensação de tranquilidade. Talvez seja um dos motivos pelos quais o branco é a cor mais usada em decoração. No entanto, a escolha do tom ideal de branco pode ser processo complexo, muitas vezes até doloroso, para quem quer pintar uma parede de um quarto, de uma sala ou até mesmo o tecto. O novo Branco Perfeito da CIN nasce da vontade de dar aos consumidores mais confiança nessa escolha”, justifica Céline de Azevedo, Colour Designer da CIN. “Se por um lado este é o tom ideal para amantes de ambientes tranquilos e minimalistas”, acrescenta a responsável, “o Branco Perfeito abre-nos também a imaginação no que toca à decoração, suportando muito bem os vários estilos, desde os mais clássicos, aos elementos mais coloridos e arrojados.”

O novo tom da CIN está disponível em VinylMatt e está à venda nas 80 lojas da marca e na sua rede de distribuidores, e na sua loja online.

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Concreta, Export Home, IDF e Elétrica com novas datas

Ómicron obriga a Exponor a ajustar o seu calendário de feiras. As alterações abrangem algumas das feiras mais emblemáticas como a Concreta, a Export Home, a IDF e a Elétrica

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“Salvaguardando as condições de segurança para todos os visitantes e expositores”, a Exponor ajustou o calendário de alguns dos seus eventos mais emblemáticos, designadamente a Concreta, a Export Home, a IDF e a Elétrica.
Nesse sentido, depois de ter sido agendada para de 21 a 24 de Abril, a Concreta foi agendada para 13 e 16 de Outubro. Também as datas para a participação no Prémio Under 40 by CIN foram ajustadas, com a possibilidade de apresentação das candidaturas (presencial e serviço postal) alargada até ao dia 23 de Setembro de 2022.
Aquela que será a 30ª edição da bienal Concreta – Feira de Arquitectura, Construção, Design e Engenharia “regressa à Exponor num formato já consolidado e prepara-se para apresentar novidades técnicas e tecnológicas, soluções e novos materiais com um olhar sobre as tendências da construção, da arquitectura, do design e da engenharia no contexto nacional”.

Outras das novidades é realização em simultâneo com a com a Concreta, da ELETRICA – Exposição de Material Elétrico e Eletrónica. Este certame é dedicado a soluções e sistemas de electricidade e energia, apresentando as novidades em sistemas, equipamentos e componentes eléctricos e electrónicos, iluminação, soluções para a indústria automóvel, electrónica de consumo, entre outros. “Dirigida aos profissionais da área eléctrica e electrónica, a exposição apresenta grandes inovações e soluções para uma adequação ao mercado e às exigências de sustentabilidade”, sublinha a Exponor. De referir que este é um dos sectores que mais tem reflectido o aumento da construção em Portugal, tanto no mercado da reabilitação como da construção nova.

À semelhança do que acontecerá com a Concreta, a exposição é pontuada por “Praças”, que apontam holofotes à inovação e tecnologia energética. “A Praça Tromilux, por exemplo, mostra aos visitantes a gama de projectos e soluções personalizadas desta empresa portuguesa, na área da iluminação técnica”, avança a organização.
“Apesar destes ajustes necessários, dado o contexto actual, estamos confiantes para 2022. Temos já previstos mais de 30 eventos, entre os de organização própria e os de terceiros. Sentimos uma grande apetência do mercado, tanto do lado dos expositores como dos visitantes, para o regresso à realização de eventos presenciais e queremos continuar a ser a plataforma facilitadora de negócios um barómetro de novidades, tendências e dinâmicas de mercado, que permitam, aos vários scetores da economia nacional em que actuamos, continuar a evoluir e a inovar”, sustenta Diogo Barbosa, director geral da Exponor.

Sobre os desafios previstos para a próxima temporada, o director geral da Exponor considera estarem num patamar de maturidade mais consolidado para lidarem com os imprevistos, com o digital a apresentar-se como uma solução preponderante. “Estamos mais preparados para estar ao lado dos nossos parceiros e clientes na promoção dos seus negócios e na geração de valor para os diversos sectores, seja pela força do contacto presencial, que já começou a regressar no final de 2021, seja pelo nosso investimento em novas soluções digitais que permitem optimizar a presença dos expositores e a experiência dos visitantes antes, durante e após cada certame”, esclarece Diogo Barbosa.

Expor Home e IDF – Spring Edition & Paper Show em Abril

Relativamente à Export Home – Feira Internacional de Design e Mobiliário, esta passa de 24 a 27 de Fevereiro para de 21 a 24 de Abril, com o prazo para recepção das candidaturas do Prémio Export Home Sustentabilidade e Inovação a ser alargado para dia 31 de Março de 2022.

Celebrando mais de 30 anos de existência, a Export Home designa a mais importante montra de marcas portuguesas de mobiliário e iluminação e promete, sob o mote “Reconnect”, voltar a transformar-se num palco de reconexão entre profissionais e marcas de todo o mundo.

Uma das inovações trazidas pela Export Home para esta edição é uma área dedicada à hotelaria, com a curadoria do experiente designer de interiores e mobiliário Fabián Pellgrinet Conte. Além disso, disponibiliza um Design Hub, especialmente pensado para designers e dedicado às novas ideias e o espaço Talk The Future, dedicado à descoberta, interacção e (re)conexão entre profissionais do sector, com um programa rico e diversificado de workshops e conferências.

Em simultâneo com a Export Home, a próxima edição da IDF Spring – Feira de Design e Decoração passa dos dias 24 e 27 de Fevereiro para 21 a 24 de Abril, levando ao público uma mostra de soluções das mais variadas vertentes dos sectores que abrange. Entre aqueles que estarão presentes no encontro, destacam-se os do têxtil-lar, cutelaria, loiça, cerâmica, mesa, cozinha e multipreço (Home Accessories); tecidos e revestimentos de decoração (Interior Fabrics) e decoração, fragância, flores e ilustração (Loving & Flowers).

Com duas edições asseguradas por ano, a IDF Spring pretende intersectar o talento e a criatividade da nova geração de criadores com a arte e a experiência das marcas tradicionais mais antigas – que se reinventam através de um design visionário – uma simbiose que escreve as novas tendências do sector.

A IDF afirma-se com a disponibilização de quatro espaços-tendência, adaptados aos diferentes públicos, que fazem, por um lado, uma homenagem ao legado deixado por marcas já bem consolidadas no mercado e que, por outro, se impõem como uma rampa de lançamento para a visibilidade da nova geração de criadores portugueses que revolucionam o mercado.

Em simultâneo decorre a Paper Show – Feira de Papelaria, Gift e Material de Escritório, que regressa à Exponor após a sua primeira edição em 2020, pronta para reunir o sector profissional da papelaria, gift e material de escritório. Ao longo de quatro dias, as empresas fornecedoras têm a oportunidade de apresentar os seus novos produtos, colecções e soluções aos profissionais, beneficiando da presença conjunta da comunidade deste sector e, assim, fomentarem novos negócios e contactos.

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Barata Salgueiro 21 reforça oferta de comércio de luxo na Av. da Liberdade

Com áreas locáveis de 206 m² e 86 m², as duas lojas afiguram-se como a morada ideal para marcas que procuram um espaço de qualidade situado junto ao principal hub do retalho de luxo em Portugal

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A JLL e a Cushman & Wakefield acabam de colocar no mercado as duas novas lojas do exclusivo Barata Salgueiro 21, um edifício de destaque naquela que é uma das mais prestigiadas localizações de comércio de rua na capital portuguesa. Com áreas locáveis de 206 m² e 86 m², distribuídas entre o piso térreo e a cave, as lojas afiguram-se como a morada ideal para marcas que procuram um espaço de qualidade situado junto ao principal hub do retalho de luxo em Portugal.

Promovido pela Primosfera, o Barata Salgueiro 21 localiza-se na rua homónima, naquela que é a principal passagem entre dois importantes corredores comerciais da zona: a Avenida da Liberdade e a Rua Castilho.

Trata-se de um edifício de escritórios, resultado da reabilitação de um imóvel do século XIX, com projeto assinado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus e o qual se afirma pela sua qualidade construtiva e pelo diálogo da sua herança histórica com o futuro. Além dos dois espaços comerciais situados no piso térreo, com uma área total de 291 m2, o Barata Salgueiro 21 compreende cinco pisos de escritórios, com uma área total de 1.988 m² e 22 lugares de estacionamento.

“Numa zona dominada pelo sector da moda e que tem como vizinhos várias lojas de luxo, o Barata Salgueiro 21 assume um posicionamento diferenciado, ao aliar à sua localização exclusiva uma reabilitação que se apresenta como uma peça de arte. Por isso, não temos dúvidas que este será um espaço disputado por marcas de grande prestígio, que nele reconhecerão o local ideal para instalar a sua nova loja na capital portuguesa”, refere Mariana Rosa, Head of Leasing Markets Advisory da JLL.

“O Barata Salgueiro 21 é o mais recente exemplo de reabilitação na zona da Av. da Liberdade e devolve à cidade a beleza arquitectónica de um edifício que alia história à modernidade, arte e glamour. As lojas que disponibiliza são ideais para marcas que valorizem a localização e o prestígio num mesmo espaço”, reforça Sandra Campos, Partner e Head of Retail da Cushman & Wakefield,

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IP consigna obras de 1,2 milhões na EN 109 na Figueira da Foz

“Num investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, a concretização desta empreitada irá assegurar importantes melhorias ao nível das condições de circulação, acessibilidade e segurança da EN 109”, salienta o comunicado da IP

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A Infraestruturas de Portugal (IP) consignou a obra de reforço da segurança rodoviária na Estrada Nacional (EN) 109 na Figueira da Foz, que representa um investimento de 1,2 ME (milhões de euros).

A IP refere, em comunicado, que a intervenção se vai desenvolver entre o quilómetro 101, no limite entre os concelhos da Figueira da Foz e de Cantanhede, no distrito de Coimbra, e o quilómetro 116, no início da Variante de Tavarede.

A obra tem um prazo de execução de 300 dias e envolve a “reformulação dos vários cruzamentos existentes ao longo deste lanço com quinze quilómetros, a beneficiação do pavimento, a substituição e reforço da sinalização e equipamentos de segurança e a melhoria da capacidade de drenagem da estrada”.

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“Num investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, a concretização desta empreitada irá assegurar importantes melhorias ao nível das condições de circulação, acessibilidade e segurança da EN 109”, salienta o comunicado.

A nota refere que a IP tem vindo a executar um conjunto de intervenções de beneficiação daquela via, tendo concluído em Junho de 2021 a reabilitação do troço com cerca de 15,5 quilómetros, entre Figueira da Foz e Pombal.

As duas empreitadas representam mais de quatro milhões de euros na beneficiação de 30,5 quilómetros de via, “melhorando fortemente as condições de mobilidade e segurança dos milhares de automobilistas e peões que diariamente utilizam a EN109”, que liga Aveiro à Figueira da Foz e a Leiria.

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Quadrante ‘às compras’ para reforçar infra-estruturas e meio-ambiente

Em entrevista ao CONSTRUIR, o CEO do Grupo Quadrante adianta que está em marcha um plano estratégico, que se prolongará até 2025, através do qual esperam facturar 40 milhões de euros, estratégia que implicará aquisições para crescer nos transportes, indústria e energia e águas

Ricardo Batista

O CEO do Grupo Quadrante mostra-se preocupado com a falta de alunos de Engenharia Civil nas universidades portuguesas, reflexo do ostracismo estratégico a que o sector tem sido votado nos últimos anos. Nuno Costa salienta que numa altura em que se discute a execução dos fundos do PRR, as empresas portuguesas, na sua globalidade não têm dimensão para aproveitar o efeito multiplicador dos trabalhos

Há aproximadamente dois anos, numa entrevista concedida ao CONSTRUIR, disse-nos que “era fundamental haver uma estratégia nacional em que a Construção fosse encarada como estratégica”. Este tempo volvido, já atingimos esse patamar?
Estamos na mesma em relação à estratégia, mas o resultado, agora, é mais óbvio. A falta de estratégia no Sector da Construção tornou-se evidente. Não há capacidade para dar resposta às necessidades que existem e que estão em cima da mesa. Aliás, a necessidade de infra-estruturas não é nova, existe há muitos anos. Nem sempre é oportuno serem implementadas mas, agora, decidindo-se que era oportuno, não há capacidade para as construir.

O Sector, Portugal e os portugueses vão fazer um investimento enorme que vai ter de ser pago durante muitos e muitos anos por várias gerações. São, aliás, gerações que, no fundo, vão usufruir destas infraestruturas, mas o que seria inteligente para um País que tem de se desenvolver é que devia aproveitar o efeito multiplicador desse investimento para reforçar a economia do próprio país recorrendo a empresas nacionais que, ganhando capacidade e competências e track record, se reforçariam e estariam num caminho de internacionalização mais solido e, portanto, com benefícios para a economia nacional. Não fizemos isso, não preparámos a fileira da Construção e agora vamos fazer um investimento em que as infra-estruturas vão cá ficar, vão ser utilizadas pelas pessoas e pelas empresas mas sem se beneficiar com o efeito impulsionador que muito beneficiaria as empresas nacionais.

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Por onde deixámos escapar a capacidade das empresas?
Por vários campos. Desde logo pelo desaparecimento de diversas empresas do Sector. As empresas não são só grupos de pessoas. É impossível formar uma empresa apenas por um conjunto de pessoas. As empresas têm história, equipas, ensinamentos adquiridos ao longo de anos. Quando uma empresa fecha, as pessoas que lá estavam não vão formar outra empresa igual e mesmo que o quisessem, não conseguiriam. Quando uma empresa fecha perde-se capacidade permanente, capacidade que leva muito anos a recuperar mesmo que os técnicos não desapareçam. A verdade é que as empresas fecham em larga escala porque o sector estava a funcionar mal e não foi considerado estratégico. As pessoas, ao saírem das empresas que reduziram tamanho ou fecharam, vão para outros países ou simplesmente mudam de actividade e normalmente não voltam atrás. Há a perda de capacidade pelo lado das pessoas. E depois há outro efeito: as pessoas que iam para a engenharia deixaram de exercer e o sector é hoje um sector empobrecido, sem estratégia. Mais: Cada vez menos alunos querem ir para engenharia. Isso é uma realidade.

Neste momento estamos a precisar muito de engenheiros e as universidades não estão a produzir técnicos em número suficiente. Fizemos uma análise do número de alunos que concluem os cursos de engenharia civil em Portugal e percebemos que, nos últimos 15 anos, caiu 90%. Mesmo considerando que o ano passado foi um ano atípico, pois muitos alunos não terminaram os cursos pelo facto de as universidades não estarem em pleno funcionamento, até 2019 o número de alunos que se formam em Engenharia Civil caiu 60%. É avassalador. É uma redução enorme do número de alunos. Se formos junto dos alunos do 12º ano tentar perceber quem quer ir para Engenharia, o número é reduzidíssimo. A falta de capacidade do lado da engenharia é um problema que vai demorar 10 a 15 anos a ser resolvido em Portugal. Durante os próximos anos, em que haverá tanto para fazer, não vamos ter capacidade nem pessoas para reforçar as empresas que existem. O País precisa de infra-estruturas mas não sabemos se as vai conseguir fazer. Dificilmente se vai conseguir aproveitar o reforço no sector da Construção por via do investimento que o País vai fazer.

Por onde passa o caminho da necessária recuperação?
O primeiro passo passa por um trabalho de marketing a desenvolver pelas universidades para a captação de alunos. As empresas fazem um esforço comercial para captar trabalho e as Universidades devem fazer um trabalho de persuasão para captar mais alunos de engenharia. As instituições de ensino superior devem ter uma atitude mais proactiva e irem para os Liceus fazerem um esforço de divulgação dos seus cursos, nomeadamente de engenharia, um trabalho que se deve estender também junto dos Media, criando novas dinâmicas. Em simultâneo, tem de haver uma estruturação do sector. O Governo não tem essa responsabilidade, mas tem o dever de ajudar o sector a reestruturar-se, pelo que deveria haver uma estratégia de reforço das competências do sector da Arquitectura e Engenharia, um sector tradicionalmente relevante. Estes são sectores em que a capacidade de exportação de Portugal poderia ser bastante elevada pois os portugueses são muito bons a fazer isso, mas não estamos a olhar devidamente para este potencial. É claramente uma oportunidade que se perde. A indústria da Construção, em volume, é a maior do Mundo, maior mesmo que a indústria farmacêutica, automóvel ou das tecnologias de informação. É realmente uma indústria muito relevante em termos de dimensão e é uma indústria que vai sofrer uma profunda transformação por via da digitalização. Será lamentável se perdermos esta oportunidade para estar na vanguarda dessa transformação.

Estamos ainda numa zona cinzenta, onde a economia está a ganhar ritmo para recuperar dos últimos anos. No seu entender, que mercado e que empresas temos hoje? Que radiografia é possível traçar?
Em Portugal, o panorama é francamente fraco. O sector da Engenharia e Construção é um sector altamente disperso, formado por pequeníssimas empresas com muito baixa capacidade pela falta de dimensão. No segmento da Engenharia/Consultoria, as empresas em Portugal são pequenas e têm muita dificuldade em ter uma presença internacional relevante. A dimensão também nos tira capacidade de inovação e desenvolvimento e o panorama é francamente mau por esse motivo. Mas por vezes também nos questionamos: a dimensão é relevante para actuar em Portugal ou não? E eu diria que, para actuar em Portugal, não é. O cliente público em Portugal não contrata nem selecciona empresas. Selecciona, isso sim, grupos de profissionais. Os concursos públicos, a selecção do prestador de serviços de engenharia é feita demonstrando não a experiência e a capacidade das empresa mas evidenciando currículos avulso de pessoas que nem precisam de pertencer aos quadros da empresa. Isso não privilegia a dimensão das empresas. Privilegia sim que as empresas sejam pequenas e que busquem ou associações pontuais ou então profissionais independentes que possam constar nas suas propostas quando estas são apresentadas.

O Estado, escolhendo desta forma, dá um sinal ao mercado de que a dimensão é irrelevante e as empresas têm receio de crescer, mantendo-se na sua pequena dimensão. Deste modo, é o próprio Sector que perde como um todo pois perde-se capacidade de internacionalização e de inovação. Do lado da construção acontece algo muito semelhante e que resulta da crise que sofremos em 2008. As grandes empresas que existiam praticamente desapareceram todas. Apenas uma existe e essa teve uma estratégia bem delineada. Falo da Mota-Engil, que sobreviveu e se desenvolveu, não sem grandes dificuldades. Muitas vezes se fala da Mota-Engil, que é ajudada por este ou aquele. Nada mais errado. Eles fazem o seu trabalho e se fosse uma empresa ajudada não teria sucesso internacional. Aí não são os políticos portugueses que ajudam. Sem ser essa empresa, as grandes empresas não existem, desapareceram.

O que temos hoje? Uma empresa grande e um conjunto de empresas bastante mais pequenas, bastante distantes da empresa líder e com grandes dificuldades de internacionalização. Quando vemos as maiores construtoras do nível logo abaixo da Mota-Engil percebemos que são empresas com um grau de internacionalização muito reduzido, tornando difícil a sua actuação nos mercados externos. Eu vejo o sector da Construção em Portugal com grandes falhas estruturais mas, olhando para a situação pelo lado positivo, percebemos também que existem empresários com muita vontade de fazer coisas interessantes. Espero que consigam, mas sem meios e sem recursos é difícil. Vejo motivação para fazer mais e melhor e os poucos engenheiros que existem são, globalmente, muito bons. A matéria-prima é muito boa, mas com grandes deficiências estruturais.

Em que medida é que o próprio CCP é fomentador dessas deficiências?
O CCP está feito de uma forma que é destruidora para o Sector da Construção. Tem uma repartição de risco totalmente desequilibrada. O risco está todo do lado das empresas e o beneficiário das obras não tem risco nenhum Um exemplo: Hoje em dia, se houver um erro de projecto e se, por exemplo, faltar uma estaca num sítio qualquer e se se vier a descobrir que nem o projectista nem a construtora se aperceberam que faltava a estaca, a construtora tem de a executar sem qualquer custo adicional para o Estado. O que é que isto quer dizer? Se o projecto tivesse tido a estaca desde início, a entidade publica tinha de a pagar. Como houve um erro e o projecto não continha essa estaca necessária, a Entidade publica ganha o direito a ter a estaca, que teria de pagar, não pagando. Fica beneficiaria de uma parte da obra sem ter pago por ela. Isso empobrece todo o sector da Construção. O CCP é claramente desequilibrado. Mesmo admitindo que se trata de uma sobre-reacção pelos excessos que existiram no passado, o que temos hoje é manifestamente exagerado e destruidor da actividade no sector publico.
Há uma questão tantas vezes abordada mas que, por diversas razões, nunca foi equacionado verdadeiramente e que esta relacionada com os movimentos de concentração ou fusão de empresas. O estado em que estamos, e que acaba de descrever, coloca em evidência essa necessidade?
No nosso entender, a concentração de empresas faz todo o sentido. Desde logo pela maior capacidade de expansão internacional e de gerar inovação, investigação e desenvolvimento. O que acontece é que a forma como o sector está organizado e a forma como é feita a contratação não privilegia em nada a dimensão. Se não há um alinhamento entre as empresas e quem as contrata, o que acontece é que as empresas se mantêm pequenas. Neste momento, de que me serve ter uma grande empresa se, em Portugal, há uma perspectiva de grande investimento, vai haver trabalho mas que não preciso de ter risco para os próximos tempos? O Estado quando contrata não privilegia a dimensão e eu não tenho qualquer incentivo em avançar com uma operação de fusão com outra empresa.

Claro que esta é uma perspectiva desalinhada com o longo prazo, pois no momento em que o sector voltar a estar em crise, o que seguramente acontecerá, volta a estar em cima da mesa a necessidade de as empresas se juntarem e formarem grupos líderes. Mas com não há nenhum incentivo para que isso aconteça, provavelmente nada vai acontecer. Quando voltarmos aos momentos de crise, o Sector da Construção em Portugal vai, uma vez mais, passar por dificuldades em sobreviver porque não teve capacidade de se internacionalizar.

Olhando para a Quadrante, como acreditamos muito em ciclos e acreditamos que Portugal deve ter, pelo menos, dois ou três grupos champions na área da Construção e Engenharia, estamos a fazer esforços e temos intenção de liderar um movimento de concentração.
Por que áreas pode passar essa estratégia?

Por todas as áreas de negócio em que estamos. Considerando que as empresas, no mercado interno, não têm incentivo para, no presente, um movimento destes, olhamos para empresas fora de Portugal, em áreas como os transportes, indústria e energia, águas…No fundo, tudo o que tenha a ver com infra-estruturas e meio-ambiente.

E de que modo seria isso feito?
Achamos que o caminho correcto passa por aquisições e fusões. Desse modo, podemos mais rapidamente ganhar dimensão para ter uma presença internacional sólida e uma capacidade de investimento e desenvolvimento necessária na transformação da indústria da construção que vai acontecer nos próximos 10 anos.

Quais são os mercados prioritários?
Distinguimos duas perspectivas, nomeadamente de curso e longo prazo. No curto prazo, o mercado português e os mercados africanos são mercados que têm uma boa margem de desenvolvimento. No médio/longo prazo, acreditamos muito nos mercados do Norte da Europa, África e na América do Norte.

Em que é que a experiência da Quadrante, mesmo com o suporte de parceiros, vos torna competitivos nesses mercados?
A Quadrante é competitiva nestes mercados pela sua capacidade de entrega. Temos, neste momento, 220 pessoas a fazer puramente projecto e, por isso, uma capacidade de entrega bastante relevante. Temos uma fantástica capacidade técnica que se adapta a todos os códigos e locais do Mundo em que trabalhamos. Temos uma vantagem de flexibilidade grande. Muitas vezes estamos a competir com empresas que têm cinco ou 10 mil pessoas mas nós temos a vantagem de sermos mais flexíveis. Dispomos de um conjunto de partners que gerem a empresa a nível internacional de uma forma muito ágil. Isso permite que o cliente possa falar directamente com os nossos partners e que eventuais alterações de projecto ou reforço de equipas possam ser feitos de uma forma mais rápida. Somos flexíveis e isso é uma grande vantagem face a empresas muito grandes.

Há prazos para a conclusão e investimentos previstos nestas operações?
Temos definido um plano estratégico através do qual pretendemos duplicar a dimensão da empresa. Uma parte será por via do crescimento orgânico e outra parte será por via de aquisições. Até 2025, o plano estará em marcha, numa velocidade adequada para encontrar as empresas com as competências certas que façam sentido com a nossa cultura e com as competências específicas que queremos reforçar.

Essas empresas estão identificadas?
Estamos em fase de identificação. Mas temos presente que, em 2025, queremos estar a facturar 40 milhões de euros em serviços de engenharia.

Empresas em Portugal podem fazer parte desta estratégia?
Poderiam fazer mas o momento actual, em Portugal, não é um momento que motive muitas das empresas a participar num movimento de concentração. Há algumas empresas que gostaríamos que se juntassem a nós mas não acreditamos que este seja o momento certo para acontecer. Não existe, de facto, motivação. O mercado nacional aparenta ter alguma dinâmica e não existe qualquer vantagem em ter dimensão. As empresas estão bem como estão sendo mais pequenas.

Procurando um posicionamento para enfrentar este ‘novo normal’, assente em novas praticas e novos paradigmas, que papel cabe aos grupos como a Quadrante?
Eu acho, sinceramente, que não há um novo normal. O ‘novo normal’ hoje é o mesmo ‘novo normal’ de há dois anos e passa por as empresas se adaptarem e serem cada vez mais rápidas a executar e a entregar com mais qualidade. A competitividade é crescente, os nossos clientes têm desafios cada vez maiores e são muito pressionados pela velocidade. Exigem, por isso, velocidade de todo o ecossistema que trabalha em seu redor. O ‘novo normal’ é igual ao de ontem: fazer mais e melhor a todo o momento.

Esta nossa conversa decorre numa sala onde está exposta a imagem de um dos grandes investimentos públicos anunciados nos últimos anos, nomeadamente o Novo Aeroporto de Lisboa, obra que encerra em si, um conjunto de práticas recorrentes na contratação pública. Existem estudos, existem concursos, empresas envolvidas, projecto apresentado e, no fim, antes de avançar para o terreno, surge sempre um outro detalhe mais. Esta nossa forma de estar, em que é que isto nos pode ser prejudicial, sobretudo nesta fase em que estamos à beira de execução de verbas como as do PRR, montantes nunca antes implementados?

Falamos muito, em Portugal, em obras de Santa Engrácia. De facto, essas as obras demoraram muitos anos, mas o Aeroporto demorou muito mais pelo que, em rigor, deveria chamar-se ‘Obras de Aeroporto’. O Novo Aeroporto é uma obra que já há mais de 50 anos que anda a ser falada e projectada. São inúmeros os projectos. Participámos na última iteração deste aeroporto que não é, de facto, um novo aeroporto, mas sim um aeroporto complementar. Este aeroporto está inserido num plano que inclui a expansão do aeroporto existente. Tudo isto foi desenvolvido, estudado, teve o apoio do Governo durante o seu estudo, Governo que esteve a par do que se ia passando. Neste momento, o aeroporto complementar está pronto a ser construído mas, entretanto, surgiu mais uma pedra no caminho.

Algo que é habitual, no fundo. Não deixa de ser curioso que tendo Portugal muita capacidade de execução e muitas obras já executadas, como a Expo, a remodelação total da linha do Norte, muitas auto-estradas que tornam Portugal num dos países com melhor rede de auto-estradas da Europa, só este projecto é que provoca esta catarse geral. Como se esta fosse a obra mais importante a realizar em Portugal, que mereça ser pensada e repensada e que mereça que tudo seja reconsiderado a cada nova ideia. Nunca há soluções ideais. Há soluções que são tomadas ou não são tomadas e a verdade é que não tomar uma decisão é a pior decisão. Na verdade, tivemos algum alívio com a quebra do tráfego aéreo provocado pela pandemia e estamos mais descansados. Mas quando os níveis de tráfego retomarem ou superarem o que foi registado em 2019 o que vai acontecer? Uma obra que tem um custo anunciado de cerca de 1000 milhões mas totalmente paga pela concessionaria, é uma obra que caso não avance vai custar, por ano, muito mais do que o custo da obra. É obvio que este investimento tem de ser feito.

Fazendo em Alcochete, no Montijo ou onde quer que seja, era essencial tomar uma rápida decisão. Toda a gente ficou assustada com o que aconteceu em 2019, com a perda de rendimento que Portugal podia ter e agora estamos na mesma situação. Quando o tráfego voltar, vamos estar novamente em pânico porque não tomámos qualquer decisão. Isto é inexplicável. Há depois aqui um outro efeito interessante: Portugal tem uma posição periférica e se formos a ver quanto da nossa economia externa, das trocas com o exterior em serviços e produtos quanto é que passa pelo tráfego aéreo, é um peso enorme na nossa economia, Não fazer um aeroporto tem um custo tremendo. É estranho que se debata tanto uma obra de 1000 milhões e se decida fazer uma obra de 4,5 mil milhões, como é a alta-velocidade ferroviária entre Lisboa e Porto, cuja utilidade é tão ou mais duvidosa que a do aeroporto, mas ninguém discute.

Sobre o autorRicardo Batista

Ricardo Batista

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Lançado o concurso público para a reabilitação da EN362

A obra, orçada em 2M€, decorrerá num troço com cerca de nove quilómetros, na freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, e visa a melhoria das condições de mobilidade e segurança rodoviária

CONSTRUIR

Foi publicado em Diário da República o concurso público para a empreitada de reabilitação do troço da EN362, que serve directamente a freguesia de Alcanede, no concelho de Santarém, com cerca de nove quilómetros.
A obra envolverá um investimento estimado em dois milhões de euros e pretende reforçar as condições de mobilidade e segurança da via, complementando a intervenção de reabilitação realizada anteriormente entre Alcanede (km 31,025) e Santarém (km 51,733), e que foi concluída em Março do ano passado.

No âmbito da obra está prevista a beneficiação integral do pavimento, a melhoria dos acessos da e para a rede viária local, o reforço e substituição da sinalização e dos equipamentos de segurança da via, e a reformulação dos sistemas de drenagem.

A EN362, entre os Km 22,433 e 51,733, constitui-se como um dos eixos rodoviários que assegura a ligação entre Santarém e Porto de Mós, atravessando a freguesia de Alcanede. O troço objecto da empreitada em concurso tem o início no limite de Concelho entre Porto Mós e Santarém (km 22,433) e termina em Alcanede (km 31,025).

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