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Sines entre os 100 maiores terminais de contentores do mundo

O Porto de Sines ocupa a 98ª posição do “World Top Container Ports 2021” da revista especializada “Container Management”. No 1º semestre de 2021 o porto registou um crescimento de 22,5%

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O Porto de Sines ocupa a 98ª posição do “World Top Container Ports 2021” da revista especializada “Container Management”. No 1º semestre de 2021 o porto registou um crescimento de 22,5%

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O Porto de Sines ocupa a 98ª posição do “World Top Container Ports 2021” da revista especializada “Container Management”. O porto português regista este ano uma subida de sete lugares no ranking, comparativamente ao ano passado.

O Terminal de Contentores de Sines (Terminal XXI) encerrou o ano de 2020 com um crescimento homólogo de 13%, com um total de 1.611.963 TEU movimentados, o que lhe permitiu subir sete posições no ranking internacional, voltando a integrar o Top 100 mundial na 98ª posição. No corrente ano, Sines mantém um forte ritmo de crescimento, fechando o primeiro semestre com um crescimento homólogo de 22,5%, prevendo-se, no final de 2021, uma movimentação total muito próxima de 1,8 milhão de TEU.

“Tendo em conta o contexto adverso que a pandemia tem vindo a impor desde o início de 2020, estes excelentes resultados atestam a resiliência e determinação de toda a Comunidade Portuária e Logística de Sines em manter e reforçar as cadeias logísticas, tendo o porto conseguido manter-se 100% operacional durante todo este período”, sublinha em comunicado a Associação Portuguesa de Portos (APP)

Este crescimento é fruto dos investimentos recentes na infraestrutura portuária. “No final de 2019, foi assinado o aditamento ao contrato entre a PSA Sines (concessionária do Terminal XXI) e a Autoridade Portuária (APS), com vista à duplicação da capacidade do terminal para 4,1 milhões de TEU. O investimento privado de 660,9 milhões de euros, por parte da PSA Sines, resultará na ampliação do cais para 1.750 metros, possibilitando a operação simultânea de quatro megacarriers. Esta obra avança a bom ritmo, cabendo à APS a obra da extensão da proteção marítima que abrange toda a parte leste do porto. Em 2020, a PSA Sines continuou a sua trajetória de investimentos, com a conversão de seis RTG (pórticos de parque) em e-RTG totalmente automatizados”, relembra a APP

A PSA e a APS têm vindo também a promover o desenvolvimento da ferrovia no acesso ao terminal, esperando-se a duplicação da operação de comboios até ao final do ano de 2021. Simultaneamente, o Governo continua a desenvolver a ligação ferroviária entre Sines e a fronteira Espanhola, potenciando a capacidade do porto para melhorar o serviço no hinterland ibérico.

No seu Plano Estratégico para os próximos dez anos, a APS prevê que a carga contentorizada continue a crescer de forma sustentada, sendo um dos objetivos primordiais que o porto atinja 8% do mercado ibérico, aumentando assim a quota de carga de e para o hinterland.

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Grupo Casais: “Design for Change é o futuro”

A Casais apresentou o primeiro relatório de sustentabilidade, documento onde o grupo reconhece que no desafio por um futuro sustentável “é imperativo que a próxima geração de edifícios incorpore uma mentalidade de projecto e obras pensados para a mudança”

O Grupo Casais apresentou esta semana o primeiro relatório de sustentabilidade. Um documento onde o CEO António Carlos Rodrigues reconhece que no desafio por um futuro sustentável para a humanidade “é imperativo que a próxima geração de edifícios incorpore uma mentalidade de projecto e obras pensados para a mudança (Design for Change), admitindo que os componentes dos edifícios são capital que não desvaloriza desde que possam ser desmontados e reutilizados, no limite evitando a necessidade de extrair mais recursos nos próximos séculos”, sustenta.

“As construções, a face visível das nossas acções e decisões, serão o espelho da mudança nos nossos comportamentos”, de acordo com António Carlos Rodrigues, que assumiu os compromissos do grupo em matéria de sustentabilidade perante uma audiência que contou com o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio e o Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta.

“No Grupo Casais acreditamos que temos um papel preponderante na construção das sociedades e no futuro das comunidades. Por isso, temos vindo a reforçar o compromisso com a sustentabilidade dos nossos clientes, colaboradores e demais comunidades, contribuindo assim para os pilares de uma sociedade equilibrada e alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, defende o CEO do grupo.

Neste relatório de sustentabilidade, o grupo assume compromissos claros e objectivos, de entre os quais se destaca, por exemplo, o compromisso de incorporar critérios ESG (Ambiental, Social e Governance) em todos os investimentos significativos e na avaliação para a aceitação de grandes projectos. O Grupo Casais assume também o compromisso de assegurar a discriminação positiva de fornecedores e prestadores de serviços com base na proximidade ao local de construção.

A apresentação do relatório de sustentabilidade teve lugar no Mosteiro de Tibães, em Braga, numa cerimónia que também serviu, igualmente, para assinalar a adesão do grupo ao GRACE – Empresas Responsáveis, uma associação empresarial de utilidade pública, sem fins lucrativos, que actua nas áreas da Responsabilidade Social e Sustentabilidade.

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Novaxia Investissement vai desenvolver projecto multiusos na Amadora

Com uma área de cerca de 72.000 m2, tem um potencial construtivo estimado de 107.000 m2 acima do solo. Para além de serviços, habitação e a construção de equipamentos diversos, os primeiros estudos propõem também a criação de espaços verdes

A Novaxia Investissement através de um dos seus fundos, adquiriu um conjunto de terrenos na zona da Amadora, concretizando o seu primeiro investimento em Portugal. O processo de negociação, estudos iniciais e introdução do investidor ao vendedor, foi efectuado pelo BNP Paribas Real Estate.

O perímetro transaccionado é composto por cinco terrenos, que até então estavam na posse do Millennium BCP, perfazendo uma área de cerca de 72.000 m2, apresentando um potencial construtivo estimado de 107.000 m2 acima do solo. Entre os vários usos permitidos, destaca-se a capacidade para a construção de serviços, habitação e equipamentos diversos, incluindo nas áreas de saúde, educação ou cultura. Os primeiros estudos propõem também a criação de muitos espaços verdes, que irão transformar radicalmente um espaço anteriormente ocupado por actividades industriais.

O activo situa-se numa localização estratégia para o concelho de Amadora e com excelentes acessibilidades, quer rodoviárias, quer da rede pública de transportes, estando bastante próximo da estação de metro Amadora Este e das estações de metro e comboio da Reboleira. A proximidade à CRIL permite também um rápido acesso às diferentes zonas das cidades da Amadora e de Lisboa. Localizado junto à freguesia de Benfica, um dos bairros residenciais mais consolidados de Lisboa, o desenvolvimento deste projecto estruturante permitirá consolidar e harmonizar a ligação entre os dois concelhos.

“Esta transacção confirma a forte procura internacional por projectos de desenvolvimento imobiliário de grande escala e surge como uma oportunidade única de renovar o stock imobiliário existente, permitindo que este seja comercializado no futuro a preços mais ajustados à capacidade da generalidade das famílias e empresas portuguesas. Este novo projecto de construção nova combina uma série de factores que tornam o seu potencial indiscutível: (i) localização junto ao limite territorial de dois dos concelhos mais relevantes do país; (ii) escala/dimensão rara na realidade destes dois centros urbanos; (iii) excelentes acessibilidades, quer a nível rodoviário quer a nível de transportes públicos”, refere Gonçalo Ponces, head of development da JLL. A consultora assessorou o Millennium BCP no processo de venda. “Mas, acima de tudo”, continua o mesmo responsável, “o futuro projecto imobiliário a nascer nestes terrenos, pela sua escala, vai dar um contributo importante para a regeneração de que este território tem sido alvo nos últimos anos, dando continuidade ao grande investimento municipal realizado numa das localizações mais estratégicas para o concelho da Amadora”, nota.

“Este é um projecto de requalificação urbana emblemático, uma especialidade da Novaxia Investissement. Em parceria com o BNPP Real Estate, a Novaxia Investissement está a realizar um dos seus primeiros projectos de requalificação urbana fora de França, tornando possível dinamizar um bairro sem alterar negativamente a natureza dos solos. A Novaxia Investissement deseja continuar a sua expansão internacional através de projectos de todas as dimensões, acompanhando sempre os seus parceiros” reforça Mathieu Descout, President da Novaxia Investissement.

“O BNPP Real Estate Portugal, actuando como promotor imobiliário multi asset class, identificou o projecto da Fábrica com um enorme potencial de desenvolvimento e procurou fazer esta parceria com a Novaxia para trazer para o concelho da Amadora uma nova centralidade ao serviço da cidade e das pessoas. Com efeito, antes da concretização desta aquisição pela Novaxia, foram realizados importantes estudos técnicos e urbanísticos em proximidade com a equipa técnica do município da Amadora e com o apoio do Mbcp e da JLL”, explicou Pedro Alves Torgo, head of BNPP Re Portugal e property development director Iberia.

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Italiana Candy Lisa entra em Portugal pela mão da Cushman & Wakefield

Para Sandra Belo, associate do Departamento de Retalho da consultora, “este espaço, junto ao Elevador de Santa Justa, tem o perfil certo para fazer jus à visão arrojada da Candy Lisa, algo em que o proprietário para quem atuamos acreditou desde o primeiro minuto”

A consultora Cushman & Wakefield apoiou a operação de entrada em Portugal da retalhista italiana Candy Lisa.

A loja abre até ao final deste verão, no Chiado, mais concretamente junto ao Elevador de Santa Justa, após a consultora imobiliária ter procedido ao arrendamento do espaço.

Fundada em 2015, a Candy Lisa é uma retalhista italiana que conta com 37 lojas, distribuídas por Itália, e algumas cidades europeias, sendo a imagem de marca do grupo italiano a doçura e harmonia dos seus doces, em conjugação com a diversão e extravagância dos desenhos animados mais icónicos.

Nesta nova loja de doces da baixa lisboeta, será possível encontrar expositores em forma de barris de madeira, inteiramente desenhados e fabricados por artesões italianos, bem como modelos de vários desenhos animados famosos, também eles feitos à mão. Os doces, são a grande estrela da companhia e prometem levar miúdos e graúdos numa viagem por diferentes cores, texturas, perfumes e sabores.

Para Sandra Belo, Associate do Departamento de Retalho da Cushman & Wakefield Portugal, “encontrar um local apropriado para abrir a primeira loja Candy Lisa em Portugal foi um desafio que aceitámos de imediato, uma vez que com esta conquista estamos a apoiar uma marca internacional, com um conceito inovador, a chegar a Portugal.” Sandra Belo acrescenta ainda que “este espaço, junto ao Elevador de Santa Justa, tem o perfil certo para fazer jus à visão arrojada da Candy Lisa, algo em que o proprietário para quem atuamos acreditou desde o primeiro minuto.”

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O potencial da pedra portuguesa sob o olhar da arquitectura

Para além de Lisboa, os sete grandes projectos de investigação e desenvolvimento realizados entre 2016 e 2022 pelo programa Primeira Pedra materializaram-se em exposições também em Londres, Milão, Nova Iorque, no Dubai, em São Paulo, Veneza e Weil am Rhein

“A “Primeira Pedra” é um programa internacional de pesquisa experimental que explora o vasto potencial da pedra portuguesa. Ao longo dos últimos seis anos, após o lançamento do projecto na 15ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza em Maio de 2016, o programa convidou alguns dos nomes nacionais e internacionais mais consagrados nas áreas do design e arquitectura a produzir peças que homenageiam a versatilidade desta matéria-prima”, explica Célia Marques, vice-presidente da Assimagra.

Parte desse resultado pode ser visto, até Setembro, no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. São mais de 70 as peças criadas no âmbito da Primeira Pedra, da autoria de 36 designers, arquitectos e artistas nacionais e internacionais, oriundos de 15 nacionalidades, que reúne os primeiros seis projectos do programa com a segunda parte das temáticas “Expanded” e “Fragile Mode Fragile”.

“Os projectos mais recentes, apresentados ao público pela primeira vez no Museu dos Coches são da autoria de vários artistas reconhecidos quer a nível nacional como internacional como é o caso do Vhils, Ai Wei Wei, Philippe Starck, Aires Mateus, Michel Rojkind, Carla Juaçaba, R2, Jonhatan Olivares, Frith Kerr e Fernanda Fragateiro, sob o tema de colecção “Fragile, Mode, Fragile”, explica Célia Marques.

A Primeira Pedra 2016 I 2022 vai, assim, interagir com o complexo museológico desenhado pelo arquitecto Paulo Mendes da Rocha, quer nos espaços exteriores, nomeadamente a grande praça, quer nos espaços interiores, “permitindo uma multiplicidade de diálogos entre passado, presente e futuro”.
“O projecto Primeira Pedra é um projecto que alia design, inovação e qualidade às competências existentes no sector da pedra natural, a nível nacional. para o fortalecimento do valor da pedra portuguesa e da indústria que agrega nos patamares mais competitivos do mercado internacional, reforçando a imagem internacional de Portugal. A incorporação de design nas vertentes estratégicas de produto e de comunicação tem, no Projecto Primeira Pedra, um papel fundamental para optimizar o potencial da indústria extractiva e transformadora de pedra natural. Cada vez mais, é necessário fazer bem e diferente e, simultaneamente, comunicar entre os que são os principais protagonistas – arquitectos, designers e artistas – e os mais importantes media e opinion makers, numa perspectiva de internacionalização e utilização de networks globais”, avança Célia Marques.

Para além de Lisboa, os sete grandes projectos de investigação e desenvolvimento realizados entre 2016 e 2022 pelo programa Primeira Pedra materializaram-se em exposições também em Londres, Milão, Nova Iorque, no Dubai, em São Paulo, Veneza e Weil am Rhein.

Sete anos depois o balanço não podia ser mais positivo, como sublinha a vice-presidente da Assimagra. “Esta iniciativa permitiu a aliança entre a indústria e o design através do desenvolvimento de mais de 70 aplicações da pedra, que desde 2016, em duas edições de projecto, enaltecem a qualidade, durabilidade, versatilidade e a elegância cromática da pedra natural nacional e a ampla indústria que está ligada à sua extracção e transformação. Esta iniciativa, desde o seu início, teve um grande impacto nacional e internacional, tanto que a iniciativa Primeira Pedra, tem hoje um reconhecimento internacional parte de países que não nossos competidores, como a Itália, Brasil, através das associações sectoriais desses países, como exemplo da excelência de promoção do sector e de um país. Para além deste reconhecimento pelos “pares”, há ainda o enorme impacto directo junto dos autores que estiveram envolvidos e que, pelo reconhecimento internacional do seu trabalho, são actualmente autênticos embaixadores desta iniciativa e da pedra portuguesa. Contudo, o impacto não se fecha apenas juntos destes autores, mas também, junto de toda a comunidade criativa, sejam eles arquitectos, designers de produto, designers gráficos e artistas. De fundamental importância importa referir ainda o impacto directo ao nível sectorial e industrial, de todo um sector que é hoje amplamente reconhecido pela sua capacidade de fazer acontecer esta iniciativa tão distinta e distintiva”, aponta Célia Marques.

“Este esforço de internacionalização, conjugado com uma campanha de comunicação, transversal a todo o projecto, permitiu gerar novas relações entre a utilização, a produção e a criatividade. Os resultados atingidos demonstram não só um reforço significativo da imagem e do valor da pedra portuguesa, colocando-a na faixa dos “trendy materials”, como um estímulo ao aparecimento de novas oportunidades de novos projectos e novos negócios para este sector de actividade”, acrescenta a vice-presidente da Assimagra.

Este não é um capítulo que se encerra, antes pelo contrário. “Estão a ser preparadas algumas novidades, as quais serão divulgadas oportunamente após o fim da exposição, a 25 de Setembro”, revela Célia Marques.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Consumo de cimento aumenta 4,3% até Maio

Os dados revelados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que constam da mais recente síntese da Habitação, mostram que relativamente à evolução do licenciamento emitido pelas Câmaras Municipais para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais verifica-se, nos primeiros cinco meses do ano, um incremento de 0,6%

Até final de maio, o consumo de cimento no mercado nacional atingiu 1.658 milhares de toneladas, ou seja, mais 4,3% face ao apurado em igual período de 2021, o que corresponde a um aumento de 0,5 pontos percentuais face à variação homóloga acumulada verificada no mês de abril.

Os dados revelados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), que constam da mais recente síntese da Habitação, mostram que relativamente à evolução do licenciamento emitido pelas Câmaras Municipais para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais verifica-se, nos primeiros cinco meses do ano, um incremento de 0,6% em termos homólogos. O número de fogos licenciados em construções novas apresenta, neste período, uma variação homóloga positiva de 5%, para um total de 13.293.

No que diz respeito à evolução do crédito concedido por parte das instituições financeiras assiste-se a um crescimento, em termos homólogos até maio, de 19% no montante de novo crédito concedido à habitação, o qual representa 6.998 milhões de euros. Por sua vez, o valor mediano da avaliação da habitação para efeitos de concessão de crédito apresenta, em maio, uma variação de 13,9%, a qual resulta de variações de 15,3% nos apartamentos e de 9,1% nas moradias.

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O novo Hospital de Lisboa, o quarteirão do Palácio Ford e o dossier Cozinhas e Casas-de-Banho no CONSTRUIR 463

A adjudicação do novo Hospital de Lisboa Oriental em destaque numa edição onde lhe mostramos o concurso de ideias para um quarteirão no Porto. A NUMA entra no mercado português e tem plano de expansão, isto numa edição onde lhe damos conta das tendências no segmento das Cozinhas e Casas-de-Banho. Mas há muito mais para ler

Hospital de Lisboa Oriental concluído até 2026
A Mota-Engil integra o consórcio a quem o Governo entregou a construção do novo Hospital Oriental de Lisboa, uma intervenção que vai nascer num terreno em Marvila e que terá uma capacidade para 875 camas. A obra será executada em regime público-privado e resulta de um processo lançado em 2017, com um preço base fixado em 334,5 milhões de euros

Iberdrola apresenta Gigabateria do Tâmega
Com um investimento de mais de 1.500 milhões de euros, a gigabateria terá capacidade para produzir 1.158 MW e armazenar a energia consumida por 11 milhões de pessoas por dia

Ordem apoia concurso para quarteirão no Porto
A IME lançou um concurso de ideias com vista à recuperação de um emblemático quarteirão na cidade do Porto. A Ordem presta assessoria a esta iniciativa, que tem um prémio de 30 mil euros

NUMA entra no mercado português
O edifício que durante décadas serviu de sede à Federação Portuguesa de Futebol será convertido no primeiro hotel digital do Grupo NUMA em Portugal. Expansão para o Porto está em agenda

Dossier: Cozinhas e Casas-de-Banho
As tendências são profundamente marcadas por linhas orgânicas, naturais com privilégio por materiais nobres mas já acompanhadas pela incorporação cada vez maior de tecnologia

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REVIVE lança concurso para exploração da 7ª Bataria do Outão em Setúbal

O imóvel, o 28.º imóvel colocado a concurso no âmbito do REVIVE, será concessionado por 50 anos para exploração com fins turísticos, por uma renda mínima anual de 130.987,32 euros

Os investidores interessados terão um prazo de 120 dias para apresentação de propostas que, além da recuperação do imóvel, promovam a sua valorização através da exploração turística.

A 7.ª Bateria do Outão foi um dos 16 imóveis integrados na segunda fase do programa REVIVE, uma iniciativa das áreas governativas da economia, da cultura, das finanças e da defesa, que conta com a colaboração das autarquias locais e pretende recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atractividade dos destinos regionais.

O programa foi lançado em 2016 com um lote inicial de 33 imóveis, tendo, em 2019, sido integrados mais 16 imóveis. Já em 2021 foram incluídos 3 novos imóveis de um terceiro lote que será anunciado até ao final do ano corrente. Integra, actualmente, um total de 52 imóveis, 23 deles situados em territórios de baixa densidade.

O lançamento deste concurso foi assinalado com uma sessão pública no imóvel a concessionar, a qual contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Setúbal e da Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

A propósito da iniciativa, Rita Marques sublinhou que “as características da 7.ª Bateria do Outão, em concreto, o seu legado histórico e a sua relação com o Mar, ajudarão certamente a consolidar uma oferta de Turismo Militar em Portugal relacionado com a nossa costa Atlântica, contribuindo consequentemente para a concretização dos objectivos da ET 2027 e para reforçar internacionalmente o nosso posicionamento enquanto destino turístico”.
Para se perceber a importância histórica deste imóvel, refira-se que, após a Segunda Guerra Mundial, uma comissão luso-britânica desenvolveu um plano de defesa costeira da região de Lisboa, conhecido por “Plano Barron”, que, entre 1948 e 1958, tornou operacionais as baterias fixas instaladas ao longo das margens dos rios Tejo e Sado e da Península de Setúbal.

Localizada na encosta da Serra da Arrábida, a 7.ª Bateria do Outão era o sétimo reduto de defesa da costa marítima portuguesa, dando protecção à foz do rio Sado e reforçando o poder de fogo das 6.ª e 8.ª baterias. Ficou operacional em 1954, constituída por 3 baterias de 152mm da marca Vickers (de fabrico inglês, com um alcance de cerca de 35 km), pelo antigo Forte Velho de Outão e pelo aquartelamento construído no Forte. Cessou actividade em 1998, encontrando-se sem utilização desde o seu encerramento e desmantelamento.

Este imóvel constitui um verdadeiro espólio da história militar, que deve ser preservado e valorizado. A localização privilegiada, com fantásticas vistas para o estuário do Sado, a península de Tróia e a serra da Arrábida, constitui uma mais-valia para o desenvolvimento de um projecto turístico.
Colocada a concurso no âmbito do Revive, a 7.ª Bataria da Costa tem, juntamente com o Forte Velho do Outão, uma área bruta de construção de 6909 metros quadrados e, se o equipamento a instalar for uma unidade hoteleira, permitirá um número estimado de 35 quartos.

O programa REVIVE integra actualmente 52 imóveis e está previsto o lançamento de uma terceira fase a curto prazo, com um novo conjunto de imóveis que tem vindo a ser identificado pelas autarquias e pelas entidades regionais.
Há 18 contratos assinados, para um investimento global de cerca de 131 milhões de euros, com rendas anuais decorrentes destas concessões no valor de cerca de 2,3 milhões de euros. Destes 18 projectos, o Convento de São Paulo, em Elvas, e a Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, já estão em exploração.

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Fixando: 51% dos pedidos feitos na plataforma não têm qualquer resposta e preços vão aumentar 9% no 3º trimestre

Os profissionais de remodelações e reparações para casa não conseguem dar resposta a cerca de metade dos pedidos dos portugueses, revela um estudo da APP Fixando a mais de 160 mil pedidos realizados na plataforma, que alerta ainda para um aumento dos preços praticados pelo sector na ordem dos 9%, no terceiro trimestre do ano

A partir da mesma análise, a Fixando estima que ascenda a 51% a percentagem de clientes que não consegue encontrar especialistas deste sector disponíveis, no terceiro trimestre do ano.

“Este paradigma é causado por dois importantes factores: por um lado, a escassez de especialistas qualificados nestas áreas, derivada da falta de incentivos à formação profissional e, por outro lado, do aumento da procura que se verifica num cenário pós-pandemia, devido ao adiamento de projectos durante os períodos de confinamento”, explica Alice Nunes, directora de Novos Negócios da Fixando.

Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2022, registou-se um aumento de 8% nos preços praticados no sector, e a mesma responsável aponta que, para além da pouca mão de obra disponível, a escassez e aumento do preço das matérias-primas e os atrasos na entrega de materiais contribuíram para esta situação.

Diversas áreas registaram aumentos de preços mais acentuados, evidenciando-se os serviços de electricidade (+9%) e construção (14%), com a Fixando a alertar para um aumento na ordem dos 9% no terceiro trimestre, devido à inflação e à sazonalidade, que diminui a oferta e aumenta a procura durante o período de férias.

A Fixando estima que os especialistas inscritos na APP ultrapassem os 5M€ de facturação no terceiro trimestre do ano, um valor que não se registava desde 2020, e que confirma a tendência de aumento da procura por estes serviços. A aplicação liga clientes a especialistas em todos os serviços. No mercado nacional desde 2017, através do seu website e aplicação conta com mais de 50.000 especialistas, pequenas empresas e freelancers, inscritos.

Falta de mão de obra preocupa sector

Quase metade (49%) dos especialistas inquiridos pela Fixando afirma que a falta de mão de obra está a afectar o seu negócio, pois a dificuldade em contratar pessoas qualificadas para trabalhar acaba por impossibilitar o cumprimento de prazos ou mesmo o cancelamento de serviços.
Dos especialistas entrevistados, 32% assume ter que recusar serviços devido a este problema, o que acaba por causar quebras nos lucros a 67% destes negócios.
Entre os principais motivos apontados para a escassez de mão de obra no sector estão a falta de profissionais com qualificações (55%), os ganhos reduzidos (44%) e as condições de trabalho pouco apelativas (24%).
No que toca à escassez de matérias-primas, esta afecta 44% dos negócios, e as principais consequências apontadas pelos profissionais são o aumento de preços para o consumidor final (50%), a diminuição da percentagem de lucro (48%), a recusa de trabalhos (21%) e o adiamento (11%).

Alice Nunes refere que as soluções apontadas pelo sector para estes problemas passam por “melhores salários, aposta em formação e qualificação de pessoas nestas áreas e reduzir a dependência de fornecedores externos no que toca às matérias-primas, privilegiando a produção nacional”, refere.

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Coimbra: Grupo FCC vai construir Parque de Oficinas para a Metro do Mondego

A empreitada terá um prazo de execução de cerca de 15 meses, com a construção do PMO a decorre em Sobral de Ceira, nos limites do concelho de Coimbra, numa área de dois hectares

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A Metro Mondego adjudicou a duas empresas do grupo espanhol FCC a construção do Parque de Material e Oficinas (PMO) do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), por 6,6 milhões de euros, foi anunciado.

A obra foi adjudicada às empresas Ramalho Rosa Cobetar, com sede em Lisboa, e Convensa, com sede em Barcelona, ambas pertencentes ao grupo espanhol FCC, afirmou a dona da obra. A Ramalho Rosa Cobetar e a Convensa são também responsáveis pelo troço urbano do SMM entre a Portagem e Coimbra-B, empreitada no valor de quase 34 milhões de euros.

O grupo tem ganhado diversos concursos lançados pela Infraestruturas de Portugal ao longo dos últimos anos para intervenções quer em ferrovia quer em estradas rodoviárias.

A empreitada terá um prazo de execução de cerca de 15 meses, com a construção do PMO a decorre em Sobral de Ceira, nos limites do concelho de Coimbra, numa área de dois hectares entre a Rua da Capela e o canal do ‘metrobus’, explicou a Metro Mondego.

Naquele terreno, serão construídos o edifício administrativo, que inclui o Posto de Comando Central do sistema e área administrativa de apoio à operação e manutenção, edifício oficinal e áreas de armazém, assim como áreas técnicas, incluindo o posto de transformação.

Para além disso, está também previsto um depósito de água para combate a incêndios, acessos à via rodoviária municipal e ao canal do ‘metrobus’, assim como área de estacionamento para os veículos que vão operar no SMM.

“O Posto de Comando Central tem como funções, entre outras, a programação das escalas de serviço, o controlo remoto da operação, a informação ao público, a videovigilância e a monitorização das infraestruturas”, aclarou a Metro Mondego.

O SMM “consiste na implementação de um ‘metrobus’, utilizando veículos elétricos a baterias que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra”, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo, numa extensão de 42 quilómetros.

A operação entre a Portagem (Coimbra) e Serpins deverá arrancar no primeiro trimestre de 2024 e a o troço urbano no final desse mesmo ano.

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CERTIF estabelece acordo com CARES para atribuição da Marcação UKCA

A CERTIF estabeleceu um acordo com o CARES, organismo britânico líder mundial na certificação de aços para construção, com vista à atribuição da marcação UKCA

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A CERTIF, líder em Portugal na certificação de produtos e, também, na Marcação CE para produtos de construção, estabeleceu um acordo com o CARES, organismo britânico líder mundial na certificação de aços para construção, com vista à atribuição da marcação UKCA a qual, em consequência do BREXIT, vai substituir a marcação CE no Reino Unido e tornar-se indispensável à circulação de produtos naquele espaço económico.

Este acordo agora assinado entre o CARES e a CERTIF sucede a um outro já anteriormente assinado com o BBA e foi estabelecido com o objectivo de alargar o âmbito dos produtos que poderão aceder à marcação UKCA. Estes acordos permitem que um cliente da CERTIF que tenha já a marcação CE e pretenda exportar para o Reino Unido possa aceder mais facilmente à marcação UKCA, obrigatória para os produtos da construção constantes da respectiva lista, que é semelhante à do Regulamento dos Produtos da Construção.

Nos termos dos acordos, as auditorias realizadas pela CERTIF são aceites pelo CARES e BBA, havendo apenas a pagar custos relativos ao acompanhamento e análise da documentação técnica.

O período de transição termina no final do ano e, a partir de 1 de Janeiro de 2023, deixará de ser reconhecida a marcação CE e apenas produtos com a marcação UKCA poderão entrar.

Embora o Reino Unido produza a maior parte dos produtos de construção que utiliza, dados de 2017 mostravam que 60% dos produtos importados eram provenientes da União Europeia. Para várias empresas clientes da CERTIF este é um mercado com interesse e, por isso, a preocupação em estabelecer acordos que facilitem futuros negócios.

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