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    “Hub do Mar” na antiga lota da Docapesca representa investimento de 31 M€

    A Câmara Municipal de Lisboa aprovou em reunião o lançamento do concurso internacional de projecto para o “Hub do Mar”, no edifício da antiga Lota Poente da Docapesca, em Pedrouços. O projecto é financiado via Plano de Recuperação e Resiliência e irá custar 31M€

    Manuela Sousa Guerreiro
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    “Hub do Mar” na antiga lota da Docapesca representa investimento de 31 M€

    A Câmara Municipal de Lisboa aprovou em reunião o lançamento do concurso internacional de projecto para o “Hub do Mar”, no edifício da antiga Lota Poente da Docapesca, em Pedrouços. O projecto é financiado via Plano de Recuperação e Resiliência e irá custar 31M€

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    Manuela Sousa Guerreiro
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    “Este é o primeiro passo de um caminho que pretende tornar Lisboa num polo Mundial de Inovação na Economia do Mar. Esta opção permite a regeneração de um espaço simbólico, preservando-se a memória do lugar associado à actividade piscatória e marinha da cidade, e salvaguardando o valor zona ribeirinha de Pedrouços-Algés”, afirma o vereador com o pelouro da Economia e Inovação, Diogo Moura.

    “O projecto permite-nos repensar esta zona integrada no desenho da cidade do futuro, que se recicla a si própria incorporando novas centralidades”, sustenta por sua vez a vereadora com o pelouro das Obras Municipais, Filipa Roseta.

    O edifício será reabilitado para ali nascer um polo de desenvolvimento científico e empresarial ligado ao mar, com condições para nele reunir empresas nacionais e internacionais e garantir capacidade de investigação, desenvolvimento e inovação nas áreas da bioeconomia e da biotecnologia azul.

    Este projecto pretende posicionar Lisboa como uma verdadeira “cidade do mar”, potenciando o crescimento da economia azul em Portugal, através da criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento de sinergias e infraestruturas partilhadas, a partir de uma base descarbonizante, sustentável e tecnológica.

    O projecto do Hub do Mar de Lisboa é financiado pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 31 milhões de euros, e é desenvolvido por um consórcio liderado pela Câmara Municipal de Lisboa e do qual fazem parte a Universidade de Lisboa, a Docapesca, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Fórum Oceano.

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    Governo dos Açores vai investir mais 13,7M€ na variante à Horta

    A segunda fase da variante à Horta constituirá a principal via de ligação para os movimentos de tráfego de sul (aeroporto) para a zona norte da cidade e freguesia da Conceição, estabelecendo ainda ligação com a ER1-1ª para a praia do Almoxarife. Também o acesso à Escola Secundária Manuel de Arriaga passará a ter um percurso mais rápido e seguro para os utentes provenientes dos Flamengos e das zonas centro e norte da Horta

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    O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, já assinou o contrato da empreitada de construção da segunda fase da variante à cidade da Horta, ilha do Faial.

    Segundo lembra a Secretária Regional com a tutela das infraestruturas, Berta Cabral, “esta intervenção, que representa um investimento global de 13,7 milhões, concretiza mais um projecto inserido no PRR – Componente 7 – Infraestruturas, Rede Viária dos Açores”. “Estamos a cumprir os marcos e metas que o PRR nos impõe, apesar de estarmos perante concursos públicos internacionais muito complexos e demorados. Todas as obras são importantes, mas as que dizem respeito a vias, portos e aeroportos são fundamentais. Vivemos em ilhas e estas são, sem dúvida, as obras mais estruturantes e mais desejadas pelas populações, porque trazem qualidade de vida, encurtam distâncias, aumentam a segurança e permitem a dinamização económica”, acentuou.

    Refira-se que a segunda fase da variante à Horta constituirá a principal via de ligação para os movimentos de tráfego de sul (aeroporto) para a zona norte da cidade e freguesia da Conceição, estabelecendo ainda ligação com a ER1-1ª para a praia do Almoxarife. Também o acesso à Escola Secundária Manuel de Arriaga passará a ter um percurso mais rápido e seguro para os utentes provenientes dos Flamengos e das zonas centro e norte da Horta.

    Para Berta Cabral, “a variante à Horta serve e permite novas oportunidades para a expansão desta cidade, ao mesmo tempo que vai contribuir de forma preponderante para dinamizar toda a economia da ilha do Faial”.

    “Esta é uma via urbana com iluminação, com drenagem de águas pluviais, com passeios, com arborização e com ciclovia. A obra visa dar continuidade à primeira fase da variante e retirar do centro urbano da Horta o tráfego de passagem, assegurando um acréscimo de segurança na circulação rodoviária e maior conforto dos utentes, bem como, diminuir distâncias e tempos de percurso”, adiantou também.

    A variante a construir tem uma extensão de cerca de três quilómetros e integra três interseções giratórias e duas obras de arte na transposição de ruas existentes.
    O projeto preconiza a construção de uma variante com caraterísticas urbanas, com a construção de ciclovia e passeios, bem como a integração paisagística das bermas e áreas envolventes, sendo o perfil transversal, na generalidade do traçado, constituído por faixa de rodagem com três vias, cada uma delas com 3,50 metros de largura, ladeada por valetas e passeios.

    Os trechos com ciclovia bidirecional terão 2,20 metros de largura e toda a plena via é rematada com muros, em blocos de betão pré-fabricados revestidos com pedra basáltica.

    A obra a construir envolve os domínios de terraplenagens, drenagens, pavimentação, sinalização e segurança, iluminação pública, obras acessórias, obras de arte e integração paisagística.

    A empreitada, na sequência de concurso público internacional, foi adjudicada ao consórcio Tecnovia-Açores/Afavias e Marques.

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    Câmara de Faro investe 3,1M€ na construção de nova Escola Básica

    Além da construção das salas para aulas para estes níveis de ensino, serão ainda edificados espaços como uma biblioteca e uma sala polivalente, que face à sua polivalência de usos vão permitir e proporcionar a interação da comunidade escolar e famílias dos alunos em algumas atividades escolares

    CONSTRUIR

    A Câmara de Faro vai investir 3,1 milhões de euros nos trabalhos de construção da nova escola básica na cidade algarvia, tendo mesmo já assinado o ato de consignação da obra.

    A Sociedade Anteros vai ser responsável pela construção da nova Escola Básica Afonso III, uma intervenção que se estima que se prolongue por 450 dias.

    Este novo edifício escolar de ensino básico e jardim infantil, que vai contar com um total de oito salas para o primeiro ciclo e três salas do pré-escolar, será edificado no recinto da Escola EB 2, 3 Afonso III, funcionando de de forma autónoma e destinando-se ao desenvolvimento de atividades educativas para uma faixa etária compreendida entre os 3 os 10 anos de idade.

    Além da construção das salas para aulas para estes níveis de ensino, serão ainda edificados espaços como uma biblioteca e uma sala polivalente, que face à sua polivalência de usos vão permitir e proporcionar a interação da comunidade escolar e famílias dos alunos em algumas atividades escolares.
    Com a construção de mais um novo estabelecimento de ensino, o Município de Faro espera continuar a garantir uma melhoria das condições para a comunidade escolar do concelho.

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    Casais vai construir residências universitárias em dois projectos de obra pública

    A construtora portuguesa será responsável pela concepção e construção das Residências Universitárias de Beja e de Valença. Ambos os projectos serão concretizados com base em soluções industrializadas como o sistema híbrido CREE Buildings e outras soluções off-site

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    O Grupo Casais foi seleccionado, em concurso público, para a concepção e construção de duas residências de estudantes, em Beja e em Valença, com soluções próprias industrializadas off-site.

    O projeto da residência universitária de Beja, junto à Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico, prevê uma área de construção de quase 11 mil metros quadrados, com claustro para pátio interior e zona verde não coberta, onde se insere o piso térreo e cerca de três pisos elevados. Esta obra, que arrancou no início de 2024 e assenta na industrialização total, tem um prazo de execução previsto de 510 dias e um valor de empreitada que ronda os 17 milhões de euros. Em termos de áreas, representará espaço para 503 residentes, distribuídos por 327 alojamentos, entre quatros e estúdios, duplos e individuais.

    Já a futura residência universitária de Valença, terá uma estrutura semelhante à de Beja e ficará situada na Avenida Pinto Mota. Com uma área de construção de mil e duzentos metros quadrados, este projeto, também de construção híbrida, tem um prazo de conceção e execução de empreitada previsto de 300 dias. Composta por quartos duplos e individuais, salas de estudo, cozinha, espaços de refeições e espaços de convívio, esta residência possui 24 quartos duplos e 8 quartos individuais e representa um valor de empreitada que ronda os 2 milhões de euros.

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    Conjuntura da Construção: Consumo de cimento atinge máximo de 12 anos

    Relativamente, ao consumo de cimento no mercado nacional, no ano de 2023, totalizou 3.904 milhares de toneladas, o que corresponde a um aumento de 1,8%, face ao ano anterior, e ao melhor registo desde 2011, ano em que o consumo de cimento ascendeu a 4.552 milhares de toneladas

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    A recente divulgação da estimativa rápida do PIB em 2023, pelo INE, aponta para um aumento de 2,3% da atividade económica nacional. No Setor da Construção, e de acordo com a analise à conjuntura divulgada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), o ano de 2023 foi igualmente positivo, tendo-se estimado um acréscimo do valor bruto da produção de 3,4%. Com efeito, no segmento das obras públicas, no ano de 2023 registou-se um crescimento significativo, quer no que concerne aos concursos de empreitadas de obras públicas abertos, quer relativamente aos contratos de empreitadas de obras públicas, objeto de celebração e registo no Portal Base.

    Efetivamente, em 2023, o volume total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos registou um aumento de 65,3%, para 6.048 milhões de euros. Relativamente ao volume total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e objeto de reporte no Portal Base, o mesmo situou-se em 3.699 milhões de euros, o que representa uma subida de 48,2%, em termos de variação homóloga temporalmente comparável.

    No que concerne ao licenciamento municipal de obras, nos primeiros onze meses de 2023, verificou-se uma redução de 8,8% nas licenças para edifícios novos e de 6,3% nas licenças para reabilitação e demolição, em termos homólogos. No entanto, apesar desta evolução negativa no número de edifícios licenciados, apuraram-se crescimentos de 5,8% no número de alojamentos licenciados em construções novas, que totalizaram 29.821, e de 5,7% na área licenciada para edifícios não residenciais, neste período.

    Ao nível da avaliação bancária na habitação, ao longo de 2023, manteve-se uma trajetória valorização, que culminou com um crescimento de 5,3%, no mês de dezembro, face a igual mês do ano anterior, em resultado de variações de 4,3% nos apartamentos e de 5,4% nas moradias.

    Relativamente, ao consumo de cimento no mercado nacional, no ano de 2023, totalizou 3.904 milhares de toneladas, o que corresponde a um aumento de 1,8%, face ao ano anterior, e ao melhor registo desde 2011, ano em que o consumo de cimento ascendeu a 4.552 milhares de toneladas.

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    Câmara de Anadia e IHRU assinam acordo para habitação no valor de 3M€

    Esta intervenção tem como objetivo a construção de habitações para resolver situações de pessoas e agregados familiares que vivem em condições habitacionais indignas, promovendo a melhoria da sua qualidade de vida

    CONSTRUIR

    O Município de Anadia celebrou um protocolo com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)para a concessão de um apoio financeiro não reembolsável, no valor de mais de três milhões de euros, destinado a financiar a construção de 21 fogos, em Sangalhos, no âmbito da Estratégia Local de Habitação, comparticipada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência. No seguimento deste protocolo, o Município de Anadia irá lançar, brevemente, o concurso público para a empreitada de construção.

    Esta intervenção tem como objetivo a construção de habitações para resolver situações de pessoas e agregados familiares que vivem em condições habitacionais indignas, promovendo a melhoria da sua qualidade de vida.

    De acordo com a Estratégia Local de Habitação de Anadia, aprovada em Fevereiro de 2021 e atualizada em junho de 2023, a Câmara Municipal assumiu o compromisso de construir 37 fogos para disponibilizar a agregados que vivem em condições habitacionais indignas e que não dispõem de capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.

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    Adesivo Extremo PENOSIL Polímero Híbrido TURBO-tack 701

    No mundo da construção, fabrico e bricolagem, a chave do sucesso reside na escolha do adesivo certo. Neste contexto, os adesivos híbridos estão a assumir um papel central.

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    O poder dos Adesivos Híbridos

    Nos últimos tempos, os adesivos híbridos conquistaram a preferência de profissionais e amadores, substituindo outras opções no mercado. A sua popularidade baseia-se numa fusão única de versatilidade e resistência, combinando as melhores propriedades de tecnologias adesivas como o silicone, o poliuretano e os polímeros.

    Adesivos Penosil

    Dentro da vasta gama de Adesivos Penosil, destaca-se o Adesivo Extremo Penosil TURBO-tack 701. Este adesivo é a escolha superior para projectos que exigem juntas rápidas e sólidas em interiores e exteriores. O seu bico em forma de V não só facilita a aplicação, como também assegura uma distribuição óptima e uma aderência inicial excecional.

    Adesivo multi-superfície TURBO-tack 701

    O PENOSIL Polímero Híbrido TURBO-tack 701 é excelente em aplicações que requerem ligações elásticas e duradouras. Desde a união de painéis de isolamento a placas e perfis de construção, a sua formulação única permite-lhe acomodar o movimento e a expansão sem comprometer a integridade da união. Consegue imaginar a sua utilização na indústria automóvel? Desde a colagem de painéis de caravanas, autocaravanas, veículos comerciais… O Turbo-tack 701 prova o seu valor com a sua excecional aderência e propriedades de amortecimento de choques e ruídos.

    Segurança e Sustentabilidade

    O TURBO-tack 701 é isento de silicones, isocianatos e solventes. Está certificado com o rótulo EC1+, que garante uma utilização segura em interiores sem emissões nocivas para o ar.

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    Quer estejas a enfrentar um projeto de construção em grande escala ou um projeto de melhoramento da casa, o PENOSIL Polymer Hybrid TURBO-tack 701 foi concebido para satisfazer qualquer necessidade de colagem com uma eficiência e fiabilidade inigualáveis.

    O Futuro da Tecnologia Adesiva

    Com uma colagem extraforte e rápida, o TURBO-tack 701 representa o futuro da tecnologia adesiva.

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    Portugal pode entrar na metade de países mais ricos da UE em 2033 com reformas pró-crescimento

    Contudo, sem mudança de políticas, podemos, em contrapartida cair para antepenúltimo em nível de vida em 2033 e ter uma perda significativa de população, refere estudo da faculdade de Economia da Universidade do Porto

    CONSTRUIR

    O Gabinete de Estudos Económicos, Empresarias e de Políticas públicas (G3E2P) da faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) apresenta o 2º capítulo do 1º número da publicação “Economia e empresas: tendências, perspectivas e propostas”.

    O capítulo mostra os principais resultados de um modelo de dinâmicas relativas de nível de vida e população na União Europeia, com projecções em retrospectiva e em perspectiva para Portugal. Conclui-se que é a criação de condições de crescimento económico que retém e atrai população (e capitais) para gerar riqueza, dado o nível de vida relativo de partida.

    Aponta-se como objectivo ambicioso, mas realizável, que Portugal atinja a 13ª posição em nível de vida na União Europeia (UE) em 2033, entrando assim na metade de países mais prósperos (com a actual configuração de 27 países), o que levará ainda a uma população superior.

    Para tal, o nosso crescimento económico anual terá de superar a média simples dos valores de crescimento dos países da UE – o novo referencial estratégico proposto no estudo – entre 1,4 e 1,7 pontos percentuais (p.p.), consoante os cenários, o que corresponde a valores absolutos entre 3,1% e 3,8%, mas as metas em diferencial são mais robustas. Diferenciais entre 0,4 a 0,6 p.p. acima da média apenas permitem alcançar a metade de países mais ricos da UE em 2043.

    Sem alteração de políticas, Portugal pode cair para a 25º posição em nível de vida em 2033 e registar uma perda bastante significativa de população (superior à prevista no Ageing Report).

    Apostar em reformas estruturais que elevem o potencial de crescimento da economia, incluindo aproveitar melhor os apoios europeus disponíveis (cujo impacto é reduzido e temporário, atendendo às projecções da Comissão Europeia para o nosso crescimento potencial), é crucial para melhorar o nosso nível de vida relativo e preservar a dimensão populacional – bem como a soberania do País, que não existe sem povo –, preparando o fim previsível desses apoios.

    “Há uma necessidade urgente de adoptar reformas estruturais conducentes a um maior crescimento económico. A sua não adopção resultou numa economia pouco mais que estagnada, em empobrecimento (queda de posições em nível de vida na UE) e numa perda relativa de população entre 1999 e 2022, que se tornará em perda absoluta nas próximas décadas devido ao baixo nível de vida a que chegamos”, destaca o director da FEP, Óscar Afonso.

    Quanto às projecções em retrospectiva, se a nossa economia tivesse crescido ao ritmo da média simples dos países da UE desde 1999 (ou seja, 2,4% ao ano, em vez de 0,9%), em 2022 teríamos alcançado a 12ª posição em nível de vida (em vez da 20ª, a 7ª pior), claramente na metade de países mais ricos, e teríamos mais um milhão de pessoas. Crescendo ao ritmo da UE (1,5%), teríamos ficado na 19ª posição, pouco melhor.

    A média simples de crescimento dos países da UE, o novo referencial estratégico base proposto, em que cada país pesa o mesmo, continuará a ser mais ambicioso nas próximas décadas do que crescer ao ritmo da UE e (pior ainda) a Área Euro, os referenciais dos nossos governos, cuja dinâmica é travada pelo forte peso das três maiores economias da UE (Alemanha, França e Itália), há muito estagnadas, como é demonstrado neste segundo capítulo.

    A substituição de referencial de crescimento é uma reforma estrutural, apontando para um novo rumo em termos de nível de vida e dimensão populacional, como proposto. Se o novo referencial tivesse sido seguido desde 1999, bastaria para ficarmos consistentemente na metade dos mais ricos até 2043, ao contrário do referencial UE, que nos colocaria sempre perto do fundo da tabela.

    Dado o baixo desempenho passado (o nosso crescimento económico de 0,9% ao ano em 1999- 2022 foi o 3º pior entre os países da UE), crescer em linha com o novo referencial estratégico base proposto após 2022 apenas trava a perda de posições em nível de vida até 2033, pelo que atingir a metade de países mais ricos exige os diferenciais adicionais acima apontados.

    “Alcançar um nível de vida e uma população mais elevados requer políticas ambiciosas e consonantes em matéria de crescimento económico, o que implica, desde logo, escolher um referencial com uma dinâmica mais ambiciosa para nos compararmos. As metas de crescimento e nível de vida, de fácil escrutínio, elevarão a exigência dos cidadãos”, revela Óscar Afonso.

    O estudo conclui ainda que o recente surto de crescimento económico não é estrutural, mas um resultado de impulsos temporários do turismo e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

    Por fim, salienta-se que os resultados do modelo inovador apresentado são muito significativos e as projecções incorporam vários cenários, o que lhes confere uma elevada robustez.

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    Largos dias têm 500 edições

    Em quase 21 anos de edições ininterruptas, muito coube nas páginas do CONSTRUIR. 500 edições do jornal de negócio da fileira da Construção, um marco histórico na imprensa especializada. Repassámos alguns dos temas em destaque na primeira edição e, por coincidência, há matérias que ainda hoje continuam na ordem do dia

    Ricardo Batista

    Atingir as 500 edições não é, garantidamente para todos. E não o escrevo por soberba, antes pelo contrário. Sublinho, sim, que atingir número tão redondo, em 21 anos de existência, e considerando que falamos de uma publicação de negócio sectorial, exposta aos altos e baixos da economia numa fileira tão particular, é um marco histórico.
    Recuperando algumas das ideias que constam do primeiro número do CONSTRUIR, lançado em Abril de 2003, não deixa de ser curioso que alguns dos artigos publicados então continuam, mais de 20 anos volvidos, a fazer parte do quotidiano do Sector.

    Arco ‘até hoje’
    O Jornal CONSTRUIR nasce num período em que Durão Barroso liderava o XV Governo Constitucional, um executivo que resultou de um entendimento entre PSD e Partido Popular. Uma semana antes da publicação do nº1 do jornal, então dirigido por Ruben Obadia, António Carmona Rodrigues assumia a pasta das Obras Públicas, Transportes e Habitação, sucendendo a Luís Valente de Oliveira que, alegando motivos de saúde, deixa o Governo, poucos dias antes de se assinalar um ano de mandato. Na primeira página, destaque para a proposta do Governo que pretendia colocar nas mãos da Parque Expo a reabilitação urbanística dos terrenos industriais da Margem Sul do Tejo, criando para o efeito uma empresa conjunta entre o Fundo Margueira, a Quimiparque e a Siderurgia Nacional. À margem dos planos de urbanização que foram feitos entretanto, nomeadamente dos terrenos da Quimiparque, no Barreiro, pouco mais que nada foi feito. Aliás, o ambicioso projecto motivou, em 2023, um novo impulso com a aprovação em Conselho de Ministros do investimento para a requalificação urbana que nasce da vontade de revitalizar e requalificar as zonas ribeirinhas entre os concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, que pretende “devolver a este território um ambiente seguro, sustentável e atractivo para quem visita a região e para quem nela habita e cresce”. Além da construção de um passeio Arco Ribeirinho Sul, numa via junto ao rio, pedonal e ciclável, com estrutura verde e uma extensão de 38 quilómetros que ligará, sem interrupções, Almada a Alcochete, do reforço das condições de oferta de transporte fluvial e da expansão da operação do Metro Sul do Tejo a todos os concelhos do Arco Ribeirinho Sul, o projecto prevê ainda a criação de um Plano Geral de Mobilidade, a construção de habitação pública com arrendamento acessível e a criação de um novo Pólo de emprego qualificado que beneficie toda a Área Metropolitana de Lisboa. Os projectos previstos ascendem a 350 milhões de euros.

    A reforma do 73/73
    Pelo primeiro número do CONSTRUIR, num artigo sobre a apresentação do Ano Nacional da Arquitectura, onde o programa procurava reflectir sobre a revolução urbanística por que passou a cidade brasileira de Curitiba e a forma como o modelo podia ser seguido em Portugal, a presidente da Ordem, Helena Roseta, manifestava interesse em promover “o direito à arquitectura”, sensibilizando os cidadãos para a importância da arquitectura na qualidade de vida, decorrente do espaço construído e do ordenamento do território, no quadro dos direitos consagrados na Constituição. Na altura, Roseta sublinhava a importância da revogação do decreto 73/73 e a sua reforma por um quadro normativo que considerasse que os actos próprios da profissão fossem feitos ‘exclusivamente por arquitectos’. O decreto em causa, surgido numa altura em que eram pouco mais de 500 os arquitectos inscritos na Ordem, estabelecia que as autarquias aceitassem projectos assinados por técnicos não qualificados. A lei acabaria por ser revogada com a aprovação da Lei 31/2009.

    Às voltas com a habitação
    Na primeira de 500 edições do CONSTRUIR, o grande destaque foi dado ao então secretário de Estado da Habitação. Em entrevista, Jorge Magalhães Costa assumia o compromisso do Executivo para com a reabilitação de edifícios, procurando inverter os baixos índices de recuperação de edifícios, preteridos em detrimento da construção nova. “Isto levou a um processo de abandono do que estava construído nomeadamente nos centros das nossas cidades, com consequentes fenómenos paralelos de desertificação, abandono, insegurança e vandalismo”, dizia o governante. Dados oficiais apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística registam que número de fogos concluídos no país em 2003 registou um decréscimo de 34% relativamente ao ano anterior. Olhando para o número deo fogos concluídos em obras de construção nova e reabilitação, 2003 terminaria com 93 mil fogos concluídos em construção nova e ‘apenas’ 5964 em operações de reabilitação. Jorge Costa explicava, na altura, que cabia, também, às associações profissionais a missão de alertar os seus associados [leia-se ‘as construtoras’] da importância de diversificar actividade e não concentrar as estratégias apenas na construção nova. “Há lugar para tudo”, explica Jorge Costa em entrevista ao CONSTRUIR, acrescentando que “há lugar para a construção nova com mais qualidade, mas o grande nicho de mercado será o da reabilitação. As empresas de construção vão também dar mostras de que é possível redimensionarem-se para apostar nesta área da reabilitação, seguindo aquilo que se fez noutras cidades europeias, com sucesso”.

    Crise na Construção
    O primeiro número do CONSTRUIR fica igualmente marcado pelo pontapé de saída numa profícua relação com a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, hoje liderada por Manuel Reis Campos mas que, na altura, era presidida por Rui Viana. Em artigo de opinião, o responsável da associação chamava a atenção para uma “crise profunda, tanto no segmento da construção civil como no das obras públicas. Se no que ao primeiro concerne a crise está, de alguma maneira, à vista de todos, por força da estagnação reinante no mercado imobiliário, já no que toca às obras públicas poderá não passar tão facilmente para a generalidade das pessoas”. Para Rui Viana, “no que toca ao imobiliário, a crise tem, naturalmente várias motivações. E se o fim do crédito bonificado é uma das mais óbvias, é igualmente verdade que o clima de incerteza e mesmo de angústia que se apoderou da generalidade dos portugueses travou muitas decisões de aquisição de habitação própria. Ora, se o que está construído não se vende ou se vende pouco, naturalmente não há investimento em novas edificações, logo não há obras para executar”, acrescentava o então presidente da AICCOPN. “Tal não significa, porém, que não haja inúmeras famílias a necessitar de uma nova habitação. E é aqui que entra a necessidade de se criar em Portugal um verdadeiro mercado de arrendamento destruído há mais de 30 anos – primeiro com o congelamento das rendas – e assim mantido, depois, pela falta de coragem política de alterar profundamente a legislação que regula este mercado”. Contudo, Rui Viana destaca a importância da recuperação deste importante sector. No entender do presidente da AICCOPN, “o grande impulso à recuperação do sector e da economia nacional tem de ser dado pela via das obras públicas”. “É vital e urgente”, acrescenta, “uma aposta forte neste domínio, já que sem infraestruturas de qualidade, sem boas estradas, sem uma ferrovia moderna e capaz de receber comboios rápidos, sem melhores portos e aeroportos, Portugal será incapaz de ser competitivo na economia global em que vivemos”. C

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    Ricardo Batista

    Director Editorial
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    Sector da Construção termina 2023 em alta

    O sector da Construção registou em 2023 um acréscimo do valor bruto da produção de 3,4%, enquanto a actividade económica nacional terá registado, segundo o INE, um crescimento de de 2,3%. Para este crescimento terá sido decisivo o aumento de 65,3% do volume total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos

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    Segundo a análise da Conjuntura, publicada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, AICCOPN, o segmento das obras públicas, no ano de 2023 registou-se um crescimento significativo, quer no que concerne aos concursos de empreitadas de obras públicas abertos, quer relativamente aos contratos de empreitadas de obras públicas, objecto de celebração e registo no Portal Base. Efectivamente, em 2023, o volume total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos registou um aumento de 65,3%, para 6.048 milhões de euros. Relativamente ao volume total dos contratos de empreitadas de obras públicas celebrados e objecto de reporte no Portal Base, o mesmo situou-se em 3.699 milhões de euros, o que representa uma subida de 48,2%, em termos de variação homóloga temporalmente comparável.

    No que concerne ao licenciamento municipal de obras, nos primeiros onze meses de 2023, verificou-se uma redução de 8,8% nas licenças para edifícios novos e de 6,3% nas licenças para reabilitação e demolição, em termos homólogos. No entanto, apesar desta evolução negativa no número de edifícios licenciados, apuraram-se crescimentos de 5,8% no número de alojamentos licenciados em construções novas, que totalizaram 29.821, e de 5,7% na área licenciada para edifícios não residenciais, neste período.

    Ao nível da avaliação bancária na habitação, ao longo de 2023, manteve-se uma trajetória valorização, que culminou com um crescimento de 5,3%, no mês de dezembro, face a igual mês do ano anterior, em resultado de variações de 4,3% nos apartamentos e de 5,4% nas moradias.

    Relativamente, ao consumo de cimento no mercado nacional, no ano de 2023, totalizou 3.904 milhares de toneladas, o que corresponde a um aumento de 1,8%, face ao ano anterior, e ao melhor registo desde 2011, ano em que o consumo de cimento ascendeu a 4.552 milhares de toneladas.

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