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    Porto: Investimento de 1,6 M€ devolve cinco edifícios ao Morro da Sé

    As obras, adjudicadas à empresa RBT – Construção, arrancaram em Dezembro de 2020 e deverão estar concluídas no 1º trimestre de 2023

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    Porto: Investimento de 1,6 M€ devolve cinco edifícios ao Morro da Sé

    As obras, adjudicadas à empresa RBT – Construção, arrancaram em Dezembro de 2020 e deverão estar concluídas no 1º trimestre de 2023

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    A obra de reabilitação da Operação D do Morro da Sé vai oferecer ao Centro Histórico cinco edifícios para habitação, comércio e serviços. O investimento de 1,6 milhões de euros da Porto Vivo, SRU deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2023. As obras, adjudicadas à empresa RBT – Construção, arrancaram em Dezembro de 2020.

    A intervenção nos imóveis, situados na intersecção das ruas da Bainharia, dos Mercados e da Santana, resultará em 14 novas habitações de tipologia T0, T1, T2 e T2 duplex, que vão integrar o Programa Municipal de Arrendamento Acessível. A estas juntam-se quatro fracções para novas oportunidades de comércio e/ou serviços na cidade.

    Com a execução desta empreitada, fica concluído um conjunto de nove operações de reabilitação no Morro da Sé, envolvendo a recuperação integral de 28 edifícios, com a disponibilização de 67 fracções habitacionais e 19 frações de comércio/serviços.

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    50M€ para obras no Aeroporto do Porto

    A ANA Aeroportos de Portugal assinou com a Acciona, o contrato de empreitada da obra de reforço estrutural da pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no valor de 50 milhões de euros. Esta intervenção visa o desenvolvimento do aeroporto do Porto, permitindo acomodar o crescimento do tráfego futuro

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    A ANA Aeroportos de Portugal assinou com a Acciona, o contrato de empreitada da obra de reforço estrutural da pista do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no valor de 50 milhões de euros.  A empreitada vai ter início no próximo 31 de Julho e vai prolongar-se durante 19 meses. Todas as intervenções serão feitas entre as 00h00 e as 06h00, de segunda a sábado, para minimizar o impacto nas operações aeroportuárias. Adicionalmente, vai ser necessário encerrar a pista a 10 de Setembro para a execução de trabalhos mais complexos.

    Com este investimento, a ANA vai reforçar as condições operacionais do Aeroporto do Porto, sendo esta a maior intervenção realizada na pista desta infraestrutura.

    A intervenção será realizada na pista e áreas adjacentes e envolve os trabalhos de: reforço estrutural do pavimento da pista; ajustamento dos perfis longitudinais e horizontais da pista; substituição do sistema luminoso de aproximação; ajustamento dos perfis das faixas de segurança da pista; substituição do sistema de luzes de pista por LED’s; substituição de toda a rede de colectores instaladas na área de intervenção; instalação do sistema de luzes de precisão na pista 35, para permitir operações em baixa visibilidade.

    Para Thierry Ligonnière, CEO da ANA, este “é um investimento estrutural relevante que vai contribuir para o desenvolvimento do Aeroporto do Porto e para que continue a ser um dos melhores aeroportos da Europa, de acordo com as opiniões dos passageiros”. “Este é mais um investimento que fazemos nos aeroportos portugueses que demonstra o empenho das equipas da ANA e da VINCI Airports na promoção da conectividade aérea do país e das regiões e da segurança das operações”, sublinha o CEO da ANA.

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    MCA conclui quarto parque solar em Angola

    Com uma potência instalada de 25,3 MWp, foram montados cerca de 44 mil painéis solares no parque solar do Luena, em Angola. Este é o quarto projecto, de um total de sete, que a MCA está a construir em Angola

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    Foi inaugurado o Parque Fotovoltaico do Luena, na província de Moxico, em Angola. Esta infraestrutura, com uma potência instalada de 25,3 MWp, foi construída pela MCA e irá abastecer 59 483 pessoas. Este é o quarto parque solar entregue, de um total de sete, que a empresa portuguesa está a construir em Angola.

    “É com enorme orgulho que entregamos o quarto parque solar em Angola. As nossas equipas reconhecem o impacto que estes projectos têm na melhoria da qualidade de vida da população e estão a realizar um excelente trabalho. Identificamo-nos muito com este projecto, sentimos orgulho em fazer parte, em contribuirmos, com o nosso know-how”, afirma Manuel Couto Alves, chairman da MCA.

    Com a entrada em funcionamento deste parque fotovoltaico, que representa um investimento de 36,9 milhões de euros e compreende um total de 43.680 painéis solares, o sistema beneficia de uma capacidade de produção de energia renovável considerável. Este investimento conjugado com a nova linha de interligação da central térmica da Wartsilla com a SE do Luena, vai permitir, por um lado, um maior aproveitamento da produção renovável e uma maior estabilidade do sistema, reduzindo a possibilidade de blackouts, e, por outro, a redução do consumo de combustível por parte da central térmica.

    Construído pela portuguesa MCA, em consórcio com a norte americana Sun Africa, para o Governo de Angola, este projecto faz parte de um conjunto de sete parques solares fotovoltaicos, que deverão estar operacionais até ao final do ano, totalizando uma capacidade de 370 megawatts (MWp). Esta energia é suficiente para fornecer mais de dois milhões de pessoas, e tratando-se de uma energia “limpa”, evita a emissão de mais de 900.000 toneladas de CO2 por ano.

    À semelhança de que aconteceu nos projectos anteriores, a construtora desenvolveu projectos de responsabilidade social com impacto económico e social nas comunidades em que se inserem. Assim, foram construídos mercados, pavilhões de formação, doadas cadeiras de rodas e dada formação nas escolas com a finalidade de consciencializar os mais jovens para cuidarem do planeta. Além disso, estão também a ser formados carpinteiros que reutilizam a madeira que transporta os painéis solares e constroem mobiliário, que já está a equipar escolas e unidades de saúde.

    O projecto de electrificação de zonas rurais, inserido no plano “Energia Angola 2025”, tem como objectivo diversificar a matriz energética do país, a fim de garantir que cerca de 77% da população rural tenha acesso a electricidade, bem como contribuir para a redução anual de emissões poluentes em cerca de um milhão de toneladas de dióxido de carbono.

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    Fonte: site da ABB

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    Facturação do sector do Betão Pronto cresce 31% em 2023

    Os dados revelados pela APEB representam um crescimento de 31% em relação a 2022, mantendo a tendência de crescimento sustentado que se verifica desde 2013 e que revela o “esforço e a resiliência das empresas do sector”

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    Em 2023, a indústria do betão pronto em Portugal atingiu uma facturação de 770 milhões de euros e uma produção de 7,3 milhões de metros cúbicos de betão. Os dados agora divulgados pela Associação Portuguesa das Empresas de Betão Pronto (APEB), constam dos resultados preliminares da Estatística Sectorial do Betão Pronto em Portugal.

    Estes dados representam um crescimento de 31% e 10%, respectivamente, em relação a 2022, mantendo a tendência de crescimento sustentado que se verifica desde 2013 e que revela o “esforço e a resiliência das empresas do sector”, com destaque para a “significativa contribuição do sector do betão pronto para a economia”, afirma Jorge Reis, director geral da APEB.

    Do total do betão pronto produzido em 2023, estima-se que aproximadamente 65% tenham sido destinados à construção de edifícios residenciais e não residenciais, 17% para pavimentos, enquanto 13% foram empregues em infraestruturas como pontes, barragens, túneis e ferrovias.

    Para Jorge Reis “estes números constituem uma base sólida para análises e tomadas de decisão futuras e que permitem às empresas manterem-se competitivas, adaptar-se às mudanças do mercado e garantir o seu crescimento sustentável a longo prazo”.

    Os mesmos dados estatísticos, obtidos através das informações fornecidas pelos associados da APEB, revelam, ainda, um aumento de cerca de 10% no número de trabalhadores directos e indirectos no setor, quando comparado com o período homologo, distribuídos por 230 centros de produção.

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    Governo quer estudos para a ‘terceira travessia’ concluídos até Março de 2026

    A terceira travessia do Tejo deve ser tendencialmente desenvolvida num modelo rodoferroviário, não obstante a necessidade de avaliar a inclusão da componente rodoviária na nova travessia, pesando as suas vantagens e desvantagens em termos ambientais, financeiros e de acessibilidade, equidade territorial e coerência, e procedendo-se para tal à atualização dos estudos já realizados pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade

    Ricardo Batista

    O Governo pretende que os estudos de viabilidade e técnicos sobre a construção da Terceira Travessia sobre o Tejo estejam concluídos até Março de 2026, tendo mandatado a Infraestruturas de Portugal para a execução dos trabalhos que vão sustentar a contratação e a gestão tanto da ponte como da linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora.

    A resolução do Conselho de Ministros, publicada em Diário da República, determina que a IP “apresente ao Governo, até final do segundo trimestre de 2026, uma proposta fundamentada [sobre terceira travessia do Tejo e linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora] que permita uma tomada de decisão relativamente ao modelo de contratação e de gestão a adotar, que assegure um desenvolvimento eficaz e eficiente do projeto, com elevado nível de qualidade e, simultaneamente, comportável num quadro de boa gestão de finanças públicas”.

    Já antes, até ao final do primeiro trimestre de 2026, a IP deve “fazer os estudos de procura, resiliência às alterações climáticas, as análises de custo-benefício, os estudos prévios e os estudos de impacte ambiental” sobre terceira travessia do Tejo e linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora.

    A terceira travessia do Tejo deve ser tendencialmente desenvolvida num modelo rodoferroviário, não obstante a necessidade de avaliar a inclusão da componente rodoviária na nova travessia, pesando as suas vantagens e desvantagens em termos ambientais, financeiros e de acessibilidade, equidade territorial e coerência, e procedendo-se para tal à atualização dos estudos já realizados pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade.

    A resolução cria ainda um grupo de trabalho conjunto entre Infraestruturas de Portugal, Instituto da Mobilidade e dos Transportes e ANA – Aeroportos de Portugal para analisar as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias ao novo aeroporto de Lisboa, incluindo os municípios abrangidos no troço Lisboa-Poceirão-Évora.

    Para estes estudos, para o triénio 2025-2028, é autorizado um gasto máximo global de 4,0 milhões de euros (a que acresce IVA), sendo que há limitações aos gastos em cada ano (2,2 milhões de euros em 2025, 1,1 milhões de euros em 2026, 350 mil euros em 2027 e outros 350 mil euros em 2028). Estes encargos, diz o Governo, deverão ser financiados por fundos europeus em 1,98 milhões de euros, sendo o restante suportado pelo orçamento da Infraestruturas de Portugal.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    @ Miguel Nogueira

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    “Os promotores não constroem para quem precisa de casa, constroem para quem tem dinheiro”

    O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, defendem que que a habitação pública é uma das principais soluções para resolver a crise habitacional. Para que tal aconteça, dizem, é fundamental que, por exemplo, a lei dos solos seja alterada para que o valor dos terrenos não seja, logo à partida, um óbice a que o preço das casas se ajuste a uma oferta mais acessível

    Ricardo Batista

    Taxativo. À sua imagem. “O problema da habitação pública é determinante para resolver o problema das famílias que precisam de casas, mas também para regular o mercado”, defende o presidente da Câmara de Cascais. Isaltino Morais, no Summit promovido pela CNN dedicado à habitação e integrado no Salão Imobiliário de Portugal, sublinha que “os promotores não constroem para quem precisa de casa, constroem para quem tem dinheiro”. Ainda antes de serem conhecidas as 30 medidas preconizadas pelo Governo para dinamizar o mercado da habitação em Portugal, Isaltino mostrou-se critico com o estado a que chegámos em matéria de habitação em Portugal e, sobretudo, pela forma como há várias décadas um conjunto alargado de autoridades, entre autárquicas e administração central, foram descurando as necessárias medidas para que o parque público de habitação representasse mais do que 2% do edificado existente. No entender de Isaltino, nunca houve grandes incentivos “para se colocar casas em arrendamento” e os portugueses acabavam por ficar “escravos da banca durante 30 ou 40 anos”, e assim chegámos aos dias de hoje.

    “Oferta e procura funciona, mas…”
    Isaltino Morais considera, ao contrário do que muitos especialistas têm vindo a defender, que “a oferta e a procura funcionam”, mas apenas “para quem tem dinheiro para comprar casa”. Por esse motivo, considera que algumas das medidas propostas pelo novo Governo não fazem sentido, nomeadamente a redução do IVA na construção (que “vai para o bolso do promotor imobiliário, não vai para a família”) e a isenção do IMT para os jovens, pois não existem casas. “Se um jovem consegue pagar uma casa hoje em dia, é porque não precisa desta isenção”, referiu, lembrando os elevados preços das casas.

    Já o presidente da Câmara do Porto recorda que em Portugal há cerca de 15% de pessoas que vivem em situação de pobreza. “Esses 15% nunca vão resolver o seu problema através do mercado. Admitindo que algumas delas já têm o problema resolvido, as outras não conseguem. E há aqui uma enorme divergência e uma enorme distorção”. Para Rui Moreira, é a habitação pública um dos pilares para resolver a crise de habitação. Lembrando o “desequilíbrio entre a oferta e a procura” existente hoje em dia, recorda que, em média, a habitação pública na Europa é 7% e que Portugal já deveria estar, pelo menos, nos 5%. “No Porto já temos cerca de 12%”, revelou. Assim, o problema não é tanto para a classe baixa, mas para “as pessoas que estão no limiar da classe média”, que não conseguem pagar uma renda, mas que também não se incluem, tradicionalmente, na habitação social. E atirou às autarquias vizinhas: “à minha volta há municípios onde essa política [habitação pública] não é prioritária, onde a habitação publica é 2%, porque contam que [as pessoas] vão pressionar o Porto”. “Quando eu era jovem, nós sabíamos o que é que fazíamos. Íamos pedir um crédito de poupança à habitação, encontrávamos uma casa, endividávamo-nos, é certo, mas conseguíamos dedicar à habitação cerca de 20% a 25% do rendimento líquido da nossa família.

    Isso hoje não é verdade”, acrescenta Rui Moreira, lembrando que há um ‘problema’ entre os que são mais ricos “e têm o problema resolvido” e uma “trincheira em questão à geração dos meus filhos, que, de facto, encontram uma enorme dificuldade para encontrar a casa”. “Somos uma sociedade de proprietários”, admite Rui Moreira, uma teoria que mereceu resposta por parte de Isaltino. “O António Ramalho [antigo presidente do Novo Banco] diz que os portugueses gostam de ser proprietários. Não gostam nada. Os portugueses são forçados a ser proprietários. Nós temos que pensar a política de habitação que já no tempo do Salazar se fazia. Não havia incentivo, de facto, a que se colocassem prédios no mercado para arrendamento e, portanto, todo aquele fluxo migratório que vinha de todo o país para o litoral era obrigado a comprar casa”, refere Isaltino Morais.

    Autarquias não foram ouvidas

    Questionado sobre o papel das autarquias no pacote do anterior Governo para a habitação, o presidente da Câmara do Porto voltou a afirmar que “não foram ouvidas” e apelou a que se “dispa o pacote de tudo o que é ideológico”, nomeadamente na determinação “dos senhorios como inimigo público número um”. O autarca considera que “tudo o que foi montado foi no sentido de dizer que o proprietário vai quer ter o ónus social de disponibilizar habitação”, mas “se avançarmos por aí não temos mercado”. O problema do acesso à habitação, acredita, “resolve-se com mais habitação pública”. Paradoxalmente, Rui Moreira sublinha como “as autarquias que não recebem recursos são as que mais casas constroem” e, por isso, insta a que “seja imposto às que recebem transferências” maior esforço. Isto porque o presidente da Câmara do Porto diz não acreditar na capacidade do Estado, através do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, construir novas casas, se “nem consegue gerir o próprio parque habitacional”.

    Para ajudar as autarquias neste processo, Rui Moreira considera imprescindível o agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em casos de habitações desocupadas ou em ruínas. “Se o proprietário não tiver dinheiro para reabilitar a casa, pode alugar como está para ser reabilitada por outros ou vender”, afirma o autarca. Apelidando de “comportamento oportunista” o que acontece no Centro Histórico do Porto, onde alguns proprietários esperam “que o imóvel valorize pela reabilitação feita pelos vizinhos e pela Câmara no espaço público à volta”, Rui Moreira defende a “forte tributação” destes casos. Como resposta à questão dos elevados preços dos terrenos, o presidente da Câmara do Porto referiu a recente revisão do Plano Diretor Municipal que permitiu “aumentar a densificação da cidade”, através da construção em altura. Com essa medida, tem vindo a ser possível atrair a construção de novos imóveis na cidade, com o compromisso de disponibilização de habitação para arrendamento acessível. Relativamente à isenção do IMT para os jovens, Rui Moreira considera “fácil dizer que se vai acabar com um imposto porque é municipal”. “Para dispor do dinheiro das câmaras, [os partidos] têm imensa imaginação”, acusa, sublinhando que “sem IMT, os municípios vão ter menos capacidade para construir habitação social”. Na CNN Portugal Summit, o presidente da Câmara do Porto reforçou: “precisamos de mais habitação pública e precisamos de não interferir no resto, deixar que o mercado funcione”. Esperando “que o parlamento não pense em mexer nas regras da habitação social”, Rui Moreira considera que “não faltava mais nada que qualquer pessoa em Portugal pudesse candidatar-se a habitação social no Porto”. “Gostamos muito que venho morar para o Porto, mas não para casas que o Município está a construir para os portuenses”, concluiu.

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    Ricardo Batista

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    Mota-Engil lança “maior programa de estágios na sua história”

    Num Programa que acolheu nas 10 edições anteriores um total de 919 jovens e com uma taxa de incorporação de 88% após término do estágio, as candidaturas decorrerão até final de Julho, estando disponível toda a informação no site corporativo do Grupo Mota-Engil

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    A Mota-Engil acaba de lançar a mais recente edição do programa Corporativo de Estágios do Grupo, naquela que considera ser a maior edição de sempre do Start@Me.

    Em comunicado, o grupo liderado por Carlos Mota Santos recorda que a iniciativa, que vai já na 11ª edição, “tem permitido a integração de jovens através de um modelo de seleção, acolhimento, formação contínua e acompanhamento da carreira profissional”.

    Este ano, a Mota-Engil dispõe de 267 vagas disponíveis em 12 países, procurando integrar jovens quadros em países como África do Sul, Angola, Brasil, Colômbia, Costa do Marfim, México, Moçambique, Nigéria, Peru, Portugal, Polónia e Uganda, sendo os backgrounds académicos incidir em habilitações ao nível da Licenciatura e/ou Mestrado nas áreas de Engenharias como Civil, Mecânica, Eletrotécnica, Minas, Geológica, Gestão Industrial, Ambiente, Eletrónica, de Sistemas, Computação, Data Science ou similar, Arquitetura, Logística/Supply Chain SHEQ (Áreas da Qualidade, Segurança e/ou Ambiente), Psicologia, Recursos Humanos, Economia, Gestão e Contabilidade.

    Num Programa que acolheu nas 10 edições anteriores um total de 919 jovens e com uma taxa de incorporação de 88% após término do estágio, as candidaturas decorrerão até final de Julho, estando disponível toda a informação no site corporativo do Grupo Mota-Engil.

    Dividido em três fases, o Programa Start@ME tem início com a fase @Campus com o objetivo de identificar e atrair os futuros Trainees através de um processo de seleção transversal e rigoroso. Em seguida, decorre nas instalações do Grupo a fase @Mota-Engil, que pretende promover o alinhamento com a cultura e os valores do Grupo, concluindo-se o Programa com a fase @Business Units onde o(a) Trainee tem a possibilidade de desenvolver as suas capacidades profissionais e pessoais ao longo dos 12 meses de estágio, com acompanhamento de um(a) tutor(a) que é responsável por facilitar a sua integração na equipa e por desenvolver as suas potencialidades e know-how.

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    Câmara de Lisboa vai investir 13M€ na construção de mais 90km de ciclovia até 2025

    O investimento de 13 milhões de euros pretende melhorar e ligar melhor as ciclovias da cidade, depois de uma auditoria detectar “falhas graves”, com utilizadores a sentirem-se inseguros

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    A Câmara de Lisboa anunciou um investimento de 13 milhões de euros para aumentar a rede ciclável de Lisboa em 90 quilómetros até ao final de 2025, de acordo com o plano ciclável municipal.

    De acordo com o plano, apresentado pelo vice-presidente da Câmara, no final de 2025, Lisboa passará de uma rede ciclável com os atuais 173 quilómetros para um total de 263, estando prevista a construção de mais 56 ciclovias de ligação, com o objetivo de “melhorar e ligar melhor a infraestrutura já construída na cidade”.

    “Estamos a falar num conjunto de 13 milhões de investimento, mais de 90 quilómetros, e estamos a incluir pela primeira vez uma dotação orçamental também para a manutenção” de ciclovias, no valor de 1,7 milhões de euros, disse Filipe Anacoreta Correia, salientando que a manutenção começa já este mês a ser assegurada através da EMEL.

    Também as estações de bicicletas Gira, que atualmente são de 150, serão 190 no final de 2025, com 1.900 bicicletas, das quais 1.800 elétricas, e chegarão a todas as 24 freguesias.

    No plano estão ainda incluídos dois milhões de euros para ligar escolas à rede ciclável, além dos 400 mil euros que a autarquia recebeu como apoio financeiro do Programa BICI Bloomberg para fazer a ligação de ciclovias a 20 escolas, com uma abrangência de 20 mil alunos.

    Segundo Anacoreta Correia, a autarquia está a procurar agora trabalhar para melhorar as fragilidades detectadas, mas depois desta fase irá expandir a rede.

    “Acredito que, no primeiro semestre do próximo ano, nós possamos avançar para uma outra fase. Ultrapassadas as fragilidades e as debilidades que estão identificadas na infraestrutura existente, nós podemos caminhar para um crescimento para além desta infraestrutura”, disse.

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    Investimento de 25M€ inaugura presença da Socicorreia no Porto

    Denominado Edifício Molhe da Montevideu, o novo projecto habitacional vai oferecer 19 apartamentos, divididos entre dois blocos autónomos de três e quatro pisos, numa área de construção de 3000 m2. A conclusão está prevista para meados de 2026   

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    A Socicorreia vai investir mais de 25 milhões de euros num novo projecto habitacional composto por 19 apartamentos, denominado Edifício Molhe da Montevideu, naquele que é o primeiro investimento do grupo madeirense na cidade do Porto.

    O projecto situado na Avenida Montevideu, em plena Foz do Douro, tem conclusão prevista para meados de 2026 e é composto por dois blocos autónomos, um com 3 pisos e outro com 4 pisos, numa área de construção de aproximadamente 3000m2.

    Os preços dos apartamentos variam entre os 900 mil euros e os 3.500 mil euros, com tipologias que variam de T1 a T3 e T3 Duplex e que vão desde os 100m2 aproximadamente até aos 240m2, incluindo ainda uma penthouse com terraço privativo.

    Revestido a mármore travertino e emoldurado por amplos envidraçados, o edifício proporciona vistas panorâmicas sobre a praia e o mar, recebendo os moradores com elegância e classe. A localização oferece o equilíbrio perfeito entre o dinamismo urbano e a tranquilidade à beira-mar.

    O projecto de arquitectura tem a assinatura da equipa de arquitectos e designers de interiores do grupo.

    O Edifício Molhe da Montevideu irá possuir ainda uma garagem subterrânea com 25 lugares de estacionamento privados.

     

     

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    Plano do Vale de Santo António prevê mais habitação e parque urbano

    Proposta prevê mais 2400 casas e um parque urbano de “dimensões generosas”. Documento vai estar em discussão pública durante 20 dias úteis

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    A alteração do Plano de Urbanização do Vale de Santo António (PUVSA), em Lisboa, foi aprovada esta quarta-feira, dia 22 de Maio, na última reunião de Câmara. A proposta prevê mais 2400 casas, um parque urbano de “dimensões generosas”. O documento vai agora para discussão pública durante 20 dias úteis.

    No documento aprovado, está contemplada a “promoção de arrendamento acessível”, para fixar no território, que abrange, na sua quase totalidade, propriedade do município, nas freguesias de São Vicente, Beato e Penha de França, para famílias e população jovem.

    Além das 2400 casas, a proposta aponta, ainda, para a construção de um grande parque urbano, com uma rede pedonal em rampas que “permite, com facilidade, aceder ao parque”.

    A mobilidade é outra preocupação, bem como serviços de apoio que permitam reduzir as necessidades de deslocação da população residente, privilegiando as deslocações de curta distância que dispensem o recurso ao transporte individual.

    No local, serão ainda salvaguardados os ângulos de visão e introduzidos novos miradouros com vista para o rio Tejo.

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    Câmara de Penafiel vai investir 4,7M€ na construção e requalificação de Centros de Saúde

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

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    A Câmara Municipal de Penafiel vai investir 4,7 milhões de euros num conjunto de obras que procuram, de acordo com os responsáveis municipais, responder aos “importantes desafios associados à evolução das necessidades em saúde e ao aumento das exigências e expectativas da população”.

    Em comunicado, o executivo municipal explica que se trata da construção de mais um Centro de Saúde, junto à futura Central de Transportes, em Novelas, e requalificar o atual Centro de Saúde da cidade, junto à Escola D. António Ferreira Gomes, num investimento total de cerca de 4,7 milhões de euros, com financiamento Municipal e do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

    O futuro Centro de Saúde de Penafiel irá integrar a Unidade de Saúde Familiar de S. Martinho, o Centro de Diagnóstico Integrado (CDI), os serviços de Saúde Oral e ainda o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP). O valor total da obra é de cerca de 3 milhões de euros, com uma comparticipação PPR a rondar os 2 milhões de euros e um investimento municipal na ordem de 1 milhão de euros.

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