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Sector dos escritórios recupera níveis de ocupação em 2021

Segundo Carlos Oliveira, partner e director do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield, apesar do teletrabalho e modelos de trabalho mais flexíveis, “os escritórios continuam a ter uma importância fundamental na cultura, comunicação e eficiência das corporações”

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Segundo Carlos Oliveira, partner e director do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield, apesar do teletrabalho e modelos de trabalho mais flexíveis, “os escritórios continuam a ter uma importância fundamental na cultura, comunicação e eficiência das corporações”

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Após um primeiro semestre caracterizado por uma maior morosidade dos processos de tomada de decisão, e com quebras na procura na ordem dos 35% na Grande Lisboa e de 55% no Grande Porto, a resolução gradual da situação pandémica fez sentir os seus efeitos já na segunda metade do ano, reflectindo uma recuperação da absorção de 15% e 5%, respectivamente, segundo dados relativos à actividade do setor de escritórios divulgados pela Cushman & Wakefield.

Segundo Carlos Oliveira, partner e director do departamento de escritórios da Cushman & Wakefield, “o sector recuperou bem na segunda metade do ano e 2022 dá sinais de continuidade de crescimento. Algum receio que o teletrabalho tivesse um impacto negativo muito significativo nestes números tem-se revelado infundado. As empresas e os seus colaboradores ajustaram-se a modelos mais flexíveis ou híbridos na forma de utilizar os espaços mas os escritórios continuam a ter uma importância fundamental na cultura, comunicação e eficiência das corporações”.

No mercado de escritórios da Grande Lisboa, apesar da quebra de 35% no primeiro semestre, em 2021 foram transaccionados 159.000 m², um crescimento homólogo de 15%. Verificou-se um aumento do número de operações, para cerca de 135, que foi contrabalançado pela redução da área média transacionada, para os 1.180 m².

Esta evolução da absorção foi fortemente influenciada pela concretização de alguns negócios de grande dimensão, nomeadamente a futura ocupação própria pela Câmara de Oeiras dos Paços do Concelho no Corredor Oeste (zona 6) com 30.500 m², cuja construção iniciou recentemente; e os pré-arrendamentos pela incubadora Factory no Hub Creativo do Beato em Outras zonas (zona 7) e pela Critical Techworks na K Tower no Parque das Nações (zona 5), com cerca de 10.000 m² cada. Desta forma, o Corredor Oeste (zona 6) concentrou o maior volume de procura, com 32%, e sector de TMT’s & Utilities retomou a primazia, sendo responsável por 31% da absorção.

A taxa de desocupação aumentou 100 pontos base (p.b.) face a 2020, situando-se actualmente nos 5,7% e foram concluídos 43.100 m², dos quais somente 10% se encontram disponíveis no mercado. Demonstrando uma expectativa de retoma a curto prazo, o volume de oferta futura mantém-se elevado, com 188.000 m² de escritórios em construção, embora metade já tenha ocupação assegurada. Entre estes destaque para os empreendimentos atualmente em construção, com previsão de conclusão entre este ano e o próximo, nomeadamente o Exeo Office Campus – Aura e Lumnia (44.100 m²), o Alcântara Lisbon Offices (34.400 m²) e o World Trade Center Lisboa (23.300 m²).

No Grande Porto, após um a quebra expressiva de 55% da absorção no primeiro semestre de 2021, a maior actividade na segunda metade do ano contribuiu para um volume total transaccionado de 56.600 m², um crescimento homólogo de 5%. À semelhança da capital, esta variação foi caracterizada por um maior número de negócios, acima de 60, e uma quebra da área média transaccionada, para os 900 m².

Entre os negócios a destacar há um arrendamento de cerca de 7.000 m² no Centro Empresarial da Lionesa em Matosinhos (zona 6) e um total 9.150 m² distribuídos por sete negócios no POP (Porto Office Park) no CBD Boavista (zona 1), que contribuíram para a ocupação integral deste empreendimento. Consequentemente, o CBD Boavista (zona 1) concentrou o maior volume de absorção, com 44%, e Outros Serviços foram os mais representativos, agregando 29% da procura total.

Nesta região a taxa de desocupação aumentou igualmente perto de 100 p.b. para os 8,9%, e foram concluídos 19.300 m², dos quais 60% se encontram por ocupar. Relativamente à oferta futura, 73.300 m² encontram-se em construção, com 35% dessa área com ocupação já garantida. Entre os maiores edifícios em desenvolvimento encontram-se o Porto Business Plaza (15.500 m²) e dois edifícios no Centro Empresarial da Lionesa (14.600 m²), todos com conclusão prevista para 2022.

Num enquadramento de recuperação gradual dos níveis de procura, verificou-se uma manutenção generalizada dos valores brutos de arrendamento, complementada pela concessão de incentivos adicionais, como carência de rendas e/ou contribuições para fit-out, pelos proprietários. Ainda assim, a reduzida disponibilidade entre os edifícios com melhor qualidade na Grande Lisboa contribuiu para um aumento da renda prime no Prime CBD (zona 1) para os €23,5/m2/mês; mantendo-se no Grande Porto nos €18/ m²/mês no CBD Boavista (zona 1).

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Directores de obra e encarregados com forte procura e escassez de oferta

Um estudo elaborado pela consultora Michael Page permite constatar que o sector que tem sido profundamente afectado pela falta de mão de obra essencialmente técnica em funções mais operacionais, depara-se actualmente com a escassez de talento que se torna cada vez mais transversal às várias áreas

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A Michael Page, especialista em recrutamento especializado, acaba de publicar os resultados da análise “Como Atrair Talento no Sector de Engineering & Manufacturing”, segundo a qual o recrutamento das empresas no sector da construção e engenharia “está em alta”.

Falta de talento com tendência a aumentar
Segundo a consultora, a falta de talento no sector da construção, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, tem tendência a aumentar e a generalizar-se a todas as áreas de engenharia directamente ligadas ao sector da Construção, nomeadamente, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Engenharia Electrotécnica. De acordo com o estudo, onde são abordadas as competências mais valorizadas, as soft skills relevantes e as estratégias mais adequadas para atrair talento num mercado com poucos profissionais especializados disponíveis, o sector que tem sido profundamente afectado pela falta de mão de obra essencialmente técnica em funções mais operacionais, depara-se actualmente com a escassez de talento que se torna cada vez mais transversal às várias áreas. A procura por profissionais qualificados para a área da Construção tem-se sentido, sobretudo, nas zonas urbanas de Lisboa e Porto.

As profissões mais procuradas, no segmento onde a Michael Page actua, são os directores de obra, encarregados gerais, preparadores e engenheiros orçamentistas para a construção. A intenção de contratação faz-se sentir também no sector imobiliário, sendo o perfil mais procurado o de project manager.

Guerra também dificulta
Apesar do dinamismo no recrutamento que se faz sentir, factores como a guerra na Ucrânia, o elevado aumento dos preços dos materiais e a crescente falta de mão de obra qualificada, poderão ter impacto significativo no sector. Para António Costa, senior associate manager da Michael Page , “os sectores da construção e imobiliário vivem nesta fase ainda momentos de alegria e saúde, contudo começam a surgir indicadores, principalmente devido à guerra na Ucrânia que impactam directamente estes negócios e que podem alterar completamente o panorama.

Os preços das matérias-primas continuam a aumentar significativamente, sendo praticamente impossível cumprir obras em construção com os valores previamente orçamentados. Por sua vez fica difícil para os promotores imobiliários assumirem directamente estes custos, sob pena do produto final ficar com valores insuportáveis para o mercado”. Também a Engenharia é uma área de forte procura por talento pelo mercado. De forma idêntica, a área de Engenharia Civil, em grande escala absorvida pelo sector de Property & Construction, tem-se mostrado resiliente, registando e mantendo níveis de actividade de recrutamento muito activos.

Perfis ‘em alta’
A procura de engenheiros com diferentes backgrounds académicos, como mecânica, química, gestão industrial, eletrotécnica, tem-se verificado sobretudo na indústria. Os perfis de Electrotecnia e áreas afectas à Energia são cada vez mais valorizados e procurados, dada a sua relevância, nomeadamente na conversão e transição energética, e no papel das energias renováveis em termos de investimento e recuperação económica para Portugal. “Num sector em que o talento é limitado, as empresas procuram profissionais com competências que acompanhem os processos operacionais tecnológicos em curso e que possam contribuir para a transformação e aumento dos resultados financeiros. Assim, são valorizados conhecimentos de metodologias lean, como Six Sigma Black Belt, desenvolvimento de novos produtos, realização de processos e gestão de múltiplos projectos, aliados a abordagens focadas no cliente, com elevado sentido de responsabilidade e atenção ao detalhe, que se destacam, entre as qualificações mais procuradas”, revelam os responsáveis da Michael Page. Ao nível das soft skills, as empresas valorizam a capacidade de comunicação (essencial para explicar informações técnicas), liderança, pensamento criativo, capacidade de influência e resolução de problemas, essenciais tanto no sector da Construção como de Engenharia. No entender de Joana Reis, senior consultant da Michael Page, “a área técnico-comercial, revela um aumento de procura por perfis cada vez especializados em produtos específicos.

O mercado valoriza o facto de os candidatos conseguirem aportar valor comercial e de negociação, mas também apoio técnico e consultivo aos clientes que gerem. Este aumento de procura de perfis cada vez mais técnicos e especializados, aliado ao mercado de trabalho com níveis relativamente baixos de desemprego, contribui para a escassez de candidatos”. O desafio de atrair profissionais que se faz sentir no mercado de trabalho no sector da construção e engenharia e o aumento da concorrência pelo talento, tem contribuído para importantes aumentos na remuneração salarial. Como indicação, na indústria, um director- geral pode auferir o salário máximo de 170 mil euros, se trabalhar em Lisboa, e a mesma função, na mesma zona geográfica, na área da Construção, até 110 mil euros brutos anuais.

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OLI aumenta produção em resposta à procura internacional

A OLI inaugurou uma nova célula robotizada que irá produzir 3000 válvulas por dia e mais de um milhão por ano, num total de 60 referências

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Com este investimento que ultrapassou o meio milhar de euros, a empresa de produção de autoclismos “acelera” a sua produção e a sua capacidade de resposta ao mercado internacional.

“O investimento industrial que apresentámos, com a aquisição de uma célula totalmente automatizada, pretende ser um ponto de partida para podermos capacitar a OLI ao nível da automação de mais processos”, justificou o administrador, António Ricardo Oliveira.

A inovação surge numa altura em que a exposição internacional da marca aumenta e que é necessário dar resposta ao crescimento acelerado da actividade. Um crescimento que não é alheio à estratégia de associação e patrocínio da marca a eventos como a Moto GP. A OLI é patrocinado da equipa Gresini Racing, cujo piloto Enea Bastianini lidera a classificação geral do campeonato Mundial de Moto GP.

“Este apoio à Gresini Racing tem-se revelado uma aposta ganha, não só pelas vitórias que contribuíram para chegarmos ao Grande Prémio de Portugal em primeiro lugar, mas acima de tudo o reconhecimento de marca que tem trazido a nível internacional junto de clientes e parceiros da OLI”, afirma António Ricardo Oliveira.
“Esta evolução afirma aquilo que queremos ser enquanto empresa, uma organização em evolução e em crescimento acelerado, disposta a competir para se destacar entre os melhores do mundo. Esta parceria permite ampliar a internacionalização da OLI, através da exportação para novas geografias e o crescimento de importadores estratégicos”, afirma António Ricardo Oliveira, administrador da OLI.

Esta exposição mundial da OLI na prova “rainha” do motociclismo junta-se à visibilidade mediática internacional que a marca tem adquirido com a conquista de prémios mundiais de design, como o Red Dot Design Awards, o IF Design e, mais recentemente, o Archiproducts Awards com a placa de comando de autoclismo “Less Is More” da autoria do arquitecto italiano Alessio Pinto.

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Preços das casas registam subida de 17% face a Março de 2021

De acordo com o Índice de Preços Residenciais, apurado pela Confidencial Imobiliário, o mês de Março registou uma subida de 2,0% face ao mês anterior, dando continuidade ao ciclo de fortes subidas mensais dos últimos meses

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Dando continuidade ao ciclo de fortes subidas mensais dos últimos meses, o mês de Março registou nova subida nos preços de vendas das casas. De acordo com o Índice de Preços Residenciais, apurado pela Confidencial Imobiliário, os preços subiram 2,0% face ao mês anterior, o que coincidiu com o primeiro mês após o início da guerra na Ucrânia.

Ao contrário do que se temia, a situação de guerra na Ucrânia não afetou a dinâmica do mercado português de habitação, tendo-se a procura mantido em linha com o trimestre anterior. De acordo com o SIR-Sistema de Informação Residencial, o preço médio de venda das casas em Portugal atingiu os 2.015€/m2 no 1º trimestre de 2022, oscilando entre os 3.182€/m2 no segmento de novos e 1.881€/m2 nos usados. Neste período terão sido vendidas cerca de 42.500 casas no país, em linha com o trimestre anterior, quando as vendas ficaram em torno das 43.500 unidades, e mantendo a atividade transacional acima das 40.000 unidades pelo terceiro trimestre consecutivo.

Desde início do ano, que os preços das casas registam crescimentos mensais de entre 1,5% e 2,0%, comportamento que resultou numa variação de 5,5% no 1º trimestre do ano face ao trimestre anterior. Na verdade, desde Outubro do ano passado que a subida mensal dos preços supera a marca de 1,0%, levando a uma intensificação da variação trimestral, a qual passou de 2,1% no 3º trimestre de 2021 para 3,9% no 4º trimestre, e para os actuais 5,5%. Esta última subida trimestral é a mais elevada desde que este Índice monitoriza o comportamento dos preços de venda da habitação no País, em 2007.

Em termos homólogos, os preços apresentam uma subida de 17,0% em Março, quase cinco pontos percentuais mais do que os 12,2% que este indicador registava no final do ano passado.

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Comporta: Vanguard Properties e GreenVolt anunciam parceria para “maior comunidade de energia da Europa”

Todos os edifícios no projecto Terras da Comporta estarão ligados à comunidade energética descentralizada, onde 35.000 m² de painéis fotovoltaicos irão garantir uma autonomia de pelo menos 80%. O investimento total, repartido entre a Vanguard Properties e a GreenVolt, é de até 11 M€

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A Vanguard Properties e a Energia Unida, do Grupo Greenvolt, anunciaram uma parceria para desenvolver uma comunidade de produção descentralizada de energia para o projecto imobiliário “Terras da Comporta”. Este projecto engloba os loteamentos Torre, em Alcácer do Sal e o Dunas, em Grândola, num total de 1.376 hectares. Todos os edifícios que serão construídos no projecto “Terras da Comporta” estarão ligados à comunidade energética descentralizada, o que significa que serão simultaneamente produtores e consumidores de energia, o que inclui os dois campos de golfe, loteamentos residenciais, hotéis, hotéis-apartamento, aldeamentos turísticos e equipamentos logísticos e comerciais.

De acordo com a promotora, “esta será a maior comunidade energética de Europa” e deverá contar com uma produção estimada de cerca de 7MW através da instalação de 35.000 m² de painéis fotovoltaicos. Desta forma estarão garantidos “uma autonomia energética de pelo menos 80%, através da produção própria a partir de fontes renováveis” para os projectos imobiliários.

O investimento previsto é de até 11 milhões de euros, sendo que até sete milhões de euros serão investidos por parte da Energia Unida e até quatro milhões nas estruturas de car-park, a cargo da Vanguard Properties, sobre os quais serão instalados os painéis.

Para José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, “a parceria com a Energia Unida para criação da maior comunidade energética da Europa está perfeitamente alinhada com os valores e posicionamento de um projeto imobiliário que se distingue pela visão de desenvolvimento para a região e que assume como pilares a mobilidade, a inovação, a sustentabilidade ambiental, a ligação às pessoas e aos seus ambientes e o respeito pela diferença e tradição. Pretendemos que o ‘Terras da Comporta’ seja uma referência não apenas a nível nacional, mas também internacional“.

O conceito de comunidade energética consiste na produção descentralizada de energia e partilha com os membros da comunidade. A título de exemplo, no caso do “Terras da Comporta”, cada casa, cada unidade hoteleira ou espaço comercial terão instalados painéis fotovoltaicos que estarão a produzir energia para consumo próprio ou para partilha com a comunidade, sempre que não haja necessidade de consumo ou em caso de excesso de produção. Desta forma, há uma optimização da produção e do consumo com benefícios muito significativos para os consumidores que podem atingir uma redução do custo de energia de cerca de 40%. Por outro lado, tratando-se de produção de energia a partir de fontes renováveis vai contribuir para o grande objectivo de sustentabilidade do projeto, que passa por garantir que todos os edifícios construídos sejam neutros em emissões de carbono (Net Zero Carbon Buildings).

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Mercado de escritórios em Lisboa com tendência de crescimento para níveis pré-pandemia

Enquanto o volume de absorção superior a 64 mil m2 colocam o mercado de escritórios em Lisboa próximo dos níveis registados pré-pandemia, no Porto o mesmo segmento registou um volume de absorção de 5.900 m2, duplicando o resultado obtido no mesmo período de 2021

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“No primeiro trimestre de 2022, o mercado de escritórios de Lisboa registou um volume de absorção de 64.289 m2, num total de 45 operações fechadas, das quais 70% representaram uma mudança de instalações de empresas. O crescimento na ocupação foi fortemente alavancado pela operação de pré-arrendamento de 28.000 m2 pela Fidelidade no Edifício Álvaro Pais, na zona de Entrecampos. O resultado sem essa operação seria, no entanto, 24% acima do mesmo período de 2021, o que confirma a tendência de crescimento pós-pandemia”, avança a Savills.

De acordo com a consultora, os resultados deste trimestre confirmam a tendência de crescimento e recuperação em relação a 2021. “O regresso dos colaboradores aos escritórios é uma realidade confirmada. As empresas prosseguem a adaptação dos seus espaços e da sua localização às novas necessidades, situação que tem dinamizado a procura de mercado”, aponta Alexandra Portugal Gomes, head of research da Savills Portugal.

Durante este trimestre foram realizadas 45 operações, revelando um crescimento de 66% em comparação ao mesmo período de 2021. A zona Prime CBD (Zona 1) registou 29% das operações, seguida pela zona do Parque das Nações (zona 5) e a do Corredor Oeste (zona 6), ambas com 18%. A nova sede da Fidelidade fez sobressair o intervalo de área ocupada acima dos 5.000 m2, (53% do total). Excluindo esta operação, o intervalo mais representativo seria o relativo a espaços entre os 1.501 m2 – 3.000 m2, com um peso de 13% dos 64.289 m2.

No que respeita ao volume de absorção por sector de actividade, destaca-se o sector dos Serviços Financeiros, com 30.458 m2 associados, em que 28.000 m2 foram ocupados pela Fidelidade e o sector dos Serviços a empresas, com 11.304 m2, dos quais 5.807 m2 foram preenchidos por um centro de escritórios na nova zona empresarial (Zona 3).
A mudança de instalações foi responsável por 64% dos negócios, seguida pela expansão de área (20%) e o estabelecimento de novas empresas na cidade de Lisboa (16%).

“Sendo estes resultados significativos quando comparados com o ano passado, se excluirmos o negócio da Fidelidade, este trimestre fica 13% abaixo do registado no período pré-pandemia (2019)”, constata a Savills. Frederico Leitão de Sousa, head of corporate solutions da Savills Portugal, afirma que “observando o 1º trimestre de 2022, confirmamos a trajectória de recuperação do mercado de escritórios, estando não só acima dos números dos últimos dois anos, mas, acima de tudo, perto dos valores pré-pandemia. Um outro dado assinalável é o aumento gradual de novas empresas a fixar-se em Portugal, particularmente em Lisboa. Esta situação poderá aumentar futuramente em virtude do conflito na Ucrânia, uma vez que algumas empresas poderão optar por se estabelecerem no nosso país ao invés de outras localizações concorrentes como da Polónia ou Roménia”.

Mercado de Escritórios do Porto inicia recuperação

Olhando para mercado de escritórios do Porto, no 1º trimestre de 2022, a Savills assinala o volume de absorção total de aproximadamente 5.900 m2, resultante de 12 negócios, duplicando o resultado obtido no mesmo período de 2021.

A maioria das operações decorreu nos meses de Janeiro e Março, sendo as zonas CBD Boavista e Out of Town as mais ativas, com 42% cada, ainda que a última tenha registado o maior valor de take-up, com 2.461m2 de espaços ocupados.
“Este trimestre confirma o sentido de recuperação do mercado do Porto. Ainda que o crescimento não seja contínuo quando analisado mensalmente, uma vez que Fevereiro foi bastante moderado. Este resultado demonstra que o mercado está a recuperar o seu dinamismo e atractividade gradualmente”, afirma Alexandra Portugal Gomes. Ainda assim, “são boas notícias que reflectem o aumento da procura por parte de empresas nacionais e internacionais, sendo que estas últimas vêm directamente à região do Porto à procura de talento. A zona prime da Boavista será sempre uma opção óbvia para quem se quer instalar nesta região, no entanto, a zona Out of Town representará com maior frequência a oferta de novas opções”, acrescenta Francisco Megre, offices consultant da divisão do Porto da Savills Portugal.

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Parceria entre CICCOPN e empresas do sector disponibiliza dormitórios para estudantes dos PALOP

Parceria com Casais, Mota Engil e Teixeira Duarte irá permitir que, a partir de Junho, sejam colocados no CICCOPN, de forma gratuita, contentores dormitórios para estudantes dos PALOP em formação em Portugal

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O Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (CICCOPN), e três empresas do sector da construção – Casais, Mota Engil e Teixeira Duarte – assinaram um protocolo de cooperação para a instalação, em comodato gratuito, de contentores dormitórios para estudantes dos PALOP.

O protocolo vai permitir impulsionar a capacidade de resposta de formação do CICCOPN, dirigida à qualificação profissional de jovens, em estreita articulação com as empresas.

A instalação destes contentores dormitórios, que deverá acontecer já em Junho, visa suprir a necessidade premente de alojamento para formandos, fruto dos protocolos celebrados entre o CICCOPN e os países africanos de língua oficial portuguesa, ao abrigo dos quais várias dezenas de formandos estão a ser recebidos no Centro, com o intuito de obterem qualificações profissionais no sector da construção civil. Este protocolo permitirá, ainda, entre outros aspectos, impulsionar a capacidade de resposta de formação do CICCOPN, dirigida à qualificação profissional de jovens, em estreita articulação com as empresas.

Segundo Rui Valente, director do CICCOPN, “a área da construção civil continua a viver uma crise de escassez de mão de obra especializada, que se tem vindo a intensificar nos últimos anos, sendo um sector pouco procurado pelos jovens. Neste aspecto, a melhoria passa também pela contratação de profissionais qualificados e por empresas que apostem na qualidade dos seus produtos e dos seus trabalhadores, investindo na sua permanente valorização pessoal e profissional, levando a que o trabalho no setor se torne mais atractivo, ao devolver a estes profissionais, dos quais todos dependemos, o reconhecimento social que lhes é devido”.

O protocolo agora assinado contempla, ainda, uma vertente de operacionalização de formação prática em contexto de trabalho, prevendo que os formandos possam ser acolhidos por estas empresas, para conclusão da parte teórica e tecnológica, com o devido aproveitamento.

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BNP Paribas adquire edifícios de escritórios à Avenue

A aquisição dos edifícios Aura e Echo, no campus EXEO, tem como objectivo relocalizar a sua nova sede em Lisboa para o Parque das Nações. Com um total de 37 mil m2 e 13 mil m2 de jardins abertos ao público, a nova sede terá capacidade de acolher cinco mil colaboradores em modelo de trabalho flexível

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O BNP Paribas completou a aquisição dos edifícios Aura e Echo, no campus EXEO, para a sua nova sede em Lisboa, reforçando o seu compromisso com Portugal e a sua aposta na operação que desenvolve no País. Com um total de 37 mil m2, além de 13 mil m2 de jardins abertos ao público, a sede do BNP Paribas ficará localizada no Parque das Nações, e terá capacidade de acolher cinco mil colaboradores em modelo de trabalho flexível, centralizando a maioria das entidades do Grupo a operar em Portugal.

Na vanguarda da implementação de um modelo de trabalho flexível, criado antes da pandemia, o BNP Paribas concebeu este projecto para atender às necessidades das novas formas de trabalhar, nomeadamente o modelo híbrido. Tendo recentemente lançado o programa Smart Working, que estabelece uma nova política de trabalho focada em quatro pilares – Teletrabalho, Espaços de Trabalho Flexíveis, Novas Ferramentas Digitais, Foco nas Pessoas – a nova sede visa responder às necessidades que advêm de um modelo implementado de forma estratégica por um Grupo com mais de 7.100 colaboradores, de uma forma integrada, através da implementação das mais modernas ferramentas digitais.

Constituindo-se como um projecto de arquitetura moderno, inovador e altamente tecnológico, combinando arquitectura com paisagismo, a nova sede será também um espaço próximo da sociedade, tendo todos os seus jardins e infraestruturas comuns abertos à comunidade.

“O novo campus BNP Paribas representa um compromisso claro do Grupo com Portugal, dando resposta ao crescimento esperado dos próximos anos. Considerando a forte presença que já temos em Lisboa e no Porto, a localização escolhia aproxima-nos mais da comunidade, na medida em que os espaços exteriores comuns são de utilização pública, e também dos nossos clientes, uma vez que o Parque das Nações é um espaço que alberga inúmeras empresas nacionais e internacionais. A nova sede representa um compromisso significativo na forma como estamos estabelecidos em Lisboa, não só pela sua construção e arquitetura de vanguarda, como também pelo facto de centralizarmos quase toda a nossa actividade no mesmo espaço, criando um novo ponto de encontro dos colaboradores. Depois de mais de 35 anos a operar no mercado português, sentimos que este é o passo certo, reforçando um compromisso de longa duração.”, refere Fabrice Segui, CEO do BNP Paribas em Portugal.

Aniceto Viegas, CEO da Avenue, refere que “estamos muito satisfeitos com estas transacção, que irá completar o desenvolvimento do EXEO Office Campus. Em conjunto com a Aermont Capital, desenvolvemos em 2017 uma convicção forte sobre a falta de oferta de campus de escritórios modernos e sustentáveis no mercado de Lisboa depois da crise financeira e o EXEO foi concebido para dar resposta aos requisitos futuros dos mais exigentes utilizadores de escritórios numa localização privilegiada no Parque das Nações. Estamos muito orgulhosos por termos sido escolhidos pelo BNP Paribas para desenvolver os seus novos escritórios centrais em Lisboa, no EXEO”.

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Candidaturas à eficiência energética na Administração Pública Central podem gerar um investimento de 232 M€

O Fundo Ambiental registou 214 candidaturas no âmbito do 1.º aviso referente à “Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central”, que se traduzem num potencial de investimento, caso sejam elegíveis, de 232M€

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O Fundo Ambiental registou 214 candidaturas no âmbito do 1.º aviso referente à “Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central” e que transitam agora para a fase de verificação da elegibilidade e de avaliação de mérito dos projectos.

Estas 214 candidaturas traduzem um potencial de investimento, caso sejam elegíveis, de 232,2 milhões de euros, enquanto o montante solicitado para apoio financeiro é de 219,2 milhões de euros.

Lançado a 7 de Dezembro de 2021 e com uma dotação de 40 milhões de euros (de uma dotação total de 240 milhões de euros até 2026), este 1.º aviso tem como objectivo financiar medidas que promovam a reabilitação, a descarbonização, a eficiência energética, a eficiência hídrica e a economia circular, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios da administração pública central.

Esta medida insere-se na componente “Eficiência Energética dos Edifícios” do Plano de Recuperação e Resiliência, que também financia investimentos para edifícios residenciais e edifícios de serviços. “O objectivo principal comum é reabilitar e tornar os edifícios energeticamente mais eficientes, contribuindo para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de energia e clima, nomeadamente: a redução de emissões de gases com efeito de estufa; redução do consumo de energia; melhoria da eficiência energética e de recursos dos edifícios (residenciais e não residenciais, incluindo a administração pública central); melhoria do desempenho energético do parque imobiliário através de uma significativa vaga de renovação, o aumento da incorporação de fontes de energia renovável, a redução das situações de pobreza energética e a melhoria das condições de vida”, refere nota do Governo.

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Homing Group expande para a Madeira

A expansão para a Madeira vem reforçar o crescimento contínuo do grupo que conta com mais de 350 proprietários em carteira, quatro lojas físicas, serviços em Sintra, Oeiras, Loures e Cascais, para além de uma presença online

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A Homing Group, empresa especializada em Alojamento Local e Mediação Imobiliária, chegou à Ilha da Madeira com a abertura de um novo espaço. Actualmente, a empresa conta com mais de 350 proprietários em carteira, para o que contribui quer o desenvolvimento de ferramentas e serviços de gestão quer a aposta na aberturas de lojas físicas, em Lisboa, Porto e Algarve, e também online. “Adaptamos os nossos serviços a cada parceiro de negócios, propondo planos transparentes, com estudos de rentabilidade prévios e monitorização de receitas”, refere ainda a empresa.

A expansão para a Madeira vem, assim, reforçar o crescimento contínuo do grupo e alargar o serviço a todos os proprietários da Ilha com uma presença física no local, tanto a nível de loja, como uma estrutura própria de manutenção, limpeza e de lavandaria, conseguindo expandir na sua totalidade o serviço total.

“Já prevíamos expandir o nosso negócio e rentabilizar a nossa rede de contactos de investidores estrangeiros e nacionais. Agora vamos conseguir atender ainda mais às necessidades dos nossos clientes e manter o nosso foco na estratégia de proximidade e de crescimento do grupo, sempre com um serviço de excelência”, justifica João Bolou Vieira, CEO do Grupo Homing.

A Homing Group está presente em Portugal Continental com 4 lojas físicas (duas em Lisboa, uma no Porto e uma no Algarve) e com serviços em Sintra, Oeiras, Loures e Cascais, zonas onde o Grupo investiu e expandiu recentemente.

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Sonae Arauco subscreve primeiro financiamento ligado ao desempenho de sustentabilidade

O financiamento, de 184 milhões de euros, estende-se até 2027 e considera dois indicadores de desempenho ESG: maior incorporação de madeira reciclada e redução de acidentes de trabalho

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A empresa de soluções de madeira subscreveu o primeiro financiamento ligado ao seu desempenho de sustentabilidade (Sustainability-Linked Loan), no valor de 184 milhões de euros. A taxa de juro pode variar em função de dois indicadores ESG (Environmental, Social e Governance): o incremento da compra de madeira reciclada e a diminuição de acidentes de trabalho com baixa médica.

“Este financiamento está alinhado com a estratégia da Sonae Arauco e demonstra que estamos comprometidos com uma evolução sustentada da actividade, em que a saúde e a segurança dos nossos colaboradores são a nossa maior prioridade”, refere António Castro, chief financial officer da Sonae Arauco. De acordo com o mesmo responsável, “ligar o desempenho de sustentabilidade da Sonae Arauco à sua performance financeira é um passo natural no caminho que temos vindo a fazer para concretizar a nossa visão de criarmos soluções de madeira que melhorem a vida das pessoas e que desempenhem um papel relevante no desafio das alterações climáticas”, sustenta.

Com este financiamento, a Sonae Arauco compromete-se, até 2026, a aumentar em 19% o volume de madeira reciclada incorporada nos seus produtos e estabelece ainda como meta uma redução significativa dos acidentes de trabalho com baixa médica.

Os indicadores de desempenho definidos foram validados pela S&P e estão alinhados com os Princípios de Empréstimos Ligados à Sustentabilidade emitidos pela Loan Market Association. A operação foi liderada pelo CaixaBank e contou ainda com a participação do ABANCA, Caixa Geral de Depósitos, Export Development Canada e The Bank of Nova Scotia.

Produtos da Sonae Arauco retêm 3,5 milhões de toneladas de CO2

No último ano, “com os produtos que colocou no mercado, a Sonae Arauco foi responsável pela retenção de cerca de 3,5 milhões de toneladas de CO2”, refere a empresa em comunicado. “Os pilares da actividade da empresa em matéria de desenvolvimento sustentável assentam num modelo de economia circular, em torno da valorização da madeira, uma matéria-prima natural, reutilizável e reciclável, capaz de ser continuamente incorporada no processo industrial, e com uma notável capacidade de armazenar CO2”.

A cadeia de valor da Sonae Arauco começa com a utilização de madeira totalmente proveniente de fontes sustentáveis e geridas de forma responsável, incluindo subprodutos da indústria da madeira, e culmina na reutilização e reciclagem dos resíduos de madeira, que também são utilizados na produção de painéis.

A totalidade da madeira utilizada neste processo provém de fontes sustentáveis, certificadas e controladas, geridas de forma responsável e cuidadosamente verificadas. Desta forma, a Sonae Arauco detém dois dos principais sistemas mundiais de certificação florestal – PEFC™ (Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes) e certificação da cadeia de custódia FSC® (Forest Stewardship Council®) (FSC® C104607).

A empresa conta actualmente com um portefólio extenso de soluções de madeira para o sector da construção, do mobiliário e de design de interiores “que tem em consideração aspectos industriais, funcionais, de qualidade e de design. São exemplo as soluções antibacterianas, as linhas resistentes ao fogo ou à humidade, a que se junta uma coleção de soluções decorativas, com visuais e acabamentos únicos, e um sistema integrado de soluções de construção em madeira, que dá resposta aos desafios da construção sustentável”.

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