Edição digital
Assine já
mulher com painéis solares e
Construção

Investimento de 98,7M€ da Galp na extensão de central solar de Ourique

Ourique II irá ocupar uma área de 248 hectares e reforça os objectivos regionais da autarquia em, entre outros, ser um pólo dinamizador de estratégias de sustentabilidade e de requalificação da Linha da Funcheira-Beja

CONSTRUIR
mulher com painéis solares e
Construção

Investimento de 98,7M€ da Galp na extensão de central solar de Ourique

Ourique II irá ocupar uma área de 248 hectares e reforça os objectivos regionais da autarquia em, entre outros, ser um pólo dinamizador de estratégias de sustentabilidade e de requalificação da Linha da Funcheira-Beja

CONSTRUIR
Sobre o autor
CONSTRUIR
Artigos relacionados
Revigrés e Archi Summit apresentam ArchiRevi Talks + Challenge
Arquitectura
Aposta no fotovoltaico cobre 22% das necessidades da base logística d’Os Mosqueteiros
Empresas
Soluções Sto integram renovação da Estação Paddington Elizabeth em Londres
Empresas
Vanguard Properties adquire 50% da Ecosteel
Imobiliário
Ordem dos Engenheiros apresenta projecto “Future World Vision”
Engenharia
Alma Gardens representa 80M€ de investimento
Imobiliário
Preços das casas registam maior aumento dos últimos 30 anos
Imobiliário
Fercopor alcança mais de 90% de vendas em novo projecto imobiliário de luxo
Imobiliário
Trienal acolhe kick-off da Representação Oficial Portuguesa
Arquitectura
Nova direção da ASMIP reforça “aposta na dignificação da classe”
Imobiliário

A expansão da central solar de Ourique ocupará uma área de 248 hectares, acrescentando uma potência fotovoltaica de 158 megawatts à central solar de Ourique. O projecto é da ISDC, , uma empresa de desenvolvimento de projectos fotovoltaicos, que faz parte do universo da Galp desde 2020.

A projecto que está em fase de processo de licenciamento ambiental, prevê um investimento de 98,7 milhões de euros. Insere-se no âmbito da ampliação da central solar que a ISDC desenvolveu em Ourique e que tem uma capacidade instalada de 250 megawatts (MW). Esta segunda fase do projecto irá adicionar outros 158 MW de capacidade.
Ainda de acordo com o estudo de impacto ambiental que está em consulta pública. O projecto da Central de Ourique II, prevê a produção de cerca de 357 767 MWh/ano, através da instalação de 239.904 painéis.

O período de exploração da central será de, aproximadamente, 30 anos

O projecto da Central de Ourique II visa reforçar os objectivos regionais e locais já anteriormente assumidos para a central de Ourique I e que pretende criar em Ourique “um pólo dinamizador de estratégias de sustentabilidade para o Concelho”, atrair “investigadores doutorandos em áreas relacionadas com a energia solar, para realização de trabalhos de campo e experimentais a decorrer na Central” e “contribuir com apoio dos especialistas para a Escola Técnico-Profissional local nas áreas da sua especialidade, garantido dessa forma uma Formação Profissional de excelência, contribuindo para a fixação de jovens na região”.

Simultaneamente, a Galp quer dinamizar, em parceria com a Câmara Municipal de Ourique, a estratégia regional de reactivação, electrificação e requalificação da Linha Funcheira (Ourique) – Beja, fundamental para o futuro da Região, enquanto projecto complementar”, pode ler-se no documento.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Artigos relacionados
Revigrés e Archi Summit apresentam ArchiRevi Talks + Challenge
Arquitectura
Aposta no fotovoltaico cobre 22% das necessidades da base logística d’Os Mosqueteiros
Empresas
Soluções Sto integram renovação da Estação Paddington Elizabeth em Londres
Empresas
Vanguard Properties adquire 50% da Ecosteel
Imobiliário
Ordem dos Engenheiros apresenta projecto “Future World Vision”
Engenharia
Alma Gardens representa 80M€ de investimento
Imobiliário
Preços das casas registam maior aumento dos últimos 30 anos
Imobiliário
Fercopor alcança mais de 90% de vendas em novo projecto imobiliário de luxo
Imobiliário
Trienal acolhe kick-off da Representação Oficial Portuguesa
Arquitectura
Nova direção da ASMIP reforça “aposta na dignificação da classe”
Imobiliário
Arquitectura

Revigrés e Archi Summit apresentam ArchiRevi Talks + Challenge

Iniciativa conjunta pretende debate abordar a temática da sustentabilidade e promover a apresentação de propostas que demonstrem como a inclusão de revestimentos e pavimentos cerâmicos nos edifícios contribuem positivamente para a qualidade do meio ambiente e dos seus utilizadores

Em 2023, a Revigrés e o Archi Summit unem-se no projecto ArchiRevi Talks + Challenge, uma iniciativa com que as duas entidades vão marcar presença nas faculdades das áreas de Arquitectura, Design e Engenharia Civil, em todo o País.

As “ArchiRevi Talks” vão acontecer em formato roadshow, para falar sobre sustentabilidade e convidar os futuros profissionais do sector a responder aos desafios da construção sustentável através da sua participação num desafio. Os contactos com as faculdades estão ainda a ser realizados e o agendamento das Talks dependerá da disponibilidade de cada uma das instituições.

Já o “ArchiRevi Challenge” propõe a realização de um projecto de intervenção num espaço existente, sob uma perspectiva inovadora e com um impacto real e visível, integrando produtos e materiais da Revigrés.

O objectivo é demonstrar como a escolha dos revestimentos e pavimentos cerâmicos contribui positivamente para a qualidade do meio ambiente e qualidade de vida dos utilizadores, para prolongar o ciclo de vida dos edifícios e, consequentemente, para a descarbonização das cidades.

Os projectos podem ser submetidos até 14 de Junho de 2023, sendo que os 20 finalistas serão conhecidos a 1 de Julho através das redes sociais da Revigrés e do Archi Summit e expostos durante o evento Archi Summit 2023, que irá acontecer de 5 a 7 de Julho, na Casa da Arquitetura, no Porto. Os três melhores projectos serão premiados, com anúncio durante o evento.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

default

Empresas

Aposta no fotovoltaico cobre 22% das necessidades da base logística d’Os Mosqueteiros

A ENGIE Hemera instalou na base logística do Grupo Os Mosqueteiros em Paços de Ferreira, mais de 2 mil módulos fotovoltaicos, que ocuparão uma área de cobertura de quase 5.000 m2. A instalação permite uma autonomia energética de 22% e a diminuição de 167 toneladas de CO2 por ano da sua pegada de carbono

A ENGIE Hemera instalou um sistema solar fotovoltaico na base logística do Grupo Os Mosqueteiros em Paços de Ferreira, que permite gerar uma autonomia energética de 22% e diminuir as emissões em cerca de 167 toneladas de CO2.

Através desta solução, desenvolvida pela ENGIE Hemera, a base logística de Paços de Ferreira desta cadeia de supermercados vai poder produzir e consumir energia verde nas suas instalações, reforçando o seu compromisso com a sustentabilidade, a poupança de energia e a aposta estratégica de produção de energia própria.

Esta estratégia permite anular 22% das necessidades de consumo desta plataforma logística e atenuar o efeito nefasto do crescente aumento dos custos com a electricidade em Portugal, que tanto está a afectar o sector empresarial.

A instalação de 2.222 módulos na cobertura, numa área total de 4.830 m², permite atingir a potência instalada de 1MWp e criar, em média, uma produção energética anual de 1.256 MWh.

“A transição energética das nossas actividades é uma prioridade. Queremos contribuir com a geração de energia verde para tornar a nossa operação cada vez mais autossuficiente ao nível energético, reduzir os custos com a factura de electricidade, mas também para fazer a nossa parte na sustentabilidade ambiental, uma urgência a que todos diz respeito. O projecto realizado com a ENGIE Hemera é algo de que muito nos orgulhamos e que vai ter um impacto muito significativo no nosso dia-a-dia”, sublinha David Silva, Administrador da Logística do Grupo os Mosqueteiros.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Empresas

Soluções Sto integram renovação da Estação Paddington Elizabeth em Londres

A Sto participou no processo de restauração edifício histórico e emblemático que alberga a Estação Paddington Elizabeth em Londres através da aplicação do seu sistema de fachada ventilada StoVentec Glass

O sistema de fachada ventilada com revestimento de vidro StoVentec Glass foi aplicado no espaço que conduz ao átrio principal da estação, garantindo a eficiência energética deste espaço. StoVentec Glass funciona como uma tela protectora para a chuva e pode ser instalado em qualquer tipo de fachada.

Composto por vidro 100% reciclável, este sistema Sto é extremamente resistente, uma vez que possui suportes de painéis feitos de perlite natural, e extremamente flexível permitindo inúmeras possibilidades de design: desenho, ilustração, fotografia, logotipo, etc. No caso da estação de Paddington Elizabeth, em Londres, os painéis foram impressos com um design circular.

Entre os grandes desafios colocados por esta intervenção estava a sua localização, estando um nível abaixo do solo e junto aos limites de várias ruas residenciais e do Canal da Grand Union. O estúdio de arquitectura Weston Williamson + Partners foi capaz de combinar os elementos da antiga estação com o novo design, tendo sempre em mente dois requisitos fundamentais para qualquer projecto arquitectónico actual: eficiência energética e design sustentável.

A configuração final do edifício proporciona um ambiente claro e legível para os passageiros, com vista para o céu a partir das plataformas através de um dossel envidraçado. A copa incorpora, pela mão de Spencer Finch, uma obra de arte em nuvem em larga escala que muda de acordo com a posição do sol e a hora do dia.

Ao integrar o serviço e restaurar as instalações intermodais no topo, o projecto aproveita ao máximo a topografia existente. Grandes vazios e clarabóias trazem luz solar à estação para reduzir a necessidade de luz artificial, e permitem que a ventilação natural faça parte da estratégia ambiental da estação.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Vanguard Properties adquire 50% da Ecosteel

Operação implicou um investimento estratégico de 30 M€ e permitirá a criação de uma nova unidade industrial de produção de madeira laminada cruzada (CLT) destinada à construção de edifícios em altura

O grupo Vanguard Properties realizou um investimento estratégico de 30 milhões de euros na Ecosteel, que inclui a aquisição de 50% do capital da empresa de referência internacional no sector das caixilharias. Desta forma, a promotora “consolida o seu papel na dinamização da construção industrial portuguesa e na promoção da construção sustentável”.

Com este investimento a Ecosteel entra num novo ciclo de expansão na sua indústria de base, nomeadamente nos sistemas de caixilharia minimalistas de construção inovadoras e instalações artísticas, passando também pela área do design e tecnologia. Este investimento permitirá a criação de uma nova unidade industrial de produção de madeira laminada cruzada (CLT) destinada à construção de edifícios em altura. 

Neste contexto de expansão da empresa, está previsto o reforço superior a 60% do número de colaboradores da empresa para cerca de 400 até 2024, entre os quais arquitectos, engenheiros, designers, serralheiros e instaladores.

Até ao momento, a Vanguard Properties já investiu mais de 50 milhões de euros em empresas industriais portuguesas, especializadas na produção de estruturas modelares, nomeadamente, a Black Oak Company, em Junho de 2021.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Engenharia

Ordem dos Engenheiros apresenta projecto “Future World Vision”

Hoje em Lisboa e amanhã no Porto, a Ordem dos Engenheiros e a Sociedade Americana de Engenheiros Civis apresentam o projecto “Future World Vision” e a sua criação a “Mega City 2070”, uma ferramenta virtual que reproduz uma visão altamente pormenorizada de uma cidade hipotética no ano de 2070

A Ordem dos Engenheiros, em parceria com a Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE), promove, hoje, dia 24, e amanhã 25 de Janeiro, em Lisboa e no Porto, respectivamente, a apresentação do projecto “Future World Vision”, uma iniciativa que resulta da congregação de algumas das melhores ideias de engenharia tendo em vista uma projecção realística do futuro.

No âmbito deste projecto, foi criada a “Mega City 2070”, uma ferramenta virtual que reproduz uma visão altamente pormenorizada de uma cidade hipotética no ano de 2070, cujos detalhes serão apresentados aos engenheiros portugueses pela Presidente da ASCE, Maria C. Lehman. Trata-se de um modelo digital 3D imersivo que coloca o utilizador no coração de uma cidade do futuro, a “Mega City”. Através dessa lente virtual, é possível idealizar as possibilidades de como uma megacidade irá suportar uma população de 50 milhões de pessoas, preservando o carácter histórico da cidade, conservando os seus recursos naturais, promovendo os espaços verdes e permitindo a coexistência de diversos estilos de vida e economias.

Esta ferramenta foi projectada com o objectivo de despoletar discussões entre engenheiros e outros profissionais sobre o futuro do ambiente construído e sobre como as escolhas de hoje condicionam as cidades que encontraremos no futuro, tendo o seu desenvolvimento considerado seis tendências principais – energias alternativas, veículos autónomos, alterações climáticas, cidades inteligentes, construção de alta tecnologia e política e financiamento.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Alma Gardens representa 80M€ de investimento

Alma Gardens é o novo projecto residencial a nascer em Miraflores. O investimento, de 80 milhões de euros, é da Criterion e o projecto conta com a assinatura do atelier de arquitectura da Quadrante e do arquitecto João Tiago Aguiar. Estará concluído em 2025

Localizado entre o parque do Jamor e Monsanto, o projecto é comercializado pela Castelhana Real Estate que tem mais de 80% dos apartamentos disponíveis já reservados e vendidos. Os portugueses representam 95% dos clientes compradores.

“Os apartamentos do Alma Gardens estão repletos de materiais naturais e luz que proporcionam um refúgio tranquilo para relaxar, com vistas sobre a cidade e o rio. Os interiores elegantes e modernos comunicam com generosas varandas através de grandes portas de correr envidraçadas, fornecendo a conexão perfeita entre o interior e o exterior dos apartamentos. A sustentabilidade é um factor chave no projecto. Cada apartamento é projectado para ser energeticamente eficiente com bombas de calor de fonte de ar para aquecimento de águas, painéis solares térmicos comuns no telhado e com infraestruturas de carregamento para viaturas eléctricas”, sublinha Darija Zivni Aziz, da Criterion Portugal.

O Alma Gardens representa um investimento de 80 milhões de euros para a construção destes 4 edifícios residenciais que deverão estar concluídos no primeiro trimestre de 2025.

O empreendimento residencial, que conta com a assinatura do atelier de arquitectura da Quadrante e do arquitecto João Tiago Aguiar, é constituído por 126 apartamentos distribuídos por 4 edifícios de apenas 4 andares cada, com extensos rooftops que combinam uma arquitectura verde com a envolvente, servindo cada edifício com exclusivas piscinas e áreas privativas de estar e de lazer.

Para Patrícia Clímaco, sócia da Castelhana Real Estate, “o Alma Gardens é um investimento seguro numa zona tranquila de Miraflores, distinguindo-se pela sua exclusividade, ao oferecer aos residentes de cada edifício piscina para adultos, piscina para crianças e ginásio no rooftop, estacionamento com pré-instalação de carregamento eléctrico e arrecadações”.

A CEO da Castelhana acrescenta que “este projecto é pensado para famílias que desejam viver perto do centro de Lisboa, rodeados de natureza e usufruir de todo o conforto e conveniência de poderem estar perto das melhores escolas, numa zona bem servida de transportes, acessos e serviços”.

Todos os apartamentos contam com amplas varandas e janelas do chão ao tecto que envolvem todas as fachadas, com um ritmo de avanços e recuos que espelham a cadência do mar, com floreiras em todo o seu perímetro.
O Alma Gardens abre agora o stand de vendas. Durante o próximo mês de Fevereiro, qualquer nova venda reverterá com a contribuição de 5.000 euros a favor das Aldeias SOS, mais precisamente da Aldeia SOS de Bicesse e do Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental de Oeiras.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Preços das casas registam maior aumento dos últimos 30 anos

Os preços de venda das casas em Portugal (Continental) subiram 18,7% em 2022, dando assim sequência à trajectória de forte intensificação no crescimento dos preços observada desde 2017

Os preços de venda das casas em Portugal (Continental) subiram 18,7% em 2022, a valorização anual mais elevada dos últimos 30 anos, de acordo com o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário. É necessário recuar a 1991 para encontrar uma taxa de variação homóloga no final do ano superior à registada neste último mês de Dezembro. Em 1991 apurou-se um aumento dos preços de 18,8%, marca que até agora tinha sido aproximada apenas pelas valorizações observadas nos dois anos anteriores à pandemia, ambas situadas no patamar dos 15,0%.

O ano 2022 deu, assim, sequência à trajectória de forte intensificação no crescimento dos preços observada desde 2017, ano em que a valorização de 12,8% mais que duplicou a de 5,6% registada em 2016. Os anos 2018 e 2019 consolidaram a tendência, com valorizações homólogas em Dezembro de 15,4% e 15,8%, respetivamente. Este ciclo foi apenas interrompido em 2020, quando os preços de venda da habitação terminaram o ano com um crescimento mais moderado, de 4,8%, em reflexo da pandemia. O ano 2021 foi já de reativação da tendência de intensificação das subidas, registando-se uma valorização homóloga de 12,2%, num percurso ao qual 2022 veio dar continuidade.

Ano a dois ritmos

Sem prejuízo da forte valorização registada no final do ano, 2022 registou um comportamento dos preços a dois ritmos. Na primeira metade do ano, mais concretamente até Julho, os preços mantiveram uma trajectória de aceleração, com sucessivas subidas mensais médias de quase 2,0%. A segunda metade de 2022 foi de perda de intensidade, com um arrefecimento das variações mensais, que por duas vezes foram inferiores a 1,0%, entrando inclusive em terreno negativo (variação mensal de -0,5% em setembro). Daqui resulta que, apesar de ter atingido um valor robusto de 18,7%, a variação homóloga registada em dezembro apresenta uma contração face aos registos da segunda metade do ano, quando este indicador atingiu o pico inédito de 21,1% (em agosto), e é mesmo a mais baixa desde julho.

As variações trimestrais dos preços também confirmam esta tendência. Ainda assim, as subidas trimestrais de preços têm sido menores a cada trimestre, passando de 5,5% no 1º trimestre de 2022, para 5,0% no 2º trimestre, 3,7% no 3º trimestre e, finalmente, 3,2% no último trimestre do ano.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Fercopor alcança mais de 90% de vendas em novo projecto imobiliário de luxo

Resultados “validam não apenas a aposta estratégica da empresa na zona da Boavista”. Mário Almeida, administrador da Fercopor, destaca, ainda, um novo projecto habitacional e um edifício de escritórios com 17 andares previsto para a mesma zona

Cidália Lopes

A comercialização do Pure, o novo projecto imobiliário da Fercopor, localizado na Boavista, já ultrapassou os 90%. Estão já vendidos 31 dos 34 apartamentos distribuídos pelos três edifícios. 30 deles foram vendidos logo nas primeiras duas semanas, após a apresentação oficial deste novo condomínio de luxo.

Entre os novos residentes, maioritariamente, portugueses, estão famílias e alguns investidores privados. “A localização, a apenas 100 metros da Avenida da Boavista, as generosas áreas marcadas pela privacidade, a excepcionalidade dos detalhes e a arquitectura” são alguns dos atributos que têm levado à procura pelo empreendimento. Com inspiração nas obras de Piet Mondrian, a assinatura está a cargo do arquitecto José Carlos Cruz.

Recorde-se que ainda em Junho, e também nesta avenida, a Fercopor apresentou o projecto Enlight, igualmente assinado por José Carlos Cruz. A comercialização dos 21 apartamentos ficou concluída em Janeiro de 2023, mas 70% das vendas foram feitas em menos de dois meses. O edifício de sete andares, localizado junto ao antigo Centro Comercial Dallas, está já em construção e conta com habitações T1 a T4.

De acordo com Mário Almeida, administrador da Fercopor, “estes impressionantes resultados, alcançados nos dois projectos e em tão curto espaço de tempo, validam não apenas a aposta estratégica da empresa na zona da Boavista como também o trabalho de uma grande equipa dedicada à dinamização de áreas residenciais com arquitectura diferenciadora e construção de elevada qualidade”. Em relação ao futuro, acrescenta que “há ainda muito potencial por explorar nesta zona da cidade do Porto e, por isso, a Fercopor tem novos projectos em desenvolvimento”.

Entre os planos da promotora imobiliária de luxo para o primeiro semestre de 2023, está um novo projecto habitacional, no cruzamento entre a Rua António Cardoso e a Avenida da Boavista. Metros abaixo, em plena avenida, está previsto um edifício de escritórios com 17 andares, projectado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

Jornalista
Mais artigos
Arquitectura

Trienal acolhe kick-off da Representação Oficial Portuguesa

Com curadoria de Andreia Garcia, Fertile Futures problematiza a escassez da água doce, a partir de sete distintas hidro-geografias do território português. A apresentação da representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023, acontece nos dias 28 e 29 de Janeiro no Palácio Sinel de Cordes

CONSTRUIR

A Trienal de Arquitectura de Lisboa acolhe o lançamento de Fertile Futures, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023, no Palácio Sinel de Cordes, no fim-de-semana de 28 e 29 de Janeiro. Com curadoria de Andreia Garcia, Fertile Futures problematiza a escassez da água doce, a partir de sete distintas hidro-geografias do território português.

As cinco assembleias de pensamento que compõem Fertile Futures são momentos de debate, sensibilização e mediação abertos ao público e de acesso gratuito que se realizam em Lisboa, Veneza, Braga, Faro e Porto Santo. Estas visam alimentar a reflexão em torno da água doce como elemento vital às espécies humana e não-humana, funcionam como espaços de (re)aprendizagem recíproca assente na coexistência entre saberes.

Fertile Futures convida equipas de arquitectura, em colaboração com especialistas de outras áreas, para problematizar e desenhar soluções especulativas que procuram inverter a memória recente de sobreposição e imposição de modelos, interesses e formas de actuação.

Os casos em estudo exemplificativos da acção antropocêntrica sobre recursos hídricos, naturais e finitos são: o impacto da Gigabateria na bacia do Tâmega; a quebra da convenção no Douro Internacional; a extração mineira no Médio Tejo; a imposição de interesses na Albufeira do Alqueva; a anarquia no perímetro de rega do Rio Mira; a sobrecarga das lagoas na Lagoa das Sete Cidades e o risco de aluviões nas Ribeiras Madeirenses.

Nesta primeira sessão, que decorre sábado (entre as 10h20 e as 13h30 e as 15h00 e 17h30) e domingo (das 10h20 às 13h30), participam, como consultores, Álvaro Domingues, Ana Salgueiro Rodrigues, Ana Tostões, Andres Lepik, Aurora Carapinha, Eglantina Monteiro, Érica Castanheira, Francisco Ferreira, João Mora Porteiro, João Pedro Matos Fernandes, Luca Astorri, Margarida Waco, Marina Otero, Patti Anahory, Pedro Gadanho e Pedro Ignacio Alonso.

Organizada e comissariada pela Direcção-Geral das Artes, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2023 propõe-se discutir e apresentar estratégias para a gestão, reserva e transformação da água doce e contribuir para uma discussão que é comum e global, em resposta directa à convocatória de Lesley Lokko, curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitectura – La Biennale di Venezia, que tem como título e tema “O Laboratório do Futuro”.

Expandindo a existência efémera de uma representação nacional na Bienal, Fertile Futures envolve as novas gerações no desenvolvimento de soluções para reservatórios de futuro e pretende defender, entre Portugal e Veneza, a pertinência do contributo da arquitectura no redesenho do futuro descarbonizado, descolonizado e colaborativo.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos
Imobiliário

Nova direção da ASMIP reforça “aposta na dignificação da classe”

Do conjunto de desafios da direcção presidida por Luís Lopes destaca-se a aposta em garantir uma posição credível e reconhecida da ASMIP, de forma a permitir apresentar e defender os interesses, quer dos seus associadas, quer da classe em geral, com especial destaque para o exercício ilegal da actividade

CONSTRUIR

A nova direcção da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP), cuja cerimónia de Tomada de Posse dos Corpos Sociais, para o triénio de 2023/25, terá lugar pelas 17h00 do dia 26 de Janeiro, no Lisboa Story Centre, no Terreiro do Paço, em Lisboa, identificou como um dos grandes objectivos a atingir a “dignificação da classe”.

Do conjunto de desafios da direcção presidida por Luís Lopes destaca-se a aposta em garantir uma posição credível e reconhecida da ASMIP, junto das empresas que representa e de todas as entidades com quem se relaciona, de forma a permitir apresentar e defender os interesses, quer dos seus associadas, quer da classe em geral, com especial destaque para o exercício ilegal da actividade, e sobretudo para os ataques que a classe tem sofrido com o aparecimento de diversas ideias, plataformas, portais, serviços complementares, que procuram agrilhoar as empresas a inúmeras obrigações financeiras, que a prazo muitas não conseguirão suportar.

A nova direcção continuará, também, a dar atenção máxima à formação, “o primeiro e mais importante serviço desde a admissão de uma empresa associada”. Luís Lopes destaca, ainda, que “para aumentar a qualidade e diversidade dos níveis de formação dos profissionais será decisivo que a nova legislação veja a luz do dia. Sabemos que depois das nossas propostas, ainda em 2020, exaustivas e devidamente justificadas, e depois de uma fase de consulta do IMPIC a diversos organismos, incluindo a ASMIP, foi elaborado e enviado ao ministério, no verão passado, um projeto de lei. A expectativa era de termos nova lei antes do fim do ano passado, mas com os desenvolvimentos políticos recentes, com a criação do novo Ministério da Habitação, continuamos a aguardar, agora sem data à vista, que saiam novidades sobre o tema”.

Alargar o leque de benefícios aos associados com mais parcerias, algumas já em preparação, é outro dos objectivos. Entre elas destacamos a criação de um portal imobiliário inclusivo para todas as empresas de mediação, e referência na criação de leads e de partilhas entre as imobiliárias, com a garantia da exclusividade de empresas devidamente credenciadas, uma forma de garantir ao cliente final maior segurança na sua busca por um negócio imobiliário.

A aposta passa também pela criação de bases distritais de associados, incentivando ao seu empenho na actividade da ASMIP, e na sua condução ao nível de novas propostas que possam melhorar os seus serviços, apoio e influência.

Não menos importante é a recente integração da ASMIP no Conselho Nacional de Habitação que se pretende venha a contribuir activamente nas ideias e projectos que possam melhorar o cenário actual.

A nova direcção da ASMIP é presidida por Luís Lopes, da Forma de Saída, tendo como vice-presidente Francisco Bacelar, da Forma Régia, que ocupou a presidência nos últimos dois mandatos. Luís Ribeiro, da Figueira Center Imobiliária, preside à Assembleia Geral e Mário Matos, da IMA, estará à frente do Conselho Fiscal.

Sobre o autorCONSTRUIR

CONSTRUIR

Mais artigos

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se conectado

©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.