Edição digital
Assine já
    PUB
    Arquitectura

    “Os arquitectos que se habituem porque vão ter de aprender a trabalhar com outros materiais e com outras soluções, que não o betão e o tijolo”

    A arquitectura vive de mudanças e impõem mudanças, mas nunca como hoje esta assunção foi tão verdadeira. A discussão sobre a maior utilização da madeira na construção e as mudanças que ela origina deu-nos o pretexto perfeito para falar com o arquitecto Luís Rebelo de Andrade e rever parte da sua obra onde a madeira é a grande protagonista. Mas mais do que o passado falámos do futuro, do papel e das responsabilidades da profissão, da pesquisa e utilização de novos materiais, às vezes “com carácter experimental”, confessa

    Manuela Sousa Guerreiro
    Arquitectura

    “Os arquitectos que se habituem porque vão ter de aprender a trabalhar com outros materiais e com outras soluções, que não o betão e o tijolo”

    A arquitectura vive de mudanças e impõem mudanças, mas nunca como hoje esta assunção foi tão verdadeira. A discussão sobre a maior utilização da madeira na construção e as mudanças que ela origina deu-nos o pretexto perfeito para falar com o arquitecto Luís Rebelo de Andrade e rever parte da sua obra onde a madeira é a grande protagonista. Mas mais do que o passado falámos do futuro, do papel e das responsabilidades da profissão, da pesquisa e utilização de novos materiais, às vezes “com carácter experimental”, confessa

    Sobre o autor
    Manuela Sousa Guerreiro
    Artigos relacionados
    ESI Robotics e Universidade do Minho testam impressão 3D com materiais cimentícios
    Engenharia
    Corum totaliza investimento de 335 M€ em imobiliário comercial na primeira metade do ano
    Imobiliário
    Metro de Lisboa vai dar início aos estudos técnicos para novo troço do Metro Sul do Tejo
    Construção
    Projecto de escritórios Viva Offices comercializado pela JLL e Savills
    Imobiliário
    Geberit apresenta nova série de casas de banho para crianças
    Empresas
    Anfaje critica atraso na execução do Programa Edifícios Mais Sustentáveis
    Empresas
    Bosch lança nova aparafusadora de impacto sem fios
    Empresas
    Vilarinho dos Freires abre concurso para exploração de ‘Boutique Hotel’
    Imobiliário
    UTAD lança concurso para construção de residências por 19M€
    Construção
    Membros formalizam ‘Fundação da Construção’
    Construção

    (Esta entrevista foi originalmente publicada no suplemento de Arquitectura TRAÇO, de Setembro)

    De onde lhe vem esta reverência à utilização da madeira nos seus projectos?
    Hoje fala-se muito da sustentabilidade e de facto a madeira é dos materiais renováveis mais interessantes e importantes. Portugal sempre teve um certo estigma na utilização da madeira face às amplitudes térmicas e à sua manutenção. Embora eu ache que isso se deve muitas vezes, não com a utilização da madeira, mas com a utilização errada da madeira. E, portanto, desde cedo que comecei a investir no conhecimento da construção em madeira. Realizámos Pedras Salgadas, com as eco houses e as snake houses. Usámos muita criptoméria também num projecto que fizemos em Longroiva. Temos algum trabalho feito nesta matéria.
    Entretanto, aqui há uns seis anos realizámos uma casa que surge, por uma série de circunstâncias, designadamente de análise do projecto, do programa, do sítio e do local, como, se não o primeiro, seguramente um dos primeiros projectos em Portugal em CLT.

    Está a falar do projecto da “Casa 3000”?
    A “Casa 3000”, que é um projecto fruto das circunstâncias. Havia pouca disponibilidade de pessoas para trabalhar na construção, a casa era completamente deslocada de qualquer centro urbano, tinha problemas de abastecimento de energia e água, o ponto de energia mais próximo estava a uma distância de 2 km, e este conjunto de circunstâncias levou-nos a fazer uma casa 100% auto-suficiente. Ou quase porque, obviamente, que não existem casas 100% auto-suficiente, haverá sempre um pequeno gerador para os dias, como se costuma dizer, para os dias de festa. E decidimos construir em CLT.

    Essa foi uma decisão fácil?
    Eu desde sempre defendi esta tecnologia e o tempo tem vindo a dar-me razão. Na altura era uma tecnologia pouco conhecida em Portugal e se eu falasse com um engenheiro de estruturas, parecia que lhe estava a tirar o pão da boca, porque ele não sabia fazer os cálculos. Se estivesse a falar com um empreiteiro este desvaloriza por completamente a solução, porque fazia comparações demasiadamente simples relativamente aos custos. Ou seja, se tiver de comparar exclusivamente o custo do CLT com outra mais tradicional até pode ser uma construção que é mais cara. Mas esta não é a verdadeira questão.

    A responsabilidade da arquitectura

    E qual é?
    A construção em CLT permite várias coisas. Desde logo fazer uma construção em seco, reduzindo brutalmente o número de operações dentro de uma obra. Os painéis vêm cortados e tudo é milimétrico. É uma montagem rigorosa e muito eficaz, com um número muito reduzido de pessoas em obra. É preciso reconhecer que Portugal tem hoje em várias áreas, e não só na construção, um grave problema com a contratação de pessoal especializado.
    O CLT é uma tecnologia que é a favor dos novos tempos, no sentido em que permite aumentar substancialmente os volumes de pré-fabricação numa obra, permite controlar melhor os custos e obter melhores resultados em termos de custo final da obra e em termos de prazo de execução. Traz uma série de vantagens adicionais. Por exemplo, muitas vezes fala-se do perigo do fogo, ora também nesse aspecto o CLT é uma vantagem porque sendo madeira laminada, cruzada e colada é uma madeira que não arde, ela carboniza, reduzindo substancialmente o risco de incêndio. Aumenta substancialmente a segurança a sísmica do edifício, porque é um material que, como sabemos, bastante flexível e tem uma resistência melhor. Ao nível do conforto a madeira melhora o conforto acústico e térmico. Eu tenho defendido que a construção em Portugal vai seguir o caminho da pré-fabricação, é inevitável. E se os portugueses não perceberem isso agora, vão perceber daqui a uns tempos, quando acabar a guerra na Ucrânia e esta iniciar a sua reconstrução. Aí iremos assistir a um êxodo de trabalhadores e de empresas de construção.

    Mas não sente que as coisas estão a evoluir para uma maior utilização do CLT e da pré-fabricação na construção, no geral?
    Sem dúvida. Hoje as empresas começam de facto a aperceber-se das vantagens, a estudar e a envolverem-se no processo. Estão a formar-se uma série de engenheiros com conhecimento do cálculo, que é fundamental, já que a construção em madeira, como sabemos, não permite grandes coeficientes de cagaço. Eu estou completamente convencido que o caminho vai no sentido da pré-fabricação, seja pré-fabricação com CLT ou seja pré-fabricação com outras tecnologias, que há mais de 100 tecnologias diferentes no mundo quando falamos de pré-fabricação. Este é o caminho que a construção em Portugal vai seguir e os arquitectos que se habituem porque vão ter de aprender a trabalhar com outros materiais e com outras soluções que não o betão e o tijolo.

    A formação é uma preocupação no seu atelier?
    Claro que é! Nós temos esta preocupação há muito tempo. A sustentabilidade não pode ser uma palavra vã… um cliché. A sustentabilidade é algo que é muito real. E é fundamental que nós, enquanto arquitectos, percebamos que temos uma responsabilidade nesta matéria. O que é uma pena é que assistimos a um autismo muito grande por parte dos nossos governantes relativamente aos problemas da arquitectura e não ouvimos a nossa Ordem a intervir nos momentos dos grandes fogos ou das grandes cheias, nos momentos que, no fundo, são resultado o resultado do mau planeamento e do mau urbanismo. Vamos ter, sem dúvida, que caminhar no sentido da pré-fabricação, esta é uma questão que para mim não traz qualquer tipo de dúvida. Inclusive, estamos a desenvolver uma série de projectos nesta área, o que nos obriga a trabalhar no nosso atelier nuns moldes diferentes do que se trabalhava aqui há uns anos. Hoje todo o atelier está a trabalhar em BIM e procurámos equipas de engenharia que nos acompanhem nessa forma de trabalhar, porque o projecto tem que de ter um grande rigor. Mas para isso é necessário que os empresários na área imobiliária sejam capazes de pagar aos arquitectos aquilo que lhes é devido para conseguirem desenvolver bons projectos. Não vamos a concursos públicos pura e simplesmente e salvo raríssimas excepções porque são escandalosamente mal pagos e depois as equipas que ganham são equipas mal preparadas, com projectos que estão mal elaborados e carregados de indefinições, o que origina os grandes desvios nas obras e nos valores finais de investimento. Não há milagres. A única forma de reduzir os valores da construção é seguir o caminho da pré-fabricação, não é exigir aos arquitectos que estão no princípio da cadeia que façam “baratinho”, porque esse “baratinho” depois sai caro.

    O regresso ao CLT

    Nos vários projectos que tem em curso volta a utilizar o CLT em algum deles?
    Neste momento estamos numa face em que ainda é difícil convencer os nossos clientes, os nossos promotores que CLT é uma boa solução, mas estamos convencidos ao longo dos próximos dois a três anos já vamos ter uns milhares largos de metros quadrados construídos nesta tecnologia. Não tenho dúvidas, estamos a preparar vários projectos nesse sentido

    Começou com a “Casa 3000”. Mudaria alguma coisa do que fez nesta que foi a sua primeira experiência com o CLT?
    Não mudaria nada. É um projecto do qual nos orgulhamos muito no ateliê, como todos os projectos que fazemos. Não olhamos para trás, olhamos para o projecto a seguir. A nossa paixão é o projecto que temos a seguir, os outros ficam na história. Tentamos fazer todos os projectos com a mão direita, mas há alguns projectos que nos saem com a mão esquerda, mas mesmos nesses tenho tido a sorte de poder vir a emendar. Temos uma grande preocupação em olhar para trás e não nos envergonharmos daquilo que colocamos na paisagem. Eu costumo dizer que nós, arquitectos, somos os Guardiões da Paisagem. Não temos um cliente, temos vários clientes. Somos chamados pelo cliente que nos paga, somos controlados por uma câmara que nos fiscaliza, muitas vezes mal, e mal por ignorância dos próprios técnicos que têm medo de avaliar um projecto e de apoiar bons projectos por ignorância, e depois temos um outro cliente que é um cliente invisível que é toda aquelas pessoas que têm de viver com aquilo que fazemos e construímos na paisagem. E por isso para mim os grandes prémios são as pessoas que me abordam na rua para agradecer porque o bairro tem outro cheiro [a propósito do projecto Casa das Fragâncias, na rua do Patrocínio] ou nas Pedras Salgadas por conseguimos devolver vida àquela localidade. Esses são para nós os grandes prémios, os que fazem da nossa profissão uma Profissão Grande.

    A utilização do CLT ou da madeira, numa forma genérica, muda a forma como faz arquitectura?
    A madeira passou a ser uma matéria-prima e é com ela que vamos trabalhar e que não nos impõe limites à criatividade. Não nos sentimos limitados com o facto de estarmos a desenhar com base numa matéria-prima que parece muito rígida. Faz parte da análise, faz parte do processo. Em todos os projectos que trabalhamos têm um racional muito grande por trás. Nada acontece por acaso. Na Casa 3000, que pode parecer uma brincadeira, nada daquilo que ali está aconteceu por acaso. Eu tenho uma grande desconfiança hoje nos projectos de engenharia porque os engenheiros fazem o by the book, e não olham para o ADN das coisas, como nós arquitectos olhamos. E quando se tratou de uma casa totalmente em CLT e uma casa totalmente auto-suficiente, a minha primeira preocupação foi falar com Universidade de Aveiro para nos monitorizar e fiscalizar todos os projectos da especialidade, para garantir que aquilo que estava a ser projectado realmente estava certo e funcionava. E nós recorremos muito a esse apoio das universidades para garantir que o que fazemos está bem feito.
    Hoje fala-se de sustentabilidade, mas depois vemos edifícios de vidro a surgir. Fui outro dia a Aveiro e fiquei estupefacto porque a nova arquitectura em Aveiro é toda ela preta…

    Fala-se de sustentabilidade, mas não se constrói sustentável?
    Privilegia-se o bonito, mas na sequência de um projecto o bonito não pode ser a primeira preocupação. Antes do bonito têm que acontecer uma série de coisas primeiro, para que as coisas sejam boas e quando as coisas são boas as coisas tornam-se bonitas. Mas estamos a estudar outros processos de construção pré-fabricada porque há situações em que o CLT pode não ser a resposta. Estamos a investigar novos processos e novas formas de construir porque o mundo está a mudar e não se pode desperdiçar a matéria-prima da forma como nos últimos 60 anos o fizemos. O mundo tem de ser capaz de construir melhor.

    A busca por novos materiais

    A utilização da madeira é uma constante no seu trabalho?
    Gosto muito da madeira. A madeira, o ferro e a pedra são os grandes materiais de construção. A madeira agrada-me, sobretudo, por ser um material reciclável. Eu planto hoje uma árvore e daqui a dez anos com ela construo uma casa. A madeira faz todo o sentido. Obviamente, que não pode ser qualquer madeira, estas têm características totalmente diferentes e a escolha tem de ser feita com critério.
    Confesso que temos feito alguns projectos muito com carácter experimental, tínhamos pouco obra feita com madeira e houve muito experimentalismo. Usámos muito criptoméria que vem dos Açores e é uma madeira fantástica para construção, usa-se muito no Japão. Mas neste momento estamos a estudar muito seriamente o CLB.

    Em que consiste o CLB?
    No CLB é utilizada exactamente a mesma tecnologia que no CLT, mas com bambu. O bambu tem um ritmo de crescimento muito acelerado e pode ser uma solução muito interessante. Em Moçambique e noutros países onde estamos a trabalhar colocamos a hipótese de podermos vir a utilizar CLB na construção. É uma madeira que tem um comportamento extraordinário em termos de longevidade e depois tem a parte da reprodução que é muito interessante.
    Mas estamos a fazer uma coisa que é completamente o contrário do que devia ser feito e que está a acontecer noutros países que têm um ordenamento do território extraordinário, como a Áustria. A cadeia começa na produção florestal, depois passa para a serração e só depois acaba no CLT. Ou seja, aqui estamos ao contrário. Estamos a começar pelo CLT ainda não temos serração e muito menos exploração florestal.
    Já há produção de CLT em Portugal, mas não temos produção florestal que possa apoiar esta indústria, quando ela se tornar de facto uma indústria. E não tenho dúvidas que isso irá acontecer.

    O que está a ser feito para dinamizar a construção de CLB nos países africanos onde estão a trabalhar?
    É um processo que está um embrião. Estamos a fazer uma série de projectos em Moçambique e sabemos que na África do Sul e na Tanzânia já se já se produz muito CLT. O CLB ainda é um projecto em embrião estamos a fazer contactos com especialistas no bambu para aperceber como é que conseguimos transformar o bambu em CLB. Mas é algo que só irá produzir resultados daqui a cinco ou seis anos. Há que percorrer primeiro “o caminho das pedras”…

    Sente-se sozinho nesse percurso em Portugal?
    Defendemos aquilo em que acreditamos. Pensamos pela nossa cabeça, fazendo o nosso curso e os outros têm obrigação de fazer o mesmo. Não me sinto órfão de nada. Tenho uma equipa fabulosa, extraordinária, estamos a preparar o futuro do atelier. Hoje, quem nos vem vender soluções ao atelier, fá-lo a dar uma aula para os nossos arquitectos para que essas conversas depois não se percam no arquivo dos materiais e dos catálogos. Da mesma forma que promovemos debates e palestras no nosso auditório. Não somos uma academia, mas queremos ser um atelier escola.
    O atelier hoje é comandado pelo Tiago, meu filho, e pelo Pedro Barros Silva, meu genro, que são quem comanda aquela banda. Eu estou mais por fora, a apoiá-los que toca à credibilidade, no que toca à defesa de soluções que apresentamos junto dos clientes.

    E eles seguem este seu interesse e paixão por estas novas soluções?

    Estas soluções que defendo são coisas que descobrimos em conjunto no atelier. Eles estão completamente alinhados. Este discurso não e só meu, é o resultado de discussões em torno destes temas que nos inspiram. A inspiração leva à discussão e a discussão leva à inspiração. As primeiras três ou quatro linhas orientadoras da Casa 3000 surgiram de uma conversa que tive com o dono de obra quando visitámos o terreno. A solução surgiu ali, naquele momento, e depois foi ganhando massa critica.

    Isso ainda o surpreende?
    Eu chego a esta idade e realmente acontecem coisas extraordinárias que nunca me tinham acontecido enquanto arquitecto. Uma é chegar a um território que não tinha qualquer referência. É como construir uma casa no deserto, não há nada que nos ajude a começar uma história ou a criar um racional à volta de uma história e a Casa 3000 é muito isso. Assim como a reabilitação da igreja de São José dos Carpinteiros foi um projecto por subtracção. Ao contrário daquilo que a maioria dos clientes nos pedem, que é sempre mais… mais um andar… mais…
    Da mesma forma que hoje volto ao projecto onde trabalho há 30 anos. Enfim, tenho tido a sorte de voltar ao projecto [Six Sense], de o repensar e melhorar. Fruto da maturidade, da idade, da pressão, da densidade houve coisas que percebo que não correram tão bem. Voltar a trabalhar naquele projecto permite-me torná-lo mais sólido.

    Onde vai incidir a intervenção?
    Num dos edifícios do conjunto turístico, ao qual não acho muita graça ou que não correu muito bem. O cliente pôs me à vontade para o demolir e voltar a construir, o que eu nunca farei mas retirar-lhe pisos isso com certeza que vou fazer. Este vai ser mais um projecto por subtracção ou, se quiser, numa discussão de conceito em que que menos pode ser mais. Essa noção de que vale a pena construir menos para construir melhor e ao construir melhorar pode ter-se margens de lucro muito mais eficientes. O Six Sense deve ser o hotel mais rentável e considerado internacionalmente, talvez o melhor hotel em Portugal. Tem cerca de 80 chaves e 250 a 260 colaboradores directos e um grande problema ao nível da contratação de pessoal e querem reduzir a taxa de ocupação. São outras formas de olhar para as coisas. Às vezes fazer muito não significa que se ganhe muito dinheiro, às vezes é preferível fazer menos, com mais qualidade e daí retirar mais resultado financeiro no final da operação.

    Como vê o futuro a médio prazo para a construção em madeira?
    Neste momento já há uma série de promotores despertos para estas soluções e que já estão a investir. Veja por exemplo a Vanguard que adquiriu uma fábrica para construir em madeira, para os seus projectos na Comporta ou a dst. Há várias empresas no mercado que estão neste momento a considerar muito seriamente a montagem de fábricas de CLT. Os empreiteiros estão muito interessados em aumentar o nível de pré-fabricação na construção e de controlar essa pré-fabricação. Não tenho dúvidas nenhumas que este é o caminho, seja com a utilização da madeira, seja apostando noutras tecnologias. Para mim a Madeira é sem dúvida nenhuma aquela que numa lógica de sustentabilidade é a mais correcta a que me parece ser o caminho natural.

    Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

    Manuela Sousa Guerreiro

    Mais artigos
    Artigos relacionados
    ESI Robotics e Universidade do Minho testam impressão 3D com materiais cimentícios
    Engenharia
    Corum totaliza investimento de 335 M€ em imobiliário comercial na primeira metade do ano
    Imobiliário
    Metro de Lisboa vai dar início aos estudos técnicos para novo troço do Metro Sul do Tejo
    Construção
    Projecto de escritórios Viva Offices comercializado pela JLL e Savills
    Imobiliário
    Geberit apresenta nova série de casas de banho para crianças
    Empresas
    Anfaje critica atraso na execução do Programa Edifícios Mais Sustentáveis
    Empresas
    Bosch lança nova aparafusadora de impacto sem fios
    Empresas
    Vilarinho dos Freires abre concurso para exploração de ‘Boutique Hotel’
    Imobiliário
    UTAD lança concurso para construção de residências por 19M€
    Construção
    Membros formalizam ‘Fundação da Construção’
    Construção
    PUB
    Engenharia

    ESI Robotics e Universidade do Minho testam impressão 3D com materiais cimentícios

    A fabricação aditiva com materiais cimentícios, impulsionada pela robótica, está a “transformar” a indústria da construção e da arquitetura. Com benefícios “significativos” em termos de sustentabilidade e eficiência, esta tecnologia promete um futuro onde a construção é mais “rápida, barata e ecológica”

    Cidália Lopes

    Desenvolvido em parceria com o ACTech Hub, da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, a ESI Robotics, especialista em automação industrial e robótica, desenvolveu uma tecnologia que permite a fabricação aditiva com materiais cimentícios.

    Impulsionada pela robótica, este tipo de fabricação está a transformar a indústria da construção e da arquitectura, já que permite “redefinir” a forma como construímos, “combinando a precisão da impressão 3D com a robustez dos materiais cimentícios”.

    Esta, que é uma das “grandes inovações” da última década, tem benefícios “significativos” em termos de sustentabilidade e eficiência. Os seus braços robóticos, que têm como ferramenta um sistema de extrusão, permitem uma maior economia no uso de material, afinar melhor o tipo de misturas e de materiais que são usados, podendo utilizar materiais compósitos mais sustentáveis, tornando o processo mais “rápido, barato e ecológico”, destaca Gil Sousa, co-fundador da ESI Robotics.

    A tecnologia permite a construção de elementos construtivos como pilares, paredes, vigas, entre outras estruturas, assim como soluções à medida, adaptando o extrusor para misturar diferentes componentes. Muitas das peças, desenvolvidas no AC Tech Hub, são de argamassa cimentícia, mas é necessário adicionar outros componentes, como fibras, reforços, entre outros.

    “Os seus braços robóticos, que têm como ferramenta um sistema de extrusão, permitem uma maior economia no uso de material, afinar melhor o tipo de misturas e de materiais que são usados, podendo utilizar materiais compósitos mais sustentáveis, tornando o processo mais “rápido, barato e ecológico””

    Parcerias

    A parceria entre a ESI Robotics e a Universidade possibilita a integração e convergência de diferentes áreas, criando equipa de trabalho multidisciplinares.

    Esta definição de uma rede de colaboração mais alargada é “muito positiva”, reforça Gil Sousa, já que contribuiu para alterar a “percepção do arquitecto profissional que está apenas no atelier, mas que se expande para o estaleiro de obra associando-se a outros sistemas de desenho, mas também sistemas de construção e produção”, conclui.

    Também Bruno Figueiredo, professor na Universidade do Minho, destaca a importância de parcerias com empresas com a ESI. “Sendo um dos grandes desafios da construção e da arquitectura o processo de digitalização, que incorpora, também, sistemas de automação, estas parcerias permitem cobrir esses desafios e fazer investigação nessas áreas”.

    Testar a sua aplicação

    Os alunos procuram cada vez mais os temas relacionados com digitalização e automação e na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, encontram a possibilidade de aplicar, de testar sistemas e de desenvolver novos materiais.

    As soluções aqui desenvolvidas podem fazer a diferença, uma vez que são testadas em funcionamento e podem depois, ser comercializadas e transferidas para a indústrias. 

    Neste caso, sendo o projecto instalado na Universidade do Minho, a sua principal aplicação é para investigação. “Aqui, os alunos e investigadores, têm oportunidade de testar, efectivamente, elementos construtivos, como vigas, paredes, pilares, entre outros”, explica o responsável da ESI Robotics.

    Sobre o autorCidália Lopes

    Cidália Lopes

    Jornalista
    Mais artigos

    Edifício de escritórios e comércio em Boulogne-Billancourt, arredores de Paris, França

    Imobiliário

    Corum totaliza investimento de 335 M€ em imobiliário comercial na primeira metade do ano

    As sete aquisições foram realizadas em vários países, de Espanha à Escócia, passando por imóveis na Irlanda, em Itália e também em França, tanto em escritórios como em espaços de comércio, além de imóveis industriais

    CONSTRUIR

    Num contexto “desafiante” para a generalidade das gestoras de ativos imobiliários, a Sociedade de Investimento Imobiliário, de origem francesa, Corum Investments, com escritório em Portugal, investiu durante o primeiro semestre 335 milhões de euros com retornos elevados no momento da aquisição para entregar aos investidores dos seus fundos e que envolveu sete aquisições de imóveis comerciais.

    Estas aquisições foram realizadas num contexto de taxas de juro elevadas, que provoca um abrandamento do mercado imobiliário mas que constituiu também uma fonte de oportunidades para a CORUM, que com o seu muito reduzido nível de endividamento e a confiança dos investidores, permite-lhe, na sua perspectiva, realizar aquisições com descontos relevantes.

    Os investimentos foram realizados pelos vários fundos da CORUM, , em várias categorias de imóveis comerciais, tanto em escritórios como em espaços de comércio, além de imóveis industriais. As sete aquisições foram realizadas em vários países, de Espanha à Escócia, passando por imóveis na Irlanda, em Itália e também em França.

    Entre as aquisições realizadas destacam-se a de um edifício de escritórios e comércio em Boulogne-Billancourt, arredores de Paris, França, por um total de 99 milhões de euros, mas também a de um outro edifício de escritórios em Glasgow, na Escócia, por 56 milhões de euros, bem como um Retail Park em Cork, na Irlanda, que representou um investimento de 51 milhões de euros. Em Espanha, a CORUM comprou um imóvel industrial arrendado à Tenneco, líder no fabrico de componentes automóveis, num contrato com uma duração de mais de 20 anos.

    “A CORUM continua muito activa no mercado, fazendo jus à sua estratégia de investimento que procura as melhores oportunidades”, refere Miguel Costa Santos. “Realizámos várias aquisições a preços competitivos, que segundo a nossa análise apresentam retornos elevados, assegurando sempre aquilo que para nós é essencial: ter inquilinos de qualidade e que continuarão a ser inquilinos durante muito tempo, permitindo-nos continuar a cumprir, e até a superar, as metas de rentabilidade com que nos comprometemos com cada um dos nossos fundos”, acrescenta o country manager da CORUM Portugal.

    Em comum, nas aquisições realizadas nestes primeiros meses todos os inquilinos têm contratos de longo prazo e uma yield média à data do investimento a subir, em comparação com os investimentos realizados em 2023.

    Além da rentabilidade obtida através das rendas cobradas aos inquilinos, a CORUM tem também tido a capacidade de realizar vendas de activos que se valorizaram desde o momento da sua aquisição. Nestes seis meses foram realizadas duas vendas que permitiram à CORUM a realização de mais-valias que são distribuídas pelos investidores dos seus fundos. Entre as vendas do primeiro semestre, destaque para a de um edifício nos Países Baixos que gerou uma mais-valia bruta de 4,5 milhões de euros.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Metro de Lisboa vai dar início aos estudos técnicos para novo troço do Metro Sul do Tejo

    O novo troço, que acrescentará mais cerca de 6,6 quilómetros à actual rede, levará o Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica e Trafaria, passando por Santo António e São João e com ligação directa ao transporte fluvial, visa reduzir a dependência do transporte individual, respondendo assim aos desafios da neutralidade carbónica em 2050

    CONSTRUIR

    Com vista a avançar com o novo traçado proposto pela Câmara Municipal de Almada para o Metro Sul do Tejo, o Metropolitano de Lisboa vai avançar “de imediato” com os estudos técnicos necessários.

    Este foi um dos compromissos que resultou da assinatura do protocolo de colaboração, assinado esta segunda-feira, dia 15 de Julho, entre a Câmara Municipal de Almada, o Metropolitano de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa e que tem por objectivo definir os termos e condições de cooperação a estabelecer entre as partes tendo em vista o estudo, planeamento e concretização do projecto de extensão do Metro Sul do Tejo, designadamente no que se refere ao seu objecto, custos, faseamento e definição do traçado.

    Este novo troço, que acrescentará mais cerca de 6,6 quilómetros à actual rede, que levará o Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica e Trafaria, passando por Santo António e São João, e que permitirá uma ligação directa ao transporte fluvial, visa reduzir a dependência do transporte individual, respondendo assim ao compromisso de Portugal de atingir a neutralidade carbónica em 2050.

    No âmbito do protocolo cabe ao Metropolitano de Lisboa a gestão do projecto, estabelecendo e assegurando a colaboração entre as partes; desenvolver e/ou promover o relatório de diagnóstico; fazer a avaliação da viabilidade técnica-económica do traçado de referência e a realização de serviços de cartografia e de topografia, entre outros.

    A Câmara Municipal de Almada ficará responsável por estabelecer as condições de inserção urbana do novo traçador, no território sob sua tutela administrativa, particularmente de harmonização com as áreas urbanas abrangidas pelo novo troço.

    À TML caberá, ainda, assegurar a articulação e gestão do projecto de expansão do Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica, abrangendo os estudos sobre tráfego e procura, bem como a harmonização das opções de transporte público com os demais modos de transporte e tarifário no contexto da área metropolitana de Lisboa.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Projecto de escritórios Viva Offices comercializado pela JLL e Savills

    Desenvolvido em parceria entre a Sonae Sierra e a GFH, num investimento de 45M€, o edifício representa uma nova dimensão de espaços de trabalho colaborativos e flexíveis

    CONSTRUIR

    A JLL está a comercializar, em co-exclusividade com a Savills, o edifício de escritórios de nova geração Viva Offices, no Porto. Localizado na zona empresarial do Porto, e com finalização prevista para o primeiro trimestre de 2025, o Viva Offices oferece uma área total de 21.500 m². Desenvolvido em parceria entre a Sonae Sierra e a GFH, num investimento de 45M€, o edifício representa uma nova dimensão de espaços de trabalho colaborativos e flexíveis, que se adaptam às necessidades actuais e futuras dos escritórios.

    Com um design contemporâneo e futurista, assinado pelo gabinete de arquitectura Broadway Malyan, o Viva Offices oferece uma experiência única de trabalho, privilegiando a qualidade dos espaços e o conforto. O edifício conta com diversas zonas interiores e exteriores dedicadas ao convívio e ao lazer, varandas amplas e panorâmicas, além de 322 lugares de estacionamento.

    Pautado por rigorosos padrões de sustentabilidade, e em processo de obtenção da certificação LEED Platina, é um projecto de nova geração, onde os critérios ESG foram integrados de raiz, com vista a garantir a redução da pegada ambiental e a criação de ambientes saudáveis de colaboração.

    “Com o lançamento do website e a abertura das visitas no local da obra, estamos entusiasmados em partilhar esta nova geração de escritórios no Porto, com empresas que procuram ambientes de trabalho inovadores. O VIVA Offices, com a sua arquitectura vanguardista, localização privilegiada, espaços exteriores e certificação ESG, posiciona-se como um dos espaços de trabalho mais atractivos da cidade. Projectos como este colocam o Porto na vanguarda da sustentabilidade empresarial”, afirma Cristina Almeida, head of markets and capital markets JLL Porto.

    Por sua vez, Graça Ribeiro da Cunha, offices associate, Savills | Porto Division refere que “com um bom ritmo de construção e dentro do timing previsto para a sua conclusão já no final do 1º trimestre de 2025, o VIVA Offices, pelas suas características inovadoras, será certamente uma das grandes referências de espaços de escritórios no Porto. A qualidade e diversidade de opções relativamente a áreas interiores, a par de varandas generosas e área verde exterior, seguindo os mais elevados padrões de sustentabilidade, proporcionam uma sensação de conforto e bem-estar aos seus ocupantes”, afirma.

     

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Empresas

    Geberit apresenta nova série de casas de banho para crianças

    A nova série Bambini apresenta autoclismos, placas de descarga, sanitas e lavatórios adequados para crianças, com cores alegres e um toque de diversão

    CONSTRUIR

    A pensar nos mais pequenos, a especialista em louça sanitária, Geberit, apresenta a nova série Bambini. Com sanitas, lavatórios e placas de descarga de fácil acesso, a série contribui de forma “lúdica” para o seu desenvolvimento e educação em higiene pessoal, sendo adequado para creches e escolas primárias.

    As sanitas de chão da série Geberit Bambini têm design Rimfree, sem rebordos no interior da bacia, sendo fáceis de limpar e disponíveis em diferentes alturas. São fixadas às estruturas Geberit Duofix, especialmente desenvolvidas para a série. Com as novas estruturas Duofix Bambini é possível escolher a altura das sanitas e das placas de descarga conforme a necessidade das crianças.

    A série Geberit Bambini oferece, também, uma sanita suspensa que pode ser instalada a uma altura de 35 cm e com uma distância do chão de 7 cm. Já a Geberit Duofix para sanitas de chão para crianças e bebés (97 cm) com autoclismo de interior Sigma de 12 cm tem três posições predefinidas para a altura da placa de descarga: 78, 83 e 88 cm.

    Isto permite que a placa de descarga seja instalada a uma altura adequada para as crianças, dependendo da idade, e facilita o acesso dos mais pequenos às placas de descarga da água da sanita.

    As tampas e assentos das sanitas têm um design divertido e cores alegres que agradam muito aos mais pequenos. Estão disponíveis em verde floresta, vermelho carmim, azul oceano e branco.

    Por sua vez, as placas de descarga têm fundo branco com 2 botões em 2 tons coloridos que ajudam a identificar a meia descarga ou a descarga completa de forma muito intuitiva. Para os botões, é possível escolher entre: verde floresta/verde-claro, vermelho carmim/laranja e azul oceano/azul-claro.

    Os lavatórios apresentam três diferentes níveis, cada um deles adequado e acessível para diferentes faixas etárias. Estes níveis são representados como ondas suaves que conferem ao design um efeito divertido e fluido.

    As torneiras monocomando com misturador e as eletrónicas (accionamento sem contacto) têm um divertido aspecto de boneco (com olhos e boné) que convida a lavar as mãos. À paleta de cores da série, em verde, vermelho e azul, acrescentam uma opção mais clássica em cromado brilhante.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Empresas

    Anfaje critica atraso na execução do Programa Edifícios Mais Sustentáveis

    Mais de 80 mil candidaturas referentes a obras realizadas em 2023 estão ainda a ser avaliadas no âmbito do programa de apoio Edifícios Mais Sustentáveis. Para além dos atrasos, a falta de apoios previstos para 2024 é outro factor de preocupação para a Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (Anfaje)

    CONSTRUIR

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE) critica o atraso no Programa Edifícios Mais Sustentáveis que estará ainda a avaliar mais de 80 mil candidaturas referentes a um programa lançado em 2022, para obras realizadas em 2023 e cujo prazo de pagamento dos apoios será efectuado até final de 2024, segundo declarações recentes da Ministra do Ambiente e Energia.

    “Primeiro, sublinhamos a falta de informação. Até agora, tínhamos a indicação de que as 80 mil candidaturas que deveriam ter começado a ser avaliadas em Janeiro, ainda não estariam a ser revistas. Agora, temos a informação, através de declarações da Sra. Ministra [do Ambiente e Energia] que os apoios podem começar a ser pagos já em Julho e que serão pagos na totalidade até fim do ano”, afirma João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE. “Não conhecemos o processo e gostaríamos de saber como está a decorrer e com que prazos, para perceber como serão os próximos programas, mas o facto é que 80 mil portugueses, que esperavam ser reembolsados pelo programa em poucos meses, vão sê-lo, caso a sua candidatura seja aprovada, num ano ou perto disso”.

    O presidente da Anfaje sublinha que “o programa começou com vários problemas: o Aviso do Fundo Ambiental para a abertura das candidaturas foi realizado em meados de Agosto de 2023, normal época de férias dos portugueses, das empresas fornecedoras e das entidades habilitadas a esclarecer dúvidas acerca do programa e dos requisitos das candidaturas. Além disso, a dotação deste último Aviso foi apenas 30 milhões de euros, menos 100 milhões do que no Aviso anterior lançado para o mesmo programa, pelo que parece claramente insuficiente para dar respostas a todas as candidaturas que venham a ser aprovadas. Conforme a ANFAJE alertou no ano passado, continua a haver falta de planeamento no lançamento dos Avisos dos programas, prejudicando claramente a eficácia deste tipo de apoios na dinamização da economia portuguesa quanto ao objectivo de melhoria do conforto e eficiência energética dos edifícios portugueses”, termina João Ferreira Gomes.

    A Anfaje critica ainda o desenho do programa, uma vez que o PRR prometia apoios financeiros num período de 2021 a 2026, mas com a falta de planeamento e ambição, estão ainda por avaliar as candidaturas submetidas em 2023, relativas a obras de 2022, e que deveriam ser pagas em 2024. “Neste sentido, o ano de 2024 é um ano em que não existiram quaisquer possibilidades de continuação do programa e apoios aos portugueses para melhorar o conforto das suas habitações”, sublinha em comunicado a associação. A Anfaje continua a defender de que é indispensável articular estes programas e medidas do PRR, sob responsabilidade da execução do Fundo Ambiental, com a inscrição no Orçamento de Estado, de benefícios fiscais, em sede de IRS, para quem investe no conforto e na eficiência energética da sua habitação, conjugados com a existência de IVA à taxa reduzida de 6% para as janelas eficientes, à semelhança do que acontece para os aparelhos de ar condicionado.

    “Os apoios ao nível fiscal são indispensáveis para continuar a combater o nível de evasão fiscal na execução de pequenas obras. Todos ganham e o Estado ganha ainda mais”. Além disso, “estes programas precisam de ter calendários anuais claros e que sejam cumpridos, sob pena de defraudar as expectativas dos portugueses que querem melhorar o conforto e a eficiência energética das suas casas. Temos todo um sector que fica dependente de ciclos de procura e oferta imprevisíveis, prejudicando claramente as empresas e a dinamização da economia portuguesa”, refere o presidente da Anfaje.

    O Programa Edifícios Mais Sustentáveis tem tido resultados extremamente positivos, sendo vítima do seu próprio sucesso, acredita a Anfaje. “Estes programas e medidas públicas, devem ter um planeamento, uma estratégia antecipada de comunicação e implementação, com o envolvimento das associações sectoriais e das suas empresas”, defende João Ferreira Gomes.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Empresas

    Bosch lança nova aparafusadora de impacto sem fios

    Designada GDS 18V-1600 HC, a aparafusadora de impacto a bateria 3/4” proporciona aos utilizadores profissionais um controlo total e uma grande flexibilidade. O sistema Profissional 18V cobre todas as ferramentas sem fio da Bosch Professional para as principais aplicações de 18V

    CONSTRUIR

    A Bosch está a ampliar o seu sistema Profissional 18V com o lançamento da GDS 18V-1600 HC, uma potente aparafusadora de impacto a bateria 3/4” que proporciona aos utilizadores profissionais um controlo total e uma grande flexibilidade ao trabalho com metal e também madeira. O seu binário de aperto de 1.600 Nm e o binário de desaperto de 2.200 Nm tornam esta aparafusadora ideal para trabalhar em aplicações industriais, tais como petroquímica, manutenção de camiões, máquinas de construção e manutenção de instalações.

    A GDS 18V-1600 HC é compacta e cómoda de usar devido ao comprimento da cabeça e ao peso. Um LED integrado na interface do utilizador da ferramenta apresenta aos profissionais a informação que necessitam, ao acender uma luz vermelha, amarela ou verde para mostrar o estado da bateria e da ferramenta. A aparafusadora de impacto oferece também três ajustes de velocidade e dois modos de aparafusar. O modo A está predefinido para parafusos de metal e B para parafusos de madeira. Ambos os modos podem ser personalizados através da aplicação Bosch Toolbox e guardados para aplicações posteriores. Esta chave de impacto é ideal para aplicações onde é necessária a máxima potência para remover porcas e parafusos oxidados e pintados. Este equipamento está disponível tanto na versão máquina única como com baterias ProCORE18V, que proporcionam um maior desempenho, são mais leves e compactas, permitem mais furações e cortes e têm uma vida útil até 135 por centro superior a uma bateria normal.

    Com a nova GDS 18V-1600 HC, completa-se a gama de aparafusadoras e chaves de impacto Bosch Professional, oferecendo modelos de ¼” (GDR), ½” (GDS) e as exclusivas versões combinadas de Bosch GDX, que incluem inserção de ¼” HEX + ½” na mesma ferramenta. Além disso, todos são rushless (motor sem escovas) e com um binário de aperto de 200 a 1600 Nm.

    O sistema Profissional 18V cobre todas as ferramentas sem fio da Bosch Professional para as principais aplicações de 18V. Adicionalmente, graças à aliança de baterias multimarca AmpShare, outras marcas e ferramentas fora da Bosch estão também cobertas. Desta forma, ao utilizar o mesmo sistema, as ferramentas dos parceiros desta aliança podem ser utilizadas com a mesma bateria de iões de lítio de 18V e um carregador único, o que permite aos utilizadores profissionais poupar tempo, espaço e dinheiro.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Imobiliário

    Vilarinho dos Freires abre concurso para exploração de ‘Boutique Hotel’

    O conjunto dos imóveis, com localização contígua, dispõe de projectos de reabilitação aprovados, totalizando uma oferta de 29 quartos e por se localizarem em ARU beneficiam de vantagens fiscais e financeiras aplicáveis às obras de reabilitação

    CONSTRUIR

    A Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, localizada no concelho de Peso da Régua, anunciou a realização de um concurso de concessão de exploração turística, por 30 anos, de três imóveis situados no lugar de Presegueda. Estes imóveis possuem um elevado potencial de reconversão para estabelecimentos hoteleiros ou projectos de turismo em espaço rural, sendo uma oportunidade única para investidores que desejem apostar no crescente mercado do turismo na região do Douro. A entrega de propostas decorre até ao dia 26 de Setembro.

    O conjunto dos imóveis, com localização contígua, dispõe de projectos de reabilitação aprovados, totalizando uma oferta de 29 quartos. Localizados em Área de Reabilitação Urbana (ARU), estes imóveis beneficiam de vantagens fiscais e financeiras aplicáveis às obras de reabilitação.

    Tiago Ferreira, director executivo da Aliados Consulting, parceira da Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, sublinha a relevância deste concurso de concessão. “Esta é uma oportunidade imperdível para investidores que procuram entrar no mercado turístico numa das regiões mais emblemáticas de Portugal. Os imóveis disponíveis apresentam características ideais para a criação de estabelecimentos diferenciadores, que poderão atrair visitantes de todo o mundo, impulsionando assim a economia local”.

    Reforçando, “o desenvolvimento nesta localidade de um projecto de reabilitação de edificado para exploração turística, num conceito de “Hotel Boutique”, constitui uma interessante oportunidade de negócio por se tratar de uma das regiões de turismo com maior procura, sofisticação e valor crescente, resultante de uma simbiose perfeita entre a paisagem, a gastronomia e o enoturismo, e de uma oferta que se revela ainda escassa e muitas vezes ainda pouco qualificada”.

    Os interessados poderão obter mais informações sobre os imóveis e os termos da concessão do direito de exploração, no site da Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    UTAD lança concurso para construção de residências por 19M€

    “É um investimento significativo, que reflete o nosso compromisso em melhorar as condições de alojamento para os estudantes da UTAD, proporcionando-lhes infraestruturas modernas e adequadas às suas necessidades”, afirma o reitor Emídio Gomes, citado na página da instituição

    CONSTRUIR

    A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) lançou o concurso para as empreitadas de construção, renovação e adaptação das residências universitárias, num investimento superior a 19 milhões de euros.

    “É um investimento significativo, que reflete o nosso compromisso em melhorar as condições de alojamento para os estudantes da UTAD, proporcionando-lhes infraestruturas modernas e adequadas às suas necessidades”, afirma o reitor Emídio Gomes, citado na página da instituição.

    O projeto é composto por três lotes que incluem a construção de uma nova residência na Quinta de Prados (com um valor base de 6.048.773,70 euros), a adaptação para a nova residência do edifício do antigo CIFOP, no centro da cidade (com um preço base de 8.249.419,03 euros), e a renovação e adaptação da residência de Codessais (com um preço base de 5.069.795,98 euros). A publicação do concurso das empreitadas foi feita a 6 de julho em Diário da República e o prazo de execução das obras prevê que estejam concluídas até março de 2026.

    Estes investimentos vão ser concretizados no âmbito do Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior, financiado parcialmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e que prevê a criação de 26 mil camas para estudantes do Ensino Superior até 2026. Atualmente, a academia transmontana dispõe de 530 camas distribuídas por cinco residências, localizadas no Complexo Residencial de Além-Rio e em Codessais.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    Construção

    Membros formalizam ‘Fundação da Construção’

    14 empresas do sector e três Ordens profissionais – Engenheiros, Arquitectos e Economistas – integram a iniciativa que é formalizada a 25 de Julho, no Técnico Innovation Center

    CONSTRUIR

    Os membros fundadores da ‘Fundação da Construção’ vão formalizar a constituição desta iniciativa no dia 25 de Julho, numa iniciativa que terá lugar no Técnico Innovation Centre, em Lisboa e que contará com a presença de Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação.

    A criação da ‘Fundação da Construção’ representa um momento “histórico” para o sector da construção em Portugal, considerando que é a primeira vez que as principais ordens profissionais e as maiores empresas do sector se unem numa iniciativa desta natureza.

    A iniciativa reúne as Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Arquitectos e a Ordem dos Economistas, que, juntamente com 15 empresas do sector, ambicionam ser um “motor de mudança”, agregando a experiência e o conhecimento dos seus membros para responder aos desafios do presente e do futuro.

    Em casa está o “correcto dimensionamento das suas infraestruturas e do edificado, acautelando o desenvolvimento económico sustentável e a defesa do interesse e a autonomia nacionais”.

    Além disso, pretende-se que uma “um envolvimento mais activo” da sociedade civil na reflexão e na resolução dos problemas nacionais relativos à área da construção e que, até aqui, tem estado restrita à esfera político-partidária.

    Além das Ordens, os membros fundadores  são os A400 | Projetistas e Consultores de Engenharia, Alves Ribeiro Construção. Betar Consultores, Casais – Engenharia e Construção, Coba – Consultores de Engenharia e Ambiente, Conduril – Engenharia, Gabriel Couto – Construções Gabriel A.S. Couto, Grupo Visabeira, HCI – Construções, JLCM – J.L. Câncio Martins – Projectos de Estruturas, Mota-Engil Engenharia e Construção, NRV – Consultores de Engenharia, Teixeira Duarte – Engenharia e Construções e Ventura + Partners.

    Sobre o autorCONSTRUIR

    CONSTRUIR

    Mais artigos
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB
    PUB

    Navegue

    Sobre nós

    Grupo Workmedia

    Mantenha-se informado

    ©2024 CONSTRUIR. Todos os direitos reservados.