Edição digital
Assine já
    PUB
    Construção

    A digitalização na construção não é o futuro… é o presente

    A indústria da construção portuguesa terá em breve uma primeira família de normas BIM traduzida para a contexto nacional este será um passo importante para acelerar a digitalização e industrialização do sector

    Manuela Sousa Guerreiro
    Construção

    A digitalização na construção não é o futuro… é o presente

    A indústria da construção portuguesa terá em breve uma primeira família de normas BIM traduzida para a contexto nacional este será um passo importante para acelerar a digitalização e industrialização do sector

    Sobre o autor
    Manuela Sousa Guerreiro
    Artigos relacionados
    Grupo Hipoges fecha 2023 com mais de 1.3 MM€ de vendas em activos imobiliários
    Imobiliário
    Boavista Windows fecha ronda de investimento de 1,5 M€
    Empresas
    Transfor Interiores realizou fit-out do novo escritório na LeYa no Porto.
    Empresas
    AIP leva empresa portuguesas à 9ª edição da SENCON da Dakar
    Empresas
    Pestana Hotel Group expande presença nos EUA com novo hotel em Orlando
    Imobiliário
    Sonae Arauco reitera compromisso com fileira florestal
    Empresas
    Rendas descem em Lisboa no 4º trimestre de 2023
    Imobiliário
    “Não somos uma equipa numerosa mas temos uma forte componente de visão de mercado”
    Empresas
    Investimento será de “retoma gradual no segundo semestre”
    Imobiliário
    Schneider Electric anuncia evolução do ecossistema Wiser
    Engenharia

    Os últimos dois anos mudaram a forma como nos relacionamos, como trabalhamos ou prestamos serviços e nem a construção escapou a essa revolução e ainda bem. Vários dados apontam para que o crescimento anual da produtividade do sector nos últimos 20 anos tenha sido apenas um terço da média total da economia. A digitalização do sector é a mais baixa do que em quase todas as outras indústrias. E este é um desafio premente que o sector tem que enfrentar de forma a poder acelerar a sua industrialização, inovação e sustentabilidade. Mas este não é um desafio que se irá colocar no futuro, antes pelo contrário é algo que já está em atraso e que o sector tem hoje que enfrentar. Afinal, a revolução do sector já está em marcha. Em Portugal o Built CoLAB, o laboratório colaborativo para a digitalização da construção, está a liderar esta revolução. O Laboratório foi criado para aproximar a indústria dos centros de investigação e das universidades e tem focado o seu trabalho na transição digital e na transição verde – a Twin Transition – ou seja, na necessidade de acelerar a digitalização e sensibilizar a indústria para a sustentabilidade.

    Um dos projectos em curso no Built CoLAB é o processo de tradução de normas internacionais BIM para Portugal. A normalização é um dos “pilares dos processos de implementação do BIM e uma chave para melhorar a colaboração entre todos os actores da indústria”. Nesse âmbito, o laboratório assumiu o papel de Organismos de Normalização Sectorial, sendo a entidade que coordena a Comissão Técnica de Normalização BIM 197, a CT 197, a qual inclui dezenas de outros intervenientes, entre universidades e indústria.

    “A CT 197 tem aqui um trabalho de normalização que é desafiante porque a nível europeu nos últimos anos foram produzidas dezenas de normas. Estamos a falar de normas BIM e não só o âmbito do trabalho desta comissão é mais amplo”, afirma António Aguiar Costa Director de Investigação, desenvolvimento e Inovação Built CoLAB.

    Se é verdade que a digitalização e inovação da indústria levou à adoptação de novas tecnologias e softwares, de que o BIM é o exemplo mais comum, também é verdade que criou novos desafios “Como é que organizo os dados? Como é que se transmitem esses dados de forma que os outros percebam? Como é que se gere a qualidade desses dados ou dessa informação? Ou do lado da entidade contratante, como é que eu contrato essa informação? Porque de repente não tenho só um projecto ou só uma obra eu tenho isso e mais um modelo digital de informação que vai crescendo ao longo do ciclo de vida do empreendimento”, explica o director de investigação, desenvolvimento e inovação do Built CoLAB.

    A normalização do sector é a chave para descodificar e facilitar todo este ‘novo mundo’. “A nível internacional há várias normas, mas uma das mais relevantes é a EN ISO 19 650, que tem várias partes e que foi assumida como norma europeia e é essa família de normas que temos estado a traduzir para Portugal”, sublinha António Aguiar Costa. As normas estão traduzidas e aguardam pela publicação pelo Instituto Português de Qualidade, o que poderá acontecer já no próximo mês de Setembro.

    “A norma NP EN ISO 19 650 será um referencial que no fundo vem mudar o paradigma.  A adopção da norma, que é um processo voluntário, vem facilitar o processo de gestão da informação pela utilização de standards e guide lines para gerir o fluxo de informação que os novos softwares criaram. No fundo diz-nos como é que vamos comunicar e que informação partilhamos online e que obriga também a ter um ambiente comum de dados para aquele projecto ou para aquele empreendimento”, refere António Aguiar Costa.

    Portugal só agora está a dar passos na introdução deste referencial, mas a nível internacional há países, entre eles o Reino Unido, a condicionar o acesso a concursos a entidades que já o adoptem.

    Mas o processo de normalização de dados para produtos de construção é em si um desafio, á que é preciso definir o que é informação relevante “não gráfica” e que essa nomenclatura seja entidade por todos e “partilhável”. “A definição destas informações de uma forma normalizada pode ser realizada através da utilização de Modelos de Dados de Produtos ou  Product Data Templates”.

    Paralelamente à tradução da família de normas BIM a comissão CT197 está a desenvolver dois outros projectos de investigação o SECCLASS e o REV@Constrution.

    O primeiro introduz um Sistema de Classificação de Informações sobre Construção. Este sistema será orientado para a metodologia BIM e servirá não só a componente de sustentabilidade, mas também os restantes usos BIM, como a gestão do processo BIM, quantificação, compatibilização de especialidades ou planeamento de obra. “Este sistema vai ser usado por profissionais de projecto, construção e responsáveis pela gestão e manutenção de edifícios. Permitirá unificar a terminologia a todas as escalas, facilitando a comunicação, selecção de materiais e componentes, bem como uma avaliação precisa dos impactos dos edifícios ao longo do seu ciclo de vida”.

    Já o REV@Constrution é um projecto com um financiamento de 8 milhões de euros que envolve mais de 20 entidades, entre universidades e indústria, cujo trabalho de I&D está orientado para o desenvolvimento de ferramentas digitais que facilitarão a introdução do conceito de Digital Twin na indústria de construção. Uma dessas ferramentas é a criação de uma “biblioteca” de objectos BIM. “Uma espécie de plataforma online disponível para que a indústria possa ter o seu objecto de BIM e que arquitectos e projectistas possam usar nos seus projectos”, simplifica António Aguiar Costa.

    Um sector a várias velocidades

    Quão envolvida está a indústria em Portugal nesta revolução? E quão preparada está para passar de 2.0 a 4.0, em menos do nada? Num país onde as pequenas e médias empresas ainda são a maioria, estas não são questões fáceis de responder. “Acredito que há aqui dois movimentos: há empresas PME, que serão a maioria, que estarão mais alheadas do investimento em tecnologia e inovação, mas há outras que nasceram neste meio e que hoje em dia fazem consultoria BIM, pré construção virtual e noto que essas empresas estão envolvidas em projectos de investimento estrangeiro associado ao sector imobiliário”, arrisca o especialista.

    A “obrigatoriedade” de adopção do BIM pode ser um caminho para acelerar o processo de transformação, mas por enquanto “o Governo não quer assumir essa responsabilidade. Contudo, o que acontece é que cria desequilíbrios porque há entidades que têm força e capacidade de investimento para mudar e há outras não e ninguém se responsabiliza por estes que não têm capacidade para fazer a mudança. Uma grande parte das PME não está dentro do processo sequer, e a obrigatoriedade levava a que houvesse um movimento para criar as bases desta mudança, que tem que ser faseada, progressiva e adaptada ao contexto”, defende António Aguiar Costa.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

    Mais artigos
    Artigos relacionados
    Grupo Hipoges fecha 2023 com mais de 1.3 MM€ de vendas em activos imobiliários
    Imobiliário
    Boavista Windows fecha ronda de investimento de 1,5 M€
    Empresas
    Transfor Interiores realizou fit-out do novo escritório na LeYa no Porto.
    Empresas
    AIP leva empresa portuguesas à 9ª edição da SENCON da Dakar
    Empresas
    Pestana Hotel Group expande presença nos EUA com novo hotel em Orlando
    Imobiliário
    Sonae Arauco reitera compromisso com fileira florestal
    Empresas
    Rendas descem em Lisboa no 4º trimestre de 2023
    Imobiliário
    “Não somos uma equipa numerosa mas temos uma forte componente de visão de mercado”
    Empresas
    Investimento será de “retoma gradual no segundo semestre”
    Imobiliário
    Schneider Electric anuncia evolução do ecossistema Wiser
    Engenharia
    PUB
    Construção

    Leiria investe 8M€ em plano de drenagem para resolver inundações

    A Câmara Municipal de Leiria vai investir mais de oito milhões de euros no plano de reabilitação e beneficiação do sistema de drenagem pluvial da cidade, que prevê intervenção em várias zonas em leito de cheia e pretende reduzir os episódios de inundação em diversos pontos da malha urbana

    CONSTRUIR

    Esta estratégia do Município vem na sequência dos problemas de inundação registados nas últimas décadas, que resultam da falta de escoamento das águas pluviais, devido principalmente à limitação dos colectores, à escassez de energia gravítica, à falta de protecção eficaz, ao assoreamento e obstrução de colectores, com construção sob edifícios, e à não separação do sistema de drenagem das águas residuais domésticas.

    A executar até 2030, o documento define que são sete as áreas mais críticas que necessitam de intervenção a curto prazo: Rua da Restauração e Rua Dr. António Costa Soares, Rua de São Miguel e Rua Emídio Agostinho Marques, Urbanização de São Romão, Rua D. José Alves Correia da Silva e Rua dos Romeiros, Rotunda D. Dinis, Telheiro e centro histórico.

    No centro da cidade, está prevista a reabilitação do caneiro e a construção de colectores em pressão e de uma estação elevatória no Largo Papa Paulo VI, que irão conduzir e bombear a água directamente para o Rio Lis, sempre que se registar um caudal demasiado elevado.

    Além disso, o plano prevê também a criação de um dique de protecção, o desvio de caudais e o reforço da rede de águas pluviais na zona junto ao Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa.

    Para além deste planeamento, estão também definidas as boas práticas no desenvolvimento do espaço público, nomeadamente o controlo dos caudais na origem, cujo retorno é de longo prazo.

    É disto exemplo a criação de bacias de retenção (depressões no solo para retenção da água), a colocação de pavimento permeáveis, o aproveitamento das águas pluviais nos edifícios (construção sustentável), a instalação de coberturas e fachadas ajardinadas e a criação de poços e trincheiras que retêm a água antes de entrar no sistema de drenagem.

    Uma das outras medidas é a criação de um sistema de monitorização da precipitação, um projecto piloto que irá instalar dispositivos e medidores de caudal no caneiro, que atravessa o centro histórico.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Relatório final da CTI apresentado depois das eleições

    A Comissão Técnica Independente (CTI) vai apresentar, no próximo dia 22 de Março, o relatório final a remeter ao Governo

    CONSTRUIR

    Segundo o jornal Publituris, a Comissão de Acompanhamento dos trabalhos da Comissão Técnica Independente (CTI) agendou para o dia 22 de Março a realização da sua 4.ª Reunião Ordinária. 

    O encontro, que acontecerá já depois das eleições legislativas, agendadas para 10 de Março, servirá para apreciação da versão final do “Relatório Ambiental” elaborado pela CTI e emissão do parecer escrito da Comissão de Acompanhamento a remeter ao Governo conjuntamente com o Relatório Final da Comissão Técnica Independente.

     

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Mondim de Basto recupera edifício devoluto para arrendamento acessível

    O concurso público para a reabilitação e reconversão do edifício foi lançado com um preço base de 2,3 milhões de euros, e os interessados têm 15 dias para apresentar propostas

    CONSTRUIR

    Um imóvel devoluto e inacabado desde a década de 80 do século passado, no centro da vila de Mondim de Basto, conhecido localmente como “Hotel das Rãs”, foi adquirido pelo município. Neste local irão nascer 18 novas habitações para arrendamento acessível.

    Em comunicado, a autarquia do distrito de Vila Real informou que o projecto promove a “inclusão social e territorial de pessoas e agregados familiares” e resolverá um “problema urbanístico já antigo, localizado no centro da vila”.

    O concurso público para a reabilitação e reconversão do edifício foi lançado com um preço base de 2,3 milhões de euros, e os interessados têm 15 dias para apresentar propostas. Após a adjudicação, o prazo de execução da obra é de 18 meses.

    A intervenção de “Reabilitação de Edifício de Habitação Multifamiliar — Edifício S. Tiago no âmbito do Programa 1.º Direito” realiza-se no âmbito da Estratégia Local de Habitação de Mondim de Basto.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Novo Vila Galé Collection Paço do Curutelo com investimento de 20M€

    Desenvolvido em parceria com o Grupo Madre, o novo projecto turístico prevê a criação de um hotel, enoturismo e produção de vinhos verdes, com data prevista de abertura para 2025

    CONSTRUIR

    A Vila Galé está a desenvolver, em parceria com o Grupo Madre, um novo projecto turístico em Ponte de Lima. Em 2022, o promotor adquiriu o castelo de Curutêlo, datado de 1126 e localizado na freguesia de Ardegão, Freixo e Mato, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

    O novo projecto turístico prevê a criação de um hotel, enoturismo e produção de vinhos verdes, num investimento de 20 milhões de euros. A unidade tem data prevista de abertura para 2025.

    O Vila Galé Collection Paço do Curutelo será uma unidade com 69 quartos, piscinas exteriores para adultos e crianças, ‘satsanga spa & wellness’, salão de eventos para 600 pessoas, dois restaurantes, biblioteca, capela e um espaço museológico dedicado à história do local.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    IHRU lança novo concurso para mais de 100 casas a renda acessível

    Os concursos do Programa Arrendar para Subarrendar e do Programa de Apoio ao Arrendamento ficaram disponíveis para candidatura no Portal da Habitação esta segunda-feira. São 102 casas em 18 concelhos que serão disponibilizadas com rendas acessíveis

    CONSTRUIR
    tagsIHRU

    Abriram esta segunda-feira, dia 5 de Fevereiro, vários concursos para casas de renda acessível no âmbito do Programa de Apoio ao Arrendamento e do novo Programa Arrendar para Subarrendar. São 102 habitações em 18 concelhos do País.

    Os concursos do Programa Arrendar para Subarrendar e do Programa de Apoio ao Arrendamento, da responsabilidade do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), permitirão atribuir, por sorteio, habitações de tipologias T1 a T5, em Almada, Amadora, Aveiro, Entroncamento, Fafe, Figueira da Foz, Gondomar, Lisboa, Oeiras, Paredes, Ponte da Barca, Porto, Santiago do Cacém, Seixal, Setúbal, Sintra, Valongo e Vila Nova de Gaia.

    Os contratos de arrendamento destinam-se a habitação permanente dos agregados habitacionais, cuja taxa de esforço máxima com a renda não signifique mais de 35%.

    As habitações serão sorteadas de entre as pessoas e agregados familiares que apresentem candidatura até ao dia 18 de Março, desde que preencham as condições de elegibilidade dos programas e os requisitos do Aviso de cada concurso.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Vector Mais constrói primeiro hub tecnológico da KPMG em Portugal

    Para Sílvia Corrêa da Silva, COO/CFO da KPMG Portugal “o escritório em Évora transcende a função de um mero local de trabalho, é um manifesto do nosso compromisso em integrar de maneira inovadora a nossa identidade com a riqueza cultural da cidade”

    CONSTRUIR

    Com o objectivo de “captar e apostar no talento” da Universidade de Évora e de outros politécnicos da região, a KPMG decidiu abrir o primeiro hub tecnológico na cidade alentejana. No seguimento dos projectos em Lisboa e Porto, a KPMG confiou novamente na Vector Mais para construir o novo escritório. Desenhado pela equipa de arquitectura da empresa de construção, o espaço de trabalho está instalado na nova ala do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT) e caracteriza-se por um openspace e áreas dedicadas à colaboração e socialização.

    Para Sílvia Corrêa da Silva, COO/CFO da KPMG Portugal “o escritório em Évora transcende a função de um mero local de trabalho, é um manifesto do nosso compromisso em integrar de maneira inovadora a nossa identidade com a riqueza cultural da cidade, sendo, orgulhosamente, o primeiro hub tecnológico da nossa organização”.

    “Inovador”, o espaço representa a “fusão equilibrada entre a excelência tecnológica e a tradição da região”. Aproveitando a abundância de luz natural, o escritório destaca-se pela “cuidada conjugação de soluções e materiais” como as paredes em betão, o pavimento em tons naturais, as carpintarias personalizadas, o mobiliário confortável e o túnel da recepção.

    A sustentabilidade desempenhou um papel fulcral no desenvolvimento do projecto. “A selecção de materiais, produtos, mobiliário e iluminação recaiu sobre fornecedores nacionais e internacionais, com um compromisso evidente com a sustentabilidade, que promovam a economia de energia ou incorporem materiais reciclados ou recicláveis. A inserção de elementos naturais e vegetação ajudaram a humanizar o espaço e contribuem para reduzir o stress e aumentar a sensação de conforto e bem-estar dos utilizadores”, refere Miguel Pestana, arquitecto da Vector Mais.

    As referências ao Alentejo estão também presentes através de uma selecção de peças de artesanato, em cerâmica, cortiça, olaria figurativa e latoaria, que deram um toque “regional e humano a um escritório moderno e inovador,” conclui o arquitecto.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Hospital de Lisboa Oriental com apoio financeiro do BEI

    Projecto do novo hospital foi desenvolvido por um consórcio seleccionado no âmbito de uma parceria público-privada, que é composta maioritariamente por empresas do grupo Mota-Engil e conta com 875 camas de internamento

    CONSTRUIR

    A construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental vai ser financiada em 107 milhões de euros pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), sendo o primeiro empréstimo dirigido a uma infraestrutura de saúde.

    O projeto para a construção do novo hospital, a cargo da Mota-Engil, está orçamentado em 380 milhões, podendo a contribuição do BEI “ascender a um máximo de 190 milhões de euros, num empréstimo a longo prazo”.

    O empréstimo concedido foi formalizado num acordo entre o BEI e o grupo Mota-Engil.

    O projeto do novo hospital foi desenvolvido por um consórcio selecionado no âmbito de uma parceria público-privada, que é composta maioritariamente por empresas do grupo Mota-Engil e conta com 875 camas de internamento.

    Ficará situado em Marvila, na zona oriental de Lisboa, substituindo as atuais instalações de cuidados de saúde situadas no centro da cidade.

    O BEI é a instituição de financiamento a longo prazo da União Europeia, cujo capital é detido pelos seus Estados Membros.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    O futuro da Construção em congresso

    Com realização simultânea, o 5º Congresso Luso-Brasileiro de Materiais de Construção Sustentáveis e o Congresso Construção 2024, que têm lugar em Lisboa, de 6 a 8 de Novembro, irão discutir as inovações tecnológicas do sector

    CONSTRUIR

    O 5º Congresso Luso-Brasileiro de Materiais de Construção Sustentáveis (CLBMCS 2024) irá realizar-se em Lisboa, Portugal, em Novembro de 2024, dando continuidade aos encontros bianuais do sector que se iniciaram em 2014, na Universidade do Minho, e já passaram por João Pessoa, Brasil, em 2016, Coimbra em 2018 e Salvador em 2022.

    O objectivo principal do encontro é o de proporcionar um fórum para a apresentação e discussão de inovações tecnológicas associadas aos materiais para construção civil que colaborem no desenvolvimento sustentável deste sector.

    À semelhança das edições anteriores o CLBMCS 2024 pretende juntar especialistas de diferentes áreas para debater a sustentabilidade dos materiais de construção, tanto da perspectiva do desenvolvimento de novos materiais ou da melhoria do desempenho de materiais tradicionais, como da sua integração mais sustentável nas construções, dos métodos de avaliação da sustentabilidade ou no desenvolvimento de mecanismos de promoção da sustentabilidade na construção.

    Em simultâneo com CLBMCS 2024 terá lugar o Congresso Construção 2024, o qual reúne especialistas do sector para apresentar resultados de investigações e discutir perspectivas de futuros desenvolvimentos relativos ao sector da construção. Este Congresso surge na sequência de congressos similares que decorreram em Lisboa (2001), Porto (2004), Coimbra (2007), Coimbra (2012), Lisboa (2015), Porto (2018) e Guimarães (2022), mantendo um âmbito holístico, envolvendo áreas tão diversas como os materiais de construção, a física das construções, as tecnologias construtivas, o controlo da qualidade, a gestão técnico-financeira, a patologia e reabilitação e a sustentabilidade na construção, entre outras.

    Promovido pelo Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Ambiente (DECivil) do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, a organização conjunta do CLBMCS 2024 e do Construção 2024 procura potenciar a complementaridade e as sinergias resultantes do intercâmbio de ideias e experiências entre professores, investigadores, técnicos e estudantes de entidades do sector público (universidades, entidades gestoras) e privado (empresas de construção, fabricantes de materiais) de Portugal e do Brasil para o desenvolvimento e implementação de soluções mais sustentáveis. Será também uma oportunidade para promover a investigação futura, articulando a academia e a prática profissional em função das necessidades e desafios da sociedade nos domínios da engenharia civil, arquitectura e materiais.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Coimbra sinaliza 128 projectos para o PT 2030 no valor de 29 M€

    Em reunião de Executivo, o vereador Miguel Fonseca esclareceu também que, no âmbito do PRR, foram aprovados até ao momento 16 projectos municipais e outros 21 projectos estão a aguardar aprovação

    CONSTRUIR

    A Câmara Municipal (de Coimbra sinalizou 128 projectos a submeter ao Acordo de Parceria entre Portugal e a Comissão Europeia – PT2030. Na última reunião do Executivo, onde deu a conhecer esta intenção, Miguel Fonseca, vereador com o pelouro da Economia, Contabilidade e Finanças, acrescentou, ainda, que este conjunto de projectos tem uma dotação programada inicial de 29 milhões de euros.

    O responsável esclareceu também que, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram aprovados até ao momento 16 projectos municipais com um financiamento total superior a 48 milhões de euros, entre os quais se destaca a construção de 268 fogos de habitação na Quinta das Bicas (no Alto de Santa Eufémia, em Taveiro). Oito destes projectos são na área da cultura, de que são beneficiários o Museu Nacional Machado de Castro, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, o Convento São Francisco, o Teatro da Cerca de São Bernardo, a Oficina Municipal de Teatro de Coimbra e o Centro de Arte Contemporânea, no montante total de 4,4 milhões de euros.

    Das candidaturas aprovadas, salienta-se ainda o financiamento de 3,3 milhões de euros para reabilitação de habitações no Planalto do Ingote e Bairro da Rosa, assim como 1,2 milhões de euros para investir na Baixa de Coimbra, no âmbito do projecto Bairros Comerciais Digitais, e cerca de 718 mil euros destinados à requalificação da Unidade de Saúde de Taveiro.

    O vereador deu, ainda, conta que foram submetidos pelo Município 21 outros projectos, a aguardar aprovação, que totalizam 8,4 milhões de euros, dos quais 5,9 milhões dizem respeito à reabilitação de habitações no Bairro da Fonte do Castanheiro. Refira-se ainda que, neste âmbito, foram apresentadas duas candidaturas à Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário (BNAUT), num valor superior a meio milhão de euros.

    No balanço apresentado, Miguel Fonseca evidenciou que o Município liderou, já no âmbito do PT 2030, uma candidatura ao Centro +Invest, em rede com 12 parceiros, tendo como objectivo a atracção de empresas intensivas em conhecimento e novos residentes para a Região Centro, com um orçamento total de 5,8 milhões de euros. Neste contexto, a CMM integrou também, com cinco parceiros, a candidatura Clima_Resiliente_Urbcentro, que visa promover a inovação e a cooperação na área da sustentabilidade ambiental em contexto urbano, no montante de 4,3 milhões de euros.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    JEC World antecipa evento com conferência sobre construção de baixo carbono

    A conferência sobre “Compósitos: Moldando o futuro de construção de baixo carbono” acontece dia 4 de Março no Pavilhão Gabriel, no centro de exposições de Paris-Nord Villepinte, no âmbito da JEC World 2024

    CONSTRUIR

    O centro de exposições Paris-Nord Villepinte, em França, recebe entre os dias 5 e 7 de Março a feira internacional dedicada à Construção e Infraestruturas JEC World. E para abrir a feira, em “jeito de antevisão”, segundo a organização, será organizado o evento sobre o tema “Compósitos: Moldando o Futuro de Construção de Baixo Carbono”.

    Dirigido a profissionais dos sectores da construção e infraestruturas a nível mundial, este evento pretende mostrar as vantagens dos materiais compósitos e as suas diversas aplicações para reduzir o impacto ambiental da construção, através da apresentação de diversos projectos.

    Além da necessidade, a nível mundial, de acesso à habitação “adequada e acessível”, também no domínio das infraestruturas, muitas pontes e túneis necessitam de reparações significativas, dois aspectos para os quais os compósitos oferecem alternativas sustentáveis aos profissionais.

    “Na verdade, os seus benefícios intrínsecos, sendo os mais conhecidos o design leve, a facilidade de transporte, a resistência, os baixos custos de manutenção e a durabilidade, podem enfrentar os desafios da construção, renovação e engenharia civil”, reforça a organização do evento em comunicado.

    Por outro lado, a recente introdução de códigos de construção, relacionados com compósitos nos Estados Unidos, juntamente com medidas semelhantes em curso na Europa, fornecem, agora, aos arquitectos e engenheiros estruturais directrizes claras para a utilização de materiais compósitos em estruturas de edifícios exteriores e interiores.

    Estas oportunidades são acompanhadas por um foco crescente em todos os aspectos da sustentabilidade relacionada com os compósitos. Assim, seja na construção convencional ou fora do local, a indústria dos compósitos está a adoptar uma abordagem proactiva aos desafios da sustentabilidade, reduzindo os seus impactos ambientais ao longo da cadeia de valor.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB

    Navegue

    Sobre nós

    Grupo Workmedia

    Mantenha-se informado

    ©2021 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.