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Consórcio espanhol ganha TGV que ligará Medina a Meca

Aquele que é já considerado como o maior contrato ganho por empresas espanholas no exterior é referente a 450 quilómetros de via dupla electrificada e que responderá à procura de mais de 160 mil passageiros diários

Ricardo Batista
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Consórcio espanhol ganha TGV que ligará Medina a Meca

Aquele que é já considerado como o maior contrato ganho por empresas espanholas no exterior é referente a 450 quilómetros de via dupla electrificada e que responderá à procura de mais de 160 mil passageiros diários

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As autoridades sauditas revelaram esta quarta-feira que será um consórcio espanhol o responsável pela construção do projecto de alta-velocidade que ligará Medina e Meca, num investimento estimado em 6,7 mil milhões de euros.

O consórcio, que será liderado em 88% por empresas espanholas é composto pelas empresas Adif, Renfe, Ineco (dependentes do Ministério de Fomento espanhol), Indra, OHL, Consultrans, Copasa, Imathia, Cobra, Dimetronic, Inabensa e Talgo, além das sauditas Al Shoula e Al Rosan.

Aquele que é já considerado como o maior contrato ganho por empresas espanholas no exterior é referente a 450 quilómetros de via dupla electrificada e que responderá à procura de mais de 160 mil passageiros diários, em trânsito para Meca.

Além da construção da infra-estrutura e dos serviços complementares (sinalização, comunicações, segurança, electrificação), o contrato prevê também a respectiva manutenção, que será da responsabilidade do consórcio por 12 anos.

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Yard Properties reabilita casas de acolhimento da “Novo Futuro”

Com esta iniciativa a promotora pretende afirmar-se no mercado “como uma ‘marca’ forte associada a solidez e confiança, à responsabilidade Ambiental e Social e à Inovação”

A Yard Properties, empresa de promoção e investimento imobiliário do Grupo liderado por David Rabbi, vai dar início à reabilitação de uma das oito casas de acolhimento da “Novo Futuro”, sendo que o objectivo “é recuperar e requalificar, pelo menos, quatro dos oito imóveis”. Esta iniciativa vai no seguimento da intenção de se afirmarem no mercado “como uma ‘marca’ forte associada a solidez e confiança, à responsabilidade Ambiental e Social e à Inovação”, enfatiza José Pedro Borges, director executivo da empresa em Portugal.

“Não pretendemos actuar sós, mas chamar à participação nesta causa solidária outras empresas, desde logo os nossos parceiros neste projecto que estamos a promover na Avenida 5 de Outubro”, sublinha José Pedro Borges, gestor da empresa.

“O nosso objectivo é contribuir para o bom desempenho de uma instituição a que comunidade muito deve e que passou por um período muito difícil durante a pandemia. Ficaremos muito contentes e gratos se outras empresas e instituições se quiserem juntar a nós neste desígnio”, acrescenta.

A organização, fundada em Portugal em 1996 e ligada a uma Federação Internacional presente no Perú, Espanha, Colômbia e São Tomé e Príncipe, possui no nosso país oito Casas de Acolhimento (seis no distrito de Lisboa e duas no distrito do Porto), onde residem cerca de 75 crianças.

Enquanto se dedicam a causas sociais, a Yard Properties mantém a sua estratégia de desenvolvimento de empreendimentos para o segmento de luxo. O primeiro, no nº 355 da Avenida 05 de Outubro, em Lisboa, tem já a estrutura concluída e a construção, a cargo da empresa Alves Ribeiro e deverá estar concluída em Fevereiro de 2023. O imóvel disponibiliza 18 luxuosos apartamentos, com 2 e 3 quartos, bem como um apartamento duplex de cinco quartos na cobertura do edifício.

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Frederico Pedro Nunes é o novo Chief Operating Officer da Bondstone

Com mais de 20 anos de experiência no mercado português do Real Estate, este responsável tem como missão continuar a trajectória de crescimento da empresa em território nacional

Frederico Pedro Nunes assume funções de Chief Operating Officer (COO) na Bondstone – private equity especializada no desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários nos mais diversos segmentos, e cuja missão é captar investimento internacional para desenvolvimento das cidades portuguesas. Com três anos de existência, a Bondstone conta já com nove projectos em carteira, distribuídos entre Lisboa e Porto, e pretende chegar aos 12 projectos ao longo de 2023.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado português do Real Estate, Frederico Pedro Nunes vai contribuir para alavancar o portfolio de projectos em curso na Bondstone e reforçar o desenvolvimento de novos projectos que promovam as potencialidades das cidades nacionais.

“Tendo em conta a ambição, o potencial de crescimento e a relevância que a Bondstone já conquistou no mercado, tornou-se impossível recusar este convite”, afirma Frederico Pedro Nunes, COO da Bondstone. “Com a minha integração na equipa, espero não só maximizar financeiramente os projectos em curso, como também apoiar no desenvolvimento de novos projectos, em diferentes segmentos, que promovam a qualidade de vida e sustentabilidade das cidades onde se inserem os nossos projectos, através de um processo de estreita cooperação com as entidades públicas e privadas, mas também com a comunidade local”, acrescenta este responsável.

“A escolha do Frederico para assumir esta função na Bondstone foi natural”, refere Paulo Loureiro, CEO da Bondstone. “O seu know-how e experiência acumulada no mercado português do Real Estate foram determinantes para essa escolha e para os objectivos que traçámos para os próximos anos, entre eles, tornar a Bondstone num dos líderes de private equity para captar investimento internacional para implementar em território nacional”, reforça Paulo Loureiro.

Frederico Pedro Nunes é licenciado em Engenharia pelo Instituto Superior Técnico e, nos últimos 20 anos, desempenhou várias funções no mercado do Real Estate, nomeadamente, Head of Development no Grupo Novo Banco Real Estate e, anteriormente, Chief Development Officer no Vilamoura World.

A Bondstone, private equity especializada no desenvolvimento e gestão de projectos imobiliários em Portugal, em diversos segmentos, integra na sua estrutura a Louvre Properties que desenvolveu, durante os últimos anos, diversos projectos residenciais de referência em Lisboa.

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Vanguard Properties e Tim Vieira juntos na Comporta para criar hub escolar

O memorando de entendimento para o desenvolvimento de um hub escolar no empreendimento da Muda, entre a promotora e a Brave Generation Academy foi assinado esta quinta-feira. O investimento ronda os dois milhões de euros

A promotora imobiliária Vanguard Properties e a Brave Generation Academy (BGA) celebraram esta quinta-feira, dia 17 de Novembro, um memorando de entendimento para o desenvolvimento de um hub escolar na zona da Comporta. O investimento ronda os dois milhões de euros.

Projectado para o empreendimento da Muda e, posteriormente, para o projecto do “Dunas” nas “Terras da Comporta”, no concelho de Grândola, o hub escolar da BGA representa um investimento na ordem dos dois milhões de euros e visa aumentar a oferta de serviços de educação naquela região.

O hub escolar da BGA, que deverá arrancar a partir de 2024, é um investimento estratégico para a concretização da visão que a Vanguard Properties tem para a região, focado no desenvolvimento social e económico e melhorando a qualidade de vida através de uma ampla oferta serviços com capacidade para mitigar a elevada sazonalidade, fixando residentes nos empreendimentos do Terras da Comporta e nos concelhos próximos, com 30% das vagas, totalmente gratuitas e atribuídas através de bolsas para os alunos da região com maiores dificuldades económicas.

Caracterizado por um sistema de ensino centrado no perfil e nas necessidades específicas de cada aluno, a BGA utiliza o British International Curriculum e tem saídas para as mais prestigiadas universidades do mundo, como a Harvard University ou o Massachussets Institute of Technology.

Inseridos num ambiente multicultural, os alunos beneficiam de total flexibilidade para escolherem os módulos com maior interesse, aumentando a criatividade e o sentido de responsabilidade de cada um. Para maior comodidade dos alunos, as aulas são leccionadas em formato híbrido, em inglês, sempre com o acompanhamento de dois learning coaches.

Fundada em 2019 pelo empreendedor português Tim Vieira, a BGA está a desenvolver uma rede internacional de hubs escolares. Iniciada em Cascais, onde já existem sete hubs, a rede da BGA alargou-se para o Porto, Braga, Coimbra, Leiria, Aveiro, Caldas da Rainha, Óbidos, Santarém, Fundão, Sintra Lisboa, Setúbal, Ericeira e Algarve, e já se expandiu para Espanha, Estados Unidos, Moçambique, Quénia, África do Sul e Namíbia.

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Portugal entre os países mais atractivos do mundo para investir renováveis

Para além de Portugal, também Marrocos e Chile superam as expectativas no novo índice normalizado da última edição do Renewable Energy Country Attractiveness Index elaborado pela consultora EY

No mais recente Renewable Energy Country Attractiveness Index (RECAI), ranking semestral elaborado pela consultora EY que classifica os 40 principais mercados do mundo em função das oportunidades de investimento e de desenvolvimento no sector das energias renováveis, Portugal posiciona-se em 25.º lugar na lista dos países mais atractivos para o investimento neste sector, mas em 8.º lugar no primeiro ranking RECAI normalizado.

O RECAI utiliza várias dimensões e critérios para comparar a atractividade dos mercados de energias renováveis, mas boa parte reflecte a dimensão absoluta da oportunidade de investimento renovável. O que faz com que o índice beneficie, naturalmente, as grandes economias. Esta edição inclui uma nova visão do índice, que normaliza o produto interno bruto (PIB), mostrando assim mercados que estão a ter um desempenho acima das expectativas face à dimensão do seu PIB.

“O ranking RECAI destaca os mercados globais de energias renováveis mais atraentes com maiores fluxos de capital e capacidade. O índice normalizado destaca os mercados mais pequenos com um forte empenho nas energias renováveis – demonstrado através de políticas de apoio governamentais e de projectos bem estruturados – criando alternativas atrativas para potenciais investidores”, explica Arnaud de Giovanni, Leader de Global Renewables da EY.

Esta nova análise da EY mostra Portugal (ranking RECAI normalizado: 8 versus RECAI ranking: 25) como um bom exemplo do compromisso do governo face à importância das energias renováveis e, por exemplo, bem à frente de Espanha (ranking RECAI normalizado:14; RECAI ranking: 8).

“Embora as energias hídrica e eólica tenham sido o foco na última década, 2019 marcou o ponto de inflexão para Portugal e para a energia solar fotovoltaica. Após vários anos de subinvestimento nesta tecnologia, os leilões solares e a nova capacidade do contexto português (cerca de 2,3 GW a mais) mudaram o mercado. Portugal está actualmente no caminho certo para que, até 2030, 80% da sua geração de electricidade advenha de fontes renováveis”, justifica Pedro Subtil, Líder de Energia e Recursos da EY.

Já Marrocos (ranking RECAI normalizado:1, RECAI ranking:19) está a aproveitar as suas características topográficas para introduzir flexibilidade no respectivo sistema energético, prevendo-se que a energia eólica ultrapasse a energia solar na próxima década e que a energia hídrica com armazenamento por bombagem seja desenvolvida nas suas zonas montanhosas. O hidrogénio verde, por sua vez, é visto como um factor chave da descarbonização no Chile (ranking RECAI normalizado: 5, RECAI ranking: 17), que espera tornar-se um exportador de referência do combustível.

Índice PPA

Este RECAI salienta que, após um período de crescimento exponencial prolongado – em virtude dos elevados preços de energia e da extrema volatilidade do mercado – o volume da geração de energia eléctrica autorizado através de Contratos de Aquisição de Energia (CAE) empresariais em 2022 deverá ser inferior a 2021, embora se espere que exceda o ano de 2020. Espanha continua a ser um dos principais mercados de CAE, representando cerca de um terço da capacidade dos novos CAE na Europa em 2022 até ao presente.

A análise da EY realça ainda que a necessidade de resiliência energética nunca foi tão urgente. O aumento da geração de energias renováveis, a aceleração da diversificação energética e o aumento do armazenamento de energia são prioridades globais. Com isto vem outra proposta experimental: como acelerar a integração de maiores quantidades de energia renovável nas redes.

“Para atingir emissões net zero, a integração das energias renováveis tem de melhorar significativamente. Os recursos energéticos distribuídos têm um papel vital a desempenhar, permitindo a integração de uma série de fontes de energia verde na rede. Ademais, o investimento em redes inteligentes será fundamental para assegurar o fornecimento de energia e fazer com que o mundo atinja emissões net zero até 2050”, afirma Arnaud de Giovanni.
Este último RECAI mostra que os governos do mundo estão a acelerar os respectivos programas de energias renováveis, para ajudar na redução da sua dependência de energia importada face às contínuas tensões geopolíticas e à incerteza económica. O relatório classifica os 40 maiores mercados do mundo na atractividade dos seus investimentos em energias renováveis.

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NaturaAqua Compacto é o novo termoacumulador da Vulcano

Com uma potência de 1,2kW e 2,0kW e diferentes capacidades – 30l, 50 l e 80l – o NaturaAqua é adequado para espaços reduzidos

O termoacumulador eléctrico NaturaAqua Compacto, é a nova solução da Vulcano para aquecimento de água, fiável, económica e adaptável, e adequado  a espaços reduzidos.

O NaturaAqua Compacto apresenta uma construção de elevado nível estético e potências de 1,2kW e 2,0kW. Com diferentes capacidades – 30l, 50 l e 80l – é compatível com soluções solares, funcionando também como equipamento de apoio eléctrico, oferecendo, por isso, um óptimo grau de versatilidade, qualidade e conforto.

Com soluções para todas as necessidades de utilização, permitem usufruir do maior grau de conforto, ao disponibilizar água quente sempre que necessário, de forma rápida, com pressão e temperaturas constantes, garantindo o maior grau de poupança.

Com uma barra de fixação é possível mudar o aparelho sem acessório adicional de montagem universal, “o que o torna mais fácil a sua instalação, utilização e manutenção”, na medida em que as resistências são acessíveis sem necessidade de esvaziar o termoacumulador ou retirá-lo da parede.

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Fotografia: Ivo Tavares Studio

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Casa da Arquitectura discute “Sustentabilidade do Património e das Cidades”

O seminário vai realizar-se no próximo dia 23 de Novembro, pelas 15h30, na Casa da Arquitectura, no âmbito do 5º aniversário da CA

“Sustentabilidade do Património e das Cidades” é o tema do seminário que vai realizar-se no próximo dia 23 de Novembro, pelas 15h30, na Casa da Arquitectura (CA) – Centro Português de Arquitectura, em Matosinhos.

Este evento, que integra a programação do 5º aniversário da CA, acontece no âmbito da parceria entre o Estado português e a Casa da Arquitectura e corresponde a uma linha de acção articulada com o Ministério do Ambiente e Acção Climática.

O encontro pretende reflectir sobre o modo como a arquitectura pode e deve adaptar-se às políticas que contribuem para uma melhoria da prestação ambiental e da qualidade e sustentabilidade do território. Através de apresentações de casos de políticas e acções concretas, procura-se pensar sobre a intervenção no património, no território e na arquitectura das cidades.

O seminário, que conta com Duarte Cordeira, ministro do Ambiente e da Acção Climática, na abertura da sessão, tem como participantes Alexandra Carvalho, secretária-geral do Ministério do Ambiente, Finn Mortensen, director executivo  da State of Green, José Carlos Bessa, director do Departamento Bens Culturais DGPC, Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios, Nélson Lage, presidente do Conselho Administração ADENE e Paula Santos , vice-presidente do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos.

 

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APFAC defende a criação de regulamentação para a produção de Argamassas de Estaleiro

A associação colaborou com o LNEC na criação de um Projecto de Especificação – Guia para a utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria e vai apresentar, junto do Governo, proposta de criação de regulamentação para a produção de argamassas em obra

A Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas e ETICS, APFAC, colaborou com o LNEC na criação de um Projecto de Especificação – Guia para a utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria. Pretende-se a garantia de condições de concorrência equitativas, e a criação de regulamentação própria para o fabrico de argamassas de Estaleiro, defendendo um maior controlo sobre o processo de produção, de forma a respeitar o ambiente, a qualidade e o bom desempenho da argamassa.

Em Portugal estima-se que cerca de dois terços das argamassas empregues na construção sejam produzidas em estaleiro de obra, não sendo por isso alvo do mesmo controlo e rigor de preparação das argamassas fabris. Uma realidade que a APFAC considera “inaceitável” quando a qualidade e a durabilidade são imperativos perante os desafios que se impõem num percurso de sustentabilidade e de controlo de qualidade exigido às empresas e à economia, e, “no mínimo muito incoerente quando, na era da digitalização e do desenvolvimento tecnológico acelerado, incontornavelmente se caminha para a normalização e maior controlo de processos, visando a eficiência e a melhoria contínua da qualidade em todas as actividades produtivas”, sustenta Luís Goucha, presidente da APFAC.

A utilização e comercialização de matérias-primas não controladas, em termos de qualidade, da sua proveniência e do seu armazenamento, para além de não garantirem requisitos de desempenho dos produtos seja ele físico, mecânico ou químico, vêm acompanhadas de outros motivos de preocupação, desde logo pelos danos ambientais causados com a extracção em locais não licenciados, assim como pela não garantia da higiene e da segurança dos trabalhadores e até dos cidadãos quando se assiste à ocorrência de descarga de matérias-primas em contacto com o meio ambiente, quer nas vias públicas quer nos estaleiros.

Assumindo como desafio as boas práticas do ponto de vista da sustentabilidade e controlo sobre o processo de produção de argamassas de estaleiro, a APFAC participou, junto do LNEC, numa proposta para alteração do status entre as duas argamassas. Pretende-se com este projecto diminuir o fosso legal/normativo/regulamentar, traduzido pela concorrência desleal que as argamassas produzidas em estaleiro não sujeitas a controlo nem fiscalização, impõem às argamassas fabris. Esta iniciativa está a ser articulada com uma proposta junto do governo, para a criação de regulamentação própria que estabeleça regras para a produção de argamassas em obra, nomeadamente a aplicação de sistemas de controlo, tais como os que vigoram para as argamassas de produção industrial e que decorrem do Regulamento Europeu dos Produtos de Construção, desenvolvido pelo CEN (European Committee for Standardization). O projecto em que a APFAC participou com o LNEC, visa acima de tudo a situação específica de utilização de argamassas para rebocos exteriores de paredes de alvenaria, ficando muitas outras argamassas fora do alcance do referido guia. Contudo, para a APFAC este seria um primeiro passo de um longo percurso que há para fazer pois entende que, sem uma regulamentação legal, qualquer especificação técnica não terá a mesma eficácia, continuando a existir uma situação de forte desequilíbrio, onde as argamassas fabris são largamente prejudicadas, com perdas para as empresas produtoras, para a economia, para a sociedade e para o ambiente.

Para tal, “é importante que ao longo da cadeia de valor da construção, as especificações técnicas mínimas sejam asseguradas na tomada de decisões dos agentes reguladores e do mercado, de forma a garantir, quer o desempenho das argamassas e a segurança das pessoas, quer as condições de concorrência equitativas, em particular num momento em que o tema do aumento dos custos de produção marca a actualidade”, defende a APFAC.

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CIN participa nas obras de requalificação da Ponte Luiz I

A CIN é uma das entidades envolvidas na requalificação do tabuleiro inferior da ponte Luiz I, no Porto, cujas obras arrancaram há já um ano

(foto: @André Rolo | Global Imagens)

Inaugurada em 1886, esta ponte histórica, que liga a margem norte à margem sul do rio Douro, permitindo a passagem do Porto para Vila Nova de Gaia, representa um dos mais recentes projectos de grande envergadura da CIN.
Embora a marca esteja presente em muitos projectos de reabilitação, o carácter histórico desta obra revelou-se um grande desafio. Ana Luísa Seara, responsável de marketing técnico da CIN Performance Coatings explica que “a Ponte Luiz I é composta por uma estrutura metálica mista, com muitos detalhes que exigem especiais cuidados nos trabalhos de requalificação e pintura”.

A obra, que teve início a 14 de Outubro de 2021, vai permitir requalificar o tabuleiro inferior da emblemática ponte do Douro. Para este projecto, a CIN forneceu uma solução para a protecção anticorrosiva da estrutura metálica, constituída pelo C-POX PRIMER ZN810, um primário rico em zinco, C-POX PRIMER ZN205, um revestimento epóxi multifuncional pigmentado com óxido de ferro micáceo, pigmento que pela sua forma lamelar potencia a protecção anticorrosiva, e C-THANE S258, um esmalte poliuretano alifático brilhante de excelente resistência à intempérie e à radiação ultravioleta, com performance comprovada na vizinha ponte D. Maria Pia, um projecto de 2009 onde a CIN esteve também envolvida. Por sua vez, a protecção do betão é assegurada pelo produto C-CRYL W680 MATT, um produto com Marcação CE, caracterizado pelas suas excelentes propriedades anticarbonatação.

Com um amplo portfólio nesta área, a CIN já deu cor a várias pontes de norte a sul do país. São várias as referências de obras realizadas em betão, com especial destaque para a Ponte Infante Dom Henrique, Ponte Internacional Vila Nova de Cerveira, Ponte de Mosteiró, Viaduto sobre a autoestrada A4, Ponte da Figueira da Foz e Viaduto sobre o Rio Vouga na autoestrada A1, situadas na região Norte. Por outro lado, no centro do país, distingue-se o Viaduto da Cachofarra, Viaduto Sul da Ponte da Lezíria na Autoestrada A10 e o Viaduto sobre o rio Trancão na autoestrada A1.

Infraestruturas de renome, como a Ponte 25 de Abril (Lisboa), Ponte de São João (Porto), D. Maria Pia (Porto), Ponte Ferroviária de Caminha (Viana do Castelo), Ponte D. Luís (Santarém) ou mesmo a Ponte Eiffel (Viana do Castelo), foram também algumas das infraestruturas, nas quais a CIN esteve presente com os seus produtos

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Metro do Porto: Falta de qualificação da mão-de-obra preocupa e atrasa trabalhos

As condições precárias e os baixos salários já fizeram com que mais de 300 mil trabalhadores abandonassem o sector em Portugal

“A causa principal dos atrasos na obra do metro do Porto é a grande quantidade de trabalhadores não qualificados”, denuncia Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, que avança já ter pedido audiência com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Em causa estão os atrasos das obras de metro do Porto, que levaram inclusive o presidente da Câmara Municipal a fazer um ultimato à administração da Metro, pelos 215 dias de atraso na linha Rosa e no metrobus da Boavista, recusando assim autorizar novas empreitadas até à conclusão da linha mencionada.

Depois da notícia avançada na passada sexta-feira (11 de novembro), chega a vez da Construção desvendar os principais problemas que estão a implicar os sucessivos atrasos numa das maiores obras do norte do país.

Para Albano Ribeiro, do Sindicato da Construção de Portugal, além das características arqueológicas da cidade, o problema reside, essencialmente, na falta de mão de obra qualificada. Entre operários e quadros superiores, diz o dirigente sindical que estão cerca de 800 trabalhadores alocados às obras do metro, a maior parte sem qualquer experiência prévia no setor da construção.

As condições precárias e os baixos salários já fizeram com que mais de 300 mil trabalhadores abandonassem o sector em Portugal, o que levou o Sindicato a pedir uma audiência com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, a fim de encontrar solução para o setor.

A alternativa, diz o sindicalista, passa pelos centros de formação, que deveriam voltar a qualificar pessoal, para um setor cada vez mais envelhecido.

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MALEO abre no Parque das Nações sétimo espaço de escritórios em Lisboa

Com um total de 3.000 m2, o espaço na Torre A, na Av. D. João II, 11, encontra-se dividido em 10 pisos e oferece os habituais serviços premium da marca. Esta é a segunda abertura do ano, após a inauguração do centro de Sete Rios no passado mês de Abril

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O especialista em soluções de escritórios flexíveis e adaptáveis, a Maleo abre no Parque das Nações o sétimo espaço de escritórios em Lisboa, na Torre A, na Av. D. João II, 11.

Com um total de 3.000 m2, o espaço encontra-se dividido em 10 pisos e oferece os habituais serviços premium da marca, com projectos exclusivos de escritório à medida, espaços equipados e com serviços de salas de reunião, business lounge, equipa de recepção, além de todo o suporte tecnológico e apoio logístico. Além disso, integra também um Sports Lounge, espaço destinado exclusivamente a todos os clientes Maleo de cada um dos sete centros.

Esta é a segunda abertura do ano, após a inauguração do centro de Sete Rios no passado mês de Abril. “É um crescimento que resulta, em larga medida, da capacidade de oferta de soluções flexíveis, que respondem às necessidades de cada caso. Como consequência, as empresas identificam a Maleo como um parceiro que responde a todas as suas necessidades logísticas”, indica a empresa em comunicado.

No seu conjunto, os sete centros Maleo totalizam agora cerca de 17.500 m2. Aos espaços República 18, Liberdade 245, Castilho 52, Mouzinho da Silveira, Parque das Nações e Sete Rios, junta-se agora o segundo centro no Parque das Nações. No global, a Maleo conta com um investimento a rondar os 8 milhões de euros.

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