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Ministro do Ambiente e da Acção Climática, Matos Fernandes, na conferência internacional de financiadores, Maputo

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Portugal apoia abastecimento de água em Moçambique com 1M€

Portugal vai contribuir com um milhão de euros para apoiar Moçambique na realização dos estudos necessários à viabilização do plano de expansão do abastecimento de água do país

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Ministro do Ambiente e da Acção Climática, Matos Fernandes, na conferência internacional de financiadores, Maputo

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O Ministro do Ambiente e da Acção Climática, Matos Fernandes, afirmou a abertura de Portugal para partilhar experiências com Moçambique na expansão dos sistemas de abastecimento de água no país, à margem da conferência internacional de financiadores que se realizou em Maputo.

Ao longo dos próximos 10 anos o plano de expansão dos sistemas de abastecimento de água em Moçambique prevê um investimento de 1,5 mil milhões de euros na construção e modernização de infraestruturas com o objectivo de garantir um acesso mais universal à água. Portugal está disposto a contribuir com um milhão de euros para, ao longo dos próximos três anos, apoiar Moçambique na realização dos estudos necessários à viabilização do plano.

Em Moçambique para participar na Conferência Internacional de Financiadores que se realizou no início da semana, o ministro português do Ambiente e da Acção Climática, Matos Fernandes, referiu “que a experiência que Portugal adquiriu com a transformação do sector nos últimos 25 anos será partilhada com Moçambique, embora seja importante perceber que as realidades e desafios são diferentes”. “As questões ambientais estão sempre ligadas aos territórios e não há dois territórios iguais”, sublinhou.

Portugal vai ainda apoiar dois outros projectos em Moçambique: 150 mil euros serão destinados à reserva de elefantes de Maputo, da responsabilidade do Serviço de Parques e Reservas de Moçambique, e outros 150 mil euros vão para a recuperação dos mangais de Marromeu, a cargo do Parque da Gorongosa.

Matos Fernandes relembrou que, em 2017, quando teve início o Fundo Ambiental português, o país manifestou a intenção de financiar projectos nos países africanos lusófonos e em Timor-Leste, valor que ultrapassou este ano 11,5 milhões de euros. Destes, 1,8 milhões foram investidos em Moçambique. O apoio foi canalizado para sete projectos de reforço ao abastecimento de água na província de Maputo.

Até 2026 Portugal conta investir outros 20 milhões de euros para a cooperação no domínio ambiental e do combate às alterações climáticas.

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“The Clothed Home” ou como estavam “vestidas” as casas dos nossos antepassados

A exposição de origem polaca “The Clothed Home: Tuning In To The Seasonal Imagination” evoca rituais de relação com o mundo natural e reflexão do ritmo das mudanças sazonais

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A exposição ‘The Clothed Home: Tuning In To the Seasonal Imagination’ está patente até ao final do mês de Novembro na Trienal de Arquitectura de Lisboa e explora as formas como os têxteis têm sido utilizados para reflectir o ritmo das mudanças sazonais nos interiores domésticos.

A ideia da exposição polaca, criada em 2021, revela uma surpreendente actualidade. Cada vez mais se começa a procurar formas de adaptar os interiores ao inverno que se aproxima – não só no contexto decorativo, mas também para fornecer isolamento adicional. Assim, a atenção volta-se para a sazonalidade, até há pouco tempo considerada parte marginal da vida, mas que agora se sente cada vez mais o seu impacto.

Enraizada nas antigas tradições têxteis polacas e nos rituais domésticos, a exposição procura restabelecer e cultivar uma relação mais atenta com o mundo natural e as suas contínuas mudanças. Na era pré-elétrica, antes que a acessibilidade do aquecimento central e do ar condicionado tornasse os moradores acostumados às condições externas, as casas funcionavam como ressoadores, ajudando-os a sentir o ritmo cíclico do ano.

Inspirações e soluções para as casas podem ser encontradas na tradição polaca dos têxteis, que é explorada e exibida pela “The Clothed Home”. A exposição recorda como estavam “vestidas” as casas dos nossos antepassados, utilizando as tradições dos desenhos têxteis polacos anteriores à era da electricidade.

Os criadores de kilins tecidos à mão, revestimentos de parede e tecto, tapetes e outros têxteis utilizados para design de interiores, usam o significado e a temperatura das cores para recriá-los. Assim, indicam o ritmo que outrora foi marcado pelo ciclo das estações. A visualização destas salas “vestidas”, executadas por Alicja Bielawska, uma artista que cria obras espaciais com tecidos, inspira a re-sintonizar os ciclos da natureza e a refletir sobre o seu lugar no presente.

Małgorzata Kuciewicz e Simone De Iacobis do grupo Centrala – um estúdio de arquitectura e pesquisa de Varsóvia que lida com reinterpretações e intervenções espaciais destinadas a renovar a linguagem da arquitectura – são responsáveis pelo conceito e design da exposição. A curadora da exposição é Aleksandra Kędziorek, e a identidade visual foi desenhada por Anna Kulachek.

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As instalações dos Aires Mateus para a Bienal de Veneza em livro

A apresentação do livro “Aires Mateus Architectural Terrains Five Investigations” é uma iniciativa da Livraria A+A e da editora Architangle e tem lugar no CCB no próximo dia 15 de Novembro

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A Livraria A+A e a editora Architangle apresentam, no próximo dia 15 de Novembro, o livro “Aires Mateus Architectural Terrains Five Investigations”. A iniciativa terá lugar na Garagem Sul, do Centro Cultural de Belém e será apresentada por Delfim Sardo.

Esta edição, que apresenta as cinco instalações de arquitectura criadas para a Bienal de Veneza pelos arquitectos Aires Mateus durante a última década, está dividida em cinco volumes singulares. Cada um dos quais dedicado a uma das cinco instalações e que reflectem como nelas o espaço é retratado de uma forma sensitiva, poética e até matemática.

Cada instalação possui um pequeno ensaio, escrito por filósofos, arquitectos e um crítico de arte, nomeadamente Ricardo Carvalho, Nuno Crespo, Sofia Pinto Basto, Paulo Pires do Vale e ainda Delfim Sardo. Inclui, ainda, textos introdutórios de Francisco e Manuel Aires Mateus.

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2M€ para a eficiência energética de instalações desportivas

Vai ser lançada a 7ª edição do Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas (PRID), programa que terá uma dotação de dois milhões de euros e que em 2023 visará exclusivamente o apoio a projectos de melhoria da eficiência energética destas infraestruturas

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Dado o contexto geopolítico e ambiental que actualmente se atravessa, mas também a urgência do combate às alterações climáticas, decidiu-se que o 7º PRID, gerido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), seria totalmente canalizado para apoiar os clubes na racionalização do uso de energia, de água e gás, tal como já havia sido anunciado pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto na audição parlamentar da Comissão de Orçamento e Finanças, no dia 28 de Outubro. As candidaturas serão abertas durante o mês de Janeiro de 2023.

O IPDJ já tinha publicado um conjunto de recomendações aos proprietários/gestores de instalações desportivas de forma a minimizar o impacto dos aumentos dos custos energéticos, consequentes da referida conjuntura (que pode ser consultado neste link). Com a próxima edição, será também proporcionada formação nestas matérias aos clubes.

Algumas das recomendações estruturais podem servir de guia para a apresentação de projectos ao PRID 2023, designadamente, entre outras: a reconversão dos sistemas de iluminação tradicionais para sistemas de tecnologia LED, tanto nas instalações de apoio como nas Instalações Desportivas; instalação de meios de energia renovável, por exemplo, painéis fotovoltaicos entre outros, para produção de energia para autoconsumo, sempre que tal se afigure viável; e instalação de sistemas solar térmico para produção de Águas Quentes Sanitárias (AQS).

O PRID é direccionado a clubes e associações desportivas de Portugal continental e destina-se a promover a requalificação das instalações desportivas ao serviço das comunidades, com o principal objectivo de melhorar as condições de prática desportiva.

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Investimento de 120M€ no Terminal de Contentores Alcântara apresentado esta sexta-feira

A Yilport Ibéria, concessionária do terminal, vai apresentar o investimento de 123 milhões de euros realizado na reconversão e expansão do Terminal de Contentores de Alcântara e onde se inclui a instalação de quatro novas gruas

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O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, marcará presença na apresentação pública do Investimento de Modernização do Terminal de Contentores de Alcântara, da gestora portuária Yilport Liscont, que se realiza no próximo dia 10 de Novembro, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa. O projecto de investimento de cerca de 123 milhões de euros inclui quatro novas gruas que chegaram no primeiro dia de 2022.

O evento tem como objectivo revelar o investimento privado de reconversão e expansão que foi feito no Terminal de Contentores de Alcântara, e no qual se inclui a instalação de quatro novas gruas, fabricadas pela empresa japonesa Mitsui, que chegaram a Lisboa, vindas do porto japonês de Oita, no dia 1 de Janeiro de 2022. O investimento engloba seis E-RTG (eléctricos e com operação remota), ECO – Reach Stackers, repavimentação de todo o pátio de contentores e novos edifícios: um para operações/manutenção e outro para inspecções de alfândega e PIF.

Este investimento permitiu introduzir melhorias significativas não só a nível ambiental, como no incremento de segurança das operações quer para os próprios trabalhadores, como para todos aqueles que diariamente prestam a sua actividade no terminal. Em específico, as novas gruas, totalmente eléctricas, vêm possibilitar a movimentação de mercadorias com menores impactos, nomeadamente a diminuição das emissões de CO2 durante as operações.
Estima-se que esta modernização permita aumentar a capacidade de recepção de navios de maior dimensão, reduzir os custos de transporte na cadeia logística, com ganhos nas exportações nacionais e assim atrair mais carga para serem movimentadas em Portugal.

“Este investimento terá um retorno muito revelante para a economia nacional e o hinterland do Porto de Lisboa. Vai permitir diminuir significativamente a emissão de CO2 e contribuir para a sustentabilidade ambiental da operação portuária. De igual forma, a operação remota e semi-automática de equipamentos vai melhorar as condições de trabalho e segurança dos nossos trabalhadores. Finalmente é nossa convicção que o investimento na modernização desta infraestrutura portuaria vai atrair novos serviços e escalas directas transatlânticas para o Porto de Lisboa, que vão por si só alavancar a vocação exportadora da economia nacional”, explica Nuno David Silva, director geral regional da Yilport Ibéria.

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LUMINO coloca 7 unidades de retalho no mercado

Cushman & Wakefield foi escolhida pelo LUMINO para a comercialização de sete lojas destinadas ao retalho, sendo este um empreendimento de uso misto, constituído por habitação de gama alta, uma residência de estudantes e uma componente de comércio, desenvolvido pela TPG Real Estate e pela Round Hill Capital

O LUMINO é considerado um dos maiores investimentos imobiliários privados em construção no centro de Lisboa, arrancou em Fevereiro de 2020 e está situado num terreno de 20.000 m², onde funcionava a antiga cervejaria “Estrela”. O empreendimento totaliza 40.000 m² de área construída, 27.000 m² dos quais dedicados a habitação, 10.000 m² a residências de estudantes e cerca de 1.000 m² a espaços de retalho. Com vista para o icónico Campo Pequeno, e para um grande jardim interior, o LUMINO promete trazer uma nova vida a este histórico bairro.

As sete unidades de retalho que estão a ser comercializadas pela Cushman & Wakefield, localizadas em plena zona prime, – com espaços entre 48 e 415 m² – beneficiam da proximidade ao Campo Pequeno, bem como a importantes pontos da cidade, como a Avenida da República ou o Saldanha, onde se concentram Hotéis, Escritórios e comércio local. Estas lojas vêm, assim, dar resposta à procura gerada pelo próprio LUMINO, respondendo às necessidades dos residentes dos cerca de 300 novos apartamentos e 380 quartos para estudantes.

“O Campo Pequeno tem-se vindo a afirmar como uma localização trendy da cidade e estas lojas vêm reforçar a resposta às necessidades diárias de quem por lá habita ou trabalha. Esta é também uma oportunidade para o investimento no comércio de proximidade, sendo esta uma tendência cada vez mais relevante no panorama do retalho”, afirma Sandra Campos, partner e directora do departamento de retalho da Cushman & Wakefield.

Desta forma, o LUMINO pretende satisfazer todas as necessidades quer sejam de âmbito laboral, social ou lazer afirmando-se como um destino de Lifestyle.

“A comercialização destas lojas vem reforçar o posicionamento do LUMINO como um novo empreendimento âncora de uso misto no centro da cidade de Lisboa, com espaços de retalho que complementam e acrescentam valor à restante oferta, beneficiando de uma grande exposição e localização privilegiada, servida por espaços verdes, estacionamento e
excelentes acessos, dando assim resposta às necessidades da comunidade envolvente, ao mesmo tempo que trarão certamente uma nova dinâmica ao comércio de rua numa das zonas mais emblemáticas da capital, como é o Campo Pequeno“, acrescenta João Pita, country lead da Round Hill Capital em Portugal.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Apresentação do projecto Turismo & Arquitectura I Plataforma Tours

A Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos, vai receber no próximo dia 11 de Novembro a apresentação do Projecto Turismo & Arquitectura I Plataforma Tours

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A Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos, vai receber no próximo dia 11 de Novembro a apresentação do Projecto Turismo & Arquitectura I Plataforma Tours.

A Plataforma Tours é uma componente do Programa “Turismo & Arquitectura” que resulta
de uma parceria entre a Casa da Arquitectura e o Turismo de Portugal.

O director-executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, e o Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, farão a apresentação do projecto. O encerramento da sessão será feita pela Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques.

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Bondstone reforça equipa com nova directora de marketing e vendas

Inês Cabral, a mais recente contratação da Bondstone, Private Equity especializada em desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários em Portugal

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A nova directora de marketing e vendas da Bondstone tem a seu cargo toda a estratégia de posicionamento de marca na atracção de investidores como de desenvolvimento dos projectos imobiliários em carteira.

Licenciada em economia pelo ISEG com mestrado em marketing management pelo INDEG, conta com 11 anos de experiência no sector imobiliário, tendo já passado pelos sectores dos centro comerciais, aeroportos e escritórios, sempre na área do marketing e desenvolvimento de negócio.

“Estou muito entusiasmada por abraçar este novo desafio com a Bondstone . Ambiciono não só atrair a atenção de investidores que acreditam no potencial que Portugal tem no mercado do real estate como de dar a conhecer todos os projectos que estamos a desenvolver, projectos esses que não só contribuem para o desenvolvimento das nossas cidades como de maximizar o bem estar de quem escolhe viver em Portugal”, afirma.

Paulo Loureiro, CEO da Bondstone acrescenta “é com muito agrado que a Inês se junta à equipa da Bondstone, nesta função que tem um papel crítico e fundamental neste novo ciclo do mercado português de mobilização de capital que a nossa empresa intenciona investir no mercado Português nos próximos anos.”

A Bondstone, private equity especializada no desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários em Portugal, em diversos segmentos integra na sua estrutura a Louvre Properties que desenvolveu durante os últimos anos diversos projectos residenciais de referência em Lisboa. 

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Caminhos para cumprir o PRR na Habitação

Conferência Internacional em Lisboa debate soluções para a execução dos fundos de recuperação disponibilizados pela União Europeia

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A Câmara Municipal de Lisboa, a Housing Europe, a Gebalis e a Associação Portuguesa de Habitação Municipal organizam nos dias 10 e 11 de Novembro a Conferência Internacional “Social Housing and the Recovery Plans – pathways to solutions”, que decorrerá no Fórum Lisboa.

Na conferência serão apresentados os Planos de Recuperação e Resiliência de diversos países no âmbito da habitação pública, nas suas várias vertentes, desde a construção de novas habitações, à melhoria da eficiência energética dos edifícios ou a inclusão habitacional. Estarão presentes representantes das instituições europeias que apresentarão o enquadramento deste fundo financeiro e a sua conjugação com outros fundos disponibilizados pela União Europeia.
Num momento em que cresce a indefinição e a incerteza sobre a capacidade dos países cumprirem os planos aprovados – face às múltiplas adversidades a nível europeu e mundial que têm surgido –, e estando em discussão a necessidade e a possibilidade de alterar ou adaptar os planos para que sejam exequíveis, a conferência Social Housing ganha especial relevância.

Portugal destaca-se no conjunto dos planos de recuperação e resiliência apresentados pelos vários países europeus pelo grande investimento na construção de habitações acessíveis, sofrendo, no entanto, as consequências da escalada de preços da construção, escassez de matérias-primas e, até, pela inexistência de uma indústria de construção com dimensão para responder a estes objectivos.

Neste sentido, a conferência porá o foco sobre a necessidade de monitorização contínua dos Planos de Recuperação e Resiliência nacionais, num evento que é, além de um momento de partilha, um encontro de oportunidade.

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Delegação moçambicana acompanhou formandos no CICCOPN

A formação profissional de jovens moçambicanos no sector da construção civil e obras públicas em Portugal surge depois do acordo assinado em 2021 entre o Governo moçambicano e o CICCOPN

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O Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (CICCOPN) recebeu a visita de uma delegação composta por Agostinho Milton, Cônsul-Geral de Moçambique no Porto e Zona Norte de Portugal, e Carla Caomba, Directora-Geral do Instituto de Bolsas de Estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República de Moçambique.

A visita teve lugar na sequência do programa de colaboração rubricado em 2021, no âmbito da formação profissional de jovens moçambicanos no sector da construção civil e obras públicas, entre o Instituto de Bolsas de Estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República de Moçambique e o CICCOPN.

À margem da visita, Carla Caomba explicou que “esta oportunidade é única para os jovens, complementando aqueles que são os esforços do Governo de Moçambique na formação do capital humano e social, sobretudo na componente técnico-profissional”.

Depois de uma visita ao Centro, Carla Caomba referiu ainda que “o feedback dos formandos é muito positivo, por causa das instalações, mas também pela recepção acolhedora de todos no CICCOPN, fazendo com que estes jovens oriundos das várias províncias de Moçambique se sintam em casa”.

Já no final da visita, a delegação saudou e felicitou os 37 novos formandos, que chegaram de Moçambique a 2 de Novembro deste ano e que agora terão a oportunidade de estudar em Portugal, com bolsas de estudo que garantem benefícios idênticos aos dos formandos portugueses.

Estes jovens poderão levar o conhecimento de volta para o país de origem ou, se preferirem, poderão integrar o sector da Construção em Portugal, com condições e salários dignos. No momento da realização do estágio, que é parte integrante da formação, os jovens poderão escolher entre empresas a operar em Portugal e empresas portuguesas com operações em Moçambique.

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MNAC; Museu do Chiado; Museu Nacional de Arte Contemporâ nea do Chiado; Rie Candelários; Intervensão; Fachada do Edificio; Pires Vieira; Artista; Lisboa; © Hugo David 2021;

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Estrangeiros de 60 países adquiriram 403 M€ em habitação na ARU de Lisboa no 1º semestre de 2022

O montante investido por estrangeiros neste período fica em linha com os níveis médios semestrais dos últimos três anos, posicionados entre os 360 e os 390 milhões de euros. Não obstante, exibe uma redução de 32% face ao semestre anterior

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Nos primeiros seis meses de 2022, os estrangeiros compraram cerca de 790 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa num total de 403 milhões de euros de investimento. Neste período, o ticket médio de investimento dos estrangeiros foi de 509,0 mil euros e as aquisições foram concretizadas por compradores oriundos de 60 países diferentes. Os dados são apurados pela Confidencial Imobiliário e abrangem transacções de habitação concretizadas por particulares na ARU de Lisboa.

O montante investido por estrangeiros neste período fica em linha com os níveis médios semestrais dos últimos três anos, posicionados entre os 360 e os 390 milhões de euros. Não obstante, exibe uma redução de 32% face ao semestre anterior, mas este período registou um investimento recorde de 592,5 milhões de euros, reflectindo uma antecipação das aquisições devido às alterações nos critérios de elegibilidade dos vistos gold, em Janeiro seguinte.

No 1º semestre do ano, 56% do montante internacional foi investido por cinco nacionalidades. Os franceses foram os compradores mais activos, investindo 71,6 milhões de euros, o equivalente a 18% do montante internacional, seguidos dos norte-americanos, que aplicaram 48,4 milhões de euros (quota de 12%). As cinco nacionalidades mais activas incluem também os chineses, com um investimento de 38,7 milhões de euros (quota de 10%), os britânicos, cujo montante investido ascendeu a 33,2 milhões de euros, e os brasileiros, que alocaram 32,8 milhões de euros à compra de habitação. Estas duas últimas nacionalidades detêm uma quota de 8% cada no investimento estrangeiro.

Entre estas cinco nacionalidades mais activas, são os brasileiros quem mais investe por operação, apresentando um ticket médio de investimento de 763,3 mil de euros. Este valor fica cerca de 40% acima do montante médio aplicado pelos franceses, norte-americanos e britânicos, cujos tickets se situam entre os 525,0 mil de euros e os 566,0 mil de euros. Os chineses são quem investe menos, situando o seu ticket médio em 464,2 mil de euros.

Em termos de destinos de investimento, as freguesias de Santo António, Avenidas Novas, Estrela, Arroios, Misericórdia e Santa Maria Maior são as preferidas dos compradores estrangeiros, agregando, entre si, 73% do investimento internacional no semestre. Santo António, Avenidas Novas e Estrela registam quotas de 13% do montante internacional, com 50 a 53 milhões de euros de compras internacionais; Arroios e Misericórdia detêm uma quota de 12% cada, com investimentos na ordem dos €47 milhões; e Santa Maria Maior, com uma quota de 11% agregou €43 milhões de investimento.

Estrangeiros geram 33% das compras
No 1º semestre, a ARU de Lisboa atraiu €1.225 milhões de investimento em habitação num total de 3.100 imóveis adquiridos. Os estrangeiros foram, assim, responsáveis por 33% das aquisições em valor e 26% em número de operações. Os portugueses geraram 67% das compras em montante, num total de 822,3 milhões. Em número de operações a quota nacional foi de 74%, equivalente a 2.275 operações. O investimento nacional apresentou uma variação de 4% face ao semestre anterior, quando foram investidos 792 milhões de euros.

Apesar da predominância nacional no volume de investimento, os compradores estrangeiros investem, em média, mais 40% por operação que os portugueses, comparando-se tickets médios de 509,0 mil e 361,5 mil de euros, respectivamente.

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