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    Docapesca lança concurso para requalificação de áreas de apoio no Porto de Setúbal

    O investimento de 500 mil euros destina-se a intervenções de requalificação nas zonas de alagem, reparação de embarcações de pesca e respectiva área de apoio

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    Docapesca lança concurso para requalificação de áreas de apoio no Porto de Setúbal

    O investimento de 500 mil euros destina-se a intervenções de requalificação nas zonas de alagem, reparação de embarcações de pesca e respectiva área de apoio

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    A Docapesca – Portos e Lotas acaba de lançar o concurso para a “requalificação da zona de alagem e reparação de embarcações de pesca e respectiva área de apoio do porto de pesca de Setúbal”

    O investimento tem um valor base de 500 mil euros e permitirá “a melhoria das condições de segurança das embarcações, das condições técnico-funcionais de apoio à pesca, da organização e, naturalmente, das condições de trabalho no porto de pesca”.

    A obra prevê um conjunto de intervenções, como a “substituição integral dos carris, apoios e mecanismos de fixação; a substituição de três carros de alagem e a reabilitação de um deles; a reabilitação e restauro do exterior e interior das casas de apoio à alagem das embarcações; e a instalação de novas redes de água, de esgotos, de iluminação pública e um sistema de vigilância CCTV”.

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    Câmara de Penafiel vai investir 4,7M€ na construção e requalificação de Centros de Saúde

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

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    A Câmara Municipal de Penafiel vai investir 4,7 milhões de euros num conjunto de obras que procuram, de acordo com os responsáveis municipais, responder aos “importantes desafios associados à evolução das necessidades em saúde e ao aumento das exigências e expectativas da população”.

    Em comunicado, o executivo municipal explica que se trata da construção de mais um Centro de Saúde, junto à futura Central de Transportes, em Novelas, e requalificar o atual Centro de Saúde da cidade, junto à Escola D. António Ferreira Gomes, num investimento total de cerca de 4,7 milhões de euros, com financiamento Municipal e do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).

    Para Daniela Oliveira, vereadora com o Pelouro da Saúde da Câmara Municipal de Penafiel, “para responder a estes desafios, e no âmbito da transferência de competências da Saúde para o município, procuramos desde logo, desenvolver todos os mecanismos para responder a todas as necessidades, sempre em articulação com a ARSNORTE e o ACES TÂMEGA II Vale do Sousa Sul.”

    O futuro Centro de Saúde de Penafiel irá integrar a Unidade de Saúde Familiar de S. Martinho, o Centro de Diagnóstico Integrado (CDI), os serviços de Saúde Oral e ainda o Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP). O valor total da obra é de cerca de 3 milhões de euros, com uma comparticipação PPR a rondar os 2 milhões de euros e um investimento municipal na ordem de 1 milhão de euros.

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    Mota Engil – Eng. Carlos Mota Santos

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    Mota-Engil assegura contratos de 350M€ na América Latina

    Com estes contratos, a Mota-Engil acumula cerca de 420 milhões de euros de novos contratos angariados em 2024 no Peru, neste que é um dos seus mercados core

    Ricardo Batista

    A Mota-Engil anunciou, esta quinta-feira, o reforço da sua carteira de negócios na América Latina por via da assinatura de dois novos contratos no Peru, avaliados em mais de 350 milhões de euros.

    Segundo adianta a empresa, em comunicado veiculado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as participadas naquele mercado celebraram dois novos contratos, no valor de cerca de 150 milhões de euros, com o
    estado peruano. Um dos contratos está relacionado com a construção de uma ponte rodoviária na província de San
    Martin, com um prazo de execução de 36 meses, sendo o segundo contrato relativo ao serviço de manutenção de
    uma rede viária na província de Juliaca – Puno com uma extensão total de 450 Km, tendo uma duração prevista de
    60 meses.

    Com estes contratos, a Mota-Engil acumula cerca de 420 milhões de euros de novos contratos angariados em 2024 no Peru, neste que é um dos seus mercados core. Adicionalmente, a Mota-Engil angariou também diversos novos contratos de infraestruturas na região que totalizam 200 milhões de euros, reforçando assim a sua presença na América Latina, mercado estratégico e no qual o Grupo detinha, até Março, uma carteira de encomendas de 4,2 mil milhões de euros.

    A empresa fechou o primeiro trimestre com uma carteira de encomendas de 14,2 mil milhões de euros, revelou a Mota-Engil na apresentação dos resultados do primeiro trimestre, em que obteve um lucro de 20 milhões de euros, o melhor resultado de sempre do grupo neste período.

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    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Adecco Recruitment lança guia salarial para sector da construção

    “A nossa análise revela a importância de competências digitais e comportamentais, comunicação aberta, trabalho flexível e inclusão de colaboradores mais seniores, como pilares para um ambiente de trabalho mais “harmonioso e produtivo””, refere Bernardo Samuel, Adecco Recruitment director

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    A especialista em soluções de Recursos Humanos, Adecco, divulgou esta quinta-feira, dia 23 de Maio, o seu Guia Salarial da área de recrutamento especializado, para o sector da Construção, para o ano de 2024.

    O documento apresenta uma análise detalhada das tendências salariais, em Lisboa e no Porto, para as várias funções dentro destes sectores, assim como, as competências e benefícios mais valorizados e as perspectivas do mercado de trabalho.

    Desta forma, este estudo foi desenvolvido em resposta aos desafios enfrentados desde 2023, incluindo a inflação elevada, a crise energética mundial e as políticas restritivas dos bancos centrais, factores esses que têm contribuído para uma desaceleração do crescimento económico global, prevendo-se uma redução de 3,5% em 2022 para 3% em 2023 e 2024. Neste contexto, as empresas enfrentam dificuldades significativas na atracção e fidelização de talentos, exigindo estratégias robustas para superar esses obstáculos.

    “Neste período de transformação acelerada, é essencial que as empresas adoptem estratégias inovadoras de empregabilidade. Este Guia não só destaca as tendências salariais, mas também fornece uma orientação clara sobre como as organizações podem atrair e fidelizar talentos qualificados, uma vez que a nossa análise revela a importância de competências digitais e comportamentais, comunicação aberta, trabalho flexível e inclusão de colaboradores mais seniores, como pilares para um ambiente de trabalho mais harmonioso e produtivo, refere Bernardo Samuel, Adecco Recruitment Director.

    Neste sentido, o Guia identifica cinco tendências fundamentais às quais as empresas devem estar atentos. Em primeiro lugar, há um défice de competências persistente, com 38,5% dos candidatos a acreditarem que os empregadores têm requisitos irrealistas, enquanto seis em cada 10 trabalhadores precisarão de uma actualização de competências até 2027. A dimensão da Great Resignation continua a ser uma variável incerta, com 26% dos colaboradores a indicarem que pretendem mudar de emprego no espaço de 12 meses, sublinhando a necessidade de melhores estratégias de retenção de talentos.

    O trabalho híbrido, por sua vez, mantém-se como uma tendência forte, com 39% dos profissionais a trabalharem num ambiente híbrido até ao final de 2023, reflectindo a procura por um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

    O fenómeno do ghosting no mercado de trabalho também se destaca, com 62% dos trabalhadores a relatar terem sido alvo de ghosting por parte dos empregadores e 25% dos candidatos a emprego a admitirem ter praticado ghosting. Por fim, observa-se um crescimento do unretirement, com mais pessoas entre os 50 e os 64 anos a regressar ao mercado de trabalho, impulsionadas pela escassez de mão-de-obra e pela inflação.

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    NBS Summit com programa extenso

    Até ao final desta semana o NBS Summit Urban Edition trará à cidade do Porto alguns dos maiores especialistas, académicos e lideres do sector para debater temas como a conservação dos ecossistemas urbanos, as infraestruturas verdes, a eficiência energética ou a gestão da água 

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    Durante os dois dias do evento, a 23 e 24 de Maio, a Super Bock Arena será palco de partilha e debate dos principais focos das metas europeias de sustentabilidade para o ambiente urbano construído. Um leque de especialistas, académicos e líderes do sector abordarão temas cruciais como a conservação de ecossistemas urbanos, infraestruturas verdes, gestão sustentável de águas pluviais, eficiência energética e energias renováveis, com o intuito de partilharem as suas ideias e soluções para tornarem as nossas cidades mais sustentáveis, biodiversas, resilientes e verdes.
    O arquitecto paisagista Kongjin Yu é o nome mais sonante. Yu é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho inovador na criação de espaços urbanos que harmonizam de forma única a natureza e a função humana nomeadamente pelo conceito Sponge Cities que visa enfrentar os desafios de inundações urbanas e escassez de água por meio de infraestruturas naturais e sustentáveis. Mas o evento trará “outros líderes visionários no campo das Soluções Baseadas na Natureza”, como Laura Gatti, co-autora do famoso Bosco Verticale, em Milão, ou Per Malmos, responsável pelo Copenhill, a cobertura verde que também é uma pista de ski e que está localizada em Copenhaga, na Dinamarca.

    Para além dos projectos, nacionais e internacionais, Luigi Petito, especialista em assuntos públicos europeus, abordará os últimos desenvolvimentos nas políticas e regulamentações relacionadas com a infraestrutura verde na Europa. O discurso de Petito será fundamental para a compreensão do contexto político em evolução na Europa, especialmente no ano de 2024, que marca um período com mudanças significativas previstas nas políticas e regulamentações que impactam directamente a sustentabilidade urbana. Entre estas destaca-se o acordo político entre os Estados Membros e o Conselho da UE sobre o Regulamento Restauro da Natureza e as revisões das directivas de Tratamento de Águas Residuais Urbanas (UWWTD) e de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), salientando-se, em todos os casos, o compromisso da UE em promover Soluções Baseadas na Natureza para enfrentar desafios ambientais das cidades contemporâneas.

    O NBS Summit contará também com a presença de Martin Košťál e Jürgen Preiss que falarão das políticas a ser implantadas nas cidades europeias de Brno e Viena, respectivamente.

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    Nature Based Solutions em conferência

    Arranca hoje a NBS Summit Urban Edition. O evento trará ao Porto especialistas, investigadores e profissionais. Durante dois dias (23 e 24 de Maio) o debate e a partilha irão centrar-se nas soluções baseadas na natureza (Nature Based Solutions, NBS) e a sua importância no desenvolvimento urbano sustentável e no combate às alterações climáticas. A organização é da Associação Nacional de Coberturas Verdes, com o apoio do município através da Águas e Energia do Porto

    O NBS Summit Urban Edition pretende ser um palco para a partilha de conhecimento, de práticas e de exemplos de soluções para tornar as cidades mais sustentáveis. A urgência é real e este é um momento decisivo para começar a delinear cidades mais resilientes e capazes de se adaptar às alterações climáticas como nos conta Ana Mesquita, membro da direcção da Associação Nacional de Coberturas Verdes (ANCV), que em conjunto com o município do Porto, através da Águas e Energia do Porto organiza o encontro que durante dois dias reúne especialistas, investigadores e profissionais em torno de um tema cada vez mais vital.

    Ana Mesquita, , membro da direcção da Associação Nacional de Coberturas Verdes

    Como é que surge a NBS Summit e qual a sua relevância para o momento actual?
    Este encontro nasce da relevância do tema para as cidades, que têm de se adaptar às alterações e ao stress que terão nas próximas décadas. A intenção é a de criar um evento que agrega todas as partes interessadas: os municípios, os projectistas, a indústria e os centros de investigação e as universidades. Surge também em sequência de um outro evento que realizámos com a Câmara do Porto, o Internacional Green Infrastructure Conference, em 2018, que contou com a presença de uma série de especialistas internacionais.

    Agora, seis anos depois, o palco do debate é o Superbock Arena, podemos fazer a analogia com o significado e a importância destes temas no momento actual?
    Estes temas estão no centro do debate e da discussão de hoje sobre as cidades do futuro e o futuro da urbanização. Estamos todos muito felizes por ir à praia em Abril, mas não temos noção do que é que isso significa, na verdade, não é? Há uma certa ingenuidade da nossa parte, quando estas situações devem-nos alertar.
    As coisas estão a mudar a uma velocidade maior do que aquela que era o expectável, e temos de alterar a forma como pensamos as cidades e desenhamos os edifícios, temos de perceber que já não é uma questão de combate às alterações climáticas, mas é uma questão de tentar adaptar-nos. De sermos resilientes. Este termo que está muito na moda, mas que é uma propriedade física dos corpos de sofrer um impacto, um stress, e voltar à sua forma original. E é isso que as cidades vão ter de conseguir fazer. Vão ter de conseguir lidar com temperaturas extremas e, de alguma forma, conseguir manter algum microclima dentro das ruas. Vão ter de conseguir lidar com grandes volumes de água em curtos períodos de tempo, sem riscos de inundações.

    Como é que em Portugal é percepcionada esta questão?
    Está a demorar a ser percepcionado quer pelas cidades, pelas entidades públicas e também pelos projectistas. E já nem falo pelos donos de obra.
    Eu diria que a indústria e os centros de investigação, as universidades, estão um passo mais à frente. A indústria está preparada para fornecer esse tipo de soluções, para dar apoio técnico à instalação desses materiais. Os grupos de investigação têm já dados e estudos que comprovam os benefícios e a viabilidade económica das nature based solutions. Onde é que esbarramos? Muitas vezes nos municípios, que estão a começar a acordar para o assunto, nos projectistas e profissionais que ainda têm algum receio, ou falta de conhecimento, mas sentimos que as coisas estão a mudar. O caminho que percorremos nos últimos 10 anos foi gigante, claro que ainda há um caminho a percorrer.

    Para além das coberturas verdes

    Que soluções falamos quando falamos em soluções baseadas na natureza? Em coberturas verdes?
    O summit não irá falar só de coberturas verdes, soluções de base natural são soluções que tentam simular e mimetizar os processos naturais, trabalhando com a natureza e não contra a natureza. Podemos usar as soluções de base natural em conjunto com as soluções de engenharia estática, que são aquelas que estamos mais habituados a fazer. Por exemplo, os túneis de drenagem que Lisboa está a construir. As soluções de base natural não são a única solução ou uma solução no singular, mas têm de entrar para a ordem do dia quando planeamos as cidades e, sobretudo, quando desenhamos edifícios.
    Porque se pensarmos no que vai acontecer nos próximos 30 a 40 anos e nos desafios que as cidades vão ter, que os edifícios vão ter, e se pensarmos que estamos a construir hoje os edifícios que vão existir daqui a 30 anos, percebemos que estamos a agir demasiado tarde. É hoje que temos de agir, não é daqui a 20 anos que vamos começar a pensar nisso, quando sentirmos os problemas na pele. É hoje porque estes são os edifícios que vão estar cá nas próximas décadas.

    E por isso o summit foca-se em soluções para as cidades.
    Porque são as cidades que vão sofrer esse impacto. Até 2050 estimamos que mais de 70% da população viva nas cidades e 2050 é quase amanhã. As cidades têm um impacto muito grande na natureza, são paisagens altamente artificializadas. Pegamos nas paisagens naturais e artificializamos em cidades. Para quê? Porque precisamos de um ambiente construído, para aquilo que são as nossas actividades económicas, sociais… e acabamos por ter um impacto muito grande nos ecossistemas, na natureza…

    Os casos práticos
    O NBS Summit irá focar-se muito em exemplos, que soluções nacionais estarão em destaque?
    Em termos de exemplos do que temos em Portugal, teremos o novo Terminal Intermodal da Campanhã
    É um excelente case study. Estamos a falar de uma zona da cidade que estava degradada e muito esquecida e o projecto alavancou toda uma nova urbanidade e mobilidade urbana, unindo ali três tipos de transporte públicos e isso também é um factor importante. Estamos a falar de perto de 13 mil m2 de cobertura verde, para além do parque urbano que não está sobre o edifício.
    Aliada à componente ambiental, o projecto teve também uma componente social e até estratégica para a cidade e para aquilo que é a vivência na cidade e a movimentação da população, da sua mobilidade.

    Que outros exemplos serão debatidos e estudados?
    Teremos várias visitas nestes dois dias de encontro que se irão centrar no Porto, que é a cidade onde o summit se realiza. Teremos a Praça de Lisboa, junto aos Clérigos, que é outro exemplo de uma área que esteve degradada e ao abandono e que mudou por completo com a instalação de uma cobertura verde que devolveu a natureza ao centro consolidado do Porto. Se perguntasse há uns anos, “é possível ter um jardim ao lado dos Clérigos, ao lado da reitoria, no meio da Praça dos Leões quase, um jardim com árvores, com oliveiras, com relevado, onde as pessoas possam estar?”. A resposta seria “não é possível”, a cidade do Porto está consolidada, a malha urbana está já completamente definida, portanto, não há espaço para trazer a vegetação. Mas, de facto, houve espaço, houve espaço para uma nature based solution. Lá está, uma cobertura verde. E isso também é algo importante, ou seja, em muitos locais, onde já não é possível pôr jardins e parques, as coberturas verdes podem ser a solução. Não queremos que seja percepcionada de alguma forma que as coberturas verdes são a única solução. De todo!
    Outro exemplo bastante emblemático da cidade do Porto, é a Escola do Falcão, que é uma escola que foi também renovada no ano passado e que tem uma série de nature-based solutions.

    Depois teremos também os exemplos internacionais. (Ver mais à frente)
    O nosso convidado mais especial é o Kongjin Yu, o reconhecido arquitecto chinês, criador do conceito das Sponge Cities, e que nos vem falar exactamente sobre este conceito e sobre a forma como nós lidamos com a água. Yu é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho inovador na criação de espaços urbanos que harmonizam de forma única a natureza e a função humana nomeadamente pelo conceito Sponge Cities que visa enfrentar os desafios de inundações urbanas e escassez de água por meio de infraestruturas naturais e sustentáveis.

    Este evento irá chegar a quantas pessoas?
    Esperamos casa cheia, cerca de 400 a 500 participantes. É essa a nossa expectativa. Não vamos abrir streaming, porque o objectivo foi trazer os especialistas, os profissionais, os investigadores ao local, para uma experiência muito mais imersiva.

    Os últimos dez anos foram importantes, mas como vê que estas questões venham a evoluir nos próximos cinco anos?
    Eu quero acreditar que daqui a cinco anos estamos a lidar com estas temáticas – com a vegetação, com as coberturas, com as paredes, com as soluções para a água – como quem lida com o resto das componentes de um edifício. Tem de ser. Como é que vamos lidar com a água neste edifício? Como é que vamos conseguir reter a água no edifício? Além da eficiência energética os edifícios têm de ser hidricamente eficientes e isso não é só focarmos na torneira, mas temos de pensar na grande torneira que vem do céu. Como é que aproveitamos a água? Como vamos retê-la para depois reutilizá-la? Como vamos reciclá-la? São grandes desafios!

     

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

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    Assinado contrato para colocar mais 11 habitações no mercado de renda acessível

    Sete habitações de tipologia T0 e quatro T1, inseridas num prédio da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), foram colocadas no programa municipal Porto com Sentido. A aposta representa um importante incremento na oferta de arrendamento acessível existente na cidade do Porto

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    O contrato foi assinado nas instalações da Porto Vivo, SRU, por Pedro Baganha, vereador da Habitação e presidente do conselho de administração da empresa municipal, estando a AICCOPN representada pelo seu presidente, Manuel Reis Campos, que manifestou satisfação com o facto de poder integrar o Porto com Sentido.

    “Poder contribuir para a promoção da oferta de arrendamento acessível no Porto é algo que muito orgulha esta associação, o que também se insere na prossecução das suas finalidades, enquanto entidade centenária nascida e sediada na nossa cidade do Porto”, referiu Manuel Reis Campos.

    Para Pedro Baganha, “esta é uma aposta que faz sentido, verdadeiramente com sentido, como anuncia e cumpre o programa municipal na sua nomenclatura, e que, está a sedimentar-se enquanto resposta habitacional na cidade, conforme provam todos os dados indicam”.

    Cerca de uma semana depois de atingir o número redondo de 300 fogos colocados no mercado de arrendamento acessível, dos quais 188 são por via do Porto com Sentido, a empresa municipal responsável por gerir esta vertente do mercado habitacional, prossegue o esforço no sentido de proporcionar respostas aos cidadãos que estejam à procura de casa na cidade.

    A aposta do Município do Porto no alargamento do mercado de rendas acessíveis é parte fundamental de uma estratégia que pretende fomentar soluções habitacionais para os cidadãos.

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    O Novo Aeroporto, o plano para a Habitação, o DIGITALbuild em destaque na edição 507 do CONSTRUIR

    Saiba o que está em cima da mesa no plano de construção do novo aeroporto, numa edição onde lhe contamos as 30 medidas do Governo para a habitação e como o mercado olha para as propostas. Mas há muito mais para ler na edição 507 do CONSTRUIR

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    Carga de trabalhos
    O adágio popular assegura que “não há fome que não dê em fartura” e, de uma assentada, o Governo coloca em cima da mesa o programa de habitação, alta-velocidade, terceira travessia do Tejo e novo Aeroporto. O programa de investimentos é ambicioso, mas sobram ainda muitas dúvidas para se perceber o real impacto dos trabalhos no tecido empresarial do Sector

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    Os presidentes das Câmaras de Oeiras e Porto discutem o papel das autarquias nas ambicionadas soluções para a crise da habitação. E não têm dúvidas: a grande resposta está na oferta pública. Há, no entanto, passos a dar

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    As figuras tradicionais do design, ligadas ao design industrial, à arquitectura, ao mobiliário e à moda, estão em transformação, combinando competências tradicionais, com marketing, organização e tecnologias avançadas

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    Mota Engil – Eng. Carlos Mota Santos

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    Mota-Engil com trimestre “histórico”

    Nos primeiros três meses do ano o Grupo Mota-Engil registou um Volume de Negócios de 1.352 M€ (+7%), um EBITDA de 196M€ (+22%) e um Resultado Líquido de 20M€ (+54%), alcançando o seu melhor desempenho num primeiro trimestre. Em linha com o crescimento está também a sua carteira de encomendas que alcançou um resultado “histórico” de 14MM€

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    O Grupo Mota-Engil publicou hoje o seu Trading Update com a apresentação dos principais indicadores referentes ao primeiro trimestre de 2024. Um período de “forte desempenho comercial e operacional”, que reforça o compromisso com as metas estabelecidas para 2024.

    Analisando os dados publicados relativos à actividade operacional, verifica-se um crescimento de 7% no Volume de Negócios para 1.352 milhões de euros, e uma evolução de 22% no EBITDA para 196 milhões de euros, com todas as áreas de negócio a registarem crescimento conjugado com a melhoria da sua margem operacional.

    Analisando o desempenho por áreas de negócios, o Grupo Mota-Engil alcançou um crescimento de 8% em Engenharia e Construção, com a América Latina como a região com maior contributo (+9% com 713 milhões de euros) e o México como maior mercado do Grupo, registando África um crescimento de 6% para 356 milhões de euros e a Europa com +5% e 141 milhões de euros. Um crescimento que permitiu aumentar a margem global de EBITDA para 15%, mantendo-se, quando comparado com os seus peers europeus, com uma das empresas com melhores margens operacionais, revelando a capacidade de concretizar projectos de elevada complexidade e dimensão com elevada qualidade e reconhecida competitividade nas suas soluções de Engenharia.

    Nas áreas de negócio-não construção, o crescimento foi de 3%, com as participadas de Ambiente a registarem 130 milhões de euros de facturação com uma melhoria do EBITDA para 27 milhões de euros (margem de 21%), e a Mota-Engil Capital e a MEXT (que no conjunto reúnem as áreas de negócio mais recentes do Grupo) alcançando um volume de negócios de 32 milhões de euros e uma melhoria da sua margem de EBITDA para 8%.

    Relativamente ao resultado líquido atribuível ao Grupo, a Mota-Engil alcançou 20 milhões de euros, o melhor registo de sempre num primeiro trimestre, reforçando a melhoria gradual da rentabilidade líquida registada ao longo dos últimos anos, um objectivo que se manterá ao longo do Plano Estratégico, estabelecido até 2026.

    A nível comercial merece destaque a concretização de um volume da Carteira de Encomendas de 14,2 mil milhões de euros, um novo recorde, assente na celebração de contratos de longo prazo para novos projectos, cada vez mais focados nos seus Core Markets que representam 77% do total, o que permite de forma criteriosa avaliar novas oportunidades e dar sequência a um ciclo virtuoso e de crescimento sustentável.

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    Construmat 2024 aposta forte em Inovação e Sustentabilidade

    Lotação esgotada. São mais de 10 mil metros quadrados de área de exposição com lotação ocupada por mais de 300 empresas e organizações interessadas em fazer parte de um contexto de mercado mais inovador e sustentável. Portugal é um dos países convidados numa edição em que o País convidado é Marrocos, num piscar de olho ao Mundial de 2030

    Ricardo Batista

    Inovação. Sustentabilidade. A inovação ao serviço da sustentabilidade e a sustentabilidade inovadora. Qualquer que seja o prisma com que se olhe para a edição deste ano da Construmat, as linhas fortes estão definidas e a aceitação por parte de empresas e organizações institucionais atesta a receptividade.
    O evento, que se realiza a partir de hoje, 21 de Maio, em Barcelona, tem lotação esgotada na ocupação do espaço disponível que, em 2024, contava com pelo menos mais 50% de área disponível face à edição de 2023. 300 expositores e instituições confirmadas, numa representação de mais de 600 marcas que vão ocupar mais de 10 mil metros quadrados do parque de feiras da Gran Via, num claro sinal da forte aposta que a organização tem desenvolvido no sentido de acolher alguns dos players de referência do sector.

    “Quando decidimos avançar para a refundação dos valores da Construmat, fizemo-lo pela importância de ir ao encontro das necessidades da feira e da necessidade de dar resposta a conceitos como a construção sustentável, num espaço onde os visitantes possam ter acesso não apenas a novos materiais como a espaços de debate com soluções para o futuro mais imediato”, assegura o director do evento. Roger Bou, garante que o crescimento do salão traduz-se numa maior transversalidade na sua oferta, que abrangerá maquinaria e ferramentas, construção industrializada, fachadas e coberturas, isolamento, urbanismo e espaço exterior, design e interiorismo, pavimentos e revestimentos, casas de banho, BIM e TIC para o projecto e obra, cozinhas, iluminação, gestão e captação de energia, caixilharia, serralharia ou protecção solar, entre outros.

    Oportunidade única
    “A Construmat 2024 será, mais do que nunca, uma oportunidade para dinamizar a indústria e conhecer as soluções mais inovadoras e sustentáveis que existem hoje no mercado, para enfrentar os principais desafios presentes e futuros do sector”, asseguram os responsáveis do evento. O facto de a construção ser um dos principais emissores de CO2 para a atmosfera e de fazer uso intensivo de recursos naturais e matérias-primas obriga o sector a repensar a sua actividade para minimizar o seu impacto ambiental. É por isso que um dos marcos chave da Construmat é o Congresso de Construção Sustentável, que vai reunir mais de 120 oradores nacionais e internacionais que apresentarão projectos reais de construção sustentável nas sessões que decorrerão em dois auditórios instalados no pavilhão 2 do recinto da Gran Via. Em paralelo, será realizado o PropCon-Hub, uma zona de inovação para startups com um fórum de investimento, bem como um espaço para workshops e oficinas práticas, sem esquecer a área de construção em madeira, onde será possível ver a Casa de Madeira com novas inovações tecnológicas. Uma das novidades mais destacadas desta nova edição é a reintrodução dos prestigiosos Prémios Construmat, comissariados pela Fundação Mies van der Rohe, nos quais foram seleccionados 17 projectos internacionais.

    Marrocos a pensar no Mundial
    A internacionalização é outro dos aspectos chave nesta edição da Construmat, com foco em mercados como os Emirados Árabes, Turquia, Portugal, França, mas especialmente em Marrocos, que será o país convidado nesta edição, com destaque para a Copa do Mundo de 2030, bem como as oportunidades de negócio existentes no país do norte da África.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Biblioteca Pública Municipal (@Guilherme Costa Oliveira)

    Construção

    Porto abre concurso para obra da Biblioteca Municipal

    Com um preço base de 26,5 M€, as propostas devem ser apresentadas até ao dia 28 de Junho. Prevê-se que a obra esteja concluída em Dezembro de 2027

    CONSTRUIR

    A Câmara do Porto já abriu o concurso limitado por prévia qualificação, com publicidade internacional, para a empreitada que vai concretizar a requalificação e ampliação da Biblioteca Pública Municipal (BPMP). Com um preço base de 26,5 milhões de euros, as propostas devem ser apresentadas até ao dia 28 de Junho.

    A área total de intervenção ultrapassa os 15 mil metros quadrados, com 7.700 referentes às novas construções e 7.680 à requalificação do edifício existente.

    O concurso fixa um prazo máximo de 1.095 dias para execução da obra, com previsão de conclusão em Dezembro de 2027.

    Com gestão a cargo da empresa municipal GO Porto, a intervenção irá assegurar a manutenção da identidade de um edifício e de uma instituição com um elevado interesse arquitectónico e cujo projecto tem a assinatura de Souto Moura

    O edifício centenário, datado do século XVIII, será requalificado para resolver o “défice de espaço” para o arquivo de livros e de outros espólios.

    Entre as novas valências que as obras na BPMP possibilitarão, destaca-se a criação de uma Biblioteca Sonora, de novos espaços de vertente cultural de carácter expositivo e de espaços exteriores ajardinados.

    A intervenção visa, também, criar o circuito do livro e o circuito do leitor, a fim de melhor atender o público que têm crescido ao longo dos anos.

    Quanto à ampliação, serão construídos um novo edifício e uma cave logística, o que resultará num aumento da actual dimensão da Biblioteca.

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