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Lisboa: 32 escolas integram estudo sobre vulnerabilidade sísmica

Estudo, apresentado em parceira com o LNEC, revelou que sete escolas foram identificadas como prioritárias para intervenção e serão alvo de um estudo detalhado até ao final do ano

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Sete escolas da cidade de Lisboa foram identificadas como prioritárias para intervenção no âmbito de um estudo sobre vulnerabilidade sísmica e serão alvo de um estudo detalhado até ao final do ano. Ao todo, o estudo, realizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), incidiu sobre um conjunto de 32 escolas, dos 2º e 3º ciclos e secundárias, cujas conclusões foram apresentadas pela Câmara Municipal de Lisboa esta quinta-feira, dia 17 de Fevereiro.

De acordo com o estudo, “das visitas realizadas verifica-se que o estado de conservação estrutural é razoável, não se tendo verificado patologias estruturais significativas que possam comprometer o desempenho das estruturas. Além disso, salvo raras excepções, não se verificaram alterações às estruturas que coloquem em causa o desempenho sísmico das mesmas, tal como foram concebidas”.

As 32 escolas identificadas no estudo, foram transferidas, em 2019, pelo Ministério da Educação para a Câmara Municipal de Lisboa. A cada escola, revelou Diogo Moura, vereador da Educação, foi atribuída pelo governo a verba de 20 mil euros por ano para manutenção, um valor que “não cobre as intervenções para reforço da resistência sísmica”.

Os jardins de infância e as escolas do 1º ciclo, actualmente da responsabilidade do município, vão também ser objecto de um estudo sobre a vulnerabilidade sísmica, adiantou o vereador da Educação.

A apresentação do estudo contou ainda com a apresentação pela vereadora Filipa Roseta, responsável pela Manutenção e Obras Municipais e José Manuel Catarino e Alfredo Campos Costa, do departamento de Estruturas do LNEC.

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Uma Reabilitação cómoda e sustentável com Grupo Puma

A renovação da cerâmica tornou-se uma das usuais grandes mudanças na hora de dar um novo ar à sua casa

 

Atualmente, os revestimentos cerâmicos podem ser renovados sem a necessidade de remoção dos anteriores, utilizando a linha Profissional do Grupo Puma. Além disso, você ajuda a minimizar o desperdício e reduzir o custo da mão-de-obra, assim como as demolições incómodas. Mas para isso, devem ser levadas em conta as seguintes considerações:

  • Avaliação do suporte: o suporte cerâmico antigo deve estar perfeitamente aderido à sua base, ser forte e resistente, que ao bater não soe a oco e avaliar a sua capacidade de suportar o peso do novo sistema cerâmico.
  • Limpeza do suporte: é sempre aconselhável efetuar uma lavagem prévia ou decapagem com água ligeiramente acidificada para que todos os resíduos que possam ficar na superfície (detergentes, gorduras, etc…) sejam removidos do suporte. Uma vez lavado com água acidificada, deve ser lavado com água limpa para remover quaisquer vestígios de ácido que possam ter permanecido.
  • O adesivo a ser utilizado deve ser um adesivo adequado para sobreposição de revestimentos cerâmicos, como é a Linha Profissional do Grupo Puma, que aceita uma cerâmica existente como base de assentamento. São adesivos de alta prestação, com alto teor em resina. (link: https://www.grupopuma.com/pt-PT/produtos/familia/linha-pegoland-profissional-pt )
  • Colocar a nova cerâmica escolhida respeitando sempre as juntas de colocação (mínimo 1,5 mm no interior e 5 mm no exterior) entre as cerâmicas.
  • Preencha a nova junta com argamassa de rejuntamento, como Pegoland Profissional Junta. A escolha de uma boa argamassa de rejuntamento é fundamental: a junta é o que dará ou não o devido destaque à cerâmica escolhida, e a sua qualidade e durabilidade são fatores muito importantes. Algo que devemos prestar atenção ao escolher um material de rejuntamento é:
    1. A sua alta impermeabilidade: quanto menos poroso for, mais durável será, menos se sujará e mais protege da entrada de água no sistema cerâmico.
    2. A homogeneidade da cor: para que as juntas sejam o mais discretas possível e alcancemos a uniformidade de cor que tanto procuramos entre cerâmica e junta, devem ser escolhidas argamassas cuja homogeneidade de presa torne a sua cor uniforme e estável ao longo do tempo. Quer conseguir esse efeito camaleão?
    3. Alta resistência mecânica: para que não fissure ou quebre com o tempo.
    4. Efeito protetor da saúde: argamassas bacteriostáticas, antifúngicas e antialgas, para que os microrganismos não proliferem na sua superfície. Este aspeto é ainda mais importante se a cerâmica for colocada em zonas húmidas (casas de banho, cozinhas ou piscinas).
  • Com o Grupo Puma ajudamos a alcançar a mudança que procura de forma confortável, duradoura e sustentável.

    Para mais informações sobre qualquer um dos nossos sistemas ou produtos, o GRUPO PUMA dispõe da Oficina Técnica:

    Email: [email protected]

    Web: www.grupopuma.com

     

     

    Sobre o autorCarmen Noronha

    Carmen Noronha

    cnoronha2020
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    Guarda: Autarquia quer incluir Hotel Turismo no plano de revitalização do PNSE

    No entender do autarca, Sérgio Costa, a reabertura do hotel, que está encerrado há mais de 12 anos, “já devia ter ocorrido”, mas tal não aconteceu porque os vários concursos ficaram desertos

    Ricardo Batista

    O presidente da Câmara da Guarda defende a integração da recuperação do Hotel Turismo no plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), programa de recuperação de uma vasta zona afectada pelos incêndios deste Verão.

    Para Sérgio Costa, “estando a Guarda incluída no PNSE, é da mais elementar justiça e necessidade, se quisermos, que o Hotel de Turismo, o seu investimento, também possa ser ali alicerçado. É esse caminho que iremos continuar a fazer ao longo dos próximos tempos”. Segundo o presidente da autarquia beirã, “todas as ações conducentes à revitalização do nosso parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) são importantes”.

    Questionada pelos jornalistas sobre o ponto de situação da recuperação do Hotel de Turismo da Guarda, a governante respondeu que tem dialogado com o presidente da autarquia para identificar as melhores soluções. “Estamos muito perto de encontrar [uma solução], esperando devolver este ativo à comunidade, à região e ao país, garantindo que continua a criar emprego, que continua a ser um polo turístico importante”, disse.

    Lembrou que a reabertura do hotel, que está encerrado há mais de 12 anos, “já devia ter ocorrido”, mas tal não aconteceu porque os vários concursos ficaram desertos.

    O plano de revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela deve estar concluído até 2032 e responde ao estado de calamidade que entretanto foi decretado, que acelera os processos decorrentes de uma rápida intervenção na região. Para o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, a ambição é a de um plano de revitalização variável entre cinco e dez anos, que deve arrancar em setembro. Em causa, desde logo, está a criação de um hub tecnológico pela Universidade da Beira Interior, em conjunto com institutos politécnicos da região.

    Em Julho, os responsáveis autárquicos da Guarda aprovaram, em Assembleia Municipal, uma moção para que, caso o Governo não resolva esta situação até ao final deste ano civil, “devolva a sua propriedade, livre de ónus e encargos, ao Município da Guarda, para que seja a Câmara Municipal a encontrar a solução mais rápida e viável para a recuperação e entrada em funcionamento do nosso Hotel Turismo”.

    “Com o trabalho e o diálogo efetuados entre Município da Guarda e a tutela governamental, queremos ter finalmente a esperança, de que a Guarda vai voltar a possuir um equipamento que a todos nos orgulhe e, que com certeza irá colocar o nosso concelho nas rotas turísticas do país e da Europa”, referem.

    Segundo dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a área ardida chegou ao 15.134 hectares, mais do dobro daquele que era o maior incêndio do ano até então, em Murça, no distrito de Vila Real, com cerca de 7 mil hectares queimados.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    Go Porto lança concurso para remodelação da Casa Escola do Batalhão de Sapadores Bombeiros

    A Casa Escola é um edifício dentro do quartel, dedicado a simulacros e exercícios, que se encontra a necessitar de uma reabilitação estrutural, face à utilização intensiva para formação

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    A Câmara do Porto, através da empresa municipal GO Porto – Gestão e Obras do Porto, lançou o concurso público para a empreitada de remodelação da Casa Escola do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto, na Rua da Constituição. A Casa Escola é um edifício dentro do quartel, dedicado a simulacros e exercícios, que se encontra a necessitar de uma reabilitação estrutural, face à utilização intensiva para formação.

    O concurso, publicado em Diário da República, decorre até ao dia 20 de Setembro na plataforma acinGov, onde podem ser consultadas todas as peças. O preço base do procedimento é de 395 mil euros, para uma intervenção com duração prevista de 150 dias.

    No âmbito da intervenção estão contemplados vários trabalhos de reabilitação estrutural do edifício e da fachada, bem como a substituição de caixilharias, a cobertura e novas pinturas resistentes ao fogo, para devida adequação ao uso do edifício.

    O quartel do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto tem sido, nos últimos anos, objecto de melhorias contínuas. A renovação das fachadas, a reabilitação da área de ginásio e ampliação das instalações, a instalação do Gabinete de Estudos e Formação, a construção de coberto exterior e a criação de alojamentos para a recruta são disso exemplo.

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    Matosinhos lança concursos públicos para reabilitação no valor de 25M€

    A autarquia aprovou o lançamento dos concursos públicos para reabilitar cinco conjuntos habitacionais do concelho: Ponte do Carro, Chouso, Recarei, Custió e Seixo II

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    O investimento, na ordem dos 25 milhões de euros, visa melhorar as condições de habitabilidade e salubridade das habitações, eliminando situações de infiltrações de água pela cobertura e fachadas, mas também a eficiência energética dos edifícios.

    Segundo a presidente da Câmara de Matosinhos, prevê-se que as obras arranquem no primeiro semestre de 2023. “O objectivo é termos habitações dignas para todas as famílias e, estas empreitadas contribuem para que esse objectivo seja realidade”, justifica Luísa Salgueiro.

    Na mesma reunião foi ainda aprovado o projecto de alteração ao regulamento do Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento, que teve em consideração a avaliação feita pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica Portuguesa e os contributos quer dos partidos com assento na Assembleia Municipal quer do Núcleo Executivo da Rede Social de Matosinhos.

    Com o objectivo de melhorar e de adaptar o regulamento às necessidades que têm vindo a ser identificadas, foram propostas várias alterações, entre as quais a definição de critérios de prioridade de avaliação e atribuição do apoio a grupos específicos mais vulneráveis, criando um novo escalão de apoio e promovendo uma discriminação positiva dos jovens.

    Esta alteração, com um custo anual estimado de cerca de 1,2 milhões de euros, permitirá o aumento em 25% o número de famílias apoiadas (novo escalão e base de rendimentos), a mudança de cerca de 50% das famílias para escalões superiores e a majoração em 10% para os jovens.

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    Creches gratuitas: Governo vai investir 20M€ em novos equipamentos

    “O nosso objetivo é, nos próximos dois anos, ter a capacidade de aumentar em dez mil lugares o total da rede de creches, complementando este aviso com aqueles que já lançámos”

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    O Governo espera abrir mais cinco mil vagas nas creches durante o próximo ano letivo, revelou a ministra da Solidariedade, que vai lançar este mês um anúncio de 20 milhões de euros para financiar as obras.

    Os dados foram conhecidos no dia em que arranca o programa de gratuitidade das creches, beneficiando instituições do setor social e solidário para todas as crianças que nasceram no último ano.

    A medida é divulgada no dia em que arranca o programa de gratuitidade das creches, que começa hoje nas instituições do setor social e solidário para todas as crianças que nasceram no último ano. No início do próximo ano, de acordo com Ana Mendes Godinho, o programa será alargado aos bebés mais novos de instituições privadas que não conseguiram vaga no setor social e solidário. O programa será alargado de forma faseada até 2024, quando todas as crianças dos três anos de creche estarão abrangidas pela gratuitidade, independentemente dos rendimentos das famílias.

    Para garantir o acesso a todos, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) está a trabalhar no alargamento da capacidade de resposta.

    “Vamos lançar este mês um aviso, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para alargamento de vagas de lugares em creches”, disse a ministra da Solidariedade e Segurança Social. Segundo Ana Mendes Godinho, o aviso conta com “20 milhões de euros para procurar aumentar cinco mil lugares em creches” durante este ano letivo.

    Os projetos de reconversão de espaços já existentes terão prioridade em relação às novas construções, para que o processo seja “mais simples, mais rápido e com um custo menor”, acrescentou a governante.

    No entanto, também podem candidatar-se novas construções e até espaços “desenvolvidos por construções modelares”, afirmou Ana Mendes Godinho.

    “O nosso objetivo é, nos próximos dois anos, ter a capacidade de aumentar em dez mil lugares o total da rede de creches, complementando este aviso com aqueles que já lançámos”, disse a ministra. As vagas podem abrir em todo o país, mas também aqui será dada prioridade aos projetos em zonas onde a taxa de cobertura é menor, ou seja, onde há mais procura e menos capacidade de resposta, como é o caso da área metropolitana de Lisboa. “Vamos priorizar com critérios de discriminação positiva na identificação da seleção dos projetos a abranger”, disse.

    A gratuitidade da frequência das creches está dependente da capacidade dos estabelecimentos, sendo a única exceção os casos de crianças em risco que poderão obrigar a criar uma vaga extra. Segundo o diploma publicado no final de Julho, a exceção são as crianças com medidas de promoção e proteção “com indicação de frequência de creche, que têm acesso e admissão obrigatórios na resposta de creche, ainda que para o efeito tenha de ser criada vaga extra”.

    No caso de não haver vagas para todos, há uma lista de prioridades para admissão que tem em conta a situação económica familiar mas também outras “circunstâncias conducentes à desvantagem social da criança e da respetiva família”. A lista de prioridades para admissão nas vagas das respostas sociais é encimada pelas crianças que já frequentavam a creche no ano anterior, seguindo-se as crianças com deficiência ou incapacidades.

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    ZERO defende cinco razões para a não construção da Barragem do Pisão/Crato

    A associação sublinha os impactos ambientais e sociais negativos do projecto, cuja consulta pública terminou no dia 11 de Agosto

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    O Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos (AHFM) do Crato (Barragem do Crato), é um projecto promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), que junta os 15 municípios da Região, e conta com um financiamento de 120 milhões de euros do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Este é um projecto considerado fundamental para transformar a economia da região, gerar emprego e inverter o despovoamento da região
    Este é um dos maiores investimentos alguma vez realizados no Alto Alentejo. A nova estrutura vai beneficiar 110 mil pessoas dos concelhos de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel. O empreendimento contempla não só a barragem do Pisão – que vai garantir uma reserva estratégica de água para abastecimento público e permitir o estabelecimento de novas áreas de regadio – mas também uma central fotovoltaica flutuante de 150 megawatts, que servirá igualmente de reserva estratégica de produção de energia. O projecto vai ainda possibilitar um aproveitamento turístico e recreativo da nova albufeira que, em pleno armazenamento, terá cerca de 7 quilómetros quadrados de água.

    Para a ZERO os documentos em consulta pública, que terminou a 11 de Agosto, mostram que “o projecto não só não é solução para promover a economia da região, como também se constitui como (mais) um exemplo das más decisões de utilização dos escassos dinheiros públicos que temos para promover o nosso desenvolvimento enquanto país membros da União Europeia, com a agravante de gerar impactes ambientais e sociais negativos”.

    A associação sintetiza em cinco pontos as razões pelas quais o projecto não deve merecer decisão favorável por parte da Agência Portuguesa do Ambiente. Segundo a ZERO, o projecto falha desde logo naquele que é o seu principal objectivo, o abastecimento público de água dos concelhos de Nisa, Crato, Ponte de Sor, Fronteira, Sousel, Alter do Chão e Avis, “uma vez que o volume dedicado ao abastecimento público representará pouco mais de 1% do volume da afluência anual prevista na albufeira do Pisão, enquanto o uso agrícola representa 65%, sendo o restante alocado a outros usos e ao armazenamento ao longo dos anos. O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) não comprova a necessidade de construção de uma nova barragem para garantir o abastecimento público, não havendo uma avaliação específica da eficiência do uso da água no abastecimento urbano (e.g. perdas no sistema, redução de consumos) nem uma adequada análise de fontes alternativas à albufeira de Póvoa/Meadas durante a sua desactivação temporária (uso de águas cinzentas, pluviais e de ETAR para fins não potáveis, e até fazer uma aferição séria da capacidade da albufeira da Apartadura). O AHFM do Crato é centralmente uma obra de fomento hidroagrícola”, sustenta a associação ambientalista.

    Também o “combate ao despovoamento nesta região do Alto Alentejo” é outro dos argumentos contestados pela ZERO que salienta que o “estudo socioeconómico promovido pela CIMAA estima que o projecto possa vir a promover a fixação 340 a 400 pessoas na região, mas concede que o projecto não “seja capaz de inverter a previsão de despovoamento da região”.

    “A própria projecção da situação actual sem o projecto sugere que não existe nenhuma necessidade iminente para a construção de um novo aproveitamento hidroagrícola na mesma bacia hidrográfica da barragem do Maranhão e respectiva área beneficiada: é afirmado que os principais beneficiários – latifundiários e empresários com acesso à grande propriedade – “poderão encontrar formas de manterem economicamente viáveis as suas explorações”, mantendo os agroecossistemas actuais “com a consequente manutenção da paisagem, estrutura económica e valência ecológica do território”, evitando assim os piores impactes ambientais do projecto. Segundo o estudo socioeconómico divulgado na documentação em consulta pública, toda a área beneficiada por rega está em apenas 77 explorações, sendo que os 120 milhões de euros de investimento via PRR são, na prática, um apoio de 2 milhões de euros distribuído pelos 57 particulares, sobretudo grandes proprietários”, defende a ZERO.

    Uma das consequências da construção da barragem do Pisão é a inundação da aldeia do Pisão, cuja esmagadora maioria dos residentes defende que a aldeia seja reconstruída numa outra localização (79% segundo o inquérito divulgado). Segundo a ZERO “o EIA não dá quaisquer garantias em relação aos cidadãos afectados em termos da solução a adoptar, nem prevê custos relativos à compensação a atribuir aos lesados pelo projecto”.

    A associação alerta também para a “destruição de centenas de hectares de montados, a afectação de “catorze habitats incluídos na Diretiva Habitats (92/43/CEE), sendo um deles considerado prioritário” e a fragmentação e desaparecimento de habitat de espécies de protecção prioritária em risco elevado de extinção como é o caso do sisão, da abetarda e da águia caçadeira – destruindo a continuidade entre áreas com importância para a conservação (Zona Especial de Conservação do Cabeção, Important Bird Area de Alter do Chão e Zona de Protecção Especial de Monforte). Para além disso, haverá uma artificialização da ribeira de Seda e seus afluentes, com impactes cumulativos à albufeira do Maranhão, e aumento do risco de contaminação dos recursos hídricos através da promoção de sistemas agrícolas intensivos dependentes do uso sistemático de agro-químicos”.

    A ZERO chama ainda a atenção para os desvios, que considera “significativos” face ao que estava inicialmente previsto no PRR, a título de exemplo é adicionada uma central fotovoltaica terrestre; o PRR estipula que a produção de energia renovável a partir do empreendimento seria capaz de reduzir 80 000 toneladas/ano de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), no entanto o EIA aponta menos de 10% desta estimativa (7.377 t/ano de CO₂e); o PRR prevê limitar os lotes dos perímetros de rega a 100 ha, mas o EIA prevê que 5% das unidades de rega com mais de 100 ha ocupem cerca de 40% de toda a área beneficiada; só para referir algumas das diferenças apontadas pela associação.

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    Mota-Engil com “o melhor resultado registado nos últimos seis anos”

    Um aumento impulsionado pelo crescimento da actividade em 19%, naquele que é o melhor primeiro semestre de sempre. A carteira de encomendas atingiu o volume recorde de 9,2 MM€, à qual acresce ainda os novos contratos assinados no 3.º trimestre de 2,2 MM€

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    O Grupo Mota-Engil anunciou hoje os seus resultados referentes ao primeiro semestre de 2022, “um período marcado por um crescimento muito significativo da sua actividade comercial e operacional, conjugado com um controlo criterioso na gestão financeira que permitiu, ainda que com o impulso da actividade, melhorar os rácios de balanço e melhoria da sustentabilidade financeira”.

    De acordo com o comunicado, nos primeiros seis meses do ano o grupo atingiu um crescimento de 19% no seu volume de negócios, alcançando 1.354 milhões de euros, e de 14% no seu EBITDA (para 207 milhões de euros), atingindo em ambos os indicadores valores recordes do Grupo Mota-Engil num primeiro semestre, o que contribuiu decisivamente para alcançar um resultado líquido atribuível ao Grupo de 12 milhões de euros, o que é considerado “o melhor resultado registado nos últimos seis anos”.

    Destaque, também, para a carteira de encomendas com um novo recorde, que atingiu em Junho um valor de 9,2 mil milhões de euros. Contudo, e reportando o desempenho comercial à data, o Grupo Mota-Engil refere que já no terceiro trimestre celebrou contratos em Angola, México e Brasil no valor de 2,2 mil milhões de euros, registando-se entre os novos contratos projectos de dimensão média superior e concentrados nos mercados core do Grupo, onde a Mota-Engil estabeleceu que continuará a ser a maior aposta comercial e de investimento nos próximos cinco anos, de acordo com o Novo Plano Estratégico, designado de “Building´26” com vigência entre 2022 e 2026.

    Relativamente ao desempenho por área de negócio, merece destaque o crescimento de 28% no negócio de Engenharia e Construção, impactado de forma muito relevante pelo crescimento de 54% em África, com Angola e Costa do Marfim em destaque, onde a facturação duplicou neste período face ao homólogo.

    Na América Latina, o Grupo Mota-Engil aumentou o seu volume de negócios em 36%, com preponderância do mercado mexicano, o maior da região, a alcançar um crescimento da actividade em 41%, assim como o Peru que atingiu um crescimento de 55%, sendo ainda de destacar o nível recorde de carteira registado em Junho na América Latina, superior a 3 mil milhões de euros, e que potenciará o crescimento nos próximos anos.

    Na Europa, merece ainda destaque o crescimento da actividade em Portugal com +18%, depois do crescimento de 11% em 2021, apresentando o Grupo na região, de forma consolidada, uma ligeira diminuição da actividade, justificada por uma maior selectividade na apresentação de propostas comerciais na Polónia em função da elevada volatilidade na região, assim como pelo efeito da venda realizada em Janeiro das operações no Reino Unido e Irlanda, que dessa forma não contribuíram neste período para a performance operacional da divisão europeia.

    No que respeita ao negócio do Ambiente, de destacar o crescimento de 9% no Volume de Negócios, atingindo 220 milhões de euros, suportado essencialmente no crescimento da actividade internacional, que representou, a Junho, 29% do total, em função do crescimento em África, alcançando esta área de negócio um crescimento no EBITDA de 19% e com margem de 32%.

    A Mota-Engil Capital, que inclui os activos fora do core de E&C e Ambiente como os multisserviços e imobiliário, apresentou uma diminuição do Volume de Negócios e EBITDA, influenciado pela venda de alguns activos no primeiro semestre tal como previsto no Plano Estratégico.

    Desempenho Financeiro

    Ao nível da gestão financeira, o Grupo Mota-Engil manteve os seus compromissos de investimento em linha com o projectado no início do ano com um CAPEX de 108 milhões de euros, 55% relacionados com investimento de crescimento e em contratos de médio e longo prazo.

    A destacar ainda a tendência de crescimento da rendibilidade operacional conjugada com uma gestão criteriosa de investimentos, o que permitiu reduzir a dívida líquida para 1.117 milhões de euros, melhorando o rácio de Dívida Líquida / Ebitda para 2,6x.

    Ainda na vertente financeira, destaque para o aumento de 34% no capital próprio, o que reforça a sustentabilidade do balanço, assim como as condições para a concretização plena do plano estratégico (Building´26), em vigor entre 2022 e 2026.

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    Município de Pombal com 2M€ de investimentos ‘no terreno’

    Além de intervenções na rede viária, estão contempladas intervenções em equipamentos municipais

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    A Câmara Municipal de Pombal tem a decorrer cinco concursos públicos referentes a empreitadas de obras públicas que totalizam um investimento superior a dois milhões de euros.

    Segundo adianta a edilidade liderada por Pedro Pimpão, uma das empreitadas corresponde a trabalhos de reabilitação das coberturas e fachadas do Bairro Social Margens do Arunca, com um valor base de 277 mil euros, acrescido de IVA.

    Na área da rede viária, foram aprovadas asfaltagens de estradas e caminhos na freguesia de Pombal e na União de Freguesias de Guia, Ilha e Mata Mourisca, abrangendo cerca de 9.000 metros.

    No caso da freguesia de Pombal, a intervenção, com um valor base de 374.466,90 euros (acrescido de IVA), contempla a beneficiação de diversos arruamentos, visando a melhoria dos pavimentos e a segurança rodoviária com soluções pontuais, sobretudo com a complementarização da sinalização vertical e horizontal.

    Por sua vez, os trabalhos previstos para a União de Freguesias de Guia, Ilha e Mata Mourisca estão estimados em 256.723 euros (acrescido de IVA) e contemplam a requalificação de pequenos troços de estradas em aglomerados urbanos.

    Encontra-se, também, em concurso público, a obra de requalificação da área envolvente ao cemitério do Carriço, que prevê a criação de bolsas de estacionamento e uma zona de circulação pedonal. Pretende-se igualmente a construção de um acesso ao cemitério que não se torne conflituoso com a EN109. A empreitada tem um valor base de 250 mil euros (acrescido de IVA).

    A Câmara Municipal lançou igualmente o concurso público para a requalificação da zona interface de transportes, com um valor base de 725 mil euros (acrescido de IVA).

    Pelo facto de os anteriores concursos terem ficado desertos, foram feitas alterações ao projeto inicial, tendo em conta a pretensão da obra ficar concluída até meados de 2023, devido à execução no âmbito do financiamento comunitário.

    A solução agora a concurso visou reduzir o prazo de execução da obra, contemplando essencialmente os arranjos exteriores, a demolição das antigas instalações do centro de formação profissional da Cercipom, a ligação de uma praça frente à estação rodoviária à bolsa de estacionamento na Urbanização das Cegonhas, e uma organização do espaço com paragem de táxis e rede de transportes urbanos (Pombus).

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    Moçambique: Recuperação da EN1 arranca no próximo ano

    A reabilitação, que inclui a construção de um total de 13 portagens, vai incidir numa extensão de 1.300 quilómetros dos 2.477 quilómetros que a rodovia possui

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    As obras de reabilitação da Estrada Nacional N.º 1 (EN1), a principal de Moçambique, arrancam no segundo semestre do próximo ano.

    Citado pela imprensa moçambicana, o ministro dos Transportes e Comunicação, Carlos Mesquita, explica que “a primeira questão era mesmo conseguir o financiamento, já está garantido, pelo menos uma parte. Até 2023, no segundo semestre, as obras vão começar”, refere à margem do 6.º Congresso de Engenharia, que decorre em Maputo.

    A EN1, a única estrada que liga o sul, centro e norte de Moçambique, tem sido palco de graves acidentes de viação, com várias mortes e quase sempre envolvendo transportes coletivos, um problema associado ao excesso de velocidade, segundo as autoridades, que também admitem a má condição da via em vários pontos.

    Em Abril, o Governo moçambicano anunciou a intenção de reabilitar a EN1 e, segundo cálculos avançados na altura pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, as obras estavam orçadas em 750 milhões de dólares (748 milhões de euros, no câmbio atual).

    A reabilitação, que inclui a construção de um total de 13 portagens, vai incidir numa extensão de 1.300 quilómetros dos 2.477 quilómetros que a rodovia possui. O executivo já dispõe da metade do fundo proveniente do Banco Mundial, que aprovou, na semana passada, 400 milhões de dólares (399 milhões de euros) para o projeto moçambicano Estradas Seguras, que inclui um apoio para a reabilitação da EN1.

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    Universidade do Algarve vai construir duas residências e renovar outras seis

    No seu conjunto, os oito projetos agora aprovados implicarão um investimento total de 14,54 milhões de euros, dos quais 804 mil serão assegurados pela Universidade e o valor restantes pelo PRR

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    A Universidade do Algarve acaba de ver aprovada a atribuição de um financiamento de 13,7 milhões de euros, ao abrigo do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), a aplicar num plano ambicioso que prevê a abertura, até meados de 2024, de duas novas residências e a requalificação/renovação de seis já existentes, num esforço que permitirá disponibilizar 292 novas camas para estudantes.

    De acordo com os dados avançados pela instituição, do valor atribuído às oito candidaturas da UAlg aprovadas para financiamento do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), a maior tranche – 9,37 milhões de euros – tem como destino a construção de duas novas unidades de alojamento estudantil dentro dos campi da universidade, uma no campus de Gambelas (com 162 camas) e outra no campus da Penha (com 125 camas).

    Para além das novas residências, a UAlg garantiu também um financiamento de 4,36 milhões de euros para avançar com a renovação, até final de 2023, das residências Berlim (444.092,00 euros), Ferragial 17 (797.347,00 euros), Ferragial 16 (797.347,00 euros), Penha (1.029.486,00 euros), Lote E (797.347,00 euros) e Lote O (494.557,00 euros).

    Abrangendo um total de 432 camas, estas seis intervenções terão um custo total de 5,16 milhões de euros e vão permitir melhorar as condições de habitabilidade de um conjunto de infraestruturas que, entre si, garantem mais de 80% das vagas oferecidas (552 camas), atualmente, pela Universidade do Algarve, para alojamento estudantil.

    No seu conjunto, os oito projetos agora aprovados implicarão um investimento total de 14,54 milhões de euros, dos quais 804 mil serão assegurados pela Universidade e o valor restantes pelo PRR.

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