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GrowingCircle desafia construção para a importância da recuperação e valorização dos resíduos

Projecto é promovido pelo IC-Instituto da Construção, da FEUP, em parceria com a NTNU – Universidade de Trondheim, Noruega

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GrowingCircle desafia construção para a importância da recuperação e valorização dos resíduos

Projecto é promovido pelo IC-Instituto da Construção, da FEUP, em parceria com a NTNU – Universidade de Trondheim, Noruega

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Aumentar de forma significativa as taxas de recuperação dos resíduos da construção e demolição e contribuir para a sua valorização dentro da cadeia de valor do sector, sobretudo através da sua reutilização, directa ou indirecta, é uma preocupação que nos últimos anos tem mobilizado os agentes que intervêm no sector.

Com o objectivo de implementar este desafio da economia circular no sector da construção foi criado o projecto GrowingCircle, que tem como promotor o IC-Instituto da Construção, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em parceria com a NTNU – Universidade de Trondheim, Noruega.

Hoje é possível quantificar os resíduos que resultam das demolições e da construção, mas existem grandes desafios que vão para além dessa quantificação.

Embora os dados do INE indiquem uma taxa de 90% relativamente à valorização de resíduos da construção e demolição, em relação a 2019 não é possível afirmar que este nível de reutilização/reciclagem foi atingido. Com efeito, não é possível avaliar com certeza o valor agregado nestes processos, bem como a sua contribuição na cadeia de valor do setor da construção.

O projecto GrowingCircle tem dois objectivos complementares que têm como elemento comum a informação sobre os produtos da construção e sobre as construções.

O primeiro objectivo passa pela consciencialização dos agentes do sector e sobretudo dos fabricantes de materiais de construção para a importância dos Data Templates.

De acordo com Pedro Mêda, engenheiro civil/investigador do IC e coordenador técnico do projecto: “os Data Templates são fichas de produtos em formato digital real (não em PDF) que reúnem grupos de propriedades que permitem caracterizar um determinado produto ou sistema”.

Diego Calvetti, investigador do IC e membro da equipa técnica do projecto GrowingCircle acrescenta, “os benefícios da estruturação dos dados com recurso aos Data Templates são inúmeros e, por isso, o projecto pretende desenvolver um catálogo que servirá de base ao desenvolvimento de diversos casos de estudo que incidem sobre diferentes fases do processo construtivo”.

Assim, se os agentes do sector ganharem uma maior perceção de como pode ser simples evoluir para uma economia mais circular através dos Data Templates, então os objectivos do projecto GrowingCircle estarão plenamente cumpridos.

Um dos elementos essenciais do projecto GrowingCircle será a produção de um catálogo de Data Templates que servirá de base para o desenvolvimento dos casos de estudo e de acções de esclarecimento e formação.

Complementarmente, o projecto irá produzir alguns guias de processos que têm como propósito desmistificar conceitos e servir de orientação para evoluir para práticas mais digitais e que ao mesmo tempo fomentam a economia circular.

Neste contexto, o projecto conta com o apoio de várias entidades nacionais e internacionais que irão focar-se sobretudo nos desafios dos tipos de obras previstos na estratégia Vaga de Renovação ou Renovation Wave, que tem como objectivo duplicar o ritmo da renovação de edifícios nos próximos 10 anos.

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Plano de Alojamento para estudantes do Ensino Superior com 134 candidaturas aprovadas

Foram selecionadas 134 candidaturas, totalizando 18 239 camas. Deste total de camas, 11 795 são camas novas, que reforçam a rede existente, e 6 444 camas resultam da renovação da atual rede de residências de estudantes já em funcionamento, procedendo à sua requalificação

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A ministra do Ensino Superior, Elvira Fortunato, homologou os resultados finais das candidaturas ao financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), que prevê a atribuição de 375 milhões de euros para construção, aquisição, adequação e renovação de residências para estudantes de ensino superior, naquele que é o maior investimento de sempre em alojamento estudantil.

Foram selecionadas 134 candidaturas, totalizando 18 239 camas. Deste total de camas, 11 795 são camas novas, que reforçam a rede existente, e 6 444 camas resultam da renovação da atual rede de residências de estudantes já em funcionamento, procedendo à sua requalificação.

A região Norte terá o maior número de camas financiadas pelo PNAES (5 614), seguida do Centro (4 790) e Lisboa (4 421). No Alentejo, o reforço será de 1 991 camas, entre novas e requalificadas, 719 no Algarve, 434 na região autónoma da Madeira e 270 nos Açores.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em conjunto com a Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, congratula-se com o decurso de todo o processo e com a concretização do PNAES, cuja implementação «reforçará as condições de alojamento para estudantes deslocados, designadamente os mais desfavorecidos economicamente, dando resposta às necessidades que a pressão do mercado imobiliário impôs, sobretudo nos últimos anos».

A concretização deste plano «constitui um avanço sem precedentes na quantidade e qualidade do alojamento de estudantes do ensino superior, contribuindo para uma maior equidade e justiça social entre os inscritos em universidades e politécnicos ao reduzir significativamente os custos de frequência do ensino superior» e potenciando o cumprimento das metas de aumento de formação superior da população portuguesa, nomeadamente 60% dos jovens de 20 anos a frequentar o ensino superior entre 2020 e 2030 e 50% de graduados do ensino superior entre 30 e 34 anos na mesma década, referiu o Ministério.

A avaliação das candidaturas privilegiou propostas caracterizadas pela inovação construtiva e sustentabilidade ambiental, pela exequibilidade dos projetos e pelo seu contributo para melhorar a adequação da oferta às necessidades existentes.

A Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, entidade a quem compete a gestão desta medida de investimento, irá proceder de imediato ao processo de discussão e contratualização dos financiamentos com promotores das operações, de acordo com a lista de ordenação final proposta pelo Painel Independente de Alto Nível, especialmente nomeado para a avaliação e acompanhamento das candidaturas a concurso.

As propostas apresentadas e aprovadas no âmbito do PNAES permitirão aumentar a oferta pública atual a custos acessíveis, conforme previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), respondendo de forma integrada e a longo prazo às necessidades de alojamento para os estudantes do ensino superior em todo o território nacional.

A conclusão deste processo de financiamento «constitui um passo significativo» para o cumprimento do programa do Governo para a atual legislatura, onde esta medida se encontrava expressamente inscrita, bem como para o reforço dos apoios sociais aos estudantes de ensino superior.

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Consumo de cimento aumenta 4,3% até Maio

Os dados revelados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que constam da mais recente síntese da Habitação, mostram que relativamente à evolução do licenciamento emitido pelas Câmaras Municipais para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais verifica-se, nos primeiros cinco meses do ano, um incremento de 0,6%

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Até final de maio, o consumo de cimento no mercado nacional atingiu 1.658 milhares de toneladas, ou seja, mais 4,3% face ao apurado em igual período de 2021, o que corresponde a um aumento de 0,5 pontos percentuais face à variação homóloga acumulada verificada no mês de abril.

Os dados revelados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que constam da mais recente síntese da Habitação, mostram que relativamente à evolução do licenciamento emitido pelas Câmaras Municipais para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais verifica-se, nos primeiros cinco meses do ano, um incremento de 0,6% em termos homólogos. O número de fogos licenciados em construções novas apresenta, neste período, uma variação homóloga positiva de 5%, para um total de 13.293.

No que diz respeito à evolução do crédito concedido por parte das instituições financeiras assiste-se a um crescimento, em termos homólogos até maio, de 19% no montante de novo crédito concedido à habitação, o qual representa 6.998 milhões de euros. Por sua vez, o valor mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito apresenta, em maio, uma variação de 13,9%, a qual resulta de variações de 15,3% nos apartamentos e de 9,1% nas moradias.

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O novo Hospital de Lisboa, o quarteirão do Palácio Ford e o dossier Cozinhas e Casas-de-Banho no CONSTRUIR 463

A adjudicação do novo Hospital de Lisboa Oriental em destaque numa edição onde lhe mostramos o concurso de ideias para um quarteirão no Porto. A NUMA entra no mercado português e tem plano de expansão, isto numa edição onde lhe damos conta das tendências no segmento das Cozinhas e Casas-de-Banho. Mas há muito mais para ler

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Hospital de Lisboa Oriental concluído até 2026
A Mota-Engil integra o consórcio a quem o Governo entregou a construção do novo Hospital Oriental de Lisboa, uma intervenção que vai nascer num terreno em Marvila e que terá uma capacidade para 875 camas. A obra será executada em regime público-privado e resulta de um processo lançado em 2017, com um preço base fixado em 334,5 milhões de euros

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REVIVE lança concurso para exploração da 7ª Bataria do Outão em Setúbal

O imóvel, o 28.º imóvel colocado a concurso no âmbito do REVIVE, será concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de 130.987,32 euros

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Os investidores interessados terão um prazo de 120 dias para apresentação de propostas que, além da recuperação do imóvel, promovam a sua valorização através da exploração turística.

A 7.ª Bateria do Outão foi um dos 16 imóveis integrados na segunda fase do programa REVIVE, uma iniciativa das áreas governativas da economia, da cultura, das finanças e da defesa, que conta com a colaboração das autarquias locais e pretende recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atractividade dos destinos regionais.

O programa foi lançado em 2016 com um lote inicial de 33 imóveis, tendo, em 2019, sido integrados mais 16 imóveis. Já em 2021 foram incluídos 3 novos imóveis de um terceiro lote que será anunciado até ao final do ano corrente. Integra, actualmente, um total de 52 imóveis, 23 deles situados em territórios de baixa densidade.

O lançamento deste concurso foi assinalado com uma sessão pública no imóvel a concessionar, a qual contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

A propósito da iniciativa, Rita Marques sublinhou que “as características da 7.ª Bateria do Outão, em concreto, o seu legado histórico e a sua relação com o Mar, ajudarão certamente a consolidar uma oferta de Turismo Militar em Portugal relacionado com a nossa costa Atlântica, contribuindo consequentemente para a concretização dos objectivos da ET 2027 e para reforçar internacionalmente o nosso posicionamento enquanto destino turístico”.
Para se perceber a importância histórica deste imóvel, refira-se que, após a Segunda Guerra Mundial, uma comissão luso-britânica desenvolveu um plano de defesa costeira da região de Lisboa, conhecido por “Plano Barron”, que, entre 1948 e 1958, tornou operacionais as baterias fixas instaladas ao longo das margens dos rios Tejo e Sado e da Península de Setúbal.

Localizada na encosta da Serra da Arrábida, a 7.ª Bateria do Outão era o sétimo reduto de defesa da costa marítima portuguesa, dando protecção à foz do rio Sado e reforçando o poder de fogo das 6.ª e 8.ª baterias. Ficou operacional em 1954, constituída por 3 baterias de 152mm da marca Vickers (de fabrico inglês, com um alcance de cerca de 35 km), pelo antigo Forte Velho de Outão e pelo aquartelamento construído no Forte. Cessou actividade em 1998, encontrando-se sem utilização desde o seu encerramento e desmantelamento.

Este imóvel constitui um verdadeiro espólio da história militar, que deve ser preservado e valorizado. A localização privilegiada, com fantásticas vistas para o estuário do Sado, a península de Tróia e a serra da Arrábida, constitui uma mais-valia para o desenvolvimento de um projecto turístico.
Colocada a concurso no âmbito do Revive, a 7.ª Bataria da Costa tem, juntamente com o Forte Velho do Outão, uma área bruta de construção de 6909 metros quadrados e, se o equipamento a instalar for uma unidade hoteleira, permitirá um número estimado de 35 quartos.

O programa REVIVE integra actualmente 52 imóveis e está previsto o lançamento de uma terceira fase a curto prazo, com um novo conjunto de imóveis que tem vindo a ser identificado pelas autarquias e pelas entidades regionais.
Há 18 contratos assinados, para um investimento global de cerca de 131 milhões de euros, com rendas anuais decorrentes destas concessões no valor de cerca de 2,3 milhões de euros. Destes 18 projectos, o Convento de São Paulo, em Elvas, e a Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, já estão em exploração.

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Coimbra: Grupo FCC vai construir Parque de Oficinas para a Metro do Mondego

A empreitada terá um prazo de execução de cerca de 15 meses, com a construção do PMO a decorre em Sobral de Ceira, nos limites do concelho de Coimbra, numa área de dois hectares

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A Metro Mondego adjudicou a duas empresas do grupo espanhol FCC a construção do Parque de Material e Oficinas (PMO) do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), por 6,6 milhões de euros, foi anunciado.

A obra foi adjudicada às empresas Ramalho Rosa Cobetar, com sede em Lisboa, e Convensa, com sede em Barcelona, ambas pertencentes ao grupo espanhol FCC, afirmou a dona da obra. A Ramalho Rosa Cobetar e a Convensa são também responsáveis pelo troço urbano do SMM entre a Portagem e Coimbra-B, empreitada no valor de quase 34 milhões de euros.

O grupo tem ganhado diversos concursos lançados pela Infraestruturas de Portugal ao longo dos últimos anos para intervenções quer em ferrovia quer em estradas rodoviárias.

A empreitada terá um prazo de execução de cerca de 15 meses, com a construção do PMO a decorre em Sobral de Ceira, nos limites do concelho de Coimbra, numa área de dois hectares entre a Rua da Capela e o canal do ‘metrobus’, explicou a Metro Mondego.

Naquele terreno, serão construídos o edifício administrativo, que inclui o Posto de Comando Central do sistema e área administrativa de apoio à operação e manutenção, edifício oficinal e áreas de armazém, assim como áreas técnicas, incluindo o posto de transformação.

Para além disso, está também previsto um depósito de água para combate a incêndios, acessos à via rodoviária municipal e ao canal do ‘metrobus’, assim como área de estacionamento para os veículos que vão operar no SMM.

“O Posto de Comando Central tem como funções, entre outras, a programação das escalas de serviço, o controlo remoto da operação, a informação ao público, a videovigilância e a monitorização das infraestruturas”, aclarou a Metro Mondego.

O SMM “consiste na implementação de um ‘metrobus’, utilizando veículos elétricos a baterias que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra”, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo, numa extensão de 42 quilómetros.

A operação entre a Portagem (Coimbra) e Serpins deverá arrancar no primeiro trimestre de 2024 e a o troço urbano no final desse mesmo ano.

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Consórcio liderado pela Mota-Engil deve assinar em breve o contrato de concessão para o corredor ferroviário de Lobito

A construtora prevê-se que o Corredor de Lobito possa tornar-se o terceiro corredor mais importante na SADC até 2050

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A escolha do consórcio da Mota-Engil já tinha sido noticiada por alguns jornais em Portugal mas só esta semana a empresa confirmou às redacções. Na nota enviada a construtora confirma adjudicação da concessão de serviços ferroviários e apoio logístico para o corredor de Lobito, uma rota fundamental para a ligação das minas na República Democrática do Congo (RDC) ao porto de Lobito em Angola e aos mercados internacionais. A concessão de 30 anos, com a possibilidade de uma extensão de 20 anos, foi adjudicada ao consórcio que inclui, para além da Mota-Engil Engenharia e Construção África, a Trafigura, “uma líder mundial na indústria global de commodities”, e a Vecturis, “uma operadora ferroviária independente”.

Com a dinâmica crescente no transporte de minerais e outros materiais nos próximos anos e a maior competitividade do sistema ferroviário, prevê-se que o Corredor de Lobito possa tornar-se o 3.º corredor mais importante na SADC até 2050.

O consórcio será responsável pela exploração, gestão e manutenção da infraestrutura rodoviária para transporte de mercadorias, minerais, líquidos e gases para o corredor que liga o porto de Lobito a Luau, no leste de Angola, próximo da fronteira com a RDC. Como parte do contrato de concessão, o consórcio comprometeu-se a investir um capital considerável na melhoria da infraestrutura ferroviária para melhorar a capacidade e segurança do corredor, bem como investir significativamente em material circulante para operações de transporte de mercadorias.

O cobre, cobalto e outros materiais são actualmente exportados da RDC pelo leste, via Dar es Salaam na Tanzânia, via Beira em Moçambique, ou pelo Sul, via Durban na África do Sul, uma viagem que demora várias semanas ou mais. Uma vez que os volumes de exportação da RDC aumentaram devido à procura dos minerais necessários para a transição energética, as estradas tornaram-se mais congestionadas e os atrasos na fronteira tornaram-se mais prolongados. Este novo corredor de exportação utiliza infraestruturas ferroviárias nacionais existentes, retira camiões das estradas e oferece redução de custos e tempo consideráveis para as empresas mineiras da fileira do Cobre exportarem para os mercados internacionais.

A Trafigura e a Mota-Engil detêm, cada uma, 49,5% do consórcio, sendo os restantes 1% detidos pela Vecturis. O contrato de concessão deverá ser assinado nas próximas semanas.

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Município da Marinha Grande vai investir 1,5M€ na construção do Troço Interface

A Câmara Municipal da Marinha Grande vai executar a construção do Troço Interface, o que vai implicar um investimento superior a 1,5 milhões de euros. O projeto respeita a uma necessidade há muito sentida. O Troço Interface – Marinha Grande”, localiza-se no Largo 26 de Março de 1917 (conhecido por “Parque da Mobil”) e no… Continue reading Município da Marinha Grande vai investir 1,5M€ na construção do Troço Interface

Ricardo Batista

A Câmara Municipal da Marinha Grande vai executar a construção do Troço Interface, o que vai implicar um investimento superior a 1,5 milhões de euros.

O projeto respeita a uma necessidade há muito sentida. O Troço Interface – Marinha Grande”, localiza-se no Largo 26 de Março de 1917 (conhecido por “Parque da Mobil”) e no estacionamento público junto aos Serviços de Finanças.

Pretende-se com a requalificação deste parque, a criação de um espaço que promova a mobilidade urbana multimodal, compatibilizando diferentes modos de transporte sustentáveis e assegurando adequadas condições de segurança viária, ciclável e pedonal e de acessibilidade a todo o tipo de utilizadores, através do desenho de um espaço ordenado e hierarquizado, que valorize a inserção paisagística no contexto urbano, criando uma harmonia entre o espaço urbano e o espaço natural.

A criação do troço de ciclovia permitirá a consolidação da rede desde a zona industrial da Marinha Grande ao centro da cidade. Este troço específico assegurará a ligação da ciclovia a construir na Rua Prof. Alberto Nery Capucho e o corredor já existente no Parque da Cerca, permitindo assim consolidar, em espaço urbano, a adoção de modos suaves de transporte, de forma segura e dedicada.

Pretende-se ainda que sejam instalados neste espaço equipamentos de carregamento de veículos e bicicletas elétricas, através da adoção de soluções convencionais e outras, nomeadamente instalação de painéis fotovoltaicos.

A vertente de Interface está evidenciada neste espaço através da existência de diferentes tipos de transporte, observando o fomento da adoção de modos suaves. Os trabalhos vão implicar criação de percursos pedonais e cicláveis acessíveis a qualquer tipo de utilizador e que garantam o conforto e segurança necessários à sua circulação; criação de lugares de estacionamento, com recurso à utilização de pavimento permeável, que permitirá a drenagem superficial e infiltração das águas pluviais, de forma a evitar situações de alagamento e empoçamento; instalação de mobiliário urbano de apoio no espaço sujeito à intervenção, tornando-o mais aprazível e confortável aos potenciais utilizadores; instalação de equipamentos para carregamento de bicicletas elétricas e automóveis elétricos, através de soluções a energia renováveis; instalação de contentores enterrados para resíduos seletivos e indiferenciados, promovendo a separação dos resíduos domésticos, a reciclagem e a limpeza do espaço.

O investimento será comparticipado em 85%, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).

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Construção do novo Hospital Oriental de Lisboa adjudicada a consórcio da Mota-Engil

O HLO vai assegurar “a maior parte da atividade” do CHULC, que é constituído por seis unidades hospitalares dispersas pelo centro da cidade de Lisboa

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O Governo entregou ao Agrupamento Hygeia a execução dos trabalhos de construção e manutenção do futuro Hospital de Lisboa Oriental (HLO), segundo revela o despacho conjunto, assinado entre o Ministério da Saúde e a secretaria de Estado do Tesouro, que adianta ainda que a obra será executado em regime público-privado.

O despacho determina a “adjudicação da proposta apresentada pelo Agrupamento de Concorrente constituído pelas empresas Hygeia – Edifícios Hospitalares, SGPS, S.A.; InfraRed Infrastructure V Investments Limited; Mota-Engil, Engenharia e Construção, S.A.; Mota-Engil Europa, S.A; e Manvia– Manutenção e Exploração de Instalações de Construção, S.A..”, lê-se no comunicado do Ministério de Saúde.

Sem referir os valores da concessão, a nota informa ainda que o novo hospital será construído em Marvila, numa área total de 180 mil m2, terá 875 camas e vai incluir todas as especialidades que hoje existem no actual Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC), “a que acrescem as especialidades de Reumatologia, Medicina Nuclear e de Radioncologia, estando prevista uma ligação reforçada à Faculdade com forte componente de ensino e investigação”.

Para o Governo, a reorganização da oferta hospitalar na região de Lisboa e Vale do Tejo vai promover “um melhor acesso de cuidados de saúde de qualidade a uma parte significativa da população da cidade de Lisboa, em primeira linha, da Região de Lisboa e Vale do Tejo em segunda linha”. No entanto, também irá contribuir para a “diminuição das desigualdades no acesso a cuidados de saúde diferenciados e de qualidade” para as populações do Alentejo e Algarve.

O HLO vai assegurar “a maior parte da actividade” do CHULC, que é constituído por seis unidades hospitalares dispersas pelo centro da cidade de Lisboa: Hospital S. José, Hospital de Sta. Marta, Hospital de Sto. António dos Capuchos, Hospital D. Estefânia, Maternidade Dr. Alfredo da Costa e Hospital Curry Cabral.

Recorde-se que este concurso para o HLO arrancou em 2017 com o preço base da obra de 334,5 milhões de euros. As primeiras propostas – oito no total – foram entregues em Janeiro de 2019. Mais tarde, em 2021, foram seleccionadas as duas propostas com melhor classificação para a fase de negociação. E só em Setembro de 2021, os consócios escolhidos entregaram as propostas finais para a avaliação.

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Bysteelfs participa na modernização de um quarteirão no Mónaco

A bysteelfs, do dstgroup, ganhou uma obra no valor de 5,5 milhões de euros para a construção do quarteirão Grand IDA, inserido no plano nacional de habitação do Mónaco. Este quarteirão vai criar mais de 200 apartamentos

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Promovido pelo principado do Mónaco e pela construtora local J.B. Pastor et fils, o valor do empreendimento habitacional ascende aos 220 milhões de euros. O projecto consiste em três torres com 16, 12 e 13 andares, respectivamente, contendo 218 apartamentos, 400 lugares de estacionamento, uma creche com 35 berços e espaços para negócios e serviços. Do total de mais de 11 mil metros quadrados do empreendimento, destacam-se ainda 4.700 metros quadrados de áreas verdes, 2 mil dos quais localizados ao nível da superfície para uso público.

No capítulo da sustentabilidade, o Grand IDA vai ser certificado pelo recém-criado programa Mediterranean Sustainable Building of Monaco, que procura reduzir o impacto ambiental da construção no principado. O objectivo é o de que o sector da construção, responsável pela emissão de 30% dos gases com efeito de estufa, reduza a sua emissão em metade até 2030 e seja neutro em carbono até 2050.

O contrato realizado entre a bysteelfs e a Richelmi, empresa a quem foi adjudicada a obra geral, contempla o design e a execução de cerca 5.500 metros quadrados de sistemas de fachada prescritos pelo gabinete de arquitectura local ArchGenin. Os trabalhos da bysteelfs vão ter a duração de 12 meses e a obra deverá estar pronta ao longo de 2023.

“É nos mercados mais rigorosos que nos sentimos mais à vontade”
Depois de em 2018 ter participado na construção do exclusivo hotel The Maybourne Riviera, edificado sobre um imponente maciço rochoso na encosta francesa sobre o Mónaco, a bysteelfs assinou já três contratos no principado.
No corrente ano, a carteira de negócios nesta geografia ascende a mais de 10 milhões de euros. Destacam-se, além do Grand Ida, os projectos Villa Menesini e Mareterra, um ambicioso projecto que está a ser construído numa plataforma sobre o mar Mediterrâneo e que vai aumentar a área do principado de 1,97 para 2,24 quilómetros quadrados.

“A consolidação da presença da bysteel no Mónaco vem confirmar a pertinência da aposta que fizemos em percorrer o caminho do rigor e da excelência. De facto, é nestes mercados onde os requisitos ambientais, de design, de segurança e de planeamento são mais pormenorizados e rigorosos que a nossa capacidade técnica mais se evidencia” afirma Jorge Carneiro, director comercial das marcas bysteel e bysteelfs.

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Socicorreia investe 6,2M€ em complexo habitacional na Madeira

A empreitada, que se insere num projecto que vai abranger todos os concelhos da Madeira, num esforço global de €128,4M e com o contributo do PRR, vai para o terreno ainda este Verão e deverá ficar concluída em 2024

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A Socicorreia apresentou, esta segunda-feira, em Câmara de Lobos, um complexo de habitação a custos controlados, composto por 4 edifícios, num total de 34 fogos, no sítio da Torre, orçado em €6,2M.

No conjunto dos quatro edifícios, os 34 fogos serão distribuídos por 12 T1, 14 T2 e 8 T3, contando também com espaços verdes e outros equipamentos de utilização colectiva. No total, o empreendimento terá uma área bruta de construção de 3.033,80m2 destinada exclusivamente ao uso habitacional.

A empreitada, que se insere num projecto que vai abranger todos os concelhos da Madeira, num esforço global de €128,4M e com o contributo do PRR, vai para o terreno ainda este Verão e deverá ficar concluída em 2024.

De recordar que o PRR reserva €136M para o reforço da oferta de habitação apoiada na Região Autónoma da Madeira.

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