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Tektónica 2020 com formato disruptivo e crescimento de 12%

O crescimento de 12% dos expositores na Tektónica 2020 é sinónimo do dinamismo do sector da construção e obras públicas. O certame arranca no dia 6 de maio e traz novidades.

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Tektónica 2020 com formato disruptivo e crescimento de 12%

O crescimento de 12% dos expositores na Tektónica 2020 é sinónimo do dinamismo do sector da construção e obras públicas. O certame arranca no dia 6 de maio e traz novidades.

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A 22ª edição da Tektónica abre as suas portas no dia 6 de Maio, na Feira Internacional de Lisboa. A menos de três meses daquela que é a maior feira do país no sector da Construção e Obras Públicas, começam os preparativos para o que promete ser a mais inovadora das edições. A edição de 2020 do certame tem um crescimento de 12% do número de expositores e irá contar a participação das principais empresas e marcas líderes de mercado.

“Este ano vamos ter uma edição marcada por uma nova dinâmica que acompanha o mercado. Numa altura em o sector está em crescimento, quer na reabilitação quer nas obras novas, a Feira também acompanha esse dinamismo e vai dar uma resposta à altura das novas exigências do sector da construção e obras públicas” sublinha Teresa Gouveia, gestora da Tektónica.

Para este ano a organização promete surpreender participantes e profissionais com criatividade. Uma das grandes novidades deste ano é o espaço Experience & Network. Localizado no Pavilhão 2 da FIL, o novo espaço com 1500 m2, promete ser um local de partilha de experiências e conhecimentos, promotor de novas empresas e produtos. De acordo com a organização “será o local de excelência da Feira para realizar networking e onde as grandes empresas do mercado vão ter a oportunidade de participar com um conceito totalmente inovador e disruptivo”. Pelo seu auditório vão passar temas como “Os produtos portugueses na arquitectura global”, “O azulejo, o património e a cultura”, “A arquitectura no turismo residencial e na hotelaria” e as “Alterações climáticas e os novos desafios: arquitectura, sustentabilidade e desempenho”. A dinamização dos diferentes painéis será feita com arquitectos portugueses e estrangeiros, com os grandes promotores que irão apresentar futuras obras e a forte colaboração da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários.

Mas no Experience & Network haverá ainda espaço para a Tektónica Village, para uma zona de talks e acções como “architects on business”, um espaço de network, Tek Talks no final de cada dia e o Sustentaible Way of Living, um espaço dedicado a empresas fabricantes que se distinguem na área da cerâmica e do banho posicionadas para a vertente as sustentabilidade.

A Tektónica 2020 está dividida, como habitualmente, nas grandes áreas sectoriais: pavimentos e revestimentos cerâmicos, espaço cozinha e banho; pedras naturais; madeira e cortiça para a construção; materiais e equipamentos para a construção; eficiência energética, energias renováveis, construção sustentável, ambiente responsabilidade social na construção; máquinas, ferramentas e equipamentos para a construção e obras públicas.
Na edição deste ano podemos ainda contar com os Prémios Tektónica e com as Academias de formação avançada.

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Grupo CVM vai investir 140M€ até 2024

O grupo nortenho Construções Vila Maior (CVM) anuncia o investimento de 140 milhões de euros, a realizar até 2024, com vista ao desenvolvimento de vários projectos imobiliários para o segmento residencial que irão criar 825 novas fracções. Os investimentos concentram-se a Norte

Do total previsto, 425 fracções estão já em desenvolvimento/construção e as restantes quatro centenas irão iniciar-se até ao final de primeiro trimestre de 2023, como conta ao CONSTRUIR Severino José Ponte, CEO do Grupo CVM.

O grupo CVM foi fundado em 1999, dedica-se à construção e promoção imobiliária e centra a sua actividade essencialmente entre Espinho e Leça da Palmeira. Uma concentração geográfica que irá ser reforçada nos próximos dois anos. O objectivo do grupo é “consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária, e liderar o sector em Vila Nova de Gaia, reforçar no Porto, Espinho e Matosinhos”.

O grupo é já um forte player na área da construção, reabilitação e promoção, com soluções que abrangem diversas dimensões, desde a construção de habitação prime, à reabilitação integral de edifícios, tendo, nos últimos 10 anos, construído 900 fracções no Porto e Vila Nova de Gaia. Em 2021, o grupo CVM facturou 24 milhões de euros e estima atingir os 32milhões de euros em 2022.

A empresa lançou, recentemente, sete novos projectos imobiliários no valor de 49,7 milhões de euros. Que projectos são estes, dirigidos para que segmentos de mercado?
Todos os projectos lançados e que estão em construção e em fase de comercialização são de habitação e destinam-se ao segmento de mercado médio-alto. Temos o empreendimento Pedras da Mare, em São Félix, Vila Nova de Gaia, está em fase de obra e será um edifício com 34 fracções de habitação de tipologia T1, T2, T3 e T4 e está já 90% vendido. O empreendimento Rua Trinta e Seis, em Espinho, está em fase de obra e será um edifício com 20 fracções de habitação. Ainda em Espinho, o edifício Rua Cinco está em início de construção e tem 19 fracções de habitação.

Já o edifício Aires Ornelas, localizado em pleno centro do Porto, está em início de construção e tem 16 fracções. O edifício Encosta do Infante 2ª fase, em Vila Nova de Gaia, terá 65 fracções.

As Casas da Marinha vão nascer em São Félix da Marinha e serão contempladas por 4 Moradias T4 e T5. O início de obra está previsto para Outubro 2022. Depois temos o edifício Pacífico, em Vila Nova de Gaia, com 62 fracções, também deverá arrancar em Outubro deste ano, tal como o edifício Encosta do Infante 3ª fase, em Vila Nova de Gaia, que terá 48 fracções

No último ano, Vila Nova de Gaia foi um dos concelhos que mais investimento imobiliário captou. Sendo este também um dos locais onde a empresa está mais activa, pergunto-lhe quais os factores por detrás deste boom?
O conhecimento do mercado de Vila Nova de Gaia, resultado da nossa actividade nos últimos anos nesse concelho, associado ao reconhecimento da nossa marca pelos clientes levaram a nossa empresa a reforçar o investimento não só no centro da cidade como também na zona litoral. Gaia é historicamente um bom mercado com elevada procura de habitação de qualidade. Neste momento verificamos além da procura de habitação própria também a existência de clientes nacionais e internacionais que procuram investimentos seguros.

Essa procura estendesse a outros concelhos do grande Porto. São mercados onde a empresa vai actuar?
Porto, Matosinhos e Espinho são mercados que pela proximidade da nossa zona de intervenção também despertaram o nosso interesse para investimento. Neste momento mantemos a nossa presença no Porto com o projecto de Aires Ornelas, em Matosinhos com um novo projecto com arranque previsto para o início de 2023 e em Espinho com três projectos novos, Espinho 36 (1 e 2 fase), Espinho 5 e um outro projecto ainda em estudo prévio.

Qual o valor do investimento a realizar nos próximos dois anos?
Na verdade, pretendemos investir 140 milhões de euros, até 2024, na construção de quinze edifícios, o que corresponde a 825 fracções. Deste total, 425 já estão em curso e as restantes 400 irão iniciar-se até final do primeiro trimestre de 2023.
O objectivo do grupo é consolidar e expandir o negócio de promoção imobiliária, e liderar o sector em Vila Nova de Gaia, reforçar no Porto, Espinho e Matosinhos.

Que projectos vão nascer? E onde?
Além dos projectos que já mencionei, estão programados para arrancar no primeiro trimestre 2023 os seguintes projectos imobiliários: o da Rua 36 2ª fase, em Espinho, o projecto para 15 apartamentos está em fase de; o da Rua de Brito em São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, o projecto para 35 apartamentos; o da Rua D João I em Matosinhos Sul, o projecto para 9 apartamentos. Todos eles estão em fase de licenciamento. E temos previsto mais um projecto de 75 fracções na Avenida da República, em Vila Nova de Gaia.

A CVM estará sozinha nestes projectos ou em parceria com outras entidades? Como está estruturado este investimento?
Do total do investimento a realizar de 140 milhões de euros, a área de promoção imobiliária do grupo, a Dunaplana, que é detida a 100% pelo grupo, assumirá 60 milhões de euros, os restantes 80 milhões de euros serão realizados através de empresas participadas do Grupo CVM.

Todos estes projectos destinam-se ao segmento residencial?
Nem todos eles serão residenciais. O grupo CVM está a investir também na área do arrendamento industrial, onde investirá até final de 2023 quinze milhões de euros em Santa Maria da Feira no Parque Empresarial A32, um empreendimento que terá 25.000m2.

É uma estratégia ambiciosa. Este volume de investimento destina-se a aproveitar o bom momento do mercado?
O nosso grupo de empresas tem como base a empresa de construção, Construções Vila Maior, uma empresa com mais de 30 anos de experiência e que nos permite garantir a execução dos empreendimentos com qualidade e prazo propostos. O volume de projectos que temos em curso é resultado de uma estratégia que foi traçada nos últimos anos, com a compra de terrenos e com a realização de parcerias estratégicas com outras empresas de promoção imobiliária. A CVM acredita que a união faz a força e as parcerias que fizemos são prova disso mesmo.

Não teme um abrandamento da procura no mercado da construção nova no Grande Porto?
O objectivo do grupo ao avançar com todos estes projectos é, na verdade, antecipar as mudanças de fundo que surgirão a cinco anos no mercado em Portugal. Desta forma, estamos a reposicionar-nos fortemente para combater as actuais dificuldades que o sector enfrenta com os preços das matérias-primas e com a escassez de mão de obra qualificada.

A curto prazo construir será ainda mais difícil, devido à falta de mão de obra qualificada, e mais caro, resultado do crescimento de preços que se verifica não só nos materiais, mas também nos terrenos. Verificamos que os terrenos bem localizados são cada vez mais escassos.
Acreditamos que este é o momento de crescer e aproveitar desta forma a nossa capacidade construtiva que será certamente uma vantagem para a colocação do nosso produto no mercado.

Construir para a classe média é um desafio? De que forma os altos preços das matérias-primas condicionam (ou não) a vossa actividade?
Estamos certos de que o aumento de preços vai continuar a sentir-se e terá de se reflectir no preço final da habitação. Trabalhamos de forma a optimizar soluções para que o preço final se enquadre no nosso mercado.

O nosso modelo de negócio traz muitas vantagens para que o produto seja competitivo, uma vez que participamos activamente em todas as fases do desenvolvimento dos projectos. Os projectos são pensados e desenvolvidos do zero o que nos permite colocar todo o conhecimento adquirido ao longo dos anos, as soluções arquitectónicas e construtivas são estudadas de forma que o produto final seja o pretendido pelo cliente.

O grupo CVM trabalha muito para investidores estrangeiros, mas o nosso mercado principal é o mercado nacional. A nossa preocupação é sempre o custo final das habitações, obviamente que não podemos desligar-nos dessa preocupação quando desenvolvemos um projecto.

Os investimentos que realizaram e que pretendem realizar obrigaram ao reforço da estrutura? Em que sentido?
Para podermos realizar os projectos em curso a empresa teve a necessidade de crescer nos últimos anos quer ao nível de mão de obra qualificada e quadros técnicos como no investimento de equipamentos e novas instalações.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Câmara de Oliveira de Azeméis lança concurso para construção do Parque Urbano

A descrição do projecto refere que os “valores patrimoniais” deste espaço serão valorizados e interpretados. Toda a intervenção no futuro parque seguirá como linhas orientadoras “a paisagem humanizada e o património ambiental e natural”

A Câmara de Oliveira de Azeméis está a promover o concurso público com vista à construção do novo Parque Urbano e Centro de Interpretação Ambiental, com uma área de cinco hectares, localizado na antiga Quinta dos Borges.

O investimento, estimado em 4,7 milhões de euros, contempla a requalificação do edificado existente na Quinta dos Borges para espaços de restauração, como o café do parque e esplanada do café-concerto, e a disponibilização de áreas para Centro Interpretativo e Quinta Pedagógica, estruturas de slide e arborismo, circuitos e equipamentos de desporto de manutenção, zonas de repouso, entre outras valências.

A descrição do projecto refere que os “valores patrimoniais” deste espaço serão valorizados e interpretados. Toda a intervenção no futuro parque seguirá como linhas orientadoras “a paisagem humanizada e o património ambiental e natural”.

Trata-se, segundo as autoridades envolvidas, de “uma obra estratégica para o concelho que, no futuro, irá valorizar urbanisticamente a entrada sul da cidade, proporcionando aos oliveirenses e visitantes a possibilidade de usufruir de um espaço verde para recreio e lazer, que privilegiará o contacto com a natureza, através de atividades desportivas, culturais, de convívio, encontros sociais e ações lúdicas e pedagógicas diversas”.

O parque de 5 hectares ficará localizado numa área central da cidade, na denominada Quinta dos Borges.

“O objetivo do projeto é contribuir para o bem estar dos oliveirenses e para a promoção de hábitos de vida saudáveis, aproximando as pessoas do contacto com a natureza”, refere a edilidade que prevê o início da obra ainda este ano.

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Construção de Barragem no Pisão classificada como “interesse nacional”

O Governo classificou como ‘interesse público nacional’ a construção do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos (EAHFM) do Crato, no distrito de Portalegre, um investimento estimado em 170 milhões de euros

Ricardo Batista

O Conselho de Ministros aprovou (finalmente) o decreto-lei que constitui o Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos (EAHFM) do Crato, no distrito de Portalegre, como empreendimento de interesse público nacional.

De acordo com o documento, esta aprovação permite proceder à delimitação da respectiva área de intervenção, adoptando medidas especiais necessárias à sua concretização no prazo de vigência do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) através de uma “maior flexibilidade e celeridade” ao nível dos procedimentos administrativos aplicáveis às diferentes componentes do empreendimento.

De acordo com o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Hugo Hilário, este decreto-lei visa “facilitar” e “dar um regime especial” ao projecto de construção do empreendimento, também conhecido por Barragem do Pisão, para que o mesmo seja executado. “Este diploma vem facilitar, dar um regime especial a este projecto, para que esses procedimentos administrativos obrigatórios sejam mais ágeis”, explicou.

De acordo com o presidente da CIMAA, entidade responsável pela execução do projecto, um processo desta “dimensão” e desta “complexidade” conta com uma série de procedimentos “administrativos, formais e jurídicos”, que são “complexos” ao longo da sua execução. A título de exemplo, Hugo Hilário referiu matérias como o Plano Director Municipal (PDM), as obras, as expropriações ou o realojamento da população da aldeia de Pisão.

Investimento inscrito no PRR
O empreendimento vai envolver um investimento total de 171 milhões de euros, dos quais 120 milhões estão inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo o cronograma submetido à Comissão Europeia, as obras estarão terminadas em 2025. O futuro empreendimento, cujo principal objectivo é garantir a disponibilidade de água para consumo urbano, vai surgir numa área de 10 mil hectares e beneficiar cerca de 110 mil pessoas nos 15 municípios do distrito de Portalegre. Além disso, a CIMAA já explicou que a barragem visa reconfigurar a actividade agrícola e criar oportunidades para novas actividades económicas, nomeadamente ao nível da agricultura, do turismo e no sector da energia”, já que engloba também uma central fotovoltaica flutuante. A Barragem do Pisão é uma aspiração e reivindicação histórica das populações do Alto Alentejo, com mais de meio século. O empreendimento, que prevê a submersão da pequena aldeia do Pisão, com 60 habitantes, já foi anunciado por três primeiros-ministros – Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso-, mas continua por construir.

Ambientalistas contestam
As associações ambientalistas GEOTA e Quercus contestaram o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Barragem do Pisão, no Crato (Portalegre), alegando que o projecto “não cumpre os objectivos ambientais” do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR). Em comunicado, o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), que participou na consulta pública do EIA do projecto, alerta para o “não cumprimento do princípio de não prejudicar significativamente o ambiente’”, que consta do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR). O GEOTA propõe que se “reavalie o cumprimento dos objectivos ambientais dispostos no MMR, considerando as conclusões do EIA apresentado”. “Há fortes indícios de que uma nova avaliação do princípio de não prejudicar significativamente o ambiente, considerando os impactes identificados pelo EIA, apontaria para o não cumprimento do próprio princípio, pelo Governo português, contrariando assim o princípio fundamental para aceder ao financiamento do MMR”, frisa Lígia Figueiredo, uma das especialistas do GEOTA. Também em comunicado, o Núcleo Regional de Portalegre da associação ambientalista Quercus, que apresentou igualmente “uma participação de discordância” na fase de consulta pública do EIA, lembra que este admite “significativos impactes negativos” a gerar pelo projecto. Por isso, para a Quercus, “não é clara a justificação do principal objectivo da construção da barragem de abastecimento público” porque a albufeira de Póvoa e Meadas “é suficiente” para esse fim” e o projecto “não cumpre os objectivos ambientais estabelecidos no princípio de não causar dano significativo (DNSH) do MRR”, entre outros argumentos.

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União Europeia vai destinar 100M€ à recuperação de escolas na Ucrânia

Von der Leyen recordou que os ataques russos danificaram ou destruíram mais de 70 escolas e que meio milhão de crianças ucranianas tiveram que começar o ano letivo em países da UE

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A presidente da Comisssão Europeia, Ursula von der Leyen discursou no Parlamento Europeu esta quarta-feira sobre a guerra na Ucrânia e a crise energética que está a afetar a UE e anunciou que vai entregar 100 milhões de euros para a reconstrução de escolas naquele País.

“Hoje anuncio que vamos trabalhar com a primeira dama (da Ucrânia, Olena Zelenska) para apoiar a reabilitação das escolas ucranianas danificadas. E por isso iremos contribuir 100 milhões de euros. Porque o futuro da Ucrânia começa nas suas escolas”, disse Von der Leyen durante o seu discurso sobre o estado da União no Parlamento Europeu em Estrasburgo (França).

A política alemã, que elogiou o trabalho com as famílias afetadas pela guerra realizado por Zelenska, presente como convidada na sessão parlamentar de hoje, recordou que a UE já contribuiu mais de 19.000 milhões de euros em ajuda financeira à Ucrânia, à margem do apoio militar que está a dar.

Mas deixou claro que a União manterá seu apoio “a longo prazo” e apontou que a reconstrução de Ucrânia “vai requerer enormes recursos”.

Von der Leyen recordou que os ataques russos danificaram ou destruíram mais de 70 escolas e que meio milhão de crianças ucranianas tiveram que começar o ano letivo em países da UE, enquanto muitos outros dentro da Ucrânia “simplesmente não têm uma sala a onde ir”.

“Não só apoiaremos com financiamento, como também capacitaremos a Ucrânia para que aproveite ao máximo o seu potencial”, resumiu a presidente comunitária.

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Lagos vai construir edifício multifamiliar a custos controlados; investimento ronda 1,5M€

Para além desta empreitada, a autarquia tem em fase final de projeto mais 100 novos fogos a construir na mesma urbanização, em terreno de maior dimensão previamente adquirido para o efeito

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A Câmara Municipal de Lagos adjudicou a execução da empreitada de construção de mais um edifício multifamiliar a custos controlados. O novo empreendimento habitacional irá ser edificado no lote 14 da Urbanização CHESGAL, na cidade de Lagos, acrescentando, quando estiver concluído, mais 12 fogos ao parque habitacional municipal. A obra tem uma duração prevista de 540 dias, representando um investimento de 1.422,761,14€ (acrescido de IVA).

Para além desta empreitada, a autarquia tem em fase final de projeto mais 100 novos fogos a construir na mesma urbanização, em terreno de maior dimensão previamente adquirido para o efeito.

Estas ações têm enquadramento na Estratégia Local de Habitação (ELH) de Lagos e estão previstas nas Grandes Opções do Plano para 2022, que identifica a habitação como uma das principais prioridades políticas, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida da população, a competitividade do município e a coesão social e territorial.

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Spotahome aumenta número de reservas em 150% no Verão

“Os números do turismo pré-pandemia voltaram. Vemos cada vez mais interesse de estrangeiros para explorar o nosso País, sendo Lisboa e o Porto, dos destinos turísticos mais populares na Europa”, afirma Pedro Franco Caiado, country manager da Spotahome

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A plataforma de arrendamento de casas, Spotahome, aumentou a sua operação em 150% quando comparado com os números pré-covid de 2019. Segundo a empresa, que alia a tecnologia ao sector imobiliário, a maior parte dos inquilinos, cerca de 70%, que optou por arrendar casas através da plataforma são de nacionalidade estrangeira, sendo que se destaca o arrendamento por parte de cidadãos provenientes de Espanha, Itália, Alemanha, Holanda, Brasil e EUA.
“Os números do turismo pré-pandemia voltaram e com eles a operação da Spotahome aumentou exponencialmente. Vemos cada vez mais interesse de estrangeiros para explorar o nosso País, sendo Lisboa e o Porto, principalmente, dos destinos turísticos mais populares na Europa. A nossa missão passa também por assegurar que não há surpresas nem do lado do inquilino, nem do lado do senhorio. Vemos no mercado português uma oportunidade grande de acrescentar valor ao modo como se arrendam casas, aliando tecnologia a um sector com um potencial de crescimento grande” afirma Pedro Franco Caiado, Country Manager da Spotahome.
A plataforma já conta com 14 mil reservas em três anos de operação em Portugal e está presente em Lisboa, Porto e Coimbra. A empresa pretende expandir para todo o país, com o objectivo de uniformizar e apresentar toda a oferta de casas numa só plataforma.
Em 2021 a empresa fechou uma ronda de investimento de 25 milhões de euros que permitirá que a consolidação do seu crescimento e plano de expansão nos países onde está presente, incluindo Portugal.
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Construção da nova ponte de Faro vai avançar

A obra, com prazo de execução de 540 dias, deverá ter início em breve e prevê a construção de uma nova ponte de acesso à Praia de Faro

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Está formalmente assinado o auto de consignação da obra de construção da nova ponte de acesso à Praia de Faro, um investimento promovido pela autarquia algarvia estimado em 6,5 milhões de euros.

A empreitada, adjudicada ao consórcio formado pelas empresas Extraco e Proxectos, foi adjudicada cerca de 1,5 milhões de euros adicionais face à proposta inicialmente adjudicada. A revisão extraordinária de preços, aprovada em Assembleia Municipal de Faro no passado dia 28 de julho, pretendeu dar resposta à situação excecional que provocou aumentos abruptos nos preços das matérias-primas, dos materiais e da mão-de-obra, com impacto na construção e nos custos dos trabalhos previstos nesta empreitada, com uma importância crucial para o concelho.

A obra, com prazo de execução de 540 dias, deverá ter início em breve e prevê a construção de uma nova ponte de acesso à Praia de Faro, que substituirá a atual e será localizada num traçado paralelo a Nascente desta, a uma distância que acautela, entre outros factores, a necessidade de execução dos trabalhos de demolição da ponte atual – cujos custos de remoção serão igualmente suportados pela Autarquia –, após a conclusão e entrada em funcionamento da nova estrutura, que vai cobrir uma distância de cerca de 180 metros, com um tabuleiro de 11 metros de largura.

Este tabuleiro vai acolher duas faixas para circulação automóvel, permitindo igualmente o acesso de transportes públicos colectivos à Praia de Faro, contemplando ainda dois passeios pedonais, um deles com uma largura que permite a convivência da circulação pedonal com a ciclável.

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Localização do Novo Aeroporto decidida até 2023, reafirma Costa

“Tudo farei para que a decisão não tenha só apoio deste Governo, mas pelo menos o apoio do principal partido da oposição e, preferencialmente, de todos os outros partidos”, referiu António Costa

Ricardo Batista

A localização do Novo Aeroporto de Lisboa deverá ficar definida até 2023, segundo reafirmou, esta segunda-feira, o primeiro-ministro assegurando que tem mantido com o líder do PSD um contacto “sereno”.

Em entrevista concedida à TVI/CNN Portugal, António Costa lembrou que durante a campanha para as legislativas assumiu que o desfecho do processo deveria passar por um entendimento mais alargado no Parlamento, nomeadamente entre os maiores partidos do arco da governação. “Eu fui o primeiro que chegou aqui e em vez de mudar a decisão que tinha sido tomada foi não discutir mais. Foi decidido, vamos fazer. O que acontece é que o partido que tomou a decisão evoluiu na sua posição.”, lembrou o primeiro-ministro, apontando as divergências entre o actual líder do PSD e a anterior direcção em relação ao processo do aeroporto.

“Creio que vamos ter condições para no próximo ano termos essa decisão. Tenho tido contacto com o líder do PSD e não estamos muito distantes para podermos fixar-nos numa metodologia para a realização de uma avaliação ambiental estratégica que é necessária”, assegurou. Questionado sobre se essa definição metodológica não poder ser entendida como um reinício do processo desde a ‘estaca 0’, atendendo a que, em rigor, este ser um assunto que se arrasta há mais de 50 anos, o primeiro-ministro rejeita a ideia, lembrando que muito do trabalho necessário à fundamentação da escolha – qualquer que seja – está já feito.

“Tudo farei para que a decisão não tenha só apoio deste Governo, mas pelo menos o apoio do principal partido da oposição e, preferencialmente, de todos os outros partidos”, referiu António Costa.

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Câmara de Leiria investe quase 2M€ na execução do Parque Aquapolis

Esta infraestrutura, que além da vertente de lazer permite também a prática desportiva, vai ao encontro de um desejo que atravessa várias gerações de leirienses, que reclamavam a sua construção, tendo a opção recaído numa localização de grande tranquilidade, integrada no Percurso Polis, mas muito próxima da cidade

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O Município de Leiria vai criar o Parque Aquapolis Leiria, numa área de 8 hectares junto ao Horto Municipal, um projeto em que a água será um elemento central e que oferece à população um parque com múltiplas valências: extensão do Percurso Polis, horto pedagógico, piscina ao ar livre, parque infantil e recuperação e transformação de antiga ETAR em área fruição comunitária.

Um dos destaques deste projeto é a extensão do Percurso Polis, que ganha uma nova dimensão, assumindo-se como um verdadeiro corredor verde que atravessa toda a cidade, com múltiplas dimensões, ambiental, pedagógica, lazer, desportiva, patrimonial e cultural.

Está prevista uma intervenção do horto Municipal, que passará a ser visitável e assumirá uma dimensão pedagógica, tal como a recuperação antiga ETAR, que se encontra profundamente degradada, e que será transformada num espaço de lazer.

Igualmente de relevo é a construção de um complexo de piscinas ao ar livre, que ocupará uma área de 11.900 m2, com um plano de água com capacidade para 750 pessoas, estacionamento, edifícios de apoio, e ainda uma área adicional de enquadramento natural e de estadia de 13.000 m2.

Esta infraestrutura, que além da vertente de lazer permite também a prática desportiva, vai ao encontro de um desejo que atravessa várias gerações de leirienses, que reclamavam a sua construção, tendo a opção recaído numa localização de grande tranquilidade, integrada no Percurso Polis, mas muito próxima da cidade.

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria, considera que este é “um projeto arrojado e ambicioso, que vai criar uma nova centralidade em Leiria, que sobe um grande degrau no nível da qualidade de vida oferecida à população”.

“Este é um exemplo da ambição que temos para Leiria, um concelho que queremos posicionar entre os mais atrativos e competitivos do país, mas num modelo de desenvolvimento sustentável que coloca em primeiro lugar a qualidade de vida da população”, acrescenta.

Para a sua concretização, o Município vai investir 1,8 milhões de euros na aquisição de um terreno contíguo ao horto municipal, com uma área de 45.000 m2, que integra três edifícios, que serão adaptados para receberem as oficinas da Câmara e dos SMAS, passando a funcionar como um Centro Logístico Municipal.

Deste modo, o valor do investimento é aplicado não apenas no centro logístico, mas alavancado no desenvolvimento de um novo parque público, dirigido a vários segmentos da população, a começar pelas crianças, que beneficiarão de um horto pedagógico e do complexo de piscinas a construir.

Esta solução permite uma importante poupança na construção de instalações de raiz, e liberta as instalações em S. Romão e Guimarota para projetos que impulsionarão a regeneração e valorização destas áreas nobres da cidade, resultando numa nova bolsa de desenvolvimento urbano.

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Porto: Ligação entre São Bento e Casa da Música prevista para 2025

“Estamos a regularizar o piso da base, e vamos começar de imediato a montar a estrutura da laje de base da estação. Esta é uma estação charneira, porque é daqui que nasce o túnel, em direcção quer ao Santo António, quer à Casa da Música”, sublinhou Tiago Braga, presidente do conselho de administração da Metro do Porto

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Apesar das contingências com que os trabalhos se têm deparado, na obtenção de materiais e matérias-primas e no aumento de custos, as obras da Linha Rosa do Metro do Porto estão a decorrer dentro do prazo previsto. A futura estação da Galiza, por onde vai passar a nova linha, que irá fazer a ligação entre São Bento e a Casa da Música, deverá estar concluída em 2025. E irá trazer, também, “uma mudança no paradigma do transporte na cidade”, sublinhou, nesta quinta-feira, Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, por ocasião à visita à obra.

“As pessoas só vão ficar satisfeitas com esta obra quando não houver obra, quando ela estiver terminada. É nesse momento que as pessoas vão perceber que houve uma mudança no paradigma do transporte na cidade, com um impacto enorme na qualidade de vida, no ambiente, e também na sua bolsa, porque é muito mais barato andar de metro do que andar em transporte individual”, frisou.

“Ao mesmo tempo, têm surgido algumas coisas que parecem más mas são boas”, acrescentou Rui Moreira. “Por exemplo, quando ao fazer escavações descobrimos parte da história do Porto. É evidente que as descobertas arqueológicas, nomeadamente nas Cardosas, atrasam um pouco a obra e aumentam o custo, mas ao mesmo tempo é o nosso património que fica a descoberto. Tudo isso, no futuro, será devidamente avaliado pelos cidadãos”, concluiu.

Com uma dotação global de 407 milhões de euros é expectável que ocorra um acréscimo de custos devido às actuais circunstâncias. Ainda assim, Tiago Braga, presidente do conselho de administração da Metro do Porto, sublinhou que, “durante a fase de concurso, face ao que tinham sido os preços-base, conseguimos apresentar resultados que nos permitiram algumas poupanças. Estamos a gerir esse orçamento já tendo em consideração este aumento de custos. Olhamos para o projecto de uma forma mais abrangente.”

“A Ucrânia era um dos grandes produtores de aço mundiais, há aqui um impacto direto da guerra nos custos dos materiais e matérias-primas associadas à construção civil”, acrescentou Tiago Braga, admitindo uma inflação de “20% a 30%” nos preços.

Em termos técnicos, na futura estação Galiza, Tiago Braga explicou que já foi escavado tudo o que havia para escavar. “Estamos a regularizar o piso da base, e vamos começar de imediato a montar a estrutura da laje de base da estação. Esta é uma estação charneira, porque é daqui que nasce o túnel, em direcção quer ao Santo António, quer à Casa da Música” – trabalhos que o responsável prevê terem início entre a última semana de Setembro e o início de Outubro.

A futura estação Galiza vai servir a EB 2/3 Gomes Ferreira, o Centro Comercial da Galiza, a Escola Secundária Infante D. Henrique, a Maternidade Júlio Dinis e toda a área envolvente – Centro Materno Infantil do Norte, Faculdade de Letras, Faculdade de Arquitectura, Jardins do Palácio de Cristal e Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

A Linha Rosa do Metro do Posto será a via directa da Boavista à Baixa, ligando as linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja, na Casa da Música, à Linha Amarela, na Estação de S. Bento.

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