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Grupo Onires investe 20M€ na reabilitação do edifício Carvalhal

Edifício no centro histórico de Braga terá um total de 60 apartamentos e 10 fracções para comércio e serviços. Atelier Carvalho Araújo e Big Arquitetura assinam o projecto

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Edifício no centro histórico de Braga terá um total de 60 apartamentos e 10 fracções para comércio e serviços. Atelier Carvalho Araújo e Big Arquitetura assinam o projecto

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O Grupo Onires, através da sua participada OniRodrigues, acaba de confirmar um importante investimento imobiliário no centro histórico da cidade de Braga. A implantação do edifício Carvalhal engloba terrenos com frente para o Campo da Vinha, para a rua do Carvalhal e para o caminho pedonal que liga o Campo da Vinha ao largo de S. Francisco, num traçado próximo daquele que percorre o túnel que por aí passa no subsolo.

O projecto urbanístico “permitirá consolidar a actual malha urbana na zona do Campo da Vinha, reforçando a oferta habitacional no coração da cidade, bem como a oferta ao nível do comércio e serviços, potenciando a revitalização e o rejuvenescimento do centro histórico”, refere a promotora.

Com assinatura do atelier Carvalho Araújo e Big Arquitetura e especialidades a cargo da BO Associados, o edifício Carvalhal representa um investimento de 20 milhões de euros, e  permitirá, na fase de construção, criar cerca de 400 empregos directos, terá um total de 60 apartamentos habitacionais com lugares de estacionamento e 10 fracções destinadas a comércio e serviços. As obras já tiveram início.

De acordo com João Rodrigues Serino, administrador do Grupo Onires, “esta é, em valor de investimento financeiro e em potencial gerador de emprego, a maior obra de sempre ao nível da reabilitação urbana da cidade de Braga. O edifício Carvalhal, cujo projecto contempla a regeneração e a requalificação do espaço público envolvente, é uma aposta da OniRodrigues e acreditamos que se tornará numa referência da arquitectura Bracarense, será um verdadeiro ícone da cidade. Esta obra constitui uma mais-valia que proporcionará a Braga, uma cidade cada vez mais cosmopolita, a fixar locais e não locais e que está perfeitamente alinhada com o conceito de viver no centro histórico. Depois desta terrível pandemia que paralisou a economia e levou muitos ao desemprego, este é o projecto certo para assinalar o arranque de uma nova fase, com confiança no futuro”, conclui.

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Setúbal prevê projectos de energias renováveis na ordem dos 35,5 M€

A suspensão parcial do Plano Director Municipal possibilita a concretização de dois projectos para produção de energias renováveis: uma central fotovoltaica, de 24 megawatts de potência nominal com recurso a energia solar e uma central de produção de hidrogénio verde, com 7,23 megawatts e capaz de produzir 870,6 toneladas de hidrogénio verde por ano

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A suspensão parcial do Plano Director Municipal viabiliza a concretização de dois projectos para produção de energias renováveis no concelho de Setúbal, numa área com mais de 45 hectares e num investimento superior a 35,5 milhões de euros.

Em causa, está a implementação de uma central fotovoltaica, de 24 megawatts de potência nominal com recurso a energia solar e entrega total da produção à Rede Eléctrica de Serviço Público, e uma central de produção de hidrogénio verde, com 7,23 megawatts e capaz de produzir 870,6 toneladas de hidrogénio verde por ano.

O valor do investimento na central fotovoltaica ronda os 17,5 milhões de euros, enquanto na de central de produção de hidrogénio supera os 10,6 milhões de euros, comparticipados em 5 milhões de euros por fundos comunitários, através do PO SEUR, a que acrescem 7,4 milhões de euros para a execução da componente fotovoltaica que vai gerar a energia necessária para o respetivo funcionamento.

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A área de implementação destes projectos totaliza 45,87 hectares na zona de Poçoilos, concelho de Setúbal, e compreende um conjunto de prédios rústicos e urbanos (uso industrial) classificados no PDM em vigor, datado de 1994, mas cuja regulamentação actualmente em eficácia impossibilita a concretização de ambos os projectos, pelo que a Câmara Municipal de Setúbal aprovou esta quinta-feira, dia 20 de Janeiro, em reunião pública ordinária, a suspensão parcial para a área abrangida, com adopção de medidas preventivas por esta ocupação estar de acordo com a revisão do PDM de Setúbal.

Embora o município de Setúbal já tenha aprovado em Setembro de 2021 a revisão do PDM, que incorpora e adequa na planificação do território respostas a várias problemáticas ambientais e climáticas da atualidade, tendo sido elogiado em diferentes quadrantes do país, o mesmo ainda não se encontra em vigor por estar pendente de ratificação do Governo.

O novo Plano Director Municipal já introduz “um regime-regra de localização e instalação de equipamentos para a produção ou ensaio de energias alternativas não poluentes em qualquer espaço do território municipal”, pelo que, sublinha a proposta aprovada, “estes projectos vão ao encontro dessa estratégia e permitirão contribuir para a prossecução dos interesses públicos em matéria energética e climática, constituindo uma mais-valia económica e um factor de desenvolvimento local”.

A presente deliberação, que será submetida a apreciação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo, para emissão de parecer, e posterior aprovação pela Assembleia Municipal, justifica-se, por se “verificar a alteração significativa das perspetivas de desenvolvimento económico e social local”.

De realçar que a central fotovoltaica tem potência de ligação atribuída pela Direção Geral de Energia e Geologia, que a central de produção de hidrogénio, devido à comparticipação comunitária, está sujeita à programação aprovada na candidatura, com início de execução definido para Junho.

A suspensão de um plano de âmbito municipal, por iniciativa da câmara municipal, no caso, o PDM de 1994 em vigor, “pode ser determinada quando se verifiquem circunstâncias excecionais resultantes de alteração significativa de desenvolvimento económico e social local ou de situações de fragilidade ambiental incompatíveis com a concretização das opções estabelecidas no plano”.

A proposta frisa, também, que estão reunidos, assim, os pressupostos necessários para a suspensão parcial do actual Plano Director Municipal, nomeadamente do n.º 1 do artigo 13.º, os artigos 14.º e 15.º do regulamento do PDM e a alínea a) do artigo 49.º do mesmo regimento.

Em paralelo, são aplicadas medidas preventivas, “com conteúdo material adequado e necessário para a salvaguarda dos interesses público a proteger com a suspensão do Plano”, ato que, reforça a proposta, salvaguarda o efeito útil do procedimento de revisão do PDM, que se encontra já em fase de ratificação.

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PRR: abre apoios para a Transição Digital do Comércio e Serviços

Esta medida destina-se a autarquias, associações empresariais ou consórcios formados por associações empresariais e autarquias e tem uma dotação global de 52,5M€ destinada à constituição de, pelo menos, 50 Bairros Comerciais Digitais

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Arrancou a fase de manifestações de interesse de uma das medidas de apoio, dirigida ao sector do Comércio e Serviços, incluída na componente Empresas 4.0 do âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), financiado pelo fundo europeu Próxima Geração UE – Next GenerationEU.

A medida tem uma dotação global de 52,5 milhões de euros destinada à constituição de, pelo menos, 50 Bairros Comerciais Digitais, que integram a componente Empresas 4.0 e visam o apoio à incorporação de tecnologia nos modelos de negócio das empresas.

Este programa possibilitará o acesso a diferentes tipologias de investimento, numa combinação entre proximidade e incorporação tecnológica, podendo os projectos incidir sobre o espaço físico e urbano, mas também recorrer a modelos de intervenção baseados em tecnologia digital, o que se afigura importante para a promoção da competitividade e resiliência destes sectores e dos territórios onde se inserem.

Esta primeira fase vai decorrer entre 24 de Janeiro e as 19h00 do dia 31 de Março de 2022, estando mais informações disponíveis aqui.

Sob a forma de subvenção a fundo perdido, esta medida destina-se a autarquias, associações empresariais ou consórcios formados por associações empresariais e autarquias, sendo valorizada esta última tipologia de candidatura.

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Câmara de Setúbal adjudica DST para obras no Forte de São Filipe

Esta intervenção diz respeito à segunda fase e visa garantir a estabilidade da encosta, com a execução de trabalhos de reforço estrutural do torreão, do caneiro localizado na zona oeste e de trabalhos de melhoramento da durabilidade das muralhas com o preenchimento das fendas existentes

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A adjudicação da segunda fase de uma intervenção de reforço da encosta do Forte de São Filipe foi aprovada em reunião pública de Câmara Municipal de Setúbal à empresa DST – Domingos da Silva Teixeira. Num investimento superior a quatro milhões de euros, a empreitada tem um prazo de execução de 480 dias.

Esta intervenção resulta dos resultados da primeira fase da obra de consolidação da encosta do Forte de São Filipe, durante a qual, até Janeiro de 2019, foram realizados ensaios prévios de ancoragens que determinaram a necessidade de efectuar a revisão da solução de estabilização proposta no projeto de execução.

As alterações dizem essencialmente respeito, entre outros, à carga de tracção a instalar nas ancoragens definitivas, que, por incapacidade geológica-geotécnica do maciço, terão forçosamente de acomodar valores inferiores aos inicialmente previstos.

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Além disso, devem ser considerados indícios da existência de superfícies de deslizamento mais profundas na informação dos inclinómetros instalados recentemente e incluídos trabalhos de reforço estrutural do torreão e do caneiro localizado na zona oeste e de melhoramento da durabilidade das muralhas com o preenchimento das fendas existentes.

No seguimento do parecer do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), de Julho de 2019, o projecto foi ainda complementado com a definição ao nível da estimativa de quantidades da eventual solução de estabilização a implementar para as muralhas do pátio localizado na zona poente e com a inclusão de instrumentação na zona poente da muralha.

O projecto contemplou, igualmente, a alteração da descrição do faseamento construtivo e a inclusão de informação geotécnica referente à execução de trabalhos relativos à primeira fase da intervenção.

A segunda fase da intervenção visa garantir a estabilidade da encosta, com a execução de trabalhos de reforço estrutural do torreão, do caneiro localizado na zona oeste e de trabalhos de melhoramento da durabilidade das muralhas com o preenchimento das fendas existentes.

A empreitada tem o suporte de candidatura do POSEUR – Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, cujo financiamento é de 75%, sendo que o Estado comparticipa os restantes 25%, nos termos constantes de um protocolo firmado com o município de Setúbal.

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ifrru 2021
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IFRRU potenciou 1084 M€ para reabilitação urbana em 2021

IFRRU 2020 bate recorde em 2021 com 307M€ de investimento em reabilitação urbana, tendo terminado o ano com um total acumulado de 360 contratos assinados, que correspondem a 1084 M€ de investimento para a reabilitação de edifícios

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O IFFRU 2020 conseguiu, em 2021, o melhor resultado de sempre, ao atingir 307 milhões de euros de investimento contratado em reabilitação urbana, superando assim o ano pré-pandemia de 2019.

O ano de 2021 terminou com um total acumulado de 360 contratos assinados, que correspondem a 1084 milhões de euros de investimento para a reabilitação integral de edifícios e melhoria do seu desempenho energético.

Após a reabilitação, 162 destes edifícios terão uso habitacional, sendo os restantes 182 destinados a actividades económicas e 16 a equipamentos de utilização colectiva abrangendo equipamentos culturais públicos e sociais e de apoio social bem como as residências para estudantes. Na sua maioria (281) os projectos são promovidos por empresas e os restantes por particulares, IPSS e Câmaras Municipais.

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Com já 101 edifícios reabilitados, os projectos em execução localizam-se nas Áreas de Reabilitação Urbana, delineadas pelos respectivos Municípios, garantindo-se, assim, o seu alinhamento com a política urbana local, sendo já 82 os Municípios das várias regiões do país com financiamentos IFRRU 2020.

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Desenvolvimento do Hospital Particular de Almada vai duplicar a sua área actual

Os franceses da Lifento adquiriram o Hospital Particular de Almada e traçaram um plano de desenvolvimento para a expansão da unidade de saúde

A Lifento, empresa de gestão imobiliária de saúde pure player, anunciou a aquisição de um hospital privado em Almada, Portugal. A aquisição foi realizada em nome do fundo de investimento aberto da Lifento, Lifento Care Paneuropean e o seu valor não foi divulgado.

Localizado em Almada, este hospital privado HPA (Hospital Particular de Almada) presta, até à data, uma vasta gama de cuidados na região, incluindo um serviço de consulta agendada, radiologia (incluindo scanners e ressonâncias magnéticas), um serviço de hemodiálise, odontologia e uma unidade cirúrgica para cirurgia ambulatorial.

Tendo em conta o forte crescimento da população no território, ligado ao desenvolvimento da Grande Lisboa, a Lifento e a HPA lançam um grande programa de desenvolvimento através da renovação dos actuais activos e da construção de uma extensão que permitirá ao estabelecimento abranger uma área de 12.000m2, duplicando a área actual.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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City Center Covilhã com abertura no 2º trimestre de 2023

O novo projecto comercial da Covilhã, o City Center Covilhã, promovido pela Forumlar, já tem data de inauguração. A abertura do espaço está prevista para o segundo trimestre de 2023

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Com uma área total de aproximadamente 18.000m2 e 14 lojas, o novo espaço vai dividir-se em três pisos, dois deles com acesso directo a partir das artérias que circundam o projecto e uma zona de estacionamento com aproximadamente 740 lugares, dos quais 242 se situam à superfície.

O City Center Covilhã está situado no principal eixo rodoviário da Covilhã, com acessos privilegiados para a A23 e baixa da cidade. Nas imediações, podem ser encontradas uma diversidade de valências que englobam sectores como a saúde, turismo e lazer, nomeadamente o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, o Complexo Desportivo da Covilhã, hotéis, estruturas de lazer, entre outros locais de destaque.

“Este tipo de projectos, que em algumas situações podem ser vistos como uma extensão do comércio de rua, com uma valência adicional de estacionamento para conforto dos clientes, revelou ser uma tipologia de activos resiliente aos efeitos negativos da pandemia. Esta particularidade deveu-se por um lado às características físicas, por se tratar de espaços ao ar livre, de grandes dimensões e acesso directo às lojas desde o exterior, o que transmite uma sensação de segurança aos consumidores e, por outro, pela oferta que tradicionalmente apresentam, onde figuram alguns dos sectores de actividade que foram menos afectados pela quebra no consumo”, explica Carlos Récio, director de Retail Advisory & Transaction Services da CBRE, consultora que tem a seu cargo a comercialização do espaço.

“Este novo espaço comercial trará dinamismo e investimento a uma cidade com uma importante tradição empresarial e industrial, que é hoje um centro urbano que soube criar capacidade e competências para a formação de jovens altamente qualificados. Perante factores como uma oferta comercial diferenciadora, qualidade, imagem e design, o City Center Covilhã irá servir os habitantes locais, mas igualmente os de zonas circundantes como os do Fundão, Belmonte, Manteigas e Seia”, acrescenta Carlos Récio.

O projecto é promovido pela Forumlar, e tem a assinatura do atelier Frontcity.
Com este investimento, os administradores da Forumlar, Artur Costa Pais e Paulo Ramos, consolidam o seu investimento na região da Serra da Estrela. Com um portefólio de investimentos de dezenas de milhões de euros, em consórcio com outros parceiros nas áreas do Turismo, Distribuição e Saúde a empresa está atenta à evolução e dinâmica do mercado e tem em preparação, para os próximos anos, investimentos de dezenas de milhões de euros em diversas áreas de negócio na região.

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Gabriel Couto ganha obras de 145M€ no Gana

A construtora Gabriel Couto ganhou o concurso internacional lançado pelo Governo do Gana para a construção de duas estradas, no valor global de 145 M€. As novas empreitadas marcam o regresso da construtora portuguesa a África ocidental

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É o regresso da construtora portuguesa à África Ocidental. Depois do Senegal a Gabriel Couto vai iniciar duas empreitadas no Gana no valor global de 145 milhões de euros.

O primeiro contrato foi adjudicado pelo valor de 95 milhões de euros e diz respeito à construção de uma estrada que ligará Tarkwa à cidade de Nkwanta, passando pelo município de Agona, numa extensão de 66 quilómetros. A empreitada tem a duração de 1095 dias, cerca de três anos. A obra é considera vital para o desenvolvimento destas três cidades, bem como para a dinamização económica do país, já que esta é uma zona central da exploração de minérios que são a base das exportações do Gana. A cidade de Tarkwa dá o nome a uma grande mina de ouro a céu aberto, uma das maiores do sul de Gana, onde são produzidas aproximadamente 24 toneladas de ouro por ano e ainda a mina de ouro Iduapriem localizada a 10 quilómetros do sul da cidade.

O segundo concurso adjudicado à construtora pelo Ministério das Infraestruturas Rodoviárias ganês, refere-se à reconstrução da ligação rodoviária entre Bechem e Akumadan, numa extensão de 40 quilómetros. Avaliada em 50 milhões de euros, a obra deverá estar concluída em 730 dias. Localizada na zona central do Gana, a região é predominantemente agrícola, sendo a ligação rodoviária o meio para escoar os produtos para as zonas mais carenciadas do país.

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A Gabriel Couto está na Zâmbia e Moçambique, países da África Oriental, tendo concluído nos últimos anos várias empreitadas em Essuatíni, ex-Suazilândia, na África Austral. “O cumprimento rigoroso de todos as alíneas dos contratos assinados e a qualidade evidenciada das obras é também uma imagem da nossa marca que vamos espalhando pelo continente africano”, sublinha Tiago Couto, director da construtora e responsável pelos projectos internacionais e de infra-estruturas.

Em Portugal a construtora terminou o ano de 2021 com a conclusão da extensão do taxiway do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. A ampliação do aeroporto que serve a região norte do país custou 30 milhões de euros e incluía a expansão de 1300 metros da via de circulação que liga a pista e a placa de estacionamento dos aviões. A obra possibilita, assim, uma maior sequência de descolagens e aterragens, acompanhadas com uma saída rápida da pista, contribuindo para o aumento da capacidade do aeroporto.

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Ateliermob: “Estarmos na shortlist do prémio EUMiesaward já é uma distinção muito importante”

Tiago Mota Saraiva revela que o que está a ser feito, desde 2017, no Palácio Marquês de Abrantes “é um processo de reabilitação urbana participada, e a partir de um edifício público que estava, praticamente, desabitado e à espera de ser alienado”

Ricardo Batista

O Palácio Marquês, em Abrantes, que está a ser alvo de trabalhos de recuperação desenhados pelo ateliermob e pela cooperativa Trabalhar com os 99%, está na lista das 40 obras seleccionadas pela Comissão Europeia e pela a Fundació Mies van der Rohe candidatas ao Prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia – Prémio Mies van der Rohe 2022.

A escolha, revelada esta terça-feira pelos promotores do galardão, contempla igualmente o projecto das Portas do Mar, em Lisboa, concebido pelos arquitectos Carrilho da Graça e Victor Beiramar Diniz.

Ao CONSTRUIR, o sócio fundador do ateliermob revela que a presença na shortlist do Prémio Mies van der Rohe 2022 já é, por si mesma, “uma distinção muito importante”. Tiago Mota Saraiva revela que o que está a ser feito, desde 2017, no Palácio Marquês de Abrantes “é um processo de reabilitação urbana participada, e a partir de um edifício público que estava, praticamente, desabitado e à espera de ser alienado”. No entender do arquitecto, “a intervenção realizada no seu interior, com espaços de exposição, discussão/participação e de trabalho do gabinete local, procura ensaiar outras formas de trabalho e concepção da arquitectura”, assegurando acreditar que “é essa tentativa de esticar os limites da disciplina da arquitectura que está a ser distinguida, que estamos num momento em que se começa a valorizar outras formas de fazer arquitectura e cidade”.

Os cinco finalistas serão anunciados a 16 de Fevereiro de 2022. Os vencedores do Prémio de Arquitetura e Emergente serão anunciados em meados de abril em Bruxelas. O EU Mies Award Day, que contará com a Cerimónia de entrega dos Prémios, terá lugar a maio de 2022 noPavilhão Mies van der Rohe em Barcelona.

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Sector dos escritórios recupera níveis de ocupação em 2021

Segundo Carlos Oliveira, partner e director do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield, apesar do teletrabalho e modelos de trabalho mais flexíveis, “os escritórios continuam a ter uma importância fundamental na cultura, comunicação e eficiência das corporações”

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Após um primeiro semestre caracterizado por uma maior morosidade dos processos de tomada de decisão, e com quebras na procura na ordem dos 35% na Grande Lisboa e de 55% no Grande Porto, a resolução gradual da situação pandémica fez sentir os seus efeitos já na segunda metade do ano, reflectindo uma recuperação da absorção de 15% e 5%, respectivamente, segundo dados relativos à actividade do setor de escritórios divulgados pela Cushman & Wakefield.

Segundo Carlos Oliveira, partner e director do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield, “o sector recuperou bem na segunda metade do ano e 2022 dá sinais de continuidade de crescimento. Algum receio que o teletrabalho tivesse um impacto negativo muito significativo nestes números tem-se revelado infundado. As empresas e os seus colaboradores ajustaram-se a modelos mais flexíveis ou híbridos na forma de utilizar os espaços mas os escritórios continuam a ter uma importância fundamental na cultura, comunicação e eficiência das corporações”.

No mercado de escritórios da Grande Lisboa, apesar da quebra de 35% no primeiro semestre, em 2021 foram transaccionados 159.000 m², um crescimento homólogo de 15%. Verificou-se um aumento do número de operações, para cerca de 135, que foi contrabalançado pela redução da área média transacionada, para os 1.180 m².

Esta evolução da absorção foi fortemente influenciada pela concretização de alguns negócios de grande dimensão, nomeadamente a futura ocupação própria pela Câmara de Oeiras dos Paços do Concelho no Corredor Oeste (zona 6) com 30.500 m², cuja construção iniciou recentemente; e os pré-arrendamentos pela incubadora Factory no Hub Creativo do Beato em Outras zonas (zona 7) e pela Critical Techworks na K Tower no Parque das Nações (zona 5), com cerca de 10.000 m² cada. Desta forma, o Corredor Oeste (zona 6) concentrou o maior volume de procura, com 32%, e sector de TMT’s & Utilities retomou a primazia, sendo responsável por 31% da absorção.

A taxa de desocupação aumentou 100 pontos base (p.b.) face a 2020, situando-se actualmente nos 5,7% e foram concluídos 43.100 m², dos quais somente 10% se encontram disponíveis no mercado. Demonstrando uma expectativa de retoma a curto prazo, o volume de oferta futura mantém-se elevado, com 188.000 m² de escritórios em construção, embora metade já tenha ocupação assegurada. Entre estes destaque para os empreendimentos atualmente em construção, com previsão de conclusão entre este ano e o próximo, nomeadamente o Exeo Office Campus – Aura e Lumnia (44.100 m²), o Alcântara Lisbon Offices (34.400 m²) e o World Trade Center Lisboa (23.300 m²).

No Grande Porto, após um a quebra expressiva de 55% da absorção no primeiro semestre de 2021, a maior actividade na segunda metade do ano contribuiu para um volume total transaccionado de 56.600 m², um crescimento homólogo de 5%. À semelhança da capital, esta variação foi caracterizada por um maior número de negócios, acima de 60, e uma quebra da área média transaccionada, para os 900 m².

Entre os negócios a destacar há um arrendamento de cerca de 7.000 m² no Centro Empresarial da Lionesa em Matosinhos (zona 6) e um total 9.150 m² distribuídos por sete negócios no POP (Porto Office Park) no CBD Boavista (zona 1), que contribuíram para a ocupação integral deste empreendimento. Consequentemente, o CBD Boavista (zona 1) concentrou o maior volume de absorção, com 44%, e Outros Serviços foram os mais representativos, agregando 29% da procura total.

Nesta região a taxa de desocupação aumentou igualmente perto de 100 p.b. para os 8,9%, e foram concluídos 19.300 m², dos quais 60% se encontram por ocupar. Relativamente à oferta futura, 73.300 m² encontram-se em construção, com 35% dessa área com ocupação já garantida. Entre os maiores edifícios em desenvolvimento encontram-se o Porto Business Plaza (15.500 m²) e dois edifícios no Centro Empresarial da Lionesa (14.600 m²), todos com conclusão prevista para 2022.

Num enquadramento de recuperação gradual dos níveis de procura, verificou-se uma manutenção generalizada dos valores brutos de arrendamento, complementada pela concessão de incentivos adicionais, como carência de rendas e/ou contribuições para fit-out, pelos proprietários. Ainda assim, a reduzida disponibilidade entre os edifícios com melhor qualidade na Grande Lisboa contribuiu para um aumento da renda prime no Prime CBD (zona 1) para os €23,5/m2/mês; mantendo-se no Grande Porto nos €18/ m²/mês no CBD Boavista (zona 1).

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Terceiro empreendimento do Lago Altear com 60% de reservas

Este novo bloco oferece mais 63 apartamentos de tipologias T2 a T4, com áreas entre os 106 e os 247 m2 e ainda mais três espaços comerciais

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O terceiro edifício do empreendimento Lago Altear, promovido pela Solyd Property Developers na Alta de Lisboa, já se encontra em fase de comercialização, “tendo registado, em menos de um mês, uma taxa de reservas de 60%”, segundo a empresa.

Este novo Bloco C, agora lançado, oferece mais 63 apartamentos de tipologias T2 a T4, com áreas entre os 106 e os 247 m2. Este edifício oferece ainda 3 espaços comerciais, e conta com a proximidade de escolas de referência, amplos espaços verdes, zonas comerciais, restauração, parques infantis, rede de transportes e bons acessos às principais artérias da capital.

Com vista para o “maior lago da cidade” e para os espaços verdes do Parque Oeste, cada apartamento oferece “acabamentos de superior qualidade e elevada eficiência energética, interiores luminosos e amplos, generosas varandas, uma piscina interior e ginásio privativo”, bem como estacionamento privativo para automóveis, com pré-instalação para veículos elétricos, incluindo para pessoas de mobilidade reduzida e para bicicletas, e arrecadações privativos.

O empreendimento foi criteriosamente desenhado com recurso a revestimentos de elevada qualidade, carpintarias lacadas, roupeiros embutidos e ar condicionado de elevada eficiência energética. As casas de banho estão equipadas com loiças e torneiras de marcas de referência. Por seu lado, os espaços das cozinhas estão equipados com electrodomésticos de topo, ecológicos e de alto desempenho. A Solyd oferece, ainda, a possibilidade de usufruir de consultoria especializada na decoração do apartamento em parceria com o gabinete de design de interiores DZINE.

O Lago Altear oferece, ainda, “o máximo conforto acústico e térmico”, que é garantido através do elevado nível de isolamento das fachadas, cobertura e áreas comuns, da caixilharia e vidros, com características térmicas e acústicas de elevado desempenho. Este empreendimento conta também com um sistema de climatização de elevado rendimento, um sistema de ventilação individualizado e um sistema de aquecimento de água com apoio de painéis solares, garantindo a certificação energética A em todos os apartamentos.

“A elevada eficiência energética está alinhada com a estratégia de sustentabilidade da promotora SOLYD, empenhada em contribuir para um futuro cada vez mais amigo do ambiente”, explica a promotora.

O Bloco C do Lago Altear é o sétimo lançamento do projecto ALTEAR que, no seu total, vai colocar no mercado mais de 500 apartamentos com diferentes tipologias e espaços comerciais variados, com uma área total de construção superior a 120.000 m2 e que nasce pelas mãos dos arquitectos Arnaldo Pimentel Barbosa, Miguel Saraiva, do atelier Saraiva + Associados, e Paulo da Gama.

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