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A digitalização e a Twin transition no cluster AEC em debate do Fórum da PTPC

A Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção/Cluster Arquitectura, Engenharia e Construção (PTPC/CAEC) vai realizar o seu fórum estratégico anual no próximo dia 15 de Dezembro. O evento assinala também os 10 anos da PTPC

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A Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção/Cluster Arquitectura, Engenharia e Construção (PTPC/CAEC) vai realizar o seu fórum estratégico anual no próximo dia 15 de Dezembro. O evento assinala também os 10 anos da PTPC

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A Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção/Cluster Arquitectura, Engenharia e Construção (PTPC/CAEC) vai realizar o seu fórum estratégico anual no próximo dia 15 de Dezembro. O evento, que este ano assinala também os 10 anos da PTPC, tem como tema “Twin Transition no Sector AEC – Digitalização | Digital Twin & Sustentabilidade | Circularidade” e terá lugar no auditório do LNEC, em Lisboa.

À sessão abertura do evento, que estará a cargo do ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes (a confirmar), da presidente do Conselho Directivo do LNEC, Laura Caldeira e da presidente do PTPC/Cluster AEC/Built CoLAB, em representação da Teixeira Duarte, Rita Moura, segue-se a apresentação do “Cluster AEC – Digitalização e Sustentabilidade”, com a intervenção de Luís Gomes, Mota-Engil.

O papel do Laboratório Colaborativo Built CoLAB e os desenvolvimentos na Twin Transition serão abordados pelo director geral do Built CoLAB, Paulo Fonseca. Miguel Taborda, director de Investimentos Globais e Incentivos à Inovação Deloitte, apresentará as conclusões do Inquérito sobre a maturidade digital do sector AEC.

É esperada ainda a participação de Isabel Pinto-Seppã, Horizon Europe e co-chair da Built4People Partnership, que fará a apresentação da “Twin Transition no sector AEC”, seguindo-se um debate sobre o tema que contará com a participação, entre outros, do presidente da Estrutura Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, Pedro Guedes Pinto, do IMPIC e de Alexandra Carvalho, directora do Fundo Ambiental.

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Governo cria regime excepcional de revisão de preços na construção

O regime excepcional, “facultativo e temporário” visa permitir “a revisão de preços nas empreitadas de obras públicas e nos contratos de aquisição de bens e serviços” entre o empreiteiro e o dono de obra

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O Governo vai avançar com um novo regime excepcional para impedir que as obras públicas parem devido ao aumento do preço dos materiais. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e a proposta vai apresentada à Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), assim como às regiões autónomas e às empresas de construção.
O Decreto-Lei que cria “um regime excepcional, facultativo e temporário” visa permitir “a revisão de preços nas empreitadas de obras públicas e nos contratos de aquisição de bens e serviços”, disse afirmou Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, por ocasião da conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, em Lisboa, que acrescentou, ainda, que as disposições do diploma poderão também “ser aplicadas de forma facultativa às obras particulares”.
Pedro Nuno Santos referiu que perante o “crescimento muito acentuado do preço de
matérias-primas, algumas delas duplicando o seu valor, houve necessidade de criar este regime excepcional que permita rever os preços em contratos para garantir que não há interrupção no investimento público que está em curso em Portugal”.

“Sempre que o preço de um determinado material aumentar, o empreiteiro pode apresentar ao dono de obra, por exemplo, a IP, uma proposta de revisão de preço. Desta forma, a IP faz a avaliação dessa proposta e, em seguida, pode aceitá-la, rejeitá-la ou apresentar uma contra-proposta e se, entretanto, as duas partes chegarem a acordo há uma revisão do preço. Isso permitirá ao empreiteiro poder receber mais para fazer face ao custo adicional que tem”, explicou, ainda, Pedro Nuno Santos.

O regime irá vigorar até 31 de Dezembro de 2022.

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2ª Fase do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis ultrapassou as 106 mil candidaturas

A dias do encerramento e para responder à elevada procura, foi decidido aumentar a dotação para um total de 96 M€ deste Programa, financiado pelo Fundo Ambiental com verbas do PRR

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Encerrada a 2 de Maio, a segunda fase do Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis recebeu mais de 106 mil candidaturas. Foram consideradas elegíveis até ao final da manhã desta quarta-feira, dia 4 de Maio, mais de 26 mil candidaturas, que representam um apoio de 43,7 milhões de euros.
A dias do encerramento e para responder à elevada procura, foi decidido aumentar a dotação em 21 milhões de euros para um total de 96 milhões de euros deste Programa, que é financiado pelo Fundo Ambiental com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O aumento da dotação vai abranger as candidaturas consideradas elegíveis e submetidas até às 23h59 de 2 de maio, sendo as prioridades actuais a análise e a avaliação, com celeridade, das candidaturas submetidas para efectuar o pagamento daquelas que forem consideradas elegíveis e, posteriormente, reavaliar o Programa.
Das candidaturas elegíveis, as tipologias mais solicitadas para apoio foram painéis fotovoltaicos, janelas mais eficientes e bombas de calor, com vista a uma melhoria do desempenho ambiental e energético dos edifícios de habitação, permitindo às famílias a possibilidade de aumentar o conforto térmico e reduzir a factura energética das suas habitações.
Através desta medida, o cidadão torna-se um aliado na melhoria do desempenho energético e no combate à pobreza energética do edificado habitacional, ao ser um agente activo para a resiliência climática, contribuindo para os objectivos nacionais da descarbonização.
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Metro de Lisboa investe na acessibilidade das estações

Com um investimento de 1,08M€ a intervenção na estação Entre Campos insere-se num plano mais vasto de modernização da rede do Metropolitano de Lisboa. Em Maio a intervenção estende-se à Cidade Universitária. A empreitada foi adjudicada ao consórcio do Grupo Domingos da Silva Teixeira, SA/Efacec em 2021 e vai custar 2,56 M€

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A estação Entre Campos do Metropolitano de Lisboa passou a dispor de três elevadores que permitem fazer a ligação entre a superfície e o átrio da estação, e entre o átrio e o cais de embarque, dotando a estação de acessibilidade plena e permitindo o acesso a clientes com mobilidade reduzida.

Os novos elevadores átrio/cais localizam-se no átrio Sul da estação (átrio de interface com a CP). O ascensor átrio/superfície fica localizado junto aos terrenos da antiga Feira Popular.

Com um investimento de 1,08 milhões de euros a intervenção na estação Entre Campos insere-se num plano mais vasto de adaptação e modernização da rede do Metropolitano de Lisboa e englobou, igualmente, a eliminação de todas as barreiras arquitectónicas através da adaptação de zonas de escadas a rampas, e a adaptação de instalações sanitárias a pessoas com mobilidade reduzida.

Inserida numa empreitada de execução de intervenções para a garantia de acessibilidades a pessoas de mobilidade reduzida que inclui, também, a estação Cidade Universitária, foi adjudicada ao consórcio do Grupo Domingos da Silva Teixeira, SA/Efacec em Junho de 2021, por um investimento global de 2,56 milhões de euros. Para o mês de Maio prevê-se a conclusão da empreitada na estação Cidade Universitária.

Este contrato insere-se num vasto plano de adaptação e modernização que o ML tem vindo a concretizar, no âmbito do Plano Nacional para a Promoção da Acessibilidade, tendo em vista alcançar o princípio de “Acessibilidade e Mobilidade para Todos” estabelecido no Decreto-lei nº 163/2006, de 8 de Agosto.

O Metropolitano de Lisboa tem como uma das suas prioridades estender a toda a rede a eliminação das barreiras arquitectónicas. A plena acessibilidade para pessoas de mobilidade reduzida implica o desenvolvimento de um programa que impõe a adaptação de estações antigas que não foram originariamente projectadas para o efeito.

A implementação actualmente em curso prevê que até 2025 o Metro de Lisboa tenha 52 estações com acessibilidade plena. Com as intervenções nas estações Entre Campos e Cidade Universitária concluídas no corrente ano, o ML passará a ter 43 estações dotadas de acessibilidade plena, o que corresponde a 76,8% da totalidade das estações da rede.

O Metropolitano de Lisboa reafirma o seu esforço no sentido de continuar a promover a mobilidade sustentável numa óptica de plena acessibilidade, seguindo os melhores padrões de qualidade, segurança e eficácia económica, social e ambiental, através da aposta em novas formas de fidelização e de captação de novos clientes.

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Lançado concurso público para reabilitar a EN114

O investimento de 6M€ pretende incrementar as condições de acessibilidade, circulação e de segurança do tráfego com origem e destino na zona industrial de Rio Maior, bem como do tráfego de passagem vindo da A15

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Foi publicado em Diário da República o concurso público para a empreitada da EN114 – Ligação da A15 a Rio Maior, uma intervenção no âmbito do “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, na vertente das Áreas de Acolhimento Empresarial (AAE) – Acessibilidades Rodoviárias. Com um investimento estimado de seis milhões de euros e um prazo de execução de 420 dias, o objectivo da empreitada é o de incrementar as condições de acessibilidade, circulação e de segurança do tráfego com origem e destino na zona industrial de Rio Maior, bem como do tráfego de passagem vindo da A15, que utiliza o eixo da EN114 como acesso a Rio Maior.

Esta intervenção, que se inicia junto à intersecção da Estrada Nacional com a Rua do Matadouro e se desenvolve até à rotunda de acesso à A15, ao km 50,838, vai incluir a construção de intersecções giratórias ao longo do traçado, de modo a reduzir as velocidades praticadas. A faixa de rodagem será ladeada por passeios, ciclovias e percurso mistos.

Serão igualmente reforçados e/ou substituídos os equipamentos de sinalização, balizagem e segurança, e realizados trabalhos ao nível do pavimento e dos órgãos de drenagem existentes.

Na empreitada serão ainda melhoradas as características de algumas intersecções de estradas e ruas secundárias na EN114, que terão intervenções a nível de traçado, pavimentação, drenagem, sinalização, limpeza e, ou substituição de colectores de passagem sob serventia.

Esta empreitada destaca-se de um conjunto de nove obras já lançadas no âmbito do PRR, que correspondem a um investimento de cerca de 75 milhões de euros. Até à data a Infraestruturas de Portugal já assinou os três contratos de financiamento com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, num total de 394,8 milhões de euros.

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Reabertura do troço Pocinho-Barca d’Alva em estudo

O estudo de viabilidade técnica e ambiental da reabertura do troço Pocinho – Barca d’Alva, na Linha do Douro, estima que o projecto ronde os 75 milhões de euros

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A Câmara Municipal do Peso da Régua, no distrito de Vila Real, afirmou que a grupo de trabalho para a reactivação da Linha do Douro até Barca D’Alva se identificou com o estudo de viabilidade para a reabilitação daquele troço ferroviário realizado pela Infraestruturas de Portugal (IP). Estima-se que a reabilitação do troço ronde os 75 milhões de euros, dos quais 59 milhões serão destinados a “obra e o restante a estudos, projectos, fiscalização e estaleiro”, informa a autarquia em comunicado.

Em termos de tempo de percurso, o estudo indica que a reabertura deste troço da Linha do Douro representa um “ganho superior a 30 minutos”, quando comparado com a alternativa rodoviária existente.

“A reabertura desde troço da Linha do Douro irá potenciar a coesão territorial, uma vez que será feita a ligação de territórios do litoral ao interior, através de uma linha ferroviária, que faz parte integrante da história, da economia e da vida das populações, a qual acompanha, desde o município de Baião a Barca D’Alva, a única via fluvial navegável, identificada no mapa da rede transeuropeia de transportes”, salienta a autarquia, citando a comissão de trabalho.

Ao mesmo tempo, o estudo conclui que a reabertura do troço ferroviário irá “aumentar significativamente a oferta turística da região” e que a economia regional será “influenciada positivamente” com o aumento do fluxo turístico previsto, traduzindo-se numa “dinamização” tanto do comércio, como alojamento local, restauração e, consequentemente, emprego.

O município recorda também que a reabertura do troço irá contribuir de forma positiva para a meta das alterações climáticas, uma vez que a circulação será assegurada por material circulante eléctrico, “não havendo emissões de gases com efeito de estufa”.

“A utilização de um modo de transporte mais eficiente, permitirá a transferência de modos de transporte mais poluentes, como é o caso do rodoviário e fluvial, com redução significativa de emissões de ruído e vibrações, o que contribuirá para a qualidade de toda a região”, refere, destacando também a valorização do território e usufruto do património e preservação.

“A Linha do Douro, na sua plenitude, permitirá unir áreas de património cultural e natural classificados, nomeadamente o Alto Douro Vinhateiro, o Parque Arqueológico do Vale do Côa e o Parque Natural do Douro Internacional”.

Em Novembro do ano passado, a IP celebrou com a GEG – Gabinete de Estruturas e Geotecnia um contrato de aquisição de serviços para a realização para o estudo da “viabilidade de reabilitação da ligação ferroviária Pocinho – Barca d’Alva”, no valor de 174,9 mil euros mais IVA.
A Linha do Douro desenvolve-se ao longo de 191 quilómetros, de Ermesinde (Porto) a Barca d´Alva (Guarda), estando electrificada até Marco de Canaveses (Porto). O troço ferroviário de 28 quilómetros entre o Pocinho e Barca d’Alva foi encerrado em 1988.

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Reis Campos reeleito na presidência da CPCI

Liderando a única lista em votação, Manuel Reis Campos reforça o facto de “a representatividade da fileira estar reflectida na CPCI, que tem exercido uma participação activa no que respeita o associativismo nacional”

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Manuel Reis Campos vai manter-se na presidência da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) no triénio que termina em 2024, naquele que é o resultado do processo eleitoral realizado a 28 de Abril.

Reis Campos, em representação Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), mantém-se na liderança da entidade que integra as Associações Empresariais que representam toda a fileira da Construção e do Imobiliário.

Liderando a única lista em votação, Manuel Reis Campos reforça o facto de “a representatividade da fileira estar reflectida na CPCI, que tem exercido uma participação activa no que respeita o associativismo nacional, destacando-se a este nível, a sua integração, em 2021, no Conselho Nacional das Confederações Patronais (CNCP).

No âmbito das presentes Eleições foi igualmente reeleito, Gonçalo Salazar Leite, em representação da Associação Técnica da Indústria de Cimento (ATIC), para presidente da Mesa da Assembleia Geral e Henrique Eiró Carvalho, em representação da Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora (ANIET) que assume o cargo de presidente do Conselho Fiscal.

A conjuntura economicamente instável que estamos a viver actualmente requer uma actuação dinâmica e activa por parte desta estrutura associativa, com a qual todos os membros eleitos encontram-se manifestamente comprometidos na defesa e promoção de uma visão estratégica global para a construção e para o imobiliário, com adopção de medidas prioritárias, essenciais para assegurar a sustentabilidade da economia portuguesa e colocar o nosso País, de novo, na rota do crescimento.

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AICCOPN: Concursos de obras públicas caem 8% no primeiro trimestre

Sobre o total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados – objecto de reporte no Portal Base -, atingiram o volume de 413 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 56% contra o registado no período homólogo de 2021

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O volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos no primeiro trimestre deste ano baixou 8% face aos primeiros três meses de 2021, atingindo os 892 milhões, divulgou esta quinta-feira a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN)

Segundo a associação, e de acordo com o Barómetro das Obras Públicas, a variação entrou em terreno negativo depois de uma variação nula no mês anterior.

Sobre o total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados – objecto de reporte no Portal Base -, atingiram o volume de 413 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 56% contra o registado no período homólogo de 2021, “prolongando-se uma variação negativa em termos homólogos acumulados que se regista desde Dezembro”.

Os contratos de empreitada celebrados no âmbito de concursos públicos, neste período de análise, por sua vez, situaram-se em 315 milhões de euros, valor inferior em 52% ao observado em igual período do ano anterior.

Já os contratos celebrados através de ajustes directos e consultas prévias recuaram 36% em termos homólogos, para 79 milhões de euros, conclui a associação do sector.

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Riportico fiscaliza restauro das muralhas da Fortaleza de Juromenha

A Riportico Engenharia ganhou o contrato de fiscalização e coordenação de segurança da empreitada de consolidação e restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, no Alandroal

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A Riportico Engenharia ganhou o contrato de fiscalização e coordenação de segurança da empreitada de consolidação e restauro das muralhas da antiga Fortaleza de Juromenha, nas margens do Alqueva, no Alandroal. A empreitada de fiscalização foi adjudicado pela câmara municipal do Alandroal.

A empreitada de consolidação e restauro das muralhas da Fortaleza de Juromenha envolve um investimento de cerca de cinco milhões de euros, e conta com financiamento do programa operacional regional Alentejo 2020. Prevê-se que a obra termine em Outubro de 2023.

Para além da consolidação e reforço estrutural dos paramentos, sobretudo nas zonas mais degradadas, está também prevista a reconstrução de diversos tipos de alvenaria, como pedra, tijolo e taipa. A fortificação acolhe no seu interior um conjunto de edificações em estado de ruína, com destaque para as igrejas da Misericórdia e Matriz, a cadeia e os antigos paços do concelho.

A Fortaleza de Juromenha está classificada como Imóvel de Interesse Público e, em Julho de 2019, foi integrada na segunda edição do Programa Revive, “que promove e agiliza os processos de reabilitação e valorização de património público devoluto, tornando-o apto para afectação a uma actividade económica com finalidade turística”. Segundo a Câmara Municipal de Alandroal, perspectiva-se que, após a conclusão da empreitada, a Fortaleza de Juromenha venha a ser afecta ao turismo e à criação de unidades hoteleiras, “com vista à geração de riqueza e postos de trabalho, transformando-se num polo turístico de referência nacional”.

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Licenças de novos fogos aumentam 19,8% até Fevereiro

Relativamente à concessão pelas instituições financeiras de novos créditos à habitação assiste-se até Fevereiro de 2022 a um aumento de 25,3%, face a igual período do ano passado, para 2.464 milhões de euros

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O consumo de cimento no mercado nacional nos primeiros dois meses de 2022, aumentou 18,2% em termos homólogos, totalizando 635 milhares de toneladas, de acordo com os dados facultados pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e que constam na Síntese Estatística da Habitação.

Nos primeiros dois meses de 2022, foram emitidas pelas Câmaras Municipais 3.226 licenças para obras de construção nova ou de reabilitação em edifícios residenciais, o que traduz uma subida de 5,8%, em termos homólogos. Quanto ao número de fogos licenciados em construções novas regista-se, nestes dois meses, um acréscimo de 19,8%, em termos homólogos, para 4.897.

Relativamente à concessão pelas instituições financeiras de novos créditos à habitação assiste-se até Fevereiro de 2022 a um aumento de 25,3%, face a igual período do ano passado, para 2.464 milhões de euros.
Em Fevereiro, o valor mediano da avaliação da habitação estabelecido para efeitos de crédito bancário registou uma valorização de 11,9%, em termos homólogos, em face de variações de 13,2% nos apartamentos e de 7,4% nas moradias.

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“Os efeitos da guerra serão tremendos no abastecimento das matérias-primas”

À margem dos efeitos nefastos sobre milhões de vidas, a invasão da Ucrânia por parte das forças militares russas terá sérias consequências nas economias europeias. Ao aumento das taxas de inflação generalizadas, os custos energéticos e o abastecimento de matérias-primas serão fortemente afectados. O CONSTRUIR procurou reacções junto dos sectores metalúrgico e corticeiro, dos mais expostos aos mercados russo e ucraniano

Ricardo Batista

A ofensiva militar lançada pelo presidente russo, Vladimir Putin, contra a Ucrânia, assim como a feroz reacção financeira do Ocidente sobre a economia e os oligarcas russos, por via da aplicação gradual de sanções, está a ter efeitos não apenas na Rússia como na generalidade dos países. Por muito que as finanças globais estivessem sob pressão antes mesmo da ofensiva bélica sobre a Ucrânia, agora as repercussões das sanções sacodem os mercados e têm efeitos na inflação, desde logo a partir da indústria energética.
Dois dos principais blocos económicos, como a União Europeia e Estados Unidos, têm divulgado regularmente planos de sanções severas e sem precedentes a aplicar ao Governo da Rússia e quem dele tenha beneficiado nos últimos anos. A começar, desde logo, pela exclusão dos bancos russos da plataforma de transacções interbancárias internacionais (Swift) ou mesmo o congelamento do recurso do Banco Central da Rússia às suas reservas de dólares no Mundo. O relatório da JPMorgan destaca que as sanções, que já congelaram 630.000 milhões de dólares (cerca de 559.000 milhões de euros, à taxa de câmbio actual) das reservas do Banco Central russo, procuram “infligir danos significativos à economia russa, mantendo o fluxo de exportações de petróleo e gás natural russos”. Também alertam que as tensões entre a Rússia e a Ucrânia “podem ter um efeito substancial nos preços de outras matérias-primas, como trigo e, mais importante, paládio, que é essencial para produzir semicondutores e onde a oferta é restrita nos últimos anos”. A União Europeia diz que planeia reduzir as importações do gás natural em pelo menos dois terços. Uma estratégia menos severa pela dependência que têm da energia russa.
O peso de Rússia e Ucrânia
Segundo o portal do AICEP, que cita dados do INE, a Rússia foi o 34º cliente das exportações portuguesas de bens em 2020, com uma quota de 0,3% no total, ocupando a 16ª posição ao nível das importações (0,8%). A balança comercial de bens foi desfavorável ao nosso país, tendo apresentado um défice de 335 milhões de euros em 2020. Na estrutura das exportações destacam-se os Produtos Agrícolas (17,4% do total), a Madeira e Cortiça (17,2% do total), os Produtos Alimentares (15,7% do total), as Máquinas e Aparelhos (13,3% do total) e o Calçado (9,4% do total). Os principais grupos de produtos importados foram os Combustíveis Minerais (53,6% do total), os Produtos Químicos (14,7% do total), os Produtos Agrícolas (12,3% do total), os Metais Comuns (10,5% do total) e a Madeira e Cortiça (3,5% do total).

Efeitos “tremendos”
Ao CONSTRUIR, o vice-presidente executivo da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), Rafael Campos Pereira, explica que “a Rússia é o segundo maior produtor mundial de alumínio, sendo ainda, a larga distância de qualquer outro, o primeiro produtor europeu”, sublinhando ainda que “no que se refere à produção de aço, a Rússia é igualmente o líder europeu e mantém-se regularmente entre os cinco maiores produtores mundiais”. Campos Pereira considera, por isso, ser natural que “os efeitos da guerra sejam tremendos na cadeia de abastecimento das matérias-primas em causa”. O vice-presidente executivo da AIMMAP assegura que “existe falta de matéria-primas no mercado e assiste-se a uma nova escalada dos preços. Em alguns casos, os preços estão a aumentar diariamente e quase que dobraram desde o início da invasão russa”, salientando que “a instabilidade que esta situação gera nas empresas transformadoras é altamente inquietante”.
Nesse sentido, aquele responsável defende que é “absolutamente vital que a Comissão Europeia elimine – ou pelo menos suspenda temporariamente -, as taxas impostas à importação de matérias-primas de fora da Europa”. “Tal eliminação já se impunha antes da guerra. Neste momento, após a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, poderá ser decisiva para a sobrevivência de muitas empresas do sector metalúrgico e metalomecânico em toda a Europa”, assegura, lembrando que, na verdade, “os fornecedores asiáticos – nomeadamente da Coreia do Sul e do Japão -, disponibilizam as matérias-primas de que as nossas empresas necessitam a um preço muito mais competitivo (mesmo considerando os absurdos custos de transporte). Mas se a CE continuar a taxar tais importações aumentando o preço mais de 25%, deixamos de ter alternativa”.

Crise energética preocupa
Tão gravosa como a crise da matéria-prima, Rafael Campos Pereira lembra que “os aumentos exponenciais dos custos da energia estão a asfixiar as empresas”. “Esta escalada deve-se essencialmente a especulação. Pelo que as autoridades europeias estão obrigadas a intervir em defesa do mercado”, diz, defendendo que é fundamental que, em Portugal, sejam aprovadas linhas de crédito em condições especiais a gerir pelo Banco do Fomento, no sentido de apoiar a factura energética das empresas ou que seja aplicada, de forma imediata, uma medida semelhante ao lay-off simplificado, para apoiar as empresas que serão obrigadas a reduzir os seus períodos de trabalho por causa dos custos energéticos e/ou serão obrigadas a interromper ou diminuir a produção pela falta de matérias-primas e componentes.

Cortiça não está imune
Preocupados estão também os responsáveis da Associação Portuguesa da Cortiça. João Ferreira, secretário-geral da APCOR, diz ao CONSTRUIR estar ciente de que deste conflito resultarão impactos económicos “aos quais o sector não estará imune, desde logo naquilo que são as exportações para estes dois países, mas também de um ponto de vista mais global no impacto que poderá provocar nalguns dos nossos clientes”. A Rússia e a Ucrânia em conjunto representaram menos de 3% do volume total de exportações nacionais de cortiça em 2021. As exportações portuguesas de cortiça para a Rússia representaram, em 2021, cerca de 2,3% do total de exportações do sector, o equivalente a cerca de 26,6 milhões de euros, tendo este mercado registado uma quebra acentuada de 30% no acumulado ao longo dos últimos dois anos. Em 2021, a exportação de cortiça para a Ucrânia representou 0,4% do total do sector, representativo de um valor absoluto de quase cinco milhões de euros. “É seguro que nestes dois mercados haverá uma redução significativa e com efeitos imediatos, mas é importante ter também a perspectiva, do peso que representam na globalidade das exportações, que alcançaram em 2021 um valor superior a 1,1 mil milhões de euros e com uma forte diversificação geográfica”, diz João Ferreira. Os responsáveis da associação asseguram que vão
avaliar a situação de alguma empresa que possa ter uma exposição maior a estes dois mercados e, acompanhar também, “os potenciais impactos mais globais do conflito e que efeitos terão na actividade de alguns dos nossos principais clientes”. “Tal como noutras crises, estamos determinados e ao lado das empresas para, em conjunto, encontrar formas de mitigar os efeitos, apostar na diversificação de produtos e mercados e desta forma manter o nosso objectivo de crescimento”. O CONSTRUIR procurou ainda saber, junto das consultoras imobiliárias, que efeitos terá este conflito ao nível do investimento. De nenhuma obtivemos interesse em reagir, argumentando que ainda estamos numa fase prematura para se identificar os efeitos da guerra ao nível do investimento imobiliário.

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