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“Estamos a viver um período de fortes investimentos na ferrovia”

A afirmação de Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, em entrevista ao CONSTRUIR, consubstancia as previsões de crescimento da empresa este ano e do reforço da carteira de investimentos para 2023. Um crescimento sustentado pela aposta na Ferrovia a nível global

Manuela Sousa Guerreiro
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“Estamos a viver um período de fortes investimentos na ferrovia”

A afirmação de Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, em entrevista ao CONSTRUIR, consubstancia as previsões de crescimento da empresa este ano e do reforço da carteira de investimentos para 2023. Um crescimento sustentado pela aposta na Ferrovia a nível global

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(na imagem: Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, e António Laranjo, presidente do conselho de administração da Infraestruturas de Portugal (IP), na cerimónia da assinatura da empreitada de electrificação do troço da Linha do Algarve, entre Faro e Vila Real de Santo António)

Depois do Uruguai, onde está a executar o Proyecto Ferrocarril Central, o Chile é o novo destino da Sacyr Neopul, a empresa ferroviária do universo Sacyr. Em entrevista ao CONSTRUIR, Marcos Rúbio, administrador do Grupo Sacyr em Portugal, fala sobre os drivers do crescimento da empresa que em Portugal está a executar, no âmbito do Ferrovia 2020, as empreitadas de Renovação das Linhas de Sines e Beira Alta e Electrificação da Linha do Algarve.

A sustentabilidade fez renascer a importância da aposta na Ferrovia. Podemos fazer esta leitura?

Sim, podemos claramente fazer essa leitura. A Ferrovia está a ganhar cada vez mais importância nacional e internacionalmente.

Enquanto especialistas neste tipo de infraestruturas, como avaliam o contexto actual a nível internacional?
Existe um claro reconhecimento da importância e sustentabilidade das infraestruturas ferroviárias por todo o mundo em detrimento de projectos rodoviários. Estamos a viver um período de fortes investimentos nesta área, seja através da construção de novas linhas, electrificação de infraestruturas existentes ou requalificação e renovação de linhas que, pela sua avançada idade ou limitações de utilização, necessitam de intervenção e investimento.

Esta é uma área que tem avançado muito em termos tecnológicos. Quais os principais desafios e questões actuais que obrigam a uma atenção e investimentos redobrados?
Ao nosso nível, claramente as questões ambientais e de segurança. Cada vez mais, são feitas exigências relativas à qualificação e formação dos nossos recursos humanos.
Também existem limitações em diversos mercados com a utilização de equipamentos a combustão, o que exige das empresas a realização de fortes investimentos em novos equipamentos eléctricos ou com baterias.

Neste momento estão presentes em que mercados e de que forma?
Para além de Portugal, estamos presentes, através de sucursais e filiais da empresa, em Espanha, Irlanda, Reino Unido, Brasil, Chile e Uruguai.

2023 será um ano de expansão da actividade

O Uruguai foi o último país do plano de expansão da empresa. Que mercados vêem com maior potencial e o que têm pensado no que à estratégia de expansão da empresa diz respeito?
Depois do Uruguai já iniciámos actividade também no Chile, com um contrato para o Metro de Santiago. Estamos bastante atentos aos mercados escandinavos.


Actualmente quais as principais obras em curso?
Temos actualmente em carteira uma diversidade grande de contratos que vão desde a construção e renovação de infraestruturas à manutenção de linhas existentes. Temos contratos de projectos de alta velocidade, metros de superfície, metros subterrâneos, linhas convencionais, em diversos regimes de contratação, como PPP, contratos públicos e prestações de serviços.
Como principais contratos temos a Renovação das Linhas de Sines e Beira Alta, Electrificação da Linha do Algarve, Metro superfície de Edimburgo, Metro Santiago.

A perto de mês e meio do fim de 2022, que balanço faz do fecho do ano e perspectivas para 2023?
Este ano esperamos crescer a nossa actividade cerca de 20%. As perspectivas para 2023 são bastante optimistas. Em Portugal será um ano de plena construção dos projectos do plano 2020 e do início dos que estão incluídos no novo pacote de investimento 2030.
Internacionalmente também esperamos uma forte consolidação da empresa em Espanha, com bastantes investimentos previstos para a área ferroviária, no Chile e também na Irlanda.

Como é que os constrangimentos, como sejam a falta de matérias-primas, o aumento dos seus preços e a falta de mão de obra condicionaram a vossa actividade e influenciaram os vossos resultados?
O impacto é enorme. Estamos a gerir o tema com os diferentes clientes face a uma realidade indubitável para todos.

A actividade da Sacyr Neopul decorre de forma paralela ao grupo onde se insere? De que forma é potenciada esta ligação?
Decorre em total sinergia com o grupo, com a utilização das estruturas e recursos existentes em cada país onde a presença da Sacyr é já uma realidade, ou potenciando em conjunto novos mercados estratégicos para o grupo.

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Quadrante cria Centro de Excelência BIM

O novo Centro de Excelência “posiciona a Quadrante ao nível dos grandes grupos internacionais ao nível da digitalização”. Além disso irá permitir, também, aumentar a produtividade das equipas e integrar processos e novas ferramentas

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A Quadrante anunciou a criação de um Centro de Excelência dedicado à digitalização na construção, que vai permitir aumentar o peso do BIM na facturação global do grupo e criar cerca de 70 novos postos de trabalho no prazo de três anos, com tarefas diárias de produção com ferramentas BIM (Building Information Modelling).

O novo Centro de Excelência “posiciona a Quadrante ao nível dos grandes grupos internacionais ao nível da digitalização. Além disso, também, aumentar a produtividade das equipas e integrar processos e novas ferramentas para oferecer aos clientes edifícios e infraestruturas inteligentes e mais sustentáveis”, refere João Costa, administrador e responsável pela digitalização do Grupo. 

Os novos desenvolvimentos vão permitir integrar ferramentas de medição e monitorização da eficiência energética de edifícios e infraestruturas, gerir e medir a pegada de carbono de forma automática desde fases iniciais dos projetos, potenciar a economia circular em obras de elevada complexidade técnica, integrar simuladores de tráfego e inovar na gestão da construção e fiscalização, designadamente através de consultoria em serviços de Digital Twins, gestão e supervisão de obra, com as dimensões BIM do 4D e 5D.

 O novo Centro de Excelência BIM tem um gestor global dedicado totalmente ao BIM, que é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, com uma equipa focada e especializada em cada uma das unidades de negócio do Grupo. “Será feito um aumento significativo de recursos humanos distribuídos pelas diversas unidades de negócio, que se traduzem em investimento em software de última geração, formação contínua e especializada e novos processos de trabalho”. Neste momento, a Quadrante já conta com os primeiros técnicos em Portugal, nesta indústria, com certificado BIM profissional da buildingSMART International.

A Quadrante é membro da Comissão Técnica de Normalização CT197-BIM, em Portugal e sócio fundador e membro do Concelho Consultivo da Building Smart Portugal. Foi também distinguida com a menção honrosa do Prémio de Excelência BIM “Maturidade BIM” em 2021, pelo Built CoLAB, com o trabalho desenvolvido no projecto do Estádio de Bouaké, na Costa do Marfim. Entre outros projectos desenvolvidos destaca-se a Linha Rubi do metro do Porto, que vai ligar a Casa da Música e Santo Ovídio, o Mercado Central de Kumasi, a Subestação eléctrica 110/13.8kV de Panquehue no Chile, o Edifício Técnico de Apoio ao Novo Telescópio da ESO, entre outros.

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Riportico vendida aos espanhóis da Applus+

Os valores do negócio não foram revelados mas, em comunicado, os responsáveis da Applus+ revelam que a operação vai permitir ganhar dimensão para abordar os próximos projectos de infraestruturas, água e ambiente que estão previstos em Portugal nos próximos anos

Ricardo Batista

Os espanhóis da Applus+, especialistas globais na área das inspecções, ensaios e certificações, anunciaram esta quinta-feira a aquisição da totalidade do capital social da Riportico, um dos prestadores de referência em Portugal na área da fiscalização, gestão, coordenação de segurança e projectos de engenharia.

Os valores do negócio não foram revelados mas, em comunicado, os responsáveis da Applus+ revelam que a operação vai permitir ganhar dimensão para abordar os próximos projectos de infraestruturas, água e ambiente que estão previstos em Portugal nos próximos anos. Fundada em 2004, a Riportico factura por ano aproximadamente oito milhões de euros e conta, actualmente, com certa de 150 trabalhadores. A companhia fundada por Ricardo Campos tem um forte peso no mercado interno, nomeadamente na área de gestão de projectos publicos de infraestruturas para mais de 100 clientes, repartidos por rodovia, ferrovia, estações d emetro, aeroportos, edificios, estações de tratamento de águas e energias renováveis. A experiência da Riportico coloca a empresa “bem colocada para beneficiar do forte crescimento do setor das infraestruturas no País após a pandemia, impulsionado pelos programas que o Governo português tem lançado para potenciar a retoma económica”, observa Javier López Serrano, vice-presidente executivo da divisão Applus+ Energy & Industry.

O responsávels da Applus+ adianta ainda: “A Riportico encaixa-se muito bem no nosso plano estratégico. É uma plataforma altamente atraente para continuar a crescer em setores importantes para nós, como infraestrutura, meio ambiente ou tratamento de água, enquanto nos ajuda a continuar a melhorar as nossas margens”. “A sua vasta experiência e reputação colocam-no numa posição privilegiada para aproveitar as oportunidades que vão surgindo em Portugal”, sublinha Serrano.

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Renováveis: Eurowind Energy quer investir 400M€ em Portugal

Responsável da empresa alertou para dificuldades que o setor das renováveis enfrenta no país e que estão relacionadas com a morosidade na emissão e pareceres e licenças, incoerências legislativas

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A multinacional dinamarquesa Eurowind Energy, que inaugurou o segundo parque solar de produção de eletricidade do país, quer investir até ao fim desta década mais de 400 milhões de euros em Portugal. Pedro Pereira, diretor da empresa para a Europa do Sul, disse aos jornalistas que, “até ao final desta década, [serão investidos] 400 milhões” na construção de parques fotovoltaicos de pequena produção na Covilhã, Castelo Branco, Mafra, Vouzela e Bragança, com uma potência total instalada de 50 megawatts (MW).

“Metade vai arrancar em breve e a outra metade até ao final deste primeiro semestre para entrarem em exploração para o ano”, adiantou. A empresa dinamarquesa tem ainda três outros projetos previstos para Castelo Branco, dois parques eólicos e solares e um projeto de hidrogénio verde. “Temos o objetivo de hibridizar os nossos projetos com solar e eólico, juntando tecnologia para armazenar energia quando esta não está a ser produzida”, explicou.

O responsável alertou para diversas dificuldades que o setor das renováveis enfrenta em Portugal e que estão relacionadas com a morosidade na emissão e pareceres e licenças, incoerências legislativas, falta de recursos humanos” em diversos organismos como a Direção-Geral de Energia e Geologia e subdimensionamento da Rede Elétrica Nacional por insuficiência e incapacidade de pontos de injeção elétrica.

“Há uma grande morosidade no despacho de processos, o que explica que, para chegar à exploração de um parque, se tenha demorado seis anos, o que afasta o investimento”, disse, referindo-se ao Parque Solar de Triana, inaugurado no concelho de Alenquer, no distrito de Lisboa. Contudo, reconheceu o esforço de simplificação por parte do Governo para o cumprimento da agenda verde.

Na inauguração do investimento de 18 milhões de euros, o CEO da empresa, Jens Rasmussen, afirmou que estão “empenhados em construir mais parques no país”. O parque tem uma potência instalada de 22 MW, distribuídos por mais de 41 mil módulos fotovoltaicos ao longo de 30 hectares. Os promotores estimam uma produção de 41,5 gigawatts por ano, capazes de fornecer eletricidade a mais de 14 mil famílias.

Na inauguração, a secretária de Estado da Energia e do Clima, Ana Fontoura Gouveia, disse que 57% da eletricidade produzida em Portugal já provém de fontes renováveis e o objetivo é aumentar para os 80% até 2026. O país já dispõe de uma potência instalada de 2,5 GW e a meta é aumentar 1 a 1,2 GW este ano. Para simplificar os processos de licenciamento, foi lançado o programa ‘Simplex Ambiental’.

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Engenheiros e Economistas defendem “aprofundada reflexão” sobre ligação a Madrid por alta-velocidade

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade

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A Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos Economistas assinaram, esta sexta-feira, uma posição pública sobre os investimentos previstos em Alta Velocidade, defendendo, desde logo, uma “aprofundada reflexão” sobre a ligação entre Lisboa e Madrid por alta velocidade, considerando que “não está garantido que o traçado atualmente pensado seja o que melhor serve os interesses do País”.

A iniciativa conjunta defende como “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa”, considera “fundamental, aproveitando o eixo central da Alta Velocidade Portuguesa, ligá-lo à Europa através de verdadeira(s) linha(s) de Alta Velocidade para escoamento internacional” e sustenta a necessidade de aprofundar estudos que sustentem as alterações necessárias para viabilizar o investimento.

Do que é conhecido do Plano Ferroviário Nacional, está prevista uma nova linha Évora-Elvas (que está já em curso), com o objetivo de criar condições para que surjam novos serviços de alta velocidade entre Lisboa e Madrid. A Infraestruturas de Portugal está a construir 90 quilómetros de nova linha ferroviária. É apenas neste troço que um comboio poderá circular até 250 km/h, o patamar mínimo para a alta velocidade. Até chegar a Évora, o comboio não irá superar os 220 km/h; entre Lisboa e o Pragal não poderá superar os 60 km/h por causa da travessia da ponte 25 de Abril.

Do lado espanhol, apenas está pronto um troço de 150 quilómetros entre Badajoz e Plasencia – embora sem eletrificação. Para que a ligação entre as duas capitais ibéricas demore menos tempo, será preciso construir a terceira ponte sobre o rio Tejo em Lisboa e ainda que Espanha ponha em funcionamento os troços Madrid-Oropesa e Oropesa-Plasencia, que só devem ser totalmente postos ao serviço em 2030.

Para as entidades lideradas por Fernando de Almeida Santos e António Mendonça, “a rede ferroviária de Alta Velocidade deve assegurar prioritariamente as ligações de interesse nacional que concorram para uma maior coesão territorial, tornando-a competitiva quando comparada com outras formas de mobilidade, nomeadamente a rodoviária”, ao mesmo tempo que defendem que é “prioritário o desenvolvimento da Alta Velocidade Ferroviária centrada na linha Braga – Porto – Grande Lisboa, o eixo das grandes cidades portuguesas de negócios, que serve cerca de 8 milhões de habitantes, o que permitirá impulsionar e dar escala à economia nacional, privilegiando o máximo de ligações diretas”.

No entender das Ordens dos Engenheiros e dos Economistas, “a ligação de Alta Velocidade Ferroviária prevista entre Porto – Braga – Vigo deve ter o mesmo tratamento de traçado exclusivo, cujos tempos médios não devam ser prejudicados face aos restantes traçados”.

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Ordem dos Engenheiros apresenta projecto “Future World Vision”

Hoje em Lisboa e amanhã no Porto, a Ordem dos Engenheiros e a Sociedade Americana de Engenheiros Civis apresentam o projecto “Future World Vision” e a sua criação a “Mega City 2070”, uma ferramenta virtual que reproduz uma visão altamente pormenorizada de uma cidade hipotética no ano de 2070

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A Ordem dos Engenheiros, em parceria com a Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE), promove, hoje, dia 24, e amanhã 25 de Janeiro, em Lisboa e no Porto, respectivamente, a apresentação do projecto “Future World Vision”, uma iniciativa que resulta da congregação de algumas das melhores ideias de engenharia tendo em vista uma projecção realística do futuro.

No âmbito deste projecto, foi criada a “Mega City 2070”, uma ferramenta virtual que reproduz uma visão altamente pormenorizada de uma cidade hipotética no ano de 2070, cujos detalhes serão apresentados aos engenheiros portugueses pela Presidente da ASCE, Maria C. Lehman. Trata-se de um modelo digital 3D imersivo que coloca o utilizador no coração de uma cidade do futuro, a “Mega City”. Através dessa lente virtual, é possível idealizar as possibilidades de como uma megacidade irá suportar uma população de 50 milhões de pessoas, preservando o carácter histórico da cidade, conservando os seus recursos naturais, promovendo os espaços verdes e permitindo a coexistência de diversos estilos de vida e economias.

Esta ferramenta foi projectada com o objectivo de despoletar discussões entre engenheiros e outros profissionais sobre o futuro do ambiente construído e sobre como as escolhas de hoje condicionam as cidades que encontraremos no futuro, tendo o seu desenvolvimento considerado seis tendências principais – energias alternativas, veículos autónomos, alterações climáticas, cidades inteligentes, construção de alta tecnologia e política e financiamento.

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Linha Violeta estende Metro a Odivelas e Loures

O projecto da Linha Violeta que irá ligar, à superfície, os concelhos de Loures e Odivelas está em consulta pública até meados de Fevereiro. Fomos conhecer os detalhes desta linha que terá 13 km de extensão e 19 estações, representando um investimento global de 400 milhões de euros. A linha deverá inaugurar no final de 2025

A nova linha de metro ligeiro, Linha Violeta, irá ligar, à superfície, os concelhos de Loures e Odivelas. O projecto é liderado pelo Metropolitano de Lisboa em articulação com os municípios de Loures e Odivelas. A Linha Violeta apresenta um desenvolvimento com cerca de 13 km de extensão, predominantemente à superfície (8,6km), mas também com troços em trincheira (0,4km), em viaduto (0,4km) e quatro troços em túnel (aproximadamente 3,7km).

O traçado proposto tem como objectivo servir os grandes núcleos populacionais de Loures e Odivelas, fazendo a ligação entre as freguesias com maior densidade urbana e ligando os mais importantes polos de serviços e comércio. Estendendo-se num corredor em “C”, ligando o Hospital Beatriz Ângelo ao Infantado, com ligação a Lisboa na estação de Metro de Odivelas (actual Linha Amarela), esta Linha de metro ligeiro engloba das 19 estações, sendo três estações subterrâneas, duas em trincheira e 14 à superfície. Onze estações serão no concelho de Loures e oito no concelho de Odivelas.

O percurso
A Linha Violeta irá começar à superfície junto ao Hospital Beatriz Ângelo, com uma estação mesmo ao lado deste equipamento hospitalar e que será compatibilizada com o chamado Plano de Pormenor da Quinta do Correio-Mor. Deste ponto, a linha segue em trincheira e túnel para vencer uma área de relevo mais acentuado em direcção à Ramada. A estação seguinte será a do Planalto da Caldeira, à superfície. A linha prossegue à vista de todos com a estação Torres da Bela Vista, onde estão previstos cerca de 150 lugares de estacionamento, aí entra em túnel com as estações Jardim da Radial, numa área predominantemente residencial e com uma elevada densidade de ocupação no norte do concelho de Odivelas, e Ramada Escolas, que servirá uma zona também densamente povoada. Daqui seguirá para a Estação Ribeirada, em trincheira, para onde está previsto parque com 98 lugares de estacionamento. Está prevista ainda a requalificação do espaço de implantação através da criação de um espaço público verde na envolvente à estação que permitirá uma efectiva ligação entre os vários espaços urbanos. Após a Estação Ribeirada, o traçado desenvolve-se em trincheira sobre área de matos sem construções, até à estação seguinte, a Estação Jardim do Castelinho que se desenvolve a cerca de 10m de profundidade. O último troço do traçado da Linha Violeta em túnel NATM desenvolve-se entre a Estação Jardim do Castelinho até à Odivelas Estação, fazendo a ligação à Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa.

Daqui o traçado sai em trincheira e segue sempre pela estrada nacional N8 onde estão localizadas as estações Heróis de Chaimite, Chafariz d’el-rei e, num canal paralelo à nacional N8, a estação da Póvoa de Santo Adrião. Estando prevista a demolição das oficinas aí existentes. Daqui o traçado da Linha de metro ligeiro atravessa terrenos livres de edificações do concelho de Loures, onde se implanta em viaduto de reduzida altura com uma extensão total de 184 metros. A sua ligação à N8 obrigará à demolição do alinhamento de edifícios aí existentes, seguindo-se a Estação Flamenga e a Estação Santo António dos Cavaleiros. Aqui a linha segue, em túnel para atravessar uma área urbana residencial, comercial e de serviços, o traçado volta de novo à superfície para a estação Quinta do Almirante, segue-se estação Conventinho, Loures, Várzea de Loures, Infantado, terminando na Quinta de São Roque.

A Linha Violeta deverá custar 250 milhões de euros, sendo financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adicionalmente estima-se que o reordenamento urbano e as expropriações necessárias custem às autarquias de Loures e de Odivelas entre 80 e 70 milhões de euros, respectivamente.
Neste momento, estão concluídas as fases de diagnóstico e de viabilidade do projecto, bem como o Estúdio Prévio, tendo sido analisadas alternativas de traçado e de localização das estações. O projecto está agora em Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) que decorre até 14 de Fevereiro em consulta pública.

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Engenheiros e Economistas adoptam posição conjunta sobre Alta Velocidade

A Ordem dos Engenheiros, em articulação com a Ordem dos Economistas, organiza no próximo dia 27 de Janeiro a Conferência “Portugal e a Alta Velocidade Ferroviária”. A iniciativa visa avaliar o impacto dos investimentos na Alta Velocidade

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O encontro, que decorrerá no Porto, no Auditório da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, contará com a presença do novo Secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, para além do Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, e do Bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça. No final da conferência, as duas Ordens assumirão uma posição conjunta sobre o tema.

A iniciativa conjunta vai avaliar o impacto nacional da execução dos investimentos em Alta Velocidade, tal como está previsto na proposta de Plano Ferroviário Nacional (PFN). O PFN prevê a ligação por Alta Velocidade das 10 maiores cidades a nível continental – Lisboa, Porto, Leiria, Aveiro, Coimbra, Braga, Guimarães, Viseu, Évora e Faro, estando ainda previstas ligações ferroviárias de qualidade a 28 centros urbanos com tempos de percurso e frequência que permitirão concorrer com o automóvel.

Estes investimentos terão uma forte componente técnica a nível das competências em Engenharia, bem como um significativo investimento financeiro por parte da República Portuguesa, pelo que se justifica um olhar crítico sobre decisões políticas que vão influenciar a coesão territorial e o desenvolvimento económico e social do país.

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Dstgroup integra programa empresarial ‘FEUP Prime’

O programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme”, lançado em 2009, tem como objectivo aproximar empresas e a universidade e facilitar a realização de projectos conjuntos, em particular de investigação e inovação

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A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) integrou o dstgroup no programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme”. Numa cerimónia pública de homenagem e reconhecimento que decorreu na FEUP e que contou com a presença de José Machado, director de Recursos Humanos, “a faculdade reconhece assim a relação duradoura do dstgroup com os seus departamentos de engenharia, o seu contributo para a missão da FEUP e para a sua aproximação com a realidade empresarial”.

Cada empresa nomeada foi chamada a receber o diploma de “FEUP Affiliate”, ou seja, o reconhecimento enquanto empresa com fortes relações com os departamentos da FEUP, através da colaboração em dissertações, estágios, projetos, projetos de I&D, entre outros.

O programa “FEUP PRIME – Corporate Membership Programme”, lançado em 2009, tem como grande objectivo aproximar empresas e a universidade e facilitar a realização de projectos conjuntos, em particular de investigação e inovação. Da mesma forma, permite às empresas estabelecer uma ligação directa às fontes de talento e conhecimento, proporcionando-lhes uma vantagem competitiva.

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IP lança concurso de 12M€ para empreitada Via do Tâmega – Variante à EN210

A Infraestruturas de Portugal, IP, lançou concurso para a empreitada de construção da Via do Tâmega – Variante à EN210 em Celorico de Basto. Um investimento de 12 milhões de euros promovido no âmbito do PRR

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A Infraestruturas de Portugal, IP, lançou o concurso público para a execução da empreitada de construção da Via do Tâmega – Variante à EN210 em Celorico de Basto, no distrito de Braga. Com um preço base de 12 milhões de euros, este investimento é desenvolvido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na vertente Acessibilidades Rodoviárias a Áreas de Acolhimento Empresarial.

O lanço a construir é parte integrante da designada Via do Tâmega e inicia-se na EN210 perto da localidade do Corgo, desenvolvendo-se genericamente no sentido Norte-Sul, até à rotunda de Lordelo, construída aquando da ligação a Mondim de Basto (2020), numa extensão de 3,282 km.

As ligações à rede viária actual serão garantidas com a construção de três rotundas: ao quilómetro 9,200 da EN210 para a ligação ao Corgo e Canedo de Basto; ao quilómetro 127,200 da EN304 para a ligação a Fermil e Veade; e em Lordelo para ligação a Celorico e a Mondim de Basto. Serão ainda construídos dois viadutos, a Ponte sobre o Rio Veade, duas passagens agrícolas, uma passagem inferior e uma superior.
A conclusão deste lanço vai contribuir para que o tráfego pesado deixe de circular nas estradas nacionais (EN210 e EN304), e que deixe de atravessar o centro urbano de Fermil de Basto, reduzindo assim os impactes ambientais negativos por eles produzidos, melhorando a qualidade de vida das populações e a mobilidade urbana.

O investimento na Via do Tâmega – Variante à EN210 é uma das 8 empreitadas promovidas no âmbito do PRR em fase de concurso ou contratação. Além destas, outros quatro investimentos estão já em curso no terreno, designadamente a, EN14 – Maia (Via Diagonal) / Interface Rodoferroviário da Trofa, a Variante à EN248, em Arruda dos Vinhos; a IC35 – Penafiel/Rans e a empreitada de ligação à Área Industrial de Fontiscos e Reformulação do Nó de Ermida, em Santo Tirso.

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Efacec finaliza Centro de Tratamento Mecânico de Resíduos Sólidos Urbanos da Ilha de São Miguel

O novo Centro de Tratamento Mecânico de Resíduos Sólidos Urbanos da Ilha de São Miguel entra em funcionamento até ao final de 2022 enquanto o novo Centro de Tratamento Biológico, que lhe é complementar, deverá estar pronto em 2023

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O Centro de Tratamento Mecânico de Resíduos Sólidos Urbanos da Ilha de São Miguel foi concluído pela Efacec, líder do consórcio (53%), em parceria com a empresa de construção civil Marques S.A (47%).

A Central de tratamento de resíduos está em fase testes desde Novembro, prevendo-se que o serviço comece a funcionar em pleno até ao final deste ano, apresentando as condições para o cumprimento das exigentes metas europeias em matéria de valorização de resíduos.

O novo espaço da MUSAMI terá capacidade para processar cerca de 30 toneladas de resíduos valorizáveis, o que corresponderá a um processo anual de cerca de 55 mil toneladas onde se incluem o vidro, papel, cartão, filme plástico, embalagens de plástico ou de cartão.

Também a cargo o Consórcio Efacec/ Marques para este Novo Centro de Tratamento de Resíduos da MUSAMI, está o projecto correspondente ao Centro de Tratamento Biológico (CTB), instalação destinada ao tratamento de Resíduos Biodegradáveis provenientes do projecto agora finalizado e também ao tratamento de resíduos provenientes de recolha selectiva através de digestão anaeróbia para produção de biogás e de compostagem, para produção de composto (correctivo orgânico). Este projecto encontra-se em execução e a sua conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2023.
Segundo António Mendes, engenheiro da Efacec e responsável pela gestão do projecto, a nova instalação foi dimensionada para o tratamento de 55 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, por turno de 8 horas, separação de 11 mil toneladas de materiais valorizáveis destinados a reciclagem e separação de 13 mil toneladas de fração orgânica destinada à CTB (para digestão anaeróbia – com produção de biogás – e compostagem).

Há mais de uma década que a Efacec trabalha esta área, tendo desenvolvido projectos de referência em Portugal e em Malta, nomeadamente a Central de Tratamento Mecânico e Biológico, em Malta, e quatro em Portugal: CTA – Central de Triagem Automática – Suldouro, CTM – Reforço capacidade de Central de Tratamento Mecânico (CTM) – Valorsul, assim como CTA – Central de Triagem Automatizada – e CTM – Central de Tratamento Mecânico e Biológico, ambos para a Resulima.

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