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Tecnologia Ecosteel equipa edifício Náutico em Cascais

Janelas de 3m de altura OTIIMA PLUS, claraboias de grandes dimensões e sombreamento nos pisos superiores, foram alguns dos elementos implementos pela MMTW

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Com assinatura dos arquitectos do atelier Subvert Studio e de Tiago Rebelo de Andrade, o edifício Náutico nasce com um carácter habitacional e comercial em pleno centro da vila de Cascais. Guiado pela tradição marítima da região, este é um projecto que conjuga o conhecimento dos antigos ceramistas portugueses com a tecnologia ‘Much More Than a Window”, da Ecosteel. Janelas de 3m de altura, no sistema OTIIMA PLUS, claraboias de grandes dimensões, e soluções de sombreamento nos pisos superiores, foram alguns dos elementos implementos pela MMTW para responder aos requisitos arquitectónicos deste projecto que procura ser um marco do seu próprio tempo.

O edifício Náutico apresenta-se com uma personalidade muito ligada ao mar, transformando a linguagem náutica numa linguagem arquitectónica que se reflecte nas formas, materiais e cores, em que o elemento mais marcante  é a sua fachada em filigrana cerâmica que, à semelhança das ondas do mar, dão ao edifício movimento e dinâmica.

Como explica José Maria Ferreira, CEO da ‘Much More Than a Window’, “o sistema OTIIMA PLUS é actualmente a solução no mercado que melhor desempenho apresenta em termos de estanquicidade ao ar e água, além de ser responsável pela introdução de um sistema exclusivo de fecho oculto integrado no puxador e uma fusão integral na arquitectura na qual se insere. O sistema minimalista PLUS garante uma total continuidade entre o exterior e o interior e uma perfeita integraçao na construção, permitindo simultaneamente uma abertura manual suave, sem necessidade de qualquer esforço por parte do utilizador”.

Segundo os responsáveis pelo projecto arquitectónico “o Edifício Náutico, na sua implantação, liberta-se dos limites do lote e edifícios confinantes. Os afastamentos ao limite do lote desenham uma posição de domínio em relação ao resto do quarteirão e permitem uma abertura do piso térreo e pensar no edifício como cidade: desenhar uma praça, melhorar a acessibilidade e permitir uma dinâmica a quem passa. O edifício e a sua linguagem ditam a nova identidade do quarteirão, respeitando os edifícios confinantes, recorrendo ao vidro, à madeira, à cerâmica e à chapa metálica.”

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Preço da venda de casas cresce e arrendamento estabiliza ao longo de 2021

Lisboa, Porto, Setúbal e Faro registaram ao longo do ano um aumento dos preços de venda entre 5% e 10%, enquanto arrendamento estabilizou ou desceu em algumas localidades, revela o último relatório apresentado pela plataforma CASAFARI

Ao longo de 2021, apesar da situação de pandemia, os preços médios de venda de apartamentos continuaram a trajectória ascendente praticamente em todos os distritos de Portugal, com Faro, Lisboa e Évora a registarem as maiores subidas (entre 8,4 e 9,4%), seguindo-se Aveiro e Madeira, com os mesmos 8,2%. Os números foram apresentados pela plataforma CASAFARI, no seu mais recente relatório de análise do mercado imobiliário relativo ao ano de 2021,
Os dados da CASAFARI apontam para o crescimento mais acentuados nos preços de venda de moradias. Évora e Lisboa lideram o aumento com variações entre os 13.2% e 11.8%, respectivamente, enquanto Guarda regista o maior decréscimo com -1.6%

No entanto, no mercado de arrendamento, a oferta de casas para arrendar levou a uma estabilização dos preços nos principais distritos do país. Os dados de 2021 revelam o impacto da pandemia no preço de venda de apartamentos, moradias e arrendamento ao longo de todo o ano. Aqui seguem as principais conclusões:

Distrito de Lisboa:
No que diz respeito à venda de imóveis, em geral, os preços médios de venda de apartamentos e moradias continuam o seu caminho ascendente, com Alenquer e Cascais a liderarem esta subida (13,8% e 11,9%, respectivamente). Cascais, Lisboa e Oeiras destacam-se como os concelhos mais caros do distrito de Lisboa, com preços médios de venda de apartamentos na ordem dos 300 e 400 mil euros.
No arrendamento, o ano foi marcado por um aumento generalizado da oferta disponível, decorrente da crise do sector do Turismo devido à pandemia, o que levou a uma estabilização dos preços, já que nenhum dos concelhos de Lisboa registou uma subida do preço médio de arrendamento superior a 2,9%. Lisboa, Cascais e Oeiras são os concelhos onde é mais caro arrendar uma casa, com Lisboa a registar um preço médio de 1070€, Cascais 1204€ e Oeiras 960€.

Distrito do Porto:
A norte, todos os concelhos do distrito do Porto registaram um crescimento do preço de venda de apartamentos e moradias no último ano, com a variação mais acentuada do preço médio de venda de apartamentos a verificar-se em Vila do Conde (12%), enquanto Santo Tirso, Felgueiras e Vila Nova de Gaia foram os concelhos com maior aumento do preço de venda de moradias – 15,1%, 13,1% e 12,2%, respectivamente.
Já no mercado de arrendamento, Matosinhos é o concelho que apresenta preços médios mais elevados, na ordem dos 750€.

Distrito de Faro:
A sul, no distrito de Faro, todos os concelhos demonstraram um crescimento contínuo dos preços médios de venda tanto de apartamentos, como de moradias, com Vila Real de Santo António e Silves a liderarem com aumentos dos preços médios de venda de apartamentos entre os 12% e 14%.
Na venda de moradias, o maior aumento observado foi no concelho de Castro Marim, com os preços de venda das moradias a subirem até 16.2% ao longo de 2021, seguindo-se Lagos com 14.9%. O preço médio mais alto de venda de moradias continua a registar-se nos concelhos de Loulé e Lagos, com valores a rondar os 620 e 670 mil euros.
A nível de arrendamento, os concelhos de Faro mostraram algumas variações, com uma tendência de estabilização ou, até, de diminuição dos preços médios. Loulé foi o único concelho a ter um crescimento residual, de 0,8%, mantendo-se como o concelho mais caro do distrito de Faro, onde arrendar uma casa custa em média 750€, enquanto Albufeira e Tavira registaram uma diminuição do preço médio de arrendamento na ordem dos 3% e Vila Real de Santo António arrecada a maior diminuição com -5,8%.

Distrito de Setúbal
Já no Distrito de Setúbal, nenhum concelho registou diminuição de preços ao fechar o ano, sendo a Moita o concelho a registar o maior aumento do preço médio de venda de apartamentos (10,9%). Por outro lado, a cidade de Setúbal foi a que registou uma maior quebra de preços entre o 3º e 4º trimestres (1,4%). Grândola regista o preço médio mais caro de um apartamento (praticamente 328 mil euros), e o Barreiro demonstra um maior aumento do preço por m2 entre o 3º e o 4º trimestre (4,7%).

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Garcia Garcia assegura ampliação da norte-americana Brunswick em Portugal

A construtora é responsável pelo projecto de Design & Build, com intervenção ao nível da arquitectura, engenharia e execução da obra, para a subsidiária portuguesa da multinacional que fabrica barcos desportivos e de recreio das marcas Quicksilver e Bayliner

A multinacional norte-americana Brunswick, vai expandir a sua unidade fabril em Portugal. O projecto de ampliação da unidade industrial localizada em Vilanova de Cerveira foi entregue à construtora nacional Garcia Garcia. Alinhado com a sua estratégia de crescimento e expansão, este projecto permitirá à subsidiária portuguesa potenciar o aumento da sua capacidade produtiva e logística e tem conclusão prevista para Junho do próximo ano. Actualmente, a Brunswick é líder na concepção, construção e comercialização de produtos de entretenimento, sendo a maior produtora mundial de barcos de lazer e de recreio.

“Este projecto, que reflecte o dinamismo e a competitividade que a Brunswick Portugal tem vindo a revelar, tem como objectivo garantir um eficiente aumento da capacidade instalada orientado para a consolidação da sua liderança no mercado. Neste sentido, é bastante gratificante podermos fazer parte deste plano de expansão da Brunswick, contribuindo com todo o nosso know-how e experiência para que este projecto responda integralmente às suas necessidades”, sublinha Miguel Garcia, administrador da construtora.

O projecto consiste na ampliação das instalações da Brunswick, através da construção de uma nova nave industrial. Os trabalhos incluem a demolição de um edifício existente e a edificação de um novo, contíguo às actuais instalações da empresa. O novo edifício agregará uma área total de 5.200 m2, dos quais 4.000 m2 terão como destino o apoio à produção e 1.200 m2, em piso superior, terão como fim áreas administrativas e sociais.

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A fase conceptual do projecto teve em linha de conta alguns desafios e condicionalismos, nomeadamente o espaço disponível e o facto de a empresa continuar a laborar, o que obrigou a um planeamento sólido e uma coordenação eficaz entre a Garcia e a Brunswick. Desta forma, todas as intervenções foram planeadas e estão a ser executadas de modo a não provocarem constrangimentos à normal actividade da Brunswick, sendo que a realização dos trabalhos em obra foi previamente pensada para garantir a segurança de todos os trabalhadores e a normal laboração da empresa.

Para além da construção da nova nave industrial, a construtora está a realizar alguns trabalhos de melhoria nas naves já existentes, com o objectivo de optimizar os processos produtivos e as instalações da Brunswick.

Este é o segundo projecto que a Garcia desenvolve com a Brunswick, reforçando uma parceria iniciada em 2012, quando a construtora foi responsável pela reconstrução de uma das naves industriais do complexo da subsidiária portuguesa.

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KERAKOLL com unidade produtiva em Portugal

A nova fábrica do grupo que actua no sector da construção sustentável está já a operar. Localizada em Rio Maior, representa um investimento superior a 11M€ e vem reforçar a actuação do grupo na Península Ibérica

A Kerakoll, empresa que actua no sector da construção sustentável, inaugurou a primeira unidade produtiva em Portugal em Rio Maior, no distrito de Santarém.

A Kerakoll está presente em Portugal desde 2006 através da filial Kerakoll Portugal S.A., dirigida pelo director geral, Mário Couto, com sede na Venda do Pinheiro.

Com um investimento de mais de 11 milhões de euros e o envolvimento de mais de 100 operários especializados, a nova fábrica de Rio Maior foi construída em menos de um ano, apesar do contexto da pandemia.

A fábrica estende-se numa superfície total de 19.000 m2, dos quais 6.600 m2 cobertos, e, uma vez em pleno funcionamento pleno, terá uma capacidade produtiva de cerca de 60.000 ton/ano. A unidade foi realizada respeitando padrões importantes de sustentabilidade e de poupança energética, típicos na pegada industrial da Kerakoll. Foram instalados 900 m2 de sistemas para isolamento térmico pelo exterior Kerakoll e 443 painéis fotovoltaicos que garantem a produção anual de 55% da energia eléctrica e de 70% da água quente necessária.

A nova fábrica portuguesa integra a estratégia de expansão internacional do grupo iniciada em 2020. Até 2025 o grupo prevê investir até 175 milhões de euros na sua presença em várias geografias. O investimento em Portugal vem reforçar a presença na península ibérica onde a Kerakoll está presente com duas unidades, ambas localizadas em Espanha (Almazora e Castellón de la Plana).

O investimento em Portugal é justificado pelo facto deste ser “um mercado particularmente interessante pela potencialidade de crescimento económico e pelas dinâmicas em perspectiva especificamente no sector da construção, graças também aos resultados obtidos na luta contra a covid-19 com uma elevada percentagem de população vacinada”, referiu Andrea Remotti, Administrador Delegado do Kerakoll Group.

A fábrica situa-se próxima da costa atlântica, numa posição estratégica para o aprovisionamento de matérias-primas como areias, carbonato de cálcio e cimentos, permitindo reduzir o tráfego rodoviário, em linha com a vocação sustentável da empresa.

A fábrica de Rio Maior é caracterizada por uma elevada automação e por uma grande flexibilidade produtiva que permite realizar numerosas mudanças de produção, em particular para a realização de adesivos como o H40 Gel, lançado pela primeira vez no mercado português, Bioflex e Super-K. Para além disso, a localização é estratégica também do ponto de vista distributivo, permitindo um melhor fornecimento para todo o território nacional e para chegar a todos os diversos parceiros.

A Kerakoll está directamente presente em 12 países, com 17 unidades produtivas em Itália, Espanha, Polónia, Grécia, França, Reino Unido, Índia, Brasil e Portugal.

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Alentejo recebe projecto turístico de 10 M€

O investimento de 10 M€ compreende a criação de um parque zoológico, numa área com 141,9 hectares, e uma unidade hoteleira de cinco estrelas, já em construção. O projecto criará meia centena de postos de trabalho

O investimento de 10 M€ compreende a criação de um parque zoológico, numa área com 141,9 hectares, e uma unidade hoteleira de cinco estrelas, já em construção. Ambos os projectos ficarão localizados na Herdade da Camacha
Recrear a savana africana nas planícies alentejanas é o que se pretende com o “Africa Safari Park”. O projecto turístico promovido pela Africa Land – Turismo e Natureza Lda, compreende a construção de um parque zoológico e uma unidade hoteleira, num investimento estimado de 10 milhões de euros, subscritos por capitais privados, e ficará localizado na Herdade da Camacha, a sete quilómetros da vila de Almodôvar.

Ambos os projectos, Africa Safari Park e Africa Safari Lodge, estiverem em apreciação na Câmara Municipal de Almodôvar ainda em 2018 tendo obtido, em Outubro desse ano, o estatuto de Reconhecimento de Interesse Publico Municipal requerido pela empresa promotora. Na altura, o valor do investimento, o facto do projecto de arquitectura estar, à data, já em licenciamento, bem como o seu impacto na promoção e desenvolvimento económico e social do concelho do concelho foram argumentos suficientes para convencer o município. A perspectiva é que ambos os projectos venham a criar cerca de 55 postos de trabalho directos, bem como algumas dezenas de empregos indirectos em virtude do fornecimento de bens e serviços, consultorias, trabalho sazonal, estágios, etc. Para além disso, a expectativa é que o “fluxo turístico venha a levar à instalação de novos negócios e empresas, impulsionando outros investimentos e empreendedorismos”, pode ler-se na acta de reunião da assembleia municipal.

O promotor avançou agora com a avaliação do estudo de impacto ambiental do Safari Park, que se encontra em fase de consulta pública. De acordo com os documentos apresentados o projecto do Parque Zoológico (também designado por Safari Park) constitui uma das componentes do empreendimento designado por AFRICA SAFARI PARK – ALMODÔVAR, a ser implantado na Herdade da Camacha, com uma área total de 147,67 há. O Parque Zoológico terá uma área de cerca de 141,9 ha e estará vocacionado para a conservação da vida animal aliada à vertente de investigação/educação.
A componente de hotelaria “considerado como uma actividade complementar, para permitir a estadia de visitantes no local, a instalar em zona vedada e separada da área do Parque Zoológico”, está já licenciada pela CM de Almodôvar desde 27 de Abril de 2020, e está actualmente em fase inicial de construção. Inclui um edifício central e 32 unidades de alojamento (estilo bungalow) com 72 camas e capacidade para 108 hóspedes e ficará implementada numa área com 4,8 ha.

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De acordo com o documento em apreciação pública o ”Parque Zoológico pretende “recriar” o ambiente dos Safari que se realizam em África, contemplando um conjunto de exemplares de animais típicos da savana africana, felinos e herbívoros, que servem como referencial da conservação da vida animal aliada às vertentes de educação e investigação. O Parque foi concebido e dimensionado tendo em conta o bem-estar dos animais, no sentido de lhes serem proporcionadas as melhores condições, tão próximas quanto possível dos seus ecossistemas naturais.
Palancas, girafas, impalas e zebras são alguns dos animais herbíferos (das dez espécies que estarão representadas) que poderão ser vistos. Mas o projecto contempla ainda a introdução de leões, lince Ibérico e chitas, entre outros carnívoros.

Estima-se que o Parque Zoológico venha a empregar 18 funcionários permanentes, estabelecimento hoteleiro poderá vir a empregar até 40 funcionários.

As visitas realizar-se-ão em veículos todo-terreno (deverão existir 3 veículos com capacidade para 9 ou 12 passageiros). “Estima-se uma carga máxima de 200 visitantes por dia, cerca de 5160 visitantes por mês e cerca de 54810 visitantes por ano”, refere o estudo.

Em termos do edificado, o projecto contempla a construção de um edifício de quarentena, um centro interpretativo, que “servirá como local de informação aos visitantes relativamente às características e às actividades desenvolvidas no Parque Zoológico”. O centro ficará localizado no “monte alentejano” existente na propriedade e que será alvo de reabilitação, uma clínica veterinária, para além de edifícios afectos à manutenção do espaço. Para além disso, está ainda prevista a construção de uma charca e de 3 furos para abastecimento de água e respectiva ETA, a execução de valas para a implantação das redes de abastecimento, saneamento, electricidade e gás, a construção de duas ETARs, reservatórios de água para consumo humano, rega e incêndio e acessos, bem como os arranjos paisagísticos dos espaços exteriores e instalação de vedações.

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Conferência: Sines, a infraestrutura da transição digital da Europa e do mundo

A Conferência sobre Sines, a infraestrutura da transição digital da Europa e do mundo decorre dia 11 de Janeiro. Em análise estarão os investimentos e projectos futuros. O evento conta com a participação dos investidores internacionais

A Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) é a maior área de acolhimento empresarial de Portugal, gerida pela aicep Global Parques – Gestão de Áreas Empresariais e Serviços S. A., e recebe a segunda grande conferência “Encontros na ZILS: Sines Tech, EU-Atlantic Data Gateway Platform”. O encontro que terá lugar no dia 11 de Janeiro é exclusivamente dedicado à infraestrutura da transição digital.

Nesta conferência irão ser partilhados os investimentos futuros e discutido o potencial geoestratégico da ZILS para o estabelecimento de mais players na área das infraestruturas de dados. A expectativa é que Portugal possa vir a dar um contributo importante na implementação da Estratégia Europeia de Dados e na criação um mercado único de dados que garanta a competitividade global e a soberania da Europa, com enfoque na conectividade internacional através de cabos terrestres e submarinos, centros de dados e outras tecnologias que complementam a visão de uma União Europeia unida e virada para o exterior.

Durante a presidência portuguesa da União Europeia, a Plataforma Atlântica de Dados foi reforçada, com a entrada em operação do cabo Ellalink, um investimento de 150 milhões de euros cofinanciado pela União Europeia, ligando a Europa (em Sines) à América do Sul (em Fortaleza), mas também pelo surgimento de projectos de centros de dados, de que é exemplo o maior campus de dados alimentado por energias renováveis da Europa, o START Campus, um investimento de 3.500 milhões de euros. A organização sublinha que “outros investimentos serão anunciados em breve”.

Na conferência, que decorrerá em formato híbrido participarão entre outros os CEO da START – Sines Transatlantic Renewable & Technology Campus, Afonso Salema, da Medusa Submarine Cable System, Norman Albi, da EllaLink, Philippe Dumont. O evento irá contar ainda com a participação de Alberto Passos, director Comercial na IP Telecom, Enrico Banfi, VP EMEA & APAC na Alcatel Submarine Networks, Olivier Labbe, director geral da CAP DC e Rui Ribeiro, director geral da IP Telecom. O encontro será encerrado por Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização. Para além dos investimentos futuros e projectos estará também em análise a “Regulação e Licenciamento Nacionais”.

A aicep Global Parques desenvolve o Sines Tech – Innovation & Data Center Hub, um ecossistema digital capaz de oferecer uma solução totalmente integrada e atractiva de investimentos em estações de amarração de cabos submarinos de telecomunicações, bem como a instalação e operação de centros de dados, desenvolvendo assim em Portugal uma infraestrutura que impulsiona a nossa economia digital. Esta iniciativa é organizada no âmbito do programa Invest in Alentejo, liderado pela ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, cofinanciado pelo Alentejo 2020.

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CCIP quer explorar oportunidades de negócio no Reino Unido em Janeiro

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa está a organizar uma missão empresarial virtual ao Reino Unido de 24 a 28 de Janeiro. Com o objectivo de explorar “novas oportunidades de negócio” em diversos sectores, incluindo o da Construção e seus materiais

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa está a organizar uma missão empresarial virtual ao Reino Unido de 24 a 28 de Janeiro. Esta missão pretende explorar “novas oportunidades de negócio” para as empresas portuguesas de diversos sectores, em especial “farmacêutico, saúde e life sciences, construção e materiais de construção, tecnologias de informação (digital), energias renováveis, ambiente e sustentabilidade”.

“O Reino Unido é a 5ª maior economia a nível mundial e a 2ª no contexto do continente europeu. O país posiciona-se como 10º exportador de bens e 2º de serviços a nível mundial e como 5º importador de bens e de serviços. O Brexit provocou grandes mudanças no relacionamento comercial entre a UE e o Reino Unido que, a partir de 1 de Janeiro de 2021, passou a reger-se pelo Acordo de Comércio e Cooperação. Não obstante os entendimentos conseguidos com o “Acordo Brexit”, são várias as consequências nas regras do comércio com o Reino Unido”, justifica a Câmara de Comércio.

O Reino Unido é considerado um dos maiores ecossistemas de tecnologia do mundo, com milhares de startups contruídas em torno de uma forte cultura empresarial. Na estrutura das exportações para o Reino Unido destacam-se os veículos e outro material de transporte, máquinas e aparelhos, seguidos dos metais comuns, vestuário e produtos alimentares.
“A Câmara de Comércio tem preparado inúmeras agendas customizadas para empresas que tenham interesse neste mercado, possibilitando aos empresários estarem frente a frente com exportadores, importadores e com o cliente final num dos mercados mais dinâmicos do mundo”.

Para as empresas que ainda queiram participar nesta missão podem fazer a sua inscrição até ao dia 17 de Janeiro aqui

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Roca Gallery discute o novo consumo e a sua influência sobre o design

Especialistas internacionais participam no Rocagallery.com para falar sobre as mais recentes necessidades dos consumidores e sobre a forma como influenciam o design e a adaptação dos espaços

No âmbito do tema do mês, “Novas formas de consumo”, a plataforma on-line do Roca Gallery promove a discussão e pesquisa em torno da arquitectura, do design e da sustentabilidade. Este debate tem por objectivo perceber de que forma as infraestruturas se podem adaptar aos novos hábitos de consumo da sociedade. A partir de vários pontos de vista e de áreas de especialização diversas, os convidados apresentam a sua visão sobre a melhor forma de ir ao encontro das necessidades, actuais e futuras, e como se poderá encontrar uma nova concepção dos espaços dedicados à comercialização de produtos e serviços.

Ao longo da história, as tendências e as preferências pessoais foram sendo sempre influenciadas pelo contexto social, económico e cultural. Os rápidos avanços tecnológicos e o impacto da pandemia mostraram de que forma as necessidades e as rotinas diárias mudaram, em todas as cidades do mundo: mudanças no horário de trabalho, nos protocolos de saúde, nas abordagens à educação, nas interacções sociais e até nos hábitos de consumo.

O aumento do comércio por via electrónica, o trabalho à distância e o interesse em experiências personalizadas são alguns dos factores que resultaram em novas necessidades sociais. A actual procura não se rege apenas por critérios materialistas, mas também sociais e ambientais, já que as empresas e os consumidores estão preocupados com a crise climática e com as desigualdades sociais.

Sob o mote do tema do mês, Novas formas de consumo, a Rocagallery.com analisa as alterações de consumo da sociedade e estuda a forma como os espaços de comércio e consumo devem ser adaptados para atender às atuais necessidades.
A plataforma foi a anfitriã de um painel de especialistas internacionais que partilharam, semanalmente, artigos até ao final de Dezembro. Desta forma foi possível ter uma visão geral sobre as novas necessidades comerciais e os recursos arquitectónicos e de design necessários para satisfazer os novos consumidores.

Do painel de autores que colaboraram neste tema, incluem-se Marta Urtasun e Pedro Rica, fundadores do Mecanismo Studio e professores do programa de mestrado em espaços gastronómicos na Universidade do País Basco, em San Sebastian. No seu artigo, intitulado “Changing From a Consumer and Immediate Society”, os autores defendem o design como uma ferramenta sustentável para lidar com o consumismo desenfreado. Agustín Aranda, jornalista e designer na Secretaria de Planeamento de Rosário, explica em “Urban Agriculture” como a proliferação de hortas comunitárias nas cidades argentinas tem impulsionado a economia nacional. Clare Dowdy, jornalista especializada em design para jornais como o Wallpaper, a Monocle e o Financial Times, reflecte sobre como o consumo de dados é uma parte cada vez mais importante de nossa sociedade e como os data centers podem influenciar a arquitectura. Héctor Serrano, director do estúdio Borealis, e Carmen Baselga, directora do estúdio Taller de Proyectos, discutem juntos a forma como a impressão 3D transformou a maneira como os produtos são produzidos e usados. Por último, Javier Díez, director do diez + diez Studio e especialista em design industrial, fala do papel do designer na comunicação entre um objecto e um designer.

Nos próximos dias, serão acrescentadas publicações de outros autores, como Colbey Reid, professor e chefe do departamento de Estudos da Moda no Columbia College Chicago, que vai falar sobre a forma como a moda, o género, o meio ambiente e a diversidade influenciam as escolhas do consumidor. Catherine Foulkrod, escritora de ficção e colaboradora de jornais como o The Believer, o New York Tyrant e o El Malpensante, vai explorar o papel activo dos consumidores na actualidade. Esteban Becerril, cofundador da B + R Arquitectos, vai escrever sobre o novo papel, actual e futuro, dos centros comerciais nos centros das cidades e arredores. Fernando Nasuti-Wood, senior marketing director da Lego na França e na Península Ibérica, vai reflectir sobre como projectar produtos para uma sociedade cada vez mais inclusiva e exigente.

Este novo tema do mês traz perspectivas de profissionais numa diversidade de disciplinas, uma vez que a Rocagallery.com procura abordar questões da mais alta actualidade do ponto de vista da arquitectura, do design, da inovação e sustentabilidade.

Todos os artigos podem ser lidos em inglês e espanhol em http://www.rocagallery.com/

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Lisboa com um orçamento de 1160 M€ para 2022

Neste que é o primeiro orçamento municipal de Lisboa do actual mandato, 2021-2025, que governa sem maioria absoluta, o seu vice-presidente referiu que este é um orçamento que “concilia a herança do passado com a aspiração da mudança

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A proposta de orçamento apresentada hoje por Filipe Anacoreta Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem inscrito uma despesa de 1160 milhões de euros, em linha com aquela que estava prevista para 2021.
Em termos de receitas, o município espera arrecadar 1028 milhões de euros, dos quais 791 milhões de euros são receitas correntes e 234 milhões de euros são despesa de capital e três milhões de euros são outras receitas. No dessegregamento das receitas correntes o vice-presidente que é também vereador das Finanças, destacou o peso dos impostos sobe o património “que são os que apresentam uma fatia maior das receitas de financiamento”, designadamente o Imposto sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), no valor de 230 milhões de euros e o Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), no montante de 125 milhões de euros.

Já nas despesas, as correntes estão estimadas em 734,5 milhões de euros e as de capital em 425,5 milhões de euros. Nas despesas correntes de sublinhar “as despesas com pessoal constituem uma componente muito relevante, como não podia deixar de ser, dado o universo dos recursos humanos da cidade de Lisboa”, no valor de 283,2 milhões de euros, seguindo-se a aquisição de bens e serviços, com 179,2 milhões de euros, as transferências correntes (150,6 milhões de euros), os subsídios (100,2 milhões de euros), as outras despesas correntes (19 milhões de euros) e juros e outros encargos (2,3 milhões de euros).

Neste que é o primeiro orçamento municipal de Lisboa do actual mandato, 2021-2025, que governa sem maioria absoluta, o seu vice-presidente referiu que este é um orçamento que “concilia a herança do passado com a aspiração da mudança”. O compromisso com todos os partidos com representação é assumido na aposta nas áreas da Habitação, Transporte, Educação e Saúde, que têm neste investimento uma previsão de investimento superior, face ao ano transacto. Assim, ma Habitação a Câmara de Lisboa espera investir 116 milhões de euros, mais 30,9 milhões de euros que em 2021, o que representa um crescimento de 36%. Filipe Anacoreta Correia afirmou a continuidade de todos os programas nesta vertente e não pôs de lado a hipótese do orçamento para a Habitação ser superior numa perspectiva plurianual, em virtude do PRR, o qual “constitui uma oportunidade para o reforço do investimento nas áreas em que esse investimento é garantido, como seja a Habitação. Já nesta fase final de 2021 foi possível apresentar a candidatura de projectos ao PRR, tendo uma parte, cerca de 32 milhões de euros, sido já aprovado e recebido. Estimamos que no [orçamento] plurianual a Câmara Municipal de Lisboa possa ter capacidade, ao abrigo do PRR, em valores que rondarão os 150 milhões de euros, mas poderemos ir mais além. Em 2022 vamos reforçar os projectos que podem ser enquadrados neste âmbito”, avançou o vice-presidente.

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A dimensão da mobilidade deverá receber 102 milhões de euros, mais 20,7 milhões de euros. Com a aposta do Executivo de Moedas nas medidas inscritas no pacto eleitoral como seja os transportes gratuitos para menores de 23 anos e para os maiores de 65 anos, que sejam residentes. Uma medida que irá custar cerca de 12 milhões de euros.
Outra promessa eleitoral de Carlos Moedas que é cumprida neste orçamento é o desconte de 50% no estacionamento da EMEL para os residentes no município que terá um custo de 2,5 milhões de euros.

Ao nível da Saúde, a CML vai criar um Plano de Saúde para facilitar o acesso à saúde dos maiores de 65 anos mais carenciados. O projecto é realizado em articulação com as juntas de freguesia e deverá abranger até 20 mil pessoas.
Em 2022 o orçamento para creches e equipamentos de educação conhece um crescimento de 70%, face a 2021, com o actual executivo a reservar 42,5 milhões de euros para esta componente.

“Queremos deixar um legado, um marco no desenvolvimento da cidade de Lisboa, valorizar a participação e o envolvimento dos cidadãos”, sublinhou Filipe Anacoreta Correia.

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Exposição “Radar Veneza” prolongada até 30 de Janeiro

A mostra, patente na Casa da Arquitectura, propõe uma viagem reflexiva sobre a participação portuguesa ao longo dos 46 anos representação nacional em Veneza, desde 1975 até aos nossos dias, com curadoria de Joaquim Moreno e Alexandra Areia

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A exposição “Radar Veneza – Arquitetos Portugueses na Bienal 1975-2021″, que propõe uma viagem reflexiva sobre a participação portuguesa ao longo dos 46 anos representação nacional em Veneza, desde 1975 até aos nossos dias, com curadoria de Joaquim Moreno e Alexandra Areia, e que se encontra na casa da Arquitectura, foi prolongada até 30 de Janeiro de 2022.

A exposição conta, também, com um programa paralelo no âmbito do qual será também lançado o catálogo homónimo, com ensaios de Joaquim Moreno, Alexandra Areia e Léa-Catherine Szacka (arquitecta, crítica e especialista na Bienal de Veneza).

Trata-se de um volume de 336 páginas com 32 entrevistas transcritas aos protagonistas das participações portuguesas na Bienal entre 1975 e 2021, 24 desenhos dos 24 objectos/grandes modelos apresentados na exposição e uma linha temporal – espaço para uma visão panorâmica das transformações, capaz de comunicar ideias e contextos gerais de cada Bienal e as circunstâncias específicas de cada representação nacional.

A exposição “Radar Veneza – Arquitetos portugueses na Bienal 1975-2021” resulta da parceria entre o Estado português e a Casa da Arquitectura enquanto Centro Português de Arquitectura. Concretiza-se em torno do depósito no Arquivo da Casa do acervo das representações nacionais desde a sua estreia em Veneza até aos dias de hoje, avançando para o futuro. A Casa da Arquitectura vai continuar a ser o destino dos futuros acervos resultantes da presença portuguesa naquele que é o maior festival contemporâneo de cultura do mundo.

“Radar Veneza” propõe, através da mostra e do catálogo, uma análise crítica das muitas formas como o Portugal democrático expôs e se expôs lá fora. Procuramos ver-nos pelos olhos dos outros através dos convites que a Bienal foi fazendo a arquitectos, gabinetes e artistas, sem perder de vista a análise e a reflexão que o conjunto das representações oficiais, pela primeira vez reunidas num só espaço, permite e convida a fazer.

A multiplicidade de leituras possíveis esteve na base do desafio lançado pela Casa da Arquitectura aos curadores Joaquim Moreno e Alexandra Areia, a quem coube organizar este voo de longo curso sobre décadas de presença portuguesa em Veneza e desenhar o retrato dos protagonistas dessas representações.

À radiografia da presença oficial junta-se o olhar reflexivo sobre os conteúdos das propostas e as soluções encontradas para a sua apresentação no espaço de Portugal em Veneza, que, em várias ocasiões, nem sequer existia formalmente.

“Não é possível ignorar a forma criativa e no geral bem-sucedida como Portugal se apresentou na Bienal, muitas vezes com orçamentos limitados e sem uma ‘casa’ física, afirmando-se a cada edição através das propostas dos arquitectos nacionais.  A exposição permite também abarcar a leitura dupla que oferecem as representações portuguesas e as propostas resultantes dos convites endereçados pela curadoria da Bienal”, refere a Casa da Arquitectura.

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Promoção residencial travou 17% em 2021

Até Novembro de 2021, foram sujeitos a processo de licenciamento municipal em Portugal Continental um total de 15.250 novos projectos de habitação que perfazem 35.000 fogos, de acordo com os dados do Pipeline Imobiliário. Esta carteira apresenta uma quebra de 17% face a 2020

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O número de fogos submetidos a licenciamento em Portugal teve uma quebra de 17% até Novembro de 2021. Entre Janeiro e Novembro do ano passado, foram sujeitos a processo de licenciamento municipal em Portugal Continental um total de 15.250 novos projectos de habitação que perfazem 35.000 fogos, de acordo com os dados do Pipeline Imobiliário.
Esta carteira apresenta uma quebra em torno dos 17% quer em número de projectos quer em número de fogos, face à actividade registada em igual período de 2020, quando o pipeline residencial no país ascendeu a 18.250 projectos num total de 42.250 unidades.

“Em termos absolutos isto significa que foram projectados menos 7.250 fogos do que em 2020, um número que se deverá acentuar mais com os apuramentos relativos a Dezembro. É uma situação que começa a preocupar o mercado, de acordo com o último inquérito de confiança realizado, o PHMS. A falta de oferta não só é apontada pelos operadores como um dos principais motores da subida de preços, como começa a constar como um potencial travão à actividade transaccional do mercado a prazo”, sublinha Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário.

A principal quebra sentiu-se na obra de reabilitação, onde os actuais 2.670 projectos e 5.400 fogos contabilizados apresentam contracções de 26% e 34%, respectivamente, face ao ano passado. No acumulado de 2020 até Novembro a carteira de reabilitação registava 3.600 projectos e 8.200 fogos. A actividade na construção nova comprimiu cerca de 13% (em número de projectos e de fogos), contabilizando em 2021 cerca de 12.600 novos projcetos num total de 29.600 unidades, em contraste com os 14.600 projectos e 34.000 fogos submetidos a licenciamento em 2020. A construção nova representa agora 85% dos fogos em carteira, reforçando a sua quota face a 2020, quando aglomerava 81% do pipeline.

Em termos geográficos, apenas o Alentejo apresentou uma evolução positiva da actividade face a 2020, com uma carteira de fogos 13% superior (1.210 vs 1.070), embora seja a região com menor quota no total do país (3%). Na Área Metropolitana de Lisboa, com 25% dos fogos em carteira em Portugal, a quebra foi de 18% (8.720 vs 10.570), enquanto na Área Metropolitana do Porto (21% do total nacional), a carteira reduziu 11% (7.200 vs 8.100). No Algarve, a actividade caiu outros 11% (2.540 vs 2.870), numa região que mantém o seu peso em 7% do total nacional.

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